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PT oficializa apoio a Motta, e presidente da Câmara reúne 15 partidos para buscar recondução, isolando PL

27 October 2026 at 22:48

O PT oficializou nesta terça-feira apoio a Hugo Motta (Republicanos-PB) na recondução dele à presidência da Câmara dos Deputados, fazendo com que o parlamentar tenha o endosso de 15 partidos, ampliando o isolamento do PL. A bancada do partido deliberou pelo apoio a Motta em reunião nesta tarde. O encontro reuniu os deputados com mandato e também os que foram eleitos e tomarão posse a partir do próximo ano. Um anúncio oficial foi feito à tarde, junto com o PC do B. Motta se reuniu com os parlamentares na Câmara. O ex-ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) divulgou fotografia do encontro na qual Motta aparece ao lado dos parlamentares do PT e PC do B fazendo o "L" com os dedos. A oficialização do apoio do PT a Motta ocorre um dia após o presidente da Câmara se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao final do encontro, as três autoridades divulgaram fotografia em que aparecem de mãos dadas. Aliados dizem que o encontro foi descrito como muito positivo. Dois interlocutores dizem que o ele sacramentou o apoio de Lula à candidatura deles. O presidente terá dificuldades no Congresso a partir do próximo ano, diante do crescimento do PL e da direita bolsonarista nas duas Casas. A aproximação com os dois parlamentares é estratégica, dizem aliados do petista, para garantir uma interlocução com a cúpula do Congresso e conseguir destravar votações de interesse do Palácio do Planalto. Com esse apoio, Motta avança e consolida ainda mais a sua reeleição. A adesão dos partidos, no entanto, não significa necessariamente um apoio automático de todos os deputados —o voto é secreto. O ex-presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) indicou aos presidentes de partido de centro que não apoiaria a recondução de Motta, por criticar aproximação dele com Lula. Nas últimas semanas, Motta apoiou publicamente a reeleição do presidente, participou de atos a favor do petista na Paraíba e posou para fotos usando boné vermelho com o nome de Lula. Com a derrota de Flávio, integrantes do PL que antes diziam ter disposição para disputar o cargo, agora recuam. O líder da bancada, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou a interlocutores que não deverá mais ser candidato. O nome do vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), também era considerado. O movimento de Motta pavimenta a sua recondução, já que ele tem apoio de partidos da esquerda e do centro: União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSDB, Cidadania, Podemos, Solidariedade, PRD, PDT, PSB e PV. Um dos principais movimentos que ajudou Motta foi a decisão do líder do PSD, Antonio Brito (BA), em declarar apoio a ele. Isso porque Brito, que transita da esquerda à direita, era considerado um potencial adversário. Ele chegou a se lançar candidato em 2024, mas recuou após Motta conseguir apoio de grande parte dos partidos em torno do nome dele. No primeiro mandato, Motta teve apoio de quase todos os partidos, do PT ao PL, e teve de se equilibrar entre as demandas dos dois grupos. A relação com o Palácio do Planalto teve altos e baixos, mas, neste ano, o parlamentar se aproximou de Lula. O foco do PL, agora, deve ser viabilizar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), que foi coordenador-geral da campanha de Flávio à Presidência, para derrotar Alcolumbre. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-CE), diz que a bancada no Senado deverá se reunir na próxima semana para deliberar a posição que tomará nessa disputa. Nos bastidores, no entanto, o apoio do PT é dado como certo. Alcolumbre, por sua vez, conseguiu apoio nesta terça-feira da federação União Brasil-PP, num movimento que escanteou a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que foi ministra de Jair Bolsonaro (PL) e ensaiava lançar seu nome na disputa. Trata-se do primeiro anúncio de apoio de um partido ao nome do atual presidente do Senado. O PL terá a maior bancada da Casa na próxima legislatura, com 28 parlamentares, e buscará um nome para fazer frente a Alcolumbre. Além disso, há senadores bolsonaristas em outras legendas que já indicaram que não votarão a favor de Alcolumbre. A principal queixa é que ele não dará início a processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), uma bandeira de parlamentares bolsonaristas. Em nota, o presidente do PP, Ciro Nogueira, e do União Brasil, Antonio Rueda, dizem que a continuidade da liderança de Alcolumbre "contribui para a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população". "A experiência de Davi Alcolumbre na condução do Senado Federal e do Congresso Nacional, especialmente em momentos de grandes desafios políticos, reafirma sua capacidade de promover o diálogo, construir consensos e preservar a independência do Parlamento e a harmonia entre os Poderes", diz a nota.

Lamine Yamal fala após perder a Bola de Ouro: 'Vai chegar, coisas boas levam tempo'

27 October 2026 at 22:42

O espanhol Lamine Yamal falou sobre não ter ganho a Bola do Ouro na cerimônia realizada na segunda-feira (26). O jovem atacante do Barcelona, de apenas 19 anos, publicou em seu perfil no Instagram, nesta terça (27), uma mensagem sobre entender que tal conquista pode levar tempo para acontecer. Vídeo: menino de 3 anos é afastado de campeonato de futebol nos EUA por ser 'bom demais', diz pai; entenda o caso que mobilizou a polícia Boicote a Mbappé: contratos encerrados com gigantes chinesas e perda de patrocínios; entenda a polêmica ligada a Mao Tsé-tung Num breve texto, Yamal disse esperar com paciência e ter confiança no caminho que tem trilhado no esporte. Ele também parabenizou os vencedores da noite, na cerimônia realizada em Londres, na Inglaterra. O inglês Harry Kane conquistou a Bola de Ouro. O francês Kylian Mbappé ficou em segundo lugar, numa disputa acirrada. "Vai chegar, coisas boas levam tempo. Confio no caminho que estou construindo. Sem pressa, com entusiasmo e com a tranquilidade de que, um dia, chegará o meu momento", escreveu Yamal. Initial plugin text 'Gesto estranho': Reação de Mbappé ao cumprimentar Kane após Bola de Ouro repercute na imprensa internacional O atacante ficou em terceiro lugar no prêmio principal, mas conquistou, pelo terceiro ano seguido, o Troféu Kopa, dado ao melhor jogador sub-21 da temporada. "Parabéns aos vencedores. Meu foco volta a estar no que é importante: fazer com que o FC Barcelona volte a vencer", encerrou na breve mensagem. Yamal ainda compartilhou nove fotos, reunindo momentos durante o evento, na cerimônia e no tapete vermelho, e ao lado da família e de amigos.

Juristas divergem sobre decisão de apreender passaporte de Flávio e avaliam que saída do país pode gerar novas medidas

