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IA brasileira e regulação: conheça os planos de Lula para tecnologia

29 October 2026 at 17:28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato não consecutivo no último domingo (25). Em discurso pós-reeleição, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), o petista defendeu a regulação das big techs e a criação de uma inteligência artificial brasileira.

“Iremos ensinar mais matemática e engenharia, porque eu não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa ou americana. Eu quero criar uma brasileira”, afirmou.

As falas de Lula durante o discurso repetem propostas apresentadas no plano de governo para a gestão de 2027-2030.

Especialistas consultados pela CNN Brasil apontaram a soberania digital como um dos destaques das propostas de Lula para a próxima gestão. 

Mas há desafios, que incluem a definição de como desenvolver uma IA nacional, garantir que os investimentos em data centers se traduzam em ganhos mais amplos para o Brasil e conseguir avançar, de fato, com a regulação das big techs.

Inteligência artificial brasileira

O Brasil já tem um Plano Brasileiro de IA (PBIA), que garante o desenvolvimento, a regulação e o uso da tecnologia entre 2024 e 2028. O investimento previsto para o período é de R$ 23 bilhões. O valor será destinado principalmente a empréstimos ao setor privado e gastos e infraestrutura e desenvolvimento de tecnologia.

O plano traz propostas voltadas para a criação de modelos de linguagem avançados em língua portuguesa, com dados nacionais voltados para o fortalecimento da soberania brasileira em IA. 

O PBIA também propõe a capacitação de pessoas em inteligência artificial e o desenvolvimento tecnológico como forma de “promover o protagonismo global do Brasil em IA”.

No plano de governo, Lula também defendeu o desenvolvimento de “modelos de linguagem em português e outras línguas, voltados aos problemas do País, apoiados numa plataforma nacional de dados para treinamento e avaliação”.

Celso Camilo, Doutor em IA e professor da Universidade Federal de Goiás, avalia que o plano de Lula em relação à inteligência artificial não trouxe novas propostas em relação ao PBIA. O desafio será a velocidade de implementação das medidas.

“Não priorizar o desenvolvimento próprio de IA em várias fases da pilha tecnológica é continuar dependendo fortemente de commodities e ter menos soberania. O presidente e equipe tem o desafio de acelerar a implementação do plano e dar a devida prioridade a Ciência, Tecnologia e Inovação. Menos plano e mais execução acelerada”, afirma.

Camilo acredita que essas propostas são viáveis — e até “tímidas”, considerando a competição internacional. 

Já JB Queiroz Filho, especialista em transformação digital, avalia que a ambição de ampliar a capacidade brasileira de desenvolver e usar soluções próprias é uma questão central do plano.

Para chegar nesse objetivo, segundo ele, o País precisa ampliar a qualificação profissional, melhorar o acesso a dados de qualidade, fortalecer pesquisas e criar condições para que empresas incorporem a tecnologia aos seus processos.

No entanto, defende que o Brasil, em vez de tentar dominar a tecnologias, deve identificar onde possui condições reais de ter uma vantagem competitiva.

“O Brasil precisa identificar em quais áreas vale a pena desenvolver tecnologia própria, onde faz mais sentido utilizar soluções internacionais. O objetivo não deve ser apenas ampliar a presença física da tecnologia no país, mas aumentar a capacidade brasileira de gerar valor a partir dela”, afirma.

Data centers

O plano de governo prevê o desenvolvimento de um ecossistema nacional de tecnologia digital, que vai desde a cadeia de data centers até os serviços de nuvem.

No entanto, propõe que a expansão seja acompanhada de proteções socioambientais e que os investimentos no País sejam acompanhados de ganhos para o mercado brasileiro.

Vamos assegurar que a expansão de data centers e infraestruturas de inteligência artificial seja acompanhada de salvaguardas socioambientais obrigatórias, exigindo eficiência energética, utilização progressiva de fontes 100% renováveis e avaliação de impactos sobre o sistema elétrico, hídrico e populações locais. Além disso, a instalação dos data centers em solo brasileiro deve prever contrapartidas de conteúdo local e capacidade computacional para o mercado interno.

Priscila Gonsales, Mestre em Inteligência Artificial, Educação e Complexidade pela PUC-SP, destacou o reconhecimento, por parte do plano de governo, da tecnologia como infraestrutura estratégica, em vez de apenas uma ferramenta. Isso inclui não apenas a conectividade, mas o ecossistema completo, que envolve data centers, cabeamento e satélites, em alguns casos.

“Ao pensar em soberania digital, é importante um país ter controle da sua infraestrutura”, afirma.

No entanto, Gonsales aponta que a postura brasileira precisa ser rígida nesse sentido.

