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Fernando Sastre é condenado a 17 anos de prisão por morte de motorista

30 October 2026 at 04:44

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho foi condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, em regime inicial fechado, pela morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, e pelos ferimentos provocados em um amigo durante um acidente de trânsito em março de 2024, na zona leste de São Paulo.

A sentença foi lida por volta de 1h20 da madrugada desta sexta-feira (30), após o segundo dia de julgamento avançar pela madrugada no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista.

O júri popular, formado por sete jurados, sendo quatro mulheres e três homens, reconheceu a responsabilidade criminal de Sastre pelos crimes apresentados pela acusação. O empresário foi condenado por homicídio qualificado, na modalidade de dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte, e por lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche no momento da colisão.

No caso do homicídio, os jurados reconheceram a qualificadora de perigo comum, por entenderem que a conduta do empresário colocou outras pessoas em risco.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou a inabilitação de Fernando Sastre para dirigir veículos automotores.

Julgamento

O julgamento começou na quarta-feira (28) e foi marcado por depoimentos de testemunhas, familiares das vítimas e pela confissão inédita do empresário de que havia consumido bebida alcoólica antes do acidente.

Durante o interrogatório, realizado na quinta-feira (29), Sastre admitiu, pela primeira vez desde a colisão, que ingeriu álcool naquela noite. Até então, o empresário negava ter bebido antes de assumir a direção do Porsche.

O réu também chorou durante o depoimento, pediu perdão aos familiares das vítimas e afirmou estar arrependido do que aconteceu.

Outro depoimento importante foi o de Marcus Vinícius Machado Rocha, melhor amigo de Sastre na época do acidente. Ele estava no banco do passageiro do Porsche e ficou gravemente ferido na colisão.

Durante o júri, Marcus confirmou que o empresário havia consumido bebidas alcoólicas antes de dirigir e relatou que amigos tentaram convencê-lo a não assumir o volante. Ele também afirmou ter sofrido pressão de pessoas próximas para mudar sua versão sobre os acontecimentos.

O julgamento foi marcado ainda por uma confusão envolvendo Giovanna Pinheiro Silva, namorada de Sastre na época do acidente. Ela precisou ser conduzida coercitivamente ao fórum após não comparecer para prestar depoimento. Apesar disso, a defesa desistiu de ouvi-la.

Durante a sessão, Giovanna foi retirada do plenário por determinação da juíza Melanie Liesenberg, depois de fazer gestos enquanto uma testemunha prestava depoimento.

Ao final do julgamento, a magistrada determinou que Giovanna pagasse uma multa equivalente a dez salários mínimos.

No segundo dia, uma das juradas também passou mal, o que provocou a interrupção temporária dos trabalhos.

A defesa do empresário tentou afastar a tese de dolo eventual e sustentou que o acidente poderia ter sido provocado por uma falha mecânica no Porsche. Os advogados buscavam a desclassificação do crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar nem assunção do risco.

A tese, no entanto, não foi acolhida pelos jurados.

Relembre o caso

O acidente aconteceu na madrugada de 31 de março de 2024, domingo de Páscoa, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

Fernando Sastre dirigia um Porsche 911 quando atingiu violentamente a traseira de um Renault Sandero conduzido pelo motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana.

Segundo a perícia, o Porsche trafegava a aproximadamente 156 quilômetros por hora momentos antes da colisão, em um trecho onde a velocidade máxima permitida era de 50 quilômetros por hora.

Com a força do impacto, o veículo de Ornaldo ficou completamente destruído. O motorista morreu em consequência dos ferimentos.

Marcus Vinícius Machado Rocha, que estava no Porsche, sofreu ferimentos graves e precisou passar por tratamento médico.

Após o acidente, Sastre deixou o local acompanhado da mãe, Daniela Andrade, sem realizar o teste do bafômetro.

Durante o julgamento, a policial militar responsável por permitir a saída do empresário afirmou que se sentiu enganada pela mãe dele, já que acreditava que os dois seguiriam para um hospital.

