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IFI pede urgência em anúncio de plano fiscal para ancorar expectativas

29 October 2026 at 14:29

Passado o período eleitoral, a IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado defende que a equipe do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa anunciar “o mais rápido possível” um plano de ajuste fiscal para ancorar as expectativas do mercado.

Na última segunda-feira (26), a bolsa brasileira registrou a maior perda em um dia desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19. Diante o movimento, a B3 precisou acionar o circuit breaker.

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“Nos primeiros dias, após o anúncio do resultado do segundo turno das eleições, houve forte volatilidade nos mercados de capital, cambial e dos juros futuros. O anúncio, o mais rápido possível, de um plano de voo consistente e crível para os próximos quatro anos e de quem estará à frente do Ministério da Fazenda poderá acalmar os agentes econômicos e investidores”, diz o relatório da IFI.

Para 2026, a IFI projeta um déficit primário equivalente a 0,5% do PIB. Para este ano, o governo federal persegue uma meta de superávit primário de 0,25% do PIB.

Já para 2027, a IFI estima um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB. A projeção diverge das estimativas do próprio governo federal, que apontam um superávit efetivo de R$ 18,6 bilhões.

“Sem falar no Pé-de-Meia para o ensino superior e a isenção de tarifa de transporte coletivo nos fins de semana. Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. do PIB”, afirma.

A IFI defende que o ajuste fiscal produza superávits primários necessários para estancar o crescimento da dívida, de modo a criar um ambiente adequado para a queda das taxas de juros e desengessar o orçamento.

A instituição também defende rever o perfil dos gastos, aumentar a eficiência das despesas e ampliar substancialmente os investimentos estratégicos estruturantes, sobretudo na infraestrutura e na inovação tecnológica.

“Ficou bastante claro que a política fiscal é hoje o tema central para desatar os nós e romper os gargalos que aprisionam a economia brasileira no círculo vicioso composto por desequilíbrio fiscal, pressões inflacionárias, juros altos e baixo crescimento”, destaca o documento.

IFI defende anúncio de plano fiscal o quanto antes para ancorar expectativa

29 October 2026 at 14:29

Passado o período eleitoral, a IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado defende que a equipe do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa anunciar “o mais rápido possível” um plano de ajuste fiscal para ancorar as expectativas do mercado.

Na última segunda-feira (26), a bolsa brasileira registrou a maior perda em um dia desde março de 2020, período marcado pelo início da pandemia de Covid-19. Diante o movimento, a B3 precisou acionar o circuit breaker.

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“Nos primeiros dias, após o anúncio do resultado do segundo turno das eleições, houve forte volatilidade nos mercados de capital, cambial e dos juros futuros. O anúncio, o mais rápido possível, de um plano de voo consistente e crível para os próximos quatro anos e de quem estará à frente do Ministério da Fazenda poderá acalmar os agentes econômicos e investidores”, diz o relatório da IFI.

Para 2026, a IFI projeta um déficit primário equivalente a 0,5% do PIB. Para este ano, o governo federal persegue uma meta de superávit primário de 0,25% do PIB.

Já para 2027, a IFI estima um déficit primário efetivo potencial de 1% do PIB. A projeção diverge das estimativas do próprio governo federal, que apontam um superávit efetivo de R$ 18,6 bilhões.

“Sem falar no Pé-de-Meia para o ensino superior e a isenção de tarifa de transporte coletivo nos fins de semana. Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. do PIB”, afirma.

A IFI defende que o ajuste fiscal produza superávits primários necessários para estancar o crescimento da dívida, de modo a criar um ambiente adequado para a queda das taxas de juros e desengessar o orçamento.

A instituição também defende rever o perfil dos gastos, aumentar a eficiência das despesas e ampliar substancialmente os investimentos estratégicos estruturantes, sobretudo na infraestrutura e na inovação tecnológica.

“Ficou bastante claro que a política fiscal é hoje o tema central para desatar os nós e romper os gargalos que aprisionam a economia brasileira no círculo vicioso composto por desequilíbrio fiscal, pressões inflacionárias, juros altos e baixo crescimento”, destaca o documento.

Contas do governo registram superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

29 October 2026 at 12:36

O governo central registrou um superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro. Com isso, o resultado do mês ficou acima da mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontava para um déficit de R$ 7,5 bilhões.

