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Chancellor targets cost of living crisis in budget for a ‘difficult moment’

Healey hopes to give ‘hope for the future’ but only modest policies are expected with important decisions deferred

John Healey has acknowledged the UK faces a “difficult moment” but insisted he would put the country on a better path as he delivers his first budget on Wednesday against a turbulent global economic backdrop.

But despite the international uncertainty, the chancellor will signal “fresh hope for the future” as he attempts to sound a more optimistic note, by providing households with breathing space from rising cost of living pressures.

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© Photograph: Kirsty O’Connor/Treasury

© Photograph: Kirsty O’Connor/Treasury

© Photograph: Kirsty O’Connor/Treasury

Aneel aprova editais de dois leilões de sistemas de baterias para dezembro

27 October 2026 at 22:10

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira (27), os editais dos dois leilões de reserva de capacidade destinados à contratação de novos sistemas de armazenamento de energia em baterias. As disputas estão previstas para 2 e 4 de dezembro, com início do suprimento em 1º de agosto de 2028 e contratos de 15 anos.

O primeiro certame, denominado Armazenamento Nacional, será destinado a projetos que atendam aos requisitos mínimos de conteúdo nacional do sistema de credenciamento de fornecedores do BNDES. O segundo será realizado na modalidade Armazenamento, sem a mesma exigência de nacionalização.

Os preços-teto, definidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME), serão de R$ 1,76 milhão por megawatt (MW) ao ano para o produto com conteúdo nacional e de R$ 1,58 milhão por MW ao ano para o outro certame. Os processos foram relatados pelo diretor Gentil Nogueira de Sá Júnior.

A contratação remunerará a disponibilidade de potência das baterias para atender aos comandos do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Os empreendimentos receberão uma receita fixa anual, paga em 12 parcelas mensais, sujeita a reduções conforme o desempenho operacional. A remuneração será devida independentemente do acionamento dos sistemas, observadas as obrigações contratuais.

Os projetos deverão oferecer disponibilidade mínima de 30 MW e sustentar a potência máxima por quatro horas a cada ciclo completo. As regras preveem até dois ciclos diários, respeitado o limite de 366 ciclos anuais, e recarga completa em até seis horas. A eficiência total mínima exigida será de 85%.

Os sistemas também deverão atender aos requisitos de conexão, incluindo a funcionalidade de formação de rede, conhecida como grid forming. A verificação pelo ONS ocorrerá durante o processo de integração das instalações ao sistema elétrico, como condição para a entrada em operação em teste e comercial.

O custo da contratação será rateado exclusivamente entre os geradores de energia, conforme a legislação citada nos votos. O relator classificou o custeio como o tema mais controverso dos certames e registrou que a discussão em andamento no Congresso não afasta a obrigação da agência de cumprir a regra vigente.

Entre as mudanças após as consultas públicas, a Aneel reduziu de R$ 9,8 milhões/MW para R$ 6 milhões por MW as garantias financeiras das exigências patrimoniais. A garantia de proposta será de R$ 60 mil por MW de disponibilidade máxima ofertável. Já a garantia de fiel cumprimento e o patrimônio líquido mínimo serão, cada um, de R$ 600 mil por MW vinculado ao lance.

Os editais também permitirão consórcios entre empresas do mesmo grupo econômico, com regras para evitar a dupla contagem de patrimônio, e explicitarão a possibilidade de participação de concessionárias de transmissão, observadas as obrigações das concessões. Após apontamento da equipe técnica do Tribunal de Contas da União (TCU), a comprovação patrimonial deverá considerar os compromissos assumidos conjuntamente nos dois leilões.

A agência manteve o risco de conexão com os empreendedores e rejeitou a prorrogação automática do início do suprimento por atrasos nas instalações de acesso. Também preservou o limite anual de 2,5% de indisponibilidade programada, equivalente a aproximadamente 219 horas, incluindo intervenções para recompor a capacidade das baterias ao longo do contrato.

Visa registra lucro de US$ 6 bi no 4° trimestre, alta de 18%

27 October 2026 at 21:43

A Visa registrou um lucro líquido de US$ 6 bilhões em seu quarto trimestre fiscal de 2026, informou a empresa nesta terça-feira (27). O valor foi 18% maior do que no mesmo período do ano anterior, e o lucro ajustado por ação foi de US$ 3,48, acima dos US$ 3,44 esperados pelos analistas da FactSet.

A receita da gigante de serviços de cartões de pagamento foi de US$ 12,1 bilhões, uma alta de 13% ante o mesmo período de 2025 e levemente acima das expectativas dos analistas, de US$ 12,09 bilhões.

“A Visa teve um ano marcante. Alcançamos uma receita líquida recorde de US$ 46 bilhões, um aumento de 15%, o crescimento mais forte em mais de 15 anos, excluindo a recuperação pós-pandemia e aquisições”, disse o CEO Ryan McInerney.

“Em 2026, também demonstramos que sempre que a tecnologia muda o comércio, nós acompanhamos, antecipamos o que vem a seguir e possibilitamos o crescimento de pagamentos globalmente”.

Segundo a companhia, o total de transações processadas foi de 74,2 bilhões nos três meses encerrados em 30 de setembro. Esse aumento impulsionou o crescimento da receita da Visa durante o trimestre, disse a empresa.

Às 17h31 (de Brasília), as ações da Visa caíam 2,19% no after hours de Nova York.

Famílias e empresas pagaram R$ 674 bi em juros no 1º semestre, alta de 7,4%

27 October 2026 at 21:24

As famílias brasileiras viram seus gastos com juros subirem quase 10% no primeiro semestre de 2026 – em comparação com o mesmo período do ano anterior -, totalizando despesa da ordem de R$ 515,4 bilhões, segundo levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

Já as empresas tiveram de desembolsar R$ 158,6 bilhões com juros nos primeiros seis meses do ano. Somados os valores, pessoas físicas e jurídicas perderam R$ 674 bilhões nesse sentido, alta de 7,4% ante o primeiro semestre de 2025.

Apesar do crédito ficar cada vez mais caro – a taxa nominal ponderada acumulada passou de 24,3% para 25,3% -, o consumidor segue buscando empréstimos – o saldo real do crédito livre às pessoas físicas subiu 6,1%, a R$ 2,353 trilhões, enquanto as concessões avançaram 5,1%.

