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Custo da derrota de Flávio Bolsonaro no mercado não se restringiu apenas às contribuições para a campanha eleitoral

31 October 2026 at 03:05

Afinal, por que o chamado mercado financeiro e analistas de cenários políticos e econômicos desde a última terça-feira cobram com uma enorme contundência alguma sinalização do presidente Lula no sentido de que, em função dos compromissos de campanha que, segundo dados dos IFI, por exemplo, somam R$ 128,7 apenas para serem pagos este ano e outros R$ 56,7 bilhões em 2027, o que exigirá uma correção no texto do Orçamento 2027 hoje no Congresso?

Existe, de fato, uma enorme ansiedade para que o presidente sinalize nomes que poderão conduzir a área econômica, onde já existe uma lista que varia de acordo com as preferências pessoais. Mas por trás desse mau humor estão números muito preocupantes, não com as contas do governo, ou com a trajetória da dívida, mas com o que os gestores de investimentos disseram aos seus clientes.

Mau humor forte

As pessoas sempre ouvem, leem e conversam sobre os conselhos de especialistas em investimentos, mas poucos sabem que os bancos são clientes especiais de consultores altamente renomados e com grande reputação que emitem relatórios robustos de dados e análises políticas que norteiam o que os bancos dizem aos seus clientes. E rigorosamente todas essas empresas lideradas por pessoas de credibilidade quase irretocável erram nos cenários que descreveram para os seus clientes do setor financeiro e empresarial.

E, diferentemente do que a imprensa vem tratando sobre a necessidade de uma correção de rumo da economia, isso tem a ver com o que, a partir dos cenários criados, empresas em bancos formataram suas posições de investimento a partir de uma eventual (ou quase certa, como diziam os textos dessas consultorias) vitória de Flávio Bolsonaro. Já se sabe que muitos investidores perderam muito dinheiro, embora o tamanho desse prejuízo nas carteiras de investimentos leve um tempo para ser precificado.

 Reprodução/ Redes Sociais
Flávio Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca - Reprodução/ Redes Sociais

Perfil falso

Mas a principal queixa ou reclamação é em relação ao perfil que essas consultorias criaram do personagem Flávio Bolsonaro, a partir do qual foram dados comandos de investimento e apostas. O que se constatou após a fuga do senador para os estudos é que essas análises falavam de um personagem que simplesmente não existia.

Que Flávio Bolsonaro não era um político de carreira ilibada, todos no mercado e na política sabiam. Que ele tinha ainda menos compreensão do que o país, Jair Bolsonaro, dos assuntos de economia não era novidade. E que, do primeiro ao segundo turno, no esforço da campanha, ele praticamente assegurou os gastos prometidos por Lula, também era conhecido.

Sem prever fuga

Mas nenhum cenário traçava o gesto dele de sair do Brasil, pela forma como saiu, o que cristalizou a ideia de que ele foi escolhido e fez toda uma campanha apenas pensando em livrar Bolsonaro da prisão e trazer o irmão de volta enquanto sua família se locupletar do poder.

E a saída do Brasil desconstruiu todo o personagem criado pelas consultorias que apostavam que ele seria capaz de reunir uma base mínima de pessoas com apoio no mercado capaz de garantir um mínimo de credibilidade, inclusive, para pagar o custo da eleição que Lula bancou.

Joédson Alves/Agência Brasil
O candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), fala com jornalistas após ser derrotado no segundo turno das eleições pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Joédson Alves/Agência Brasil

Flávio era fake

Então, a irritação do mercado agora é com o perfil que as consultorias desenharam: o personagem Flávio Bolsonaro como um upgrade do pai, capaz de ser mais palatável e que não estava tão vinculado ao segmento militar como Jair Bolsonaro e que foi validado no primeiro turno, o que fez as apostas no candidato do PL dispararem.

A vitória de Lula não estava no radar, nem os papers entregues pelos analistas reforçados pelas pesquisas e pela mudança da interpretação da imprensa que dava conta de que ele venceria. Ao revisar os textos entregues até a última sexta-feira, o Flávio Bolsonaro retratado era ruim, capaz de cometer molecagens, mas seria eleito. Da irritação dos contratantes do setor econômico de análises políticas.

Fomos enganados

O que, de certa forma, explica a pressão para que Lula dê um sinal de que, uma vez contratado o preço da reeleição, encontre nomes que ajudem a reduzir os danos do cenário previstos pelas consultorias econômicas que chegaram aos números de bilhões. O que explica a ansiedade pelos nomes na prateleira. O mercado já precificou o prejuízo, está fazendo as contas das perdas, mas está de olho no futuro porque é da sua natureza mirar no futuro e cheirar o amanhã.

Divulgação
Novas lojas da Renner em Pernambuco chegam para movimentar o Natal. - Divulgação

Renner no Costa Dourada

A Renner, maior varejista de moda e lifestyle do Brasil, inaugura duas novas unidades no estado de Pernambuco. A primeira abre no Shopping Costa Dourada, na Rodovia PE-60, km 11, nº 3200, no Cabo de Santo Agostinho, a partir de 7 de novembro, com área de vendas de quase 1,6 mil m² e investimento de mais de R$ 6,3 milhões.

A outra será em Petrolina; numa loja com mais de 2 mil m² de área na expansão do River Shopping, na Av. Monsenhor Ângelo Sampaio, nº 100, com um investimento de R$ 9,4 milhões, a unidade inaugurada na última quinta-feira(30). Com as inaugurações, a Renner consolida ainda mais a presença da marca no estado.

Crédito a negativados

Levantamento da plataforma IJBE (Índice de Juros Baixos de Empréstimo) a partir dos termos. Eles aparecem em patamares tão próximos que não é possível afirmar qual deles concentra mais pesquisas. A modalidade permite of“empréstimo negativado” e “empréstimo pessoal” e registra cerca de 750 mil buscas mensais cada.

Para receber o dinheiro, é preciso oferecer um bem, como veículo ou imóvel, como garantia da operação. Em algumas instituições, essa condição pode resultar em juros menores e também permitir a análise de propostas de pessoas negativadas. A contratação, porém, depende das regras de cada instituição, e o consumidor precisa considerar o risco de perder o bem caso não consiga pagar as parcelas.

Fórum Imobiliário 

O mercado imobiliário e a construção civil voltam a ser debatidos nesta quinta-feira (5), a partir das 8h, no Recife Expo Center, durante o Fórum Imobiliário Brasileiro, promovido pela Ademi-PE. O evento reúne líderes empresariais, autoridades públicas e especialistas para discutir o cenário econômico do setor, inovações tecnológicas, requalificação urbana e novos caminhos para a Habitação de Interesse Social (HIS).