“Não adianta só dar descontos em relação ao imposto para atrair data centers estrangeiros, sem que haja um plano hídrico, energético, transparente, com a participação das comunidades desses territórios”, defende.

JB Queiroz destaca a tentativa de Lula de posicionar a tecnologia como componente da estratégia de desenvolvimento econômico, com a construção de infraestrutura computacional.

Para ele, a instalação de data centers gera investimentos e amplia a capacidade de processamento no País, mas, sozinha, não garante que as empresas brasileiras desenvolvam mais tecnologia ou tenham acesso a serviços a custos menores.

JB ainda afirma que o desafio é encontrar o equilíbrio entre atrair capital e assegurar retorno econômico e tecnológico para o país… mas que isso exige uma visão de longo prazo, que vai além apenas do plano de Lula.

“A construção de capacidade tecnológica depende de formação de profissionais, pesquisa, investimento empresarial, acesso a mercados e continuidade das políticas. São fatores que não se consolidam necessariamente dentro de um único mandato”, defende.

Regulação das big techs

Segundo Priscila Gonsales, o assunto da soberania digital se fortaleceu na pandemia de Covid-19, a partir de 2020, quando o Brasil percebeu seu grau de dependência das plataformas estrangeiras.

Nas eleições deste ano, o assunto também veio à tona. 

Desde o início do período eleitoral, a coligação liderada pelo PT e adversários do presidente, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusaram a Meta de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros. 

Na última semana da corrida eleitoral, a big tech voltou ao centro do debate e admitiu “falhas recorrentes” no controle do conteúdo. No discurso pós-reeleição, o presidente afirmou que “não podemos ter empresas monstruosas tentando direcionar o resultado eleitoral do país”.

Para a especialista, o próprio movimento nas redes sociais em prol da reeleição de Lula demonstrou como os usuários efetivam o poder das big techs no país. Mesmo assim, ela defende que não estejamos presos a isso.

“Isso [movimentação pelas redes] precisa chamar para que a gente ocupe outros espaços, e não crie essa dependência social de comunicação só pelas mídias digitais. O governo pode pegar essa bandeira e começar ele mesmo a fazer essas ocupações”, afirma.

No plano de governo, a proposta é a “regulamentação das plataformas de jogos e dos ambientes digitais”, sem mais detalhes.

O governo já colocou em vigor, em março deste ano, o ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente), que impôs normas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Uma regulação mais ampla das big techs, no entanto, ainda está em tramitação no Congresso. O PL 4.675/2025 foca na dimensão econômica e na defesa da concorrência das plataformas digitais, incluindo critérios de transparência de ranqueamento de conteúdos, exibição de ofertas e favorecimento de serviços próprios.

O projeto, apresentado à Câmara dos Deputados em setembro do ano passado, ainda aguarda despacho por parte do presidente da Câmara.

Priscila Gonsales afirma que a regulação das plataformas é uma pauta antiga, que não avança no Congresso. Para ela, a situação fica ainda mais difícil com a configuração da Casa a partir do ano que vem, que não deve pautar o assunto.

Gonsales, porém, destaca a importância do projeto em assegurar a soberania brasileira.

“Acaba sendo uma prática de extrativismo de dados. Nós, Brasil, estamos sendo colonizados digitalmente por essas plataformas”, diz.

Quem controla a IA? A Anthropic tem um plano a longo prazo

28 October 2026 at 07:10

Poucas empresas de capital aberto afirmam ter o futuro da humanidade em jogo enquanto tomam decisões corriqueiras sobre a composição de seu conselho.

Não é o caso da Anthropic. Tendo alertado que sua inteligência artificial poderia um dia curar o câncer ou matar até 8 bilhões de pessoas, a Anthropic estabeleceu um plano complexo sobre quem poderá governar a empresa à medida que sua tecnologia avança rapidamente, conforme revelou seu pedido de IPO na segunda-feira.

A expectativa é que a startup seja avaliada em US$ 1,5 trilhão, o que a tornaria a empresa de benefício público mais valiosa do mundo. Segundo a legislação de Delaware, essa estrutura exige que o laboratório de IA equilibre os interesses dos investidores com a promoção de um bem maior.

Mais do que detalhes técnicos, a estrutura da Anthropic pode ter grandes implicações para investidores e para o público que adota cada vez mais a IA da empresa sediada em São Francisco. Os detalhes mostram como a desenvolvedora se isolou da pressão dos investidores para poder seguir o que considera ser o melhor para a humanidade.

A Anthropic concedeu 50,1% do poder de voto em determinadas questões aos seus sete cofundadores, que, segundo o documento, estão “distintamente capacitados para serem gestores da nossa missão”, conforme relatado anteriormente pela Reuters.