Não obstante, a FecomercioSP apurou que a inadimplência cresce, com os atrasos acima de 90 dias atingindo 7,37% dos consumidores, após piora de 1,78 ponto percentual do indicador.

“Em apenas dois anos, houve uma deterioração expressiva da capacidade de pagamento. […] Os lares com dívidas permanecem em patamar elevado”, aponta a entidade em nota de pesquisa.

A FecomercioSP afirma que 3,4 milhões de lares registram dívidas, o maior patamar desde 2022.

Já olhando para as empresas, o levantamento nota outro comportamento alarmante: o gasto total com juros se manteve quase o mesmo entre 2025 e 2026, enquanto as operações de crédito recuaram; com menor saldo de crédito, o que manteve a despesa elevada é o fato do encarecimento das concessões.

Juros altos desencorajam consumo e podem frear economia; entenda

 

Bitcoin sobe com investidores na expectativa por decisão do Fed

27 October 2026 at 21:22

O Bitcoin registrou alta nesta terça-feira, 27, aguardando os resultados e sinalizações da reunião do Comitê de Política Monetária do Fed (Federal Reserve), nos Estados Unidos.

Por volta das 16h24 (em Brasília), o Bitcoin avançava 0,71%, a US$ 80.640,01, enquanto o Ethereum subia 0,9%, a US$ 2.340,19, de acordo com a plataforma Coinbase.

Os preços da principal criptomoeda continuaram oscilando dentro de uma faixa limitada, assim como na véspera. O FxPro observa que a falta de força acontece apesar do “momento positivo” nas ações.

“A impressão é de que os compradores estão concentrados em sustentar os ativos principais, enquanto as vendas se espalham por um número crescente de setores, incluindo o de criptomoedas”, afirma a corretora, explicando que essa movimentação pode indicar que o bull market está perdendo força.

Já na avaliação da IG, os investidores aguardam mais clareza com a decisão de política monetária do Fed de amanhã e, por isso, estão “relutantes” em comprar bitcoins. Com mais de 90% de chances por uma manutenção das taxas de juros, de acordo com a ferramenta do CME Group, as expectativas são pelas sinalizações dos dirigentes.

De acordo com a corretora, o Fed poderia aliviar essa cautela do mercado se sinalizasse uma política monetária menos restritiva, enquanto um tom mais duro aumentaria o risco de novas quedas.

Na mesma linha, a corretora de criptomoedas Gravity Team aponta que o Fed será determinante para o apetite institucional do bitcoin, assim como indicadores econômicos dos EUA como o índice de preços de gastos com consumo (PCE), previsto para quinta-feira.

“O bitcoin está lidando com as incertezas em torno das ações e do petróleo, além do custo de financiamento em dólares … esta semana é sobre a forma como as instituições planejam suas estratégias diante dessas condições”, afirma.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

Ouro fecha em alta com recuo da energia e atenção voltada ao Fed

27 October 2026 at 20:17

O ouro encerrou em alta nesta terça-feira (27) diante de uma queda dos preços de petróleo à espera da decisão de política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) nos EUA, na quarta-feira (28).

Na Comex, divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,90%, a US$ 4.074,6 por onça-troy. A prata subiu 0,32%, a US$ 54,513 por onça-troy.

O metal dourado chegou a recuar durante a manhã, mas oscilou e passou a subir, sem chegar a fazer movimentos intensos durante a sessão.

A alta do metal aconteceu em meio a queda do petróleo diante de sinais contraditórios no cenário geopolítico do Oriente Médio: enquanto os houthis realizaram novos ataques na Arábia Saudita, o Irã sinalizou que pode aceitar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Para o Sucden Financial, o foco do mercado passa a ser a reunião do Comitê de Política Monetária, do Fed – que começou nesta terça e vai até quarta-feira –, e os resultados do índice de PCE (preços de gastos com consumo) nos EUA, na quinta-feira.

A expectativa do mercado é por uma manutenção nas taxas de juros pelo Federal Reserve. De acordo com a corretora, dada a expectativa por uma alta apenas em dezembro, a queda dos rendimentos aliviou parte da pressão imediata no ouro, mas sem eliminar completamente a restrição das taxas de juros.

Em contrapartida, o Commerzbank avalia que a fraqueza recente do ouro é “surpreendente”, levando em conta que “as expectativas para as taxas de juros nos EUA diminuíram um pouco”. Assim, o banco alemão avalia que, “desde que as surpresas sejam limitadas”, a reunião do Fed pode ocasionar uma reação limitada no ouro.

Uma pesquisa da Reuters mostrou que a previsão do mercado para o preço do ouro em 2026 caiu pelo segundo trimestre consecutivo com os altos rendimentos dos títulos dos Treasuries, pela valorização do dólar e pela expectativa de que as taxas de juros permaneçam elevadas por mais tempo.

Petróleo recua mais de 1% com expectativa de avanços diplomáticos com o Irã

27 October 2026 at 20:16

O petróleo fechou em queda nesta terça-feira (27) estendendo as perdas da véspera, diante de sinalizações contraditórias no Oriente Médio. Mercado assimila ainda relatos de que a Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) planeja manter inalterada suas metas de produção para dezembro.

Negociado na ICE (Intercontinental Exchange de Londres), o petróleo Brent para janeiro fechou em queda de 1,20% (US$ 1,33), a US$ 109,41 o barril. O petróleo WTI para dezembro recuou 1,83% (US$ 1,86), a US$ 99,90 o barril, na Nymex.

A commodity ainda tentou uma recuperação nas primeiras horas do dia, mas voltou a cair ainda durante a manhã, apesar de permanecer próximo da faixa de US$ 100 o barril.

Enquanto, de um lado, representantes do Irã afirmam estarem dispostos a firmar um acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, os Houthis do Iêmen realizaram novos ataques à Arábia Saudita.

Ainda assim, para o BOK Financial, a correção acontece diante das notícias de que novas negociações com o Irã e entre a Rússia e a Ucrânia parecem estar se concretizando.

“Embora a perspectiva de paz em ambas as regiões esteja mantendo alguma pressão de baixa sobre os preços no curto prazo, o fato é que a oferta global está restrita e há uma crescente presença militar dos EUA no Golfo Pérsico”, pondera.

Mesmo assim, o Commerzbank avalia que a situação no Oriente Médio permanece “tensa”. Para o banco alemão, novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã podem acontecer após as eleições de meio de mandato, enquanto o resultado do pleito em Israel pode “ser significativo para futuros desdobramentos na guerra”.

