Abrir a torneira e encontrar uma água aparentemente branca ou leitosa pode levantar dúvidas sobre se existe algum problema com aquilo que vai beber. No entanto, esta alteração visual pode ter uma explicação bastante simples e não significa necessariamente que a água esteja imprópria para consumo.
O aspeto esbranquiçado resulta normalmente da presença de ar dissolvido na água, que origina numerosas microbolhas, segundo esclarece a EPAL. Trata-se de uma situação passageira que, nas condições descritas pela entidade, não altera a qualidade da água.
Microbolhas são responsáveis pela cor branca
Quando a pressão existente nas tubagens ou nos reservatórios sofre oscilações, o ar dissolvido pode formar pequenas bolhas. Como são muito numerosas e de reduzida dimensão, fazem com que a água pareça branca logo depois de sair da torneira.
Não se trata, portanto, de uma substância branca misturada na água. O efeito visual é provocado pelo ar e tende a desaparecer pouco depois, à medida que as microbolhas se libertam.
Copo transparente permite fazer a experiência
A própria EPAL sugere uma forma simples de observar o fenómeno. Basta encher um copo ou um jarro transparente e deixar a água repousar durante alguns instantes.
À medida que as bolhas desaparecem, a água volta progressivamente a apresentar um aspeto límpido. Esta mudança ajuda a perceber que a tonalidade inicial estava relacionada com o ar presente na água e não com uma alteração permanente da sua cor.
Ruídos nas canalizações podem ter a mesma origem
O ar também pode explicar outro comportamento ocasional das torneiras. Depois de uma interrupção no abastecimento ou de um período prolongado sem utilização, como durante umas férias, podem ouvir-se ruídos nas canalizações.
Nessas circunstâncias, a água também pode sair de forma irregular, aos chamados “jorros”. Segundo a mesma entidade, a presença de ar nas tubagens está novamente na origem do fenómeno, sendo aconselhado deixar correr a água durante alguns minutos.
Cheiro a cloro tem uma explicação diferente
Já um eventual cheiro ou sabor a cloro não está relacionado com as microbolhas. O cloro é utilizado durante o tratamento da água para preservar a sua qualidade microbiológica ao longo do percurso entre as estações de tratamento, a rede de distribuição e as torneiras.
Quando esse cheiro ou sabor se torna percetível, a EPAL recomenda deixar a água repousar durante alguns minutos. A entidade explica que o cloro é utilizado em doses reduzidas, destinadas a manter a proteção microbiológica durante a distribuição.
Canalizações também podem alterar algumas características
Nem todas as alterações observadas na água têm origem na rede pública. A idade e o estado de conservação das canalizações existentes dentro dos edifícios, bem como de eventuais equipamentos hidropressores, podem influenciar características como a cor, o cheiro ou o sabor.
A temperatura também pode mudar a perceção do sabor, sendo a água fresca geralmente mais agradável ao paladar. Assim, quando a água sai branca da torneira e recupera rapidamente a transparência depois de repousar, a explicação indicada pela EPAL é a presença temporária de microbolhas de ar, fenómeno que não afeta, de forma individual, a qualidade da água.
Portugal não é propriamente conhecido como produtor de café, mas há um recanto do arquipélago dos Açores onde os cafezeiros encontraram condições para crescer. Trata-se da Fajã dos Vimes, na ilha de São Jorge, onde o grão é cultivado, colhido e transformado localmente, num caso pouco habitual no contexto europeu.
Segundo o portal do Turismo dos Açores, a explicação encontra-se no microclima existente em algumas fajãs de São Jorge. Estas condições permitiram desenvolver culturas agrícolas pouco comuns nesta latitude, entre as quais os cafezeiros da Fajã dos Vimes, cujo café é descrito pela entidade como tendo sabor e aroma intensos.
Arribas ajudam a criar um clima diferente
As fajãs são pequenas superfícies relativamente planas existentes junto ao mar, formadas por escoadas de lava ou pela acumulação de materiais provenientes de desabamentos. Em São Jorge existem mais de 40 e representam uma das características mais marcantes da paisagem da ilha.
No caso das fajãs formadas junto a grandes arribas, a própria configuração do terreno pode criar condições diferentes das que se encontram nas zonas altas. Um guia oficial do Visit Azores explica que estes locais ficam protegidos pelas falésias e apresentam frequentemente um clima mais ameno, favorável até ao cultivo de espécies de caráter mais tropical.
Café chega a ser produzido para consumo local
É precisamente isso que acontece na Fajã dos Vimes. As condições microclimáticas permitem manter plantações de café destinadas ao consumo local, uma particularidade que se tornou uma das imagens de marca deste ponto da costa sul de São Jorge.
Os grãos utilizados são colhidos na própria fajã. O portal do Turismo dos Açores considera mesmo estas plantações uma das “raridades agrícolas” proporcionadas pelo microclima e classifica a existência de cafezeiros neste território como um caso raro na Europa.
Solo fértil também ajuda a explicar o fenómeno
O clima não é a única característica favorável. A Fajã dos Vimes situa-se na costa sul de São Jorge, na freguesia da Ribeira Seca, concelho da Calheta, e apresenta terrenos descritos pelas entidades regionais como férteis e adequados a diferentes culturas agrícolas.
O portal ambiental SIARAM, dos Açores, refere especificamente a combinação de clima ameno e solo fértil, indicando o café entre as culturas existentes no local. Três linhas de água chegam ainda a esta fajã, onde existe também uma nascente de água mineral gaseificada.
Ilha tem mais de 40 fajãs junto ao mar
O cenário é muito diferente das grandes regiões produtoras de café associadas ao Brasil ou à Colômbia. São Jorge mede cerca de 54 quilómetros de comprimento e apenas 6,9 quilómetros na sua largura máxima, sendo atravessada por uma cordilheira central que contrasta com uma costa alta e recortada.
As fajãs aparecem junto à base dessas arribas e algumas têm acessos exclusivamente pedestres. Entre as mais conhecidas encontram-se a Caldeira de Santo Cristo, associada às amêijoas, a Fajã dos Cubres, com a sua lagoa, e a Fajã do Ouvidor, procurada pelas piscinas naturais.
Fajã dos Vimes guarda outra tradição
O café não é, contudo, a única particularidade deste pequeno território. Na Fajã dos Vimes mantém-se também a produção de colchas em antigos teares de madeira, tradição que continua associada ao artesanato de São Jorge.
É assim entre as arribas da costa sul açoriana, longe das regiões tropicais normalmente relacionadas com esta cultura, que os cafezeiros encontraram um pequeno espaço para prosperar. O abrigo proporcionado pelo relevo, um microclima mais ameno e os solos férteis ajudam a explicar por que razão na Fajã dos Vimes é possível colher e beber café produzido em território português.
Há uma localidade no Algarve onde o barro retirado dos próprios terrenos continua a ser utilizado para fabricar telhas, tijolos e ladrilhos através de métodos tradicionais. Numa altura em que grande parte dos materiais de construção é produzida industrialmente, esta atividade artesanal mantém-se ligada às características naturais da região e ao conhecimento dos seus habitantes.
A tradição continua presente em Santa Catarina da Fonte do Bispo, uma freguesia do concelho de Tavira, situada entre o barrocal e a serra algarvia. De acordo com o portal do Município de Tavira, a produção de cerâmica artesanal constitui uma das atividades características da localidade, onde a composição dos solos favoreceu o desenvolvimento deste ofício.
Segredo está no barro retirado da própria região
A existência de terrenos argilosos e calcários ajuda a explicar a ligação de Santa Catarina da Fonte do Bispo à indústria cerâmica. É precisamente desta terra que se extrai o barro utilizado na produção de diferentes materiais, permitindo aproveitar uma matéria-prima disponível na região sem depender exclusivamente de recursos provenientes de outros locais.
Segundo a mesma fonte, os telheiros da freguesia continuam a produzir ladrilhos, telhas artesanais e os chamados tijolos de burro. Entre as peças fabricadas encontram-se elementos de inspiração mourisca, cuja confeção permanece essencialmente manual, mantendo técnicas associadas à construção tradicional e à identidade arquitetónica algarvia.
