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Vamos tem lucro de R$ 151 milhões no 3° trimestre, salto de 199,1%

30 October 2026 at 00:00

A Vamos ​teve lucro ​líquido ajustado de R$ 151 milhões no terceiro trimestre, saltando 199,1% em relação ao resultado apresentado um ano antes, segundo balanço ⁠divulgado nesta ​quinta-feira (29).

A companhia de ​aluguel e gestão de frotas ⁠de veículos pesados, ⁠que é parte da ​holding ‌Simpar, teve um resultado ⁠operacional medido pelo Ebitda de R$ 1 bilhão no período, quantia ‌15,7% acima ⁠do ‌apurado no terceiro trimestre de 2025.

Analistas, em média, esperavam ⁠lucro líquido ⁠de R$ 134 milhões para a Vamos ‌no período, com Ebitda de R$ 1 bilhão, segundo dados compilados pela LSEG.

A receita líquida ‌somou R$ 1,59 bilhão, alta de 4,3% na comparação anual.

A companhia ⁠terminou o período com uma alavancagem financeira de 2,93 ​vezes ante 3,27 vezes no ​final do terceiro trimestre de 2025.

Brasil lidera vendas de veículos elétricos na América Latina

 

 

Intel tem lucro de US$ 3,32 bilhões no 3° trimestre, queda de 18%

29 October 2026 at 23:21

A Intel divulgou um balanço de resultados mistos e apresentou um guidance para o quarto trimestre bem abaixo do esperado, o que derrubou as ações da companhia no after hours em Nova York.

No resultado líquido, a companhia teve lucro de US$ 3,32 bilhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 18% em relação ao registrado em igual período do ano anterior, de acordo com relatório publicado nesta quinta-feira (29).

O lucro por ações ajustado ficou em US$ 0,52, acima dos US$ 0,41 projetados por analistas da FactSet. No mesmo período do ano anterior, a Intel obteve um lucro ajustado de US$ 0,23 por ação sobre vendas de US$ 13,65 bilhões.

Para o quarto trimestre de 2026, a empresa projeta um lucro ajustado de US$ 0,25 por ação e uma receita entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões. Analistas projetavam um lucro por ação de US$ 0,25 para o quarto trimestre e US$ 17,29 bilhões para as receitas, segundo a FactSet.

Já a receita da fabricante de chips subiu 21% na comparação anual do trimestre, a US$ 16,5 bilhões. A receita do segmento de computação cliente e IA física da Intel caiu 5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, para US$ 8,1 bilhões, mesmo com a receita de data center e IA saltando 78%, para US$ 7,3 bilhões.

“Vemos a desaceleração dos PCs continuando pelo menos até a primeira metade do próximo ano, mas permanecemos otimistas sobre as oportunidades em nosso portfólio mais amplo”, disse o diretor financeiro da Intel, David Zinsner, no comunicado.

Após o balanço, a ação da Intel caía 15,8% no after hours de Nova York, por volta das 17h34 (de Brasília).

Amazon registra lucro de US$ 20,69 bilhões no 3° trimestre; ações recuam

29 October 2026 at 23:20

A Amazon registrou lucro líquido de US$ 20,69 bilhões no terceiro trimestre de 2026. O ganho diluído por ação foi de US$ 1,89, abaixo dos US$ 1,96 previsto por analistas consultados pelo FactSet.

Os valores anunciados nesta quinta-feira (29) representam uma queda em comparação com os lucros do mesmo período em 2025, quando os lucros líquido e diluído por ação foram de US$ 21,18 bilhões e US$ 1,95, respectivamente.

A gigante do varejo informou, ainda, US$ 201,9 bilhões de receita nos três meses encerrados em 30 de setembro, uma alta de 12% em comparação com o mesmo período no ano anterior. Ainda assim, o valor também ficou abaixo do esperado pelos analistas de US$ 202,2 bilhões.

A receita com a AWS (Amazon Web Services) avançou para US$ 46 bilhões, uma alta de 39% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

O fluxo de caixa livre da empresa foi negativo em US$ 42,4 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses. No mesmo período em 2025, a companhia havia registrado resultado positivo de US$ 14,8 bilhões.