27 October 2026 at 22:39

Juristas ouvidos pelo GLOBO nesta terça-feira divergem sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que determinou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro (PL). O candidato derrotado nas eleições ao Planalto deixou o país rumo aos Estados Unidos, segundo aliados. Os especialistas avaliam, porém, que esse movimento do bolsonarista abre portas para novas medidas contra ele. Como revelou a coluna do GLOBO Malu Gaspar, a Polícia Federal (PF) solicitou a Moraes a apreensão do passaporte de Flávio apenas sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições. Moraes atendeu ao pedido ainda na noite de domingo, sem consultar previamente a Procuradoria-Geral da República (PGR). O momento da decisão de Moraes é "institucionalmente delicado", avalia Marcelo Crespo, coordenador do Departamento de Direito na ESPM. Crítico à medida, o advogado avalia que a excepcionalidade do cenário, provocada pelo calendário político, exigiria uma "fundamentação absolutamente cristalina". — Não é juridicamente suficiente dizer que Flávio apresentava risco de fuga simplesmente porque Eduardo declarou que, na opinião dele, o irmão deveria deixar o país. Não podemos analisar o contexto de forma isolada, há uma investigação em andamento e o histórico familiar. Isso tudo pode explicar a preocupação da PF na avaliação de risco, mas isso não pode substituir a demonstração de atos concretos do próprio Flávio indicando que ele sairia do país. O especialista aponta que, no caso da saída do senador do país, há fundamento para tratar a ação como descumprimento da cautelar se comprovado que ela ocorreu após uma comunicação oficial de que o passaporte deveria ser entregue às autoridades e Flávio estava impedido de deixar o país. — É perfeitamente possível criticar a fundamentação da cautelar e, ao mesmo tempo, reconhecer a gravidade de seu descumprimento. Uma vez intimado da proibição de deixar o país, sair do território nacional configura descumprimento consciente de uma medida cautelar judicial. E, se ficar demonstrado que essa saída ocorreu justamente para se subtrair à jurisdição brasileira, aí já é juridicamente possível falar em fuga. No nosso sistema jurídico não há espaço para desobedecer a decisão judicial, ainda que injusta ou que dela discordemos. A decisão de apreensão do passaporte no dia seguinte do resultado da eleição também foi criticada por Elival Ramos, professor de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo (USP). Ele avalia que a determinação "passa uma imagem de retaliação" e pode agravar a crise de imagem do STF. — Flávio está sendo investigado em dois inquéritos, mas não há nenhuma prisão decretada. Então, a decisão de apreensão do passaporte, baseada na fala do irmão e sem nenhum indício mais sério de que o senador iria tentar se evadir de alguma responsabilidade sendo apurada, me parece exorbitante. Doutor em direito Processual Penal pela Universidade de São Paulo (USP), Renato Stanziola Vieira, por sua vez, destaca que dentro do figurino processual "é possível e é viável" esse pedido e a decisão tomada em seguida: — O Código de Processo Penal prevê que, se houver a representação por parte da autoridade policial ou pedido por parte do Ministério Público em uma investigação, qualquer juiz pode decretar medidas cautelares. Sejam alternativas à reclusão, seja a própria prisão como última das medidas. A retenção do passaporte é uma medida alternativa à prisão, que é cautelar processual penal. O especialista ressalta que a decisão de não entregar o passaporte e deixar o país pode provocar novas medidas contra o senador: — A decisão de Flávio pode significar um risco ao andamento da investigação e, portanto, justificar a imposição de outras medidas além das já decretadas, inclusive uma eventual prisão preventiva. O comportamento processual do investigado pode ter colocado esse próprio investigado numa situação de risco da manutenção da sua liberdade. Já o professor da FGV Direito Rio Álvaro Jorge destaca que a "decisão de entrega dos passaportes" era uma "vinculada a um a um risco de de fuga que, ao que tudo indica, ocorreu": — Flávio deixou o o país e, me parece, que ele já tinha ciência da desobediência à decisão judicial. A entrega do passaporte é uma medida que, ao fim e ao cabo, é instrumental para impossibilitar a saída (do país). Podemos dizer que a proibição de saída é a medida principal, ainda que a decisão não esteja expressamente se referenciando a a ela.

Web resgata postagem de Flávio Bolsonaro após juiz apreender passaporte de Lula em 2018: 'Não foi dessa vez que fugiu'

27 October 2026 at 22:38

Após aliados afirmarem que Flávio Bolsonaro (PL) saiu do país nesta terça-feira, internautas resgataram uma postagem de 2018 na qual o candidato derrotado ao Planalto provoca o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador repercutiu, na ocasião, uma decisão da Justiça de Brasília que determinou a apreensão do passaporte do petista. Entenda: O que se sabe sobre a possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após derrota nas eleições Repercussão: Imprensa mundial repercute ida de Flávio Bolsonaro para os EUA após derrota e diz que 'governo Trump participou da fuga' "Jair Bolsonaro avisou! Ainda não foi dessa vez que Luladrão fugiu para escapar da prisão", escreveu Flávio nas redes sociais em janeiro de 2018. Initial plugin text Nesta terça-feira, Flávio não entregou os passaportes à Polícia Federal no prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal apura junto às autoridades argentinas se o candidato derrotado neste domingo no segundo turno presidencial pelo presidente Lula deixou o país. O ator Antonio Tebet ironizou a situação ao reasgatar o post antigo do bolsonarista: "Nada como um dia após o outro…", escreveu. Initial plugin text Uma autoridade americana afirmou à CNN que Fláv deixou o Brasil e está a caminho dos Estados Unidos. A informação foi confirmada por duas fontes à emissora. Uma delas disse ao veículo que o senador está, neste momento, em viagem aérea rumo a Flórida. O jornal New York Times obteve confirmação semelhante de fontes no governo americano. Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Decisão de Moraes sobre passaporte de Flávio Bolsonaro gera críticas internas no STF e no governo Lula

27 October 2026 at 22:25

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) consideram um erro a decisão de Alexandre de Moraes de determinar a apreensão do passaporte do senador. A avaliação inclui quatro magistrados, sendo dois da ala alinhada ao próprio Moraes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Vaquinha para mãe de Ana Clara arrecada R$ 1,5 milhão em menos de cinco horas

27 October 2026 at 22:13

Uma rede de solidariedade virtual arrecadou mais de R$ 1,5 milhão em menos de cinco horas para apoiar Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina Ana Clara Gomes Machado. A menina morreu aos 5 anos, quando brincava na porta de casa, ao lado do irmão, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, e foi atingida por um tiro de fuzil disparado por um policial, em 2 de fevereiro de 2021. Organizada pelo projeto jornalístico Revelando — que lançou recentemente a série documental "O Julgamento que Nunca Aconteceu" —, a vaquinha online superou todas as expectativas iniciais e teve suas doações formalmente encerradas logo após atingir o montante. Atendimento personalizado: Academias de alto padrão, com conceito de wellness, revolucionam mercado fitness em Niterói Origem ilícita: Suspeito de roubar 100 celulares em dois meses em Niterói, homem em liberdade condicional é preso com 11 telefones De acordo com os organizadores da mobilização, os recursos financeiros terão destinos específicos e estruturados para garantir a dignidade da família. A prioridade absoluta será a aquisição de uma casa própria, segura e totalmente mobiliada. Além disso, uma parcela substancial do valor será alocada na abertura de uma conta poupança destinada ao futuro de Pedro, irmão mais novo de Ana Clara. Até então, devido à severa vulnerabilidade socioeconômica agravada após o trauma, Cristiane vivia de favor em uma habitação precária, e Pedro precisava morar com a avó por falta de estrutura familiar básica. A arrecadação visa a restabelecer o convívio e a estabilidade da família. Alerta contra fraudes Logo após o encerramento da contagem dos valores, a equipe responsável pelo projeto Revelando e a própria plataforma Vakinha emitiram um comunicado oficial alertando a população. Diante do sucesso estrondoso e da velocidade dos repasses, perfis falsos começaram a surgir nas redes sociais tentando se passar por familiares. Os organizadores reforçaram que nenhum outro pedido de doação ou nova chave Pix está autorizado em nome de Cristiane. Initial plugin text O caso Ana Clara A velocidade da arrecadação reflete a forte comoção nacional que o caso tomou nos últimos dias. Na manhã de 2 de fevereiro de 2021, Ana Clara brincava no portão de sua residência, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, quando foi atingida por estilhaços e disparos de fuzil vindos de uma ação da Polícia Militar. O policial militar Bruno Dias Delaroli foi formalmente acusado pelo Ministério Público pelo homicídio. O caso voltou ao centro do debate público após vir à tona que a banca jurídica de defesa do policial incluiu o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), que assinou recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter a decisão de levar o réu a júri popular. O julgamento arrasta-se nos tribunais há cinco anos sem uma data definitiva para ocorrer. Na última semana, Cristiane esteve presente na primeira fileira da plateia do debate eleitoral na TV Globo, a convite da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então adversrário de Flávio. Durante a transmissão ao vivo, ao ser confrontado sobre o caso, Flávio dirigiu-se à mãe de Ana Clara chamando-a erroneamente pelo nome da filha falecida, gerando uma forte reação imediata de Cristiane: "Ela morreu!". O episódio gerou intensa repercussão nas redes sociais e impulsionou a criação de uma série jornalística e, consecutivamente, a campanha de apoio financeiro concluída hoje. Initial plugin text

Smart Sampa firma parceria com MP para uso contra crime organizado e violência doméstica