Associação ajuda a preservar esta atividade
A produção artesanal está associada ao trabalho desenvolvido pela Associação de Telheiros Artesanais, entidade referida pelo Município de Tavira como responsável pela continuidade desta atividade histórica. O fabrico dos materiais mantém uma ligação às técnicas tradicionais, num processo em que o trabalho manual continua a desempenhar um papel importante.
A autarquia destaca ainda a procura por materiais de construção com características ecológicas e valor estético, fatores que contribuem para manter a relevância dos produtos fabricados na freguesia. Assim, as telhas e os tijolos tradicionais continuam a ter utilização na construção, preservando simultaneamente uma atividade ligada ao património local.
Paisagem também explica as tradições da freguesia
Santa Catarina da Fonte do Bispo ocupa uma área de 11.920 hectares, distribuída entre o barrocal e a serra. Além da cerâmica, a economia local está historicamente associada à agricultura, à pecuária, ao artesanato e ao turismo rural, atividades que refletem as características naturais deste território do interior algarvio.
A paisagem apresenta amendoeiras, alfarrobeiras e sobreiros, além de terrenos utilizados para diferentes culturas agrícolas. A produção de aguardentes, licores e medronho também integra as tradições locais, numa zona onde a diversidade do solo e da vegetação influenciou as atividades desenvolvidas pela população.
Há outros espaços que preservam a história da localidade
Quem visita Santa Catarina da Fonte do Bispo pode ainda conhecer a cooperativa agrícola da freguesia, que conserva um antigo lagar industrial. O espaço permite descobrir aspetos relacionados com a produção tradicional de azeite, incluindo utensílios utilizados e diferentes etapas do processo, contando também com uma loja dedicada aos produtos regionais.
Outro dos edifícios de interesse é a Igreja Paroquial de Santa Catarina da Fonte do Bispo, cuja construção começou na primeira metade do século XVI. O templo conserva elementos associados às arquiteturas manuelina e renascentista, incluindo características visíveis na capela-mor e nos contrafortes exteriores, constituindo outro testemunho do património histórico desta freguesia do concelho de Tavira.
Receber mais de 650.000 euros para abandonar o emprego foi uma das propostas apresentadas pela BMW a alguns dos seus trabalhadores, no âmbito de um programa de saídas voluntárias. A iniciativa despertou tanto interesse que o sistema informático da empresa chegou a ficar temporariamente indisponível, levando o fabricante automóvel alemão a encerrar antecipadamente as inscrições.
O objetivo passa por reduzir os custos de funcionamento e eliminar cerca de 8.000 postos de trabalho até ao final de 2027. Segundo o Observador, a BMW decidiu oferecer indemnizações superiores às praticadas por outros fabricantes automóveis, procurando incentivar os funcionários a aceitar a saída da empresa. Contudo, os valores mais elevados dizem respeito a situações individuais e não representam uma compensação garantida a todos os trabalhadores.
Indemnizações podem ultrapassar os 650.000 euros
As condições apresentadas pela BMW variam consoante o perfil de cada funcionário, sendo considerados fatores como a remuneração, a idade e os anos de serviço. O jornal alemão Handelsblatt teve acesso a informações sobre o programa e identificou casos em que as propostas ultrapassaram os 650.000 euros, embora a empresa não tenha confirmado publicamente os montantes individuais.
Os valores colocam algumas destas compensações acima das oferecidas por outros fabricantes alemães. A Volkswagen chegou a apresentar indemnizações próximas dos 400.000 euros em programas anteriores, enquanto a Mercedes disponibilizou propostas na ordem dos 500.000 euros para determinados trabalhadores. No entanto, estes montantes também estavam associados a condições específicas, não correspondendo a valores uniformes para todos os funcionários.
Quem sair mais cedo pode receber um bónus adicional
Além das indemnizações, a BMW criou um incentivo financeiro denominado “Turbo Bónus”, destinado aos trabalhadores que aceitem antecipar a saída. Segundo o Handelsblatt, o programa estabelece duas datas de cessação dos contratos: 31 de março e 31 de outubro de 2027. Os funcionários abrangidos pela primeira modalidade podem receber uma compensação adicional.
A empresa prevê ainda condições específicas para trabalhadores mais velhos, incluindo benefícios associados à aquisição de automóveis da marca. Porém, o programa funciona através de acordos voluntários, o que significa que não basta um funcionário manifestar interesse em abandonar a empresa. Tanto o trabalhador como a BMW têm de concordar com a cessação do contrato.
Procura foi tão elevada que o sistema deixou de funcionar
Quando o programa ficou disponível, a 8 de outubro, dezenas de milhares de funcionários receberam informações sobre a possibilidade de consultar as respetivas propostas. O número de acessos simultâneos ao portal interno foi tão elevado que o sistema ficou temporariamente indisponível, impedindo vários trabalhadores de conhecer imediatamente os valores que poderiam receber.
Entretanto, a BMW confirmou, a 20 de outubro, que tinha atingido antecipadamente o objetivo de adesões e encerrado as inscrições. Milhares de funcionários manifestaram interesse em sair, mas nem todos deverão conseguir celebrar um acordo. A empresa pretende concluir a análise das candidaturas até meados de novembro, embora algumas saídas só venham a concretizar-se durante 2027.
BMW pretende poupar mil milhões de euros por ano
A redução do número de trabalhadores integra uma estratégia destinada a melhorar os resultados financeiros da fabricante alemã. A empresa pretende aumentar a rentabilidade das suas operações e, segundo as informações divulgadas, estima conseguir poupanças anuais de aproximadamente mil milhões de euros a partir de 2028, através da reorganização da sua estrutura.
O plano está associado à liderança de Milan Nedeljkovic, que assumiu a presidência executiva da BMW em maio de 2026. A redução de pessoal deverá afetar sobretudo áreas administrativas, de desenvolvimento e de gestão, não abrangendo diretamente os trabalhadores da produção no programa alemão de saídas voluntárias. A fabricante pretende ainda diminuir o número de cargos de chefia, numa reorganização que deverá prolongar-se até ao final do próximo ano.
Os descontos anunciados pelos supermercados nem sempre correspondem ao valor que os consumidores acabam por pagar, uma situação que tem motivado centenas de reclamações em Portugal. Entre os problemas comunicados encontram-se promoções que não são aplicadas, cupões que deixam de funcionar e dificuldades na utilização de benefícios associados aos cartões de fidelização.
Segundo o portal de notícias Dinheiro Vivo, o Portal da Queixa recebeu 626 reclamações relacionadas com promoções, descontos e cupões desde o início de 2026, ultrapassando já as 583 registadas durante todo o ano passado. O aumento acompanha uma tendência mais abrangente, uma vez que o setor dos hipermercados e supermercados acumulou 3.406 queixas, mais 19,8% do que as 2.843 contabilizadas no período homólogo de 2025.
Descontos e cupões estão entre os motivos de reclamação
Uma parte das reclamações está relacionada com situações em que os consumidores não conseguem usufruir das vantagens anunciadas pelos estabelecimentos comerciais. Entre os casos identificados encontram-se códigos promocionais que não funcionam, descontos que não são aplicados no momento da compra e condições de campanhas que, segundo os queixosos, não são cumpridas.
Segundo a mesma publicação, os problemas associados a promoções, benefícios e ofertas representam 18,77% das reclamações registadas este ano, quando em 2025 correspondiam a 12,65%. Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa by Consumers Trust, considera que “a experiência de compra vai muito além do preço anunciado”, sublinhando a importância do cumprimento das condições apresentadas aos clientes.
Atendimento continua a ser a principal fonte de insatisfação
Apesar do aumento das queixas sobre descontos, o atendimento e a experiência de compra continuam a ser os motivos que mais reclamações geram. Esta categoria representa 27,78% do total, abrangendo situações em que os consumidores consideram que não receberam a assistência adequada durante as compras ou na resolução de problemas.
Entre as dificuldades relatadas encontram-se tempos de espera prolongados, falta de funcionários, falhas de comunicação e problemas nos canais digitais disponibilizados pelas cadeias de distribuição. O Dinheiro Vivo acrescenta que estas situações continuam a ter maior expressão do que as reclamações relacionadas com promoções, embora ambas as categorias representem uma parte significativa dos registos.