De acordo com a Amazon, essa mudança está relacionada aos investimentos com compras de imóveis, equipamentos e expansão da infraestrutura de IA (Inteligência Artificial).

Para o quatro trimestre, a Amazon acredita que a receita deve ficar entre US$ 240 bilhões e US$ 247 bilhões – previsão que antecipa um impacto negativo devido às taxas de câmbio, de acordo com a empresa.

Por volta das 18h00 (de Brasília), as ações da empresa recuavam 6% no after hours, em reação aos resultados.

Amazon alerta: IA reduzirá força de trabalho no futuro

*Com informações de Dow Jones Newswires.

Multiplan tem lucro de R$ 383 milhões no 3° trimestre, alta de 73,3%

29 October 2026 at 20:48

A Multiplan ​teve lucro líquido de R$ 383 milhões no terceiro trimestre, um salto de 73,3% em relação ⁠ao ​mesmo período de ​2025, segundo balanço ⁠divulgado nesta quinta-feira (29).

A ⁠operadora de shopping ​centers ‌e empreendimentos ⁠imobiliários apurou resultado operacional medido pelo Ebitda de ‌R$ 598 milhões, ⁠valor ‌37,3% acima do obtido na base ⁠anual.

Analistas, ⁠em média, esperavam que a ‌empresa reportasse lucro líquido de R$ 262 milhões e Ebitda de ‌R$ 500 milhões, segundo dados da LSEG.

A empresa ⁠teve receita líquida de R$ 846 milhões, 37% ​acima do faturamento ​de um ano antes.

 

 

 

Intelbras tem lucro de R$ 117 milhões no 3° tri, avanço de 19,7%

28 October 2026 at 22:17

A empresa de dispositivos eletrônicos Intelbras teve lucro líquido de R$ 177 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 19,7% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço publicado nesta quarta-feira (28).

  • Resultado operacional medido pelo Ebitda cresceu 18,1%, para R$ 170 milhões;
  • Margem Ebitda passa de 14,7% para 14,5%;
  • Receita líquida soma R$1,18 bilhão, crescimento de 4,6%;
  • Analistas esperavam lucro líquido de R$154 mi, Ebitda de R$158 mi e receita de R$1,17 bilhão, segundo a LSEG.

Alphabet cai após receita abaixo das expectativas e maior consumo de caixa

28 October 2026 at 22:10

A Alphabet GOOGL.O, controladora do Google, não atingiu as expectativas de receita de Wall Street nesta quarta-feira (28), devido aos altos gastos com inteligência artificial que aceleraram a queima de caixa, fazendo com que suas ações caíssem cerca de 8% no pregão estendido.

A gigante da tecnologia reportou um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,07 bilhões, em comparação com as expectativas dos analistas de que se aproximaria do ponto de equilíbrio , de acordo com dados compilados pela LSEG.

Isso representou um aumento em relação ao prejuízo de US$ 5,9 bilhões no trimestre anterior e a primeira vez que a empresa registrou prejuízo em seus 22 anos de história como empresa de capital aberto.

Os prejuízos crescentes da Alphabet foram impulsionados por gastos para aumentar a capacidade da nuvem e financiar pesquisas em IA. A empresa reportou um prejuízo operacional de US$ 7,66 bilhões em “atividades de nível Alphabet”, que, segundo ela, refletiu principalmente despesas relacionadas à pesquisa e desenvolvimento em IA.

De acordo com dados da LSEG, a receita total da gigante da tecnologia no terceiro trimestre foi de US$ 127,6 bilhões, ficando abaixo da estimativa dos analistas de US$ 128,2 bilhões.

A queda na receita foi causada pelo principal negócio de publicidade do Google, que registrou US$ 82,01 bilhões em receita, cerca de US$ 1,41 bilhão abaixo das expectativas.

A receita do Google Cloud superou as estimativas e mais que dobrou, atingindo US$ 30,71 bilhões no terceiro trimestre encerrado em 30 de setembro , mas não foi suficiente para compensar o desempenho da área de publicidade.