Em setembro de 2025, as contas do governo central haviam registrado um déficit de R$ 14,4 bilhões em valores correntes, isto é, sem correção pela inflação. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (29).

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O desempenho do mês é resultado de um aumento real de 13,6% na receita líquida e de 2,4% nas despesas totais em comparação com setembro de 2025.

O resultado de setembro é o melhor para o mês desde 2023, quando as contas do governo foram superavitárias em R$ 13,4 bilhões (em valores corrigidos pela inflação).

No mês passado, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 31 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 26,2 bilhões.

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o governo central apresentou déficit primário de R$ 90,2 bilhões. No mesmo período de 2025, o déficit era de R$ 100,3 bilhões, em valores correntes, ou seja, sem correção pela inflação.

Endividamento das famílias registra recorde em agosto, mostra Banco Central

29 October 2026 at 12:05

O endividamento das famílias alcançou o maior patamar da série histórica em agosto. No mês, avançou para 50,11%.

O resultado representa uma alta de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,2 ponto percentual em doze meses. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (29).

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Em seu relatório de estatísticas monetárias e de crédito, a autoridade monetária também informou que o comprometimento de renda avançou para 29% em agosto.

Inadimplência

O documento também atualizou os dados de inadimplência de setembro. Depois de registrar um recorde em agosto, a inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional apresentou um recuo no mês passado.

Em setembro, a inadimplência da carteira de crédito total do Sistema Financeiro Nacional alcançou 4,98%. O resultado representa uma leve queda em comparação ao mês anterior, quando a inadimplência avançou para 5,05%.

Nas operações com as empresas, a inadimplência recuou 0,1 p.p. no mês, situando-se em 3,3%.

Também houve um recuo na inadimplência das operações com pessoas físicas. Saiu de 6,04% em agosto para 5,99% em setembro.

BC decreta liquidação extrajudicial da instituição de pagamento MW

29 October 2026 at 10:49

O Banco Central decretou nesta quinta-feira (29) a liquidação extrajudicial da MW Instituição de Pagamento, com sede em Joinville (SC).

Segundo a autoridade monetária, a instituição tem baixa representatividade no Sistema Financeiro Nacional, com menos de 0,0002% do ativo total.

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A decretação da liquidação extrajudicial foi motivada pela constatação de graves violações às normas que disciplinam as instituições integrantes do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) e as atividades da instituição.

“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”, diz o comunicado da autoridade monetária.

Com a liquidação, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis a partir desta quinta-feira (29).

Em seu site, a MW Pay recomendava seus serviços a fintechs, marketplaces, empresas de alto volume e plataformas de tecnologia.

O CNN Money entrou em contato com a MW Pay e aguarda posicionamento.

Reforma tributária: TCU propõe alíquota de 11,3% para CBS em 2027

28 October 2026 at 14:21

O TCU (Tribunal de Contas da União) propôs uma alíquota de referência de 11,3% para CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços) em 2027. O novo imposto foi criado a partir da reforma tributária e irá substituir o PIS e Cofins.

A proposta para CBS é resultante do arredondamento da alíquota calculada de 11,3468%. A Corte de Contas também propôs um redutor de 44,2% para compras da administração pública direta, como autarquias e fundações públicas, inclusive para importações.

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O processo foi relatado pelo ministro Vital do Rêgo. O TCU deliberou sobre o cálculo da alíquota da CBS nesta quarta-feira (28).

“Não se buscou a maior arrecadação possível nem a menor alíquota imaginável, mas o percentual que assegura a equivalência exigida pela Constituição. Esse compromisso traduz a diretriz do cidadão como foco do nosso plano de gestão, pois é o cidadão que suporta a tributação”, disse Vital do Rêgo em seu voto.

Diante da decisão, o tribunal vai encaminhar o cálculo ao Senado Federal. Após receber a proposta, a Casa Legislativa terá até o dia 15 de dezembro para fixar a alíquota por meio de resolução. Se os senadores não fixarem a alíquota dentro desse prazo, prevalecerá o cálculo do TCU e será aplicada a alíquota de 11,3%.

Para preservar a arrecadação pública, o TCU considerou o que o governo arrecada atualmente com os tributos que serão substituídos para definir a alíquota de referência do novo tributo. Segundo o tribunal, a alíquota de referência da CBS é neutra, isto é, não aumenta nem reduz as receitas obtidas por meio de Pis/Cofins.

No PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027, a equipe econômica estima arrecadar R$ 636,8 bilhões com a CBS.

A Receita Federal encaminhou a metodologia de cálculo da alíquota e do redutor ao tribunal. O TCU examinou os 17 módulos enviados pelo Fisco e homologou a metodologia.

A alíquota da CBS será definida anualmente até que a reforma tributária seja implementada integralmente em 2033. Sendo assim, no ano que vem, o TCU vai propor uma nova alíquota para 2028.

Correios conseguem garantia da União para empréstimo de R$ 7 bilhões

28 October 2026 at 10:28

O Ministério da Fazenda autorizou a concessão de garantia do Tesouro Nacional ao novo empréstimo de R$ 7 bilhões solicitado pelos Correios. A decisão foi publicada em Diário Oficial da União desta quarta-feira (28).

A operação de crédito está vinculada ao plano de reestruturação financeira da empresa. O empréstimo foi negociado com quatro bancos privados: Banco ABC Brasil, Banco Citibank, Deutsche Bank e Banco J.P Morgan.

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Como mostrou a CNN Brasil, a operação terá taxa equivalente a 114,26% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). O financiamento terá prazo de 15 anos, com três anos de carência antes do início dos pagamentos.

O plano de reestruturação previa originalmente a captação de até R$ 20 bilhões em crédito para financiar a recuperação financeira da empresa. No fim de 2025, a estatal contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões como a primeira parte desses recursos.

Os recursos do primeiro empréstimo asseguraram a liquidez imediata para normalização do fluxo financeiro, quitação de obrigações em atraso e recuperação da credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.

Plano de reestruturação

O crédito é uma das frentes do plano de reestruturação dos Correios para 2025–2027. Além da captação de recursos, o programa prevê medidas para reduzir despesas, elevar receitas e vender ativos.

Na apresentação do plano, os Correios estimaram uma redução anual de R$ 4,2 bilhões em despesas, aumento de R$ 1,7 bilhão em receitas e obtenção de R$ 1,5 bilhão com venda de imóveis.

Entre as medidas estão ainda o PDV (Programa de Demissão Voluntária), renegociação de contratos e passivos, mudanças no plano de saúde dos funcionários e fechamento de parte das agências.

A necessidade de recursos ocorre em meio à sequência de resultados negativos da empresa. Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, o quarto resultado anual negativo consecutivo desde 2021.

Somente no primeiro semestre de 2026, os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões. O resultado reflete uma alta de 30,36% sobre o resultado negativo de R$ 4,26 bilhões registrado no mesmo período de 2025.

BC prevê novas medidas para proteger consumidor do endividamento

27 October 2026 at 15:51

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse nesta terça-feira (27) que a autoridade monetária deve anunciar novas medidas para proteger os brasileiros do endividamento. O anúncio deve ocorrer ainda em 2026.

“A gente pretende anunciar medidas adicionais ainda neste ano. As medidas que publicamos agora atendem as pessoas do ponto de vista da oferta ativa que possa fazer de crédito. Há uma preocupação com as pessoas que já entraram no rotativo e que estão pagando juros do cartão e com as pessoas que estão com um nível de atraso significativo”, declarou o presidente.

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Na semana passada, o Banco Central aprovou três novas medidas para ampliar a proteção dos consumidores do endividamento. As resoluções contemplam ações contra ofertas inadequadas ou abusivas e maior transparência antes da contratação de operações de crédito.