Qualidade dos alimentos também motiva centenas de queixas
A qualidade e a segurança dos produtos constituem outro dos principais motivos de reclamação, representando 25,93% do total registado em 2026. Apesar de este valor ser inferior aos 27,97% verificados no ano passado, continuam a surgir relatos de artigos danificados, produtos considerados impróprios para consumo e problemas relacionados com embalagens ou pesos incorretos.
Os produtos alimentares são os mais mencionados nas reclamações, correspondendo a 40,37% das referências identificadas. Conforme explica a mesma fonte, o talho e a charcutaria destacam-se com 10,66%, seguindo-se as bebidas, com 9,15%, a mercearia e os congelados, com 7,56%, e as frutas e os legumes, que representam 6,56%.
Caixas automáticas também estão a gerar descontentamento
A crescente utilização de sistemas automáticos nos supermercados está igualmente presente nas reclamações dos consumidores. Os registos relacionados com automação e ausência de atendimento humano passaram de 44 em 2024 para 89 em 2026, considerando o mesmo período de cada ano, o que representa mais do dobro das ocorrências.
Segundo a publicação, algumas queixas estão relacionadas com a substituição de caixas tradicionais por equipamentos de pagamento automático. Os consumidores também referem que passaram a realizar tarefas anteriormente asseguradas pelos funcionários. Sobre esta mudança, Pedro Lourenço defende que “a transformação do retalho deve responder às necessidades dos consumidores”, conciliando a modernização dos serviços com a assistência prestada aos clientes.
Lisboa concentra mais reclamações do que qualquer outro distrito
A distribuição geográfica das queixas revela que Lisboa concentra 34,09% dos registos realizados em 2026, seguindo-se o Porto, com 16,82%, e Setúbal, com 12,42%. No que diz respeito à idade, o grupo dos 35 aos 44 anos representa a maior parcela dos consumidores que apresentaram reclamações, correspondendo a 25,78% do total.
Os hipermercados concentram 53,70% das queixas, enquanto os supermercados de grande retalho representam 43,83%. Comparando com o mesmo período do ano anterior, as reclamações aumentaram 21,69% nos hipermercados e 21,09% nos supermercados. Os dados foram divulgados pelo Portal da Queixa num comunicado enviado às redações, no qual a entidade destaca a importância da transparência das condições comerciais e da qualidade do atendimento.
A TAP prepara-se para entrar numa nova fase da sua história, depois de o Governo português ter escolhido a Lufthansa para adquirir uma participação no capital da companhia aérea. A operação deverá permitir reforçar a presença internacional da transportadora, embora existam condições para garantir que a empresa mantém a sua identidade portuguesa e o aeroporto de Lisboa como principal centro de operações.
O ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, explicou recentemente o que poderá mudar na companhia após a entrada do grupo alemão. Segundo o Notícias ao Minuto, o governante utilizou as redes sociais para destacar as perspetivas de crescimento da TAP, apontando para uma maior capacidade de expansão e para o reforço das ligações aéreas a partir de Portugal.
O que vai mudar na TAP com a chegada da Lufthansa?
Entre as principais alterações esperadas está o aumento da capacidade da TAP para competir no mercado internacional. Miguel Pinto Luz considera que a integração num grupo com a dimensão da Lufthansa poderá proporcionar novas oportunidades à transportadora portuguesa, nomeadamente no desenvolvimento da sua rede de destinos e no reforço das ligações existentes.
Segundo a mesma fonte, o ministro destacou três objetivos: aumentar a dimensão operacional, melhorar a conectividade e criar condições para o crescimento da companhia. O governante garantiu ainda que a identidade portuguesa será preservada, tal como a importância de Lisboa enquanto centro de operações, conhecido no setor da aviação como hub.
Grupo alemão apresenta proposta superior a mil milhões de euros
A proposta selecionada pelo Governo prevê um encaixe global de 1.201 milhões de euros, correspondente à alienação de até 49,9% do capital da TAP. Deste montante, 1.025 milhões dizem respeito à aquisição de 44,9% das ações pelo grupo alemão, enquanto os restantes valores incluem ajustamentos financeiros e a participação de 5% reservada aos trabalhadores.
A operação ainda depende da concretização de diferentes procedimentos contratuais. Nesta primeira fase, o Estado português deverá conservar uma participação maioritária de 50,1% na transportadora, pelo que a escolha da Lufthansa não significa que a companhia aérea tenha sido integralmente vendida ao grupo alemão.
Lufthansa terá de pagar um sinal que pode chegar aos 30 milhões
Uma das condições estabelecidas pelo Governo diz respeito ao pagamento inicial que a Lufthansa terá de efetuar antes da concretização da venda. O valor corresponde a 2,5% do montante oferecido pelas ações, podendo situar-se nos 25,6 milhões de euros ou aproximar-se dos 30 milhões, dependendo da parcela da proposta considerada para o cálculo.
Além deste pagamento, o grupo alemão terá de apresentar uma garantia bancária destinada a assegurar o montante remanescente da operação. O Governo pretende concluir a assinatura dos contratos até ao final de 2026, embora a concretização da transação dependa ainda dos procedimentos e autorizações necessários.
Quando ficará concluída a privatização da TAP?
Apesar de a Lufthansa já ter sido escolhida como parceira estratégica, a conclusão da operação não será imediata. Segundo o calendário apresentado pelo Executivo, a primeira fase da privatização deverá ficar concluída até ao início de 2028, estando ainda por cumprir diferentes etapas administrativas e contratuais.
O processo poderá também abrir caminho a uma segunda fase de privatização, embora essa possibilidade não faça parte da venda agora selecionada e dependa de decisões posteriores. Para já, as mudanças anunciadas por Miguel Pinto Luz traduzem os objetivos do Governo para a companhia, que pretende reforçar a sua capacidade de crescimento internacional, mantendo a marca TAP e a ligação estratégica a Portugal.
Mais de 40.000 toneladas de fruta são produzidas anualmente por uma organização algarvia que reúne dezenas de agricultores e assegura centenas de postos de trabalho na região. Com uma atividade centrada sobretudo nos citrinos, a empresa comercializa grande parte da produção em Portugal, mas também está presente em vários mercados internacionais, incluindo países fora da Europa.
Trata-se da Frusoal, sediada em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, que reúne atualmente 65 produtores agrícolas. De acordo com o portal de notícias ECO, a organização registou um volume de negócios conjunto de 34,4 milhões de euros em 2025 e assegura 220 empregos diretos, aos quais se juntam outros 150 postos de trabalho indiretos associados às equipas de colheita.
Empresa reúne dezenas de produtores em 1.500 hectares
Fundada em 1990, a Frusoal desenvolve a sua atividade numa área agrícola de aproximadamente 1.500 hectares, apresentando-se como a maior organização de produtores de citrinos em Portugal. As laranjas, tangerinas e outros citrinos representam cerca de 80% da produção, embora a empresa tenha vindo a apostar noutras culturas para diversificar a sua oferta.
Segundo a mesma fonte, entre os produtos comercializados encontram-se também figos, dióspiros e abacates. A organização começou a desenvolver produção própria em 2007 e, dois anos depois, adquiriu a Tavifruta, uma operação que permitiu aumentar a capacidade de processamento e passar a utilizar um segundo armazém. Atualmente, a própria Frusoal é o maior produtor entre os seus associados.
Cerca de 75% da fruta é vendida em Portugal
A maior parte da produção destina-se ao mercado nacional, sobretudo através das principais cadeias de supermercados e hipermercados. Esta distribuição representa aproximadamente 75% do total comercializado, enquanto os restantes 25% seguem para mercados estrangeiros, permitindo à organização manter relações comerciais com compradores de diferentes países.
O ECO refere que Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Polónia e Suíça estão entre os destinos da fruta produzida pelos agricultores associados. Mais recentemente, a empresa começou também a vender para o Canadá e pretende alargar a presença internacional a Itália e aos países escandinavos, numa estratégia de expansão para novos mercados.
Frusoal investe mais de meio milhão de euros num laboratório
Além da produção e comercialização de fruta, a empresa decidiu reforçar a investigação agrícola através de um investimento de 515.000 euros. O montante foi destinado à criação do Laboratório Frusoal InovCitrus, apresentado esta sexta-feira, 23 de outubro, com o objetivo de desenvolver soluções para problemas que afetam os pomares algarvios.
