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Irã planeja atingir alvos de IA no caso de ataque dos EUA, diz autoridade

30 October 2026 at 21:26

O Irã incluiu a infraestrutura de inteligência artificial na região em sua lista de possíveis alvos para ataques de retaliação, caso os Estados Unidos ou Israel realizem uma ofensiva, informou uma autoridade de segurança de alto escalão em Teerã à CNN nesta sexta-feira (30).

A fonte, que falou à CNN sob condição de anonimato, afirmou que ataques à infraestrutura de IA seriam um exemplo de “uma ação com consequências que vão além da crise energética e do Estreito de Ormuz, e com impactos globais muito amplos”.

A autoridade acrescentou que, caso o conflito seja retomado, será uma longa “guerra de surpresas”, que evitará comportamentos previsíveis.

Fontes afirmaram à CNN que o Exército dos EUA no Oriente Médio está preparado para lançar novas operações militares, potencialmente de grande porte, contra o Irã “dentro de 96 horas após receberem” uma ordem de Donald Trump.

Forças suficientes já estão implantadas na região para realizar possíveis investidas, disseram as fontes.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Trump diz que guerra com Irã vai ser resolvida em breve

30 October 2026 at 20:59

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (30) acreditar que a guerra com o Irã terminará em breve, mas não explicou como isso aconteceria.

“Isso vai se resolver em breve”, disse Trump em entrevista à emissora de rádio KCMO, de Kansas City.

“Precisamos de uma garantia de que nunca haverá uma arma nuclear”, adicionou.

Trump já havia afirmado que o conflito deveria acabar após as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos, e que as forças americanas não atacariam o Irã até lá.

A votação — que é crucial para a governabilidade do líder republicano no restante de seu mandato, pois definirá o controle do Congresso — acontecerá em 3 de novembro.

De toda forma, fontes afirmaram à CNN que o Exército dos EUA no Oriente Médio está preparado para lançar novas operações militares, potencialmente de grande porte, contra o Irã “dentro de 96 horas após receberem” uma ordem de Donald Trump.

Forças suficientes já estão implantadas na região para realizar possíveis investidas, disseram as fontes.

*com informações da Reuters

Análise: Trump prometeu esmagar a economia do Irã. O que ele pode fazer?

EUA aprovam venda de 500 mísseis Patriot à Ucrânia por US$ 2,1 bilhões

30 October 2026 at 20:43

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira (30) que aprovou a venda de 500 mísseis Patriot PAC-3 para a Ucrânia por um valor estimado em US$ 2,1 bilhões (equivalente a cerca de R$ 11,3 bilhões).

A Ucrânia pagará pelos mísseis interceptadores defensivos com contribuições do Canadá, da Alemanha e da Noruega — canalizadas por meio do programa Jumpstart, dos EUA —, além de recursos próprios financiados pelo Empréstimo de Apoio à Ucrânia, da União Europeia, afirmou o Departamento de Estado americano em um comunicado.

Atrasos nas entregas de mísseis aumentaram a tensão entre a Ucrânia e os EUA, após o presidente Donald Trump anunciar um acordo sobre diesel com a Rússia e criticar Volodymyr Zelensky pela relutância em interromper os ataques a refinarias russas.

Zelensky declarou, no início desta semana, que o governo ucranaiano aguardava há quase um mês a autorização dos EUA para o fornecimento de mísseis cruciais, em um momento em que a Rússia intensificava os ataques contra a infraestrutura energética e civil.

O líder do país europeu tem solicitado repetidamente aos EUA que acelerem as entregas antes da chegada do inverno. A Casa Branca fornece mísseis adquiridos por aliados da Otan, a aliança militar ocidental, por meio de um programa conhecido como Purl.

A Lockheed Martin é a principal contratada para esta venda.

Os EUA têm fornecido grandes quantidades de armamentos a aliados, ao mesmo tempo em que utilizam munições em suas próprias operações militares — como no Irã —, o que gera preocupações quanto aos estoques de sistemas essenciais de defesa aérea e armas de precisão.

Em julho, o Exército americano firmou um contrato com a Lockheed, no valor de até US$ 58,6 bilhões, para a produção de mísseis interceptadores Patriot.

A empresa afirmou que esse acordo permitirá cumprir a promessa de triplicar a capacidade de produção dos mísseis PAC-3 MSE até o final de 2030, além de ampliar em 50% o número de postos de trabalho em sua fábrica em Camden, no Arkansas — passando de 1.200 para cerca de 1.850 empregos.

