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Dívida pública federal sobe 0,97% e chega a R$ 9,38 trilhões em setembro

29 October 2026 at 19:48

A DPF (Dívida Pública Federal) chegou a R$ 9,38 trilhões em setembro de 2026, alta de 0,97% em relação a agosto, quando o estoque estava em R$ 9,29 trilhões. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Tesouro Nacional, por meio do Relatório Mensal da Dívida.

Em valores nominais, o endividamento federal aumentou R$ 90,22 bilhões no mês. Segundo o Tesouro, o crescimento foi provocado principalmente pela apropriação de R$ 89,46 bilhões em juros, além de uma emissão líquida de R$ 0,76 bilhão.

Em setembro, as emissões de títulos públicos somaram R$ 189,44 bilhões, enquanto os resgates atingiram R$ 188,67 bilhões.

A DPMFi (Dívida Pública Mobiliária Federal interna), que representa a maior parcela do endividamento federal, subiu 1,04%, passando de R$ 8,94 trilhões em agosto para R$ 9,04 trilhões em setembro.

O resultado foi influenciado pela incorporação de R$ 89,29 bilhões em juros e pela emissão líquida de R$ 3,78 bilhões.

Já a DPFe (Dívida Pública Federal externa) apresentou queda de 0,82% em relação a agosto, encerrando setembro em R$ 345,41 bilhões, ante R$ 348,26 bilhões no mês anterior.

Prazo e custo da dívida

O prazo médio da DPF permaneceu estável em 4,10 anos entre agosto e setembro. Já o custo médio do estoque da dívida, acumulado nos últimos 12 meses, aumentou de 12,59% ao ano em agosto para 12,63% ao ano em setembro.

A parcela da dívida pública federal com vencimento nos próximos 12 meses também cresceu, passando de 16,39% para 19,95% do estoque total. O indicador representa a proporção da dívida que precisará ser paga ou refinanciada pelo Tesouro Nacional no período.

Reserva de liquidez

A reserva de liquidez da dívida pública, conhecida como colchão da dívida, encerrou setembro em R$ 1,273 trilhão, ante R$ 1,208 trilhão em agosto. Segundo o Tesouro, o volume apresentou alta nominal de 5,33% na comparação mensal.

Em relação a setembro de 2025, quando a reserva somava aproximadamente R$ 1,032 trilhão, houve crescimento nominal de 23,30%. O colchão da dívida compreende os recursos disponíveis em caixa para o pagamento da dívida pública e funciona como uma reserva para enfrentar períodos de maior concentração de vencimentos ou dificuldades de financiamento.

O Tesouro informou que o volume registrado em setembro é suficiente para cobrir os próximos 7,71 meses de vencimentos da dívida pública, ante 7,18 meses em agosto.

Dívida bruta sobe 4,3 pontos do PIB em 2026 e chega a 82,9%, diz BC

29 October 2026 at 19:42

A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) chegou a 82,9% do PIB (Produto Interno Bruto) em setembro de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. O indicador acumula alta de 4,3 pontos percentuais do PIB desde o início do ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo BC (Banco Central).

Apesar do avanço no acumulado de 2026, o percentual permaneceu estável em relação a agosto, quando a dívida bruta também representava 82,9% do PIB.

Segundo o BC, a elevação do endividamento ao longo do ano foi impulsionada principalmente pela incorporação dos juros nominais, que contribuíram para um aumento de 7,2 pontos percentuais na relação entre dívida e PIB.

As emissões líquidas de dívida acrescentaram outros 1,1 ponto percentual ao indicador.

Em sentido contrário, o crescimento do PIB nominal contribuiu para reduzir a relação em 3,9 pontos percentuais. Já o efeito da valorização cambial representou uma redução de 0,2 ponto percentual.

Na comparação mensal, os juros nominais contribuíram para elevar a dívida em 0,8 ponto percentual do PIB. O impacto foi compensado pelos resgates líquidos de dívida e pela variação do PIB nominal, que reduziram o indicador em 0,4 ponto percentual cada.