O novo centro de investigação e desenvolvimento pretende estudar formas de combater pragas e doenças, encontrar utilizações alternativas para subprodutos agrícolas e melhorar as práticas de cultivo. João Duarte, diretor financeiro da Frusoal, explicou ao mesmo jornal que a intenção é aproximar o conhecimento científico das necessidades dos agricultores, procurando respostas que possam ser aplicadas diretamente nos terrenos de produção.
Praga detetada em Tavira será o primeiro alvo da investigação
Um dos primeiros desafios do laboratório será estudar o inseto Scirtothrips aurantii, conhecido como tripes sul-africano, que foi identificado pela primeira vez em Portugal em dezembro de 2022, no concelho de Tavira. A praga alimenta-se de partes das plantas em desenvolvimento, incluindo folhas, rebentos e frutos, podendo provocar danos que dificultam a comercialização da produção.
Segundo a publicação, em janeiro, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária contabilizava 106 zonas demarcadas no Algarve devido à presença deste inseto. O projeto de investigação decorrerá durante três anos, até 2028, e procurará compreender o comportamento da praga em pomares de laranjeiras, tangerineiras, limoeiros e limeiras. Os trabalhos contam com a colaboração do InnovPlantProtect e o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, incluindo ensaios em terrenos dos produtores associados e no Centro de Experimentação Agrária de Tavira.
Um hotel de cinco estrelas no Algarve prepara uma festa de passagem de ano com jantar buffet, mesa de marisco, sobremesas e animação até de madrugada. A proposta destina-se a quem pretende celebrar a chegada de 2027 num restaurante, com um programa que inclui diferentes momentos de entretenimento antes e depois da meia-noite.
Trata-se do restaurante Abyad, integrado no EPIC SANA Algarve, uma unidade hoteleira situada junto à Praia da Falésia, no concelho de Albufeira. Segundo o programa divulgado pelo grupo SANA Hotels, o jantar de 31 de dezembro terá um preço de 220 euros por pessoa, fazendo parte de uma celebração intitulada EPIC Elements, inspirada nos quatro elementos da natureza.
O que inclui o buffet de passagem de ano?
O restaurante Abyad apresenta uma proposta gastronómica de inspiração portuguesa, em formato buffet, para assinalar a última noite de 2026. A oferta anunciada inclui uma mesa de marisco e sobremesas, permitindo aos participantes escolher entre diferentes opções durante o jantar, que tem início previsto para as 20 h.
O Abyad é um espaço dedicado à cozinha internacional, com destaque para produtos locais do mar e da terra. Habitualmente, o restaurante disponibiliza refeições em formato buffet e propostas preparadas ao momento, incluindo carnes e peixes grelhados. Para a passagem de ano, a unidade apresenta um programa específico, com bebidas selecionadas durante o jantar.
Restaurante Abyad, no EPIC SANA Algarve. Crédito: DR
Festa começa com cocktail e inclui espetáculo de fogo
As comemorações terão início às 19 h, com um cocktail de boas-vindas no lobby do hotel. Uma hora depois, os participantes seguem para os respetivos restaurantes, onde serão servidos os jantares temáticos. Ao longo da noite estão previstas atuações ao vivo, integradas no programa de entretenimento preparado para receber o novo ano.
Pelas 23:30 h, o programa inclui um espetáculo de fogo na zona do Espelho de Água, um dos espaços exteriores do empreendimento. Já depois da meia-noite, a partir das 00:30 h, a festa prossegue no Bluum Bar, com DJ e bar aberto de bebidas selecionadas. À 1 h está ainda prevista uma ceia volante, prolongando as comemorações pela madrugada.
Existem outras opções de jantar no mesmo hotel
Além do Abyad, o EPIC SANA Algarve disponibiliza três experiências gastronómicas alternativas para a noite de passagem de ano. O restaurante Lima apresenta um menu italiano por 260 euros por pessoa, enquanto o UDDO propõe uma experiência de inspiração japonesa e asiática, com um preço de 300 euros.
A opção mais dispendiosa é o restaurante Al Quimia, onde será servido um menu de degustação de autor por 420 euros por pessoa. Esta experiência está reservada a adultos. Conforme a informação disponibilizada pelo hotel, os participantes podem ainda usufruir do programa de animação previsto para a noite, existindo também atividades destinadas às crianças no Little Stars Kids Club.
EPIC SANA Algarve. Crédito: DR
Quanto custa reservar e quais são as condições?
O jantar de Réveillon no Abyad custa 220 euros por adulto, sendo a opção mais económica entre os quatro restaurantes anunciados. Para crianças até aos três anos, o hotel prevê entrada gratuita, enquanto as que tenham entre quatro e 12 anos beneficiam de um desconto de 50% sobre a tarifa de adulto.
As condições divulgadas pelo grupo SANA determinam o pagamento integral no momento da reserva, com possibilidade de cancelamento gratuito até sete dias antes do evento. O hotel apresenta ainda um pacote de duas noites com alojamento, pequeno-almoço e experiências gastronómicas, desde 615 euros por pessoa em quarto duplo Vista Resort. Este pacote constitui uma modalidade diferente da reserva do jantar de passagem de ano.
As famílias portuguesas continuam a reforçar as poupanças aplicadas em Certificados de Aforro, um produto de dívida pública que registou aumentos mensais durante dois anos consecutivos. A procura ultrapassou as expectativas do Governo, que decidiu aumentar em seis mil milhões de euros o limite de emissão de certificados previsto para 2026, permitindo acomodar um volume superior de subscrições até ao final do ano.
O montante aplicado em Certificados de Aforro atingiu 45.391 milhões de euros no final de setembro, o valor mais elevado desde o início da série estatística do Banco de Portugal. Segundo o Jornal de Negócios, os dados divulgados na quinta-feira, 22 de outubro, mostram um crescimento de aproximadamente 787 milhões de euros face a agosto, prolongando uma tendência de subida que já dura há 24 meses.
Governo aumenta limite de emissão em seis mil milhões de euros
A procura pelos produtos de poupança do Estado levou o Ministério das Finanças a rever os valores inicialmente estabelecidos para este ano. O limite conjunto de emissão de Certificados de Aforro e Certificados do Tesouro, anteriormente fixado em 10 mil milhões de euros, foi aumentado para 16 mil milhões, através de uma alteração publicada esta sexta-feira, 23 de outubro, em Diário da República.
Segundo a mesma fonte, o Executivo justifica a decisão com o interesse demonstrado pelos particulares, que tem ultrapassado as previsões elaboradas no início de 2026. A revisão também considera a procura pela nova série de Certificados do Tesouro, disponibilizada em julho, embora este produto continue a apresentar um saldo negativo entre o dinheiro aplicado e os montantes retirados pelos aforradores.
Portugueses já têm mais de 45 mil milhões de euros aplicados
Os Certificados de Aforro continuam a destacar-se entre os produtos de poupança disponibilizados pelo Estado. Só nos primeiros nove meses de 2026, o valor acumulado nestes instrumentos aumentou cerca de 5,2 mil milhões de euros, refletindo a continuidade do interesse das famílias por uma aplicação financeira com capital garantido pelo Estado.
A evolução está também relacionada com a remuneração oferecida pelos certificados, cuja taxa-base acompanha a Euribor a três meses. Esta voltou a atingir o limite máximo de 2,5% na série atualmente comercializada, a que podem acrescer prémios de permanência. Contudo, importa distinguir o aumento do valor total aplicado de novas subscrições, uma vez que a evolução do montante acumulado também pode refletir juros capitalizados.
Certificados do Tesouro seguem caminho contrário
Apesar do crescimento dos Certificados de Aforro, os Certificados do Tesouro continuam a perder dinheiro aplicado pelos particulares. No final de setembro, o montante existente nestes produtos situava-se nos 6.330,95 milhões de euros, menos 110,4 milhões do que no mês anterior. Considerando os primeiros nove meses do ano, a redução acumulada aproxima-se dos 1,4 mil milhões de euros.