Anteriormente, a empresa havia anunciado que a produção de mísseis interceptadores Patriot PAC-3 alcançaria 2.000 unidades por ano.

Negociadores do Pentágono estão pressionando as empresas contratadas a acelerar significativamente o ritmo; acordos preliminares de produção, firmados no início deste ano, estão no centro dos esforços para aumentar a fabricação desses mísseis.

O que é o sistema de defesa Patriot dos Estados Unidos?

X suspende 15 contas que promoveriam desinformação russa sobre Midterms

30 October 2026 at 20:32

A plataforma X suspendeu 15 contas que promoviam o que se suspeita ser desinformação russa sobre as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos. No entanto, algumas contas influentes permanecem ativas, segundo uma organização que monitora a desinformação.

Especialistas afirmam que, até o momento, a interferência russa nas Midterms de 2026 tem sido limitada. Contudo, observou-se um aumento recente na atividade de contas nas redes sociais — possivelmente ligadas à Rússia — que disseminam alegações falsas sobre diversos candidatos democratas ao Senado.

Especialistas em desinformação informaram que as suspensões no X ocorreram na quinta-feira (29) e incluíram perfis com mais de 100 mil seguidores. Ainda assim, muitas das contas mais influentes que propagam esse tipo de conteúdo continuavam ativas até esta sexta-feira (30).

“O X demonstrou que, até certo ponto, está atento a essa questão”, afirmou Bret Schafer, diretor sênior do Institute for Strategic Dialogue, organização que identificou as suspensões.

“Muitas das publicações russas encobertas que detectamos foram removidas rapidamente. Por outro lado, outros elementos dessa infraestrutura continuam no ar”, adicionou.

Essa atividade online assemelha-se a esforços de desinformação observados anteriormente durante o ciclo eleitoral de 2024 — ações que, segundo agências de inteligência dos EUA, estariam ligadas a agentes do governo russo.

A CNN entrou em contato com o X solicitando um posicionamento sobre as remoções e aguarda retorno.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

 

Manifestantes jogam esterco em ruas na Itália e protestos se espalham

30 October 2026 at 19:38

Agricultores despejaram esterco nas ruas de Turim nesta sexta-feira (30), em meio a manifestações que ocorreram em mais de 50 cidades da Itália.

Inspirados por uma onda de protestos semelhantes em outras partes da Europa, dezenas de milhares de italianos foram às ruas para se manifestar contra o aumento no custo de vida e a precariedade dos serviços públicos, como saúde e educação.

A mobilização nacional desta sexta-feira foi liderada pelo sindicato anticapitalista USB (Unione Sindacale di Base) e contou com a participação de trabalhadores dos setores público e privado.

Trabalhadores do setor de transportes também planejavam aderir aos piquetes, mas desistiram da ideia depois que o ministro dos Transportes, Matteo Salvini, ameaçou o setor com sanções.

O sindicato USB incentivou os taxistas a manterem as greves, apesar de terem recebido um aviso semelhante.

As maiores manifestações ocorreram em Milão, Turim e na capital, Roma, onde pessoas de todas as idades se uniram para expressar sua indignação contra a primeira-ministra Giorgia Meloni e seu governo.

Em Milão, manifestantes seguravam cartazes com palavras de ordem antigovernamentais; um deles dizia: “Vamos derrubar o governo Meloni — a rebelião é justa”. Em Nápoles, alguns manifestantes queimaram fotos da premiê.

O Ministério do Interior da Itália informou que prisões “preventivas” foram realizadas antes das marchas, com o objetivo de conter a violência. À exceção de alguns confrontos isolados, as manifestações transcorreram de forma majoritariamente pacífica ao longo da tarde.

Em Roma, quando alguns jovens tentaram incendiar uma caçamba de lixo, outros apagaram o fogo rapidamente, buscando evitar o tipo de violência que marcou protestos semelhantes na França.

Um forte sentimento antiguerra estava evidente, com muitos manifestantes agitando bandeiras palestinas durante a marcha. Outros seguravam faixas que se opunham aos gastos militares do governo.

Embora a paralisação desta sexta tenha ocorrido em nível nacional, as reivindicações variaram de um local para outro.

Na cidade de Gênova, no norte do país, trabalhadores portuários mobilizaram-se contra a “militarização” do porto, na tentativa de bloquear a exportação de armamentos fabricados na Itália para zonas de conflito, incluindo Israel.

Já na vizinha Bolonha, estudantes pediram ao governo que revisasse a política educacional.