Embora um fundo independente controle a maioria das cadeiras do conselho, o poder de voto dos cofundadores se estenderá às eleições dos demais diretores e às propostas dos acionistas em geral.

O documento apresentado na segunda-feira revelou ainda mais complexidades na gestão de um negócio que a Anthropic espera que sobreviva à equipe unida que o criou.

Assim que a maioria dos cofundadores deixar o cargo e suas ações com direito a voto múltiplo “Classe F” forem vendidas, o conselho da Anthropic se dividirá em três grupos de tamanho semelhante, com mandatos de três anos.

Ao adotar um sistema de reeleição de diretores semelhante ao do Senado dos EUA, a Anthropic adotou uma estrutura que já foi popular como forma de impedir aquisições hostis. A empresa há muito expressa preocupação com os riscos de a IA cair em mãos autoritárias ou nefastas.

Essa estrutura também contraria algumas tendências de governança corporativa. Neste século, as principais empresas americanas passaram a eleger todos os seus diretores anualmente, se tornando mais receptivas às demandas dos acionistas em áreas como remuneração de executivos ou estratégia.

A Anthropic se recusou a comentar.

Flexibilidade a longo prazo

Além do seu conselho administrativo, a Anthropic possui outro órgão de governança com seu próprio conjunto de regras: seu fundo fiduciário de benefícios de longo prazo.

Atualmente presidido pelo líder global em saúde Neil “Buddy” Shah, o fundo controla uma classe especial de ações chamada “Classe T”, que lhe permite eleger a maioria do conselho da Anthropic. A desenvolvedora também já considerou o que aconteceria se essas ações deixassem de existir.

O objetivo de tais eventualidades é “preservar a flexibilidade a longo prazo caso as circunstâncias mudem”, afirmou a empresa em seu documento. Mesmo que alguém não vinculado à missão da Anthropic de beneficiar a humanidade adquira suas ações Classe T, a estrutura exigiria que os diretores seguissem “disposições relacionadas ao nosso propósito de benefício público”.

Em última análise, o poder do fundo sobre o conselho faz da Anthropic uma “empresa controlada” segundo as regras da Nasdaq, se isentando de cumprir alguns requisitos típicos, como ter um comitê independente de nomeação e governança corporativa. A Anthropic está usando essa isenção para colocar Daniela Amodei, presidente e irmã do CEO Dario Amodei, nesse comitê.

Os líderes no comando da Anthropic

A Anthropic também criou um comitê de segurança e risco em seu conselho, atualmente composto pelo CEO da Novartis, Vas Narasimhan, e pelo ex-funcionário da Casa Branca de Trump, Chris Liddell. O bilionário Reed Hastings, cofundador da Netflix, é o atual diretor independente principal da Anthropic.

Ainda assim, os sete cofundadores da Anthropic — incluindo os irmãos Amodei — permanecem no centro da governança num futuro próximo. Isso se deve, em parte, à existência de uma entidade chamada “Founder LLC”, que, depois do fundo fiduciário, terá a maior influência nas eleições do conselho.

Apple vai consertar iPhones Duo com telas quebradas

27 October 2026 at 15:17

Dias após lançar seu primeiro iPhone dobrável, a Apple reconheceu na segunda-feira (26) que alguns dos dispositivos apresentam problemas na tela e se comprometeu a substituí-las.

A empresa começou a enviar o iPhone Duo na semana passada, com clientes em todo o mundo formando filas para garantir o estoque limitado após os pedidos iniciais online esgotarem em minutos. Analistas afirmaram que a Apple provavelmente enfrentará restrições de fornecimento porque o modelo, que se desdobra como um passaporte, é complexo de fabricar.

Durante o fim de semana, publicações nas redes sociais mostraram o iPhone Duo com rachaduras e linhas na tela interna, ao longo da dobradiça central onde o celular se dobra.

A Apple reconheceu os problemas, afirmando que as unidades afetadas tendem a apresentar o problema rapidamente.

“Estamos cientes de um problema que afeta a tela interna de um pequeno número de unidades do iPhone Duo”, disse a Apple em comunicado. “Se os usuários estiverem enfrentando problemas com a tela do iPhone Duo, devem entrar em contato com o AppleCare para obter uma substituição”.

A companhia não revelou o que poderia estar causando o problema.

iPhone Duo recebeu relatos de telas quebradas

A iFixit, empresa que publica relatórios de desmontagem de dispositivos eletrônicos juntamente com guias sobre como repará-los, afirmou ter usado imagens da desmontagem, patentes e tomografias computadorizadas para construir uma simulação 3D da dobradiça do iPhone Duo, que foi comparada com os locais de danos relatados.

