❌

Normal view

Antes de X-Men, Patrick Stewart construiu legado na ficção científica

29 October 2026 at 20:40
Muito antes de se tornar mundialmente conhecido como o Professor Charles Xavier, da franquia X-Men, Patrick Stewart já havia conquistado um lugar na história da ficção científica como o capitão Jean-Luc Picard, um dos personagens mais emblemáticos de Star Trek. O ator britânico morreu aos 86 anos, na quarta-feira, 28, em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos, deixando um legado de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão.A morte foi confirmada nesta quinta-feira, 29, por meio de um comunicado divulgado por representantes do artista. Segundo a declaração, o veterano enfrentava Alzheimer e demência por corpos de Lewy. Leia Também: LUTO Patrick Stewart, lenda de X-Men e Star Trek, morre aos 86 anos POLÍTICA Wagner Moura é cotado para ministro da Cultura no novo governo Lula RECONHECIMENTO! Selton Mello fará série com Viola Davis em superprodução internacional Escolhido para protagonizar Star Trek: A Nova Geração (Star Trek: The Next Generation), em 1987, Stewart assumiu a responsabilidade de conduzir uma nova fase de uma franquia que já havia conquistado uma legião de admiradores. Sua interpretação ajudou a estabelecer a identidade da produção e consolidou Picard como uma referência da cultura pop.Patrick Stewart ajudou a renovar Star TrekCriada por Gene Roddenberry, Star Trek estreou na televisão em 1966 e, mesmo após o encerramento de sua série original, continuou conquistando público por meio de reprises, filmes e novas produções.Foi nesse cenário que Star Trek: A Nova Geração chegou à televisão, em 1987, apresentando uma nova tripulação a bordo da Enterprise-D, quase um século depois das aventuras de Kirk e Spock.A produção acompanhava as missões do capitão Jean-Luc Picard e sua equipe em jornadas de exploração espacial, encontros com novas civilizações e conflitos que frequentemente abordavam questões políticas, éticas e sociais.Com Patrick Stewart no papel principal, a série alcançou grande sucesso. De acordo com a enciclopédia televisiva do Museum of Broadcast Communications, a produção se tornou uma das séries exibidas com maiores índices de audiência da história.Ao longo de sete temporadas, entre 1987 e 1994, Star Trek: A Nova Geração teve 178 episódios e ampliou as possibilidades narrativas do universo criado por Roddenberry, desenvolvendo histórias mais complexas e aprofundando os personagens.O sucesso também abriu caminho para a expansão da franquia, que passou a investir em novas séries e filmes, consolidando Star Trek como uma das propriedades mais duradouras do entretenimento.Jean-Luc Picard se tornou um dos personagens mais importantes da franquiaA importância de Patrick Stewart para Star Trek está diretamente relacionada à construção de Jean-Luc Picard, um capitão cuja liderança se destacava pela diplomacia, pelo pensamento estratégico e pela disposição para buscar soluções por meio do diálogo.Diferentemente de uma representação de liderança baseada apenas na força ou no combate, Picard se tornou conhecido por privilegiar a negociação, a reflexão e a compreensão de outras culturas, características alinhadas à proposta de exploração e convivência entre diferentes povos que atravessa a franquia.A formação teatral de Stewart contribuiu para a construção de um personagem marcado pela eloquência, pela postura e pela profundidade emocional. Sua interpretação ajudou a estabelecer uma identidade própria para a nova tripulação, sem romper com o legado da série original.A produção também abordava dilemas relacionados à humanidade, à tecnologia, à identidade e à ética, utilizando as viagens espaciais como ponto de partida para discutir questões reconhecíveis fora da ficção científica. Nesse contexto, Picard se tornou uma das figuras centrais da franquia, e a atuação de Stewart foi determinante para a conexão do público com essa nova fase.O sucesso de Star Trek atravessou geraçõesO impacto de Star Trek ultrapassou a televisão e se estendeu a diferentes formatos e comunidades de fãs. Em 2026, a franquia completa 60 anos com um universo que reúne produções televisivas, filmes, animações, jogos e publicações.Segundo informações divulgadas pela Paramount, o universo de Star Trek soma 11 séries de televisão, 14 filmes e mais de 900 episódios, números que ajudam a dimensionar a longevidade da produção.A franquia também construiu uma relação histórica com temas como diversidade, inclusão, exploração científica e convivência entre diferentes culturas. A própria NASA reconhece a aproximação cultural entre Star Trek e a exploração espacial, impulsionada pela visão de futuro apresentada pela série.A permanência desse universo na cultura popular está ligada à capacidade de renovar personagens, histórias e perspectivas, mantendo elementos centrais de sua