Na mesma linha, a Jefferies afirma que a geopolítica permanece como foco dos mercados, diante das preocupações de que os EUA podem considerar outra rodada de bombardeios após as eleições.

No radar, fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve manter as metas de produção em dezembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que o país vai receber uma remessa de 1 milhão de barris de petróleo da Venezuela e que outros bilhões de barris devem ser enviados aos americanos.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

Diretores defendem revisão da Lei das Agências para evitar vacâncias

27 October 2026 at 20:16

Diretores de agências reguladoras defenderam uma nova revisão da Lei das Agências para reduzir o tempo de vacância nos cargos de direção e dar mais agilidade à escolha de dirigentes.

As propostas foram apresentadas durante o Encontro sobre Segurança Regulatória na Infraestrutura, com a participação de representantes de diversas agências reguladoras.

O diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Tiago Fairstein, afirmou que os atrasos nas indicações e na aprovação dos nomes pelo Congresso Nacional podem reduzir o tempo efetivo dos mandatos, estabelecidos em cinco anos.

Isso ocorre porque a contagem começa a partir do encerramento do mandato anterior, mesmo quando o sucessor é aprovado meses depois. Se um diretor deixa o cargo em outubro e o substituto passa por sabatina apenas em abril do ano seguinte, por exemplo, o novo dirigente terá um mandato de quatro anos e seis meses.

Fairstein também defendeu mudanças nas regras de substituição de dirigentes, com a obrigatoriedade do cumprimento da lista tríplice e mais agilidade na análise dos nomes pela Casa Civil.

Como já mostrou a CNN, até 2027, o governo Lula terá que fazer 35 indicações para diretorias de agências reguladoras. Esse número tem se acumulado desde 2025. Segundo levantamento do IRIS Regulação, a vacância nas agências reguladoras dura, em média, 195 dias.

Segundo ele, a legislação atual não avançou suficientemente em questões de governança, como os procedimentos para preencher cargos vagos e estabelecer substituições interinas na presidência das agências.

Antes de Fairstein assumir o comando da Anac, após a saída de Juliano Noman para o Ministério de Portos e Aeroportos, o então diretor da Anac, Tiago Pereira, ocupou a presidência interinamente entre 2023 e 2025.

Sancionada em 2019, a Lei das Agências estabeleceu mandatos de cinco anos para os diretores e buscou fortalecer a autonomia das entidades reguladoras. Para os dirigentes, porém, as regras não resolveram todos os entraves relacionados às nomeações e à continuidade da gestão.

Durante o evento, o diretor-presidente interino da ANA, Leonardo Góes, criticou o uso das indicações para as agências como moeda de troca política entre o Executivo e o Congresso Nacional.

Para ele, a escolha dos dirigentes deveria seguir critérios técnicos, sem que as nomeações fossem utilizadas em negociações políticas. Góes avalia que esse tipo de articulação contribui para atrasar a aprovação dos nomes e prolongar a permanência de cargos vagos nas estruturas das reguladoras.

Milho perde 1,37% em Chicago com avanço da colheita nos EUA e câmbio

27 October 2026 at 19:25

Os preços futuros do milho voltaram a recuar nesta terça-feira (27) na Bolsa de Chicago, mantendo a trajetória negativa observada nas últimas semanas. O contrato para entrega em dezembro caiu 1,37% e encerrou o pregão cotado a US$ 4,48 por bushel.

Segundo a Granar, as cotações seguem pressionadas pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela entrada de novos volumes da safra no mercado. A expectativa de uma produção elevada no país, que caminha para registrar a segunda maior colheita de sua história, amplia a disponibilidade do cereal e limita a recuperação dos preços.

Dados divulgados na segunda-feira (26) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostraram que a colheita de milho ultrapassou 60% da área prevista. Na semana anterior, o índice era de 44%. O ritmo atual se aproxima da média dos últimos cinco anos, de 66%, e supera a estimativa média do setor privado, de 59%.

O USDA manteve em 56% a parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes, indicando estabilidade na avaliação das condições da safra norte-americana.

O câmbio também contribuiu para pressionar o mercado, já que a forte desvalorização do real frente ao dólar favorece a competitividade do milho brasileiro no comércio internacional, aumentando a concorrência para o produto dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar em relação ao euro encarece o cereal norte-americano para compradores da União Europeia, o que pode dificultar as exportações destinadas ao bloco.

Soja

Os preços futuros da soja voltaram a recuar nesta terça-feira na Bolsa de Chicago, pressionados pelo avanço da colheita norte-americana e pela maior competitividade da soja brasileira no mercado internacional. O contrato para entrega em janeiro fechou em queda de 0,76%, cotado a US$ 12,43 por bushel.

Segundo a Granar, após uma breve alta durante a madrugada, as cotações perderam força diante da entrada de novos volumes da safra dos Estados Unidos no mercado. O clima seco no Meio-Oeste também favorece o andamento dos trabalhos no campo, ampliando a oferta disponível. Outro fator de pressão é a ausência de novos anúncios do USDA sobre vendas antecipadas de soja para a China.

De acordo com o relatório semanal do USDA, divulgado na segunda-feira (26), a colheita norte-americana atingiu 79% da área prevista, avanço de 15 pontos percentuais em relação à semana anterior. O resultado supera a média histórica de 77% e ficou em linha com as expectativas dos operadores do mercado.

A desvalorização do real brasileiro também contribuiu para pressionar as cotações em Chicago. Embora a moeda tenha apresentado uma leve recuperação nesta terça-feira, a queda registrada no dia anterior favorece a competitividade da soja brasileira, ao tornar o produto mais atrativo para compradores internacionais.

No Brasil, o plantio da safra 2026/27 também avançou. Segundo levantamento semanal da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado na segunda-feira, 42,8% da área prevista já havia sido semeada, ante 30,1% na semana anterior. O índice supera os 34,8% registrados no mesmo período de 2025 e a média dos últimos cinco anos, de 40,2%.

Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura no país, com 75,8% da área planejada já plantada. O percentual está acima dos 62,1% observados no mesmo período do ano passado e da média quinquenal de 70,3%.

