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Tássia Novaes saiu de carro com a filha neste domingo, 25 de outubro, dia do segundo turno. Entre 13h30 e 16h, rodou por três dos principais corredores de ônibus de Salvador, entre eles a região do Acesso Norte, estação de transbordo, e a Avenida Bonocô. “Nesse período eu não vi um único ônibus passar”, conta. Ela parava de ponto em ponto, baixava o vidro e perguntava quem ainda não tinha votado. “Tinha gente que falava assim: eu tô aqui há duas horas e não passou ônibus.”
Levou cerca de dez pessoas até os locais de votação. Um casal, uma senhora com o filho, outros grupos pequenos. “Em ponto de transbordo, que é onde geralmente tem mais ônibus circulando, não tinha ônibus. É surreal”, reclama. “Pela primeira vez eu tô vendo isso, de não ter ônibus em Salvador para as pessoas irem votar.”
Ao longo do dia, a Secretaria de Mobilidade de Salvador (Semob) confirmou que pelo menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens. A justificativa foi a presença de adesivos com o número do candidato Lula (PT) nos veículos, como mostrou a Agência Pública. O secretário da Justiça da Bahia, Felipe Freitas, contou 252 veículos parados em três garagens. O Procon-BA autuou a empresa OT Trans depois de encontrar 55 ônibus estacionados no pátio.
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Às 13h15, o presidente do TRE-BA, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, mandou a Polícia Federal prender em flagrante o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, que estava em Paris. A decisão também obrigou a prefeitura a colocar 100% da frota nas ruas em uma hora, com tarifa zero, sob multa de R$ 1 milhão por hora. Para o magistrado, a retenção “frustra a participação eleitoral dos cidadãos soteropolitanos”. Pouco depois das 17h, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação até as 19h em todo o país.
O prefeito Bruno Reis (União Brasil), aliado da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), negou ter dado ordem para “reduzir ou impedir a circulação dos ônibus”. Disse que a saída atrasou porque foi preciso retirar propaganda irregular dos veículos, que a operação foi normalizada por volta das 10h30 e criticou a “politização” do episódio. Os relatos colhidos pela Pública contam outra história. Oito dias antes, a Câmara Municipal havia entregado a Flávio o título de cidadão soteropolitano, em cerimônia no Farol da Barra, ao lado de um comício do candidato. No primeiro turno, Lula teve 65,26% dos votos válidos na cidade, a maior votação dele entre as capitais.
Clara Matos não deu carona porque estava com a filha pequena no carro. Mas cruzou cerca de 20 quilômetros da cidade entre o meio-dia e o fim da tarde. “Contando, vimos dois ônibus em cinco avenidas grandes”, diz. Perto do meio-dia, segundo ela, ainda havia “ônibus zero” e pontos cheios.
Por volta das 15h, numa loja de material de construção, o funcionário que carregava o carro da família comentou que ainda não tinha votado. Estava no trabalho desde cedo e só seria liberado depois das três. “Já soube que não tem ônibus, e não sei se eu vou conseguir chegar a tempo para votar”, contou ele. Clara dispensou o serviço: “Não, deixa tudo aí, vai”. Ela não sabe se ele conseguiu chegar a tempo.
Mais tarde, numa lanchonete perto de casa, a atendente do caixa de McDonald disse que só sairia às 16h15 e que sua seção ficava longe. “De ônibus, ela levaria no mínimo uma hora para chegar, se conseguisse ônibus”, diz Clara. O marido dela se ofereceu para pagar um Uber, “muito discretamente”, porque o gerente acompanhava a conversa. A moça aceitou.
Maíra Rocha já tinha levado de manhã uma pessoa que votava no mesmo colégio que ela e outra pessoa até São Caetano, no Subúrbio Ferroviário. “Notei que no Subúrbio tava muito cheio”, conta. Quando os grupos de mensagens começaram a convocar caronas, depois do almoço, ela hesitou. “Fiquei receosa de sair sozinha e de cadastrar meu telefone”, diz. Chamou um amigo do Rio Vermelho para acompanhá-la.
Às 15h, a caminho de Periperi, também no Subúrbio, ela já via muitos carros oferecendo carona e os primeiros ônibus de volta às ruas, depois da ordem judicial. Na Federação, embarcou um grupo que ia votar na Faculdade de Arquitetura. Ao todo, levou cerca de seis pessoas aos seus locais de votação. Quem ela pegou no ponto contou que, pela manhã, até viu ônibus passar, mas vazios e com o letreiro “Garagem”.