FXPort chegando

A FXPort, empresa especializada em soluções de câmbio para pequenas e médias empresas que atuam no comércio exterior, iniciou uma ofensiva para ampliar sua presença em Pernambuco. A empresa abriu um escritório em Recife liderado por Walterbruno Leite, profissional com mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro.

O objetivo é atrair empresas exportadoras e importadoras baseadas no estado que gostariam de um atendimento diferenciado no câmbio, como se fosse uma extensão da sua tesouraria. Com cerca de 160 clientes atualmente, a FXPort deve movimentar R$ 1 bilhão neste ano, com perspectivas de crescimento de 50% ao ano durante os próximos cinco anos.

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Feira de Tapetes de Lagoa do Carro, Pernambuco. - Divulgação

Feira do Tapete

A cidade de Lagoa do Carro, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, recebe até este domingo (1) a 17ª edição da Feira do Tapete e Artesanato de Lagoa do Carro - FETALC 2026. Realizada pela Associação das Tapeceiras de Lagoa do Carro em parceria com o Banco do Nordeste, a mostra reforça o compromisso com os profissionais que mantêm viva a tradição artesanal de Lagoa do Carro, contribuindo para a valorização da cultura, a geração de renda e o fortalecimento da economia local. Nesta edição, 130 estandes reúnem artesãos de diferentes estados nordestinos, incluindo Pernambuco, Piauí, Sergipe e Paraíba.

Solar Magnum Tires

A Magnum Tires, importadora e distribuidora de pneus com sede em Jaboatão dos Guararapes (PE), amplia o uso de energia solar em sua rede de filiais. A projeção é de economia de R$ 50,6 milhões em 30 anos, com mapeamento já concluído em 15 estados.

Pernambuco concentra a maior redução de custos projetada, com R$ 25 milhões, seguido por Mato Grosso (R$ 7 milhões) e Rondônia (R$ 3 milhões). O projeto-piloto começou em 2020 na matriz da empresa na Muribeca e, após a expansão de 2026, a capacidade instalada passou de 184,8 kWp para 354,755 kWp. A iniciativa complementa as ações de logística reversa, previstas em norma ambiental para garantir o descarte adequado de pneus inservíveis.

Surfix infraestrutura

A Surfix Cloud & Data Center será a quarta patrocinadora do Estudo de Infraestrutura Digital de Pernambuco, iniciativa que reúne Governo do Estado, LIDE e Deloitte. A empresa atende mais de 500 companhias e opera o único data center com certificação Tier III Facility em Pernambuco. A Surfix se junta ao Grupo Dislub, à Estratégica Engenharia e ao Grupo Cavalcanti Petribu no comitê empresarial de governança do estudo.

© Marta Lavandier/AP Photo/Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro desembarca em Miami

Reforma Tributária - SIEG revela que já preparou todos os sistemas de retaguarda para rodar nova plataforma de impostos

30 October 2026 at 11:00

No mês de outubro, enquanto o Brasil se voltava para as eleições gerais, tanto no dia 4, quando ocorreu o primeiro turno, quanto no dia 25, quando ocorreu o segundo, empresários, tributaristas, contadores e dezenas de empresas de suporte cuidavam de outra pauta.

Na segunda-feira após o primeiro turno (6), iniciou-se a contagem de prazos em meses relativos às etapas de adequação e às frentes operatórias da transição da Reforma Tributária, prevista para começar em janeiro de 2027. No dia 16, ocorreu o início dos testes de integração da plataforma pública, Split Payment, em ambiente controlado.

Nesta segunda-feira (26) começou o prazo para homologação das Notas Técnicas referentes aos ajustes de campos e validações de IBS e CBS em documentos fiscais e, finalmente, nesta próxima sexta-feira (30) terminou o prazo para empresas do Simples Nacional conferirem por CNPJ o resultado de solicitações e regularizarem pendências de enquadramento.

Existe um longo calendário a ser percorrido, mas empresários e tributaristas já sabem que o papel do contador terá uma elevação do seu nível de importância para a empresa, que alguns analistas do setor automobilístico comparam à sua presença na empresa como a da bateria num carro elétrico, muito longe da bateria nos carros movidos a combustão.

O papel do contador efetivamente mudará de patamar quando a reforma rodar os sistemas de captação de informações a partir da nota fiscal eletrônica, que passou a ser a principal porta de entrada de informações no relacionamento das empresas com seus clientes, fornecedores e o Fisco, tendo em vista que os documentos fiscais serão gerados a partir das informações que o emissor da e-NF inserir no seu preenchimento.

Tão definitivo que, com essas informações e usando o Split Payment, começa a interferir na rotina das empresas, seja porque já separa a “parte do leão” (se for usada a linguagem figurada), seja para os tributos a serem recolhidos em tempo real. E isso provoca um redesenho do próprio caixa da empresa, que, pelo atual sistema, recolhe os tributos em até 45 dias, o que acaba funcionando como capital de giro que agora desaparece.

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Carmellino Filho Sócio da SIEG - DIVULGAÇÃO

Contabilidade vira estratégia do negócio

Muda fundamentos do jogo na contabilidade e na própria visão estratégica do negócio, admite Henrique Carmelino Filho, CEO da SIEG, segundo maior empresário do Brasil no setor, com suporte em tempo real, 20 mil deles que, no conjunto, processam 480 milhões de documentos/mês, e que são usuários dos seus sistemas de gestão fiscal, imposto de renda, gestão de documentos fiscais e folha de pessoal.

O carro-chefe da casa fica com a gestão de documentos fiscais.
E ela está atrás apenas da multinacional Thomson Reuters, que atende outros 45 mil clientes. A SIEG é uma empresa de TI que orgulha-se em ser genuinamente pernambucana. E, surpreendentemente, não é nativa do Porto Digital.
A complexidade mudou de lugar e as empresas precisam se preocupar não apenas com a carga tributária, mas com o serviço que entregam. E isso fará do contador um conciliador dos encontros decorrentes do processamento dos novos documentos que a Reforma Tributária apresenta, diz Carmelino Filho.

Do ponto de vista da tecnologia de suporte, a empresa está tudo pronto e podendo rodar, garante o empresário, mas o modelo de negócio de contabilidade está sendo elevado a um nível porque o Fisco vai saber muito mais sobre a empresa desde que ela emite uma nota fiscal eletrônica.

E isso tem consequências. Sem o colchão do tributo no caixa por até 45 dias, não precificar com precisão pode colocar em risco a companhia. Se o empresário não se preparou e não preparou a empresa acompanhando os pássaros do fornecedor, o Fisco será um componente muito sério no processo.

O fato novo que decorre da operação prática da Reforma Tributária é que o processo nasce com a nota fiscal eletrônica que vai acompanhar toda a vida contábil e fiscal num processamento muito diferente.
O que, para Carmelino Filho, exige um olhar muito atento do empresário para o fiscal. Porque ele vira dinheiro.