O Jornal de Negócios acrescenta que a tendência de diminuição se mantém desde novembro de 2021, não tendo sido invertida pela chegada da nova série de Certificados do Tesouro, em julho. Esta modalidade apresenta taxas de juro fixas, que aumentam ao longo do prazo do investimento, mas as subscrições realizadas continuam a ser insuficientes para compensar os resgates e os títulos que chegam ao vencimento.
Poupanças das famílias ultrapassam os 51 mil milhões de euros
Apesar dos resultados distintos, o conjunto dos dois produtos de poupança do Estado continua a crescer. No final de setembro, os portugueses tinham aproximadamente 51.722 milhões de euros aplicados em Certificados de aforro e do Tesouro, mais 676,5 milhões do que em agosto. O crescimento foi assegurado pelos Certificados de Aforro, que compensaram a diminuição registada no outro instrumento.
Os dados mostram ainda que os Certificados de Aforro representam a maior parte das aplicações das famílias nestas duas modalidades. Ao contrário dos Certificados do Tesouro, que oferecem uma remuneração definida para diferentes períodos, os Certificados de Aforro apresentam uma componente variável, associada à evolução das taxas de juro de referência, além dos prémios de permanência previstos nas condições de cada série.
Revisão também abrange outros instrumentos de dívida pública
A alteração aprovada pelo Governo não se limita aos certificados destinados às famílias. O limite de emissão de outra dívida pública fundada aumenta de 32 mil milhões para 36,5 mil milhões de euros, numa decisão relacionada com as disponibilidades financeiras existentes em várias entidades do setor público e com a possibilidade de utilização de certificados especiais de dívida de curto prazo.
Em contrapartida, foram reduzidos os limites de emissão de obrigações do Tesouro, de 35 mil milhões para 27,5 mil milhões de euros, e de bilhetes do Tesouro, de 18 mil milhões para 15 mil milhões. Estas alterações dizem respeito à gestão do financiamento do Estado e não modificam, por si só, as condições de remuneração dos certificados já subscritos pelas famílias portuguesas.
Uma antiga escola que ostenta o nome de António de Oliveira Salazar vai abrir novamente as portas esta sexta-feira, 23 de outubro, mas com uma finalidade diferente daquela para que foi construída. O edifício, que durante décadas recebeu crianças nas suas salas de aula, passa agora a ser um espaço dedicado ao estudo do Estado Novo e das formas de resistência à ditadura.
Localizada no Vimieiro, no concelho de Santa Comba Dão, terra natal de Salazar, a antiga Escola Cantina Salazar vai acolher o Centro Interpretativo do Estado Novo, Regime e Resistência. De acordo com a agência de notícias Lusa, o projeto esteve em discussão durante mais de duas décadas, atravessou diferentes executivos municipais e conta agora com a coordenação científica da Associação Ephemera, fundada por José Pacheco Pereira.
Projeto esteve mais de 20 anos em discussão
A criação deste espaço foi acompanhada por diferentes posições sobre a forma como deveria ser apresentada a história do Estado Novo. Uma das principais preocupações manifestadas ao longo dos anos estava relacionada com a possibilidade de o edifício vir a transformar-se num museu dedicado à figura de Salazar, questão que contribuiu para alimentar a discussão pública em torno do projeto.
Segundo a mesma fonte, a presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão, Inês Matos, considera que o período de debate ajudou a definir o modelo agora escolhido. A autarca garante que não pretende criar um espaço de homenagem ao antigo governante, mas também rejeita que o centro seja utilizado exclusivamente para apresentar uma visão negativa da sua figura. O objetivo, explicou, passa por disponibilizar um local de investigação, conhecimento e debate histórico.
Antiga escola conserva elementos de outras épocas
Construída na década de 1940, a Escola Cantina Salazar foi concebida como uma escola modelo durante o Estado Novo. O edifício mantém elementos que permitem recordar o funcionamento do ensino naquele período, incluindo uma sala de aula com mobiliário antigo e objetos associados às práticas escolares da época.
Um dos antigos alunos, João Santos, de 29 anos, regressou ao edifício onde estudou durante dois anos e recordou à Lusa alguns episódios da infância. Entre as memórias encontram-se os jogos de futebol no espaço que atualmente funciona como auditório e as refeições no antigo refeitório. Na sala de aula permanecem ainda objetos como a palmatória e a cana-da-índia, associados a práticas disciplinares utilizadas no passado.
Primeira exposição será dedicada à censura
A abertura do centro interpretativo será assinalada com a exposição “Só Existe o que se Sabe que Existe, A Censura no Estado Novo”, dedicada aos mecanismos de controlo da informação durante a ditadura. A iniciativa pretende dar a conhecer diferentes aspetos da censura, incluindo a sua influência sobre a imprensa, a literatura e a música.
A programação inaugural prolonga-se por três dias e inclui atividades culturais e momentos de reflexão. Entre os convidados encontra-se o músico Diogo Martins, natural da região, que apresentará interpretações de canções de José Afonso. A escolha da música está também relacionada com a tradição cultural de Santa Comba Dão, concelho que conta com três bandas filarmónicas e um conservatório.
Centro também terá biblioteca e espaços de investigação
Além das exposições temporárias, o novo equipamento municipal dispõe de uma biblioteca temática e de uma área destinada à consulta de documentação histórica. Está igualmente prevista uma sala de exposição permanente com trabalhos de David Oliveira, artista ligado à escultura e à medalhística, falecido em 2014.
O programa de funcionamento deverá incluir debates, conferências e mesas-redondas, permitindo abordar diferentes acontecimentos e características do regime que governou Portugal até 25 de abril de 1974. A Associação Ephemera será responsável pela coordenação científica, procurando assegurar o enquadramento histórico dos conteúdos apresentados aos visitantes.
Câmara espera atrair escolas, investigadores e turistas
A autarquia pretende que o centro interpretativo receba não apenas visitantes ocasionais, mas também grupos escolares, estudantes universitários e investigadores interessados na história contemporânea portuguesa. Inês Matos defende que a programação deverá ser renovada regularmente, de forma a incentivar o regresso do público e evitar que o edifício fique limitado a uma exposição permanente.
A presidente da Câmara espera ainda que a recuperação da antiga escola contribua para valorizar o património local e atrair visitantes ao concelho. João Santos, antigo aluno do estabelecimento, partilha essa expectativa e considera que o espaço poderá ajudar as novas gerações a conhecer melhor a história do país, ao mesmo tempo que preserva a memória de um edifício que fez parte da vida de várias famílias de Santa Comba Dão.
O Aeroporto de Faro vai passar a contar com duas novas ligações diretas à Polónia a partir de março de 2027, numa altura em que a Ryanair prepara a programação para a próxima primavera e verão. Os passageiros que partem do Algarve terão mais opções para viajar até à Europa Central, sem necessidade de fazer escala noutro aeroporto.
As novas rotas ligam Faro às cidades polacas de Breslávia (Wrocław) e Poznań, com início previsto para 30 de março de 2027. De acordo com o portal de viagens De Férias, os bilhetes já começaram a surgir no sistema de reservas da companhia aérea, estando previstas duas frequências semanais para cada destino.
Voos de Faro para a Polónia vão realizar-se duas vezes por semana
As duas ligações terão partidas programadas para terças-feiras e sábados, permitindo organizar viagens de diferentes durações. O calendário apresentado pela Ryanair inclui voos em ambos os sentidos, o que também facilitará a chegada de turistas polacos ao Algarve durante a próxima época turística.
Segundo a mesma fonte, as novas opções integram um conjunto de cinco rotas que a transportadora irlandesa está a preparar a partir de aeroportos portugueses. Duas dizem respeito a Faro, enquanto as restantes três terão origem no Funchal, na Madeira, com destinos em Espanha, Itália e Alemanha.
Breslávia é uma das cidades que passam a estar ligadas a Faro
Uma das novas opções é Breslávia, conhecida internacionalmente pelo nome polaco Wrocław. Localizada no sudoeste da Polónia, a cidade é atravessada pelo rio Óder e caracteriza-se pela existência de pontes, ilhas e um centro histórico onde se encontram edifícios de diferentes períodos arquitetónicos.