A iFixit afirmou que suas simulações encontraram os danos relatados concentrados logo abaixo de onde um cabo da tela passa por baixo dela, perto de uma barra de suporte central. Essa barra pode não estar se afastando o suficiente da tela quando o telefone é dobrado, “criando um pequeno ponto de tensão próximo ao local da quebra relatada”, disse a empresa.

A Apple não comentou imediatamente as conclusões da iFixit, que também afirmaram que o iPhone Duo é o telefone dobrável mais fácil de reparar entre os que testaram.

Francisco Jeronimo, vice-presidente da empresa de pesquisa de mercado IDC, afirmou que a oferta de substituição rápida da Apple foi o “primeiro passo certo” para responder aos problemas.

“Todos nos lembramos de quando a Samsung enfrentou problemas com o Galaxy Fold original em 2019, mas isso também mostrou que uma resposta rápida e transparente pode conter os danos a uma categoria”, disse Jeronimo.

Apple anuncia MacBook Pro e iMac com IA mais rápida; veja preços no Brasil

27 October 2026 at 15:06

A Apple anunciou nesta terça-feira (27) um novo MacBook Pro e um iMac de 14 polegadas equipados com seu mais recente chip M6. A empresa promete desempenho mais rápido para executar tarefas de IA diretamente nos dispositivos.

O MacBook Pro de 14 polegadas tem preço inicial de US$ 1.999, enquanto o iMac começa em US$ 1.499.

No Brasil, o MacBook varia entre R$ 24.999 (14 polegadas) e R$ 37.999 (16 polegadas). Já o iMac sairá por a partir de R$ 17.999.

Os clientes poderão pré-encomendar os dois produtos a partir de quarta-feira em 35 países e regiões, incluindo os EUA, com disponibilidade a partir de 6 de novembro. A disponibilidade no Brasil ainda não foi anunciada.

Novo processador e mais IA

A Apple afirmou que o MacBook Pro com processador M6 oferece gráficos até 30% mais rápidos e desempenho de IA até 25% mais rápido do que seu antecessor com M5, além de até 24 horas de duração da bateria, a maior já vista em um Mac.

O novo iMac oferece desempenho de IA no próprio dispositivo até cinco vezes mais rápido do que o modelo M4 anterior, afirmou a Apple.

Os lançamentos acontecem um dia antes do evento “Pro and Tell” da Apple, que acontecerá em Los Angeles no dia 28 de outubro e, segundo a Bloomberg News, deverá apresentar o primeiro MacBook Pro com tela sensível ao toque da Apple.

*Com informações da Reuters

Na China, a bolha da IA ​​já estourou

27 October 2026 at 14:51

Enquanto as ações de tecnologia globais oscilam, na China elas já despencaram, com as altas avaliações caindo devido a preocupações com a demanda por inteligência artificial e restrições às exportações chinesas.

O colapso fez com que o índice STAR50 da China continental, de IA e semicondutores, afundasse 40% em menos de quatro meses, evaporando cerca de US$ 480 bilhões em valor de mercado. É um mau presságio para os instáveis ​​mercados mundiais e um obstáculo aos esforços da China para incentivar seus poupadores a investir em ações para financiar o boom da IA.

A crise também freou uma alta que durava dois anos, desde que as promessas de estímulo econômico impulsionaram as ações. Também interrompeu o esforço de Pequim para romper com um longo padrão de ciclos de expansão e recessão, e impulsionar um mercado de “alta lenta” que ofereça desempenho consistente.

O índice geral de ações de primeira linha da China caiu cerca de 20% em relação às máximas atingidas em junho.

“O mercado de ações evoluiu posteriormente para uma especulação desenfreada e desenfreada”, disse Dong Baozhen, gestor de fundos baseado em Pequim. “E agora vemos a bolha estourar”.

A reversão reflete uma alta que atingiu patamares mais altos do que os mercados no Ocidente ou em outras partes da Ásia, e se compara a uma mera oscilação nas ações de IA dos EUA, que lideraram uma queda de 6% no Nasdaq, de um recorde histórico alcançado há três semanas.

Não houve nenhum fator óbvio que desencadeasse as vendas na China, embora os comerciantes tenham afirmado que os preços elevados, os impostos e a ameaça de os EUA ou outras nações proibirem equipamentos chineses em data centers contribuíram para esse cenário.

Com as ações de inteligência artificial representando 42% da capitalização de mercado da China e 57% do volume de negócios das ações A listadas na China continental e das ações H de Hong Kong, de acordo com o Goldman Sachs, poucos em um mercado dominado por pequenos investidores escaparam das perdas.

Os favoritos do varejo

As ações da fabricante de robôs Unitree — com excesso de inscrições de 8.000 vezes por compradores de varejo na abertura de capital —, viram seu valor cair pela metade desde que começaram a ser negociadas em agosto, assim como as da fabricante de chips CXMT, que perdeu mais de um quarto do seu valor no último mês.