Protestos se espalharam pela Europa nas últimas semanas, com centenas de milhares de pessoas exigindo ações governamentais para amenizar o aumento do custo de vida.

Na França, as manifestações começaram no final de setembro, com professores e estudantes protestando contra a falta de investimento na educação e as condições de trabalho precárias.

Desde então, os protestos ganharam força, passando a refletir preocupações mais amplas com o custo de vida.

Uma crise habitacional cada vez mais grave desencadeou manifestações na Espanha e em Portugal, com ativistas montando acampamentos nas praças centrais das capitais.

A Albânia tem registrado uma série de protestos antigovernamentais, com milhares de pessoas indo às ruas para denunciar uma suposta corrupção no governo e exigir a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama.

E, na Sérvia, protestos de jovens conseguiram derrubar o líder do país, Aleksandar Vučić, no último fim de semana.

Análise: “Revolta por insatisfação social” caracteriza protestos na França

Sobrevivente da injeção letal nos EUA quebra silêncio: “Dor na alma”

30 October 2026 at 17:05

Christa Pike, que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal no Tennessee, Estados Unidos, há um mês, falou publicamente pela primeira vez, afirmando que está em recuperação, “mas estar em processo de cura não é o mesmo que estar bem”.

“Não houve um único momento, desde aquela noite, em que eu não tenha sentido dor. Meu corpo dói. Meus braços doem. Minhas mãos doem. Minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade para falar”, revelou Pike em uma declaração por escrito que, segundo seus advogados, foi ditada por ela.

“E a dor não é apenas física. Há dor em minha mente e em minha alma”, adicionou.

Pike, de 50 anos, foi hospitalizada após sobreviver a duas doses de pentobarbital durante uma tentativa de execução pelo estado, ocorrida em 30 de setembro.

Ela foi condenada pelo assassinato de uma colega de classe, Colleen Slemmer, em 1995 — crime cometido por meio de espancamento e golpes de faca.

Logo após o procedimento malsucedido, Pike precisou ser socorrida, e seus advogados chegaram a acreditar que ela não sobreviveria. No entanto, ela recuperou a consciência e, posteriormente, passou a conseguir falar e caminhar com auxílio.

Pike disse que estava “preparada para morrer”, mas, em vez disso, “acordou sozinha em um hospital, confusa e sentindo dor”, segundo o relato.

Este é o primeiro comentário público atribuído a Pike desde a execução que falhou. Ela é a única pessoa a ter sobrevivido, até hoje, à injeção de substâncias químicas letais em uma execução, segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.

Pike retornou à prisão no início deste mês, após uma internação de 10 dias, e tem continuado a receber assistência médica, segundo seus advogados.

“Desde aquela noite, tenho permanecido, em grande parte, isolada na ala médica da prisão, longe de outras pessoas e das conexões humanas que significam tanto para mim”, afirmou ela em um comunicado.

“Esse isolamento traz um tipo próprio de dor. Passei 28 anos em confinamento solitário, e grande parte do que vivencio hoje é uma repetição dessa condição”, adicionou.

Agora, Pike está envolvida no que provavelmente será uma longa batalha jurídica para impedir uma segunda tentativa de execução.

Em janeiro, seus advogados apresentaram uma petição buscando adiar a execução, argumentando que o novo protocolo de injeção letal do estado não foi testado e que é “certo, ou muito provável, que resulte em dor e sofrimento desnecessários e acrescidos, além de terror e humilhação”.

“O novo protocolo não prevê quaisquer medidas de salvamento — o que viola os direitos da requerente, garantidos pelas Constituições dos Estados Unidos e do Tennessee — caso a execução falhe”, alertou a equipe jurídica de Pike na ocasião.

Os advogados dela solicitaram a um juiz a alteração da petição inicial para incluir os fatos ocorridos com ela no dia 30 de setembro.

Na quinta-feira (29), o tribunal determinou que Pike tem até o final de janeiro para apresentar uma nova petição, concedendo-lhe um prazo adicional em razão de seu atual estado de saúde.

Estado investiga como execução falhou

Logo após a falha na execução, o governador do Tennessee, o republicano Bill Lee, determinou a abertura de uma investigação sobre o que ocorreu e adiou, por tempo indeterminado, outra execução que estava prevista para este ano.

O fato de a execução de Pike não ter sido realizada também gerou críticas da família de Slemmer, que afirmou que a atenção voltada para a condição de Pike acabou desviando o foco da vítima.

“Acho que o Estado me deve um grande pedido de desculpas”, disse May Martinez, mãe de Slemmer, à WTLV, emissora afiliada à CNN, neste mês.