A dívida bruta compreende as obrigações do governo federal, do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e dos governos estaduais e municipais.

Juros somam R$ 1,2 trilhão em 12 meses

O relatório do BC também mostra que os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025.

No acumulado de 12 meses, as despesas com juros chegaram a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No mesmo período encerrado em setembro do ano passado, o valor era de R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.

Já o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, ante resultado negativo de R$ 17,5 bilhões no mesmo mês de 2025.

Considerando também os gastos com juros, o déficit nominal alcançou R$ 113 bilhões no mês e R$ 1,275 trilhão no acumulado de 12 meses, equivalente a 9,51% do PIB.

BC: Setor público registra déficit de R$ 5,5 bilhões em setembro

29 October 2026 at 17:23

O setor público consolidado, que reúne União, estados, municípios e empresas estatais, registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro de 2026. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (29) pelo BC (Banco Central), no relatório de Estatísticas Fiscais.

O saldo negativo foi inferior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando as contas públicas apresentaram déficit primário de R$ 17,5 bilhões, uma redução de R$ 12 bilhões. Em agosto deste ano, o setor público havia registrado déficit de R$ 10 bilhões.

O resultado primário corresponde à diferença entre as receitas e despesas do setor público, sem considerar os gastos com juros da dívida pública.

Em setembro, o Governo Central registrou superávit de R$ 3,5 bilhões. Já os governos regionais, que incluem estados e municípios, apresentaram déficit de R$ 5,6 bilhões, enquanto as empresas estatais tiveram resultado negativo de R$ 3,4 bilhões.

No acumulado de 12 meses até setembro, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB (Produto Interno Bruto). O percentual representa uma redução de 0,09 ponto percentual em relação ao resultado acumulado até agosto.

Juros da dívida pública

Os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025. O resultado representa um aumento de R$ 22,8 bilhões na comparação anual.

Segundo o BC, a elevação foi influenciada pelo resultado menos favorável das operações de swap cambial, pelo crescimento do estoque da dívida pública e pela inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).

Nas operações de swap cambial, o ganho foi de R$ 2,8 bilhões em setembro deste ano, ante R$ 13,4 bilhões no mesmo período do ano passado.

No acumulado de 12 meses até setembro, os gastos com juros nominais chegaram a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No mesmo intervalo encerrado em setembro de 2025, os juros haviam somado R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.

Ao considerar os gastos com juros, o resultado nominal do setor público foi deficitário em R$ 113 bilhões em setembro. Em 12 meses, o déficit nominal acumulado atingiu R$ 1,275 trilhão, equivalente a 9,51% do PIB, uma elevação de 0,04 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Dívida pública

A DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral), que compreende o governo federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais, atingiu 82,9% do PIB em setembro, o equivalente a R$ 11,1 trilhões.

O percentual permaneceu estável em relação a agosto. No acumulado de 2026, a dívida bruta registra alta de 4,3 pontos percentuais do PIB.

Segundo o BC, o comportamento da dívida em setembro refletiu principalmente os juros nominais apropriados, que contribuíram para uma elevação de 0,8 ponto percentual, compensada pelos resgates líquidos de dívida e pelo efeito da variação do PIB nominal, ambos com impacto negativo de 0,4 ponto percentual.

Já a DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) chegou a 70% do PIB em setembro, equivalente a R$ 9,4 trilhões. O percentual representa uma alta de 0,7 ponto percentual em relação a agosto, quando a dívida líquida estava em 69,3% do PIB.

No acumulado do ano, a dívida líquida aumentou 4,7 pontos percentuais do PIB, influenciada principalmente pelos juros nominais, pelo déficit primário acumulado e pela valorização cambial.

Governo envia mensagens a MEIs sobre perdão de dívidas; veja como consultar

28 October 2026 at 20:51

O governo federal começou a enviar mensagens aos MEIs (Microempreendedores individuais) beneficiados pelo perdão de dívidas previsto na lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última quarta-feira (21).

Segundo informações repassadas pelo MEMP (Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte), os comunicados foram enviados nos dias 22 e 26 de outubro. O disparo das mensagens foi interrompido entre os dias 23 e 25, em razão das eleições.

