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Federação de Automobilismo e Karting saúda regresso do Dakar a Portugal em 2027

By: LUSA
30 October 2026 at 12:13

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) saudou hoje o regresso do Rali Dakar a Portugal, que será palco do arranque da edição de 2027, antes de a prova rainha de todo o terreno entrar em Marrocos.

“É com enorme satisfação e orgulho que a FPAK vê o Dakar regressar a Portugal para a sua grande partida em 2027. Este momento confirma que Portugal continua, de forma consistente, na rota dos melhores e mais prestigiados eventos de automobilismo do mundo”, afirmou o presidente do organismo, Ni Amorim, em comunicado divulgado no sítio oficial na Internet.

O líder federativo reagia ao anúncio efetuado pouco tempo antes pelos organizadores do Rali Dakar, que será transferido “excecionalmente, em 2027, para a Europa e África”, devido à intensificação do conflito entre os huthis, do Iémen, apoiados pelo Irão, e a Arábia Saudita, estando previsto o regresso “a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição” da prova.

“Competir numa prova desta dimensão é sempre um enorme desafio, mas poder fazê-lo a partir de ‘casa’, sentindo o apoio direto do público português, representa uma mais-valia indiscutível e um incentivo acrescido para todos os participantes portugueses que elevam a nossa bandeira ao mais alto nível do todo-o-terreno mundial”, observou Ni Amorim.

A 49.ª edição decorrerá de 09 a 23 de janeiro de 2027, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA), e o Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

“Ter o ponto de partida no Algarve é uma conquista extraordinária, não só para o desporto motorizado nacional, mas também para os nossos pilotos e equipas”, assinalou o presidente da FPAK, destacando a “experiência” do Automóvel Club de Portugal (ACP), que organizará as etapas em território nacional.

O prólogo disputa-se em 09 de janeiro e a primeira etapa no dia seguinte, antes da travessia marítima para Nador, em Marrocos, que receberá as restantes 11 etapas e o dia de descanso, em Agadir. O percurso terá 7.824 quilómetros, dos quais 4.341 cronometrados.

O regresso acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008. Lisboa recebeu as partidas de 2006 e 2007 e preparava-se para acolher uma terceira saída consecutiva, mas a edição de 2008 foi cancelada na véspera do arranque, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

A suspensão precipitou a mudança para a América do Sul, que recebeu a competição entre 2009 e 2019. Em 2020, o Dakar transferiu-se para a Arábia Saudita, iniciando um novo período que será interrompido pela passagem por Portugal e Marrocos.

“Quase duas décadas após a histórica edição de 2006, o maior evento de todo o terreno do planeta volta a ter o território nacional como ponto de partida para as suas grandes emoções. A escolha de Portugal reforça a posição do país enquanto palco de excelência para a realização das maiores competições mundiais do desporto automóvel”, reforçou a FPAK.

Estudo sobre resíduos do Algarve vai avaliar proposta de tratamento mecânico e biológico da ZERO

By: LUSA
30 October 2026 at 11:19

O estudo sobre os resíduos do Algarve, a lançar pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), vai incluir a avaliação da proposta de tratamento mecânico e biológico (TMB) apresentada pela ZERO, revelou hoje a associação ambientalista.

Em comunicado, a ZERO adiantou ter recebido um ofício da ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, a confirmar que o estudo, que será alvo de protocolo a assinar hoje, em Faro, avaliará, entre outras opções, a proposta da associação.

A ZERO “congratula-se com o facto de o tratamento mecânico e biológico ir ser considerado, pois é mais rápido, barato e amigo do ambiente do que a incineração”, lê-se na nota.

A proposta consiste na instalação a montante dos dois aterros da Algar situados nos concelhos de Loulé e Portimão, no distrito de Faro, de duas unidades de TMB “com capacidade para tratar todos os resíduos orgânicos e triagem de grande parte dos recicláveis”.

Segundo a associação, esta solução permitiria, “de forma rápida, desviar de aterro cerca de 70%” dos resíduos indiferenciados e “acabar com os problemas ambientais decorrentes da descarga de resíduos orgânicos nos aterros, tais como os maus cheiros”.

A Algar, empresa responsável pela gestão e tratamento de resíduos no Algarve, processa anualmente mais de 400 mil toneladas de resíduos urbanos, mas 85% vão diretamente para aterro, estando os dois equipamentos da região à beira do esgotamento.

Portugal deposita atualmente em aterro 54% dos resíduos, com uma meta imposta pela União Europeia para 2035 de 10%.

A ZERO salientou que a instalação das unidades de TMB pode demorar até três anos, enquanto a incineração, processo sugerido em agosto pela ministra do Ambiente, “demorará pelo menos sete anos”.

A incineração implicaria “encontrar uma localização, o que será muito complicado ou mesmo impossível de se conseguir”, e “um aumento brutal” do custo que as autarquias do Algarve vão ter com o tratamento dos resíduos, acrescentou a associação.

