Real Madrid olha para o regresso de um diamante que brilha com Cesc Fábregas


O Sporting desloca-se, esta sexta-feira, pelas 20h15 (hora de Portugal Continental), ao Estádio Municipal de Rio Maior, onde vai ter pela frente o Casa Pia, no encontro de abertura da décima jornada da I Liga, que pode vir a revelar-se preponderante para a continuidade (ou não) de Rui Borges no comando técnico.
Em entrevista concedida, esta sexta-feia, ao programa 'Bola Branca', emitido pela Rádio Renascença, Artur Torres Pereira defendeu, ainda assim, que o mirandelense reúne todas as condições para se manter no cargo, independentemente da inconsistência que os leões têm vindo a protagonizar.
"Não sei se Rui Borges está a prazo, eu não o desejo. Não o desejo porque creio que seria um péssimo exemplo usar e descartar. É certo que as circunstâncias não são as melhores, que não temos tido um regime regular de vitórias, como num passado recente... Mas isso faz parte de um processo de crescimento e evolução das equipas de futebol", afirmou.
Na opinião do médico, que assumiu a presidência da Comissão de Gestão do clube, em 2018, aquando da invasão à Academia de Alcochete (que resultou no afastamento de Bruno de Carvalho e consequente eleição de Frederico Varandas), é preciso ter em contra outros fatores, entre eles, a autêntica 'revolução' levada a cabo no plantel, no passado verão.
"Poder-se-á questionar se teria sido eficiente ou se teria sido bom mudar tão radicalmente a equipa, como foi feito do ano passado para este, mas eu não tenho dados que me façam responder com clareza a esta pergunta. A direção do Sporting assim o entendeu, e, seguramente, terá motivos para o ter feito. Como o fez, portanto, neste momento, não vale a pena chorar sobre o leite derramado. O que há é fazer crescer a equipa, e, para isso, temos de ter tempo", refletiu.
"A minha expetativa é, evidentemente, de ganhar o jogo, não é? Queremos sempre que a nossa equipa ganhe e que o Sporting ganhe, e precisa de ganhar. De qualquer forma, usando até uma expressão feliz do início do período de vigência do atual treinador, Rui Borges, quando chegou ao Sporting, se não houver inspiração, que não falte a atitude", completou.
O Sporting, recorde-se, chega a esta ronda na terceira posição da I Liga, com 18 pontos, tantos quanto o Santa Clara, menos nove do que o líder, o FC Porto, e menos quatro do que o segundo classificado, o Benfica, pelo que um novo 'deslize', na visita ao Casa Pia deixaria 'por um fio' a candidatura à conquista do título de campeão nacional.
Bem mais animadora está a situação do emblema verde e branco na Liga dos Campeões, onde ocupa o 12.º lugar da fase de liga (que vale o apuramento para o playoff de acesso aos oitavos de final), com os mesmos seis pontos de Barcelona, Como, Manchester City, Club Brugge e Borussia Dortmund.
Na Taça da Liga, o apuramento para a 'final four' (onde terá pela frente o Famalicão) foi alcançado graças ao triunfo sobre o Marítimo, por 2-1, ao passo que, na Taça de Portugal, a entrada em cena, na quarta eliminatória, terá lugar no fim de semana de 21 e 22 de novembro, contra o União da Serra, no Estádio José Alvalade.
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Após regressar às vitórias no terreno do Estoril Praia (3-1), a equipa minhota, 10.ª classificada, com 11 pontos, recebe a formação 'tricolor', 12.ª, com 10, que continua a ser "muito competente e forte em todos os momentos do jogo", apesar dos desaires averbados nas três rondas anteriores.
"A nível estatístico, é a equipa mais forte em contra-ataque, mas não é uma equipa que joga apenas em contra-ataque. É uma equipa com dinâmicas diferentes em construção. Temos de ter capacidade de interpretação. Apesar de ter jogadores adiantados com qualidade, vemos uma equipa que raramente se desorganiza. Vai ser um jogo bastante tático", disse, na conferência de antevisão.
O técnico, de 37 anos, rejeitou, porém, que o jogo vá ser "fechado", no sentido de "haver equipas receosas", mas admitiu que o conjunto treinado por Pepa pode dar muito trabalho aos homens de Moreira de Cónegos no sentido de criarem oportunidades de golo.
"As boas equipas veem-se quando obrigam o adversário a fazer muito para conseguir agredir. Coloco as boas equipas nesse patamar. Nós também o somos. Há a condicionante de jogarmos em casa, onde a ausência de espaço torna o jogo mais fechado do que noutros estádios. Queremos fazer o melhor possível para dar uma alegria aos nossos adeptos", acrescentou.
Confiante de que o Moreirense está no "caminho certo", o 'timoneiro' realçou que os seus jogadores estão focados em "aumentar a consistência dentro de cada jogo", com a noção de que não eram os "piores" quando atravessaram um ciclo de três jogos sem vencer, com um deles a ditar a eliminação da Taça de Portugal, frente ao AVS (1-0), nem "são os melhores agora".