A Agrinvest também destacou a pressão sobre o complexo da soja, especialmente sobre o farelo. A consultoria avalia que o avanço da colheita nos Estados Unidos e a aceleração do plantio brasileiro aumentam a disponibilidade de produto. Apesar da falta de novos anúncios de vendas para a China desde a semana passada, a expectativa é de que os próximos dados semanais de exportação americana ainda reflitam volumes expressivos de negócios já reportados.

Trigo

Os contratos futuros de trigo encerraram a sessão em queda nos mercados dos Estados Unidos, pressionados pela valorização do dólar frente ao euro e pela dificuldade de atrair compradores. O vencimento para entrega em dezembro recuou 0,93% e fechou cotado a US$ 6,10 por bushel.

Segundo a Granar, os investidores mantiveram o movimento de venda de contratos observado nas últimas oito semanas, sem que o cereal encontrasse suporte suficiente para interromper a sequência negativa. A valorização do dólar em relação à moeda europeia favorece a competitividade do trigo produzido na União Europeia, tornando o produto americano menos atrativo no mercado internacional.

O mercado também acompanha os desdobramentos diplomáticos relacionados à região do Mar Negro. Segundo a Granar, as tentativas de reduzir as tensões continuam influenciando as posições dos investidores, enquanto os embarques de trigo da Rússia e da Ucrânia permanecem restritos em meio à continuidade dos confrontos na região.

As incertezas sobre o fluxo de exportações pelo Mar Negro seguem como um fator de atenção para o mercado global, diante da importância dos dois países no comércio internacional de trigo.

Indústria de biocombustíveis propõe quadruplicar produção até 2035

 

Australiana amplia em 29% depósito de terras raras de alto teor na Bahia

27 October 2026 at 19:21

A mineradora australiana Brazilian Rare Earths anunciou uma ampliação de 41% nos recursos minerais indicados de alto teor do projeto Monte Alto, localizado no interior da Bahia. A atualização elevou de 2,51 milhões para 3,54 milhões de toneladas a quantidade de material classificado nessa categoria, considerada de maior confiança geológica.

O resultado foi divulgado pela companhia na segunda-feira (26) e faz parte de uma nova estimativa dos recursos minerais do empreendimento, situado entre os municípios de Jiquiriçá e Ubaíra, aproximadamente 270 quilômetros a sudoeste de Salvador.

Considerando também os recursos classificados como inferidos, que apresentam menor grau de conhecimento geológico, o volume total de material de altíssimo teor passou de 3,4 milhões para 4,4 milhões de toneladas, um crescimento de 29%.

O teor médio de óxidos de terras raras desse conjunto ficou em 9,87%, ante 11,26% na estimativa anterior. Já os recursos indicados apresentam concentração média de 10,71%, segundo os dados divulgados à bolsa australiana.

A ampliação foi impulsionada principalmente pela identificação de novas zonas mineralizadas na porção sul de Monte Alto. Nessa área, os recursos indicados cresceram aproximadamente 200%, alcançando 1,9 milhão de toneladas.

Ao todo, a nova estimativa incorpora 8,1 mil metros adicionais de sondagens, distribuídos por 33 furos. O banco de dados utilizado pela companhia reúne mais de 43 mil metros de perfurações diamantadas, realizadas em 255 furos.

Apesar do avanço, os volumes divulgados representam estimativas de recursos minerais, e não reservas com viabilidade econômica demonstrada. A transformação desses recursos em reservas depende de estudos adicionais sobre as condições técnicas e econômicas de exploração.

O projeto Monte Alto integra o complexo Rocha da Rocha, que também inclui o depósito Sulista, e é considerado o empreendimento mais avançado da Brazilian Rare Earths no Brasil.

Além de neodímio e praseodímio, elementos utilizados principalmente na fabricação de ímãs permanentes, o depósito apresenta concentrações relevantes de terras raras pesadas, como disprósio e térbio.

Esses minerais possuem aplicações estratégicas na fabricação de equipamentos industriais, veículos elétricos, turbinas eólicas e sistemas de defesa, especialmente em tecnologias que utilizam ímãs capazes de operar sob temperaturas elevadas.

A companhia identificou ainda a presença de outros minerais considerados estratégicos, incluindo nióbio, escândio, tântalo e urânio, cujo potencial de aproveitamento comercial dependerá de avaliações adicionais.

Exportações antes da refinaria

A ampliação dos recursos ocorre enquanto a Brazilian Rare Earths avalia uma estratégia para antecipar o início das operações comerciais de Monte Alto, sem depender inicialmente da construção de uma refinaria de terras raras.

O plano prevê a implantação de uma estrutura de mineração e beneficiamento relativamente simples, utilizando processos convencionais de extração e separação física do minério para produzir concentrado de alto teor destinado ao mercado internacional.

A intenção é iniciar a comercialização desse produto antes da entrada em operação da unidade de processamento hidrometalúrgico e separação de terras raras que a companhia pretende construir no Polo Industrial de Camaçari, também na Bahia.

A refinaria planejada faz parte da estratégia de industrialização da empresa no Brasil e deverá receber concentrados minerais para etapas posteriores de processamento, permitindo a obtenção de produtos de maior valor agregado.

Segundo a mineradora, o modelo de desenvolvimento em etapas poderia reduzir a necessidade inicial de investimentos e permitir a geração antecipada de receitas, que seriam utilizadas para ajudar a financiar a implantação da estrutura industrial.

“Ao estabelecer essa operação antes da refinaria de Camaçari, pretendemos gerar receitas antecipadas para financiar o desenvolvimento das etapas posteriores e reduzir nossa dependência de capital externo”, afirmou Bernardo da Veiga, diretor-presidente da Brazilian Rare Earths.

A estratégia representa uma alternativa ao desenvolvimento simultâneo de toda a cadeia produtiva, que exige investimentos elevados em mineração, beneficiamento e processamento químico antes da obtenção das primeiras receitas.

A empresa ressalta, entretanto, que o projeto de exportação de concentrado ainda está em fase de estudos e depende de novas avaliações técnicas, econômicas e das autorizações necessárias.

A Brazilian Rare Earths pretende concluir até dezembro deste ano o estudo de viabilidade da primeira etapa de Monte Alto, voltada à comercialização de concentrado mineral.

O documento deverá utilizar a nova estimativa de recursos para avaliar as condições de exploração, os investimentos necessários e a viabilidade da operação.