Lee não está inclinado a comutar a pena de Pike nem a descartar a pena de morte, afirmou ele a repórteres esta semana em Nashville.

“Ela continua encarcerada nos termos das leis do Estado do Tennessee. Suponho que a pena dela permanecerá a mesma, a menos que os tribunais decidam de outra forma”, disse Lee, segundo a WSMV, emissora afiliada à CNN.

*Avni Trivedi, da CNN, contribuiu para esta reportagem

Entenda como é executada a pena de morte nos EUA

Eleição de Israel: Veja resultado final e como Parlamento será dividido

29 October 2026 at 22:53

O Comitê Central de Eleições de Israel divulgou nesta quinta-feira (29) o resultado final da votação para o Parlamento do país. Ele ainda será certificado em 4 de novembro e está sujeito a “pequenas alterações”, segundo as autoridades.

O partido Likud, de Benjamin Netanyahu, continua sendo a maior legenda no Parlamento, tendo conquistado 27 cadeiras. O Yashar, de Gadi Eisenkot, principal rival do primeiro-ministro, ficará com 21.

O bloco do premiê conquistou um total de 53 cadeiras, mas ficou aquém de assegurar a maioria, que seria de 61 cadeiras — o Knesset tem, ao todo, 120 lugares.

Por sua vez, a oposição também falhou na tentativa de conquistar maioria: o bloco assegurou 48 assentos.

Os partidos árabes, agrupados na Lista Conjunta e no Ra’am, conseguiram um resultado expressivo, com 19 cadeiras. Assim, podem ser importantes para as alianças de formação de novo governo.

Veja como ficará a distribuição do Parlamento de Israel:

  • Likud: 27 cadeiras
  • Yashar!: 21 cadeiras
  • B’Yachad: 12 cadeiras
  • Lista Conjunta: 11 cadeiras
  • Os Democratas: 8 cadeiras
  • Ra’am: 8 cadeiras
  • Yisrael Beiteinu: 7 cadeiras
  • Otzma Yehudit: 7 cadeiras
  • Yahadut HaTorah: 7 cadeiras
  • Shas: 6 cadeiras
  • Religious Zionism: 6 cadeiras

Ao todo, 5.716.665 votos foram contabilizados. Destes, 5.690.778 foram considerados válidos, enquanto 25.887 votos foram invalidados.

O comparecimento de eleitores às urnas foi o mais alto em décadas, com 77,9%.

Veja o número de votos por partido

  • Likud, partido de Netanyahu, lidera com 1.167.458 votos válidos (20,52%)

  • Yashar, partido de Gadi Eisenkot, com 913.502 votos (16,05%)

  • Juntos, partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, com 531.414 votos (9,34%)

  • Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, com 500.147 votos (8,79%)

  • Os Democratas, partido liderado por Yair Golan, com 366.352 votos (6,44%)

  • Yisrael Beytenu, de Avigdor Lieberman, com 337.413 votos (5,93%)
  • Ra’am (Lista Árabe Unida), com 337.253 votos (5,93%)
  • Otzma Yehudit, partido de Itamar Ben-Gvir, com 326.624 votos (5,74%)

  • Judaísmo Unido da Torá, com 312.604 votos (5,49%)

  • Shas, partido religioso sefardita, com 299.506 votos (5,26%)

  • Sionismo Religioso, de Bezalel Smotrich, e Zehut, de Moshe Feiglin, com 290.451 votos (5,10%)

O que acontece agora?

Depois que os resultados forem certificados, o processo eleitoral passa para o presidente de Israel, Isaac Herzog.

Em uma série de reuniões em Jerusalém, Herzog iniciará uma rodada de consultas durante a qual cada partido eleito recomendará seu candidato ao cargo de primeiro-ministro.

Com base nessas recomendações, o presidente encarregará um dos candidatos com a tarefa de tentar formar um governo.

Depois de receber a incumbência, o candidato iniciará semanas de negociações políticas sobre cargos ministeriais, prioridades orçamentárias e compromissos de governo.

Essa pessoa designada pelo presidente terá um prazo de 28 dias — provavelmente prorrogável por mais 14 dias — para formar um governo.

Se não conseguir, o presidente israelense passará a incumbência a outro candidato, que terá mais quatro semanas.

Se essa segunda tentativa também fracassar, o Parlamento terá um curto prazo para apresentar outro candidato. Caso isso não aconteça, o país irá automaticamente a novas eleições.

O que é o Knesset, o Parlamento de Israel?

 

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