As fabricantes de chips MetaX Integrated Circuits e Moore Threads Technology, que registraram altas de 700% e 400% respectivamente em suas estreias no mercado no ano passado, também tiveram seu valor reduzido pela metade desde julho.

Chen Wensheng, um pequeno empresário e investidor da província de Hainan, no sul da China, disse que entrou na onda da alta encorajado pelo que ele considerava apoio oficial a empresas como a Unitree, que tinha fundos estatais entre seus investidores. Mas Chen e seus amigos agora estão sofrendo com as perdas.

A frustração com o desfecho desastroso de um investimento apoiado por Pequim levou muitos investidores a buscarem ativos defensivos e provavelmente desacelerará a captação de recursos por meio de ações de empresas de tecnologia.

Ações das fabricantes de componentes ópticos Zhongji Innolight e Eoptolink Technology caíram cerca de 60% em relação aos picos de junho e julho, em parte devido aos avanços de Washington na proibição do fornecimento de energia para data centers nos EUA para essas empresas, que antes eram as queridinhas do mercado.

Com o índice STAR50 ainda em torno de 100 vezes o lucro dos últimos 12 meses, embora abaixo da máxima de quase 250, os investidores comparam com o múltiplo de 30 do Nasdaq 100 e temem que a queda possa piorar antes de melhorar.

“O que está acontecendo agora vai impedir que muitas empresas abram capital”, disse Hong Hao, sócio-gerente e diretor de investimentos da Lotus Asset Management em Hong Kong.

Todas as bolhas inevitavelmente estouram

A euforia e suas consequências contrastam com os esforços das autoridades para melhorar os retornos e reduzir a volatilidade, reprimindo a alavancagem e as negociações de alta frequência. Investidores apoiados pelo Estado venderam durante as altas para conter os ganhos.

A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) não respondeu imediatamente às perguntas enviadas por fax pela Reuters na semana passada.

O presidente da CRSC, Wu Qing, reuniu-se com participantes do mercado no início deste mês para ouvir sugestões sobre como melhorar os mercados de capitais, informou o órgão regulador em seu site. Alguns membros da comunidade de investimentos afirmam que o boom tem sido prejudicial à estrutura do mercado.

“Dar ênfase excessiva ao ‘conteúdo tecnológico’ — ou seja, à ponderação das empresas de tecnologia pelo valor de mercado nos principais índices — leva a um desvio, até mesmo a uma distorção, no comportamento do capital”, disse Leo Wang, sócio da Qianchuang Capital, com sede em Pequim.

“Isso criou uma bolha severa em certos setores e um sério prejuízo para outros”.

Alguns veem valor na queda das ações, afirmando que ela não é surpreendente nem prejudicial às reformas de mercado voltadas para o longo prazo e que ganharam força no aumento dos retornos, principalmente da renda, nos últimos anos.

Embora tenham sido vendedores nos últimos três meses, os fundos asiáticos em geral estão com uma exposição excessiva à China, de acordo com uma pesquisa do HSBC.

O Goldman Sachs incluiu a Innolight e a CXMT entre dezenas de ações chinesas de IA em uma lista de recomendações reformulada, publicada no início deste mês, e o estrategista da BNP Paribas Securities, William Bratton, afirmou que o mercado oferece oportunidades de compra para investidores cautelosos.

Ainda assim, no continente, muitos estão de olho em outros setores ou em avaliações ainda mais baixas antes de se tornarem compradores.

“Assim como todos os outros fabricantes chineses, (os fabricantes de chips e fornecedores de IA) acabarão eventualmente em uma guerra de preços”, disse o gestor de fundos Wang Zhuo, sócio da Shanghai Zhuozhu Investment Management.

“Não há exceção”, disse ele. “Todas as bolhas inevitavelmente estouram”.

Saiba como funciona a rede de celular 5.5G na China

IA da DeepSeek melhora em segurança, mas ainda burla controle humano

27 October 2026 at 14:19

O modelo de IA mais recente da DeepSeek demonstrou controles de segurança mais robustos em testes independentes do que suas versões anteriores. Ainda assim, segundo um grupo chinês de segurança de IA, ele ainda consegue desativar softwares feitos para desligá-lo, explorar falhas de monitoramento e seguir instruções enganosas durante tarefas longas.

A startup DeepSeek é uma das empresas de inteligência artificial mais observadas da China, e seus modelos atraíram atenção global por seu desempenho e custos operacionais relativamente baixos.