Vasco Botelho da Costa afirmou que a equipa vimaranense está ainda "muito longe de ser um produto acabado" e que "não há lugares garantidos" entre os titulares, a propósito do regresso do capitão Maracás às opções, após cumprir um jogo de suspensão na ronda anterior, em que Gilberto Batista, de 22 anos, e Kevyn Monteiro, de 21, formaram o eixo da defesa.
"Logicamente, [o Maracás] é um jogador muito importante para nós. O que o Gil [Batista] e o Kevyn [Monteiro] fizeram já o tinham demonstrado na primeira jornada. Quando digo que temos boas e diferentes soluções, ganha o Moreirense", assinalou.
O Moreirense, 10.º classificado da I Liga portuguesa, com 11 pontos, recebe o Estrela da Amadora, 12.º, com 10, em partida agendada para sábado, às 15:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, no concelho de Guimarães, com arbitragem de João Pinheiro, da associação de Braga.

Francesco Farioli realizou, ao início da tarde desta sexta-feira, a tradicional antevisão ao encontro da décima jornada da I Liga, que irá colocar, frente a frente, FC Porto e Estoril, recusando 'abrir o jogo' sobre se planeia colocar, uma vez mais, em prática o 'revolucionário' sistema tático imposto perante o Académico de Viseu.
O treinador italiano aproveitou, ainda, a oportunidade para agradecer ao presidente dos dragões, André Villas-Boas, pelo facto de ter alcançado as 50 vitórias enquanto treinador do clube... ainda que sublinhando que não tem "tempo para festejar feitos individuais" como este em particular.
A terminar, o timoneiro dos campeões nacionais em título recusou alongar-se em palavras a propósito do facto de Jhon Durán ter sido despenalizado, após ter sido expulso no Santa Clara-Benfica, pelo que pôde ir a jogo, na véspera, no triunfo alcançado pelos eternos rivais sobre o Gil Vicente, por categóricos 4-1.

A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) saudou hoje o regresso do Rali Dakar a Portugal, que será palco do arranque da edição de 2027, antes de a prova rainha de todo o terreno entrar em Marrocos.
“É com enorme satisfação e orgulho que a FPAK vê o Dakar regressar a Portugal para a sua grande partida em 2027. Este momento confirma que Portugal continua, de forma consistente, na rota dos melhores e mais prestigiados eventos de automobilismo do mundo”, afirmou o presidente do organismo, Ni Amorim, em comunicado divulgado no sítio oficial na Internet.
O líder federativo reagia ao anúncio efetuado pouco tempo antes pelos organizadores do Rali Dakar, que será transferido “excecionalmente, em 2027, para a Europa e África”, devido à intensificação do conflito entre os huthis, do Iémen, apoiados pelo Irão, e a Arábia Saudita, estando previsto o regresso “a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição” da prova.
“Competir numa prova desta dimensão é sempre um enorme desafio, mas poder fazê-lo a partir de ‘casa’, sentindo o apoio direto do público português, representa uma mais-valia indiscutível e um incentivo acrescido para todos os participantes portugueses que elevam a nossa bandeira ao mais alto nível do todo-o-terreno mundial”, observou Ni Amorim.
A 49.ª edição decorrerá de 09 a 23 de janeiro de 2027, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA), e o Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.
“Ter o ponto de partida no Algarve é uma conquista extraordinária, não só para o desporto motorizado nacional, mas também para os nossos pilotos e equipas”, assinalou o presidente da FPAK, destacando a “experiência” do Automóvel Club de Portugal (ACP), que organizará as etapas em território nacional.
O prólogo disputa-se em 09 de janeiro e a primeira etapa no dia seguinte, antes da travessia marítima para Nador, em Marrocos, que receberá as restantes 11 etapas e o dia de descanso, em Agadir. O percurso terá 7.824 quilómetros, dos quais 4.341 cronometrados.
O regresso acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008. Lisboa recebeu as partidas de 2006 e 2007 e preparava-se para acolher uma terceira saída consecutiva, mas a edição de 2008 foi cancelada na véspera do arranque, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.
A suspensão precipitou a mudança para a América do Sul, que recebeu a competição entre 2009 e 2019. Em 2020, o Dakar transferiu-se para a Arábia Saudita, iniciando um novo período que será interrompido pela passagem por Portugal e Marrocos.
“Quase duas décadas após a histórica edição de 2006, o maior evento de todo o terreno do planeta volta a ter o território nacional como ponto de partida para as suas grandes emoções. A escolha de Portugal reforça a posição do país enquanto palco de excelência para a realização das maiores competições mundiais do desporto automóvel”, reforçou a FPAK.
Os populares que se opõem à exploração de lítio em Covas do Barroso, Boticas, aplaudiram hoje a retirada da máquina de perfuração de um terreno baldio, pela Savannah, considerando que se trata de “uma vitória” para esta luta.
“É uma vitória para a nossa luta. E é uma alegria vermos uma máquina daquelas, que não tem outro objetivo que não destruir o baldio, a ir-se embora”, afirma citada em comunicado, Aida Fernandes, presidente do baldio de Covas do Barroso.
Durante três dias, entre terça e quinta-feira, populares juntaram-se junto a um local de prospeção, em terreno baldio inserido na servidão administrativa concedida à Savannah em maio, com o objetivo de bloquear os trabalhos da empresa.