27 October 2026 at 22:06

A Prefeitura de São Paulo assinou nesta terça-feira dois acordos com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para ampliar o uso do sistema de monitoramento Smart Sampa no combate ao crime organizado e à violência doméstica. Uma das parcerias permitirá que promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) utilizem imagens e informações técnicas do sistema em investigações. A outra prevê o uso das câmeras para ajudar a localizar homens que ainda não tenham sido notificados judicialmente sobre medidas protetivas. Os acordos foram assinados pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) e pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Ivan Francisco Pereira Agostinho, na sede da prefeitura, no Centro de São Paulo. O primeiro convênio terá validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação. O segundo, voltado à proteção de mulheres, terá vigência de cinco anos e integra o programa Alerta de Proteção Integrada. — O Ministério Público de São Paulo sabe trabalhar de forma integrada. A assinatura desses acordos é um marco. É um privilégio estar aqui — afirmou Agostinho, que classificou o Smart Sampa como um exemplo de bom uso dos recursos públicos. A assinatura ocorreu em meio à investigação sobre o vazamento de credenciais de acesso ao Smart Sampa. Questionado se seria prematuro ampliar o compartilhamento de informações enquanto o caso ainda está sob apuração, Nunes defendeu a importância dos acordos, mas se recusou a responder diretamente à pergunta. — Se a sua pergunta é se a gente está sendo prematuro com relação a essa atividade, você vai me desculpar, mas eu prefiro não responder — afirmou. O prefeito contestou a caracterização do episódio como uma invasão ao sistema e disse que é necessário distinguir uma invasão do uso de credenciais fornecidas por terceiros. — Em nenhum momento aconteceu invasão. Uma coisa é pegar e eu invadir o seu celular. Você passar sua senha para alguém, essa pessoa me passa a senha, eu vou entrar com a senha — declarou. O caso envolve a exposição de logins e senhas que poderiam permitir o acesso a informações pessoais, como CPFs. O Ministério Público também apura o episódio, classificado como grave pelo procurador-geral de Justiça. Nunes afirmou que as investigações devem continuar. Ainda de acordo com o prefeito, a prefeitura monitorava a situação e que um dos casos acompanhados era usado como “isca”, sem explicar o que isso significava. Segundo ele, o funcionário envolvido era um guarda civil metropolitano que ingressou na corporação por concurso em 2023 e não tinha histórico de mau comportamento. O servidor foi afastado, e o caso deverá resultar em sua demissão, de acordo com o prefeito. Nunes também declarou que uma nova exigência de segurança para o acesso à plataforma é o reconhecimento facial de todos os usuários, incluindo os nove promotores do Ministério Público que terão acesso ao sistema por meio do acordo firmado nesta terça-feira. — A partir de hoje, só vai acessar tanto os promotores, que são nove promotores que terão acesso ao Smart Sampa, como os policiais civis, como a Polícia Municipal, como a Polícia Federal, como qualquer um que tem acesso ao Smart Sampa, ele só vai poder entrar no sistema se fizer o reconhecimento facial — afirmou. Um dos acordos assinados hoje prevê o uso das mais de 50 mil câmeras do Smart Sampa para auxiliar na identificação de homens que tenham medidas protetivas determinadas pela Justiça, mas ainda não tenham sido encontrados para receber a notificação formal. Para viabilizar a iniciativa, o Ministério Público fornecerá à prefeitura um banco de dados com informações sobre essas pessoas. Quando um homem cadastrado no sistema for identificado pelas câmeras, a tecnologia poderá emitir um alerta para que uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM) faça a abordagem e comunique oficialmente a medida judicial. A proposta é evitar que a responsabilidade pela entrega da notificação recaia sobre a própria vítima. Segundo a promotora de Justiça Vanessa Therezinha, do Núcleo de Gênero do MP-SP, cerca de 40% dos homens nos casos analisados pelo órgão em que havia medidas protetivas ainda não tinham sido informados formalmente sobre as restrições impostas pela Justiça. Vanessa também citou os resultados do programa Guardiã Maria da Penha, parceria entre a prefeitura e o Ministério Público que acompanha mulheres em situação de violência doméstica. Segundo ela, desde 2014, agentes fizeram visitas a 25 mil vítimas e, nesses casos, não houve feminicídio consumado. O outro acordo prevê o intercâmbio de imagens e informações técnicas entre a prefeitura e o Gaeco para apoiar investigações e análises sobre organizações criminosas. O acordo também contempla atividades de prevenção e repressão a delitos dentro da competência do grupo. O promotor Luiz Fernando Bugiga Rebellato destacou que o acesso à estrutura de monitoramento poderá ampliar a capacidade dos investigadores de identificar suspeitos e acompanhar deslocamentos de pessoas que sejam alvo de apurações. — Desde que visitamos o Smart Sampa pela primeira vez, vimos o grande potencial da estrutura que a prefeitura tem implementado, não só na identificação de criminosos. O policiamento preventivo, o monitoramento e os deslocamentos de determinados alvos têm um potencial muito grande para aprimorar as nossas investigações — afirmou. Bugiga também ressaltou a importância da cooperação entre instituições no enfrentamento às facções criminosas. Durante a cerimônia, Nunes afirmou que o sistema conta com cerca de 58 mil câmeras e anunciou a expansão da rede com mais 20 mil equipamentos. Para o professor Jéferson Campos Nobre, do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o uso do reconhecimento facial em investigações policiais exige salvaguardas para evitar violações de direitos fundamentais, como perseguições políticas e a grupos minoritários. Ele também alerta para vieses nos algoritmos, que podem levar a erros de identificação e atingir de forma desproporcional determinadas populações. — O reconhecimento facial é sempre uma técnica que precisa ser muito bem avaliada. A metodologia que vai ser utilizada tem que ser muito clara, muito transparente, com um forte controle com auditoria — afirma. Segundo Nobre, um dos riscos é o chamado falso positivo, quando o sistema identifica uma pessoa como se fosse outra. Ele defende que o uso da tecnologia em atividades judiciais e policiais tenha limites claros, tanto para definir o que pode ser feito com os dados quanto para estabelecer o grau de automatização das decisões e a participação humana na avaliação dos resultados. Sobre os acordos, o professor avalia que a parceria pode ampliar a fiscalização e criar condições para auditorias sobre o funcionamento do Smart Sampa. Ele ressalta, porém, que é necessário delimitar o escopo do compartilhamento para evitar usos não previstos das informações obtidas. — A assinatura do acordo é muito importante. Ela traz mais segurança, inclusive para fazer uma boa auditoria, que eu acho que é necessária nesse caso específico, em relação aos procedimentos que eram adotados e verificar as possíveis falhas que o sistema apresentava — afirma. Para Nobre, a definição de limites para o uso dos dados deve ser uma das prioridades da parceria. Ele considera necessário estabelecer claramente quais informações poderão ser acessadas e para quais finalidades, além de prever mecanismos de fiscalização e garantias jurídicas. Para Lígia Anjos, mestre em Inteligência Artificial para Sociedades Sustentáveis pela Universidade de Tallinn, na Estônia, a integração do Smart Sampa com o Ministério Público já estava prevista no edital original do programa. Ela afirma, porém, que a prefeitura precisa esclarecer quais dados serão compartilhados com o grupo e como essas informações serão utilizadas. — O convênio prevê o intercâmbio de informações, mas não diz exatamente quais dados do Smart Sampa serão usados. É uma pergunta que precisa ser feita, porque estamos falando de dados dos cidadãos — afirma a especialista. Segundo Lígia, o uso de imagens das câmeras do programa para auxiliar investigações de crimes já ocorre, por exemplo, quando a polícia solicita registros que possam ajudar a identificar suspeitos após uma ocorrência. A novidade da parceria, na avaliação dela, está na ampliação do uso do reconhecimento facial para localizar pessoas que precisam receber uma medida judicial e não foram encontradas. A especialista também questiona por quanto tempo as informações compartilhadas entre órgãos públicos serão armazenadas e quais serão os critérios para excluí-las após o encerramento de uma investigação. — Hoje, existe um prazo máximo para armazenar as informações. Se elas não forem usadas, são excluídas. Todo rosto que passa pelo sistema fica gravado em uma base de dados por poucos dias e depois é deletado. Isso já tem auditoria, já é feito. Mas, a partir do momento em que esses dados são enviados para outra secretaria, quanto tempo vão ficar armazenados? Em algum momento, vão verificar se serão apagados? Quando a investigação se encerra ou quando esses dados são excluídos? — questiona. A especialista também alerta que a ampliação do número de instituições com acesso às informações não garante, por si só, mecanismos mais rigorosos de fiscalização e responsabilização. Para ela, a divisão dessas atribuições pode dificultar a identificação da origem de eventuais erros do sistema. — A responsabilidade continua distribuída e vai sendo cada vez mais distribuída entre os atores. Então, quando o sistema falha, porque é uma tecnologia e elas apresentam falhas, fica cada vez mais difícil saber de onde essa falha veio — afirma. De acordo com o promotor Carlos Gaya, do Gaeco, a parceria é como se o grupo tivesse ganhado uma série de agentes. Ele explicou que o uso do sistema para investigar o crime organizado pode acontecer em qualquer fase, mas sempre vai exigir que tenha um procedimento investigatório formal ou processo judicial instaurado. — É como se você tivesse ganhado agentes espalhados em campana pela cidade toda, 24 horas por dia, com instrumento de reconhecimento facial e leitura de placas. Isso nos permite verificar deslocamentos, encontros e até mesmo identificar onde estão escondidos alguns foragidos — afirmou