identidade ao longo das décadas.Nesse percurso, a interpretação de Stewart ajudou a aproximar diferentes gerações de espectadores de uma mesma figura: um capitão que, mesmo diante de ameaças desconhecidas, procurava compreender antes de atacar.Ator retornou ao papel em filmes e série própriaDepois do encerramento de Star Trek: A Nova Geração, Patrick Stewart continuou interpretando Picard em produções cinematográficas derivadas da série, incluindo Jornada nas Estrelas: Generations, Primeiro Contato, Insurreição e Nêmesis.Anos mais tarde, o ator voltou ao personagem em Star Trek: Picard, série lançada em 2020 que acompanha uma versão mais velha do capitão, décadas depois de suas aventuras na Enterprise.A produção permitiu revisitar a trajetória do personagem e explorar questões relacionadas ao envelhecimento, às perdas, à memória e às consequências de suas decisões.O retorno demonstrou a força de Picard dentro da franquia e a associação construída ao longo dos anos entre o personagem e Stewart, cuja interpretação permaneceu como uma das marcas mais reconhecíveis de Star Trek.De Star Trek a X-Men, um legado que atravessa a ficção científicaEmbora tenha conquistado uma nova geração de fãs como Professor Charles Xavier, nos filmes de X-Men, Patrick Stewart já ocupava um lugar de destaque entre os grandes nomes da ficção científica.O ator estreou como o líder dos mutantes em X-Men: O Filme, de 2000, e reprisou o papel em diferentes produções, incluindo X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e Logan (2017).Em 2022, retornou ao personagem em uma versão alternativa de Charles Xavier em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. O artista também integrou o elenco de Vingadores: Doutor Destino, previsto para dezembro de 2026.Apesar da associação com grandes franquias, a carreira de Stewart também foi marcada pelo teatro e pela interpretação de obras de William Shakespeare. O ator integrou a Royal Shakespeare Company, recebeu dois prêmios Olivier e um Grammy e foi condecorado cavaleiro pela rainha Elizabeth II, em 2010, por suas contribuições às artes.Entre a Enterprise e os X-Men, Patrick Stewart construiu uma trajetória em que personagens de universos distintos se tornaram referências para diferentes gerações, consolidando sua presença na história do entretenimento.

Patrick Stewart, lenda de X-Men e Star Trek, morre aos 86 anos

29 October 2026 at 20:00
Patrick Stewart, um dos atores mais reconhecidos das franquias X-Men e Star Trek, morreu aos 86 anos, na quarta-feira, 28, em sua casa, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A morte foi confirmada nesta quinta-feira, 29, por meio de um comunicado divulgado por representantes do artista. Segundo a declaração, o veterano enfrentava Alzheimer e demência por corpos de Lewy. Leia Também: POLÍTICA Wagner Moura é cotado para ministro da Cultura no novo governo Lula RECONHECIMENTO! Selton Mello fará série com Viola Davis em superprodução internacional ANÁLISE E ENTREVISTA Feito Pipa emociona público em Salvador e sonha com vaga no Oscar 2027 Com uma carreira de seis décadas no teatro, no cinema e na televisão, Stewart conquistou gerações ao interpretar personagens como o Professor Charles Xavier, líder dos mutantes da Marvel, e o Capitão Jean-Luc Picard, da franquia Jornada nas Estrelas.O ator também estava confirmado no elenco de Vingadores: Doutor Destino, previsto para dezembro de 2026, que marcará um de seus próximos lançamentos nas telas.Patrick Stewart marcou gerações como Capitão PicardAntes de se tornar um dos rostos mais conhecidos do universo dos super-heróis, Patrick Stewart construiu parte de sua trajetória na ficção científica como Jean-Luc Picard, capitão da nave Enterprise em Star Trek: A Nova Geração.O ator assumiu o papel no fim da década de 1980 e ajudou a consolidar uma nova fase da franquia, conquistando uma legião de fãs. Anos depois, retornou ao personagem em Star Trek: Picard, série que acompanhou uma versão mais velha do capitão.Sua interpretação transformou Picard em um dos personagens mais emblemáticos da história de Jornada nas Estrelas, consolidando a presença do artista na cultura pop.Professor Xavier eternizou o ator na MarvelEm 2000, Patrick Stewart estreou como Professor Charles Xavier em X-Men: O Filme. Na produção, deu vida ao mentor dos mutantes e fundador dos X-Men, papel que interpretou em diferentes momentos da franquia.Além da trilogia original, o ator retornou em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, longa que reuniu diferentes gerações de personagens da saga.Em 2017, Stewart voltou a interpretar Xavier em Logan, filme protagonizado por Hugh Jackman que apresentou uma versão envelhecida do personagem. A produção marcou uma despedida emocionante do ator do papel, após anos associado ao líder dos mutantes. Patrick Stewart morreu aos 86 anos - Foto: Reprodução | Marvel Anos depois de sua trajetória nos filmes dos X-Men, Patrick Stewart também chegou ao Universo Cinematográfico Marvel (MCU).Em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022), o artista interpretou uma variante de Charles Xavier, em uma participação que conectou diferentes versões do universo dos super-heróis.O ator também estava confirmado em Vingadores: Doutor Destino, próximo filme da Marvel previsto para dezembro de 2026. A produção deve reunir personagens de diferentes franquias do estúdio.Patrick Stewart deixa legado de seis décadasNascido em Mirfield, na Inglaterra, Patrick Stewart construiu uma carreira que ultrapassou os limites da ficção científica e dos filmes de super-heróis. Antes de alcançar reconhecimento internacional nas telas, integrou a Royal Shakespeare Company, desenvolvendo uma trajetória também marcada pelo teatro.Segundo o comunicado sobre sua morte, o ator estava cercado pela família e por amigos em seus últimos momentos.A declaração também destacou sua atuação em defesa dos direitos humanos, de refugiados, de sobreviventes de violência doméstica, de veteranos e da proteção animal. O artista deixa um legado que atravessa gerações, com personagens que se tornaram referências para o cinema e a televisão.Marvel se pronuncia após morte do atorEm comunicado divulgado após a morte do ator, a Marvel Studios lamentou a perda de Patrick Stewart e destacou a importância de sua interpretação do Professor Charles Xavier para a trajetória dos filmes de super-heróis.Confira a nota na íntegra“Estamos profundamente abalados com a notícia da morte de Sir Patrick Stewart, o lendário ator inglês que deu vida ao Professor Charles Xavier. Ele tinha 86 anos.Stewart estreou como Professor X em X-Men, de 2000, no qual incorporou a compostura, a elegância e a sabedoria do querido mutante telepata e mentor dos X-Men. Por mais de 25 anos, ele trouxe imponência e profundidade ao papel, conquistando fãs em todo o mundo e ajudando a transformar para sempre a narrativa dos super-heróis.Ele reprisou o papel em vários filmes de X-Men, culminando em uma atuação inesquecível em Logan, de 2017. Em 2022, Stewart entrou para o Universo Cinematográfico Marvel como uma versão alternativa do Professor X em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura. Ele retornou ao papel mais uma vez em Vingadores: Doutor Destino, de 2026, sua última aparição nas telas.Além de seu trabalho como Professor X, Stewart também ficou conhecido por sua aclamada interpretação do capitão Jean-Luc Picard em Star Trek: A Nova Geração. Sua versatilidade não conhecia limites, abrangendo desde um papel cômico em A Louca! Louca História de Robin Hood até uma atuação arrepiante em Sala Verde.Stewart também dedicou grande parte de sua carreira a valorizar as obras de William Shakespeare, que interpretou nos palcos e nas telas, e passou muitos anos como um respeitado integrante da Royal Shakespeare Company. Sua carreira extraordinária se estendeu por mais de 60 anos e lhe rendeu diversos reconhecimentos, incluindo dois prêmios Olivier e um Grammy. Em 2010, Stewart foi condecorado cavaleiro pela rainha Elizabeth II em reconhecimento às suas muitas contribuições para o teatro e as artes.Sir Patrick Stewart deixa uma marca cultural indelével e um legado duradouro. A Marvel Studios estende suas mais profundas condolências à família, aos amigos e aos fãs do ator em todo o mundo.”

Wagner Moura é cotado para ministro da Cultura no novo governo Lula

29 October 2026 at 19:16
O ator baiano Wagner Moura está entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Cultura no quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo informações do jornal O Globo, o artista aparece nas discussões de bastidores em Brasília ao lado do cantor Chico César e da atriz e deputada federal eleita Maria Marighella. Atualmente, a pasta é comandada por Margareth Menezes, desde sua recriação em 2023. Leia Também: RECONHECIMENTO! Selton Mello fará série com Viola Davis em superprodução internacional ANÁLISE E ENTREVISTA Feito Pipa emociona público em Salvador e sonha com vaga no Oscar 2027 SE LIGA NA DICA! Minissérie esquecida na Netflix com 5 episódios para quinta (29/10) Indicado ao Oscar de melhor ator neste ano por O Agente Secreto, Wagner Moura ganhou projeção internacional e também participou de mobilizações políticas durante a campanha eleitoral. Apesar de aparecer entre os cotados para o ministério, o ator ainda não teve experiência na gestão pública.Wagner Moura ganhou projeção internacional com O Agente SecretoNatural de Salvador, Wagner Moura ampliou sua presença no debate político e cultural durante o período eleitoral. Na campanha, o ator atuou para chamar a atenção da comunidade cinematográfica americana sobre a situação política do Brasil antes das eleições.Em uma carta endereçada à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, ele