Durante estes dias a concessionária da mina insistiu que “não estavam previstas intervenções no local dos protestos” e, ao final da tarde de quinta-feira, anunciou que concluiu os trabalhos geotécnicos no bloco este do projeto lítio do Barroso, numa área onde se instalará a fábrica e se concentrarão as atividades durante os primeiros oito anos de operação.
A empresa referiu que o programa se encontra concluído naquela área, que as operações prosseguiram noutras frentes de trabalho, de acordo com o planeamento definido e repetiu que a sua atuação, no local, ocorreu ao abrigo da servidão administrativa concedida pela Estado português.
Segundo o comunicado divulgado hoje pela associação Unidos em Defesa de Covas do Barroso (UDCB), a empresa retirou a máquina de perfuração do baldio de Covas do Barroso por volta das 19:00 de quinta-feira.
“A empresa diz que não houve nenhum bloqueio, porque não havia trabalhos planeados. Alguém acredita nisto? De manhã, quando começávamos o bloqueio, víamos a carrinha dos trabalhadores a chegar ao local. Mas quando nos avistavam, iam-se embora. Se não tinham mais trabalhos planeados, porque é que demoraram três dias a retirar a máquina? É um discurso conveniente. Serve só para evitar alarme entre os investidores”, acrescenta Carlos Gonçalves, morador de Covas do Barroso.
O presidente da UDCB, Nélson Gomes, salienta, também citado no texto, que o “bloqueio mostra que a comunidade está disposta a fazer o necessário para travar este projeto”.
“A empresa não tem a maior parte dos terrenos que precisa para avançar com a mina, e ninguém aqui lhes vai facilitar a vida. Os investidores deste projeto andam iludidos. Tudo o que a empresa promete acaba por ser mais caro e demorado do que o prometido e tenho a certeza de que no final este projeto vai cair”, conclui.
Na quinta-feira, a Savannah disse ter comunicado ao mercado que concluiu “com sucesso” no início da semana os trabalhos de reconhecimento geotécnico e hidrogeológico previstos para o bloco este do projeto.
A campanha durou cinco meses e envolveu 276 pontos de observação e mais de 180 poços de reconhecimento e, segundo a empresa, os trabalhos “representaram um investimento superior a 500 mil euros em serviços diretos na economia local”.
Realizaram-se ainda 32 sondagens para piezómetros, que permitem medir e acompanhar os níveis de água, e 30 sondagens geotécnicas, que forneceram dezenas de amostras destinadas a caracterizar as condições das fundações das futuras instalações e a qualidade dos materiais que poderão ser utilizados em construção.
“Relativamente à contestação ao projeto dos últimos dias, por sermos da região, sabemos que a mesma não representa o sentimento local. Nós vemos no dia a dia a cada vez maior aceitação do projeto por todos aqueles que acolheram a via do diálogo”, disse na quinta-feira o diretor-executivo (CEO) da empresa, Emanuel Proença.
A contestação à mina é feita há oito anos e o projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.
A empresa Savannah Resources pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.
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A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) terá feito chegar ao Al Nassr um "carta oficial" dando conta da intenção de Jorge Jesus convocar Cristiano Ronaldo, João Félix e Samu Costa para as duas últimas jornadas da fase de grupos da Liga das Nações, de acordo com informações adiantadas, esta sexta-feira, pelo jornal saudita Arriyadiyah.
Um desenvolvimento que surge, precisamente, no dia em que termina o castigo de 30 dias de suspensão que a direção liderada por Pedro Proença atribuiu ao capitão, depois de este ter abandonado o estágio da principal seleção nacional, na véspera da vitória alcançada na deslocação ao Parken, sobre a Dinamarca, por 2-4.
O madeirense, recorde-se, foi, também, sancionado com uma multa no valor de 255 euros. Agora, tem caminho aberto para voltar a representar a equipa das quinas, nos embates com Dinamarca (a 14 de novembro, no Estádio Municipal de Braga) e País de Gales (três dias depois, no Cardiff City Stadium), numa altura em que o apuramento para os quartos de final está já matematicamente garantido.
Portugal ocupa a liderança isolada do Grupo 4, com 12 pontos conquistados em 12 possíveis, seguido da Dinamarca (com seis), País de Gales e Noruega (com três cada). Feitas as contas, basta-lhe um empate nos dois duelos que restam para selar o primeiro lugar, ou, ao invés, torcer para que a Dinamarca não vença, pelo menos, uma das partidas que lhe sobram.
Cristiano Ronaldo quebrou o silêncio a propósito desta polémica, no passado dia 6 de outubro, com um comunicado de cinco páginas, no qual acusou Jorge Jesus de ter "falhado com a sua palavra", ao tê-lo colocado a aquecer na segunda parte do triunfo sobre a Noruega, no Ullevaal Stadion, por 1-2, sem que o tivesse lançado em campo.