O caso provocou grande repercussão nacional e levou o Ministério Público de São Paulo a denunciar Sastre por homicídio qualificado com dolo eventual e lesão corporal.

O empresário estava preso preventivamente desde 2024 e aguardava o julgamento pelo Tribunal do Júri.

PMs viraram réus no caso

Os policiais militares que liberaram Fernado Sastre tornaram-se réus na Justiça Militar do Estado de São Paulo. Daisy Aparecida Cardoso Romão e Thiago Silva Batista foram denunciados por liberarem Fernando Sastre sem a realização do teste de bafômetro.

Segundo a denúncia, a dupla cometeu crimes de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância.

“Quanto aos próximos atos processuais, estes serão praticados de acordo com o rito legal aplicável e com o regular andamento da ação penal”, se manifestou o Tribunal, por meio de nota.

De acordo com as últimas movimentações do processo de Sastre, Daisy pediu para não comparecer ao julgamento desta manhã. No entanto, o pedido foi indeferido.

“A requerente atuou diretamente no atendimento inicial da ocorrência e esteve no local dos fatos logo após a colisão, de modo que seu relato é relevante para a formação da convicção dos jurados”, destaca a decisão.

Quatro pessoas da mesma família morrem em acidente com carreta na BR-163

29 October 2026 at 20:26

Quatro pessoas da mesma família morreram em uma colisão dianteira entre uma caminhonete e uma carreta na manhã desta quinta-feira (29) na altura do km 962 em Terra Nova do Norte, Mato Grosso.

As vítimas foram identificadas como Francirene Ferreira de Souza, Benício de Souza Endler, Neusa de Oliveira de Souza e Francisco Ferreira de Souza, pela Prefeitura de Nova Guarita, cidade onde moravam.

Francirene era mãe de Benício, e estava indo com seus pais, Neusa e Francisco, em direção ao município de Sinop para prova de roupas para o seu casamento.

Ainda segundo a Prefeitura, ela já foi funcionária pública e administrava uma padaria na cidade, que decretou luto oficial pelas mortes e solidariedade aos familiares. Veja nota oficial divulgada nas redes sociais do município.

A concessionária Via Brasil, responsável pelo trecho, informou que o acidente aconteceu às 8:09 da manhã. Desde então o trecho segue operando com fluxo parcialmente interrompido, em sistema de ande e pare, até que a remoção dos veículos e os corpos sejam liberados.

Segundo a empresa não há ainda informações sobre a causa, e as circunstâncias do acidente serão apuradas pela perícia técnica.

Tragédia em MG é o maior acidente em rodovias federais desde 2008

 

Motorista de Porsche admite ter ingerido álcool antes de acidente em SP

29 October 2026 at 20:24

Fernando Sastre Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, admitiu, pela primeira vez, nesta quinta-feira (29), que ingeriu bebida alcoólica antes do acidente. A confissão foi feita durante o segundo dia de julgamento, no Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo.

Caso seja condenado pelos crimes, Fernando Sastre Filho poderá receber uma pena que, somada, ultrapassa 30 anos de prisão.

O caso que levou o empresário a julgamento ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, domingo de Páscoa, na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo.

Durante o julgamento, Fernando afirmou sentir vergonha e arrependimento pelo que aconteceu. “Nunca entraria naquele carro para causar o que foi causado”, disse.

Sastre também pediu desculpas às famílias que sofrem com a perda de seus entes queridos.

PM viraram réus no caso

Os policiais militares que liberaram Fernado Sastre tornaram-se réus na Justiça Militar do Estado de São Paulo. Daisy Aparecida Cardoso Romão e Thiago Silva Batista foram denunciados por liberarem Fernando Sastre sem a realização do teste de bafômetro.

Segundo a denúncia, a dupla cometeu crimes de inobservância de lei, regulamento ou instrução, na modalidade de tolerância

“Quanto aos próximos atos processuais, estes serão praticados de acordo com o rito legal aplicável e com o regular andamento da ação penal”, se manifestou o Tribunal, por meio de nota.