e dezenas de outros profissionais brasileiros descreveram a gestão de Jair Bolsonaro na cultura e manifestaram preocupação com a possibilidade de eleição de Flávio Bolsonaro.O artista também participou de um episódio da série Revelando, produção voltada a expor contradições e malfeitos da atuação política dos Bolsonaro.A possível chegada ao Ministério da Cultura representaria uma nova etapa na trajetória do ator, conhecido por trabalhos no cinema e na televisão, mas sem histórico de atuação em cargos de gestão pública.Chico César também aparece entre os cotados para a pastaOutro nome mencionado nas conversas para o Ministério da Cultura é o cantor e compositor paraibano Chico César, que possui experiência anterior na administração cultural.Em 2009, o artista assumiu a presidência da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope). Anos depois, entre 2011 e 2014, ocupou o cargo de secretário de Cultura da Paraíba.Chico César também participou ativamente da campanha pela reeleição de Lula nas redes sociais. Seu trabalho artístico mais recente citado é Fofo, álbum lançado neste ano com composições inéditas.Maria Marighella entra na disputa por Ministério da CulturaA atriz e ativista baiana Maria Marighella também aparece entre os nomes discutidos para comandar a pasta. Eleita deputada federal pelo PT da Bahia em 2026, ela já havia conquistado uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador em 2020.Maria se licenciou do mandato de vereadora para assumir a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.A experiência na administração cultural e a atuação política colocam a baiana entre as possibilidades mencionadas para a composição do novo governo.Margareth Menezes comanda o Ministério da Cultura desde 2023Recriado em 2023, após ter sido extinto durante o governo Jair Bolsonaro, o Ministério da Cultura é atualmente chefiado pela cantora Margareth Menezes.Com a reeleição de Lula, os nomes para a próxima gestão da pasta começaram a ser discutidos nos bastidores políticos. Até o momento, Wagner Moura, Chico César e Maria Marighella aparecem entre as possibilidades citadas, sem confirmação de escolha para o cargo.

Selton Mello fará série com Viola Davis em superprodução internacional

29 October 2026 at 19:08
Selton Mello foi anunciado como um dos protagonistas de Ascent, nova série da Paramount+ que terá Viola Davis no elenco principal. Com filmagens previstas para 2027, em Los Angeles, a produção aposta em um thriller sobre crises corporativas globais, disputas de poder e segredos familiares. A série ainda não tem data de estreia anunciada.Na trama, o ator brasileiro interpretará Leonardo, um carismático e influente magnata dos negócios cuja trajetória se cruza com a da Ascent Ventures em uma relação marcada por um passado longo e complexo. Leia Também: ANÁLISE E ENTREVISTA Feito Pipa emociona público em Salvador e sonha com vaga no Oscar 2027 SE LIGA NA DICA! Minissérie esquecida na Netflix com 5 episódios para quinta (29/10) ATENÇÃO Globo toma decisão e muda filme da Sessão da Tarde desta quinta-feira (29/10) O elenco também conta com Alfred Molina (Homem-Aranha: Sem Volta para Casa), Amy Madigan (Campo dos Sonhos) e Sam Heughan (Outlander e O Casal da Casa ao Lado), reunindo nomes conhecidos do cinema e da televisão internacional.Selton Mello contracena com Viola Davis em novo thrillerA série acompanha Catriona Vail, personagem de Viola Davis, uma especialista em gerenciamento de crises acostumada a proteger os interesses de corporações bilionárias.A rotina profissional da protagonista muda quando sua filha, de quem está afastada, passa a correr perigo. Para tentar salvar a própria família, ela precisará recorrer às mesmas habilidades implacáveis que a tornaram indispensável para alguns dos clientes mais poderosos do mundo.Nesse cenário de tensão, o personagem de Selton Mello se conecta ao universo da Ascent Ventures, em uma história que mistura conflitos empresariais, reputação e relações pessoais.Série é criada pelo roteirista de Gladiador e 007Por trás de Ascent está John Logan, três vezes indicado ao Oscar, responsável pela criação e pelos roteiros da produção. O profissional também assume as funções de showrunner e produtor executivo.Entre os trabalhos de Logan no cinema estão Gladiador, O Aviador e 007 - Operação Skyfall. Na televisão, ele também criou a série Penny Dreadful, conhecida por sua abordagem de histórias de terror e personagens clássicos da literatura.A produção executiva reúne ainda Michael Aguilar, conhecido por projetos como Penny Dreadful: City of Angels e Kidding, além de Viola Davis e Julius Tennon.A participação em Ascent acontece após a repercussão internacional de Ainda Estou Aqui, filme que conquistou para o Brasil o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, ampliando a projeção do ator fora do país.