"No fim do jogo só queria que tudo acabasse com a vitória e ficar sozinho. Não fui cumprimentar os adeptos. Uma falha que é apenas da minha responsabilidade e que não deveria ter acontecido. Peço desculpa aos portugueses que ali nos apoiaram intensamente, peço desculpa aos adeptos e peço desculpa aos que, sem serem portugueses, ali se possam ter deslocado para me ver e a quem eu possa ter desiludido", escreveu.
O selecionador nacional teria, de seguida, prometido pedir-lhe "desculpa" publicamente, mediante a leitura de uma missiva de oito pontos, onde diria, entre outras coisas, que o madeirense era "exemplar, leal e profissional", que errou "ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo" e que o queria "na seleção nacional" ("Aliás, não quero poouco, quero muito").
"Era a segunda vez que me estava a faltar à palavra dada. Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade", completou, numa nota onde pedia, ainda, "desculpa" aos adeptos e aos "companheiros de seleção", pela maneira como agiu.
Menos de 24 horas depois, o próprio Jorge Jesus foi confrontado pelos jornalistas com a versão de Cristiano Ronaldo, mas recusou alongar-se em palavras: "Li o comunicado. E, agora, como faço todos os dias vou para a Federação trabalhar, pensar na equipa e na seleção portuguesa. Não tenho mais nada a dizer".
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A eleição decorreu durante a assembleia-geral ordinária do clube, realizada na sala António Lino, no Estádio Marcolino Castro, cujos trabalhos terminaram ainda antes da meia noite.
A designação surge ao abrigo do regime jurídico das Sociedades Anónimas Desportivas em Portugal, segundo uma atualização de 2023, que confere ao clube fundador o direito de indicar ou eleger um representante para integrar o órgão de administração da SAD.
No mesmo enquadramento legal, o elemento eleito tem o direito de participar em todas as reuniões da administração da sociedade, embora sem direito de voto nas deliberações, assumindo um papel de acompanhamento, fiscalização e estreitamento da ligação institucional com o clube fundador.
Na reunião, os associados do emblema de Santa Maria da Feira aprovaram ainda o relatório de contas referente à época desportiva 2025/2026 e a proposta de aplicação de resultados, tendo todos os pontos da ordem de trabalhos merecido parecer favorável.

A decisão foi tomada pelo Comité Executivo da CAF, sediado no Cairo, capital do Egito, que reavaliou a mudança anteriormente anunciada após analisar as suas possíveis consequências para o desenvolvimento económico e desportivo do futebol africano.
O presidente da CAF, Patrice Motsepe, já tinha avançado a possibilidade de rever a decisão tomada no ano passado de passar a CAN para um ciclo quadrienal, durante a Conferência Estratégica da confederação, realizada em Cabo Verde, em outubro.
Um dos fatores determinantes para a manutenção da periodicidade bienal foi o tempo que a projetada Liga das Nações Africanas demoraria a gerar os recursos económicos necessários para garantir a competitividade internacional e a autossuficiência financeira das competições continentais.
A nova competição, inicialmente concebida como um torneio pan-africano que substituiria a atual Taça das Nações Africanas e seria disputada de dois em dois anos, exigiria vários anos para atingir este objetivo, explicou a CAF.
Motsepe salientou que a decisão vai ao encontro da necessidade de proteger e promover os interesses do futebol africano, das suas 54 federações-membro e dos jogadores do continente que atuam em clubes fora de África.
O dirigente confirmou ainda o calendário das próximas edições do torneio, com a próxima edição a realizar-se em 2027, no Quénia, na Tanzânia e no Uganda. Posteriormente, a competição será realizada em 2028, 2031 e 2033.
O intervalo de três anos entre 2028 e 2031 justifica-se pelo desejo de evitar que o Campeonato do Mundo de 2030 e a CAN, seguindo a tradição da FIFA, se realizem no mesmo ano.
A confederação considera que o regresso ao formato bienal contribuirá para o crescimento do futebol africano e permitirá reforçar o desenvolvimento das suas competições e federações nacionais.
Em curso está ainda por decidir o vencedor da CAN de 2025.
O Senegal tinha conquistado a vitória em campo, em Rabat, depois de vencer Marrocos (1-0, após prolongamento) num final de jogo caótico, em que grande parte dos senegaleses abandonou o relvado em protesto contra a arbitragem.
Posteriormente, o júri de recurso da CAF atribuiu a vitória a Marrocos (por decisão administrativa), mas a federação senegalesa recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que deverá proferir a sua decisão no final de novembro.

Um ano depois da saída para o Fenerbahçe, a troco de uma verba na ordem dos 22,5 milhões de euros, Kerem Akturkoglu continua a 'engordar' os cofres do Benfica, por conta do cumprimento de objetivos que, no melhor dos cenário, poderão fazer com que a faturação total ascenda aos 25 milhões de euros.
De acordo com informações adiantadas, esta sexta-feira, pelo jornalista turco Yagız Sabuncuoglu, no canal de YouTube 'KAFA Sports', o jogador de 28 anos de idade terá ativado mais dois prémios, um por ter alcançado as 30 ações diretas para golo, e o outro por ter alinhado ao serviço do clube, na Liga dos Campeões.