O desafio é extraordinário e muitos analistas e contadores têm dúvidas se vai funcionar. Se ele vai rodar 100%. Até porque os prazos não estão sendo cumpridos.

Claro que o documento fiscal já existe. Os sistemas de contabilidade estão disponíveis. E as empresas já estão rodando em paralelo e, mais recentemente, rodando os processos. Mas não se pode avançar muito sem a definição da alíquota final que vai juntar os percentuais da CBS com o IBS.

Mas a verdade é que a maioria das empresas ainda não se preparou, talvez esperando um adiamento ou porque vê 2027 com o olhar de dezembro e não de janeiro.

E não é exagero que uma parte importante ainda não se deu conta da nova realidade em que o processamento dos documentos de forma correta é fator estratégico. Não é mais um problema do contador; é de toda empresa, a começar pelo dono.

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Escritório Recife SIEG - DIVULGAÇÃO

Proteger o caixa para formar preço

Isso, na opinião de Carmelino Filho, cria novos desafios. “Um erro no procedimento contábil é um problema que a retaguarda pode resolver e a nossa empresa tem isso projetado no que entregamos.

Porém, o desafio é maior e começa uma nova abordagem da própria formação do preço que terá de ser ajustada em função da concorrência, mas também pela importância que a proteção do caixa assume a partir de agora.

Proteger o caixa sempre foi a lição número um de toda empresa. Mas essa decisão ganha muito mais significado depois que o Fisco passa a ser um ator importante dentro do negócio.

E aí entra a questão do split payment que, desde o começo da operação, já começa a reter dinheiro em 2027. Os testes de integração entre prestadores de serviços de pagamento e a plataforma pública começaram no último dia 15, em ambiente controlado, e a Receita Federal garante que nenhuma transação é processada em caráter definitivo e não há penalidades nessa fase; a lei e o regulamento preveem implantação gradual do recolhimento na liquidação financeira. Será real.

Por isso, a projeção de caixa deve dizer em quais transações e a partir de qual data considerou o mecanismo. A data dos testes não autoriza retirar dinheiro dos recebimentos projetados. Veja o que são os testes do split payment de 15 de outubro.

E tem repercussão na hora em que a empresa busca capital de giro. Já se sabe que essa talvez seja a grande demanda quando a Reforma Tributária começar a se instalar de fato, porque uma parte dela que a empresa deixou no caixa até o dia do vencimento do Documento de Arrecadação vai deixar de existir. Mas como os bancos vão atender essa demanda?

Para Carmelino Filho, esse será um momento importante porque a demanda terá de ser ajustada em função do processamento dos documentos fiscais a partir da nota fiscal.

Claro que o empresário será sempre o estrategista, o visionário e empreendedor que faz a roda da economia girar com sua energia criativa. E com a Reforma Tributária ele não vai virar o contador da empresa e deixar de liderar. Mas, o que passou a ser fundamento no jogo, numa economia em que o modelo fiscal vai rodar em tempo real, é que ele vai precisar tomar mais cuidado, e aí a função do contador e o suporte a ele ganham importância.

 

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Escritório Recife SIEG

Conselho do FGTS aprova quase R$ 150 bilhões para habitação e mantém Saque-Aniversário que não ajudou a fazer nenhuma casa nova

30 October 2026 at 03:05

O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira (29) o orçamento para habitação em 2027 no valor total de R$ 144,5 bilhões, o mesmo liberado este ano, dos quais R$ 125,5 bilhões serão destinados às famílias de baixa renda e R$ 15 bilhões para a classe média do programa Minha Casa, Minha Vida.

É um número importante porque alavanca o setor da construção civil que lidera a contratação de empregados cada vez mais especializados, mas na mesma reunião o Conselho Curador decidiu não aprovar uma restrição maior para a antecipação de saque-aniversário que estava prevista para entrar em vigor no próximo domingo.

Apoio no colegiado

Ano passado, o colegiado decidiu que, em 1º de novembro deste ano, o trabalhador só poderia antecipar, em operações de crédito, o equivalente a três anos, o que até agora permite o trabalhador receber nos próximos cinco anos nos seus resgates de saque-aniversário. Entretanto, a restrição foi adiada para 31 de março de 2027, quando o assunto voltará a ser discutido pelos conselheiros.

A manutenção do saque de até cinco anos é ruim para a melhoria da performance do FGTS porque o saque-aniversário criado no governo Jair Bolsonaro em 2020 retirou do patrimônio do fundo 255,34 bilhões, dos quais R$ 117 bilhões já foram transferidos, enquanto outros R$ 138 bilhões estão reservados para transferência nos próximos anos.

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Crédito do Trabalhador. - Divulgação

Desvio de função

Para se ter uma ideia do desvio que o saque-aniversário provocou nos ativos do FGTS, basta comparar com o que aconteceu com o setor da habitação ano passado.

Em 2025, os recursos destinados à habitação somaram R$ 133,22 bilhões e foram efetivamente aplicados em financiamentos habitacionais, o equivalente a 105% do orçamento originalmente previsto. Isso se deu porque mais R$ 15,53 bilhões foram aplicados, tanto por suplementação quanto por remanejamento de outras áreas de aplicação, somando-se ao orçamento de R$ 126,8 bilhões.

Unidades habitacionais

Esse dinheiro possibilitou a contratação de aproximadamente
633 mil unidades habitacionais em 2025, com destaque para
o programa Apoio à Produção (300,4 mil unidades) e para o Programa Carta de Crédito Individual (283,1 mil unidades).

Isso quer dizer que o dinheiro transferido através do saque-aniversário poderia financiar dois anos de financiamento para mais de um milhão de novas habitações.

Subsídios às famílias

No orçamento de 2027, o volume de subsídios às famílias de baixa renda do programa será de R$13 bilhões. A linha pró-cotista, com juros mais baixos no financiamento habitacional, receberá R$4 bilhões em 2027.

O colegiado também aprovou os orçamentos plurianuais do FGTS para habitação para o período de 2028 a 2030, mantendo o volume de R$125,5 bilhões/ano.

Classe média

Já os recursos destinados à classe média no programa Minha Casa, Minha Vida caem para R$10 bilhões por ano, a partir de 2028. Essa faixa é contemplada com as faixas 3 e 4 para recebimento de subsídios.

Os desvios sob novas modalidades de saques já provocaram um dano irreversível aos ativos do fundo. Ano que vem, o FGTS destinará ao todo R$169 bilhões às políticas públicas de habitação, saneamento básico, projetos de infraestrutura e saúde.