A Fangcun AI testou o DeepSeek V4.1 Flash-1017 em 34 avaliações, concebidas para analisar o comportamento de um agente de IA baseado no modelo chinês. Os testes examinaram se o modelo agiria além das instruções do usuário, se burlaria a supervisão humana ou se influenciaria pessoas indevidamente.

As descobertas surgem em meio a preocupações na China e em outros lugares sobre se agentes de IA cada vez mais capazes podem ser mantidos sob controle humano.

O debate tem sido especialmente proeminente nos Estados Unidos, onde alguns pesquisadores alertaram para os riscos existenciais representados por sistemas de IA altamente avançados que podem escapar da supervisão e perseguir objetivos não pretendidos por seus operadores.

O relatório é uma avaliação pública incomum, feita por um grupo chinês, dos controles de segurança de um modelo de IA nacional. A Fangcun, com sede em Pequim, se descreve como uma organização independente de segurança de IA, cujos membros principais são da Universidade Tsinghua.

A Fangcun afirmou que o Flash-1017 V4.1 foi o modelo mais utilizado no OpenRouter, uma plataforma online onde desenvolvedores podem acessar e comparar modelos de IA, na semana seguinte ao seu lançamento em 17 de outubro, processando cerca de 33,6 trilhões de tokens. Tokens são as unidades de texto que os sistemas de IA leem e geram.

Mais seguro que as versões anteriores, mas ainda existem falhas

Fangcun afirmou que o modelo teve um desempenho melhor do que os sistemas DeepSeek V4 anteriores em diversos testes de segurança, incluindo cenários envolvendo chantagem, acesso a ferramentas potencialmente perigosas e instruções explícitas que permitiam seu desligamento.

Mas a organização afirmou que o modelo desativou o software que deveria desligá-lo em 39% dos testes após receber um aviso de que o desligamento era iminente. Esse número caiu para apenas 2% quando instruído explicitamente a permitir o desligamento.

A DeepSeek não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em uma tarefa separada de longa duração, o grupo afirmou que o modelo interrompeu o programa de computador de outro agente de IA para liberar memória, apesar de ter sido instruído a não interferir nele.

“Em fluxos de trabalho paralisados ​​ou com simples avisos de desligamento, o impulso de concluir a tarefa ainda pode se sobrepor à cautela”, escreveram os pesquisadores da Fangcun.

A organização afirmou que a DeepSeek não forneceu financiamento, recursos computacionais gratuitos ou acesso não público ao modelo. O grupo realizou os testes por meio da interface de programação de aplicativos (API) pública da empresa entre 4 e 25 de outubro.

O relatório alertou que o modelo frequentemente parecia reconhecer que estava sendo avaliado, o que significa que seu comportamento nos testes pode não refletir totalmente seu desempenho no uso normal.

IA expôs a fragilidade da internet. O que você pode fazer para se proteger?

27 October 2026 at 07:10

As vulnerabilidades existiam há anos — mais de uma década — mas os pesquisadores só conseguiram entender como os hackers podiam explorá-las com a ajuda da IA.

A vulnerabilidade, chamada P2PShell, afeta uma linguagem de programação que alimenta 70% dos sites do mundo, permitindo que hackers executem código remotamente ou acessem informações armazenadas em servidores. Isso levou os sites a uma corrida contra o tempo para atualizar seus sistemas, com alguns sites governamentais na Europa ficando offline temporariamente na semana passada até que pudessem instalar a correção.

A descoberta é mais um lembrete da fragilidade da infraestrutura da internet. E com a IA potencializando as habilidades tanto de pesquisadores quanto de agentes mal-intencionados para descobrir falhas, provavelmente não será a última vez que uma descoberta como essa será feita.

“Grande parte da internet e da infraestrutura global de TI funciona com tecnologia bastante antiga, ou baseada em sistemas computacionais muito antigos, e que provavelmente apresentam vulnerabilidades semelhantes”, disse Patrick Fussell, chefe global de simulação de adversários da IBM.

Com uma vulnerabilidade como a P2PShell, os usuários têm poucas opções para se proteger. Cabe às organizações, empresas e governos atualizar seus serviços com os patches de segurança mais recentes.

Mas isso reforça a importância de sermos inteligentes em relação aos nossos hábitos digitais. O conselho antigo de manter nossas senhas seguras e desconfiar de e-mails suspeitos é mais importante do que nunca, visto que os hackers estão adquirindo ferramentas mais sofisticadas e usando inteligência artificial para encontrar mais pontos fracos na internet.

Atualize seu software

Não ignore as notificações de atualização de software no seu laptop ou celular. Muitas dessas atualizações incluem correções de segurança críticas, e instalá-las o mais rápido possível reduz o tempo que os hackers têm para explorar vulnerabilidades.

