<![CDATA[ Moradores retirados de Oleshky, sob controlo russo, chegaram a território ucraniano ]]>


Drones russos atingiram instalações de energia da Ucrânia durante ataques noturnos, interrompendo o fornecimento de eletricidade para cerca de 280 mil famílias ucranianas nas regiões de Kiev e Dnipropetrovsk, informou o presidente Volodymyr Zelensky neste sábado (31).
“Estes ataques russos criaram uma situação difícil no fornecimento de eletricidade em nossas regiões”, disse Zelensky no aplicativo Telegram.
“O mundo vê que a Rússia tem como alvo, deliberadamente e todos os dias, a infraestrutura civil. Todos aqueles que não querem ver essa escalada russa se espalhar ainda mais pela Europa precisam ajudar a Ucrânia.”
Um incêndio de grandes proporções teve início após um ataque com drones russos ao distrito de Osnovyanskyi, em Kharkiv, na noite desta terça-feira (27).
Um prédio de apartamentos de dois andares, residências particulares e um edifício industrial foram atingidos pelo fogo.
Segundo o prefeito de Kharkiv, Igor Terekhov, há registro de quatro pessoas feridas, incluindo um menino de 4 anos.
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Después de una larga travesía en autobuses y en avión desde territorio ucranio ocupado por las fuerzas de Moscú hasta Bielorrusia, pasando por Rusia, varios cientos de personas del municipio de Oleshki cruzaron este sábado la frontera hacía Ucrania liderados por el defensor del pueblo de Ucrania, Dmitro Lubinets. A este lado los esperaban muchos de sus familiares que se trasladaron hasta la región de Chernihiv, en el norte de Ucrania, para recibirlos. La gran mayoría son personas mayores que vienen acompañadas de sus animales, muchos de ellos cachorros, a quienes se negaron dejar atrás.

© The Ukrainian Parliament Commiss (via REUTERS)
Três aviões transportando moradores retirados da cidade ucraniana de Oleshky — sob controle russo — pousaram no aeroporto de Gomel, na Belarus, informou a agência de notícias estatal Belta neste sábado (31).
Os retirados, que desejam seguir para a Ucrânia, viajaram de ônibus pela península da Crimeia até a cidade russa de Anapa, de onde voaram para Belarus; de lá, seguirão para o país por meio de uma passagem de fronteira, informou a Belta.
Moradores famintos e exaustos foram retirados de ônibus na sexta-feira (30), como parte de uma operação de socorro conjunta entre os lados opostos — a primeira desse tipo em quatro anos e oito meses de guerra.
Ataque russo com drone a estação ferroviária deixa 14 mortos na Ucrânia
Um drone russo atingiu a principal estação ferroviária na cidade de Dnipro, no centro da Ucrânia, na manhã desta quinta-feira (29), deixando 14 mortos.
Outras 10 pessoas ficaram feridas no ataque, que foi feito em meio a uma série de investidas russas contra a infraestrutura de transporte e energia na Ucrânia, que têm causado um alto número de vítimas civis.
Ao todo, pelo menos 19 pessoas, incluindo duas adolescentes de 15 anos, morreram em diversas partes do país na quinta-feira (29), informaram as autoridades.
A empresa ferroviária estatal, Ukrzaliznytsia, informou que um drone a jato atingiu uma plataforma onde um trem suburbano se preparava para partir com destino à cidade vizinha de Zaporizhzhia, no sul do país.
“Apesar do alerta de risco elevado, havia pessoas na plataforma”, informou a Ukrzaliznytsia, acrescentando que equipes de resgate estavam no local.
O governador regional Oleksandr Hanzha confirmou em uma postagem no Telegram o ataque e que muitas pessoas ficaram feridas.
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Duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas quando um drone ucraniano atingiu uma residência particular no povoado de Klimovo, na Rússia, informou o governador regional neste sábado (31).
As forças russas destruíram 29 drones ucranianos sobre a região nas últimas 24 horas, disse ele.
As Forças Armadas da Ucrânia atingiram um importante produtor de combustível para mísseis na região russa de Rostov, provocando um incêndio e danificando quatro instalações de produção, informou o Estado-Maior ucraniano neste sábado.
Em um comunicado divulgado pelo aplicativo Telegram, o órgão afirmou que o ataque — realizado durante a noite contra a Kombinat Kamensky, uma empresa estatal russa dos setores químico e de defesa, situada em Kamensk-Shakhtinsky — envolveu tanto drones ucranianos quanto sistemas de mísseis costeiros Neptune.
“Colocaram-no no carro e o obrigaram a assinar um contrato…”
“Agora ele consta como desaparecido… Ainda não assimilei totalmente que, muito provavelmente, ele já esteja morto.”