A companhia ainda não estabeleceu uma data definitiva para o início das exportações, tampouco informou quando pretende começar a construção da refinaria em Camaçari.

Paralelamente, a mineradora continuará os trabalhos de exploração para avaliar novas extensões do depósito. O programa inclui mais de 5 mil metros de sondagens direcionadas a áreas que ainda apresentam potencial de mineralização.

 

Fundador da ByteDance lidera lista de bilionários na China com avanço da IA

27 October 2026 at 19:20

O fundador da ByteDance, Zhang Yiming, recuperou o primeiro lugar na lista dos mais ricos da China, impulsionado pelo avanço de sua empresa em IA  (inteligência artificial).

Os rankings divulgados pelo Instituto de Pesquisa Hurun nesta terça-feira (27) refletiram que os setores de alta tecnologia do país estavam em ascensão, enquanto outros, como consumo e imobiliário, estavam sob pressão.

O instituto, que publica a lista anualmente desde 1999, encontrou um recorde de 1.529 pessoas com mais de 5 bilhões de yuans (cerca de US$ 750 milhões), um aumento de 6,6% em relação ao ano passado.

O número de bilionários com base em seu patrimônio líquido em dólares americanos subiu para 1.176, um aumento de 155 pessoas – 176 a mais que os Estados Unidos. Isso foi ligeiramente abaixo das 1.185 pessoas em 2021.

Zhang liderou a lista com US$ 100 bilhões, um aumento de 43%, “quase tudo graças à IA”, e o valor foi um recorde para a pessoa mais rica da China, disse Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, em um comunicado. Hoogewerf observou que o Doubao da ByteDance é o assistente de IA mais usado na China.

A ByteDance também é a empresa-mãe das populares plataformas de vídeos curtos Douyin e TikTok.

O magnata do setor de água engarrafada Zhong Shanshan caiu para o segundo lugar com US$ 61 bilhões, enquanto Robin Zeng, presidente da CATL, o maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos, ficou em terceiro.

Já o fundador da startup chinesa de inteligência artificial DeepSeek, Liang Wenfeng, novidade na lista, ficou em sétimo lugar. O presidente da fabricante de chips de IA Cambricon, Chen Tianshi, ficou em décimo.

“Os ganhos deste ano foram polarizados: empreendedores em IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto aqueles em consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram sua riqueza encolher”, disse Hoogewerf.

Hoogewerf ainda disse que Lei Jun, presidente da fabricante chinesa de eletrônicos de consumo inteligente Xiaomi, foi o “maior perdedor” deste ano, com sua riqueza reduzida pela metade para US$ 25,1 bilhões. Fonte: Associated Press

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Café arábica recua 2,39% em Nova York com pressão do câmbio no Brasil

27 October 2026 at 19:18

A perspectiva de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica na bolsa de Nova York nesta terça-feira (27). O contrato futuro para entrega em dezembro recuou 2,39% e encerrou a sessão cotado a US$ 2,93 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços ampliaram as perdas registradas na segunda-feira, diante da desvalorização do real frente ao dólar. A moeda brasileira caiu 8,8% na sessão anterior, mas recuperou 1,3% neste pregão. “Um real mais fraco tende a estimular as exportações, já que os produtores e comerciantes brasileiros podem obter mais reais por cada dólar recebido nas vendas externas, favorecendo a oferta do grão no mercado internacional”, informou o Barchart.

Outro fator de pressão veio dos estoques na bolsa internacional, já que quase 10 mil sacas chegaram aos armazéns na segunda-feira para passar por classificação, o maior volume em mais de um mês, conforme as informações da Bloomberg. Após a avaliação, parte desse café poderá ser incorporada aos estoques certificados, ampliando a disponibilidade registrada no mercado.

Apesar da chegada de novos lotes para classificação, os estoques certificados de café arábica recuaram em 788 sacas nesta terça-feira, para 224.822 sacas, atingindo o menor nível em um mês e meio. O volume permanece próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro, o que mantém a atenção do mercado sobre a disponibilidade do produto.

Cacau

Os sinais de redução da oferta na África Ocidental ajudaram a sustentar os preços futuros do cacau nesta sessão na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro avançou 1,58%, encerrando a sessão cotado a US$ 5.577 por tonelada.

Segundo a Barchart, as cotações recuperaram a maior parte das perdas registradas na segunda-feira, quando a desvalorização do real brasileiro pressionou o mercado. A queda da moeda tende a estimular as vendas de exportadores do Brasil, que passam a receber mais reais por cada dólar obtido nas negociações internacionais.

Embora tenha participação menor no mercado global em comparação com os países da África Ocidental e o Equador, o Brasil é o sétimo maior produtor mundial de cacau, com cerca de 4% a 5% da produção global, segundo estimativas da ICCO (Organização Internacional do Cacau).

Em contrapartida, a redução das entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim contribuiu para limitar a pressão sobre os preços. Dados do governo do país, divulgados na segunda-feira e repercutidos pela Bloomberg, indicaram que os produtores entregaram 44.241 toneladas aos portos na semana encerrada em 25 de outubro, volume 46% inferior às 82.010 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O ritmo das entregas na Costa do Marfim é acompanhado de perto pelos participantes do mercado, especialmente diante dos possíveis efeitos sobre a disponibilidade da matéria-prima no comércio internacional.

Açúcar

Os contratos futuros de açúcar registraram recuperação na bolsa de Nova York, após a forte desvalorização da sessão anterior. O vencimento para entrega em março avançou 0,52% e encerrou o pregão cotado a 19,20 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a alta ocorreu após os preços recuarem 5,6% na segunda-feira, quando atingiram o menor nível em um mês. A queda foi influenciada pela desvalorização de quase 9% do real brasileiro, que favorece a competitividade das exportações do país no mercado internacional.

Nesta terça-feira, a moeda brasileira apresentou recuperação parcial, com valorização de 1,2% frente ao dólar. O movimento cambial contribuiu para estabilizar as cotações do açúcar, uma vez que a desvalorização do real tende a incentivar os exportadores brasileiros a ampliar as vendas externas, ao elevar o valor em moeda local recebido por cada dólar negociado.

O Brasil tem influência direta sobre a formação dos preços internacionais por ser o maior produtor mundial de açúcar. Segundo estimativas da OIC (Organização Internacional do Açúcar) e do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país responde por cerca de 24% da produção global e mais de 50% das exportações mundiais da commodity.