A terceira maior provedora de serviços em nuvem do mundo, atrás da Amazon Web Services (AMZN.O) e do Azure da Microsoft (MSFT.O ), continuou a expandir seus compromissos com empresas, apoiada por contratos plurianuais de infraestrutura em nuvem e IA nos setores de cibersegurança, varejo e serviços financeiros.

Os resultados reforçam a posição da Alphabet como principal beneficiária do aumento dos gastos corporativos com IA, atenuando as preocupações dos investidores de que os elevados investimentos em capacidade computacional possam superar os ganhos de receita no curto prazo.

O interesse das empresas por treinamento e inferência de IA baseados em nuvem permaneceu forte ao longo do ano, mantendo a utilização de data centers em alta e pressionando os principais provedores de nuvem a acelerar a implantação de infraestrutura.

Prevê-se que a Alphabet, a Microsoft, a Amazon e a Meta invistam coletivamente bem mais de 700 bilhões de dólares em 2026 para expandir a infraestrutura de data centers de IA, chips e capacidade de rede de alto desempenho.

O desempenho superior do Google Cloud ocorre em um momento em que os provedores de hiperescala enfrentam diferentes graus de restrições de capacidade, posicionando a Alphabet de forma favorável para conquistar participação de mercado entre as empresas que migram cargas de trabalho de IA para a nuvem.

Embora os gargalos de fornecimento de silício avançado e energia para data centers em todo o setor tenham persistido, os investimentos da Alphabet em unidades de processamento de tensores personalizadas, juntamente com GPUs de terceiros, ajudaram a expandir suas capacidades de prestação de serviços.

As iniciativas proprietárias de IA da Alphabet também impulsionaram o crescimento, e a adoção de seu conjunto de modelos Gemini se ampliou em softwares corporativos e plataformas de desenvolvedores no trimestre em questão.

A integração da empresa com o ecossistema da Apple (AAPL.O) para impulsionar recursos de IA baseados em nuvem continuou a apoiar o alcance mais amplo do ecossistema da Alphabet.

Microsoft tem receita acima do esperado puxada por serviços em nuvem

28 October 2026 at 22:08

A Microsoft divulgou nesta quarta-feira (28) receita trimestral com serviços de computação em nuvem acima do esperado pelo mercado, em um sinal de que a aposta em investimentos elevados em inteligência artificial pode estar se pagando.

O fluxo de caixa livre da Microsoft também superou as expectativas em cerca de US$ 10 bilhões no trimestre passado, com investimentos com infraestrutura de IA abaixo das estimativas e crescimento da receita.

As ações da Microsoft subiram cerca de 4% após o fechamento do mercado. No acumulado do ano, o papel acumula valorização de cerca de 9%.

Os resultados também mostram que a Microsoft está lucrando com a demanda corporativa por IA, aliviando os temores de que a tecnologia ameace seu negócio de software e de que a empresa esteja muito exposta à OpenAI, que não gera lucro.

Forte crescimento do Azure

A receita do negócio de computação em nuvem Azure da Microsoft cresceu 48%, para US$ 33,17 bilhões no primeiro trimestre fiscal encerrado em setembro sobre um ano antes, superando as estimativas da Visible Alpha, de US$ 32,84 bilhões. A receita do Azure foi de US$ 29,4 bilhões no trimestre anterior.

“O relatório do primeiro trimestre da Microsoft foi praticamente impecável para uma empresa desse porte”, disse Jesse Cohen, analista sênior da Investing.com. “Depois que os números da Meta e da Alphabet reavivaram a ansiedade em relação aos gastos com IA, este é o contrapeso.

A demanda ainda excede a oferta, a carteira de pedidos é enorme e os retornos estão finalmente aparecendo nos lucros e na receita geral.”

No mês passado, a Microsoft decidiu divulgar a receita do Azure em dólares, em vez de apenas taxas de crescimento, oferecendo um panorama mais claro de como a divisão se compara aos rivais Amazon Web Services e Google Cloud.

Os investimentos do trimestre foram de US$ 45,2 bilhões, acima dos US$ 34,9 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. A própria projeção da Microsoft para o primeiro trimestre era de US$ 50 bilhões.