Principal novidade na Esplanada de Lula, Ministério da Segurança tem nomes cotados; saiba quais

27 October 2026 at 22:03

A criação do Ministério da Segurança Pública desponta como a principal novidade da Esplanada no quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva. Prometida pelo presidente para ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime organizado, a nova pasta já tem nomes cotados para o comando, entre eles o do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre aliados de Lula, também são considerados nomes como Rui Costa e Camilo Santana, ambos ex-governadores da Bahia e do Ceará, respectivamente, por terem um discurso mais duro de combate à criminalidade dentro do PT e estarem próximos ao presidente.  Interlocutores do presidente afirmam que nenhum nome foi sondado para a função até o momento, mas que já há perfis sendo considerados internamente. De acordo com aliados, Lula pretende dar peso institucional e protagonismo ao tema no seu quarto mandato, além manter o tom mais duro de combate ao crime, semelhante ao que adotou durante a campanha eleitoral. No segundo turno, Lula chegou a usar o lema: "Para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão.”  A criação da pasta é uma promessa de campanha de Lula e depende da aprovação da PEC da Segurança no Senado, projeto que é uma das prioridades do governo para ser apreciada até o final do ano, que estabelece novas funções ao governo federal para gestão da segurança pública. A partir disso, também seria discutido um orçamento específico para a pasta. Assim, a área da segurança pública seria desmembrada do Ministério da Justiça, que se tornaria uma pasta independente. Integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, Gakiya tem duas décadas de atuação no combate ao crime organizado e vem sendo considerado para o cargo. Defensores do seu nome apontam que sua escolha mostraria que Lula está disposto a dar uma resposta forte ao combate ao crime organizado. Gakiya é considerado o maior especialista em de combate ao PCC no país. Em 2019, enquanto o governo de São Paulo hesitava por medo de uma reprise do terror dos atentados de 2006, Gakiya decidiu agir sozinho para isolar a cúpula da facção no sistema penitenciário federal. Sem apoio formal do governador ou do procurador-geral, protocolou o pedido de transferência de Marcola e outros 21 líderes. Um ato que ele mesmo classifica como seu “decreto irreversível de morte”. Hoje, sua escolta rivaliza com a de governadores e presidentes. O senador eleito Rui Costa e o senador Camilo Santana também são cotados por terem experiência administrativa e pela proximidade com Lula. Não há consenso no nome de Gakiya no entorno de Lula e interlocutores citam a necessidade de que o ministro de uma área tão sensível como essa já tenha sido testado por Lula, com o argumento de que o ministério será cobrado publicamente por resultados e precisará ter uma marca própria de gestão. Aliados afirmam que Lula tem simpatia pela trajetória de Gakiya, mas não tem convívio com ele. Tanto Camilo quanto Rui Costa adotam um tom acima do PT no combate à criminalidade e defendem ações mais duras para enfrentar bandidos. Ambos também tiveram influência na modulação do discurso de Lula ao longo dos últimos tempos, na defesa do endurecimento de penas e recentemente atuaram para que Lula afirmasse publicamente ser favorável à redução da maioridade penal para 16 anos para crimes hediondos, o que ocorreu em entrevista ao Jornal Nacional, no segundo turno da campanha presidencial:  — Em todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de reduzir a maioridade penal (...) Eu acho que a sociedade brasileira inteira é a favor — disse Lula.

Richarlison ironiza Flávio Bolsonaro após saída do país: 'Ninguém na ilha, né?'

27 October 2026 at 21:39

Atacante do Tottenham, Richarlison ironizou o ex-senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos nesta terça-feira, dois dias depois de derrota histórica para Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. O jogador relembrou a disputa que trava pela Ilha Comprida, em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro, com o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio — ele acusa o senador de envolvimento no caso por interesse na propriedade. O atacante postou fotos geradas por inteligência artificial que mostra uma "retomada" do local por ele. Nas imagens, vários elementos destacam o título de "Ilha do Richarlison". "Então não tem ninguém na ilha né? 😅", ironizou o jogador. Initial plugin text A postagem teve comentário de Neymar, que apoiou Flávio na eleição: "Próxima vez lê o contrato seu moleque 😂😂😂", escreveu. Neymar comentou na postagem de Richarlison Reprodução A disputa judicial pela propriedade, que começou em 2020, levou a postagens de vídeos e imagens do atacante criticando Flávio e sua campanha eleitoral. No domingo, após a vitória de Lula, o jogador do Tottenham chegou a postar imagem de inteligência artificial que mostrava o rosto de Lula em uma tatuagem que tem nas costas. Richarlison, que diz ter pago R$ 10 milhões na compra do terreno, acusa Flávio de se aliar ao advogado e amigo Willer Tomaz para tirar seus direitos sobre o local. Segundo o atacante, Flávio tinha interesse na propriedade, mas ele recusou vendê-la. O então senador, que é testemunha no processo de disputa pela ilha, nega as acusações. Willer alega que sua empresa adquiriu legalmente os direitos de ocupação da ilha e de um imóvel no local e diz que Richarlison negociou com posseiros. Flávio e Willer Tomaz são investigados pelo Supremo Tribunal Federal por suspeita de lavagem de dinheiro, além de suspeitas de dividirem conta bancária, acusações que negam.

Vasco divulga primeiro feirão de empregos em São Januário, no sábado; confira horário

27 October 2026 at 21:38

O Vasco vai realizar, neste sábado, a primeira feira de empregabilidade do clube. O evento promete conectar pessoas em busca de uma ocupação a novas oportunidades no mercado de trabalho e será realizado das 9h às 14h, na Quadra de Vôlei, conhecida como "Forninho", próxima da entrada do portão 16, na Rua Dom Carlos, em São Januário, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Initial plugin text O atendimento aos interessados será realizado por ordem de chegada, sem a necessidade de agendamento. Além das vagas de trabalho, o evento contará com oportunidades na área de Jovem Aprendiz, estágio, cursos gratuitos e palestras para o desenvolvimento profissional. O evento contará com parceria de empresas como Assaí, Ciee, Rede Dor, Viva Rio, Apoio colimp, Espm, e Universidade Cândido Mendes.