A solução proposta pela ZERO, que pode ser financiada por fundos comunitários, “não ultrapassa os 150 milhões de euros”, enquanto a incineração, sem acesso a financiamento europeu, “custa pelo menos 300 milhões de euros”, valor que será ainda maior “face à obrigação de colocar um sistema de captura de carbono nas novas unidades de incineração”, explicou.

A ZERO defendeu ainda que o TMB “permite a retirada rápida dos resíduos orgânicos dos aterros”, fazendo com que a legislação sobre os aterros seja cumprida, e “a triagem de vários materiais recicláveis que ainda estão nos resíduos urbanos indiferenciados”, como plásticos, cartão, vidro, pilhas, metais ou pequenos equipamentos elétricos e eletrónicos.

“Face às claras vantagens do TMB em relação à incineração em termos de velocidade da resolução do problema dos aterros, dos custos envolvidos e dos impactes ambientais, a ZERO tem a expectativa que o estudo que vai ser lançado pela APA vai concluir que o TMB é muito mais vantajoso para os algarvios do que a incineração”, resumiu a associação.

Paralelamente, deve ser instalado no Algarve “um sistema de recolha seletiva de alta eficiência, baseado na recolha porta-a-porta e de proximidade de embalagens e de biorresíduos”, a iniciar junto dos estabelecimentos de restauração, “o que já é obrigatório desde 2025”, assinalou ainda a ZERO.

O estudo que vai avaliar as soluções tecnológicas mais adequadas para o tratamento dos resíduos urbanos produzidos na região e possíveis localizações para futuras infraestruturas será homologado através de um protocolo a assinar hoje entre a APA e a Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), com a presença da ministra do Ambiente.

Turismo do Algarve diz que Dakar mostra “capacidade” para grandes eventos

By: LUSA
30 October 2026 at 10:19

O presidente do Turismo do Algarve disse hoje que a escolha da região para acolher o início do Rali Dakar 2027 “reafirma” a “capacidade” da região em “receber grandes eventos”.

Em declarações, André Gomes congratulou-se com o anúncio da organização, ‘forçada’ a mudar a localização do Dakar devido ao contexto geopolítico no Médio Oriente.

A prova do próximo ano vai decorrer em Portugal e Marrocos e a primeira etapa será composta por um prólogo, disputado no Algarve, a 9 de janeiro. A primeira etapa, no dia seguinte, também deverá partir da região algarvia, rumo a África, apesar dos detalhes dos percursos ainda não serem conhecidos.

O Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

Para o presidente da Região de Turismo do Algarve, este será um momento “extremamente relevante” porque “todos conhecemos a marca Dakar”.

“Além das condições naturais, o Algarve mostra também relevância nesta área dos grandes eventos e isso é muito importante”, considerou o responsável, aludindo também aos Grandes Prémios de MotoGP e Fórmula 1 que a região acolherá no Autódromo Internacional do Algarve.

Na opinião de André Gomes, as datas do Dakar também são “uma mais-valia” dado que janeiro é “tradicionalmente uma época de menor atividade turística”.

“Esperamos começar [o ano turístico] com o pé direito, com a passagem de ano, e a realização do Dakar, dias depois, é apenas mais um motivo de visita à região”.

A 49.ª edição desta prova decorrerá de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

A organização contabiliza já 350 inscritos. A prova abrirá os Mundiais de rali raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), sendo acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000.

O regresso do Dakar a Portugal acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.

Rali Dakar 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos

By: LUSA
30 October 2026 at 09:25

O rali Dakar de 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos, em janeiro, anunciou hoje a organização, depois de ter sido forçada a desistir da realização da prova na Arábia Saudita por causa do contexto geopolítico no Médio Oriente.

“Diante dos recentes acontecimentos no Reino da Arábia Saudita” — especificamente a intensificação dos ataques de combatentes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, contra Riade —, “a prova será transferida, excecionalmente em 2027, para a Europa e a África, antes de regressar a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição”, informou a Amaury Sport Organisation (ASO).

A 49.ª edição decorrerá de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).

O Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.

O prólogo disputa-se em 09 de janeiro e a primeira etapa no dia seguinte, antes da travessia marítima para Nador.

Marrocos receberá as restantes 11 etapas e o dia de descanso, em Agadir. O percurso terá 7.824 quilómetros, dos quais 4.341 cronometrados.

“Apesar do pouco tempo de que dispusemos, concebemos um verdadeiro Dakar”, afirmou o diretor da prova, David Castera, destacando o apoio do Automóvel Club de Portugal (ACP).

A organização contabiliza já 350 inscritos. A prova abrirá os Mundiais de rali raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), sendo acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000.

O regresso acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.

Lisboa recebeu as partidas de 2006 e 2007 e preparava-se para acolher uma terceira saída consecutiva, mas a edição de 2008 foi cancelada na véspera do arranque, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

A suspensão precipitou a mudança para a América do Sul, que recebeu a competição entre 2009 e 2019. Em 2020, o Dakar transferiu-se para a Arábia Saudita, iniciando um novo período que será interrompido pela passagem por Portugal e Marrocos.

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