A empresa divulgou um fluxo de caixa livre de US$ 18,6 bilhões. Analistas esperavam US$ 8,54 bilhões, de acordo com a Visible Alpha.

Jonathan Neilson, vice-presidente de relações com investidores da Microsoft, atribuiu os gastos de capital abaixo do esperado a atrasos, e não a quaisquer mudanças nos planos da empresa.

“De fato, observamos que algumas entregas de capacidade de terceiros, que esperávamos para o primeiro trimestre, acabaram sendo adiadas”, disse Neilson.

A Microsoft previu investimentos de US$190 bilhões em 2026. A gigante da tecnologia também enfrenta pressão, já que ferramentas de IA autônomas cada vez mais sofisticadas ameaçam seu negócio de software de produtividade.

Alguns analistas, no entanto, acreditam que o sólido balanço patrimonial da Microsoft lhe dá uma vantagem sobre os rivais à medida que os investimentos em IA aumentam.

De acordo com a Truist, os swaps de inadimplência de crédito de 5 anos da empresa – uma medida do risco de inadimplência percebida – continuam sendo os mais baixos entre as gigantes da tecnologia, mesmo com a ampliação dos spreads em grande parte do mercado de IA.

Consumo de aço na América do Norte aumenta lucro da Gerdau no tri, diz CFO

28 October 2026 at 17:20

O resultado da Gerdau no terceiro trimestre de 2026 foi impulsionado principalmente pela melhora dos preços do aço na América do Norte, região que respondeu por mais de 76% do Ebitda da companhia no período.

Em entrevista à CNN Money, o CFO da empresa, Rafael Japur, destacou ainda a demanda dos segmentos de construção não residencial, centros de dados e energia renovável. As operações na América do Norte registraram expansão de 60% no Ebitda ajustado, enquanto as operações brasileiras apresentaram queda de 2,8% no mesmo indicador.

A Gerdau registrou um lucro líquido consolidado de R$ 1,56 bilhão no período, crescimento de 43,4% em relação aos R$ 1,09 bilhão apurados no mesmo período de 2025.

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 1,52 bilhões, avanço de quase 40% na comparação anual. O Ebitda ajustado chegou a R$ 3,770 bilhões, com crescimento de 37,8% na mesma base de comparação — números que vieram em linha com as expectativas do mercado.

Demanda por infraestrutura de IA impulsiona resultados nos EUA

Japur explicou que a principal diferença em relação ao mesmo período do ano anterior foi o desempenho mais robusto das operações norte-americanas.

Segundo ele, a forte demanda está diretamente ligada aos investimentos em inteligência artificial na economia dos Estados Unidos.

“Tivemos um movimento muito puxado pela grande demanda que estamos vendo na economia norte-americana com relação a investimentos em inteligência artificial. E em função disso, tem investimentos em toda a matriz energética — linhas de transmissão, usinas fotovoltaicas, outras fontes de geração”, disse Japur.

O executivo destacou que o portfólio de produtos da Gerdau na América do Norte, composto principalmente por perfis leves e pesados voltados à construção não residencial e à indústria de manufatura, está bem posicionado para atender a essa demanda.

“Isso tem puxado muito o consumo de aços para a construção não residencial, privilegiando e dando um grande benefício especificamente para o nosso portfólio de produtos”, disse. Japur acrescentou que, mesmo com volume de vendas ligeiramente inferior, a margem por tonelada vendida foi superior à do mesmo período do ano anterior.

Perspectivas para o mercado norte-americano em 2027

Ao avaliar o fôlego do mercado norte-americano, Japur apontou que os gastos em construção não residencial cresceram apenas 0,5% no período, e que, sem o efeito da inteligência artificial, poderiam até apresentar queda. No entanto, o CFO demonstrou otimismo para os próximos trimestres.

“Se imaginarmos uma economia americana que passe por um movimento de redução de taxas de juros, isso certamente vai destravar ainda mais investimentos, não só na inteligência artificial e energia, mas nos outros setores da economia”, avaliou.