  • Ampliamento do controle sobre propagandas e ofertas ativas de crédito que clientes recebem: o BC determinou que as instituições deverão oferecer um mecanismo claro para o bloqueio de propagandas. A proteção ainda será reforçada para clientes em situação de vulnerabilidade financeira ou risco de endividamento excessivo, de modo que ofertas de crédito dependerão de autorização “prévia, específica e inequívoca” e deverão tratar da melhora de suas condições financeiras, seja via renegociações, portabilidade ou migração para produtos mais vantajosos, sem oferta de novos recursos. A medida não barra o cliente de pesquisar e contratar produtos financeiros por conta própria;
  • Oferta pelas instituições de um Painel de Dívidas Consolidadas ao cliente: a ferramenta deverá reunir informações sobre as operações de crédito do cliente e ampliará a transparência sobre o nível de endividamento e o comprometimento da capacidade de pagamento. Antes de o consumidor realizar novas contratações, as instituições deverão apresentar também simulações de custos e impacto financeiro, além de emitir alertas em situações de maior risco. Disponibilizado no aplicativo de cada banco, a ideia é que o painel eventualmente englobe os dados do cliente em todas as instituições que têm conta, através do Open Finance;
  • Novas regras para a oferta de crédito durante a iniciação de transações Pix, com maior proteção e transparência: as instituições deverão disponibilizar informações e ferramentas como simulador de crédito e ambiente para consulta das operações contratadas. A oferta de crédito dependerá de consentimento prévio e específico do usuário, com intervalo mínimo de 24 horas entre a habilitação e a primeira oferta. A regulamentação também estabelece restrições para determinadas modalidades do Pix e regras para devoluções relacionadas a operações de crédito.

A resolução sobre propagandas e oferta ativa de crédito entra em vigor no dia 31 de março de 2027. As demais, em 1º de julho.

Um mapeamento realizado pelo próprio Banco Central verificou um aumento no endividamento e na inadimplência das famílias. O Relatório de Estabilidade Financeira divulgado nesta terça-feira (27) aponta a existência de 20,3 milhões de endividados de risco em junho, alta de 75% em relação ao mesmo período de 2021.

Galípolo nega que esteja sendo cotado para assumir Fazenda

27 October 2026 at 15:07

O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, afastou os rumores de que pode deixar o comando da autoridade monetária para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração ocorreu em coletiva nesta terça-feira (27) para comentar o Relatório de Estabilidade Financeira.

“Não existe eu estar sendo cotado. Nada disso relativo à Fazenda. Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que o que eu estou. Adoro meu emprego. Meu mandato vai até o final de 2028. Estou muito contente e feliz aqui”, declarou Galípolo.

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O mandato de Gabriel Galípolo como presidente do Banco Central tem duração prevista de 4 anos, de 1º de janeiro de 2025  a 31 de dezembro de 2028.

Governador cotado

Como mostrou a CNN Brasil, o nome do governador do Piauí, Rafael Fonteles, despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Ele foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.

A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

BC: Incidentes cibernéticos sobem para 99 até setembro e já superam 2025

27 October 2026 at 14:47

O BC (Banco Central) informou ter registrado 99 incidentes cibernéticos até setembro, um aumento em relação aos anos anteriores. Em 2025, foram 76 casos e, em 2024, 59 episódios.

A autoridade monetária divulgou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026. No documento, o Banco Central disse que não há risco relevante para a estabilidade financeira.

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“Os incidentes cibernéticos causaram perdas relevantes em casos específicos, mas não comprometeram o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional”, afirma o documento.

Dos 99 incidentes registrados no período, 68 foram classificados como fraude. No ano passado, haviam sido registradas 39 fraudes entre 76 incidentes.

“As fraudes representam 73% dos incidentes, evidenciando vulnerabilidades relacionadas a gestão de terceiros, credenciais privilegiadas e Application Programming Interface (API)”, diz.

O Banco Central atribuiu o avanço dos incidentes à crescente digitalização dos serviços financeiros e da ampliação da interconectividade entre os participantes do Sistema Financeiro Nacional. Segundo a autoridade monetária, a evolução dos registros também é justificada pelo fortalecimento dos mecanismos de monitoramento, detecção e reporte implementados pelas instituições supervisionadas e pelo BC.

Na avaliação do Banco Central, os incidentes recentes evidenciaram elevado grau de conhecimento dos grupos criminosos sobre a operação do Sistema Financeiro Nacional.

“As táticas, as técnicas e os procedimentos verificados demonstraram conhecimento sobre a estrutura de mensageria do Sistema de Pagamentos Brasileiro, a operação de contas mantidas para fins de liquidação, os processos internos das instituições e a arquitetura das soluções tecnológicas utilizadas”, diz o relatório do BC.

Em diversos incidentes cibernéticos, observou-se a combinação de comprometimento de ambientes computacionais, a obtenção ou utilização indevida de credenciais válidas, a elevação de privilégios e a automação de transações fraudulentas.

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