Cada um destes bónus ascende aos 500 mil euros, o que significa que, feitas as contas, a direção liderada por Rui Costa garantiu um encaixe financeiro de um milhão de euros, fazendo com que a faturação total desta operação ascenda aos 23,5 milhões de euros, deixando apenas 1,5 milhões de euros por cumprir.
A meta das 30 ações diretas para golo foi alcançada no passado dia 17 de outubro, quando marcou e deu a marcar, na categórica vitória conquistada sobre o Alanyaspor (equipa orientada pelo treinador português João Pereira), no Sukru Sracoglu Stadium, por 3-0, em jogo a contar para a oitava jornada do campeonato nacional.
Já a presença naquela que é a maior competição de clubes do futebol europeu teve lugar a 10 de setembro, quando foi aposta a titular por parte de Ismail Kartal (que, entretanto, foi demitido do cargo e substituído pelo interino Dirk Kuyt) no empate a uma bola registado na receção à AS Roma (de Rodrigo Mora), na ronda inaugural.
Natural de İzmit, Kerek Akturkoglu deu os primeiros passos no mundo do futebol ao serviço do Basaksehir, que o deixou partir, em 2018, para o Karacabey Belediyespor, a 'custo zero', depois de um empréstimo pouco feliz ao Bodrumsport, no qual fez o gosto ao pé por apenas quatro vezes, ao cabo de 28 jogos.
Em 2019, partiu para o 24 Erzincanspor, e, no ano seguinte, para o Galatasaray, onde conseguiu, de uma vez por todas, colocar em prática todo o potencial que lhe era reconhecido, somando 46 golos e 33 assistências num total de 179 jogos, e contribuído para a conquista de três títulos de campeão nacional e de uma Supertaça da Turquia.
As boas prestações não passaram despercebidas ao Benfica, que se chegou à frente para o 'resgatar', por cerca de 13 milhões de euros. No Estádio da Luz, foi utilizado em 58 partidas, marcando 17 golos e dando outros 11 a marcar, antes de voltar à Turquia, para reforçar o Fenerbahçe, eterno rival do Galatasaray.
A primeira época neste regresso a 'casa' foi amplamente produtiva, com 15 tentos e dez assistências. A segunda também tem assumido contornos positivos, visto que já fez o gosto ao pé por uma vez, e deixou a bola para os golos dos companheiros de equipa num total de cinco ocasiões, até ao momento.
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Uma onda de assaltos continua a aterrorizar a Premier League, e, esta quinta-feira, foi a vez de o azar bater à porta de Thierno Barry, durante a vitória alcançada pelo 'seu' Everton sobre o Newcastle, no Hill Dickinson Stadium, que valeu o apuramento para os quartos de final da Taça da Liga inglesa.
O jogador de 24 anos de idade foi aposta a titular por parte de David Moyes, e revelou-se mesmo determinante para este resultado, visto que rubricou um golo e uma assistência (para o remate certeiro de Hayden Hackney), tendo disputado os 90 minutos. Ao mesmo tempo, um grupo de assaltantes invadia o seu lar.
"Infelizmente, a nossa casa foi assaltada, esta noite, quando estávamos no jogo de futebol. Felizmente, ninguém estava em casa, na altura, mas este continua a ser uma experiência extremamente angustiante e violadora, para nós e para a nossa família", denunciou a sua companheira de longa data, Charlene, nas redes sociais.
"Se alguém viu ou ouviu alguma coisa de suspeito, ou se tiver qualquer informação que possa ajudar, ficaríamos incrivelmente gratos se pudessem entrar em contacto. Também estamos dispostos a oferecer uma recompensa financeira por qualquer informação que ajude a identificar os responsáveis. Obrigado a todos pelo apoio", completou.
Este episódio teve lugar precisamente uma semana depois de a residência de Bruno Fernandes ter, também ela, sido assaltada, quando o internacional português se encontrava em Itália, a representar o Manchester United, na pesada derrota sofrida ante o Como, por 4-1, para a terceira jornada da fase de liga da Liga dos Campeões.
Os responsáveis pelo caso já começaram a esboçar algumas teorias sobre este episódio, uma das quais aponta para que os três encapuzados responsáveis pelo mesmo tenham aproveitado o facto de, dias antes, um decorador contratado pelo próprio ter publicado, nas redes sociais, uma sequência de fotografias da sua mansão, avaliada em perto de cinco milhões de euros.
As imagens, nas quais era possível vislumbrar o trabalho que o profissional levou a cabo (uma delas era mesmo uma 'selfie' com o jogador de 32 anos de idade), foram, entretanto, apagadas pelo próprio, mas não sem antes terem sido amplamente partilhadas pelos adeptos dos red devils, sendo possível que tenham sido utilizadas para que os assaltantes depreendessem onde estariam guardadas as jóias que levaram do local.
Neste momento, tudo aponta para que o saque tenha sido efetuado por aquilo que é já apelidado de "gangues away day", isto é, meliantes que fazem mira a casa de profissionais famosos quando sabem que os respetivos clubes estão a jogar, como aconteceu, por exemplo, em janeiro, ao também luso Rúben Dias, no decorrer da vitória do 'seu' Manchester City sobre o Galatasaray, também para a prova milionária, por 2-0.