Feito Pipa emociona público em Salvador e sonha com vaga no Oscar 2027

29 October 2026 at 12:12
O cinema brasileiro encontra na delicadeza de Feito Pipa uma de suas histórias mais sensíveis do ano. Representante do Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027 de Melhor Filme Internacional, o longa dirigido por Allan Deberton teve sua pré-estreia em Salvador nesta quarta-feira, 28, com sessões esgotadas no Cine Glauber Rocha e a presença do elenco e da equipe. A produção chega ao circuito nacional em 5 de novembro.Estrelado por Yuri Gomes, Lázaro Ramos e Teca Pereira, o filme acompanha Gugu, um menino de 11 anos apaixonado por futebol, dança e tudo aquilo que lhe permite experimentar o mundo com liberdade. Criado pela avó Dilma, uma professora aposentada que o acolhe sem julgamentos, ele precisa enfrentar mudanças na família quando a saúde da idosa começa a se deteriorar e surge a possibilidade de morar com o pai, Batista, um homem rígido que tem dificuldade de compreender o filho. Leia Também: NOVIDADE Nova adaptação de clássico de Jane Austen ganha trailer na Netflix ELENCO COMPLETO HBO revela novos nomes do elenco de Harry Potter; saiba quem são DICA INUSITADA! Filme policial com 110 minutos é uma joia escondida no Prime Video Em entrevista exclusiva ao Cineinsite A TARDE, os atores e o diretor comentaram a construção dos personagens, a repercussão internacional da obra e as expectativas para a campanha brasileira ao Oscar. Ambientado no sertão cearense, Feito Pipa encontra força ao olhar para uma infância que não cabe nas expectativas impostas pela sociedade. Gugu é uma criança queer, afeminada, que gosta de dançar, de brilho, de maquiagem e de roupas cintilantes, mas que também tem seus próprios desejos, contradições e sonhos. O filme não faz de sua identidade uma característica isolada, tampouco transforma a personagem em uma sucessão de tragédias.É justamente nessa escolha que reside parte de sua beleza. A história permite que o menino exista para além do preconceito que enfrenta, preservando sua alegria, imaginação e espontaneidade mesmo diante de situações difíceis.Uma história brasileira que encontra identificação além das fronteirasO sertão nordestino é um território conhecido do cinema brasileiro, frequentemente retratado por narrativas sobre a seca, a pobreza e as dificuldades sociais. Em Feito Pipa, porém, a região aparece também como espaço de afeto, descoberta e liberdade, com nuances que ajudam a construir a identidade da obra.Para Lázaro Ramos, que interpreta Batista, o respeito na representação desses personagens é um dos elementos que permitem ao longa dialogar com espectadores de diferentes lugares.“Eu acho que é respeito no olhar. Esse filme trata o Nordeste com o respeito que merece. Ele trata esses personagens, que talvez, em outros filmes, fossem personagens caricatos, daqueles de quem as pessoas iam rir”, afirmou ao Cineinsite A TARDE. Lázaro Ramos interpreta Batista, figura diferente de outros papeis do ator - Foto: Divulgação “Mas não. Esse filme trata esses personagens com a grandeza que eles têm e do jeito que merecem ser tratados. Por isso, ele é universal. Por isso, não fica um filme menor. Ele é tão grandioso no coração das pessoas por causa desse respeito. Para o Nordeste, os nossos arquétipos merecem esse respeito”, completou.A universalidade de Feito Pipa não está em apagar suas particularidades regionais, mas em construir uma narrativa em que sentimentos reconhecíveis atravessam as diferenças culturais. A relação entre pais e filhos, o medo da perda, o desejo de pertencimento e a busca por liberdade são temas que encontram espaço para identificação mesmo entre públicos distantes da realidade apresentada.O diretor Allan Deberton também acredita que a simplicidade da história contribui para essa aproximação. “Eu acho que Feito Pipa tem essa capacidade, através dos personagens e de uma história muito simples também, de levar o Brasil lá para fora”, disse.“Algo muito importante é o sentimento. Esse sentimento dos personagens, e a gente consegue se conectar com o espectador. A gente acredita, a gente cria ali relações de carinho, relações de afeto, de cuidado, de preocupação, também questões de aceitação, questões de luta pela liberdade, pela diversidade”, explicou.“São sentimentos bastante universais que conseguem, através desses personagens incríveis que a gente tem, se conectar muito facilmente com plateias Brasil afora. A gente tem recebido essa acolhida, que é bastante valiosa”, acrescentou. Allan Deberton também acredita que a simplicidade da história contribui para a universalidade dos temas retratados - Foto: Divulgação | Jamille Queiroz Yuri Gomes é um dos grandes acertos do filmeA atuação de Yuri Gomes é um dos pontos altos de Feito Pipa. O jovem ator constrói Gugu com naturalidade, vivacidade e vulnerabilidade, sem transformar o personagem em uma figura idealizada. Há personalidade na maneira como ele ocupa a tela, reage aos conflitos e encontra alegria em pequenos momentos, mesmo quando a infância começa a exigir dele responsabilidades difíceis.A história também amplia o imaginário sobre as infâncias LGBTQIA+, especialmente ao apresentar um menino afeminado vivendo no interior do Nordeste sem fazer de sua presença uma curiosidade da narrativa. Gugu não precisa abandonar seus gostos ou justificar seus desejos para que o público compreenda suas dores e alegrias. Atuação de Yuri Gomes é um dos pontos altos de Feito Pipa - Foto: Divulgação | Jamille Queiroz Beatriz Carwile, que interpreta Kelly, amiga de Gugu, destaca que a construção da personagem também contou com a liberdade de interpretação e a troca entre os atores.