Homem condenado à prisão perpétua por assassinato escapa de presídio nos EUA e mobiliza buscas

27 October 2026 at 21:36

Um homem condenado à prisão perpétua por assassinato fugiu de um presídio no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, e passou a ser procurado pelas autoridades. Jacob Morley, de 28 anos, escapou do Complexo Correcional Northwest, em Tiptonville, na noite de domingo, 25 de outubro. Imagens de câmeras de segurança indicaram que ele atravessou a cerca do perímetro da unidade usando o uniforme prisional. Vídeo: tubarão-branco se aproxima de barco, e mulher encosta em animal, que reage Viralizou: cachorro salva menina de ataque de ganso na China; vídeo Após a fuga, Morley roubou uma caminhonete Ford F-350 branca, de 2008, segundo o Departamento de Investigação do Tennessee. O veículo foi registrado por câmeras de segurança por volta de 1h de segunda-feira, dia 26, e apareceu em imagens passando em frente ao Corpo de Bombeiros de Hornbeak, a cerca de 24 quilômetros do presídio, às 1h18. Até a publicação das informações pelas autoridades, o paradeiro do fugitivo permanecia desconhecido. A polícia mobilizou equipes para procurar Morley em construções e outras estruturas próximas à unidade prisional, situada em uma área rural a cerca de 145 quilômetros ao norte de Memphis. A caminhonete foi posteriormente encontrada abandonada em Marion, no estado vizinho de Illinois. A polícia pede que moradores não tentem abordar ou capturar o homem caso o avistem. O Departamento de Investigação do Tennessee incluiu Morley na lista dos criminosos mais procurados do estado e oferece uma recompensa de até US$ 2,5 mil (cerca de R$ 13,4 mil) por informações que contribuam para sua prisão. As autoridades o consideram perigoso. Condenado por matar colega de trabalho Morley foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato em primeiro grau de Cody Birchfield, seu colega de trabalho, em 2022. O corpo da vítima foi encontrado dentro de uma caixa enterrada sob a casa do condenado, semanas depois de Birchfield ter sido dado como desaparecido. Além do homicídio, Morley foi condenado por invasão agravada, adulteração de provas, evasão da polícia e vandalismo. Na ocasião de sua prisão, em 2022, ele fugiu de agentes que chegaram à sua casa, dando início a uma perseguição que terminou na Carolina do Norte. Segundo registros prisionais citados pela BBC, Morley estava classificado em um nível de supervisão considerado baixo e não teria direito à liberdade antes de dezembro de 2083. A fuga ocorre em meio a questionamentos sobre as condições de segurança do Complexo Correcional Northwest. Uma auditoria realizada em 2023 apontou dificuldades para preencher vagas de agentes penitenciários na unidade: 61% dos postos estavam vagos naquele ano fiscal. O presídio também foi alvo de investigações relacionadas a mortes de detentos e agressões contra presos e funcionários.

PF citou 'evasão bem sucedida' de Willer, dinheiro de Vorcaro e 'estrutura já estabelecida' no exterior ao apontar risco de fuga de Flávio

27 October 2026 at 21:29

Ao pedir ao Supremo Tribunal Federal a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL), a Polícia Federal destacou a "evasão bem-sucedida" do amigo do parlamentar Willer Tomaz, advogado investigado junto do ex-candidato pela lavagem de dinheiro de cifras bilionárias com bets. Os investigadores também apontaram que havia "estruturas já estabelecidas no exterior" que poderiam permitir uma "permanência prolongada" do senador os Estados Unidos. Segundo a PF, era "evidente o risco concreto de evasão do território nacional". Outro fator citado pela PF para pedir a apreensão dos passaportes de Flávio foi o "expressivo poderio econômico" dos envolvidos. Nesse sentido, a PF destacou que ainda apura o "real destino" dos recursos enviados por Daniel Vorcaro aos EUA - valores que, segundo o senador, foram repassados para a produção do filme Dark Horse. Os investigadores ressaltaram que não descartaram ainda a hipótese de que parte desses valores foi destinada a custear a permanência de Eduardo nos EUA. A Polícia Federal ainda lembrou da manifestação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, recomendando que o irmão saísse do País caso saísse derrotado das urnas. A corporação destacou que Eduardo alegou uma suposta perseguição política, mas lembrou que esse argumento "jamais foi demonstrado". A PF frisou que o ex-deputado já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, por articular sanções, nos EUA, para tentar coagir ministros durante a tramitação da ação que levou à condenação de Jair Bolsonaro por crime de golpe de Estado. Depois de citar a manifestação de Eduardo Bolsonaro, a PF disse que ela não poderia ser vista de forma isolada e então citou a "evasão" de Willer. Segundo a corporação, o advogado está fora do País desde o dia 25 de agosto, "ao que tudo indica em Miami", sem registro de retorno. Os investigadores dizem que a estadia de Willer, fora do País, se dá mesmo após Moraes ter proibido sua saída do Brasil e cancelado seus passaportes. Ainda segundo a PF, o advogado tem "recursos financeiros suficientes para permanecer indefinidamente no exterior, caso assim deseje". Como mostrou o blog de Malu Gaspar, o pedido da Polícia Federal foi apresentado ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, apenas sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmar a derrota do senador na disputa pela Presidência da República. O ministro atendeu ao pedido ainda na noite de domingo, sem consultar previamente a Procuradoria-Geral da República (PGR). Flávio foi intimado da decisão na manhã de segunda-feira, quando visitava o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em sua prisão domiciliar. O senador teria 24 horas para entregar seus passaportes à PF, mas não cumpriu a decisão, como mostrou o GLOBO. A PF então cancelou os documentos nesta manhã. Em paralelo, aliados do parlamentar receberam a informação de que o senador deixou o Brasil após a ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para a apreensão. A PF pediu a apreensão do passaporte de Flávio e demais medidas - proibição de deixar o País e de manter contato com Willer - sob o argumento de que elas mitigariam o riscos de fuga, "reiteração criminosa" e de prejuízo às investigações, "sem necessidade de decretação da prisão preventiva".

Lula reage à suposta fuga de Flávio: 'Quem sai escondido do seu país deve ou tem medo de alguma coisa'

27 October 2026 at 21:23

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu nesta terça-feira à possível saída de Flávio Bolsonaro (PL) do país. Reeleito no domingo, Lula lamentou o caso e disse que o adversário deveria ficar no Brasil para provar sua inocência. O candidato derrotado do PL se recusou a entregar passaportes após ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Colegas de Flávio dizem nesta terça terem recebido informações sobre uma fuga aos Estados Unidos. — O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa ou tem medo de alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia. Se não tivesse democracia, um miliciano não poderia ser candidato à Presidência. Lamento a falta de respeito que ele teve com eleitores dele e com a democracia. O petista também falou sobre a ocasião em que foi preso, durante a operação Lava-Jato, para fazer uma comparação ao momento atual. Ele disse também que quando solicitaram seu passaporte, ele entregou, criticando a atitude da Flávio, e falou que a Polícia Federal "tinha suspeitas de que ele sairia do Brasil". — Eu fico imaginando a culpa, a confiança do cidadão que perde eleição e foge do seu país. Quando fui acusado, tive muito convite para sair do Brasil e ir para embaixada. Resolvi ficar no Brasil e me entreguei à PF porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência. E estou aqui para o quarto mandado. Quem não deve não teme — discursou Lula. Em outro momento, afirmou que o Brasil é a "segunda pátria" do adversário, já que a primeira é "lamber botas dos Estados Unidos". Disse ainda que o ato do adversário em deixar o país é "vergonhoso". O presidente também fez menção ao desafio que propôs a Flávio ainda na campanha eleitoral de abrir os sigilos telefônico e fiscal de cada um e de seus familiares: "Eu tentei que ele provasse ser honesto, entregando a minha papelada na Justiça e ele não entreou". O petista fez um discurso para apoiadores ao lado de uma mesa com um bolo em frente ao Palácio da Alvorada, em ato organizado pela militância por ocasião do aniversário de 81 anos do chefe do Executivo. Com a voz rouca, agradeceu pela mobilização dos eleitores no dia da votação e disse que o povo deu uma "lição aos poderosos que não queriam que a gente continuasse governando". — As plataformas digitais, com uma Meta que trabalhou contra nós. Os interesses do governo americano que trabalharam contra nós. Uma grande parte do sistema financeiro que trabalhou contrea nós, que não aceitam que a gente continue fazendo políticas sociais. Ele se emocionou ao agradecer a mobilização de idosos no último domingo para votar. Em outro momento, agradeceu ao vice-presidente, Geraldo Alckmin, dizendo que ele tem lhe ajudado de "forma extraordinária" e que, nesse novo mandato, ele terá "um papel muito importante". Questionado pela imprensa após o evento, Alckmin classificou como "incompreensível" a possível saída de Flávio do país: "Nunca vi uma coisa parecida com isso". Lula será o presidente mais velho a iniciar um novo período de governo no Brasil, marca que amplia um recorde estabelecido por ele próprio em 2023, quando tomou posse aos 77 anos. No seu discurso de vitória em São Paulo, o presidente prometeu mudanças na condução do governo e reconheceu a necessidade de fortalecer a comunicação direta com a população, especialmente por meio das plataformas digitais. A estratégia ganhou força na reta final da disputa, quando o deputado federal André Janones (Rede-MG) criou um grupo de WhatsApp chamado "Exército do Lula" para articular a vitória de Lula nos meios digitais. O petista já tinha indicado também que é preciso aumentar a participação social na condução do governo. Lula despachou do Alvorada nesta terça. Ele recebeu aliados como os ministros José Múcio (Defesa) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário) e ex-ministros como Fernando Haddad, Rui Costa e Camilo Santana. No fim da tarde, acompanharam a celebração uma série de autoridades, entre ministros, ex-ministros, integrantes do governo e parlamentares. Mais cedo nesta terça, a PF passou a investigar uma suposta fuga de Flávio do país. Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Com previsão de rombo de R$ 14 bilhões, orçamento do Estado do Rio começa a ser analisado na Alerj