“Os usuários ainda precisam fazer a sua parte, instalando essas atualizações e mantendo uma boa higiene de segurança para ficarem em uma posição um pouco melhor”, disse Gang Wang, professor associado de ciência da computação na Universidade de Illinois.

A maioria dos smartphones agora oferece suporte a atualizações de software por aproximadamente sete anos após o lançamento. Se você possui um telefone mais antigo, verifique se ele ainda é compatível com as novas versões de software. Você pode encontrar informações sobre compatibilidade de software nos sites da Apple, Google e Samsung.

Fique atento a ataques de phishing

Preste atenção aos URLs dos sites que você visita e aos links em que clica, especialmente se recebeu o link por e-mail ou mensagem de texto alegando ser do seu banco ou operadora de cartão de crédito.

Nunca compartilhe dados pessoais, endereços de e-mail, senhas, informações bancárias ou números de cartão de crédito, a menos que tenha certeza de que o site é legítimo.

A inteligência artificial permitiu que os atacantes criassem ataques de phishing sofisticados, mais difíceis de detectar e que podem não apresentar os principais sinais de alerta de um golpe.

“A maneira tradicional de determinar um ataque de phishing era: ‘Ei, não soava bem. Usava linguagem inadequada. Tinha erros de ortografia e gramática’”, disse Jud Dressler, chefe do centro de operações de risco da empresa de seguros cibernéticos Resilience, à CNN Internacional. “Tudo isso, a IA vai cuidar”.

A IA também pode ajudar os atacantes a realizar pesquisas mais aprofundadas sobre potenciais alvos para criar mensagens mais personalizadas e convincentes, acrescentou Dressler.

A melhor maneira de evitar golpes de phishing é acessar sua conta ou ligar para a empresa ou pessoa de quem você recebeu uma mensagem suspeita, em vez de clicar em links.

Lembre-se também de que empresas menores podem demorar mais para corrigir as vulnerabilidades de seus sistemas em caso de ataque ou violação de dados, em comparação com grandes empresas.

Revise suas senhas

Nunca reutilize senhas. Em vez disso, experimente um gerenciador de senhas que crie senhas longas e exclusivas para todas as suas contas online.

Em resumo: os computadores são melhores que os humanos em criar senhas difíceis de adivinhar.

“Sabemos que os humanos, ao tomarem decisões, tendem a tomar as mesmas decisões que outras pessoas”, disse Rachel Tobac, CEO da empresa de cibersegurança e treinamento SocialProof Security, ao podcast Terms of Service da CNN com Clare Duffy em 2024. “Então, sabe, eles criam uma senha para o trabalho. Ela contém o nome do trabalho. Tem uma letra maiúscula na primeira posição para atender ao requisito de capitalização”.

Tobac recomenda gerenciadores de senhas como Bitwarden, 1Password e Dashlane. O mais importante é verificar se o gerenciador oferece criptografia, o que mantém suas senhas seguras e ilegíveis para hackers.

Outras dicas para se manter seguro online

Use chaves de acesso em vez de senhas: Chaves de acesso são credenciais digitais que permitem que você acesse serviços online usando sua impressão digital, reconhecimento facial ou PIN em vez de uma senha digitada.

Geralmente, acredita-se que as chaves de acesso sejam mais seguras do que as senhas, pois estão vinculadas a dados biométricos armazenados em seu dispositivo, que não podem ser roubados ou falsificados com tanta facilidade. Os sistemas operacionais da Apple, Google e Microsoft são compatíveis com chaves de acesso.

Use a autenticação de dois fatores: Habilite a verificação em duas etapas em qualquer serviço que a ofereça. A autenticação de dois fatores envia um código de acesso por SMS, e-mail ou chamada telefônica como uma camada extra de proteção, além da sua senha. Alguns especialistas preferem geradores de código baseados em aplicativos, como o Google Authenticator, já que as mensagens de texto podem ser vulneráveis ​​a hackers.

Monitore todas as suas contas importantes: Fique de olho em todas as suas contas importantes para detectar alterações suspeitas. Muitas oferecem alertas automáticos por e-mail ou SMS.

Congele seu relatório de crédito: Congelar seu cadastro de crédito nas três principais agências — Experian, TransUnion e Equifax — é uma maneira fácil de impedir que pessoas mal-intencionadas tentem abrir novas contas em seu nome.

Crie uma palavra-código familiar: Se você receber uma ligação ou mensagem suspeita de alguém que parece ser um ente querido pedindo informações, retorne a ligação ou ligue para pessoas próximas a essa pessoa, caso não consiga contatá-la. Uma palavra-código compartilhada entre você e seus familiares pode ajudar a confirmar a identidade da pessoa.

Embora a IA esteja facilitando a execução de campanhas mais avançadas até mesmo para hackers novatos, os criminosos ainda tentarão tirar vantagem dos humanos.