“A construção da personagem foi muito bacana porque isso não fazia parte só da roteirização, desse processo. A gente podia se expressar conforme entendia e interpretava mais sobre a personagem. Fomos construindo pouco a pouco”, contou.“Eles falavam: ‘Sua personagem é isso, sua personagem é aquilo’. E, antes, a gente leu todo o script, explicando vários detalhes. Para a gente, não foi tão solto assim. Isso é mais uma questão de entender e se colocar no papel da personagem”, explicou.A atriz também encontrou semelhanças entre sua personalidade e a da personagem. “Eu acho também que foi tranquilo porque a Kelly é muito parecida comigo: uma menina muito pé no chão, respeitosa, que respeita a diversidade”, afirmou.Ao falar sobre a relação de Kelly com Gugu, Beatriz ressaltou a importância da autenticidade do menino diante das barreiras que enfrenta. “Eu acho que, se fosse eu também, gostaria muito de estar com um menino superautêntico, que gosta de mostrar a arte como ele faz, como ele gosta de ser, gosta de falar sobre ele. A autenticidade dele é importante e ele não deixa as barreiras, o preconceito e a homofobia do pai impedirem isso”, disse.A atriz também destacou a experiência de trabalhar com improvisação, algo que, segundo ela, contribuiu para o resultado do longa. “Em outras experiências que tive no teatro, a gente não tinha tanta improvisação. Mas isso foi o que transformou o filme em algo tão bonito, como eu esperava, principalmente pela atuação do Yuri. Foi maravilhoso”, completou.Duas gerações do cinema baiano em cenaO encontro entre Lázaro Ramos e Yuri Gomes também dá ao filme uma dimensão especial. Os dois atores baianos representam diferentes gerações de artistas que encontraram na arte um caminho de expressão e formação.Lázaro, que interpreta Batista, contou que se encantou com Yuri logo no primeiro ensaio, especialmente pela trajetória do jovem ator, que também começou no teatro no Pelourinho.“Nossa, quando o Yuri chegou, no primeiro dia de ensaio, eu já fiquei encantado. Imagina: uma criança que também começou a fazer teatro no Pelourinho, como eu. Ele, em um projeto do Axé, e eu, no Bando”, lembrou.“O menino tem um olho vivo, é talentoso. Eu já fiquei apaixonado por ele imediatamente. E ele entrega muito. Olha, essa criança de 12 anos já ganhou três prêmios internacionais de Melhor Ator. Não é pouca coisa o que ele entrega”, afirmou.Para o ator, o contato com a arte desde cedo pode transformar a vida de uma criança, independentemente de ela decidir seguir carreira artística no futuro. “Eu acho que isso se deve ao fato de ele já ter tido contato com arte e cultura desde cedo. Isso realmente faz diferença na vida das pessoas”, avaliou.“Se o Yuri quiser ser ator no futuro ou não quiser, tanto faz. Mas eu acho que a arte já trouxe uma coisa muito boa para a vida dele, e as pessoas vão se encantar no filme”, acrescentou.Yuri também celebrou a oportunidade de dividir a cena com o ator e com Teca Pereira, intérprete de Dilma. “Foi muito legal. Lázaro Ramos é um ator maravilhoso. Nossa, ele e Teca Pereira, que interpreta Dilma, arrasam muito em cena”, disse.Para Allan Deberton, trabalhar com Lázaro também representa uma conquista pessoal e profissional. “Para mim, só de estar lançando esse filme com um dos maiores atores do Brasil estando presente no meu filme, é um sonho realizado, é uma grande conquista”, afirmou.“Ele realmente fez toda a diferença com o projeto, tanto na construção do personagem quanto neste momento de lançamento. É um trabalho do Lázaro, que é sempre de muito acolhimento com o filme”, completou. Lázaro Ramos protagoniza relação pai e filho em Feito Pipa - Foto: Divulgação Sobre Yuri, o diretor destacou a intensidade da atuação e a expectativa de acompanhar seus próximos passos.“E Yuri, esse acontecimento, esse lugar mesmo, só de tê-lo encontrado, de tê-lo muito intenso no filme, entregando o seu melhor... E esperando que ele esteja presente cada vez mais em outras obras que venham por aí”, disse.Para o jovem ator, a primeira experiência no cinema também despertou o desejo de continuar aprimorando seu trabalho. “Foi muito legal. Me deixou com muita vontade de ser um ator melhor do que eu sou hoje e de conseguir fluir”, contou.Um pai rígido, um filho livre e a pedagogia do afetoEm Feito Pipa, Lázaro Ramos interpreta um personagem que carrega contradições. Batista ama o filho, mas tem dificuldade de acolher suas diferenças. Sua masculinidade rígida se manifesta na maneira como tenta estabelecer expectativas sobre quem Gugu deve ser, criando uma relação atravessada por afeto, ausência e preconceito.Ao comentar a construção do papel, Lázaro afirmou que desejava trabalhar com personagens que abordassem questões contemporâneas, depois de interpretar diferentes figuras ao longo da carreira.