Para ele, a demanda em 2027 deve ser mais diversificada do que a observada ao longo de 2026.

Importações de aço e defesa comercial no Brasil

Japur também abordou a questão das importações de aço no mercado brasileiro. Segundo ele, historicamente a participação do aço importado no consumo aparente do Brasil ficava entre 10% e 13%, patamar que hoje chegou a 18,5%.

O executivo alertou ainda para o fenômeno das importações indiretas — o aço já contido em produtos manufaturados, como carros, autopeças e equipamentos.

“Não é só um fenômeno de maior entrada de aço importado, mas um fenômeno também de entrada de produtos manufaturados contendo aço, o que diminui o tamanho do mercado dos nossos clientes”, explicou.

O CFO informou que a empresa mantém interlocução com o governo por meio do Instituto Aço Brasil e que há duas investigações de dumping em curso, com previsão de conclusão até o final do ano, envolvendo vergalhão e bobinas laminadas a quente.

“Não buscamos a proteção de mercado, buscamos a defesa comercial”, afirmou Japur, ressaltando que o objetivo é garantir um campo de jogo mais igualitário para a indústria nacional.

Controle de investimentos e desistência do Porto Sudeste

No campo dos investimentos, o desembolso em Capex deve ficar próximo de R$ 4,5 bilhões, podendo ficar abaixo do previsto para o ano. Além disso, a companhia desistiu de participar do projeto de aquisição do Porto Sudeste.

A empresa avaliava o ativo como uma oportunidade para ganhar competitividade logística na operação de mineração, mas retirou a iniciativa do portfólio por enquanto.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Movida registra lucro de R$ 152 milhões no 3° tri, alta de 117%

27 October 2026 at 23:54

A locadora de veículos Movida registrou lucro líquido de R$ 152 milhões no terceiro trimestre de 2026, o que equivale a uma alta de 117% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor é idêntico ao da prévia de resultados divulgada no início deste mês.

A receita líquida totalizou R$ 3,870 bilhões, alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de vendas diárias subiu de 6,085 de para 7,439 milhares, avanço de 22%. A tarifa RAC (Rent-A-Car) subiu de R$ 159 para R$ 167, alta de 5%. Novos 767 mil clientes foram captados nos últimos 12 meses.

O crescimento teve como vetores a precificação dos serviços, a expansão da fatia de mercado da companhia e a disciplina de custos, afirma o CEO da Movida, Gustavo Moscatelli, em entrevista à Broadcast. Do lado dos custos, a maior novidade foi a expansão da rede de oficinas próprias da empresa.

“Sempre fizemos toda a manutenção por meio de oficinas terceirizadas e começamos a verticalizar a manutenção no começo deste ano.

Abrimos centros para preparar os seminovos antes da venda e “pit stops” para manutenção em shopping centers e supermercados para o RAC”, afirma Moscatelli, que projeta que esses “pits stops” saltem de 11, atualmente, para mais de 50 no ano seguinte.

O Ebitda consolidado foi de R$ 1,795 bilhão, ou 21,4% acima do terceiro trimestre do ano que passou. A margem Ebitda no setor de locação foi de 74,2% neste terceiro trimestre, ante 72,6% no mesmo período do ano anterior.

No segmento de seminovos, a companhia vendeu 20.051 veículos (18,1% a menos do que no mesmo período de 2025) e obteve receita líquida de R$ 1,471 bilhão (16,2% a menos na mesma base de comparação).

Moscatelli diz que foi mantida no terceiro trimestre a estratégia de combinar o fluxo de vendas de seminovos com a sazonalidade da locação de veículos para extrair mais valor antes da revenda. Na comparação com o trimestre anterior, o número de carros vendidos ficou estável e a receita líquida com a venda foi 3,3% maior.

O CEO também pontua que a companhia vem, há três anos, diminuindo o tíquete médio da frota para em torno de R$ 80 mil. O grande fluxo de veículos chineses que derrubou o preço de seminovos atingiu mais diretamente o segmento de veículos na faixa de R$ 130 mil a R$ 250 mil, explica.