O trabalhador autônomo, Alexandre Mendes, 44 anos, olhava para o celular repetidamente enquanto aguardava o ônibus Jardim das Rosas, linha 6820, no ponto próximo à estação Capão Redondo, na Zona Sul de São Paulo. Às 16h12, ele recebeu uma mensagem da filha o alertando que existia a possibilidade do horário de votação se estender até às 19h. “Tomara, se não eu não vou conseguir chegar”.
Mendes havia saído da região de Interlagos, por volta de 14h para atravessar a Zona Sul e votar no Jardim das Rosas, mas mesmo após 2h10 de trajeto ele ainda não havia chegado ao destino. “Eu me programei para chegar em 40 minutos. O ônibus que eu estava esperando lá não passava. Tive que ir andando até o metrô. Fui para Santo Amaro, desci na estação Capão e estou aqui há quase meia hora. Acho que não vou conseguir votar ”.
Era 16h33 quando a linha que Mendes aguardava chegou no ponto. “Acho que vai dar tempo de votar, deixa eu correr lá”, disse enquanto dava sinal para o motorista.
A parada de ônibus em que Mendes aguardava não era a única lotada naquela região da Zona Sul. A reportagem circulou pelas estradas do Campo Limpo, Itapecerica e Avenida Carlos Caldeira Filho e presenciou diversos pontos cheios.
Levantamento do G1 mostrou que a frota de ônibus em São Paulo estava circulando com cerca de 70% da capacidade, apesar da decisão da Justiça Eleitoral de que a frota deveria manter 100% do equivalente a dias úteis.
A extensão do horário para a votação que a filha de Mendes alertou veio, mas veio muito tarde. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, demorou horas para avaliar os pedidos das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. Enfim, comunicou à imprensa que não haveria extensão. A poucos minutos do fim da votação, prevista para as 17h, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, decidiu que a votação se estenderia por mais duas horas.
Agora, a situação é inédita na história do país — e extremamente confusa. A divulgação dos resultados, que havia sido iniciada, foi paralisada. A Agência Pública vai seguir com a apuração e irá atualizar a reportagem com mais informações.
Neste domingo de 2º turno, eleitores lotam paradas de ônibus no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo
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Neste domingo de 2º turno, eleitores lotam paradas de ônibus no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo
Neste domingo de 2º turno, eleitores lotam paradas de ônibus no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo
Neste domingo de 2º turno, eleitores lotam paradas de ônibus no Capão Redondo, Zona Sul de São Paulo
PT pede prisão de prefeito de São Paulo
Enquanto se protegia da chuva, a atendente de cafeteria Priscila Mourão, 28 anos, disse à reportagem que estava aliviada por ter conseguido ter ido votar pela manhã. “Sou CLT, né moço. Tive que votar antes de ir trabalhar”, contou.
Mourão, no entanto, estava preocupada com a volta para casa devido ao transporte público. “Hoje parece que tem menos ônibus, está demorando muito. Pode ser por causa da chuva, mas acho que não. Todo domingo eu faço este mesmo trajeto, mas hoje demorou muito mais”, relata.
A Públicamostrou no 1º turno que trabalhadores têm dificuldade para irem votar. Os problemas vão desde quem não tem liberação dos patrões a pessoas que são liberadas, mas que não têm tempo suficiente para chegar às seções, ou até quem opta por fazer horas extras para conseguir mais dinheiro no fim do mês.
Assim como ocorreu em Salvador — onde restrições na frota de ônibus também prejudicaram eleitores e isso levou a um pedido de prisão contra o prefeito Bruno Reis (União Brasil) — foi pedida a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. Na capital paulista, o pedido veio do PT, que pediu também a detenção do secretário de Mobilidade Urbana e Transportes da cidade, Celso Jorge Caldeira. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência de Lula, Guilherme Boulos, afirmou que já há precedente para que isso aconteça, a exemplo do pedido de Salvador.
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Assim como Salvador, Lula também ganhou em São Paulo no primeiro turno
A situação de São Paulo tem paralelo com o que ocorreu em Salvador: em ambas as cidades, Lula foi o candidato que mais teve votos no 1º turno. O petista teve quase 300 mil votos a mais que Flávio Bolsonaro na capital paulista, que é o maior colegiado eleitoral do país.
A votação em São Paulo, como em várias grandes cidades, também varia pela região. Como mostrou levantamento do Globo, Lula se saiu melhor, além do centro da cidade, em bairros da periferia, em especial os mais distantes do centro.