Dilvulgação
A liberação do saque-aniversário chegou a R$ 38,12 bilhões, que deixaram de financiar a habitação - Dilvulgação

Saques diversos

Mas haverá redução no orçamento dos próximos exercícios por força das autorizações de saques especiais, resíduos nas contas vinculadas para quem aderiu ao saque-aniversário e foi demitido, além de empréstimos para a área da saúde, o que vem erodindo o valor total do fundo.

Enquanto no governo Bolsonaro o saque-aniversário impediu que milhares de residências fossem financiadas, no governo Lula o governo atravessou o saldo do fundo com a criação do Crédito do Trabalhador que permite ao empregado do setor privado antecipar parte de seu saldo depositado pagando juros sobre o seu próprio dinheiro.

Menos habitações

O Crédito do Trabalhador também virou um recebível, como o saque-aniversário, transformando o trabalhador credor de um depositante num devedor ao banco que faz a antecipação. O Crédito do Trabalhador também não ajudou a construir nenhuma casa.
O programa Crédito do Trabalhador movimentou mais de R$120 bilhões em empréstimos concedidos pelos bancos.

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Parceria com a National Mango Board (NMB - entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) - Divulgação

Venda de manga

O XVI Workshop Internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco, que reuniu produtores, exportadores, responsáveis técnicos, engenheiros agrônomos, pesquisadores e consultores os produtores de manga do Vale do São Francisco, vão ampliar em 20% as exportações de manga para os Estados Unidos. Isto significa um aumento de 38 para 46 mil toneladas da fruta na safra 2026.

No workshop, realizado pela Valexport em parceria com a National Mango Board (NMB - entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o público participou também de uma série de palestras sobre temas, a exemplo de produção, qualidade, fitossanidade e competitividade da manga do Vale do São Francisco.

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Indústria mais otimista para 2027. - Divulgação

Índice de Confiança

O Índice de Confiança do Empresariado Industrial (ICEI) de outubro registrou que 27 dos 29 setores da indústria aumentaram. O índice varia de 0 a 100 pontos e sinaliza falta de confiança dos empresários quando está abaixo dos 50 pontos e confiança quando está acima desse patamar. Com o resultado, cinco segmentos cruzaram a linha divisória de 50 pontos e passaram a demonstrar otimismo.

O número de setores industriais confiantes passou de quatro, em setembro, para oito, em outubro. Em dois segmentos, o ICEI caiu: equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos; e calçados e suas partes.

Sustentabilidade

O Natal Musical Plaza abrirá espaço para a solidariedade. Em parceria com a Divertec, o shopping promoverá oficinas infantis para a confecção de enfeites natalinos com materiais reaproveitados, incorporando conceitos de tecnologia, robótica e eletrônica básica. A atividade terá taxa de R$25 por criança. Parte da arrecadação será destinada à campanha Alimente a Vida, promovida pela Apesce em parceria com os shoppings da cidade.

Sob demanda

Liderado por Sofia Holanda, Marcelo Cherpak e Amir Posternak inaugura em dezembro a Oxia Medical Spaces, no Pina, voltada para a locação de consultórios de alto padrão por turnos ou diárias, permitindo que profissionais de saúde atendam sem investir em uma estrutura própria. O empreendimento alia, ainda, o marketing médico em seus serviços, uma novidade no Polo Médico do Recife.

Imobiliários

Os financiamentos imobiliários com recursos das cadernetas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somaram R$ 13,62 bilhões em setembro de 2026, o sexto melhor resultado para o mês de setembro nos últimos 25 anos.

O volume ficou 19,7% abaixo do registrado em agosto e apresentou redução de 13,7% na comparação com setembro de 2025. No mês, foram financiadas a aquisição e a construção de 34,9 mil imóveis com recursos da poupança. A quantidade foi 25,3% inferior à registrada em agosto e recuou 24,4% na comparação com setembro do ano passado.

De janeiro a setembro, os financiamentos com recursos do SBPE alcançaram R$ 146,1 bilhões, crescimento de 30,3% em relação aos R$ 112,1 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As contratações viabilizaram a aquisição e a construção de 419,6 mil imóveis nos nove primeiros meses deste ano, número 27,4% superior ao observado no mesmo intervalo do ano passado.

Pet & Veterinário

De 8 a 10 de novembro, das 13h às 21h, no Recife Expo Center tem a Feira Petnor 2026 reunirá empresas de diferentes segmentos da cadeia pet e veterinária em três dias dedicados à geração de negócios, relacionamento comercial e apresentação de produtos e serviços. Em 2025, o evento contou com mais de 160 expositores e 280 marcas, além de visitantes de 25 estados brasileiros.

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Brasil tem déficit de profissionais de tecnologia e a IA - Divulgação

Desenvolvedores

O novo relatório Octoverse 2026 revelou que o Brasil alcançou 10,2 milhões de desenvolvedores no GitHub em setembro de 2026. Apenas no último ano, a comunidade brasileira ganhou 3,28 milhões de novos usuários, o terceiro maior volume de adições do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da Índia.

Com esse resultado, o Brasil consolida o quarto lugar global tanto em número de desenvolvedores quanto em contribuições (pushes) para repositórios públicos, reforçando sua relevância no ecossistema global de código aberto (open source). O relatório também destaca o setor brasileiro de fintechs, caracterizado por um mercado maduro e em rápido crescimento, como um dos grandes motores desse avanço.

Inclusão profissional

A psicóloga Frínea Andrade leva jovens autistas do Instituto Dimitri Andrade à 18ª MADE Pernambuco, em uma experiência de emprego apoiado. Até 9 de novembro, eles atuarão como vendedores e no atendimento ao público, no estande 10, no piso L3 do Shopping RioMar.

A iniciativa busca ampliar a inclusão profissional, a autonomia e a geração de renda para pessoas neurodivergentes. Segundo o Autism Speaks, cerca de 85% dos adultos autistas estão fora do mercado de trabalho.

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Se aprovada, medida permitirá que a Caixa Econômica Federal deposite automaticamente os valores nas contas

O tamanho do estouro nas contas do governo depois das eleições

29 October 2026 at 03:05

O Instituto Fiscal Independente (IFI), uma instituição do Senado criada para escrever relatórios e traçar cenários sobre as atividades do Governo, está entregando um importante pacote de informação sobre o que foi mesmo que o Governo Lula gastou nas eleições e o que, por consequência, terá que ajustar ainda este ano depois que o Congresso aprovar o Senado.

Em grandes números, o IFI que usou os valores oficiais e estimativas de gastos do próprio governo, Dotações no SIGA Brasil, Relatório de Avaliação e Receitas e Despesas Primárias do 4º bimestre (portanto, até agosto) e do Banco Central chegou à conclusão de que o estouro no caixa em 2026 e o que vai estourar em 2027 somam R$ 186 bilhões.