Ana Pinho, mulher de Bruno Fernandes, e os filhos, Gonçalo e Matilde, não estavam em casa, na altura do assalto à residência localizada no condado de Cheshire. Esta encontra-se protegida por um sistema altamente tecnológico de segurança, que inclui, entre outros, alarmes, câmaras de videovigilância e portões elétricos, mas nada disso foi suficiente para impedir o que aconteceu.
O alerta foi dado por um vizinho do capitão dos red devils, que vislumbrou os homens em causa no relvado da moradia. Os agentes da polícia chegaram ao local no espaço de, sensivelmente, dez minutos, mas estes já tinham fugido do mesmo, pelo que a investigação tem assentado, sobretudo, na análise de imagens de videovigilância captadas pelas câmaras das casas circundantes.
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Miguel Ángel Portugal, antigo jogador, treinador e dirigente do Real Madrid, concedeu uma extensa entrevista à edição desta sexta-feira do jornal espanhol As, na qual revelou que teve em mãos a oportunidade de 'roubar'... Lionel Messi ao Barcelona, em 2001, quando este tinha apenas 14 anos de idade.
"Houve um momento no qual foi possível meter-lhe a mão. Nos inícios dos anos 2000, ainda não tinha contrato profissional com o Barcelona, nunca mais renovava e uma pessoa chegada a ele ofereceu-o ao Real Madrid. Não sei se era verdade ou mentir, mas chegou a informação ao clube de que era possível ir atrás dele", afirmou.
"Ele esteve lá, Não se quis romper relações com o Barcelona, mas a verdade é que houve uma aproximação, ainda que, por respeito, penso que não se teria concretizado", acrescentou, a propósito de um episódio que terá ocorrido pouco tempo depois de o internacional argentino ter chegado a Camp Nou, proveniente do Newell's Old Boys.
A verdade é que La Pulga viria mesmo a renovar com o emblema blaugrana, ao qual se manteria ligado até junho de 2021, quando terminou contrato e seguiu viagem rumo a França, para se juntar ao Paris Saint-Germain, numa experiência que, no entanto, acabaria por não correr como ambas as partes pretendiam.
Durante esse período de 20 anos, somou 672 golos e 269 assistências ao cabo de 778 jogos oficiais, contribuindo de sobremaneira para a conquista de quatro Ligas dos Campeões, três Supertaças da Europa, três Campeonatos do Mundo de clubes, dez La Ligas, sete Taças de Espanha e outras tantas Supertaças de Espanha.
Desde 2023, o criativo natural de Rosario alinha ao serviço do Inter Miami, sendo que, até ao momento, já marcou 106 golos e deu outros 59 a marcar, em 122 encontros oficiais. Além disso, ergueu uma Major League Soccer (MLS), uma Leagues Cup e ainda uma Taça dos Campeões da CONCACAF.
Nesta entrevista, Miguel Ángel Portugal mostrou-se, ainda, satisfeito com aquilo que tem visto da parte do Real Madrid, desde o arranque da nova temporada desportiva de 2026/27: "Gostei do que fez Mourinho. Normalmente, um treinador, quando chega a uma equipa, dá-lhe hierarquia e está feito".
"Ele foi experimentando, mas, se o rendimento não acompanha, a mensagem é clara, 'Eu não os tiro, são vocês que os tiram'. É aquilo que, geralmente, nos cabe fazer, quando vamos para um sítio novo. E, pouco a pouco, há resposta, por isso, está tudo bem. Quem não? Tenho a certeza de que Mourinho tinha uma ideia muito clara", refletiu.
"No entanto, ele foi testando os rendimentos, e com aquele plantel que tem... (...). Todos os jogadores do Real Madrid têm um cérebro. Se não tivessem genética do Real Madrid, não jogavam lá. Uns têm melhor pé, e outros pior. O pé de [Fede] Valverde não é o do Bernardo [Silva], mas é para isso que está lá o treinador, para saber que pé quer para aquilo que procura", concluiu.
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O presidente do Turismo do Algarve disse hoje que a escolha da região para acolher o início do Rali Dakar 2027 “reafirma” a “capacidade” da região em “receber grandes eventos”.
Em declarações, André Gomes congratulou-se com o anúncio da organização, ‘forçada’ a mudar a localização do Dakar devido ao contexto geopolítico no Médio Oriente.
A prova do próximo ano vai decorrer em Portugal e Marrocos e a primeira etapa será composta por um prólogo, disputado no Algarve, a 9 de janeiro. A primeira etapa, no dia seguinte, também deverá partir da região algarvia, rumo a África, apesar dos detalhes dos percursos ainda não serem conhecidos.
O Estádio Algarve acolherá o arranque e o centro nevrálgico das verificações técnicas e administrativas, que antecedem a prova, ao longo de três dias.
Para o presidente da Região de Turismo do Algarve, este será um momento “extremamente relevante” porque “todos conhecemos a marca Dakar”.
“Além das condições naturais, o Algarve mostra também relevância nesta área dos grandes eventos e isso é muito importante”, considerou o responsável, aludindo também aos Grandes Prémios de MotoGP e Fórmula 1 que a região acolherá no Autódromo Internacional do Algarve.
