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De pedrinha em pedrinha, coreano construiu mais de 80 pilhas de até 15 metros de altura; trabalho de 30 anos foi inspirado por “revelação divina”

30 October 2026 at 13:52

Entre os picos gêmeos da montanha de Maisan, no oeste da Coreia do Sul, está escondido um templo decorado com mais de 80 pilhas de pedra. Algumas são menores, compostas por colunas únicas de rochas equilibradas que desafiam a ação dos ventos; outras têm mais de toneladas de pedras acumuladas e atingem alturas de até 15 metros.

Todas elas foram construídas por um único homem: o eremita coreano Lee Gap-Yong, que empilhou cada pedrinha ao longo de três décadas como parte de um ritual de reflexão e espiritualidade.

A história do templo de Tapsa

Preservado até hoje como ponto turístico pelos monges budistas da ordem Taego, o pequeno templo começou a ser construído em 1885. Um eremita solitário subiu a montanha de Maisan, no estado de Jeonbuk, para meditar no vale entre seus dois picos.

Na tradição budista, empilhar rochas é uma forma de meditação ativa. A construção dos chamados “pagodes” ou torres de pedra é uma forma de pedir boa sorte e exercitar o equilíbrio e atenção plena.

De acordo com o abade do templo, Jinseong, em entrevista de 2024 ao veículo Cheongpung News, “enquanto Lee Gap-yong empilhava cada pedra, ele rezava pela independência da nação e pela salvação do povo”. Para o monge, “os misteriosos pagodes construídos com pedras representam a cristalização dos desejos e da prática espiritual de inúmeras pessoas.”

Na época, o território coreano, ainda unificado, estava sob influência japonesa e também era visado pela China. Só na década de 1880 foi criada a Taegeukgi, a bandeira nacional coreana, para reafirmar a soberania do país.

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O trabalho do eremita começou quando tinha apenas 25 anos e estendeu-se até 1917, mais de três décadas depois. Estima-se que ele tenha construído acima de 100 torres de pedra, e cerca de 80 sobrevivem até hoje.

“A questão mais frequente sobre as torres é: como elas podem continuar preservadas, sem colapsar?”, contou o abade Jinseong. “É prova de que Lee Gap-Yong não as construiu só por fazer. Ele as construiu com consciência dos ângulos do vento, da direção na qual ele desce e onde ele se curva e sobe novamente. É uma ciência viva, uma torre que reflete por completo a providência da natureza.”

Como foram construídas as torres de pedra?

Segundo uma investigação do canal televisivo Channel News Asia, as torres começavam com uma base circular plana. Depois, novas pedras eram adicionadas dentro do círculo. O terceiro passo era equilibrar outras rochas por cima do círculo, formando uma pirâmide cônica.

A maioria das pedras era retirada da própria montanha e dos arredores, mas as rochas maiores foram trazidas de leitos de rios e outras regiões da Coreia. Entre elas, outras menores eram posicionadas para aumentar a estabilidade.

Nenhuma ferramenta ou argamassa foi utilizada para construir os pagodes. Diferente de outras torres de pedras comuns na tradição budista, o formato natural de cada peça era preservado, exigindo maior atenção ao equilíbrio e maior planejamento de encaixe.

17 de ago. de 2026
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O local só foi convertido em templo budista depois da conclusão do trabalho de Lee, que também se formou monge na velhice.

Tapsa está aberta à visitação, localizada dentro do Parque Provincial de Maisan. Nos arredores, trilhas repletas de natureza também atraem turistas. A primavera coreana, entre março e abril, é o momento mais propício para visitação: é quando florescem as famosas árvores cerejeiras, tingindo a paisagem de cor-de-rosa.

MEC Idiomas inclui curso gratuito de coreano, com aulas e exercícios

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K-pop, K-drama, skincare e culinária. O estilo sul-coreano tem despertado cada vez mais o interesse dos brasileiros, que agora podem aprender o idioma do país asiático gratuitamente na plataforma MEC Idiomas, do Ministério da Educação (MEC).

O portal e o aplicativo do MEC Idiomas já disponibilizavam os cursos gratuitos de inglês e espanhol. O novo curso contará com atividades interativas, exercícios de escrita e pronúncia e aulas com vídeo, para ajudar os estudantes a avançarem gradualmente no idioma.

Notícias relacionadas:

O MEC Idiomas é um portal e aplicativo gratuito de aprendizagem de línguas, com cursos organizados em etapas do nível básico ao avançado.

Em cada um dos idiomas oferecidos (inglês, espanhol e coreano), as aulas estão organizadas em seis níveis (A1 a C2), contendo de quatro a seis módulos por nível, cada um com 10 a 15 aulas. A plataforma disponibiliza cerca de 800 aulas.

Alfabeto hangul

O coreano será o primeiro idioma do MEC Idiomas a utilizar um sistema de escrita diferente do alfabeto latino.

Por isso, um dos destaques é o aprendizado do hangul, o sistema de escrita oficial da língua coreana. O alfabeto é formado por 24 letras básicas: 14 consoantes e dez vogais. Combinadas, elas formam blocos que representam sílabas.

Na nova aba Letras, do MEC Idiomas, os estudantes poderão ouvir o som de cada letra, consultar sua romanização — representação da pronúncia com caracteres latinos — e acompanhar o próprio progresso.

Um guia apresentará o alfabeto passo a passo. Já as atividades de escrita orientarão a realização dos traços e oferecerão retorno imediato sobre os exercícios.

Sons e letras

A prática também envolverá a associação entre sons e letras. Em uma atividade, será possível ouvir um áudio e identificar a letra correspondente. Em outra, o estudante verá a letra na tela e escolherá, entre diferentes opções, o som adequado.

Os exercícios estarão disponíveis tanto na aba Letras quanto nas aulas de coreano.

Expressões do dia a dia

Além de conhecer e estudar o alfabeto, o usuário poderá praticar conversas cotidianas. As atividades pretendem simular situações reais de comunicação, para facilitar a aprendizagem.

Em um dos exercícios, o estudante acompanhará uma conversa e escolherá a resposta mais adequada.

As alternativas apresentarão a escrita em coreano e a pronúncia, e o sistema explicará por que determinada resposta funciona naquele contexto.

Prática oral

Outro recurso será a prática oral. Os diálogos cotidianos permitirão acompanhar cada fala com áudio, pronúncia e significado, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada pessoa.

O estudante poderá ouvir uma frase, acompanhar sua pronúncia e repeti-la em voz alta, usando o microfone do dispositivo.

Caso não possa falar naquele momento, haverá a opção de continuar a aula sem realizar o exercício oral.

Aulas com vídeo

As aulas com vídeo também integrarão a experiência de aprendizagem. Nelas, expressões em coreano serão apresentadas com a romanização e a tradução em português.

A narração explicará o uso das expressões, com legendas que poderão ser ativadas ou desativadas.

MEC Idiomas

Os estudantes têm acesso às seguintes ferramentas:

  • teste de proficiência;
  • trilha de aprendizagem (aula e reforço);
  • teste ao fim dos módulos;
  • recurso de fala e prática;
  • agente de Inteligência Artificial para dúvidas e prática de conversação.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), atualmente, são mais de 774 mil matrículas ativas em inglês e espanhol.

Desse total, 581.705 são em língua inglesa, o equivalente a 75,1%, e 192.996 em espanhol, que correspondem a 24,9%.

Os usuários de 18 a 34 anos representam 60,5% das matrículas, com maior concentração na faixa dos 25 aos 34 anos.

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