Uma nova investigação sugere que o consumo regular de amendoins pode ajudar o cérebro envelhecido a responder de forma mais eficaz à insulina, uma hormona que desempenha um papel importante na memória, na aprendizagem e na comunicação entre as células nervosas. À medida que as pessoas envelhecem, o cérebro pode tornar-se menos sensível à insulina, uma alteração associada ao declínio cognitivo relacionado com a idade. Num novo estudo, publicado o mês passado na Food & Function, os investigadores do Centro Médico de Maastricht, na Holanda, descobriram que o consumo diário de amendoins sem sal, torrados com casca, durante 16 semanas
Costumamos pensar que temos um cérebro só nosso, feito do nosso próprio ADN. Não é bem assim. Escondidas lá dentro há células de outras pessoas: da nossa mãe e, para quem já esteve grávida, dos nossos filhos. Durante a gravidez, células maternas atravessam a placenta e células fetais fazem o caminho inverso. Algumas ficam muito depois do parto. Chama-se a isto microquimerismo, e sabemos agora que algumas dessas células se fixam no cérebro. É uma herança celular que corre nos dois sentidos. A colunista Helen Thomson, que teve filhos a partir de óvulos doados, resume o seu próprio caso: os
Lá se vai a ideia de que os seres humanos são as criaturas mais inteligentes à face da Terra. Mas também, já não havia grandes ilusões. Investigadores da Universidade de Tübingen mostraram que os corvos, perante uma escolha visual, decidem duas vezes mais depressa do que humanos e macacos. Na experiência, duas gralha levaram em média apenas 235 milissegundos a identificar a direção em que se movia um padrão de pontos e a indicar a sua escolha, mantendo ao mesmo tempo um grau elevado de precisão. Philipp Schmidbauer e o professor Andreas Nieder, do Instituto de Neurobiologia da Universidade de
Interface cérebro-computador permite a doentes sem resposta nas unidades de cuidados intensivos controlar sons através do pensamento. Uma equipa de investigadores da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, desenvolveu uma interface cérebro-computador que permite a alguns doentes com lesões cerebrais agudas, clinicamente sem resposta, controlar sons através da atividade cerebral. A tecnologia, que utiliza elétrodos não invasivos de eletroencefalografia (EEG), poderá abrir caminho a novas formas de comunicação com pessoas que mantêm algum nível de consciência, mas não conseguem expressar-se através de movimentos ou da fala. O estudo, liderado pelo neurologista Jan Claassen, partiu da evidência de que alguns doentes
A “incubação de sonhos” é uma técnica que ganhou popularidade entre muitos investigadores nos últimos anos, por uma razão muito especial: podemos formular uma pergunta antes de adormecer e esperar que o sono nos dê uma resposta. Passamos cerca de duas horas por noite a sonhar — sete anos (mais ou menos) ao longo da vida. Durante séculos, os sonhos foram considerados mensagens divinas e utilizados como forma de orientação em várias culturas, como na Grécia Antiga, onde era comum dormir em templos na esperança de receber indicações ou alcançar a cura através dos sonhos. O ceticismo atingiu o auge
Há um padrão que os cientistas não conseguem explicar: quanto mais inesperada a morte, mais curto o intervalo até ao nascimento da criança que diz recordar essa vida. Mais de 30% dos norte-americanos acreditam na reencarnação, a ideia de que quem morre volta a nascer neste mundo. Mas não há provas científicas de que isso aconteça, nem do que acontece à nossa consciência depois de morrermos, nota o Science Alert. Há décadas que os cientistas estudam os chamados Casos do Tipo Reencarnação (CORT): situações em que há pessoas, sobretudo crianças, que parecem relatar memórias e pormenores da vida de outra
Mensagens, vídeos, notícias, trabalho, notificações. Estamos habituados a preencher todos os silêncios. Mas sabia que o cérebro precisa, precisamente, de alguns momentos em que não fazemos nada?