De acordo com as últimas movimentações do processo de Sastre, Daisy pediu para não comparecer ao julgamento desta manhã. No entanto, o pedido foi indeferido.

“A requerente atuou diretamente no atendimento inicial da ocorrência e esteve no local dos fatos logo após a colisão, de modo que seu relato é relevante para a formação da convicção dos jurados”, destaca a decisão.

Relembre caso

O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, estava em uma festa “Open Bar”, na Zona Leste de São Paulo, antes de causar o acidente, em 31 de março de 2024, que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana.

Na época, a CNN Brasil apurou que Fernando negou durante o depoimento ter ingerido bebidas alcoólicas ou ter usado drogas. Sastre disse que perdeu a consciência após a colisão do carro e quando retomou, estava deitado na rua.

Uma das testemunhas ouvidas pela polícia informou que logo após o acidente parou o veículo para socorrer as vítimas. Ela relatou aos policiais que Fernando aparentava sinais de embriaguez e cambaleava, além de apresentar uma voz “pastosa” sem saber o que estava acontecendo.

A testemunha também contou que os momentos que sucederam o acidente foram marcados por discussões e pela tentativa de tirar os ocupantes do Porsche do local.

Caso Porsche: ex-namorada de acusado é conduzida coercitivamente ao júri

29 October 2026 at 12:41

O primeiro dia do júri popular sobre o caso de Fernando Sastre Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, teve uma determinação de condução coercitiva contra Giovanna Pinheiro Silva, ex-namorada do acusado. A condução coercitiva gerou um atraso de cerca de duas horas para o início do julgamento.

A juíza Melanie Liesenberg, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), determinou nesta quarta-feira (28) que Giovanna se apresentasse ao júri na condição de testemunha antes do início do julgamento.

A defesa de Fernando Sastre alegou que houve um erro do Judiciário ao constar o nome da ex-namorada entre as 14 testemunhas arroladas, pois não havia mais interesse em ouvi-la. Por isso, sem a dispensa oficial, ela foi levada ao Fórum por autoridade policial.

Expulsão

Durante um dos testemunhos, Giovanna foi retirada do local. Ao ouvir o depoimento da testemunha ocular Nathalia Santanna Viana Lima, a ex-namorada de Sastre fez um sinal com a cabeça.

A atitude incomodou a banca de acusação, que pediu a expulsão e a aplicação de uma multa de 15 salários mínimos contra a testemunha. A juíza aceitou a expulsão, mas prometeu avaliar a aplicação da multa somente após o término do julgamento de Sastre.

A reportagem tenta contato com Giovanna. O espaço segue aberto. Nesta ocorrência, ela não tem defesa constituída, pois está no processo na condição de testemunha, não sendo, portanto, ré.

A Justiça de São Paulo estima que o julgamento de Sastre termine nesta quinta-feira (29). Ele será ouvido ainda hoje.

Após a conclusão das oitivas e do depoimento do réu, o Conselho de Sentença poderá determinar se Sastre é culpado ou inocente. Fontes do Ministério Público afirmaram à CNN Brasil que esperam a aplicação da pena máxima contra o acusado.

O empresário responde por homicídio qualificado por “perigo comum” com dolo eventual e por lesão corporal grave. Esta última se refere ao fato de que o estudante Marcus Vinicius Machado também ficou ferido na ocorrência. O jovem era amigo de Sastre e estava no banco de trás do carro de luxo.

Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sastre afirmou que a expectativa “é de um julgamento justo, com a desclassificação para uma conduta culposa, na modalidade da imprudência”.

O acidente

O caso que levou o empresário a júri ocorreu na madrugada do domingo de Páscoa, em 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na zona Leste de São Paulo.

Fernando Sastre Filho dirigia o Porsche que bateu a cerca de 156 km/h na traseira do Sandero do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O limite para a via é de 50 km/h. Ele está preso preventivamente há pelo menos dois anos.