Quanto devemos

Portanto, se o presidente chamasse sua equipe e perguntasse o custo da eleição nesse e no primeiro ano do novo mandato, seria esse número. Porém, tem um “fiado” que Lula comprou que, segundo o IFI, chega a mais de R$ 134,2 bilhões, que é a conta do que continuará em 2028, 2029 e 2030. Portanto, em todo o novo período de governo.

Um “pendura” de R$ 320 bilhões fora o custo do subsídio dos juros contidos no programa Novos Indústria Brasil (NIB) que até o final do ano deve aportar nas empresas mais R$ 140 bilhões assusta qualquer pessoa minimamente preocupada com as contas públicas. A contribuição do IFI é interessante porque foi feita com dados públicos de documentos oficiais, o que não dá margem para contestação.

Estouro real

Está escrito que este ano, o estouro real deve ser de R$ 50,2 bilhões, com os gastos de R$ 36,2 bilhões com o subsídio aos combustíveis; R$ 6 bilhões de aportes a fundos garantidores; R$ 5,8 bilhões do reajuste do Bolsa Família e R$ 2,8 bilhões em renúncias fiscais.

Tem mais R$ 78,5 bilhões. Foram os R$ 30 bilhões do Move Brasil I, R$ 14,5 bilhões do Move Brasil II, R$ 12 bilhões do Brasil Soberano e mais R$ 22 bilhões de programas como Desenrola Adimplentes, FIES, empréstimo às companhias aéreas, mais R$ 1 bilhão para capital de giro das aéreas e R$ 9 bilhões para projetos de desenvolvimento tecnológico.

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Fachada do Banco Central do Brasil - Divulgação

Sem efeito

Difícil imaginar se R$ 1 bilhão para capital de giro na TAM, GOL e Azul tem algum efeito na ponta. Mas arrancar além desse valor mais R$ 4 bilhões de recursos públicos mostra o poder de pressão delas. Então, somando tudo, chegasse a um estouro de R$ 129,2 bilhões. Esse é o exato valor do problema ou do que custou a eleição de Lula.

Mas o problema é que, no calor da emoção, o Lula entendeu de fazer um “fiado” para o novo governo e contratou mais R$ 56,7 bilhões para 2027. O reajuste do Bolsa Família agregou mais R$ 23,4 bilhões ao orçamento do programa em 2027. Lembra das canetas emagrecedoras do SUS, do Desenrolar 3 e do Pé de Meia Universitário? Eles vão custar R$ 18,9 bilhões.

Débito futuro

Porém, a conta prossegue com o perdão do MEI e do PIX MEI e a renegociação das dívidas dos MEIs, que somam R$ 4,5 bilhões. Elas serão somadas aos R$ 5,2 bilhões que o governo vai deixar de arrecadar com as Bets e com o atraso do Imposto Seletivo da Reforma Tributária, que vai ficar para 2028.

O problema é que benefícios como o perdão das dívidas do MEI, o novo PIX MEI e os novos benefícios terão que ser incorporados aos orçamentos de 2028, 2029 e 2030. Eles terão que incluir valores de R$ 45,1 bilhões. Ou seja: o novo governo tem um “fiado” de R$ 134 bilhões.

Poder de pagar

O governo tem como pagar? Não! Vai ter que ter e, se não tiver, tem que sacar no cheque especial da Secretaria do Tesouro Nacional emitindo mais títulos públicos como as famosas LFT, LTN e NTN-B (títulos remunerados pelo IPCA).

Essa é uma coisa de que as pessoas não se dão conta. Quando o governo gasta mais, tem que ir ao mercado financeiro e tomar dinheiro emprestado.

Credibilidade

Quando o governo vai bem, os bancos imploram para emprestar, baixam os juros, aceitam receber títulos de mais de cinco anos e disputam os empréstimos nos leilões.
Quando o governo está encalacrado como o atual, o banco faz beicinho, diz que não aceita a taxa, quer um título com prazo de dois anos. E como o governo tem que pagar os compromissos, aceita o desaforo.

Juros na alta

O problema é que no governo Lula 3 vem aceitando desaforo do banco a ponto de ter aumentado o tamanho da dívida pública em mais 10,2 pontos percentuais até agora. Ela chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em agosto, somando cerca de R$ 11,1 trilhões, segundo dados do Banco Central.

Um país como o Brasil dever R$ 11,1 trilhões; com a economia que tem, não seria motivo de grandes preocupações. O problema é o prazo de pagamento dos títulos que ele emite. O diabo é que hoje, 16,75% vencem em 12 meses, mais 16,59% em 24 meses e outros 15,69% em 36 meses.

Cheque especial

Ou seja, o Brasil está no cheque especial. Na verdade, apenas 25,90% de nossa dívida tem prazo de mais de cinco anos. Quando se compara com países equilibrados (a Áustria emitiu um título com prazo de 100 anos e o Japão com 40 anos em média), os prazos são de 10, 15 e até 20 anos, com o banco pedindo “pelo amor de Deus” que o governo venda títulos públicos.

E como tudo o que é ruim pode piorar, no Brasil o banco quer saber quanto vai ganhar. Em agosto, 40,71% dos títulos eram remunerados com taxa prefixada e apenas 33,13% com taxa flutuante. Ou seja, se os juros baixarem, o governo não se beneficia porque teve que aceitar um título que o credor (que negociou com juros altos) vai receber com base num juro alto.

Mal humor grande

A razão da reclamação dos analistas e economistas é que o Governo Lula “peita” o mercado no discurso e não conversa sobre ajustar as despesas. E essa angústia chegou a um nível tal que quando Flávio Bolsonaro prometeu cortar as despesas, o mercado apostou tudo nele.

Hoje se sabe que ele dificilmente faria grandes cortes. Porém, ele tinha “boa vontade” do mercado, que, quando ele venceu no primeiro turno, baixou a taxa de juros futuros em 2%. O problema é que a conversa não se sustentava e ele acabou prometendo quase tudo o que Lula havia prometido de benesses; feitas as contas, Flávio ficou igual, sem ter o repertório de Lula.

Então, quando ele “deu lavrando” e se mandou para os Estados Unidos, o mercado ficou ainda mais frustrado com a estúpida aposta nele e exige um ajuste antes do Natal que dificilmente Lula anunciará.

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Importação de insumos para indústria. - Divulgação

Números da indústria

A participação de bens estrangeiros no mercado brasileiro voltou a bater recorde e atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2003, de acordo com o estudo Coeficientes de Abertura Comercial (CAC), divulgado pela CNI nesta quarta-feira (28).