Conforme explica o De Férias, esta ligação poderá interessar a quem pretende conhecer uma cidade polaca fora dos destinos mais frequentemente procurados pelos portugueses. Os primeiros voos estão previstos para terça-feira, 30 de março, mantendo-se a operação aos sábados durante a temporada de verão de 2027.
Poznań também vai receber voos diretos do Algarve
A segunda novidade é a ligação a Poznań, cidade situada na região da Grande Polónia, na zona ocidental do país. O destino é conhecido pelo seu centro histórico e pela praça principal, onde se encontra o edifício da antiga Câmara Municipal, um dos elementos mais reconhecidos do património local.
Os voos entre Faro e Poznań também deverão começar a 30 de março de 2027, com partidas às terças-feiras e aos sábados. Esta programação permite que os passageiros escolham entre uma estadia de três ou quatro noites, ou períodos mais prolongados, dependendo das datas de partida e regresso.
Ryanair prepara outras três ligações a partir de Portugal
Além das novidades anunciadas para o Algarve, a Ryanair está a alargar a programação do Aeroporto do Funchal. Uma das novas rotas vai ligar a Madeira a Valência, em Espanha, a partir de 28 de março de 2027, com duas frequências semanais, às quintas-feiras e aos domingos.
A companhia também prevê iniciar voos entre o Funchal e Veneza Treviso, em Itália, a 29 de março, com operações às segundas e quintas-feiras. A terceira ligação terá como destino o aeroporto de Düsseldorf Weeze, na Alemanha, a partir de 30 de março, com partidas às terças-feiras e aos sábados. Apesar da designação comercial, este aeroporto fica afastado do centro de Düsseldorf.
Bilhetes já podem ser consultados no site da companhia
As cinco ligações fazem parte da programação que a Ryanair está a disponibilizar para a primavera e o verão de 2027. No caso de Faro, a entrada de Breslávia e Poznań no calendário acrescenta alternativas de viagem para o mercado polaco, tanto para residentes no Algarve como para passageiros que pretendam visitar a região.
Os bilhetes podem ser consultados através do site oficial da Ryanair, onde são apresentadas as datas disponíveis e as condições de cada tarifa. Os preços variam consoante a procura, a antecedência da compra e os serviços incluídos, sendo aconselhável confirmar os horários antes de concluir a reserva, uma vez que a programação ainda poderá sofrer alterações.
Trump pode presidir a uma República liberal e democrática em Washington, mas vê-se mais como um grande senhor feudal a quem os vizinhos devem vassalagem pessoal
Em 2006 a Galp não tinha a produção de petróleo que tem hoje. Num quadro de transformação do sector energético em Portugal, há 20 anos a empresa entrava em Bolsa, atraindo mais de 100 mil investidores. A operação trouxe “responsabilidade acrescida perante os acionistas”, diz Paula Amorim ao Expresso. E “permitiu ao Estado um tremendo encaixe financeiro”, lembra Manuel Pinho
This story originally appeared in Panamerican Dispatch on Sep. 29, 2026, and is shared here with permission.
The close relationship between the Bolsonaro family and key figures in the international far right like Steve Bannon and U.S. President Donald Trump has been public knowledge for over eight years. In this article, tech specialist Miguel Manso looks at the state of that relationship, right now, just days before Brazil’s first-round presidential elections. – ed.
Just days before the first round of Brazil’s presidential election, a confidential report from the Brazilian Intelligence Agency (Abin) warns that the United States is influencing the country’s electoral process. Titled “Threats to the 2026 Electoral Process,” the report was sent in late August to the presidency, the Superior Electoral Court and the Justice Ministry, warning that U.S. interference has reached a “critical” level.
Sen. Flávio Bolsonaro’s campaign has become the target of legal action over claims that it benefited from paid ads and mass messaging originating in the United States.
The coalitions backing Luiz Inácio Lula da Silva of the Workers’ Party and Renan Santos of the Missão party asked the Superior Electoral Court and the Supreme Federal Court to investigate the senator for economic and political abuse of power and foreign interference.
The court filings allege the following:
Foreign amplification: U.S.-based right-wing profiles and influencers, including American political figures, allegedly ran paid campaign content on X in support of Flávio Bolsonaro.
Paid partnerships: The posts, labeled “paid partnership,” cited figures from the foreign betting platform Polymarket to claim that Bolsonaro was the favorite, distorting the actual state of Brazilian polling.
Prohibited financing: The parties allege that this amounts to the use of funds from outside the official campaign structure and financed from a foreign source, both of which are strictly prohibited under Brazilian electoral law.
The lawsuits ask for the immediate removal of the posts, a Federal Police investigation, and, if the irregularities are confirmed, the loss of candidacy and ineligibility for those involved.
Trump’s Shield of the Americas and the Fernando Cerimedo Case
The attempted murder of Nadia Beller has drawn investigators toward Fernando Cerimedo and a web of other connections, including drug-trafficking flights and Bolivia’s top anti-narcotics police official, who allegedly identified the hitmen. Cerimodo is known for his work with far-right political leaders in Latin America.
On August 17, 2026, two gunmen on a motorcycle shot Nadia Beller, a Bolivian lawyer and Cerimedo’s girlfriend, outside a hotel in Santa Cruz de la Sierra, Bolivia. She survived but was wounded in the neck, chest and arm.
Bolivian police have identified Colombian national Aldúbar Henry Silva Peña as the lead shooter. He fled immediately after the attack, then released a video in September 2026 admitting his role in planning the crime, though he claimed the original plan was only to “scare” Beller. He led a group of five, including four other operatives — two Colombians and two Brazilians — whose identities have not been released by investigators. All four remain at large.
Police detained Víctor Hugo C.Z. and formally charged him as an accomplice who worked directly with the gunmen. They arrested Róger Aguilera on charges of supplying the .32 caliber weapon used in the attack, and arrested Paola Andrea Vargas on charges of hiding and storing it.
Bolivian authorities arrested Argentine political consultant Fernando Cerimedo, known for his work with Trump’s MAGA movement and Beller’s former partner, at Viru Viru International Airport. Bolivia’s public prosecutor’s office accuses him of masterminding the attempted femicide.
A forensic review of Cerimedo’s phone revealed real-time messages with Erik Correa González, the Bolivian government’s head of intelligence, confirming that the shooting took place at the exact moment the two were exchanging messages. Beller has said publicly that the attack was ordered to silence her before she could expose corruption, money laundering and illicit dealings involving Cerimedo and local government officials.
Investigators found two key pieces of evidence: a text note written six days before the attack that used the phrase “La Nadia” alongside an intent to “eliminate” the victim, and a message sent at 8:54 p.m. on August 17 to a contact identified as “E.C.G.,” reading, “Brother, they just shot her.”
The investigation also dug into Cerimedo’s finances. On his phone, police found a note referring to a “virtual wallet” that had moved about $66,000 over the previous 11 months across more than 320 transfers, and a larger “pass-through wallet” that had moved $1,386,997. In searches, police seized about $400,000 in cash, along with 500,000 Bolivian bolivianos, weapons, vehicles and equipment for a “bot farm” — automated accounts used to manipulate social media and elections.
The Earthquake Caused by Survivor Nadia Beller
Beller’s allegations against her former partner are shaking the governments of Rodrigo Paz in Bolivia, Javier Milei in Argentina, José Antonio Kast in Chile, Nasry Asfura in Honduras and Colombia’s Abelardo De La Espriella, along with their ties to the Bolsonaro family. Her account has helped expose a techno-fascist network aimed at manipulating and interfering in elections in Argentina, Bolivia, Chile and Colombia — and even in Mexico’s upcoming election — through bot and troll farms that Cerimedo’s team ran from Argentina and Santa Cruz de la Sierra in Bolivia.
The goal, investigators say, was to install leaders who would serve U.S. and Israeli interests, backed by the Shield of the Americas alliance, promotion from the outlet La Derecha Diario, and financing from Trump and his allies channeled through Milei. Cerimedo has been described as a CIA and Mossad asset.
Fernando Cerimedo, known as the “king of bots” for the Latin American far right, is also under investigation for money laundering and alleged ties to drug trafficking. Prosecutors are trying to determine whether he was part of a network that facilitated irregular flights carrying up to 500 kilograms of cocaine per trip and returning with large amounts of cash.