27 October 2026 at 21:23

A Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta terça-feira, por unanimidade, o parecer prévio ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 e ao Projeto de Revisão do Plano Plurianual (PPA) referente ao período de 2024 a 2027. Esse é o primeiro ato da tramitação dos projetos, que deve dominar os debates na Casa nas próximas semanas. A expectativa é que o texto da Lei Orçamentária encaminhado pelo governo do estado — que prevê um déficit de R$ 13,98 bilhões, com despesas de R$ 138,37 bilhões e receita estimada em R$ 124,39 bilhões — sofra modificações importantes a partir de emendas que poderão ser apresentadas pelos deputados entre os dias 5 e 11 do mês que vem. Repercussão: Possível saída de Flávio do país causa mal-estar no PL da Alerj, e ala bolsonarista sinaliza afastamento do senador Petista no jogo: Derrota de Flávio Bolsonaro para Lula mexe com o xadrez político na Assembleia Legislativa do Rio; entenda O processo será conduzido pelo deputado Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj, que a partir de janeiro tomará posse como governador do estado e será o responsável por administrar o orçamento final aprovado pela Assembleia. A previsão é de que o debate em torno do texto será iniciado na semana que vem no plenário e a votação final está prevista para acontecer no dia 17 de dezembro. Antes de aprovar o parecer prévio, a Comissão de Orçamento realizou, no fim da manhã de ontem, audiência pública sobre o tema. O secretário estadual de Planejamento e Gestão, Rafael Abreu, apresentou as estimativas de receita e despesa para 2027. Segundo ele, a receita líquida do Tesouro Estadual deverá crescer 17,5% em relação ao orçamento de 2026. As despesas, por sua vez, também devem aumentar R$ 11,8 bilhões na comparação com o valor previsto para este ano. Composição em jogo: Aliados defendem autonomia de Douglas Ruas no Governo do Rio após derrota de Flávio Bolsonaro A comissão analisou ainda o Relatório de Gestão Fiscal referente ao segundo quadrimestre de 2026, apresentado pelo subsecretário estadual de Fazenda, Tomaz Leal. Segundo os dados do Executivo, o estado registrou superávit orçamentário de R$ 376 milhões no período, impulsionado principalmente pelo crescimento das receitas líquidas, com destaque para o ICMS. Entre maio e agosto, o resultado de caixa informado pelo governo foi de R$ 9,2 bilhões, ante R$ 8,82 bilhões no mesmo período de 2025. No acumulado dos dois primeiros quadrimestres, a arrecadação cresceu R$ 5 bilhões, segundo Leal. — A aprovação do parecer prévio é uma etapa importante, mas estamos apenas começando a discussão do orçamento de 2027. O Estado tem um déficit projetado de quase R$ 14 bilhões, o que exige muita responsabilidade. Até dezembro, vamos aprofundar esse debate para construir uma peça orçamentária que dê condições ao próximo governo de executar as políticas públicas e recuperar a capacidade de investimento do Estado — disse o deputado Gustavo Tutuca (PP), presidente da Comissão de Orçamento. Entenda: Por que o interior do Estado do Rio vota diferente da capital? O parecer prévio foi aprovado com os votos dos deputados Gustavo Tutuca (PP), presidente da comissão, André Corrêa (PSD), Celia Jordão (PSD), Daniel Librelon (Rep), Bruno Dauaire (PL), Zeidan (PT) e Jair Bittencourt (PL). Cronograma O calendário de tramitação dos projetos prevê que após a audiência pública com as secretarias estaduais de Fazenda e de Planejamento e a aprovação dos pareceres prévios na Comissão de Orçamento, os documentos sejam publicados na quinta-feira. As primeiras discussões em plenário ocorrerão na semana que vem, em 3 e 4 de novembro. A apresentação de emendas acontece nos dias nos dias 5, 6, 9, 10 e 11 de novembro. Elas depois são encaminahdas para análise da comissão que aparesentará pareceres em 8 de dezembro. A discussão e votação dos projetos em plenário estão previstas para 15 de dezembro, com a redação final marcada para o dia 17. Aprovadas, as propostas serão encaminhadas ao Executivo, que terá 15 dias para sancioná-las ou vetá-las.

Imprensa mundial repercute ida de Flávio Bolsonaro para os EUA após derrota e diz que 'governo Trump participou da fuga'

27 October 2026 at 21:21

Fora do Brasil, a possível ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos após a derrota nas urnas neste domingo começou a ganhar espaço na mídia internacional. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não entregou os passaportes à Polícia Federal (PF) no prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a madrugada desta terça-feira, o site argentino Infobae informou que o candidato do PL chegou à Argentina, em Puerto Iguazú, onde pegaria um voo particular rumo a Miami, nos Estados Unidos — o trajeto, no entanto, foi cancelado. A PF apura se e como ele deixou o país. O que se sabe sobre a possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil após derrota nas eleições Flávio Bolsonaro não entrega os passaportes à Polícia Federal, e aliados são informados de que ele está a caminho dos EUA O jornal americano The New York Times publicou que Flávio foi obrigado a entregar o passaporte em investigação de lavagem de dinheiro após ordem do STF. “O Supremo Tribunal Federal do Brasil ordenou à polícia que apreendesse o passaporte do Sr. Bolsonaro, que perdeu a eleição presidencial, devido a seus vínculos com uma investigação”, publicou. The New York Times: Jornais internacionais repercutem a possível fuga de Flávio Bolsonaro The New York Times O Jornal The Guardian destaca que o “senador de extrema direita embarcou para os EUA após perder prazo para entregar passaporte”. O veículo pontuou que ele teria fugido do Brasil após perder a eleição presidencial. “O candidato derrotado Bolsonaro deixa o Brasil rumo aos EUA após, supostamente, não entregar seus passaportes em meio a uma investigação criminal”, publicou a CNN dos EUA. A Reuters também destacou que “fontes dizem que Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos após perder a eleição”. Já a BBC afirmou que os passaportes de Flávio Bolsonaro foram cancelados após o senador não os entregá-los: “A polícia brasileira informou ter cancelado os passaportes do candidato derrotado à presidência, Flávio Bolsonaro, de direita, após ele não ter cumprido a ordem de entrega dos documentos”. A repercussão também chegou a outros continentes. Na mídia francesa, o jornal Le Monde pontuou a dinastia política dos Bolsonaros. O veículo pontua que, “apesar das recentes pesquisas lhe serem favoráveis, Flávio Bolsonaro não venceu a eleição presidencial no Brasil. Ele foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva, o atual líder de esquerda, que obteve 51,79% dos votos, contra 48,21% do candidato ultraconservador”. Le Monde: mídia internacional repercute possível fuga de Flávio Bolsonaro Le Monde O Le Figaro também deu destaque para o episódio. “Brasil: Suspeitas de financiamento estrangeiro da campanha de Bolsonaro surgem após ordem judicial para investigação”, escreveu. Já o Euronews pontuou que a polícia investiga possível fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos via Argentina. O jornal cita as informações da Infobae, que diz que o senador cruzou a fronteira para Puerto Iguazú ao amanhecer e depois voou para os Estados Unidos em um avião particular. “Eles alegam que o governo Trump participou da fuga de Flávio Bolsonaro e que lhe concederá abrigo”, destaca o La Nacion, na Argentina, onde a notícia começou. Segundo o jornal, a última vez que Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos foi no final de maio, quando, conseguiu tirar uma foto com o presidente americano Donald Trump no Salão Oval. O El País também destacou a possível ida do senador para os EUA após derrota eleitoral contra Lula.”Fontes próximas ao líder da extrema direita e fontes oficiais dos EUA confirmam sua fuga após ele se recusar a entregar seus passaportes ao juiz que o investigava”, pontuam. El País: Imprensa internacional repercute possível fuga de Flávio Bolsonaro El País O veículo La Gaceta afirmou que, segundo relatos, Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, apesar de uma ordem judicial que o proibia de fazê-lo. O jornal afirma que “uma fonte próxima à família Bolsonaro confirmou que o senador está em um voo para aquele país, embora as autoridades brasileiras e argentinas ainda não tenham registrado formalmente sua partida”. *Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito

Governo Trump diz que dará visto para Flávio Bolsonaro e permitirá entrada dele nos EUA

27 October 2026 at 21:19

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que irá conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a seus familiares e permitirá a entrada deles no país. A gestão do presidente Donald Trump não informou, porém, se o senador já se encontra no território norte-americano. “O Departamento de Estado emitirá vistos para Flavio Bolsonaro e sua família e permitirá sua entrada nos Estados Unidos", informou o órgão em resposta ao GLOBO por e-mail. Interlocutores do candidato derrotado à Presidência foram informados de que o senador teria embarcado para os Estados Unidos. A Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes de Flávio, após ele descumprir a decisão judicial que deteminou a entrega dos documentos até a manhã desta terça-feira. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Cinco aliados do candidato derrotado à Presidência foram informados de que o senador teria embarcado em um jato a caminho dos EUA. Segundo os investigadores, não há nenhum registro formal de saída de Flávio do Brasil — ou seja, ele não teria passado por nenhum posto de migração. Procurada, a defesa do parlamentar ainda não se pronunciou sobre essas informações. A possibilidade de se retirar do Brasil após a derrota eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a ser discutida por Flávio com aliados ainda no domingo. A princípio, ele havia decidido que apenas a mulher e as filhas viajariam ao exterior por questões de segurança. A avaliação mudou depois que Moraes determinou a entrega dos passaportes à Polícia Federal sob o pretexto do "risco concreto de evasão do território nacional". Contrariado com a decisão e convencido de que poderia ser preso, Flávio decidiu acompanhar a família ao exterior. Alvo de inquéritos Flávio é alvo de dois inquéritos no STF. Em um deles, sob relatoria de Moraes, a PF apura o envolvimento do senador em um suposto esquema de lavagem de dinheiro junto com o advogado Willer Tomaz, que está fora do país desde agosto e é amigo próximo dele. O senador também é investigado por recursos repassados ao filme "Dark Horse", cinebiografia que narra a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Este caso está sob os cuidados do ministro André Mendonça. Na segunda-feira, Flávio foi intimado por agentes da PF a apresentar o seu passaporte num prazo de até 24 horas, por ordem de Moraes. A determinação foi descumprida pelo parlamentar nesta terça. Em vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar declarou que "nunca" planejou deixar o país. — Hoje de manhã eu fui visitar o meu pai, como vocês sabem, ele está em prisão domiciliar. E quando eu estava saindo, a Polícia Federal do Lula estava na porta da casa dele e no meio da rua eu fui intimado a entregar os meus passaportes e também estou proibido de deixar o país. A decisão do Alexandre de Moraes se baseou numa fala do Eduardo de 23 de outubro de que eu deveria deixar o país se eu perdesse a eleição — disse Flávio, na gravação. — Eu nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar — completou ele. Na sexta-feira passada, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país. A entrevista foi dada a um programa dos Estados Unidos, onde ele mora, antes do resultado das urnas que mostrou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). — Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza — disse Eduardo, que na mesma entrevista afirmou que, em caso de derrota, o irmão deveria contestar o resultado das urnas. A primeira informação sobre uma suposta saída de Flávio do Brasil foi publicada pelo site argentino Infobae durante a madrugada. A publicação reportou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria ingressado na Argentina, por Puerto Iguazú, onde pegaria um voo particular rumo a Miami, nos Estados Unidos. O voo informado, porém, foi cancelado. Em nota enviada nesta terça-feira, a Direção Nacional de Imigração e a Casa Rosada, órgão do governo argentino, afirmaram não ter registrado qualquer entrada de Flávio no país. Diante da repercussão do caso, disseram os órgãos, as autoridades iniciaram os procedimentos de fiscalização da aeronave e da tripulação. “Constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro", ressalta o comunicado. Segundo o jornal Clarín, a única explicação dada para o cancelamento do voo para Miami foi que "um dos passageiros teve um problema". O jornal também informou que a lista de passageiros nunca foi entregue ao Serviço de Imigração e Alfândega. Questionado se Flávio fugiu do país, o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-SP) disse que ele estava no Brasil. Em seguida, encaminhou à reportagem uma nota da Bloomberg com uma declaração de Fabián Fernández, secretário de Comunicação e Imprensa do governo argentino, de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou no país. Aliados e integrantes da defesa de Flávio afirmaram mais cedo que não conseguiram contato com o senador nesta terça-feira. Segundo os advogados, estava previsto um encontro com o parlamentar pela manhã para recolher seus passaportes e cumprir a determinação de Moraes. A reunião, no entanto, não ocorreu porque a equipe jurídica não conseguiu localizar o parlamentar. Na manhã desta segunda-feira, na casa do senador, em um condomínio fechado no Lago Sul, em Brasília, uma música gospel foi reproduzida em alto volume. O louvor entoado era "Bondade de Deus". No dia anterior, na segunda-feira, Flávio participou de uma reunião com alguns aliados, entre eles Marinho e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e depois teria voltado para casa, no Lago Sul, em Brasília. Um comboio de carros saiu do local por volta das 20h. Não se sabe se o senador e a família estavam em algum dos veículos. Foro privilegiado Flávio tem mandato de senador até fevereiro de 2027, quando deixará o Congresso Nacional. Mesmo após a perda do cargo, porém, as investigações das quais é alvo permanecerão sob a competência do Supremo. Isso porque a Corte firmou, em março de 2025, um novo entendimento sobre o foro por prerrogativa de função, estabelecendo que investigações e ações penais relacionadas a crimes cometidos durante o exercício do cargo e em razão das funções desempenhadas devem permanecer no tribunal mesmo depois do fim do mandato. A decisão, tomada por sete votos a quatro, alterou a jurisprudência anterior, que previa, como regra, o envio dos processos à primeira instância quando a autoridade deixava o cargo. O entendimento foi posteriormente complementado pelo Supremo em maio deste ano. No caso de Flávio, a manutenção das investigações no STF dependerá do enquadramento dos fatos apurados nesses critérios, especialmente da existência de relação entre os supostos crimes e o exercício do mandato parlamentar. Na sexta-feira passada, o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu que, em caso de derrota nas urnas, Flávio deveria deixar o país. A entrevista foi dada a um programa dos Estados Unidos, onde ele mora, antes do resultado. Neste domingo, Flávio Bolsonaro perdeu as eleições para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi reeleito ao cargo. — Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza. Com certeza — disse Eduardo, que na mesma entrevista afirmou que, em caso de derrota, o irmão deveria contestar o resultado das urnas.