“Eu acho que já construí vários personagens ao longo da minha vida, personagens carismáticos, engraçados, românticos. E eu estava com muito desejo de fazer personagens que falassem sobre temas atuais”, explicou.“Em Feito Pipa, você vê que o filme fala sobre Alzheimer, sobre uma criança-guia e sobre esse pai que é rígido com o filho, apesar de amá-lo”, afirmou.O ator também destacou a abordagem afetiva da narrativa, que trata de questões complexas sem transformar o longa em uma explicação sobre seus próprios temas. “Mas é na pedagogia do afeto, e eu acho isso lindo”, disse.“O filme não é didático. A gente vai se emocionando com ele e, aí, se sensibiliza com todas essas questões. Acho que essa é a contribuição de Feito Pipa”, completou.Para Lázaro, embora os assuntos abordados já tenham aparecido em outras produções brasileiras, a maneira como a história é contada pode provocar novas reflexões. “Esses assuntos, na verdade, não são novos no cinema brasileiro. A gente já os tratou várias vezes, em vários outros filmes, mas esse tem um toquezinho de emoção que eu acho que está fazendo com que as pessoas reflitam bastante”, afirmou.A relação entre Gugu e Batista é um dos conflitos que sustentam o longa, mas o filme também abre espaço para questões que ultrapassam a sexualidade e o preconceito. A infância do protagonista é atravessada pela ausência materna, pelas dificuldades de convivência com o pai e pela possibilidade de perder a avó, sua principal referência de segurança.É nesse contexto que a narrativa encontra um de seus aspectos mais sensíveis: a experiência de acompanhar situações difíceis pelo olhar de uma criança, que ainda tenta compreender o mundo enquanto precisa lidar com mudanças que não escolheu.A delicadeza da fotografia e da composição visualA sensibilidade de Feito Pipa não está apenas nas relações entre os personagens. A composição visual, a fotografia e a trilha sonora ajudam a construir a atmosfera do filme e a transmitir a solidão que Gugu sente ao longo da narrativa.As paisagens do interior cearense não funcionam apenas como cenário. O sertão participa da construção emocional da história, com seus espaços, suas memórias e as transformações provocadas pelo tempo. A seca e as ruínas de uma cidade submersa também dialogam com as mudanças vividas pelos personagens.A fotografia, assinada por Luciana Baseggio e Daniel Donato, contribui para esse olhar cuidadoso. Há uma preocupação perceptível em criar imagens delicadas, que acompanham os sentimentos do protagonista sem recorrer a excessos.A trilha sonora, a música original e as canções escolhidas também são parte importante dessa construção, com destaque para Time After Time, de Cyndi Lauper. Música, dança, canto dos pássaros e os pequenos acontecimentos do cotidiano ajudam a compor a identidade de um filme que encontra beleza na simplicidade.A direção de Allan Deberton demonstra especial atenção aos gestos e às pausas. Nem toda emoção precisa ser explicada em voz alta, e os silêncios muitas vezes dizem mais do que os diálogos.Essa escolha ajuda a sustentar a delicadeza do longa, sobretudo quando a narrativa acompanha o vínculo entre Gugu e Dilma. A relação entre os dois é o coração emocional da obra, e a atuação de Teca Pereira dá à avó uma presença afetuosa e marcante.Dilma representa para o menino um lugar de liberdade, mas também passa a precisar de cuidados à medida que o Alzheimer avança. A troca entre os dois é bonita justamente por carregar uma contradição: o amor que os une não impede que a situação imponha a Gugu responsabilidades grandes demais para sua idade.A campanha internacional e a expectativa pelo Oscar 2027A trajetória de Feito Pipa nos festivais ajudou a consolidar a produção como uma das apostas brasileiras para a temporada internacional. O longa estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Berlim, em fevereiro, onde conquistou o Urso de Cristal de Melhor Filme, concedido pelo júri jovem, e o Grande Prêmio do Júri Internacional da mostra Generation Kplus.A produção também foi indicada ao Teddy Awards e conquistou reconhecimento em outros festivais, incluindo premiações no Festival de Cinema de Gramado, além de participações em eventos internacionais.Em Gramado, o filme recebeu quatro Kikitos: Melhor Direção, para Allan Deberton; Melhor Atriz, para Teca Pereira; Melhor Ator Coadjuvante, para Lázaro Ramos; e Melhor Filme pelo Júri Popular. Yuri Gomes também recebeu uma menção honrosa por sua atuação.A escolha de Feito Pipa para representar o Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027 