Searching properties tied to Cerimedo in Bolivia, authorities seized large sums of cash and found evidence of a technical setup built to automatically create fake online accounts — commonly known as a “bot farm.”
Fernando Cerimedo’s Ties to Donald Trump, Marco Rúbio and the Bolsonaro Family
It was already known that a global network links Donald Trump’s MAGA movement with right-wing leaders across Latin America, funded through an international web of businesspeople and drug traffickers and operating through artificial intelligence manipulation and integrated data networks used for cyberattacks.
These groups organize at high-profile political events and forums, such as Mar-a-Lago and the Conservative Political Action Conference (CPAC), where strategists and data operatives share methods for digital engagement and fundraising.
Cerimedo has said in interviews that no one formally introduced him to Eduardo Bolsonaro. The two say they met by chance at Harvard University in 2010. But when news outlets asked Harvard directly, the university said it had no record that either Eduardo Bolsonaro or Fernando Gabriel Cerimedo had ever been enrolled there. Confronted with this, Cerimedo later claimed he had only taken open, non-degree classes.
As part of the Federal Police investigation into the attempted coup in Brazil, investigators found that in 2022, military officers and aides brokered Cerimedo’s ties to the hardline core of the Bolsonaro movement, producing false reports attacking the integrity of Brazil’s voting machines.
Reports based on the plea-deal testimony of Mauro Cid identify Army Col. Ângelo Denicoli as the officer who contacted Cerimedo and coordinated the technical details needed to carry out broadcasts and attacks on Brazil’s electoral system.
The Federal Police obtained electronic records showing that Cerimedo’s phone number and contact information were passed directly to Denicoli. Forensic analysis of seized phones showed that Denicoli became the main point of contact with the Argentine consultant, coordinating the materials sent to him.
Cid formally confirmed in testimony that Denicoli was the direct link between the criminal organization and Cerimedo, saying Denicoli was part of the group tasked with gathering data to support claims that the electronic voting machines had failed.
Technical evidence linked Denicoli, Cerimedo and technology entrepreneur Eder Balbino. Balbino and Denicoli compiled reports containing false arguments and data based on outdated voting-machine models, then passed the files to Cerimedo, who used them as visual material for his broadcasts.
Digital cross-referencing by the Federal Police showed that the data Cerimedo presented in his broadcasts from Argentina contained the same mathematical inconsistencies and formatting as the documents manipulated by the Liberal Party’s technical committee in Brazil. Investigators concluded that Cerimedo had not discovered the material independently, but received it from the structure Denicoli managed.
Investigators also found that Denicoli was part of what they called the Disinformation and Electoral System Attack Unit. The Federal Police traced digital records linking Denicoli directly to fake ballot-audit files stored in a public Google Drive folder belonging to Cerimedo, with Denicoli listed as the folder’s original owner and editor.
Denicoli coordinated the technical compilation of false reports with Balbino. The material was passed to Cerimedo, who used it in the “fraud livestream” broadcast from Argentina in November 2022 and amplified in Brazil by Eduardo Bolsonaro.
In a trial concluded by the Supreme Court, Denicoli received the harshest sentence among the defendants in his group: 17 years in a closed prison regime, on charges of attempting a coup, seeking the violent overthrow of Brazil’s democratic order, and participating in an armed criminal organization.
Billion-dollar Technology Infrastructure Serving Lies and Fraud
The connection between U.S. Secretary of State Marco Rúbio and Argentine digital strategist Fernando Cerimedo took shape starting in 2023, with lobbyist and political consultant Damián Merlo acting as the intermediary.
Merlo, who owns the Miami-based Latin America Advisory Group, serves as a link between conservative Latin American politicians and power centers within the U.S. MAGA movement. According to filings under the U.S. Foreign Agents Registration Act, Merlo used his relationship with Viviana Bovo, a senior adviser to Rúbio, to introduce Cerimedo and his data tools directly to the office of the then senator, who is now secretary of state.
Cerimedo founded the agency Numen and the outlet La Derecha Diario, specializing in “bot farms” and algorithm manipulation to shape social media trends. In Chile, he worked on the campaign that defeated the 2022 constitutional referendum. In Brazil, he helped the Bolsonaro family spread disinformation about voting machines after the 2022 election. And in Argentina, he led the digital strategy behind Javier Milei’s election in 2023.
Brad Parscale, the top digital strategist for Donald Trump’s U.S. presidential campaigns, became Cerimedo’s business partner at the political consulting firm Numen, based in Buenos Aires.
Through that partnership, Cerimedo took over managing the Latin American operations of tools such as Campaign Nucleus and Eyes Over — data-mining and artificial intelligence platforms created or linked to Parscale. The partnership combined Parscale’s expertise in U.S. data operations with the infrastructure Cerimedo had built across Argentina, Brazil, Chile and Bolivia.
Brad Parscale, Peter Thiel and the Data Ecosystem
Brad Parscale earned the trust of the Trump family and went on to design websites for their businesses, before being chosen to lead the digital strategy for Donald Trump’s 2015 presidential campaign.
In 2016, as the campaign’s digital media director, he led a data operation called Project Alamo, directing much of the budget toward highly targeted social media ads and producing as many as 60,000 different Facebook ad variations a day.
In February 2018, Trump named Parscale campaign manager for his 2020 reelection bid.
Parscale’s ties to Big Tech and to Peter Thiel’s Palantir Technologies span strategic data cooperation, political alignment and technology supply.
Thiel, a Palantir cofounder, was one of the major Silicon Valley billionaires who directly backed and funded Trump’s 2016 campaign. Palantir builds surveillance and analytical intelligence software for governments and defense agencies.
Parscale created Campaign Nucleus, a platform meant to build a communications structure and data ecosystem. The data-mining and AI model it uses mirrors the mass-processing and information-control concepts associated with Palantir.
The ecosystem functions as an integrated chain: Thiel’s Palantir develops surveillance and data-intelligence technology, which feeds into political software such as Parscale’s Campaign Nucleus, and Parscale in turn distributes that technology across Latin America through Cerimedo’s Numen.
The Link between U.S. and Israeli Companies
These companies’ ties to Israel and its government center on two main areas: artificial intelligence for military targeting, and cyberwarfare and digital influence operations.
In January 2024, Palantir signed a direct strategic agreement with Israel’s Defense Ministry to supply advanced AI technology supporting “war-related missions.”
In July 2026, international journalistic investigations revealed that Parscale was registered as a foreign agent of Israel in the United States. The Israeli government hired Parscale’s main firm, Clock Tower X, through a $46.5 million contract to carry out a digital influence operation.
According to the reporting, the company built a network of pro-Israel propaganda websites and blogs while also producing search-optimized content designed to shape the databases artificial intelligence systems draw on.
Cerimedo’s Numen is described as the Latin American link in that network, applying Campaign Nucleus data concepts and bot infrastructure through La Derecha Diario.
The relationship is described as symbiotic: Israel provides public contracts, Palantir supplies data technology, Clock Tower X uses that funding for digital influence operations, and Numen carries out the messaging and bot infrastructure in Latin America.
The Use of Artificial Intelligence and “AI Poisoning”
The tactics have evolved from spreading disinformation on social media to manipulating institutional digital ecosystems.
Generative Engine Optimization, or GEO, is described as a technique meant to flood the internet with doctrinal texts and fake academic research centers, so that the crawlers used by systems such as ChatGPT, Gemini and Claude absorb that propaganda as factual information. As a result, when people ask artificial intelligence systems about geopolitical topics or elections, those systems can end up repeating narratives that this network planted beforehand.
The dismantling of Cerimedo’s structures in Bolivia also revealed the use of tens of thousands of automated phones running AI software designed to simulate human behavior, making it harder for social media platforms to detect and block them.
Trump’s MAGA strategists, working with Eduardo and Flávio Bolsonaro, continue trying to interfere in Brazil’s election despite Cerimedo’s arrest — evidence of a powerful alliance working jointly to manipulate and defraud the political landscape and bring Latin America under U.S. control. The question is: for how long?
This article was originally published in Brasil 247. It has been translated to English by Panamerican Dispatch and can be read in its original Portuguese, here.