Do reflexo ondulado às soldas queimadas: como identificar se um carro seminovo esconde batidas antigas

28 October 2026 at 12:12

A avaliação visual detalhada da lataria e da estrutura de um carro seminovo permite identificar se o veículo passou por colisão e sofreu reparos inadequados.

Intervenções de funilaria e pintura executadas sem o padrão do fabricante deixam marcas visíveis na superfície e nas conexões internas do automóvel. A identificação desses indícios evita prejuízos financeiros e reduz riscos à segurança dos ocupantes, apontam consultorias de reparo automotivos.

Imperfeições na pintura e acabamento

A pintura automotiva é a primeira área a apresentar sinais de refazimento. Diferenças de tonalidade entre as peças e alterações no brilho ocorrem quando a igualação de cor não é realizada corretamente quando refletidas na luz.

Outro indicador é a presença de textura com efeito casca de laranja, provocada pela aplicação inadequada do verniz, além de bolhas, poeira presa no acabamento, escorrimentos de tinta e aspereza ao toque.

Nas bordas da lataria, o acúmulo de verniz, marcas de fita adesiva, borrachas manchadas e o depósito de tinta (overspray) em vidros ou partes plásticas comprovam a ausência de isolamento adequado durante o serviço.

Irregularidades na funilaria e uso de massa

Na lataria, a presença de ondulações na superfície fica visível ao observar o reflexo da luz em ângulo lateral. Esse efeito indica que a peça não foi nivelada corretamente ou recebeu massa poliéster em excesso para encobrir amassados sem a devida reconstrução da chapa. O uso exagerado de massa torna a peça pesada, frágil e sujeita a trincas com o passar do tempo.

Na parte interna da estrutura, os sinais de intervenção incluem soldas desalinhadas, pontos de solda queimados e recortes sem o acabamento original da fábrica. A presença de parafusos de tipos diferentes, marcas de lixamento e ferrugem precoce reforça a ocorrência de reparo fora das especificações técnicas.

Leia Mais:

Desalinhamento da carroceria e componentes

O desalinhamento estrutural afeta o encaixe dos componentes externos. Folgas assimétricas no capô, para-lamas e para-choques indicam que a estrutura sofreu impacto. Da mesma forma, faróis ou lanternas mal encaixados — como quando uma peça fica mais projetada para fora do que a outra — evidenciam colisões na região.

Nas portas, a necessidade de aplicar força excessiva para o fechamento, o descaimento da peça e o desalinhamento das colunas apontam para alterações na geometria original da carroceria.

Idosa perde o controle de carro e invade farmácia em Belo Horizonte

28 October 2026 at 00:12

Um carro invadiu, nesta terça-feira (27), uma drogaria no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte. A motorista perdeu o controle do carro e causou o acidente que causou danos e deixou uma mulher ferida.  

Veja vídeo de local após o acidente:  

A vítima, de 55 anos, que estava dentro da farmácia quando foi atingida pelo veículo, relatou à Itatiaia estar com dores nos membros inferiores e na lombar. 

“Eu estava entre duas gôndolas e aí o carro bateu, mas eu não sabia que era carro. Ele entrou, o vidro estraçalhou e pressionou a gôndola que eu estava. Eu fiquei imprensada entre as duas gôndolas. E aí agora afetou as duas canelas.  E aqui atrás, logo depois aqui na coluna”, relatou a senhora atingida.  

Ela foi atendida no local e depois levada à uma unidade médica para a realização de exames.  

Segundo apurações da Itatiaia, o carro era dirigido por uma idosa de 87 anos.  

O Samu foi acionado e informou que quando chegou ao local, identificou duas vítimas, a senhora atingida no interior da loja e a senhor que conduzia o veículo. 

A equipe do Samu explicou que a motorista perdeu o controle do carro automático, mas não soube dizer exatamente o que aconteceu para resultar no acidente.  

*Sob supervisão de André Rigue

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