Algodão

Os contratos futuros de algodão encerraram a sessão em queda na bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em dezembro recuou 1,26%, fechando cotado a 78,06 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados compilados pela Barchart, a colheita da safra norte-americana avançou para 52% da área prevista até 25 de outubro, sete pontos percentuais acima da média histórica para o período. O ritmo acelerado dos trabalhos no campo contribuiu para o avanço das operações de retirada do produto.

Por outro lado, a abertura das maçãs de algodão — etapa em que a fibra fica exposta e pronta para a colheita — atingiu 89% das lavouras, abaixo da média de 92% registrada para esta época do ano.

As condições das plantações também apresentaram piora na avaliação final da temporada. A parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes caiu dois pontos percentuais, para 33%.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro recuou 0,90% nesta terça-feira, na Bolsa de Nova York, encerrando a sessão cotado a US$ 1,43 por libra-peso.

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Bolsas da Europa sobem com petróleo e tech; Londres destoa com HSBC

27 October 2026 at 19:04

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (27) sustentadas pela queda do petróleo em meio a esforços diplomáticos no Oriente Médio e pelo avanço de ações de semicondutores.

Londres destoou, pressionada pelo setor bancário após balanço decepcionante do HSBC. Investidores também acompanharam resultados corporativos e aguardam decisões de juros nos EUA e na zona do euro.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,75%, a 10.686,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,77%, a 25.606,65 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,51%, a 7.887,14 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,90%, a 49.627,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,69%, a 19.164,40 pontos. Em Lisboa, o , a 9.253,58 pontos. As cotações são preliminares.

A confiança do consumidor francês caiu de 85 para 80 em outubro, menor nível desde junho de 2013, em meio à crise política e fiscal. Paralelamente, pesquisa do BCE apontou aperto das condições para empréstimos a empresas na zona do euro.

A Pimco prevê juros estáveis na reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira, mas projeta alta em dezembro.

Em Londres, o HSBC cedeu 6% após registrar crescimento do lucro trimestral abaixo do esperado, arrastando os bancos. A Reckitt Benckiser também figurou entre as maiores baixas, com queda de 4,9%.

Em sentido oposto, a holandesa BE Semiconductor saltou 11,6% depois de a americana Applied Materials anunciar a ampliação de sua participação na empresa para cerca de 20%.

O otimismo com IA ( inteligência artificial), renovado pelos planos de abertura de capital da Anthropic, também favoreceu ASML (+2,8%), ASM International (+5,2%), Infineon (+5,3%) e STMicroelectronics (+7,3%). O subíndice tech subiu 2,1% no Stoxx 600.

Na Alemanha, a Suss Microtec perdeu 4,5%, enquanto a Mercedes-Benz (-3,7%) cortou sua projeção de rentabilidade para o ano diante da fraqueza do mercado chinês e de custos maiores. Na Suíça, a Novartis elevou suas projeções anuais, apesar de contratempos em estudos clínicos e subiu 0,9%.

Após queda na véspera, as ações de empresas europeias que são expostas ao Brasil tinham desempenhos mistos. Em Madri, o Santander subiu 0,9% e a Telefonica, 1,5%. Em Lisboa, a Galp fechou praticamente estável em dia também de baixa do petróleo.

*Com informações da Dow Jones Newswires

Moody’s vê ajustes graduais na política fiscal do novo governo Lula

27 October 2026 at 18:30

A ausência de um perfil mais firme com a consolidação fiscal pode pressionar o perfil de crédito do Brasil ao longo do tempo, segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s divulgado nesta terça-feira (27).

A instituição avalia que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve manter a atual trajetória da política fiscal, com ajustes graduais, prolongando os déficits nominais, os custos elevados de financiamento e o aumento dos encargos da dívida pública.

A Moody’s avalia que, embora a eleição não altere a atual classificação do perfil de crédito soberano brasileiro, a estabilização das contas públicas dependerá da capacidade do governo de avançar em reformas fiscais.

“Na ausência de um compromisso com a consolidação fiscal mais firme do que o esperado atualmente, a persistente baixa capacidade de pagamento da dívida pressionaria o perfil de crédito do Brasil ao longo do tempo”, destacou a agência em relatório.

Apesar dos desafios, a Moody’s considera que um compromisso mais sólido com o ajuste fiscal pode surgir à medida que o presidente Lula formar sua nova equipe econômica.

Para a agência, a adoção de medidas fiscais mais profundas e antecipadas ajudaria o Brasil a recuperar parte da credibilidade fiscal perdida, reduzir os prêmios de risco e as pressões inflacionárias, além de contribuir para a diminuição dos custos de financiamento.

O relatório ainda destaca que o principal desafio do novo mandato será estabilizar a trajetória da dívida pública e recuperar a credibilidade da política fiscal brasileira.

“A dívida do governo geral está em cerca de 83% do PIB (Produto Interno Bruto) atualmente, em comparação com aproximadamente 72% na época da eleição presidencial de 2022″, argumentou o documento.

A Moody’s também ressalta o peso das despesas com juros, equivalentes a cerca de 20% da receita do governo geral, e a rigidez do orçamento brasileiro: mais de 90% dos gastos são determinados por lei.

Apesar de o país ter registrado pequenos déficits primários recentemente, de cerca de 0,5% do PIB, os elevados custos de financiamento contribuem para déficits fiscais nominais entre 8% e 9% do PIB, segundo a agência.

Para estabilizar a relação entre dívida e PIB, a Moody’s estima que o Brasil precisaria alcançar um superávit primário de 2% a 3% do PIB.

A instituição ressalta, porém, que um ajuste dessa magnitude exigiria reformas, especialmente diante das limitações políticas para reduzir despesas obrigatórias e alterar vinculações orçamentárias.

Boi gordo sobe 1,94% em dois pregões na B3 e se aproxima de R$ 400/@

27 October 2026 at 18:21

O contrato futuro do boi gordo para novembro de 2026 chegou a R$ 399,75 por arroba nesta terça-feira (27), na máxima do dia e no maior valor histórico do contrato na B3 (Bolsa Brasileira).

A cotação supera o recorde anterior, de R$ 399,40 por arroba, registrado em 13 de outubro. Por volta da atualização parcial do pregão, o vencimento avançava R$ 2,60 por arroba, alta de 0,65% no dia, e acumulava valorização de 1,94% em duas sessões.