Os avisos são enviados exclusivamente pelo número oficial e verificado do Gov.br, (61) 3207-3332, a microempreendedores com dívidas em aberto que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação.

 

O objetivo é informar os beneficiários de que as dívidas abrangidas pela lei, constituídas até 13 de outubro de 2026, serão perdoadas a partir de 1º de janeiro de 2027.

As mensagens também esclarecem que valores eventualmente pagos não serão devolvidos e que novos débitos constituídos após a data de corte não serão contemplados.

Quem tem direito ao perdão das dívidas?

A medida contempla microempreendedores individuais com débitos de titularidade da União abrangidos pela Lei Complementar 238/2026, inscritos ou não na Dívida Ativa da União até 13 de outubro.

O benefício inclui contribuições previdenciárias em atraso, multas, juros e encargos legais relacionados. Também alcança dívidas que estejam em cobrança administrativa ou judicial e saldos de parcelamentos e acordos de regularização.

Segundo o Ministério do Empreendedorismo, a medida poderá beneficiar mais de 3,6 milhões de microempreendedores, com o perdão de mais de R$ 18,7 bilhões em dívidas.

Quando as dívidas serão perdoadas e como consultar?

O perdão passa a valer em 1º de janeiro de 2027. A partir dessa data, os microempreendedores poderão acompanhar a situação dos débitos no Portal de Serviços da Receita Federal.

Segundo o governo, o procedimento será automático para os débitos abrangidos pela medida, sem necessidade de solicitação à PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).

No entanto, para manter o benefício, o MEI deverá pagar em dia as contribuições mensais do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) durante os seis primeiros meses de vigência da medida.

A legislação também estabelece condições específicas para os microempreendedores que discutem suas dívidas na Justiça. Nesses casos, será necessário desistir das ações judiciais e renunciar às respectivas pretensões para obter a baixa definitiva dos débitos.

É necessário cadastrar o telefone para receber a mensagem?

Não há exigência de cadastro específico do número de celular para o envio dos comunicados. Segundo as informações repassadas pelo governo, os avisos foram direcionados aos MEIs com dívidas em aberto que atendem aos critérios da legislação.

O microempreendedor deve verificar se o remetente corresponde ao número oficial e verificado do Gov.br, (61) 3207-3332. Para consultar a situação fiscal, é recomendável acessar diretamente o portal oficial da Receita Federal, sem depender de links recebidos por mensagens.

Quem já pagou parte da dívida terá o dinheiro devolvido?

Não. A legislação não prevê restituição, compensação ou ressarcimento de valores pagos anteriormente. No caso dos microempreendedores que fizeram parcelamentos, o benefício poderá alcançar o saldo devedor ainda existente, desde que a dívida esteja enquadrada nos critérios previstos na lei. Débitos posteriores a 13 de outubro de 2026 também ficam fora da medida.

O que mais muda para os MEIs?

O perdão das dívidas integra o pacote Prospera MEI, anunciado pelo governo federal em outubro. Além da regularização dos débitos tributários, a nova lei amplia gradualmente o limite de faturamento anual da categoria, atualmente de R$ 81 mil, para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.

A legislação também permite a contratação de até dois empregados, em vez de apenas um, e amplia as possibilidades de participação dos microempreendedores nas contratações públicas.

CNI reduz previsão de crescimento do PIB de 2026 de 2% para 1,6%

28 October 2026 at 17:20

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2026. A revisão foi divulgada nesta quarta-feira (28), no Informe Conjuntural do terceiro trimestre, e reflete a expectativa de desaceleração da indústria e do setor de serviços.

Segundo a entidade, os juros elevados, a redução da demanda interna e a piora das condições financeiras das empresas e famílias devem limitar o crescimento econômico neste ano.

A indústria apresentou a maior revisão negativa entre os setores analisados. A previsão de expansão do PIB industrial passou de 2% para 1,3%, principalmente pelo enfraquecimento da indústria de transformação. Para esse segmento, a CNI passou a projetar retração de 0,7% em 2026, ante expectativa anterior de crescimento de 0,6%.