Em 2025, o coeficiente de penetração das importações alcançou 28,3%, um aumento de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao ano anterior. O levantamento também destaca o recorde no uso de insumos importados pela indústria brasileira e o aumento da parcela da produção industrial destinada ao mercado externo.

O ganho de espaço dos importados ocorreu em um cenário de estabilidade na produção da indústria nacional e de menor dinamismo na procura interna. A proporção de insumos industriais importados usados pelas fábricas brasileiras também atingiu recorde em 2025 e chegou a 25,8%. Esse é o segundo ano consecutivo em que o indicador bate recorde, após também ter atingido nível inédito em 2024. Muito ruim.

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Feira do Morar Bem em Caruaru. - Divulgação

Imóveis de Caruaru

Começa hoje em Caruaru a Feira de Imóveis de Caruaru,que vai até 1º de novembro, na Estação Ferroviária. O evento reunirá 19 construtoras e imobiliárias e contará com um estande do Governo do Estado para orientar o público sobre o programa, que já soma 6.529 aprovações no município.

O Morar Bem Pernambuco – Entrada Garantida será um dos destaques. Em Caruaru, das 8.679 unidades habitacionais disponibilizadas na modalidade, 2.147 ainda estão disponíveis, distribuídas em 58 empreendimentos. Com mais de 29 mil famílias aprovadas, o Morar Bem Pernambuco tem recursos garantidos para 2027.

Infratores ambientais

Um levantamento do Greenpeace Brasil sobre o primeiro turno das Eleições de 2026 mostra que foram eleitos 38 representantes com alguma autuação do Ibama. Juntos, eles receberam 78 infrações que somam R$ 102,2 milhões.

A maior parte dos 38 infratores ambientais eleitos está nas assembleias estaduais: são 20 deputados estaduais (52,6%), com 50 infrações registradas ao todo; 2 para vice-governador e 1 para governador, com 1 infração cada.

Na Câmara dos Deputados, são 10 parlamentares, com 16 infrações. No Senado, foram eleitos 6 infratores ambientais, incluindo suplentes, com 10 infrações ao todo. Quanto aos partidos, o Partido Liberal (PL) lidera a lista, com 9 eleitos infratores ambientais.

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Empresas hoje no Simples Nacional poderão duplicar faturamento - Divulgação

Simples Nacional

Mais de 270 mil pedidos de opção pelo Simples Nacional para 2027 foram indeferidos pela Receita Federal, segundo balanço divulgado. Ao todo, o órgão recebeu 469.498 solicitações, das quais 199.161 foram deferidas e 270.337 ainda apresentam pendências que impedem o enquadramento.

As empresas nessa situação têm até 30 de outubro para regularizar os problemas apontados e tentar garantir a entrada ou o retorno ao regime a partir de janeiro.O número chama a atenção porque há mais pedidos indeferidos do que aprovados.

Segundo a Receita, as solicitações com pendências ainda podem ser regularizadas dentro do prazo legal. O prazo para solicitar a opção pelo Simples terminou em 15 de outubro.O impacto, porém, vai além da forma de recolher impostos. Empresas que montaram orçamento, preços e projeções para 2027 considerando o Simples podem ter de rever essas contas caso não consigam concluir o enquadramento.

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Senai Pernambuco oferece vagas para cursos gratuitos; matrículas neste sábado, 6 - DIVULGAÇÃO

Via SENAI

O Via SENAI, plataforma de empregabilidade do SENAI Pernambuco, contabilizou, entre 2020 e 2026, mais de 13 mil vagas divulgadas, 100 mil candidaturas, 22 mil currículos cadastrados e 2 mil empresas participantes. A ferramenta ganha novas funcionalidades, como agendamento de entrevistas pelo aplicativo e acesso das empresas ao banco de currículos. As melhorias atendem a demandas das próprias organizações para facilitar o recrutamento e a seleção de profissionais.

Comprar comida

Levantamento revela que 59% dos consumidores apontam despesas com alimentação entre as que mais comprometem o orçamento; a terceira e quarta semanas do mês são as mais difíceis para 41% dos entrevistados. Quando o dinheiro pode não ser suficiente, 29% reduzem gastos não essenciais e 22% buscam renda extra;75% dos entrevistados afirmam planejar os gastos antes do início do mês frequentemente. Os gastos essenciais estão entre os principais desafios para fazer o dinheiro durar até o fim do mês.

Uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revela que alimentação e supermercado estão entre as despesas que mais pesam no orçamento para 59% dos brasileiros, seguidas por moradia, aluguel ou financiamento (40%) e contas da casa (32%). Nesse cenário, 41% dos entrevistados apontam a terceira e a quarta semana como os períodos mais difíceis para equilibrar as finanças, enquanto 13% afirmam enfrentar dificuldades durante todo o mês.

Gestão

A Associação Geral da Reserva do Paiva prevê encerrar 2026 investindo aproximadamente R$ 6 milhões no bairro, único planalto de Pernambuco. Os recursos vão para a operação e a zeladoria do lugar, incluindo manutenção, segurança, monitoramento e serviços essenciais.

 

 

 

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Ministro Dario Durigan da Fazenda.

Com bom humor e enorme capacidade de interação, Eduardo Paes Mendonça criou um jeito próprio de ajudar a construir, na retaguarda, a marca Bompreço

28 October 2026 at 11:00

O empresário Eduardo Paes Mendonça, que nos deixou nesta terça-feira tinha como marca o bom humor e a capacidade de se aproximar e fazer as pessoas se aproximarem dele, o que usava como estratégia de ação como empresário e no próprio Bompreço, onde entrou para cuidar da retaguarda da rede.

Ele cuidou do dia a dia da central de distribuição, da segurança, das compras de material, da embalagem, das obras e dos veículos. E foi ali que treinou o olhar para oportunidades de negócio enquanto era face do grupo que tratava com os fornecedores de serviços que davam lustro à imagem do Bompreco.

E nessa área, quem o conheceu e trabalhou para a rede sabe que Eduardo era um parceiro agradável, divertido e criativo, mas duro na negociação.

Pouca gente sabe, mas ele foi o autor de uma mudança importante no varejo de supermercados quando passou a exigir das grandes indústrias que entregassem as encomendas de grande porte diretamente nas lojas sem que elas fossem enviadas da Central de Distribuição, na Caxangá.

A lógica era simples e eficiente. Se uma cervejaria mandava para a CD dezenas de carretas que, pelo volume, teriam que ser recebidas e depois enviadas para a loja, por que não envia direto para as maiores lojas?

Isso começou com as cervejarias que passaram a enviar para as grandes lojas e hipermercados um caminhão com todo o pedido. Na verdade, a compra era a mesma, a negociação de preços era a mesma, apenas a entrega saía direto para a loja.