“É um medo paralisante.”
Estes são relatos de pessoas que afirmam ter vivenciado, na própria pele, o recrutamento militar forçado na Rússia.
Suas histórias — contadas diretamente à CNN e corroboradas por grupos de direitos humanos, além de um número crescente de relatos de indivíduos e publicações em redes sociais — revelam uma mudança silenciosa na engrenagem de recrutamento para a guerra na Rússia, que já entra em seu quinto ano.
Estamos preservando a identidade dessas pessoas, visto que temem represálias.
Desde a campanha de mobilização em massa de 2022 — que provocou um êxodo em pânico através das fronteiras —, a Rússia tem recorrido, em grande parte, a vultosos incentivos financeiros para atrair soldados para o combate.
Contudo, há indícios de que essa estratégia está sendo, aos poucos, substituída pela coerção e pelo engano.
A Rússia tem negado, repetidamente, as alegações ucranianas de que planeja uma nova onda de mobilização em massa, mesmo diante do aumento das baixas no front e da queda nos números de recrutamento.
Ainda assim, à medida que a Rússia intensifica seus ataques, essa “mobilização gradual” — como alguns a denominam — ameaça minar a aceitação pública da guerra, justamente no momento em que o Kremlin mais precisa desse apoio.
“Tenho (ou melhor, tinha) um tio”, diz a mensagem enviada à CNN. “Ele é um homem idoso e doente; tem problemas vasculares e alcoolismo, e mal consegue andar.”
Segundo o relato, em julho, o tio da pessoa — um funcionário de uma empresa estatal de defesa, com quase 60 anos — foi abordado em frente ao seu prédio por vários homens à paisana e levado em um carro.
A família não sabia para onde ele havia sido levado, mas contou que, naquele dia, “entregaram a ele um documento para assinar, supostamente uma ‘notificação de que estiveram ali’. Na verdade, tratava-se de um contrato (para ingressar nas forças armadas)”.
O caso, ocorrido em uma cidade no oeste da Rússia, segue um padrão tristemente conhecido, afirma Artem Klyga, um advogado militar russo radicado em Berlim que orienta cidadãos russos sobre seus direitos em relação ao serviço militar.
Ele relata que tem notado um aumento no número de pessoas que o procuram por causa desse tipo de incidente. “Hoje, isso é uma prática cotidiana”, disse ele à CNN.
A maioria dos casos envolve homens em situação de vulnerabilidade — frequentemente endividados ou que enfrentam problemas de saúde ou alcoolismo. “Eles simplesmente não têm a chance de dizer não; simplesmente não conhecem seus direitos”, completou ele.
A “Call to Conscience” (“Apelo à Consciência”), uma coalizão de advogados que presta assessoria a recrutas e reservistas na Rússia sobre a objeção de consciência, informou à CNN ter registrado um aumento nos relatos de recrutamento forçado durante os meses de julho e agosto, com táticas que “se tornam mais severas a cada dia”.
No caso em questão, após assinar o documento, o homem voltou para casa, conta seu familiar; contudo, uma semana depois, ele desapareceu.
Dias mais tarde, ele ligou informando que estava em um campo de treinamento em Luhansk, no leste da Ucrânia — região sob controle russo.
No final de setembro, chegou a notícia de que ele estava desaparecido em combate.
“Tenho dificuldade para dormir; às vezes, tenho pesadelos em que eles me pegam”, disse o parente à CNN.
Outro cidadão russo, que entrou em contato com a CNN por meio de um grupo de direitos humanos, relatou que seu irmão foi “detido” em meados de julho, “em estado de embriaguez, por indivíduos desconhecidos” — o familiar supõe que eles trabalhavam para o escritório local de recrutamento militar.
Nesse caso, a CNN teve acesso ao contrato militar que o irmão acabou assinando, bem como a um vídeo que parece registrar sua última despedida da mãe, que chorava, antes de ele entrar em uma van branca.
O familiar também compartilhou a resposta por escrito da promotoria militar local à solicitação da família pela libertação do homem.
O documento conclui que ele compareceu ao escritório de recrutamento “por livre e espontânea vontade, sem qualquer coerção”, acrescentando que “o contrário não foi comprovado nem documentado”.
Menos de um mês depois, veio a notícia de que ele também estava desaparecido em combate.
“Ele teve uma vida muito difícil, problemas com álcool”, disse o parente à CNN.
Em junho, a região de Penza, na Rússia — situada aproximadamente a 600 quilômetros ao sul de Moscou —, destacou-se como um foco específico de recrutamento forçado, segundo relatos em redes sociais e grupos de direitos humanos.
