A Zurich lançou um novo seguro automóvel destinado a empresas, com quatro planos de proteção e coberturas ajustáveis às características dos veículos e às necessidades de cada negócio.
José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal. “As empresas enfrentam hoje desafios complexos na gestão dos seus riscos, e muitas vezes existe um desajuste entre aquilo que está efetivamente protegido e aquilo que está em causa quando ocorre um imprevisto”.
Entre as novidades estão o apoio domiciliário em caso de incapacidade temporária do condutor, a proteção em caso de imobilização da viatura e a bonificação de franquias associada à utilização da rede convencionada de reparação.
A Assistência em Viagem passa também a estar disponível em três níveis de proteção, com capitais e garantias reforçados para veículos comerciais e pesados. A cobertura inclui ainda um capital específico para reboque em caso de rebentamento de pneu.
O seguro inclui garantias de danos próprios, como quebra de vidros, choque e colisão, fenómenos da natureza e alterações da ordem pública. As franquias têm valores definidos, permitindo às empresas conhecer antecipadamente o montante a suportar em caso de sinistro.
“As empresas enfrentam hoje desafios complexos na gestão dos seus riscos, e muitas vezes existe um desajuste entre aquilo que está efetivamente protegido e aquilo que está em causa quando ocorre um imprevisto”, afirma José Coutinho, Chief Underwriting Officer da Zurich Portugal.
A assistência médica é a cobertura mais acionada e também a que tem maior impacto financeiro, seguida do cancelamento de viagem. O diagnóstico é feito por Alfonso Calzado, CEO da IATI, uma mediadora familiar espanhola especializada em seguros de viagem estabelecida em 1885 e presente em Portugal tendo como parceira a seguradora ARAG. Em declarações a ECOseguros, que assinala também um aumento da sinistralidade em solo europeu ao nível dos clientes da seguradora.
Alfonso Calzado, CEO da IATI. “A relação entre preço e cobertura é importante, mas entram também na equação o nível de assistência médica, a capacidade de resposta em caso de sinistro, o apoio prestado antes da compra e a própria reputação da seguradora”.
O responsável alerta para a existência de “alguma tendência para subvalorizar os riscos numa viagem dentro da Europa ou assumir que o Cartão Europeu de Seguro de Doença é suficiente”. A verdade é que o documento comunitário assegura apenas o acesso a cuidados de saúde públicos nas mesmas condições dos residentes locais, não substituindo uma apólice de viagem ou cobrindo despesas críticas como “repatriamento ou transporte sanitário”, explica.
Ásia concentra ocorrências, EUA e Oceânia destacam-se nos custos
A nível global, as causas e os custos dos sinistros variam consoante o destino. De acordo com Calzado, ao nível da sinistralidade da IATI, “a Ásia é a região que concentra o maior volume de ocorrências, sobretudo relacionadas com acidentes com aluguer de motas, gastroenterites, contaminação alimentar e ingestão de água imprópria para consumo”.
No entanto, destinos como os Estados Unidos destacam-se pelo impacto financeiro de cada processo, impulsionado pelo preço elevado da medicina local, onde até mesmo intervenções simples podem representar encargos avultados. “Estados Unidos, Canadá, Japão e Austrália são exemplos de mercados onde uma radiografia acompanhada de medicação pode atingir milhares de euros”, adverte Calzado.
Na Europa, o aumento das ocorrências reflete a proliferação de “mais escapadinhas frequentes, roadtrips e viagens com atividades ao ar livre ou desportos de aventura”, a que se somam perturbações no transporte aéreo como “greves, atrasos, perdas de ligações e extravio de bagagem”, explica.
Seguro de viagem em Portugal está em crescimento
O seguro de viagem tem uma taxa de penetração de 33% em Portugal, segundo o barómetro da HelloSafe divulgado em 2025, que estima um salto de 20% a 25% na contratação pós-pandemia, com o canal digital a concentrar 70% das subscrições. Apesar desta trajetória, a adesão nacional permanece aquém da maturidade observada noutros parceiros europeus, como a Suécia, onde atinge os 88%, ou o Reino Unido, com 78%.
Existe assim margem de progressão do setor num momento de expansão turística. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), os residentes em Portugal realizaram 3,858 milhões de viagens ao estrangeiro em 2025, o que representa um aumento de 12,5% face ao ano anterior.
Embora o preço continue a pesar no momento da decisão, o CEO da seguradora sublinha que “o consumidor não olha apenas para o valor da apólice”, colocando na balança “a capacidade de resposta em caso de sinistro” e “limites elevados para despesas médicas”. Entre as garantias mais procuradas pelos clientes nacionais da seguradora destaca-se ainda “o repatriamento a 100%”. Questionado sobre a evolução concreta da procura, Calzado aponta para “uma evolução importante ao nível da consciência com que os viajantes preparam as suas viagens”, passando o seguro a ser entendido “como uma ferramenta importante para garantir segurança, tranquilidade e qualidade ao longo de toda a experiência”.
Na aldeia de Sabóia, com realização agendada para os dias 30 e 31 de outubro, realiza-se o Festival do Medronho – Edição de Outono, uma celebração, segundo a autarquia de Odemira, “dedicada a um dos produtos mais emblemáticos do território”.
No Espaço Moagem, produtores, destiladores, associados e visitantes reúnem-se para valorizar o medronho e os saberes tradicionais, num programa que combina degustações, workshops, exposições, passeios entre medronheiros, conversas sobre o setor, animação infantil e música ao vivo.
Dedicado aos visitantes estará presente o Mercadinho do Medronho, aberto na sexta-feira, das 14:00 às 22:00 horas, e no sábado, das 10:00 às 22:00 horas, onde poderão conhecer e adquirir produtos regionais da região.
Um dos momentos de destaque será a inauguração da Destilaria Comunitária e do Centro Interpretativo do Medronho – novos espaços que pretendem divulgar a cultura e o processo de produção do medronho, reforçando o seu papel na identidade e na economia local.
O Festival, com entrada livre, convida a descobrir os sabores, histórias e paisagens ligadas ao medronho, promovendo os produtores locais, os recursos endógenos e a preservação do património natural e cultural da região.
Importa ainda referir que o Festival do Medronho de Sabóia é promovido pela Arbutus – Associação para a Promoção do Medronho e conta com o apoio do Município de Odemira e da Junta de Freguesia de Sabóia.