Desde a mínima de fechamento registrada em 17 de março, de R$ 343,40 por arroba, o contrato acumula alta de R$ 56,35, equivalente a 16,4%. O movimento ocorre em um cenário de preços recordes no mercado físico e expectativa de oferta restrita de animais terminados nos próximos meses.

Os ganhos também aparecem nos demais vencimentos negociados na bolsa. O contrato para dezembro de 2026 avançava 0,44%, a R$ 398,80 por arroba. Para janeiro de 2027, a cotação era de R$ 398,45, alta de 0,38%. Fevereiro de 2027 subia 0,38%, a R$ 397,80, enquanto março de 2027 avançava 0,25%, a R$ 396,80 por arroba. Já o vencimento para outubro de 2026 era negociado a R$ 384,70, com alta de 0,04%.

A curva de preços entre novembro de 2026 e março de 2027 permanece praticamente estável, com valores entre R$ 396,80 e R$ 399,75 por arroba. O comportamento indica que o mercado futuro mantém a expectativa de preços elevados também no início do próximo ano, sem sinalizar alívio expressivo na oferta no curto prazo.

O contrato para janeiro de 2027 já havia superado a marca de R$ 400 por arroba durante o pregão de segunda-feira (26), quando atingiu R$ 400,25. O vencimento para outubro de 2027 também chegou a R$ 402 em 14 de outubro. Entre os contratos com vencimento em 2026, dezembro ficou próximo do patamar na segunda-feira, a R$ 399,80 por arroba.

Mercado físico registra recordes

No mercado físico, o indicador Cepea/Esalq para São Paulo alcançou R$ 381,40 por arroba na segunda-feira (26), o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 1994. Já o indicador Datagro para São Paulo, referência para a liquidação do contrato futuro, estava em R$ 382,42 por arroba na sexta-feira (23).

Com o contrato de novembro a R$ 399,75, o prêmio em relação ao indicador Datagro chega a R$ 17,33 por arroba, ou 4,5%. A diferença mostra que o mercado futuro negocia a preços superiores aos observados no indicador físico de referência.

A distância entre os vencimentos de outubro e novembro também aumentou. Com o contrato de outubro próximo do vencimento e negociado na faixa de R$ 384 a R$ 385 por arroba, o diferencial entre os dois contratos chegou a R$ 15,05 por arroba nesta terça-feira, ante R$ 12,60 na sessão anterior.

Oferta restrita

Na avaliação da Terra Mesa Agro, a valorização reflete a expectativa de oferta limitada de bovinos terminados até o fim do ano. Entre os fatores apontados estão escalas de abate curtas, retenção de animais, custos elevados de reposição e exportações de bovinos vivos em ritmo forte.

A sustentação dos preços ocorre mesmo com a desaceleração das exportações brasileiras de carne bovina para a China após o esgotamento da cota de importação destinada ao Brasil em 2026. O volume excedente está sujeito a uma sobretaxa adicional de 55%, além da tarifa de 12% aplicada dentro da cota, elevando a tributação total para 67%.

Nesse cenário, a restrição da oferta de animais tem exercido pressão mais forte sobre as cotações do que a perda de ritmo das exportações de carne. A curva praticamente plana dos contratos até março de 2027 reforça a expectativa de manutenção de preços elevados nos próximos meses.

Para que o contrato de novembro sustente a cotação próxima de R$ 400 por arroba até o vencimento, o indicador DATAGRO precisaria avançar cerca de R$ 17 por arroba em relação ao último valor informado. A evolução do mercado físico será, portanto, determinante para a convergência entre os preços futuros e a referência de liquidação.

O mercado também segue atendo ao comportamento da demanda com o pagamento do 13º salário e o aumento sazonal do consumo nas festas de fim de ano podem contribuir para a demanda, mas os preços recordes da carne também podem limitar o poder de compra dos consumidores.

Demanda global impulsiona investimentos em DDGS no Brasil

 

CPFL negou conexão a 8 GW de data centers por gargalos na rede elétrica

27 October 2026 at 17:47

Gargalos na infraestrutura elétrica, principalmente na transmissão, levaram a CPFL Energia a negar pedidos de conexão de data centers que somam cerca de 8 gigawatts (GW), afirmou o CEO da companhia, Gustavo Estrella, durante a 17ª edição do Brazil Windpower, em São Paulo. Segundo o executivo, o volume equivale a oito vezes a demanda dos centros de dados atualmente em operação no Brasil.

Estrella reconheceu, porém, que uma parte das solicitações tem caráter especulativo, mas ajuda a dimensionar a procura por conexão à rede e a preocupação do setor diante da perda de oportunidades.

“Eu neguei cerca de 8 GW de capacidade de conexão de data centers por dificuldade de conexão”, afirmou o executivo.

Segundo Estrella, o Brasil levou aproximadamente 16 anos para desenvolver uma demanda de cerca de 1 GW nesse mercado. A escala dos novos pedidos pressiona uma infraestrutura cuja expansão exige prazos superiores aos que os investidores em centros de dados estão dispostos a esperar.

Ele apontou dois obstáculos ao desenvolvimento dessa indústria: a carga tributária e a conexão ao sistema elétrico. Embora existam limitações nas redes de distribuição, afirmou que o principal gargalo está na transmissão, responsável por transportar grandes blocos de energia até os centros de consumo.

A localização dos empreendimentos acrescenta uma dificuldade. Segundo ele, os data centers precisam estar onde sua instalação faça sentido econômico, o que exige compatibilizar a disponibilidade da rede com as necessidades dos projetos. A existência de oferta de energia no país, assim, precisa ser acompanhada de capacidade para entregá-la nos locais escolhidos pelos investidores.

De acordo com Estrella, as áreas de concessão da CPFL concentram cerca de 70% do consumo de eletricidade dos data centers brasileiros.

Para ilustrar a dimensão das novas cargas, o executivo citou uma demanda de aproximadamente 350 megawatts (MW) para Campinas. Dois empreendimentos de 200 MW cada — porte que, segundo ele, já não é raro nesse mercado — somariam 400 MW, superando a referência apresentada para a cidade.

O problema também envolve o calendário das obras. Estrella citou um prazo médio de sete anos para desenvolver a infraestrutura necessária e avaliou que a indústria de data centers não esperará todo esse tempo para colocar seus projetos em operação.