Las familias tinerfeñas beneficiarias del Ingreso Mínimo Vital (IMV) pueden aumentar la cuantía que reciben gracias a un complemento de hasta 115 euros si cumplen los requisitos establecidos. La Seguridad Social contempla esta ampliación para determinados hogares en función de sus ingresos y circunstancias familiares, con el objetivo de reforzar la protección de los colectivos más vulnerables.
El CD Tenerife ha arrancado la temporada de forma inmejorable. El conjunto blanquiazul se ha adaptado rápidamente a la categoría de plata tras un año alejado del fútbol profesional, devolviendo la ilusión a una afición que vuelve a lucir sus colores con orgullo. Muchos seguidores colocan banderas, bufandas u otros símbolos del equipo en sus vehículos para mostrar su apoyo, pero deben tener cuidado, porque esta práctica puede acabar en una multa de la Policía si no cumple con la normativa establecida por la Dirección General de Tráfico (DGT).
El Gobierno de España ha anunciado una importante novedad para miles de ciudadanos. El Ingreso Mínimo Vital (IMV) amplía su alcance con un nuevo colectivo de posibles beneficiarios después de que la Seguridad Social confirmara que determinados jóvenes que hayan cumplido 18 años y se encuentren en esta situación podrán solicitar la ayuda si cumplen los requisitos.
El Ingreso Mínimo Vital (IMV) se ha consolidado como una de las principales ayudas económicas de la Seguridad Social en España. La ministra de Inclusión, Seguridad Social y Migraciones, Elma Saiz, ha desvelado ahora cuál es la cuantía media que reciben los beneficiarios.
America has long been the go-to home for emerging tech companies. With this, it has reaped economic and geopolitical benefits such as technological sovereignty, innovation culture, brain gain and standard setting, to name a few. But President Donald Trump’s rule is now eroding some of America’s most competitive assets: predictability and legal certainty. From tariff volatility and political pressure on independent agencies to restrictions on foreign researchers and the politicisation of investment decisions, doing business in America now comes with much higher risks.
For the first time in decades, Europe has a chance to compete by offering emerging companies an alternative: stable institutions, clear rules, independent regulators and a rule-of-law guarantee. To beat the US at its own game, the EU will need to take a much more continental approach.
In some ways, Europe is not too far behind. It currently competes head-to-head with the US and China in the creation of new tech companies, for example. Since 2015, it has produced more start-ups than America and has the same share of founders creating new companies with Asia. Talent costs are lower than in the Bay Area or New York, and Europe holds advanced positions in quantum technology, climate tech and biotech.
The problem arises at the scaling stage. The fragmentation of 27 member-state markets and the regulatory complexity this brings is an invisible ceiling on the continent’s start-up environment. In 2024, investment rounds above $100m totalled $120.8bn in the US compared to just $18.1bn in Europe. And in 2025, deep tech investment reached $130bn in the US compared to just $16bn in Europe, a gap that widens when looking at AI and other breakthrough technologies.
Over time, these dynamics have led to a structural decline: Europe’s share of global tech market value has plummeted from 30% in 2000 to just 7% today, even though the tech industry now accounts for 15% of Europe’s GDP, compared to 4% in 2015. The consequences for Europe’s tech sovereignty and geoeconomic sway are unquestionable.
It would be misleading to only blame regulatory fragmentation for this gap. Other factors weigh heavily on European venture capital growth too. There are few deep pockets in public equity markets able to absorb large tech IPOs; European institutional capital, like pension funds, chronically underinvests in venture capital; and the broader institutional culture prices risk more conservatively than America’s.
A lack of European money means that much capital comes from overseas. Nearly half of Europe’s growth-stage funding last year came from abroad, predominantly America. In itself this is not a problem, but it becomes one when those investors push entrepreneurs to relocate their companies once they reach scale. This creates a “high-growth forum shopping”that drains talent, high-quality jobs, innovation capacity and previously invested public funding out of Europe. This has created a familiar pattern of European-born companies ending up incorporated on the other side of the Atlantic.
Creating an EU Inc
To address these issues, the European Commission recently took a decisive step towards approving a European company model: EU Inc., otherwise known as the 28th regime. The idea is to create a harmonised EU-level legal framework to allow companies, especially startups and scale-ups, to operate in the single market under one set of rules rather than facing 27 different national systems. This should create European-born and -raised firms.
The first part is already on the table: a regulation establishing EU Inc. as an optional, automatically recognised and fully digital corporate entity covering commercial, tax, insolvency and labour law. In theory, this should lead to less regulatory fragmentation, more risk investment and better access to capital markets and European talent. The practice, however, is more difficult.
Achieving a broad ecosystem of innovative EU Incs will depend on whether founders choose it and whether investors trust it is consistent and usable. On the attractiveness front, the current proposal faces two big difficulties. First, the regime can only reach its full potential if the EU makes progress on other files including key items of the startup and scaleup strategy, the European Innovation Act, the capital markets union and the transformation of certain merger guidelines.
Second, in the complex institutional negotiations up until 2027, certain countries and stakeholders will likely seek to dilute the regime’s capacity to become a unified standard. This is because it will need to bypass certain domestic legal barriers to make it easier to build, invest, and scale across Europe. Germany, for example, will scrutinise any framework that bypasses its co-determination model (Mitbestimmung). France will defend the centrality of its tech national champions agenda. And the Nordics will protect the favourable tax treatment of stock options and employee share schemes. In June 2026, the Council’s own legal service already advised national delegations that the proposal may need to be downgraded from a regulation to a directive, which would undermine its harmonising ambition from the outset.
Should the 28th regime derail under pressure from national interests, it would be a macroeconomic failure of the first order
Should the 28th regime derail under pressure from national interests, it would be a macroeconomic failure of the first order. To prevent that and keep the capitals on board, the proposal must be preserved as the commission designed it, as a regulation, not a directive. That means EU Inc is optional for entrepreneurs and businesses, but not for member states: national company law stays in place, and companies simply gain a European corporate form alongside it. Capitals therefore retain their legal sovereignty while their most promising firms become less likely to move abroad. Within this, the new legislation must include tax measures to prevent huge imbalances of member states with more attractive tax laws such as Ireland, Luxembourg or the Netherlands.
Moreover, in case of an effective blockage of negotiations, parallel levers should be activated: the move away from unanimity voting suggested by Ursula von der Leyen in April together with fast-track routes such as mutual recognition mechanisms between member states. The European Competitiveness Lab is a good model to inspire this member-state coordination. The geopolitical urgency framing the debate can provide the political tailwind.
Europe has networks of academic research centres and connected clusters such as the AI factories which are already generating projects and spin-offs in critical technologies. There is still time for these spin-offs to be born as EU Incs. The combination is straightforward: AI factories and the EuroHPC joint undertaking provide the scientific infrastructure, EU Inc is the legal vehicle, and the European innovation council and investment bank work as the financing bridge between laboratory and market. This is the most scalable path available to Europe to turn its research strength into corporate strength; it just requires the alignment of institutions and laws that already exist.
The EU can do it again
The potential transformative dimension of the 28th regime has two precedents worth recalling, both of which combined a common legal framework, pooled public investment and continental scale to overcome the limits of national efforts.
In the late 1960s, Airbus emerged as a political-industrial project to equip Europe with a champion capable of competing with the US in commercial aviation. France and Germany agreed in 1970 to a single legal vehicle, joined shortly after by the UK and Spain. They then channelled public funding into a shared corporate structure, and eventually consolidated their fragmented national aerospace industries into one European company.
And in the 2000s, Galileo gave Europe its own global positioning technology based on a system that was open, civilian-controlled and compatible with GPS but more precise. It required EU member states to agree on a common legal and governance framework under EU law, to commit more than €10bn of joint EU-budget funding over two decades and to operate the system as shared European infrastructure rather than as competing national projects. Its development is widely credited as a factor that pushed Washington to end the deliberate restrictions of GPS for civilian use.
Today, both operate at a global scale. The lesson for the 28th regime is the same: a single legal framework, pooled resources and continental scale turned political ambition into industrial reality. Europe’s competitiveness in the coming decades will depend on its capacity to do this again and support companies, especially those driven by emerging technologies. With this, the EU could achieve a new strategic form of sovereignty and the greatest practical step forward for the single market in decades.