O baixista Rinaldo Amaral, o Mingau, da banda Ultraje a Rigor, surpreendeu os fãs nesta quinta-feira (29) ao aparecer de pé durante uma sessão de fisioterapia. Há três anos atrás, em setembro de 2023, ele perdeu parte dos movimentos ao ser baleado na cabeça em Paraty, no Rio de Janeiro.
A aparição do artista ocorreu através de um vídeo publicado pela equipe dele em sua rede social. Na postagem, eles agradecem o cuidado prestado pela clínica de reabilitação. “Mais do que um lugar de tratamento físico, é um lugar onde o Mingau dá risada e é feliz. Um lugar que faz bem pra ele de dentro pra fora”, diz o post.
Nas imagens ele aparece em sessões de neuromodulação e, com ajuda dos médicos, tenta caminhar pela esteira no equipamento de fisioterapia. Em outro momento, o artista aparece praticando exercícios físicos que treinam a parte superior do corpo.
A neuromodulação é uma área da medicina criada para promover a autonomia e recuperar as funções motoras do paciente.
Ela é indicada para pessoas com AVC (Acidente Vascular Cerebral), esclerose múltipla, doença de Parkinson, lesão modular ou outras condições que comprometem o sistema nervoso.
As sessões podem envolver tanto o uso de estímulos magnéticos para modular a atividade do sistema nervoso, quanto atividades corporais, como a realizada por Mingau.
Cinco dos vinte e sete estados do Brasil estão em nível de alerta ou risco para SGRAV (Síndrome Respiratória Aguda Grave), frequentemente impulsionado pelo SARS-Cov-2, do coronavírus. A constatação está presente na nova edição do boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (28).
Tratam-se do Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Maranhão. Eles também apresentaram sinal de crescimento na tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica 42, período de 18 a 24 de outubro. Diante deste padrão, acreditasse que há uma permanência do risco nas próximas semanas.
Outras duas unidades federativas, sendo elas Roraima e Santa Catarina, também apresentaram sinais de alerta, porém sem crescimento na tendência de longo prazo, como os outros territórios.
A síndrome respiratória aguda grave é uma condição causada por uma infecção que provoca dificuldade para respirar. Frequentemente, ela está associada à presença de pneumonia, que pode piorar o quadro respiratório.
Geralmente a doença é causada pela Covid-19, gripes (influenza A e B) e complicações de diferentes infecções virais.
O novo boletim constou ainda um aumento dos casos graves por Covid-19 que resultaram no SRAG. Em paralelo, houve uma queda nos casos de metapneumovírus (um tipo de vírus respiratório), e uma estabilização de rinovírus (outro tipo de resfriado).
No entanto, os casos graves por Covid-19 permanecem em níveis baixos quando comparado a pandemia.
“Mesmo com o baixo número de hospitalizações por Covid-19 é muito importante que as pessoas dos grupos prioritários verifiquem se estão em dia com a vacina contra o vírus. Lembrando que idosos e pessoas imunocomprometidas precisam tomar doses de reforço da vacina contra a Covid-19 a cada seis meses”, alerta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, desenvolvido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul o aumento é causado pelo Sars-CoV-2. O segundo estado também registrou aumento no número de casos do rinovírus.
No Maranhão e no Amapá o estudo verificou que não há dados laboratoriais suficientes para determinar o vírus responsável pelo aumento do número de casos de SRAG.
A presença dos vírus e da síndrome pode causar complicações e levar ao óbito.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 4,1% de influenza A, 5,4% de influenza B, 11,5% de vírus sincicial respiratório (VSR), 53,3% de rinovírus e 6,4% de Sars-CoV-2 (Covid-19).
Entre as mortes analisadas, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 4,8% de influenza A, 7,6% de influenza B, 8,6% de VSR, 42,9% de rinovírus e 19% de Sars-CoV-2 (Covid-19).