Na opinião de André Gomes, as datas do Dakar também são “uma mais-valia” dado que janeiro é “tradicionalmente uma época de menor atividade turística”.
“Esperamos começar [o ano turístico] com o pé direito, com a passagem de ano, e a realização do Dakar, dias depois, é apenas mais um motivo de visita à região”.
A 49.ª edição desta prova decorrerá de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro e Marraquexe, com datas sujeitas à aprovação do Conselho Mundial do Desporto Automóvel da Federação Internacional do Automóvel (FIA).
A organização contabiliza já 350 inscritos. A prova abrirá os Mundiais de rali raid da FIA e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), sendo acompanhada pelo Dakar Classic e pelo programa Mission 1000.
O regresso do Dakar a Portugal acontece 20 anos depois da última edição disputada em território português e 19 após o cancelamento do Lisboa-Dakar de 2008.
Portugal vai estabilizar o seu leque de escolhas a caminho da fase final do Europeu de sub-21 em 2027, após ter feito uma observação alargada de futebolistas na qualificação, explica o selecionador nacional Luís Freire.
"A tendência será querermos preparar o Campeonato da Europa com um grupo cada vez mais fechado. Não é a altura para grandes modificações, mas de nos prepararmos frente a adversários de alto nível para saber o patamar em que temos de estar. No entanto, e ainda agora o Mezian Soares se estreou connosco, não quer dizer que não estejamos atentos a alguém que se possa ir destacando e estaremos sempre de porta aberta para o talento", disse o técnico, de 40 anos, em entrevista à agência Lusa.
Portugal, finalista vencido em 1994, 2015 e 2021, utilizou 43 futebolistas -entre os quais 30 estreantes no escalão de sub-21 - na 11.ª qualificação, e quarta consecutiva, para a principal prova de competição de 'esperanças', cuja 26.ª edição será coorganizada por Albânia e Sérvia entre 16 de junho e 03 de julho de 2027 e disputada por jogadores nascidos a partir de 2004.
"Tivemos uma estratégia bem clara desde o início, que foi ver um número alargado, porque depois só restaria dois estágios para preparar o Europeu. Abrimos muito o leque até ao fecho da qualificação", observou Luís Freire.
Tiago Gabriel, central dos italianos do Lecce, nunca tinha representado as seleções jovens, mas impôs-se no eixo defensivo e foi recordista de minutos, tendo mesmo integrado o lote de capitães no estágio de outubro.
"É sério no trabalho, tem vontade de evoluir e uma maturidade assinalável e já passou por muito. Depositámos confiança nele e tem estado a muito bom nível. Fez parte deste percurso em que fomos defensivamente competentes e ainda no último jogo esteve num dos golos", recordou, em alusão à assistência do central na vitória sobre a República Checa (2-0).
Tiago Gabriel compete na Serie A, à qual chegou no verão Rodrigo Mora, melhor marcador luso no acesso ao Europeu de sub-21, com cinco golos, sendo que o médio está a tentar ganhar espaço "com trabalho, crescimento e evolução" na Roma, tal como acontece em Inglaterra com o extremo Geovany Quenda, que trocou o Sporting pelo campeão mundial Chelsea.
"A aposta nestes dois jogadores de 19 anos, até pelo valor investido, prova que os clubes confiam muito neles. Da minha parte, estou tranquilo, porque eles estão sempre motivados e prontos para ajudar Portugal e querem vir quando não são chamados à seleção 'AA', na qual até já estiveram [sem se estrearem]. Temos muito carinho por eles e torcemos para que se afirmem, mas há que dar tempo ao tempo. Estamos cá nos sub-21 para puxar por ambos e dar-lhes palco", frisou o sucessor de Rui Jorge ao fim de 15 anos.
Quenda disputou o Europeu de sub-21 em 2025 e integrou a melhor equipa da competição, numa experiência partilhada com João Carvalho, Mathias de Amorim, Gustavo Sá, Roger Fernandes, o capitão Mateus Fernandes e Carlos Forbs, os dois últimos lançados por uma vez no conjunto principal.
"Mateus e Forbs nunca mais vão jogar pelos sub-21 depois disto e podem tentar fazer algo especial com a sua geração por Portugal. Eles estão muito envolvidos nisso. Já são internacionais 'AA' e é normal que queiram voltar à seleção principal, mas têm-se apresentado neste escalão motivados, com responsabilidade e maturidade e empenhados em serem exemplos para os mais novos", notou Luís Freire, que debutará em fases finais com os lusos.
Um dos habituais convocados dos sub-21 em evidência esta temporada é Gustavo Varela, melhor marcador da Serie A e autor de 10 encontros em nove jogos nas várias provas pelo promovido Monza, após sair do Benfica.
"Chamamos-lhe desde o início do processo e foi o primeiro ponta de lança titular na qualificação. Participou na boa época do Gil Vicente [em 2025/26, por empréstimo do Benfica] e agora tem uma visibilidade diferente. Está a ser extremamente eficaz e é uma boa notícia termos um ponta lança jovem já com oito golos na Serie A. Está num momento espetacular", considerou.
Luís Freire enalteceu ainda o "nível alto" do lateral direito Daniel Banjaqui, único campeão mundial e europeu de sub-17 em 2025 lançado nos sub-21 lusos e integrado no plantel principal do Benfica, mas adverte para o risco das "demasiadas expectativas", que "por vezes poderão não ser positivas".
Outra das novidades neste ciclo foi Mezian Soares, de 16 anos e nascido em França, com o avançado do vice-campeão gaulês Lens a tornar-se o mais novo de sempre a representar a seleção portuguesa de 'esperanças'.
"Tem tido uma progressão muito rápida. É claro que internamente falámos e é normal que queiramos acompanhar mais de perto quando um jogador que passa pelos sub-17 e sub-18 de Portugal começa a ser lançado na Liga dos Campeões. Isso tem de nos interessar de alguma forma", admitiu.

"A nossa qualificação é um bom prenúncio, só que vamos disputar no Europeu jogos diferentes dos que tivemos até agora. Há muito trabalho pela frente. A dificuldade é grande, mas Portugal tem tido boas prestações. Queremos preparar-nos para chegar lá e passar à fase a eliminar. Se o conseguirmos, o objetivo já está dito desde o primeiro dia, que é tentar trazer o troféu", frisou o técnico, de 40 anos, em entrevista à agência Lusa.
Qualificado pela 11.ª vez, e quarta consecutiva, para a principal competição de seleções de 'esperanças', cuja 26.ª edição será coorganizada por Albânia e Sérvia entre 16 de junho e 03 de julho de 2027, Portugal, finalista vencido em 1994, 2015 e 2021, já tem três encontros particulares definidos.
Os lusos vão medir forças com a bicampeã Inglaterra, detentora de quatro títulos continentais, em 13 de novembro, em Bristol, e recebem a Noruega quatro dias depois no Algarve, nos últimos duelos disputados em 2026, que antecedem a deslocação em março do próximo ano à Espanha, uma das duas recordistas de sucessos no escalão, com os mesmos cinco da Itália.
"Queremos enfrentar este tipo de dificuldade agora, porque o nível tem de aumentar e o estofo que temos de ter é muito maior. Estes adversários têm nível de competições europeias e das cinco principais Ligas, mas também olhamos para a nossa equipa e há vários a esse nível", admitiu Luís Freire, desejando "competir para ganhar" na estreia em fases finais com Portugal.
O conjunto das 'quinas' vai defrontar outro oponente em março, mas só o desvendará a seguir ao sorteio do Campeonato da Europa, que se realiza em 26 de novembro, em Belgrado, e tem os lusos como cabeças de série.
"Essas contas de sermos candidatos ou favoritos não me dizem respeito. O primeiro objetivo está garantido: a presença nos 16 melhores. Portugal está no Pote 1 com Espanha e Inglaterra [além da Alemanha]. Vamo-nos preparar para um sorteio que será sempre duro. Não há nada para analisar antes. Estes particulares mostram que queremos essa preparação", referiu.
A seleção nacional repete as presenças de 1994, 2002, 2004, 2006, como anfitriã, 2007, 2015, 2017, 2021, 2023 e 2025 no Europeu de sub-21, que vai definir os últimos quatro dos 16 participantes nos play-offs de novembro e atribuirá três vagas de acesso aos Jogos Olímpicos Los Angeles2028.
"Se conseguirmos um objetivo único, vamos marcar presença nos Jogos Olímpicos por arrasto. Temos de chegar às decisões e, depois, ser uma das equipas que vai aos Jogos e luta pelo título. Não somos uma presença regular, mas queremos voltar o mais breve possível", avaliou Luís Freire, tendo em vista a quinta campanha lusa no evento, após Amesterdão1928, Atlanta1996, com um histórico quarto lugar, Atenas2004 e Rio de Janeiro 2016.
No trajeto até à fase final, Portugal terminou o Grupo B de qualificação na primeira posição, única de acesso direto, com 25 pontos, resultantes de oito vitórias, um empate e uma derrota, numa 'poule' que incluiu República Checa, a caminho dos play-offs, Escócia, Bulgária, Azerbaijão e Gibraltar.
"Temos vários criativos e tentámos potenciar as melhores características dos nossos jogadores. Isso desaguou no caudal ofensivo que se foi vendo com os resultados, alguns avolumados, e as exibições, ao criarmos muitas oportunidades", traçou, tendo os lusos sido o segundo melhor ataque (35 golos marcados) e uma das duas defesas menos batidas (dois sofridos).
Satisfeito com a "energia, paixão e compromisso" de Portugal, Luís Freire destaca a reação coletiva ao empate na República Checa (0-0), campeã em 2002, e à derrota na Bulgária (2-1), com uma reviravolta perto do fim.
"Tivemos sempre dois momentos em mente: o ofensivo e o de estarmos muito prontos para reagir à perda da bola. A partir de agora, vamos querer adversários que nos permitam ganhar mais estofo e ser uma equipa cada vez mais completa, porque o nível e a exigência vão aumentar e temos de ir para outro patamar. Será necessário trabalhar situações que foram pouco trabalhadas até aqui", terminou o sucessor de Rui Jorge ao fim de 15 anos.