A perspectiva é que a demanda aumente ainda mais. Segundo Estrella, o consumo de data centers será de 40% em 2026. Para 2027 será de 100%, mas em uma velocidade menor do que poderia acontecer.

Além de cobrar maior velocidade, o executivo defendeu que os interessados em instalar os centros de dados participem do financiamento da infraestrutura construída para atendê-los. Na avaliação dele, essa demanda precisa assumir parte do esforço financeiro para viabilizar sua conexão.

A presença de solicitações especulativas, reconhecida pelo próprio executivo, torna relevante distinguir intenções de investimento de projetos com perspectiva concreta de implantação antes de dimensionar as obras. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) ressalta que a concretização dos empreendimentos depende de fatores como infraestrutura elétrica e de telecomunicações, viabilidade econômica e atendimento às exigências de garantias para conexão.

O planejamento do acesso à transmissão passa por mudanças. As chamadas Temporadas de Acesso defionidas no Pnast ((Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão)  organizam a apresentação e a análise dos pedidos à Rede Básica, com processos competitivos quando há disputa pela capacidade disponível.

Sistema Financeiro Nacional está resiliente, mesmo com riscos, diz BC

27 October 2026 at 16:35

O SFN (Sistema Financeiro Nacional) segue resiliente, apesar da maior materialização de riscos, enquanto avança na implementação de adaptações regulatórias que fortalecem o sistema, afirma análise apresentada no REF (Relatório de Estabilidade Financeira) do Banco Central, referente ao 1º semestre de 2026. O documento ressalta que as provisões constituídas mantiveram-se compatíveis com as estimativas de perdas esperadas.

O texto detalha que as instituições financeiras aumentaram as provisões para suportar maior volume de perdas, mantendo o nível de cobertura estável no SFN.

Individualmente, há instituições financeiras com provisão inferior à estimada pelo BC, mas o nível de capitalização é suficiente para absorver eventuais ajustes na maioria dos casos, diz.

Embora o SFN permaneça rentável e resiliente, a rentabilidade recuou no primeiro semestre de 2026, afirma a análise presente no REF.

Segundo o documento, a queda da rentabilidade tem sido mais intensa em instituições de controle público, em razão da elevada materialização de risco associada ao crédito rural e ao crédito pessoal.

“A margem de crédito seguiu pressionada pelo aumento das despesas com provisões para perdas. Os resultados devem continuar contidos nos próximos períodos devido ao risco de crédito elevado e à desaceleração do crescimento da carteira”, diz.

Ainda de acordo com o relatório, a capitalização do SFN permanece robusta para assegurar a intermediação financeira. O texto pontua que a discreta queda da capitalização em janeiro decorreu de alterações normativas e foi revertida nos meses seguintes com retenção de lucros.

O REF também destaca que o SFN está sendo impactado em 2026 por duas alterações importantes: a primeira refere-se à nova dinâmica de realização dos AFDs (ativos fiscais diferidos), e a segunda é a nova metodologia para apurar capital mínimo.

“Apesar da robustez agregada e do regime gradual de transição, parcela relevante das instituições, com baixa representatividade em termos de ativos, poderá necessitar de reforço de capital ou de outros ajustes para atingir os níveis mínimos nos prazos previstos”, pondera.

Saiba o que é e-Financeira, sistema de monitoramento da Receita

CEO do PayPal vê maior previsão de lucro em meio a processo de recuperação

27 October 2026 at 16:25

O presidente-executivo do PayPal, Enrique Lores, expressou nesta terça-feira (27) uma confiança crescente na recuperação da empresa de pagamentos, que já vem ocorrendo há anos, à medida que cortes de custos e margens em expansão ajudaram a impulsionar um aumento na previsão de lucro anual.

A empresa, que se tornou sinônimo de pagamentos digitais durante a pandemia, tem enfrentado dificuldades para reconquistar a confiança dos investidores nos últimos anos, em meio à concorrência cada vez mais acirrada da Apple, do Google e de novos rivais do setor de fintech.

O PayPal traçou um amplo plano plurianual para otimizar operações, cortar custos e melhorar as margens, a fim de enfrentar essas pressões e impulsionar o preço de suas ações.

“O progresso que temos observado reforça nossa convicção na estratégia. Ao olhar para o futuro, estou cada vez mais confiante no potencial de crescimento dos lucros do PayPal”, disse Lores aos analistas em uma teleconferência após a divulgação dos resultados.

Ele assumiu o comando no início deste ano, depois que o conselho demitiu Alex Chriss devido ao ritmo das mudanças e da execução.

O PayPal agora espera um lucro ajustado para o ano inteiro de cerca de US$ 5,60 por ação, em comparação com sua previsão anterior e as expectativas dos analistas de US$5,38, de acordo com estimativas compiladas pela LSEG.

A empresa afirmou estar no caminho certo para atingir US$ 700 milhões em economia bruta de custos até o final de 2026, impulsionada pelo corte de mais de 2.000 postos de trabalho e uma redução de mais de 25% nos cargos gerenciais.

Esforços para simplificar as operações, otimizar seu portfólio e acelerar a adoção de inteligência artificial — incluindo o uso de chatbots com IA para dar suporte ao atendimento ao cliente — também estão apoiando as iniciativas de gestão de custos, afirmou o PayPal.

A empresa estabeleceu a meta de garantir pelo menos US$ 1,5 bilhão em economia bruta em ritmo anual nos próximos dois a três anos.

A margem operacional ajustada, um indicador-chave para os investidores, aumentou 16 pontos-base, chegando a 18,8% no terceiro trimestre.

No início deste ano, a Reuters informou, citando fontes, que o PayPal havia recebido uma oferta de aquisição de US$ 60,50 por ação da Stripe e da empresa de private equity Advent International, uma proposta que muitos analistas descreveram como “baixa”.

A oferta, que avaliava o PayPal em cerca de US$ 53 bilhões, teria sido considerada inadequada pelo conselho e representava uma fração da avaliação de aproximadamente US$ 360 bilhões que a empresa alcançou em seu auge, em 2021.

No terceiro trimestre, o lucro ajustado da empresa ficou em US$ 1,45 por ação, superando as estimativas de US$ 1,31. A receita de US$ 8,6 bilhões nos três meses encerrados em 30 de setembro ficou um pouco abaixo das estimativas de US$ 8,7 bilhões.

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