Kim Jong-un quer "superioridade absoluta" nos drones

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A Coreia do Sul responderá com firmeza para proteger a fronteira militar com a Coreia do Norte, apesar das alegações de Pyongyang de que realiza operações em seu próprio lado da linha divisória, afirmou nesta sexta-feira (30) o assessor de segurança nacional sul-coreano, Wi Sung-lac.
As tensões aumentaram após a explosão de uma mina terrestre dentro da DMZ (Zona Desmilitarizada, em inglês), na fronteira entre os dois países, ferir gravemente vários soldados sul-coreanos durante uma missão de reconhecimento no mês passado. Seul afirmou que a explosão foi causada por uma mina norte-coreana.
O Comando das Nações Unidas, responsável por supervisionar a DMZ, afirmou que a presença de uma mina norte-coreana do outro lado da linha divisória violou o armistício. Seul exigiu que Pyongyang interrompa imediatamente os trabalhos de fortificação nas proximidades da fronteira entre as Coreias, alegando que as atividades elevaram as tensões.
Pyongyang negou responsabilidade pela mina. Kim Yo Jong, influente irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, afirmou em 21 de outubro que a Coreia do Norte ativará alto-falantes de propaganda contra a Coreia do Sul ao longo de toda a fronteira até o fim de outubro.
O serviço de inteligência sul-coreano afirmou na quinta-feira (29) que a Coreia do Norte ainda não havia iniciado nenhuma transmissão.
As duas Coreias já utilizaram esse tipo de transmissão como parte de campanhas de guerra psicológica.
O Ministério da Defesa da Coreia do Norte afirmou em comunicado divulgado nesta sexta-feira pela agência estatal KCNA que os exercícios de defesa aérea Freedom Flag, realizados em conjunto por Coreia do Sul e Estados Unidos, estão aumentando as tensões na Península Coreana.
“Não há limites para as opções da RPDC para manter uma postura de dissuasão forte, capaz de lidar de forma eficaz com todas as ameaças representadas pelas movimentações militares dos Estados Unidos e de suas forças subordinadas”, afirmou o porta-voz do ministério, usando a sigla do nome oficial da Coreia do Norte, República Popular Democrática da Coreia (RPDC).
As forças aéreas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos realizam exercícios conjuntos de defesa aérea desde segunda-feira (26) na Base Aérea de Kunsan. As atividades estão previstas para terminar em 6 de novembro, segundo o Ministério da Defesa sul-coreano.
Os exercícios envolvem caças furtivos, incluindo os F-35A da Coreia do Sul e os F-35B supersônicos do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, informou o ministério.
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A Coreia do Norte lançou cerca de 10 mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar, na costa leste do país, nesta quinta-feira (29), informou o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.
Os mísseis foram lançados por volta das 12h30 (0h30 no horário de Brasília), a partir de uma área próxima a Wonsan, na costa leste norte-coreana, informou o Estado-Maior Conjunto em comunicado.
As Forças Armadas sul-coreanas estavam reforçando a vigilância e mantendo o estado de prontidão diante da possibilidade de novos lançamentos, além de compartilhar informações de perto com os Estados Unidos e o Japão, acrescentou o comunicado.
O Ministério da Defesa do Japão informou que a Coreia do Norte havia lançado um objeto que poderia ser um míssil balístico e que ele caiu fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) japonesa.
A Guarda Costeira do Japão também informou anteriormente que o projétil lançado poderia ser um míssil balístico e que já havia caído no mar.
A Coreia do Norte lançou mísseis balísticos pela última vez em 12 de outubro, em meio ao aumento das tensões na fronteira entre as duas Coreias após a explosão de uma mina que feriu soldados sul-coreanos no mês passado.
Pyongyang realizou testes de mísseis em mais de 10 ocasiões neste ano.


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