“Ainda é um método de ataque bastante conhecido”, disse Dressler. “Só que agora usa inteligência artificial para torná-lo mais verossímil e mais eficaz”.

Brasileiro desenvolve ferramenta que detecta e previne ataque hacker

Detentora dos direitos de Elvis Presley processa Anthropic por violação

26 October 2026 at 21:22

A Authentic Brands Group, organização que detém os direitos autorais e de imagem de Elvis Presley, acusa a Anthropic de usar 274 canções do cantor para treinar a inteligência artificial da empresa.

A instituição, a editora musical Raleigh Music Publishing, vários fundos patrimoniais e pelo menos uma pessoa física abriram um processo contra a desenvolvedora.

A ação, protocolado na Califórnia, não é a primeira contra uma companhia de IA. Gravadoras como Sony, Warner Records e Universal, e a Recording Industry Association of America, associação que representa a indústria fonográfica nos Estados Unidos, já abriram processos semelhantes, acusando empresas do setor de violação de direitos autorais.

No documento da ação, aberta na sexta-feira (23), o advogado Richard Busch alega que o Claude, principalmente modelo da Anthropic, foi projetado para usar conteúdo protegido por direitos autorais e gerar conteúdo que infringe esses direitos em “praticamente todas as músicas de todos os catálogos disponíveis na internet”.

“Os autores da ação judicial, que representam Elvis, movem este processo para fazer valer esses direitos exclusivos contra o réu, que construiu todo o seu modelo de negócios com base na violação de direitos autorais em uma escala nunca vista antes”, escreveu Busch no documento.

O processo acusa a Anthropic de utilizar 274 canções de Elvis Presley, incluindo “Can’t Help Falling in Love” e “All Shook Up”. Os detentores dos direitos pedem indenização de US$ 150 mil por faixa violada, ou cerca de US$ 41 milhões.

A ação ainda afirma que, mesmo com mecanismos de proteção para limitar a produção de conteúdos que violam direitos autorais, a Anthropic teria se envolvido “conscientemente” e continuaria a se envolver intencionalmente nesse tipo de violação.

Isso porque grandes modelos de linguagem, como o Claude, são treinados com dados disponíveis na internet. No caso das músicas, a IA aprende sons, letras e expressões que já existem para, em seguida, gerar suas próprias canções.

Em comunicado, a Anthropic afirmou que discorda das acusações e pretende se defender no processo.

 

Reeleito, Lula fala em criar IA brasileira e regular big techs

26 October 2026 at 20:24

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para um quarto mandato não consecutivo no domingo (25), falou na criação de uma inteligência artificial brasileira e em regular as big techs em discurso pós-reeleição, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP).

“Iremos ensinar mais matemática e engenharia, porque eu não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa ou americana. Eu quero criar uma brasileira”, afirmou.

Lula também falou em uma “intromissão vinda de fora através de plataformas digitais”, em alusão ao caso da Meta.

Desde o início do período eleitoral, a coligação liderada pelo PT e adversários do presidente, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), acusaram a Meta de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros. Na última semana da corrida eleitoral, a big tech voltou ao centro do debate, quando surgiram novas denúncias de interferência, cobranças da Justiça eleitoral e a admissão da própria empresa de que há “falhas recorrentes” no controle do conteúdo.

“Não podemos ter empresas monstruosas de grande ganhando milhões e bilhões, não pagando imposto, e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país”, disse Lula a apoiadores na Avenida Paulista.

Lula ainda afirmou que o Brasil é o País com maior potencial energético renovável para trazer data centers para solo nacional. No entanto, defendeu que as infraestruturas deverão armazenar também os dados brasileiros, não apenas o de empresas estrangeiras.

Investimento em IA e data centers fazem parte das propostas de Lula

As falas de Lula durante o discurso repetem pontos que já foram apresentados no plano de governo.

O documento traz medidas relacionadas à soberania digital, com o desenvolvimento de um ecossistema nacional de tecnologia.

Isso inclui supercomputadores desenvolvidos e operados por instituições nacionais, e a expansão de data centers e de outras infraestruturas de IA no país — seja acompanhada de proteções socioambientais, incluindo impactos sobre o sistema elétrico, híbrido e população local.

No plano, Lula também prometeu a criação de um modelo de linguagem em português, voltado para os problemas do país, junto de uma plataforma nacional que forneça os dados de treinamento.

Sobre as plataformas, o plano de governo menciona mecanismos para “assegurar que o ambiente digital esteja submetido às leis brasileiras, proteja os direitos fundamentais e sirva ao interesse público” e a regulamentação das plataformas de jogos e dos ambientes digitais.

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