Surgiram na internet vídeos e depoimentos sobre indivíduos que foram recrutados à força nas ruas.
Em um vídeo de junho, que a CNN geolocalizou em um centro de recrutamento militar em Penza, mulheres se aglomeram ao redor de um ônibus, exigindo a libertação dos homens que estão lá dentro.
Uma mulher aponta para o interior do ônibus e grita para a câmera: “O que vocês acham? Eles assinaram voluntariamente ou não?”.
Um dos homens dentro do ônibus parece balançar a cabeça negativamente.
“Forçaram vocês, espancaram vocês!”, grita outra mulher.
O Ministério da Defesa da Rússia classificou como falsos os relatos de mobilização forçada em Penza.
Relatos de violência em casos de recrutamento forçado são comuns, assim como o desrespeito a isenções por motivos de saúde.
“O contrato foi assinado sob pressão física e moral”, escreveu um familiar, que contou à CNN que seu tio foi levado em agosto.
Segundo essa pessoa, ele estava com uma costela quebrada na ocasião.
Outra característica comum a muitas dessas histórias: os indivíduos que abordam homens nas ruas não estão claramente identificados e, frequentemente, vestem roupas civis.
Isso gerou preocupações de que possam ser pessoas comuns tentando lucrar com um tipo de bônus militar — pago a qualquer um que ajude a recrutar novos soldados.
Um parente descreveu esses indivíduos como “caçadores de recompensas”.
A CNN não conseguiu verificar isso em casos específicos, mas as autoridades regionais não tentam esconder o fato de que esses pagamentos existem.
“Vamos incentivar aqueles que ajudarem a atrair cidadãos para a assinatura de contratos”, anunciou Pavel Malkov, governador da região russa de Riazan, em agosto passado, durante uma sessão do parlamento regional.
“Ofereceremos um pagamento financeiro por cada militar contratado. O valor do bônus variará de 50 mil a 300 mil rublos (cerca de 3 mil a 18,5 mil reais) — valores já líquidos de impostos.”
A CNN encontrou evidências desses pagamentos oficiais em várias regiões, bem como dezenas de anúncios de emprego que oferecem aos recrutadores quantias vultosas por cada candidato que assina um contrato militar — valores que variam conforme a região.
“É, literalmente, uma promoção do tipo ‘traga um amigo’: você encontra alguém — qualquer pessoa, em qualquer estado; pode ser um alcoólatra, um morador de rua, enfim, praticamente qualquer um —, leva essa pessoa ao posto de alistamento, obriga-a a assinar um contrato e recebe o seu dinheiro”, afirmaram os fundadores da New Alternative Route, uma organização antiguerra criada nesta primavera.
Fundada por profissionais russos de TI que vivem em autoexílio, a organização trabalha para reunir informações sobre práticas de mobilização forçada e orientar pessoas que tentam deixar a Rússia.
Seus representantes também falaram anonimamente à CNN, por receio quanto à segurança de seus familiares que ainda permanecem na Rússia.
Há anos, a Rússia tenta se diferenciar da Ucrânia, onde o serviço militar é obrigatório — dos 25 aos 60 anos, para homens aptos — e onde surgiram relatos de casos de recrutamento forçado, ou seja, uma mobilização que ocorre por meio de violência ou coerção.
“Vemos todos os dias, na televisão e na internet, como na Ucrânia capturam pessoas — como se fossem cães de rua — e as arrastam à força para o front”, disse o presidente russo, Vladimir Putin, no início de setembro. “Aqui, como vocês sabem, as pessoas vão voluntariamente e assinam contratos.”
Como o recrutamento militar na Rússia é gerido em nível regional por meio de cotas, é improvável que esse aumento nas táticas coercitivas seja orquestrado pelo Kremlin, afirmou Janis Kluge, chefe da Divisão de Europa Oriental e Eurásia do Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança.
Ainda assim, a prática pode ser vista como uma solução conveniente para o problema de escassez de efetivo na Rússia.
“O sistema em que, essencialmente, os recrutadores fazem o trabalho sujo… é, no mínimo, tolerado” por aqueles que estão no topo, disse ele à CNN. “Aos olhos das autoridades, isso poderia ser parte da solução.”
O Ministério da Defesa da Rússia não respondeu a um pedido de comentário da CNN.
E, no entanto, aos olhos de alguns russos, este é um ponto de virada.
Grupos de defesa de direitos informaram à CNN que o número de consultas sobre como emigrar tem aumentado.
Igor, um jovem de 21 anos do centro da Rússia — a quem a CNN atribuiu um pseudônimo por receio quanto à segurança de sua família —, deixou o país há três meses, após anos planejando escapar do que ele chama de “loucura totalitária”.