Claro que as cervejarias reclamaram. Mas aí entrou o jeito de Eduardo de conversar e processar o novo sistema que ele e sua equipe haviam desenhado. Virou padrão para o setor.

Foi uma mudança interessante porque, num tempo em que cerveja se vendia em embalagens de vidro de 600 ml e os refrigerantes em volume de 290 ml, as indústrias logo passaram a aproveitar o caminhão para receber os vasilhames vazios. Funcionou para os dois lados.

Eduardo, por sua vez, criou uma área de recepção de vasilhames das lojas no estacionamento que recebiam o crédito para os produtos que iriam comprar.

Ele levou esse aprendizado que depois virou empresário do setor de gráfica acompanhou de perto a transição da clássica do saco de papel para as sacolas plásticas que se tornaram padrão.

Esse contato com o setor gráfico, quando adquiriu a gráfica que fornecia embalagens e que tinham o Bompreço, teve momentos divertidos: o grupo comprava embalagens de outras empresas em função dos preços, o que fazia dizer aos clientes da gráfica que seu cliente mais duro na cotação de preços era João Carlos Paes Mendonça.

Ele continuou sua vida empresarial com a fábrica de elevadores, com a qual fez parceria com a Hyundai, onde o jeito de fazer negócios no Bompreço virou uma marca quando entrava na negociação.

O empresário seguiu os passos do irmão João Carlos Paes Mendonça na área de ação social, criando instituições para proteção de pessoas a partir de seu próprio exemplo de vida, seguindo uma ação diferenciada.

Talvez essa seja sua maior marca como empresário e fruto do aprendizado nas áreas de distribuição, segurança, compras de material e embalagem. Ele viu negócios onde pouca gente percebia e ocupou o espaço.

Sempre com a marca do bom humor que era como sempre era lembrado. Talvez porque tenha percebido na construção de sua personalidade que começar uma conversa de forma respeitosa garante metade da possibilidade de sucesso.

Por isso, a sua partida para o "andar de cima" dá uma saudade danada. 

 

© Acervo da família

Eduardo Paes Mendonça deixa uma trajetória que passa pelo Bompreço, pela Intergraf e pela criação da Casa Sorrir, no Recife

Relatório do Banco Central faz ressonância para diagnosticar a crise da inadimplência nos bancos, mas não prescreve nenhum remédio

28 October 2026 at 03:05

Divulgado nesta terça-feira (27), o Relatório de Atividade Financeira produzido pelo Banco Central diz que o Sistema Financeiro Nacional vai bem obrigado. Ele continua contribuindo para a resiliência do capital, mas o aumento das despesas de provisões tem pressionado a rentabilidade. Dito num português mais simples. O negócio bancário no Brasil é muito bom, mas a inadimplência obriga o controlador a guardar dinheiro para quem não paga em dia.

O documento revela que, no primeiro semestre, a rentabilidade do SFN recuou, sobretudo em razão do menor resultado de instituições públicas, como BB, Caixa e Banco do Nordeste, entre outras, que precisaram aumentar as despesas de provisão, frente a um cenário de maior materialização de risco.

Eficiência operacional

O BC diz que a eficiência operacional do SFN manteve-se estável diante da expectativa da materialização do risco de crédito e da desaceleração do crescimento do crédito bancário, em especial em modalidades de maior spread.

Mas num estudo especial, o relatório coloca uma luz sobre um tema muito importante relacionado ao aumento da inadimplência, que, como se sabe, chegou ao maior nível desde o início da série histórica. O documento diz que, a partir de 2025, as instituições financeiras a definir os critérios utilizados para determinar o momento de baixa a prejuízo, produzindo efeitos sobre os indicadores de inadimplência das carteiras de crédito.

Valores perdidos

E que até dezembro de 2024, a distribuição dos valores perdidos ficava na faixa entre 301 e 360 dias de atraso, classificada como prejuízo. Mas a partir de 2025, com a alteração na política dos bancos, as operações em atraso permanecerão por mais tempo em seus ativos, contribuindo para a elevação da inadimplência observada.

E aí, o relatório revela uma coisa bem interessante: a inadimplência também teria aumentado na ausência das mudanças regulatórias. Estima-se que, em junho de 2026, a taxa de inadimplência seria inferior caso os critérios de prejuízo vigentes até 2024 tivessem sido mantidos.

Baixa do crédito

Ou seja, os resultados sugerem que a alteração dos critérios de baixa a prejuízo afetou principalmente o nível da inadimplência observada e isso afetou a dinâmica de crescimento dela.

Na prática, isso quer dizer que se os bancos não deixassem os débitos nos seus balanços por até um ano, a taxa de crescimento já seria perceptível há mais tempo. Mas aí o nível de inadimplência em 2025 e 2026 acabou ficando tão alto que não deu mais para segurar nas bem escritas notas explicativas do balanço. Isso não quer dizer que os bancos perderam mais dinheiro, mas usaram o tempo que podiam para declarar PT, o que no balanço não provocou perda da rentabilidade.

Dvulgação
Endividamento das famílias no Brasil é preocupante - Dvulgação

A crise continua

Mas essa revelação não resolve o problema da inadimplência. A piora atingiu todas as modalidades no primeiro semestre. Em quatro delas, o indicador alcançou o maior patamar da série: cartão de crédito (chegou a 13,2% e fechou junho em 12,7%), crédito rural (10,3%), veículos (8,5%) e consignado (5,0%). No crédito pessoal não consignado, a taxa é de 14,9%, a mais alta entre as linhas, mas ainda abaixo do pico de 16,5% registrado em 2016.

Forte inadimplência

O problema é que a dificuldade na trajetória de crescimento da inadimplência ocorre com aumento na participação de modalidades de crédito mais caras para os tomadores, especialmente para os de menor renda.

O relatório revela que isso já vem acontecendo desde dezembro de 2023 e pegou a população de menor renda, em particular, a com renda de até dois salários mínimos. O aumento da participação das modalidades de cartão e de crédito não consignado foi ainda mais intenso.

Superendividamento

É um quadro muito ruim. E embora na sua linguagem hermética o Banco Central revela estar estudando adotar medidas macroprudenciais voltadas às linhas de maior risco para “reduzir o superendividamento”.

Isso quer dizer que o Banco Central vai exigir prudência mais dura para determinadas modalidades e um acompanhamento mais próximo da capacidade de pagamento dos tomadores. Isso quer dizer que financeiras e instituições de pequeno porte não poderão sair catando freguês para contratar crédito na rua. Mas o relatório não traz calendário para as medidas.

Banco mais forte

O BC avalia que “não há risco relevante para a estabilidade financeira” e que os bancos aumentaram as provisões para perdas e mantêm capitais e liquidez confortáveis. Certo, mas toda essa avaliação é boa para o banco. Ninguém acha que o robusto Sistema Financeiro Nacional corra qualquer risco.