Neste domingo de eleições, 25 de outubro, o transporte de ônibus de Salvador entrou no centro do debate eleitoral. Começou com moradores da capital, que denunciaram nas redes sociais dificuldades para ir votar devido ao atraso ou mesmo falta dos veículos nos pontos. Depois, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) confirmou à imprensa que, ao menos, 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens. O motivo seriam adesivos colados nos veículos com o número do candidato à Presidência do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A situação escalou rapidamente: o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Mauricio Kertzman Szporer, determinou que a Polícia Federal (PF) prendesse em flagrante o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, atualmente em Paris. A decisão, assinada às 13h15, atribui à secretaria a ordem para reduzir a frota de ônibus durante a votação e manda a prefeitura recolocar 100% dos veículos nas ruas em até uma hora, com tarifa zero, sob multa de R$ 1 milhão por hora.
Ônibus com adesivos com número do candidato Lula parados em garagem; TRE determinou que 100% da frota nas ruas e prisão do secretário de mobilidade de Salvador
O pedido partiu da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV). Às 10h30, a federação informou ao tribunal que o transporte coletivo da capital operava com redução superior a 50% em relação aos dias úteis. Entre 10h56 e 11h09, anexou vídeos e fotos de dezenas de ônibus parados em garagens durante o horário de votação, depois listou os endereços das concessionárias onde os veículos estariam retidos e pediu a prisão em flagrante dos responsáveis.
O ponto central da decisão é um termo de vistoria elaborado pelo juiz auxiliar Antônio Marcelo Oliveira Libonati na sede do BRT, na avenida Barros Reis. Segundo o documento, o magistrado encontrou “diversos veículos na garagem”, e o supervisor do local, Igor Cesar da Cruz Moraes, informou que a frota em atividade era inferior à dos dias de semana, “seguindo orientação da SEMOB”, a Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador. Avisado da obrigação de manter a frota de dia útil, o supervisor disse que mobilizaria motoristas, o que, segundo a decisão, não havia ocorrido até então.
“Considerando-se que a orientação para redução da frota partiu da Secretaria Municipal de Mobilidade de Salvador (SEMOB), diante das evidências da violação dos artigos 297, 304 e 347 do Código Eleitoral, determino que seja procedida a imediata prisão do seu titular”, escreveu o desembargador. Os artigos tratam de impedir ou embaraçar o exercício do voto, de sonegar meios de transporte no dia da eleição e de desobedecer a ordens da Justiça Eleitoral. O texto dá à própria decisão “força de mandado”.
O Procon-BA autuou a empresa OT Trans após encontrar 55 ônibus aptos a rodar parados no pátio. Segundo o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, o órgão contou 252 veículos parados em três garagens da cidade.
A federação petista pretende pedir que a votação na Bahia seja estendida até as 19h — o prazo normal é às 17h. Até a publicação deste texto, não havia confirmação de que a prisão de Pablo Souza tivesse sido cumprida. A reportagem procurou o secretário, que não respondeu.
Também a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) pediu ao TRE-BA, às 12h42, a prisão em flagrante do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil). O pedido acusa prefeitura e concessionárias de descumprir uma decisão do próprio tribunal, tomada às 11h54, que mandava colocar toda a frota nas ruas, com gratuidade, para garantir o deslocamento dos eleitores. Para os advogados, a situação configura crime eleitoral por dificultar o voto e desobedecer à Justiça Eleitoral. Eles pedem também que a multa recaia pessoalmente sobre o prefeito. O Tribunal ainda não decidiu sobre o pedido.
Segundo nota da Prefeitura de Salvador: “A Secretaria de Mobilidade (Semob) determinou que todos os ônibus fossem liberados das garagens, com a frota máxima, ainda que estivessem com adesivação considerada como propaganda irregular, facilitando a locomoção dos eleitores neste domingo (25), segundo turno das eleições. A prioridade segue sendo a circulação de veículos e o deslocamento da população. A operação já está sendo normalizada através do diálogo entre as equipes da Secretaria e representantes sindicais”.
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75 ônibus foram impedidos de sair das garagens de Salvador, o que gerou atraso aos eleitores
Lula venceu em Salvador no primeiro turno com 65,26%
O prefeito de Salvador é Bruno Reis (União Brasil), reeleito em 2024 para o mandato de 2025 a 2028 e alinhado à chapa de Flávio Bolsonaro. No primeiro turno, Lula, do PT, obteve 944.358 votos (65,26%), enquanto Flávio obteve 391.188 votos (27,03%). A vitória de Lula em Salvador foi a maior porcentagem dentre todas as capitais brasileiras, sendo que a cidade é a quinta do país com maior número de eleitores.