A entidade atribui a revisão à queda da demanda interna, aos custos de produção, à concorrência de produtos importados e às condições de crédito. Por outro lado, a indústria extrativa deve crescer 9,1%, enquanto a construção deve avançar 1,5%, sustentada pelos investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.

O setor de serviços também teve a previsão de crescimento reduzida, de 1,9% para 1,6%, diante da desaceleração do comércio varejista e das atividades mais dependentes do crédito.

A agropecuária foi o único setor com revisão positiva. A expectativa de crescimento passou de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela melhora das projeções para a segunda safra de milho.

De acordo com o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mario Sergio Telles, os setores mais dependentes do mercado interno são os mais afetados pela política monetária. “Então, quem está mais dependente de mercado interno está sendo muito afetado por conta da taxa de juros”, afirmou.

CNI prevê Selic a 13,25% e inflação de 5,15%

A CNI também projeta que a inflação brasileira encerre 2026 em 5,15%, acima dos 4,26% registrados em 2025. Segundo a entidade, o alívio inflacionário observado entre junho e agosto não deve se repetir nos últimos meses do ano, diante das pressões dos preços dos alimentos, da energia elétrica, dos combustíveis e dos serviços.

Nesse cenário, a confederação espera que o Banco Central reduza a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, levando a Selic a 13,25% ao ano em dezembro. A entidade, no entanto, avalia que existe espaço para uma redução mais acelerada dos juros.

Segundo Telles, uma Selic de 13,25% ainda representaria uma taxa real de juros próxima de 9%, quase o dobro da taxa considerada neutra para a economia, estimada em 5%. A CNI argumenta que o enfraquecimento da demanda interna permitiria uma redução mais rápida dos juros sem comprometer a convergência da inflação para a meta.

Dívida pública deve atingir 83,7% do PIB

O relatório também prevê uma deterioração dos indicadores de endividamento público em 2026. Segundo a CNI, a dívida bruta do governo geral deve passar de 78,6% para 83,7% do PIB, uma elevação de 5,1 pontos percentuais em apenas um ano.

A confederação estima que o governo federal encerre 2026 com déficit primário de R$ 54,6 bilhões, equivalente a 0,4% do PIB. Entretanto, para fins de cumprimento da meta fiscal, o resultado deverá ser positivo em R$ 12,6 bilhões, ou 0,1% do PIB, devido à exclusão de aproximadamente R$ 67,3 bilhões em precatórios e outras despesas do cálculo.

A entidade também projeta crescimento real de 4,6% das despesas federais, impulsionado pelo pagamento de benefícios previdenciários, gastos com pessoal e despesas discricionárias em ano eleitoral.

Já a receita líquida deverá aumentar 5,9%, com contribuição de medidas de arrecadação, redução de incentivos fiscais e receitas relacionadas ao petróleo.

Desemprego pode cair para 5% até dezembro

Apesar da desaceleração econômica, a CNI avalia que o mercado de trabalho continuará sustentando parte da demanda interna. A projeção é de crescimento de 1,2% da população ocupada em 2026, com redução da taxa de desemprego de 5,3% para 5% até o encerramento do ano.

A confederação também estima aumento de 4,6% da massa de rendimento real, diante da manutenção da demanda por trabalhadores e das pressões sobre os salários.

No mercado de crédito, a expectativa é de crescimento de 5,15% das concessões em 2026. Para as empresas, a expansão projetada é de 6,4%, enquanto o crédito destinado às famílias deve avançar 4%.

Balança comercial deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões

A CNI ainda projeta que o Brasil encerre 2026 com superávit comercial de US$ 77,3 bilhões, resultado quase 30% superior ao registrado em 2025.

As exportações devem alcançar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior, com destaque para a indústria extrativa e para a alta dos preços das commodities. As importações, por sua vez, devem somar US$ 309,4 bilhões, avanço de 6,4%, principalmente em razão do aumento dos preços de combustíveis, lubrificantes e bens de consumo.

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