Não é isso. Quem risco corre é o tomador que não vê horizonte para sair da crise, mesmo com programas como o Desenrola. E espera alguma ação que lhe dê prazo sem que o banco aplique todas as regras escritas em letrinhas que catapultam a dívida quando acontece o atraso.

Até agora não apareceu.

Divugação
Riomar Eventos recebeu mais de 250 mil pessoas no espaço dentro do shopping. - Divugação

Destino de experiências

Em 2026, o RioMar Recife se consolidou como um destino de experiências com a inauguração da nova área gourmet e de entretenimento, o Rooftop, e com o início da operação do RioMar Eventos, nova área projetada para oferecer versatilidade, conforto e estrutura de alto padrão para os mais diversos formatos de eventos.

Com 2.700 metros quadrados, o Rooftop, localizado no Piso L3, foi inaugurado em fevereiro deste ano e conta com vista panorâmica e privilegiada da cidade, integrando gastronomia e entretenimento com restaurantes renomados na capital pernambucana e operações de lazer.

Com agenda cheia ao longo de 2026, a nova área vai fechar o ano com 78 eventos sediados, com a circulação de mais de 250 mil pessoas no espaço. Para 2027, a área já conta com mais de 70% da taxa de ocupação preenchida, entre eventos comercializados e em negociação.

Apostas em Flávio

Um estudo econométrico feito pelo IBEVAR – FIA Business School analisando o primeiro turno da corrida presidencial revela que a votação do dia 4 de outubro foi diretamente responsável por metade da histórica queda de 116 pontos-base registrada na curva de juros futuros (DI para janeiro de 2029) no pregão seguinte. O levantamento analisou 94 pregões entre junho e outubro de 2026 para isolar o "ruído eleitoral" dos fundamentos puramente macroeconômicos.

O resultado aponta que, dos 115,6 pontos-base de recuo no dia 5 de outubro, cerca de 59 pontos foram motivados pelo recuo de 4,4% do dólar. Contudo, uma fatia expressiva de 51 pontos-base caiu por pura reação ao resultado das urnas, refletindo o alívio imediato na percepção de risco político por parte dos investidores.

Adesão ao Simples

Nesta sexta-feira (30) é a data-limite para regularizar pendências e pedidos de adesão ao Simples Nacional para 2027. É o fim do período para escolher se o IBS e a CBS serão recolhidos dentro do Simples ou pelo regime regular no primeiro semestre do próximo ano.

Segundo balanço divulgado pela Receita Federal em 16 de outubro, mais de 401 mil solicitações de adesão ao Simples Nacional haviam sido indeferidas por pendências, reforçando a importância de os empreendedores verificarem sua situação fiscal.

SIR Investimentos

A SIR Investimentos se integrou à rede de parceiros do BTG Pactual. Fundada na Paraíba e com atuação também em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, a empresa mantém R$ 3,7 bilhões sob custódia e aposta na nova parceria para ampliar a oferta de serviços financeiros, fortalecer sua presença regional e atrair novos clientes e profissionais do setor.

Fundado em 2007, em João Pessoa, pelos empresários Sérgio Guedes, Rodrigo Guedes e Igor Zaccar, o escritório, liderado pelo CEO da SIR, Sérgio Guedes,conta com cerca de 50 profissionais e cinco unidades físicas, localizadas em João Pessoa, Recife, Natal, Caruaru e Mossoró.

Black da GAV

Primeiros empreendimentos da GAV Hotéis e Resorts a entrar em operação no Nordeste, o Porto 2 Life | GAV Hotéis e Resorts e o Porto Alto | GAV Hotéis e Resorts, ambos em Muro Alto, estão entre as apostas da rede na Black Friday.

Moda Mangue

Nesta terça-feira (27) e até 9 de novembro no Riomar Shopping, a feira reúne 80 expositores com produtos que valorizam o trabalho manual, a criatividade e a diversidade da produção artesanal. Entre os destaques desta edição estão a bolsa sereia, da Moda Mangue, confeccionada a partir de redes de pesca, e a possibilidade de personalizar bolsas e acessórios da Malvim. O evento que tem entrada gratuita acontece no piso L3.

Comtel Climatização

A pernambucana COMTEL Climatização conquistou o 32º Prêmio Destaques do Ano SMACNA Brasil, uma das principais premiações nacionais dos setores de climatização e engenharia termoambiental. A empresa venceu na categoria Melhor Obra Nova/Conforto, com os sistemas de climatização executados no Novotel Recife Marina e no Recife Expo Center. A cerimônia de premiação será realizada no dia 12 de novembro, em São Paulo.

Mercado de enxovais

Com abertura dentro de alguns dias, no Plaza Shopping, a Donare Home chega ao mercado recifense com uma proposta voltada ao segmento de cama e banho de alto padrão. A operação terá projeto arquitetônico assinado por Ana Neri e ocupará uma área de 38m². O diferencial está na curadoria de produtos conduzida pela proprietária, Gabriella Donato, que reúne enxovais de qualidade e uma linha própria de aromas. O portfólio da loja terá preços a partir de R$99, com foco em consumidores que valorizam conforto, qualidade e sofisticação nos ambientes domésticos.

Juliana Bonamin

A Mondelz International anuncia a executiva brasileira, Juliana Bonamin, como Presidente da Mondelz Ibéria, operação que abrange Espanha e Portugal. A executiva assume o cargo a partir de janeiro de 2027, tornando-se a primeira mulher a ocupar essa posição na história da companhia na região. Com mais de 20 anos de experiência no setor de bens de consumo, Juliana está na Mondel?z Brasil há seis anos.

Reforma Tributária

A Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) em parceria com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Conselho Regional de Contabilidade de PE (CRCPE) e Sescap/PE, e a Accape e Ascont promove nesta quarta (28) o debate sobre o projeto Reforma Tributária pelo Brasil em Caruaru. No Centro de Convenções do Senac - Caruaru. Inscrições pelo http://reformatributaria.unifenacon.org.br/

Famílias empresárias

O PORTE, círculo privado de acionistas, CEOs e famílias empresárias fundado pelo pernambucano André Farias, realiza no dia 29 de outubro, no Recife, uma edição do Family Day Future Leaders. Na mesa, três empresas familiares de longa trajetória: EZTEC, Florense e Randon. Anna Zarzur.

Mateus Corradi, presidente da Florense e terceira geração da família, conversa com Isabelle Randon, da RandonCorp, sobre a continuidade dos negócios entre gerações. Finalmente, Ana Maria Diniz, primogênita de Abilio Diniz, encerra a conversa.

 

 

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O endividamento das empresas no Brasil cresceu em 2026.
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