O desembargador ampara a ordem no julgamento da ADPF 1013, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a omissão do poder público em oferecer, nos dias de eleição, transporte gratuito com frequência igual à dos dias úteis. A regra foi incorporada pela Resolução TSE n.º 23.751/2026, cujo artigo 23 prevê responsabilização penal eleitoral em caso de redução do serviço. Para o magistrado, a retenção da frota “frustra a participação eleitoral dos cidadãos soteropolitanos” e cria risco de “dano irreparável à soberania popular”.
A multa recai solidariamente sobre o município, o secretário e as empresas concessionárias. A decisão também determina que a PF fiscalize as garagens, garanta a saída imediata dos ônibus e prenda em flagrante quem impedir o cumprimento da ordem. Cópia do processo foi enviada à Procuradoria Regional Eleitoral para investigação criminal. A gratuidade e a frota completa devem ser mantidas até o fim da votação e pelo tempo necessário para que os eleitores voltem para casa.
Após disputa na Justiça e manobra de vereadores, Flávio Bolsonaro ganhou neste mês título de cidadão de Salvador
Câmara de Salvador disputou na Justiça para homenagear Flávio em meio a campanha eleitoral
A história começou em 13 de abril deste ano, quando a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Salvador publicou o projeto de número 28, que concedia o título de “Cidadão da Cidade de Salvador” a Flávio Bolsonaro (PL). O documento original, ao qual a Pública teve acesso, foi assinado pelo presidente da Câmara, Carlos Muniz, do PSDB.
Na justificativa do projeto, o texto afirma que a homenagem reconhece os “relevantes serviços prestados à sociedade brasileira e à sua contribuição para o fortalecimento dos valores democráticos, institucionais e sociais que refletem diretamente o desenvolvimento da cidade de Salvador”.
O projeto também traz que “ainda que sua atuação se dê em âmbito nacional, suas iniciativas legislativas e posicionamentos reverberam em todo o território brasileiro, alcançando também os cidadãos de Salvador, contribuindo para o aprimoramento de políticas públicas que impactam diretamente a capital baiana”.
No dia 28 de abril, a proposta avançou, e foi aprovada pela Comissão de Justiça da Câmara. Em 6 de maio ela foi aprovada pela Câmara. Já em 10 de junho, foi publicada no Diário Oficial.
A entrega da homenagem a Flávio Bolsonaro seria marcada mais para frente, para o dia 17 de outubro — já dentro do calendário eleitoral — o que foi denunciado por políticos da oposição como ato de campanha. Além disso, a Câmara aprovou uma transferência temporária da sede para o Farol da Barra, para que a homenagem pudesse acontecer no local junto a um comício de Flávio.
“Deslocar a cerimônia para um palanque converte a mais alta honraria da cidade em peça de propaganda de uma candidatura, em afronta aos princípios da impessoalidade e da moralidade que regem a Administração Pública”, escreveu o vereador Hamilton Assis, do PSOL, em 14 de outubro, num projeto que pediu a suspensão da homenagem.
Quem articulou a transferência de local foi o vereador Cezar Leite (PL), que inclusive se colocou como o responsável para entregar a honraria a Flávio. “Foi um pedido do vereador Cezar Leite, que só se deu após ser aprovado pelos pares em plenário. Agora é possível dizer que já está tudo certo para que aconteça. Nós aqui somos democráticos; o que a maioria decidir está decidido”, disse o presidente da Câmara.
“Estou feliz. A gente acabou de aprovar o requerimento que fiz para a mudança de sede para a entrega do título de cidadão soteropolitano a Flávio Bolsonaro, o nosso futuro presidente da República. Então, vai ser entregue no Farol da Barra, em um grande encontro com o povo. Nada melhor do que entregar um título de cidadão soteropolitano no meio do povo, que hoje está aclamando Flávio Bolsonaro como presidente da República”, disse Leite à época.
No dia 16, a Vara da Fazenda Pública de Salvador suspendeu a cerimônia, entendendo que o movimento poderia “comprometer a imparcialidade da atuação institucional do Legislativo municipal no período eleitoral”. No dia seguinte, após Cezar Leite recorrer, o Tribunal de Justiça do Estado voltou a autorizar a entrega da condecoração, que aconteceu no Farol da Barra na mesma data.
Flávio recebeu o título de cidadão de Salvador no dia 17 de outubro, ao lado do atual prefeito, Bruno Reis (União Brasil), do deputado federal Nikolas Ferreira de Minas Gerais (PL), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fora outros políticos. O título foi entregue pelo vereador César Leite. Um dia após receber a homenagem, Flávio errou o nome da avenida onde foi agraciado, confundindo a Avenida Oceânica, em Salvador, com a Atlântica, no Rio de Janeiro.