O TSE(Tribunal Superior Eleitoral) registrou 34.393 votos após as 17h no pleito de domingo (25), que foi prorrogado até às 19h por decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF(Supremo Tribunal Federal), após as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) relatarem à Suprema Corte e à Justiça Eleitoral dificuldades no transporte público.
Em nota divulgada nesta terça, o TSE informa que 32.399 votos foram computados entre 17h e 18h1.981 entre 18h e 19h e 13 após as 19h. No total das 497.333 seções eleitorais, 437.065 delas concluiram os trabalhos até 17h10, enquanto 24.268 funcionaram após esse horário.
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Das 24 mil seções abertas após as 17h10, foram computados 8.673 dos 34 milvotos após as 17h. Cerca de 6.766 seções encerraram a votação após as 19h.
O estado de São Paulo foi o local com mais seções abertas após as 17h10, com 6.093 seções e registrando 2.496 votos depois das 17h. Em seguida, aparece o estado do Rio Janeiro, com 5.713 seções e 2.349 votos; Bahia, com 3.787 seções e 1.656 votos; e Pernambuco, com 1.872 seções e 577 votos.
Os outros estados não mencionados registraram indíces inferiores a mil seções abertas após as 17h10.
O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após ser reeleito no domingo (25) em um hotel na região da Avenida Paulista, em São Paulo, foi marcado pela mudança de caras que cercavam o mandatário durante sua fala.
Em sua primeira manifestação após ficar atrás no primeiro turno para Flávio Bolsonaro (PL), nomes consolidados do presidente o cercavam, entre eles ex-ministros e os principais candidatos de Lula.
No palanque após a votação de 4 de outubro, Lula era acompanhado na linha de frente do palanque por membros de seu núcleo mais próximo:
Edinho Silva, presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores);
Sidônio Palmeira, ministro da Secom (Secretaria de Comunicação);
Rosângela Janja Lula da Silva, primeira-dama;
Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente;
Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento e Indústria;
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda; e
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social).
Comitê do presidente e candidato a reeleição Lula após resultado do 1º turno • Foto: Ricardo Stuckert
Dos nomes citados acima, apenas Janja, Padilha e Mercadante permaneceram na foto do palanque em que Lula discursou no segundo turno. Entre os presentes, aqueles que haviam sido derrotados na urna perderam seu destaque, como Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, que se mobilizaram em São Paulo durante o segundo turno.
Além deles, a bancada se rejuvenesceu. Apareceram o ex-prefeito de RecifeJoão Campos (PSB), com a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o eleito deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP), que viajou ao redor do país para mobilizar o público universitário e LGBTQIAPN+ junto de nomes como as deputadas federais recém-eleitas Ana Elisa (PT-MG), Ana Júlia Ribeiro (PT-PR) e Luna Zarattini (PT-SP).
O administrador do grupo “Exército do Lula”, o deputado André Janones (Rede-MG) ganhou um lugar ao lado de Lula e foi elogiado pelo presidente durante seu discurso.
Ao fundo, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência Guilherme Boulos, que se responsabilizou por conversar com torcidas organizadas após o presidente proibir as bets e dialogar com motoqueiros e trabalhadores por aplicativo após a promulgação do Move Brasil, programa que oferece linhas de crédito para profissionais do transporte comprarem veículos zero-quilômetros.
Nomes do nordeste como Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, um dos cotados ao ministério da Fazenda e quem deu a Lula seu primeiro celular, preencheram o fundo do discurso de Lula.
Fonteles e o senador Camilo Santana (PT-CE) entraram na linha de frente da campanha após o resultado do primeiro turno e ganharam a confiança do presidente Lula conforme apurou a CNN Brasil. Santana é um dos cotados para a pasta da Casa Civil.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva • Reprodução
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que não apareceu em destaque após o primeiro turno, teve um lugar ao lado do presidente junto com sua esposa, Lúcia Alckmin. O ex-governador de São Paulo teve o papel de converter votos no interior paulista. Também recebeu destaque Marília Arraes (PDT), senadora eleita por Pernambuco.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu em apenas uma cidade do Rio Grande do Norte e de Pernambuco neste domingo (25), quando aconteceu o segundo turno das eleições que reelegeram o mandatário para seu quarto mandato.
No primeiro turno, Lula teve 65,72% dos votos no Rio Grande do Norte, enquanto seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), teve 34,28%. O senador havia vencido em duas cidades: Guamaré e Parnamirim, com 48,34% e 50,92% dos votos, respectivamente.
Já no segundo turno, Flávio teve 51,08% dos votos em Parnamirim, enquanto Lula conquistou 48,92%. Em Guamaré, a diferença foi de 70,30% para o presidente e 29,70% para o senador.
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Em Pernambuco, Lula teve 63,45% dos votos no primeiro turno, enquanto Flávio foi a escolha de 31,03% dos eleitores pernambucanos. Já no pleito do dia 25, Lula atingiu 69,20% dos votos, enquanto Flávio obteve 30,80%.
No âmbito municipal, Flávio ganhou em apenas uma cidade no primeiro e no segundo turnos: Santa Cruz do Capibaribe. O senador teve 52,71% dos votos no município no primeiro turno e 53,60% no segundo.
No pleito geral, Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos a nível nacional, o que representa cerca de 64 milhões. Já Flávio venceu em 48,21% das urnas, um total de 59 milhões de votos.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou nesta segunda-feira (26) em suas redes sociais um vídeo em que pede aos apoiadores para evitarem manifestações públicas e descarta as chances de a eleição ser anulada.
O parlamentar começa o vídeo admitindo que “a quantidade de perguntas sem resposta gera insegurança e indignação” e que a chance de anular a eleição é “praticamente nula”. Ele também relembrou que muitos já foram às ruas no calor do momento, mas avisou: “Não façam isso”.
Nikolas também coloca sob suspeita a decisão de Cristiano Zanin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou a prorrogação da votação em duas horas após os partidos da disputa, PT (Partido dos Trabalhadores) e PL (Partido Liberal), pedirem.
A publicação do aliado de Flávio Bolsonaro (PL) vem depois de o senador ter dito à imprensa neste domingo (25) que pediria a anulação do pleito.
“É inexplicável acontecer o que aconteceu. É impossível reconhecer o resultado dessas eleições. Vou pedir a anulação”, disse Flávio à imprensa, na saída do local onde assistiu à apuração de votos com seus aliados em Brasília.
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Conforme apurou a CNN Brasil, Nikolas foi apontado por uma ala da silga como um dos culpados pela derrota de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais no segundo turno.
A responsabilidade atribuída acontece no primeiro movimento interno do partido em buscar culpados pela derrota no segundo turno. Fontes internas diziam que havia uma confiança por parte da campanha de que não seria necessário concentrar tantos esforços no estado mineiro.
Lula foi reeleito pela quarta vez com 51,79% dos votos válidos, enquanto o primogênito de Jair Bolsonaro, 48,21%.