Após vencer o São Paulo, Bahia ganha reforço para duelo com o Cruzeiro








O Bahia vive o melhor ano desde que o futebol feminino foi retomado no clube, em 2018, inicialmente em parceria com a Lusaca, de Dias d'Ávila (BA). As Mulheres de Aço estão nas semifinais da Copa do Brasil pela segunda vez seguida e alcançaram, de maneira inédita, um posto entre as quatro principais equipes do país no Campeonato Brasileiro. Sem esquecer da convocação da goleira Yanne para representar o Brasil em amistosos contra a Argentina.
No caso do Palmeiras, o ano começou com o título da Supercopa do Brasil em cima do rival Corinthians, apesar de as campanhas no Brasileirão e na Libertadores (queda nas quartas de final em ambas) ficarem abaixo do esperado. A cada ano, o clube aumenta o aporte no futebol feminino, reforçando o elenco ou apostando em estrutura. No orçamento para 2026, a previsão de investimento na modalidade era de R$ 23,4 milhões.
A maior parte dos recursos (cerca de R$ 18,5 milhões) teve como destino o elenco, permitindo a contratação de nomes de seleção brasileira como a atacante Bia Zaneratto e a zagueira Antonia. O restante foi direcionado à construção de um CT de excelência em um terreno de 692 metros quadrados, em Vinhedo (SP). A obra foi viabilizada pela venda da centroavante Amanda Gutierres ao Boston Legacy (Estados Unidos), em 2025, por quase R$ 6 milhões.
O São Paulo não poderia ficar fora, já que é o atual campeão brasileiro. A conquista, inclusive, coroa o diferencial do clube na comparação com os principais rivais: o trabalho de base. O elenco profissional tem 14 jogadoras que tiveram formação (parcial ou completa) nas Soberanas. Entre elas, duas atletas - a zagueira Carol Gil e a atacante Isa - com convocações à Amarelinha. O próprio técnico Thiago Viana foi do sub-16 ao sub-20 antes de assumir o profissional, em 2023.
Em paralelo, o Tricolor aprimorou a estrutura de treino e o investimento em profissionais de diferentes especialidades para integrarem as comissões técnicas desde o sub-15 - que, aliás, acabou de ser tricampeão do Paulista F Petrobras da categoria, com transmissão da TV Brasil. Em 2026, o clube contratou psicólogas para as equipes profissional (Nathany Cavalcante) e de base (Djara Fortes, que tem uma década de serviços prestados ao Corinthians).
O Prêmio TV Brasil Petrobras Para Elas ainda tem as categorias Craque da Torcida, Jogadora Revelação, Melhor Treinador(a), Melhor Jogadora, Artilheira, Gol Mais Bonito e Futebol Feminino Contra o Feminicídio, além da Seleção da Temporada, com 11 premiadas.





O MPBA (Ministério Público da Bahia) instaurou inquérito nesta quarta-feira (28) para investigar prática de xenofobia praticada pelo jogador Willian José, do Esporte Clube Bahia.
A investigação é referente a um vídeo que o atacante repostou do influenciador Emerson Barreto, que atacava os nordestinos após a vitória do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva (PT) no segundo turno no último domingo (25).
“Sabe o que essa galerinha do Nordeste quer? Auxílio do Estado. É isso que eles querem. Eles querem a gratidão infinita, porque a peste do Estado só ajudou nos três primeiros anos de governo desse filho da p*””, dizia o influenciador no vídeo, dentre outros xingamentos direcionados à população nordestina.

Após a repercussão negativa, Willian apagou o conteúdo e veio às redes se defender: “Sou nordestino e moro no Nordeste. Minha família é nordestina! Sei o que nosso povo passa e o quanto luta. Mas sei também o que os políticos fazem com o nosso povo e nos fazem reféns dele”.
O caso é apurado por meio da Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa do estado.
Segundo apuração da CNN Brasil, o clube do atacante tratou do ocorrido internamente, e declarou que o Bahia, inclusive, historicamente presa pela defesa e valorização do povo nordestino.
Willian também não foi escalado para o confronto com o São Paulo, nesta quarta-feira (28) pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, em decisão do clube após o ocorrido.
A CNN Brasil tenta contato com a assessoria de Willian, mas até o momento não recebeu retorno. O espaço segue aberto.
*Sob supervisão de André Rigue

Uma jovem de 21 anos sofreu uma tentativa de feminicídio após o namorado atear fogo nela na noite do último domingo (25), em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Paloma da Silva Gomes está internada em estado grave, com queimaduras de segundo e terceiro graus.
Segundo a irmã da vítima, o autor do ataque, Saymon Santos Silva, teria jogado um líquido sobre ela e, em seguida, ateado fogo. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio. O suspeito está foragido.
Segundo a irmã, Paloma contou à família que estava de costas quando o namorado jogou um líquido sobre ela. Ao se virar, ela teria sido atingida novamente.
Em seguida, Saymon acendeu um isqueiro e ateou fogo na jovem. Paloma teria tentado apagar as chamas sozinha, usando baldes de água. Depois, o pai do suspeito levou a jovem ao hospital.
A Polícia Civil da Bahia informou que a Deam (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) de Vitória da Conquista instaurou um inquérito para investigar a tentativa de feminicídio.
Segundo a corporação, a jovem deu entrada em uma unidade hospitalar com queimaduras pelo corpo. Diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias, a autoria e a motivação do crime.
Após as informações preliminares, o caso foi encaminhado à DH (Delegacia de Homicídios) de Vitória da Conquista, que dará continuidade às investigações.
Paloma passou por uma cirurgia na segunda-feira (26) e, nesta quinta-feira (29), foi transferida para o HGE (Hospital Geral do Estado), em Salvador, para continuar o tratamento.
De acordo com a irmã, Paloma continua sentindo dores intensas, mesmo com o uso de medicamentos. A família afirma que o tratamento deve durar meses.
A irmã afirmou que procurou a delegacia na segunda-feira para registrar a ocorrência, mas enfrentou dificuldades para ser atendida. Segundo ela, agentes teriam dito que a própria vítima precisaria comparecer à unidade, apesar de estar internada em estado grave.
A irmã informou que a família conseguiu registrar a queixa posteriormente e repassou à polícia as informações relatadas por Paloma. Outros familiares também devem prestar depoimento.
Feminicídio: projeto monitora agressores com tornozeleira eletrônica
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo



