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JSL registra lucro ajustado de R$ 40,3 milhões no 3º tri, alta de 12,6%

29 October 2026 at 22:58

A empresa de logística JSL, integrante do grupo Simpar, registrou lucro líquido ajustado de R$ 40,3 milhões no terceiro trimestre, alta de 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado ao mercado nesta quinta-feira (29).

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, indicador de resultado operacional, somou R$ 522,8 milhões entre julho e setembro, queda ligeira de 0,6% na comparação anual.

O resultado ficou abaixo da expectativa média de analistas consultados pela LSEG, que projetavam Ebitda de R$ 540 milhões.

A receita líquida da companhia atingiu R$ 2,63 bilhões no trimestre, crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o capex (investimento líquido) recuou 65%, para R$ 22 milhões.

A alavancagem financeira ficou em 2,6 vezes, redução de 0,4 vez em relação ao terceiro trimestre de 2025. No período, a empresa também anunciou novos contratos que somam R$ 2,8 bilhões, com prazo médio de 42 meses.

Segundo a JSL, a conquista de novos contratos ao longo do ano, o início das operações para novos clientes e a expansão em setores com alto potencial, aliados à disciplina na alocação de capital, devem contribuir para sustentar a geração de caixa e dar continuidade à redução da alavancagem financeira.

*Com informações de Alberto Alerigi Jr. e Igor Sodré, da Reuters

Warsh, do Fed, diz que economia dos EUA não está superaquecida

28 October 2026 at 19:59

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta quarta-feira (28) que a economia dos Estados Unidos não está superaquecida, apesar de algumas pressões sobre a demanda decorrentes do boom nos investimentos em IA (inteligência artificial), acrescentando que o objetivo do Fed “não é colocar areia na engrenagem” da economia.

Warsh disse em uma coletiva de imprensa, após o Fed manter as taxas inalteradas, que a economia dos EUA está “seguindo na direção certa”.

“A economia está aquecida demais? Está crescendo forte demais? Essa não é a opinião da maioria dos meus colegas”, disse Warsh, acrescentando que é difícil determinar o crescimento potencial. Ele afirmou não acreditar que o crescimento em si esteja causando inflação e dificultando o trabalho do Fed.

“Minha avaliação é que temos observado uma melhora na produtividade. Não podemos medi-la com precisão. Acho que grande parte dessa mudança na produtividade antecede tudo o que estamos discutindo sobre superinteligência, mas a produtividade vem aumentando na economia, por mais imperfeita que seja a medição.”

Kevin Warsh anuncia mudanças na condução de reuniões do Fed

28 October 2026 at 18:59

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, anunciou nesta quarta-feira (28) uma mudança na forma como o banco central utilizará seu calendário de reuniões para avaliar melhor as principais questões que o banco central norte-americano enfrenta.

“Acreditamos que oito reuniões por ano seja o número adequado para o Fomc, mas, em 2027, uma reunião se concentrará exclusivamente na estratégia geral de política monetária, sem a previsão de votação sobre a taxa de juros nem de declaração de política monetária”, afirmou Warsh em coletiva de imprensa.

“As demais serão reuniões regulares do Fomc para definição de política monetária, e espero que, em 2028, tenhamos duas reuniões dedicadas a discussões sobre estratégia e seis… para a definição da política monetária.”

Justiça de São Paulo aceita pedido de recuperação judicial da Marabraz

28 October 2026 at 18:33

A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial da Marabraz, conhecida pela atuação no segmento de móveis e eletrodomésticos. As dívidas da companhia somam R$ 140,2 milhões.

Ao CNN Money, a rede varejista confirmou que a Justiça aceitou o pedido, protocolado em agosto de 2026, em caráter de urgência, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo, por meio do escritório Campana Pacca.

A petição mostrava que, para além dos efeitos da alta persistente do juro, os problemas da Marabraz derivam ainda de disputas societárias e familiares.

A rede ressalta que esta é uma etapa importante para sua reorganização financeira, preservação das atividades, manutenção de empregos e pagamento de credores.

“A empresa informa que cumprirá as determinações judiciais e apresentará seu plano de recuperação no prazo legal estabelecido, buscando uma solução sustentável para a continuidade dos negócios e manutenção de seu compromisso com a transparência e o diálogo com colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros”, diz em nota.

Pelos parâmetros estabelecidos, a Marabraz tem 15 dias para entregar documentos solicitados pela Justiça.

Além disso, terá stay period de 180 dias, período no qual ficam suspensas todas as execuções, ações de cobrança e constrições de bens contra a empresa em recuperação judicial.

Fed mantém juros nos Estados Unidos entre 3,75% e 4%

28 October 2026 at 18:01

O Fed (Federal Reserve) manteve os juros nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28), preservando a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4%. A decisão foi aprovada por 10 votos a 2, sem unanimidade.

A manutenção dos juros ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que já previa a decisão diante do cenário econômico norte-americano e das incertezas em relação à trajetória da inflação.

Em comunicado, a autoridade monetária afirmou que a inflação permanece elevada e destacou a necessidade de obter mais informações para definir os próximos passos da política monetária.

“A obtenção de mais informações ajudará o Comitê a determinar a postura adequada da política monetária para garantir que a inflação retorne à meta de 2% no prazo apropriado”, afirmou o Fed.

O Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) também destacou que a geração de empregos tem acompanhado o crescimento da força de trabalho, enquanto a taxa de desemprego permanece relativamente estável.

A decisão mantém o foco do banco central norte-americano em seu mandato duplo de promover o pleno emprego e garantir a estabilidade dos preços.

*Em atualização.

Moody’s vê ajustes graduais na política fiscal do novo governo Lula

27 October 2026 at 18:30

A ausência de um perfil mais firme com a consolidação fiscal pode pressionar o perfil de crédito do Brasil ao longo do tempo, segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s divulgado nesta terça-feira (27).

A instituição avalia que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve manter a atual trajetória da política fiscal, com ajustes graduais, prolongando os déficits nominais, os custos elevados de financiamento e o aumento dos encargos da dívida pública.

A Moody’s avalia que, embora a eleição não altere a atual classificação do perfil de crédito soberano brasileiro, a estabilização das contas públicas dependerá da capacidade do governo de avançar em reformas fiscais.

“Na ausência de um compromisso com a consolidação fiscal mais firme do que o esperado atualmente, a persistente baixa capacidade de pagamento da dívida pressionaria o perfil de crédito do Brasil ao longo do tempo”, destacou a agência em relatório.

Apesar dos desafios, a Moody’s considera que um compromisso mais sólido com o ajuste fiscal pode surgir à medida que o presidente Lula formar sua nova equipe econômica.

Para a agência, a adoção de medidas fiscais mais profundas e antecipadas ajudaria o Brasil a recuperar parte da credibilidade fiscal perdida, reduzir os prêmios de risco e as pressões inflacionárias, além de contribuir para a diminuição dos custos de financiamento.

O relatório ainda destaca que o principal desafio do novo mandato será estabilizar a trajetória da dívida pública e recuperar a credibilidade da política fiscal brasileira.

“A dívida do governo geral está em cerca de 83% do PIB (Produto Interno Bruto) atualmente, em comparação com aproximadamente 72% na época da eleição presidencial de 2022″, argumentou o documento.

A Moody’s também ressalta o peso das despesas com juros, equivalentes a cerca de 20% da receita do governo geral, e a rigidez do orçamento brasileiro: mais de 90% dos gastos são determinados por lei.

Apesar de o país ter registrado pequenos déficits primários recentemente, de cerca de 0,5% do PIB, os elevados custos de financiamento contribuem para déficits fiscais nominais entre 8% e 9% do PIB, segundo a agência.

Para estabilizar a relação entre dívida e PIB, a Moody’s estima que o Brasil precisaria alcançar um superávit primário de 2% a 3% do PIB.

A instituição ressalta, porém, que um ajuste dessa magnitude exigiria reformas, especialmente diante das limitações políticas para reduzir despesas obrigatórias e alterar vinculações orçamentárias.

Bolsa perde “uma Petrobras” em valor de mercado em um único pregão

26 October 2026 at 23:55

As empresas listadas na B3 perderam R$ 734 bilhões em valor de mercado nesta segunda-feira (26), em meio à forte queda das ações brasileiras após o resultado das eleições presidenciais.

O valor de mercado consolidado das companhias passou de R$ 5,684 trilhões na sexta-feira (23) para R$ 4,950 trilhões nesta segunda-feira, uma retração de 12,91%, segundo levantamento da Elos Ayta.

Os dados ainda mostram que o montante perdido pelas companhias listadas na B3 equivale a 98,4% do valor de mercado da maior empresa estatal do Brasil, a Petrobras.

A queda ocorreu após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL).

O resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores, que vinham se posicionando para uma vitória de Flávio, especialmente após o senador liderar a apuração no primeiro turno.

No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, chegou a recuar mais de 17%, em uma sessão marcada por forte volatilidade e pelo acionamento do mecanismo de circuit breaker, que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas acentuadas.

A desvalorização ocorreu em um único pregão e reverteu os ganhos acumulados pelas companhias nas semanas anteriores, período em que a Bolsa vinha operando em patamares elevados.

A perda desta segunda-feira também reverteu a valorização acumulada pelas empresas brasileiras nas semanas anteriores, que operava em patamares elevados. Entre 2 e 23 de outubro, o valor de mercado consolidado da B3 havia avançado R$ 409 bilhões, passando de R$ 5,275 trilhões para R$ 5,684 trilhões.

Com a queda, esse ganho foi mais do que anulado. O valor de mercado das companhias ficou R$ 325 bilhões abaixo do registrado em 2 de outubro, no último pregão antes do primeiro turno das eleições.

Entre o encerramento de 2025 e a sexta-feira (23), o valor de mercado das empresas listadas na B3 havia crescido R$ 972 bilhões, passando de R$ 4,712 trilhões para R$ 5,684 trilhões.

Com a perda registrada nesta segunda-feira, 75,5% dessa valorização foi eliminada. Apesar do tombo, o valor de mercado consolidado da Bolsa permaneceu acima do registrado no fim de 2025.

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