VGrid aplica ISO 42001 à governança de IA nas empresas

27 October 2026 at 21:17

A proporção de empresas brasileiras com dez ou mais pessoas empregadas que utilizam inteligência artificial passou de 13%, em 2024, para 17%, em 2025, segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, divulgada em junho de 2026 pelo Cetic.br/NIC.br. A expansão amplia a importância de definir como a tecnologia pode ser usada nas operações. Nesse contexto, a VGrid, consultoria especializada em governança de inteligência artificial, AI Security e AI Compliance, atua na implementação da ISO/IEC 42001, norma internacional que estabelece requisitos para um Sistema de Gestão de Inteligência Artificial (SGIA). À frente da consultoria está Rafael Lotfi Marrocos Leite, fundador e CEO da VGrid, executivo e consultor em governança de IA, segurança da informação e privacidade. Possui as credenciais ISO/IEC 42001 Lead Auditor e Lead Implementer, obtidas pela TI Exames, e a certificação Artificial Intelligence Compliance Professional, da EXIN. Sua trajetória inclui funções de CISO e DPO, além de atuação em empresas como Stone, CloudWalk e Luby. Para ele, a adoção da norma deve produzir critérios que as áreas consigam aplicar. "Governança de IA precisa funcionar na decisão, no contrato e na rotina das equipes", afirma. Publicada em 2023, a ISO/IEC 42001 se aplica a organizações que desenvolvem, fornecem ou utilizam IA, inclusive soluções contratadas de terceiros. Na TIC Empresas 2025, 80% das empresas usuárias de IA adquiriram softwares ou sistemas prontos. A atuação da VGrid abrange diagnóstico de maturidade, identificação de usos não governados de IA, definição do escopo do SGIA, inventário, políticas, responsabilidades e controles. "Antes de escrever uma política, precisamos saber quais ferramentas estão em uso, quais dados recebem e quais decisões influenciam. Esse diagnóstico mostra onde a empresa precisa agir primeiro", explica Rafael Lotfi. A avaliação de riscos e a avaliação de impactos orientam as prioridades do sistema de gestão. A primeira considera riscos relacionados aos objetivos da organização; a segunda examina possíveis efeitos dos sistemas sobre indivíduos, grupos e a sociedade. Mestrando em Direito, Justiça e Desenvolvimento no IDP, Rafael pesquisa devido processo algorítmico e viés discriminatório em sistemas de IA. Ele relaciona esse debate a decisões concretas, como seleção de candidatos, análise de crédito e atendimento ao público: a organização precisa avaliar os efeitos do uso, estabelecer critérios de supervisão humana e registrar como resultados inadequados serão tratados. Na implementação da ISO 42001, a VGrid conecta o trabalho de governança à segurança da informação e à privacidade, aproveitando processos existentes e referências como ISO/IEC 27001 e ISO/IEC 27701. O escopo pode incluir avaliação de fornecedores, regras para dados inseridos em ferramentas, análise de riscos técnicos e acompanhamento de mudanças nos sistemas. "Quando uma área contrata uma IA, a decisão envolve negócio, tecnologia, jurídico, segurança e privacidade. Nosso trabalho é organizar essas responsabilidades e transformar os riscos identificados em controles que possam ser demonstrados", enfatiza o CEO da VGrid. A capacitação integra esse trabalho. Rafael Lotfi também é professor convidado de pós-graduação na Uniasselvi e na UniCesumar, na disciplina Regulação Global de IA (EU AI Act e Brasil), e atua na formação e mentoria de consultores credenciados pela VGrid. Nos programas corporativos, a consultoria trabalha com conteúdos adaptados às lideranças e às equipes que utilizam IA, incluindo proteção de dados, limites de uso, verificação de resultados e comunicação de incidentes. A proposta é conectar as regras do sistema de gestão às tarefas diárias, com responsáveis, registros e acompanhamento, para que as políticas sejam compreendidas por quem precisa executá-las. A preparação para certificação envolve verificar se o sistema de gestão foi implementado e se existem evidências de seu funcionamento. A VGrid oferece análise de lacunas, avaliação de prontidão, auditoria interna e apoio ao tratamento de não conformidades, com independência entre implementação e auditoria. A certificação é voluntária e cabe a organismos independentes; a ISO não certifica organizações. O certificado se refere ao sistema de gestão em um escopo definido e não elimina a necessidade de avaliar obrigações legais, riscos dos sistemas ou qualidade de seus resultados. Escopo, prazo e esforço de implementação dependem do contexto de cada organização. Com atendimento a empresas de diferentes setores, a VGrid estrutura projetos de implementação e acompanhamento contínuo da governança de IA, conforme o estágio de maturidade e os objetivos do cliente. O trabalho pode começar por um diagnóstico e avançar para políticas, avaliação de riscos e impactos, controles, capacitação e preparação para auditorias. "A empresa precisa conseguir explicar por que autorizou aquele uso de IA, quais limites estabeleceu e quais evidências sustentam a decisão. É essa capacidade de gestão que buscamos construir com os clientes", conclui Rafael Lotfi Marrocos Leite. Informações sobre a consultoria em ISO/IEC 42001 da VGrid estão disponíveis em https://vgrid.com.br/.

Bolsa corrige parte do tombo, dólar recua e mercado espera sinais sobre ajuste fiscal

27 October 2026 at 21:14

Após o tombo de segunda-feira, o Ibovespa corrigiu a rota nesta terça-feira, com uma queda de 0,51%, aos 175.710,05 pontos. No caso do dólar, o movimento foi diferente: a moeda caiu 0,97%, cotada a R$ 5,350. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Marinho diz que esperava papel de 'liderança' de Flávio e lamenta possível saída do país: 'Não digo que concordo porque não fui consultado'

27 October 2026 at 21:12

Coordenador da candidatura derrotada de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira que foi surpreendido pelas notícias sobre a possível saída do aliado do Brasil e que esperava que ele assumisse a liderança da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marinho disse que não foi informado sobre qualquer viagem e relatou ter recebido uma mensagem de Flávio pela manhã, na qual o senador afirmou que precisava de um tempo antes de voltar a conversar com seus aliados. — Então até compreendo caso Flávio tenha saído do Brasil. Não digo que concordo porque não fui consultado — afirmou. Marinho contou que esteve com Flávio até as 16h de segunda-feira, quando os dois discutiram os próximos passos após a derrota eleitoral. Segundo ele, a expectativa era que o senador aproveitasse os quase 60 milhões de votos recebidos para assumir uma posição de destaque na articulação da oposição ao governo Lula. — Fiquei surpreso porque ontem conversamos sobre a necessidade de que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição. Temos um governo que fez mal ao país e precisamos ficar vigilantes — disse. O coordenador da campanha afirmou que tentou entrar em contato com Flávio depois de ser procurado pela imprensa nesta terça-feira. Segundo ele, o senador respondeu por mensagem, mas não informou onde estava. — Hoje pela manhã, quando tive o contato da imprensa, tentei contactar Flávio. Eu recebi uma mensagem de texto em que ele dizia que queria dar um tempo hoje e depois conversaríamos de novo — relatou. Marinho ressaltou que, até o momento da declaração, não tinha confirmação de que Flávio havia deixado o país nem informações sobre a possibilidade de receber asilo político do governo de Donald Trump. — Nós todos não temos informações ainda sobre o paradeiro. Apenas algumas notícias que saíram na imprensa que demonstram que pode ter havido um deslocamento do senador Flávio a outro país — afirmou. — Não tenho a notícia de que Trump daria asilo ao Flávio. Apesar de reconhecer que não foi consultado, Marinho procurou justificar uma eventual decisão do senador de deixar o Brasil. Ele criticou as medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre a relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz. O entorno de Flávio Bolsonaro tem alegado que o senador não tinha poderes para movimentar uma conta bancária da Alcazar Holding, empresa da qual o advogado Willer Tomaz é sócio. Essa versão vem sendo sustentada pelo próprio Willer, que divulgou um suposto documento do Santander para reforçar a alegação. Investigadores, no entanto, apontam elementos que indicariam a vinculação do senador à conta. Na avaliação do parlamentar, as suspeitas investigadas não justificariam as restrições impostas ao ex-candidato à Presidência. Marinho também questionou a rapidez com que, segundo ele, a Polícia Federal solicitou as medidas após a confirmação do resultado eleitoral. — Em uma democracia, é muito estranho que um candidato a presidente seja alvo de medidas cautelares — afirmou. — Me parece uma preparação para uma coisa mais persecutória. O senador disse ainda que compreende a possibilidade de Flávio ter decidido deixar o país diante do cenário político e jurídico, embora tenha reiterado que não participou de qualquer discussão sobre a viagem. Questionado se Flávio poderia exercer a liderança da oposição mesmo fora do Brasil, Marinho citou a venezuelana María Corina Machado, uma das principais figuras da oposição ao governo de Nicolás Maduro. — María Corina faz isso há muito tempo — respondeu. Marinho também afirmou que as conversas realizadas nesta terça-feira com dirigentes e parlamentares do PL trataram das articulações para a escolha dos próximos presidentes da Câmara e do Senado, previstas para 2027. O senador é um dos nomes envolvidos nas negociações para o comando da Casa.
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