No ano anterior à sua partida, ele relatou ter sofrido pressão, em duas ocasiões, para assinar contratos militares: uma vez por parte de sua universidade e, depois, durante uma visita ao posto local de recrutamento militar para atualizar sua isenção por motivos de saúde. “Fiquei um pouco em pânico”, disse ele à CNN. “Tive medo de que alguém pudesse assinar em meu nome. Eu não teria como fazer nada a respeito.”
O receio de uma nova onda de mobilização em massa trouxe também preocupações práticas urgentes. “Eu temia que fechassem a fronteira e que eu nunca mais conseguisse sair”, contou ele à CNN.
“Não creio que veremos um cenário em que, de repente, 300 mil pessoas sejam recrutadas amanhã”, afirmaram à CNN os fundadores da organização “Nova Rota Alternativa” (New Alternative Route).
Em vez disso, eles preveem “uma mobilização silenciosa e gradual, impulsionada por medidas coercitivas. Em outras palavras, o que aconteceu em Penza… tudo isso faz parte dos preparativos”.
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© FIRAS ABDULLAH/EPA


O apoio orçamental estará sujeito a condições rigorosas em matéria de Estado de direito, luta contra a corrupção, resiliência económica e sustentabilidade.

Ministro dos Negócios Estrageiros ucraniano pediu mais ajuda militar e maior pressão internacional sobre a Rússia. Moscovo utiliza o direito de veto para impedir que o Conselho de Segurança da ONU limite os ataques

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© RUSSIAN DEFENCE MINISTRY PRESS SERVICE HANDOUT/EPA
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta sexta-feira (30) que aprovou a venda de 500 mísseis Patriot PAC-3 para a Ucrânia por um valor estimado em US$ 2,1 bilhões (equivalente a cerca de R$ 11,3 bilhões).
A Ucrânia pagará pelos mísseis interceptadores defensivos com contribuições do Canadá, da Alemanha e da Noruega — canalizadas por meio do programa Jumpstart, dos EUA —, além de recursos próprios financiados pelo Empréstimo de Apoio à Ucrânia, da União Europeia, afirmou o Departamento de Estado americano em um comunicado.
Atrasos nas entregas de mísseis aumentaram a tensão entre a Ucrânia e os EUA, após o presidente Donald Trump anunciar um acordo sobre diesel com a Rússia e criticar Volodymyr Zelensky pela relutância em interromper os ataques a refinarias russas.
Zelensky declarou, no início desta semana, que o governo ucranaiano aguardava há quase um mês a autorização dos EUA para o fornecimento de mísseis cruciais, em um momento em que a Rússia intensificava os ataques contra a infraestrutura energética e civil.
O líder do país europeu tem solicitado repetidamente aos EUA que acelerem as entregas antes da chegada do inverno. A Casa Branca fornece mísseis adquiridos por aliados da Otan, a aliança militar ocidental, por meio de um programa conhecido como Purl.
A Lockheed Martin é a principal contratada para esta venda.
Os EUA têm fornecido grandes quantidades de armamentos a aliados, ao mesmo tempo em que utilizam munições em suas próprias operações militares — como no Irã —, o que gera preocupações quanto aos estoques de sistemas essenciais de defesa aérea e armas de precisão.
Em julho, o Exército americano firmou um contrato com a Lockheed, no valor de até US$ 58,6 bilhões, para a produção de mísseis interceptadores Patriot.
A empresa afirmou que esse acordo permitirá cumprir a promessa de triplicar a capacidade de produção dos mísseis PAC-3 MSE até o final de 2030, além de ampliar em 50% o número de postos de trabalho em sua fábrica em Camden, no Arkansas — passando de 1.200 para cerca de 1.850 empregos.
Anteriormente, a empresa havia anunciado que a produção de mísseis interceptadores Patriot PAC-3 alcançaria 2.000 unidades por ano.
Negociadores do Pentágono estão pressionando as empresas contratadas a acelerar significativamente o ritmo; acordos preliminares de produção, firmados no início deste ano, estão no centro dos esforços para aumentar a fabricação desses mísseis.
En su discurso de apertura de la cumbre entre la UE y Canadá, celebrada en Montreal este jueves y viernes, la presidenta de la Comisión Europea, Ursula von der Leyen, incluyó una cita del cantautor canadiense Leonard Cohen, originario de la ciudad anfitriona, que bien podría haber sido el eslogan del encuentro: “Hay una grieta en todo, así es como entra la luz”. En un escenario global que durante los dos días se definió como incierto, decadente, difícil y de ruptura, las dos partes han decidido estrechar aún más sus lazos históricos en una alianza con ambición de largo alcance.

© Roger Lemoyne (REUTERS)