“Com essa mudança de ‘mix’ que fizemos, 90% dos nossos carros são abaixo de R$ 90 mil. Esse carro que temos na nossa frota ainda não compete com carro chinês disponível”, afirma.

O resultado financeiro foi de R$ 900 milhões entre julho a setembro, 13,3% maior frente a igual intervalo do ano passado.

A dívida líquida chegou a R$ 17,5 bilhões neste trimestre, ante R$ 15,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O prazo médio foi estendido de 3,2 anos para 4,2 anos e o custo médio foi de CDI + 1,8% ao ano, ante CDI + 1,9% ao ano, no mesmo período.

Com isso, o múltiplo da dívida sobre o Ebitda foi de 2,56 vezes, ante 2,74 vezes na mesma base de comparação.

O CEO da Movida destaca ainda para a melhora do perfil da dívida, com dispersão dos vencimentos ao longo dos próximos anos, sem picos que concentrem os pagamentos e possam representar uma ameaça ao caixa da companhia. Além disso, a geração de caixa cresceu muito mais rapidamente do que a dívida, explica.

“Todo trimestre apresentamos uma redução. Obviamente, quando você olha a despesa financeira, com juros elevados e a companhia com a intensidade de capital que tem para fazer seu negócio, a despesa financeira cresce um pouco”, diz.

“Todas as companhias que são intensivas em capital e utilizam mercado de capitais para se financiar sofrem um pouco nesses dias”, acrescentou.

Hypera tem lucro de R$ 527 milhões no 3° tri, avanço de 16,1%

27 October 2026 at 22:40

A farmacêutica ​Hypera teve lucro ​líquido de R$ 527 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 16,1% sobre o resultado obtido no mesmo período do ano passado, ⁠segundo balanço ​divulgado nesta terça-feira (27).

A companhia ​apurou um resultado operacional medido ⁠pelo lucro antes ⁠de juros, impostos, depreciação ​e ‌amortização (Ebitda) 3,4% maior na ⁠mesma comparação, a R$ 782,3 milhões.

Analistas, em média, esperavam que a ‌Hypera divulgasse ⁠lucro líquido ‌de R$ 471,4 milhões no terceiro trimestre e Ebitda de ⁠R$ 772 milhões, ⁠segundo dados da LSEG.

A empresa, que é ‌dona de marcas como Neosaldina, Coristina e Semavy, teve receita líquida de R$ 2,44 bilhões ‌de julho ao final de setembro, alta de 9,4% sobre ⁠o mesmo período do ano passado.

A média de previsões ​de analistas compilada pela LSEG ​indicava faturamento no terceiro trimestre de R$ 2,4 bilhões.

 

 

 

Visa registra lucro de US$ 6 bi no 4° trimestre, alta de 18%

27 October 2026 at 21:43

A Visa registrou um lucro líquido de US$ 6 bilhões em seu quarto trimestre fiscal de 2026, informou a empresa nesta terça-feira (27). O valor foi 18% maior do que no mesmo período do ano anterior, e o lucro ajustado por ação foi de US$ 3,48, acima dos US$ 3,44 esperados pelos analistas da FactSet.

A receita da gigante de serviços de cartões de pagamento foi de US$ 12,1 bilhões, uma alta de 13% ante o mesmo período de 2025 e levemente acima das expectativas dos analistas, de US$ 12,09 bilhões.

“A Visa teve um ano marcante. Alcançamos uma receita líquida recorde de US$ 46 bilhões, um aumento de 15%, o crescimento mais forte em mais de 15 anos, excluindo a recuperação pós-pandemia e aquisições”, disse o CEO Ryan McInerney.

“Em 2026, também demonstramos que sempre que a tecnologia muda o comércio, nós acompanhamos, antecipamos o que vem a seguir e possibilitamos o crescimento de pagamentos globalmente”.

Segundo a companhia, o total de transações processadas foi de 74,2 bilhões nos três meses encerrados em 30 de setembro. Esse aumento impulsionou o crescimento da receita da Visa durante o trimestre, disse a empresa.

Às 17h31 (de Brasília), as ações da Visa caíam 2,19% no after hours de Nova York.

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