acrescentou uma nova dimensão à trajetória do longa. A seleção, entretanto, não significa que o filme já esteja entre os indicados à premiação. A produção ainda precisa avançar nas etapas de seleção da Academia de Hollywood para alcançar a lista final da categoria de Melhor Filme Internacional.A campanha envolve desafios que vão além do reconhecimento artístico. É necessário ampliar o alcance da obra, promover exibições, estabelecer conexões com profissionais do setor e conquistar a atenção de votantes e espectadores em diferentes mercados.Allan Deberton reconhece as dificuldades, mas afirma que a equipe tem buscado aproximar o filme do público. “A gente tem a torcida nacional, a gente reconhece isso. A gente sabe dos desafios, mas vai fazendo o nosso melhor, que é se conectar com o público, apresentar o filme para muitas pessoas, participar de debates e trocar ideias”, afirmou.“No final das contas, se trata de ter um bom resultado e fazer esse serviço com uma infinidade de pessoas, em diversos lugares. Isso é muito especial”, acrescentou.Beatriz Carwile também demonstrou otimismo em relação à possibilidade de o longa avançar na disputa. “Eu acompanho o Oscar faz dois anos. Mas, pelos filmes que eu vejo, acho que a gente vai conseguir, porque eles enquadram um tipo de filme que passa uma imagem, uma solução, né?”, comentou.Ao falar sobre a trajetória de Gugu, a atriz destacou que o filme não se limita à relação do menino com a dança. “É um filme essencial e não aborda só o menino que dança. Ele aborda o menino que dança, que tem sua avó, que não possui um vínculo afetivo materno, porque ele perdeu. Então, é uma trajetória inteira”, disse.“E eu acho que o Oscar é bem possível, já que a gente já ganhou dois prêmios na Alemanha. Então, a expectativa é bem alta para o Oscar”, completou.A disputa internacional reúne produções de diferentes cinematografias e trajetórias, o que torna difícil antecipar o resultado. A presença de Feito Pipa na corrida já representa uma oportunidade de ampliar a circulação de uma história brasileira que encontra na identidade regional uma de suas principais forças.Yuri Gomes também falou sobre a dimensão da responsabilidade de representar o país. “É uma ansiedade e uma responsabilidade também, porque a gente vai estar representando o Brasil, se Deus quiser. É muito intenso, mas a gente vai conseguir”, afirmou.Descentralização e espaço para o cinema brasileiroAlém da campanha internacional, Feito Pipa também coloca em evidência uma discussão importante para o audiovisual nacional: a necessidade de garantir oportunidades de produção e circulação para filmes realizados fora dos grandes centros.Allan Deberton defende que o cinema brasileiro precisa preservar a diversidade regional, tanto na formação de novos profissionais quanto na distribuição das obras.“Precisamos manter a capacidade de os brasileiros terem a chance de fazer cinema nas diversas regiões do Brasil. É muito importante combater as políticas de centralização”, afirmou.“É importante também que a gente consiga revelar novos talentos, talentos de direção, de criação, porque são esses talentos que vão estar ali continuando a jornada da produção do cinema nacional”, acrescentou.O diretor também chamou atenção para a programação das salas de cinema, que muitas vezes privilegia os mesmos títulos. “Muitas salas, muitas vezes, só programam os mesmos filmes. Precisamos ter um espaço para poder colocar o cinema brasileiro dentro dessa programação”, disse.Para ele, a trajetória do longa pode ajudar a fortalecer esse movimento. “E a sorte que a gente tem com Feito Pipa é que ele está ajudando esse movimento desses universos. Estamos fazendo uma carreira em festivais bastante interessante e estamos fazendo o lançamento nacional agora, um lançamento animado, um encontro com o público que quer conhecer Feito Pipa. A gente está muito feliz com essa corrida e com esse momento”, afirmou.A realização da pré-estreia em Salvador também ganha relevância nesse cenário. A presença de Lázaro Ramos e Yuri Gomes, artistas soteropolitanos, em uma produção que nasce de uma realidade nordestina reforça a importância de ampliar a visibilidade de profissionais e histórias da região.Uma história que merece ser vistaMesmo com questões narrativas que poderiam ser mais desenvolvidas, Feito Pipa encontra beleza na simplicidade e na maneira como acompanha uma criança em meio a transformações que ultrapassam sua capacidade de compreensão. Uma duração maior poderia favorecer o aprofundamento dos conflitos e das relações entre os personagens, dando mais espaço a questões que o filme apenas sugere.A obra aborda o preconceito, a velhice, a memória, os afetos e a sexualidade sem reduzir seus personagens a uma única característica. Gugu não é apenas um menino que enfrenta a homofobia, assim como Dilma não é apenas uma idosa com Alzheimer e Batista não se resume à rigidez de suas atitudes.O longa também toca, com sutileza, nos afetos e na sexualidade na terceira idade, ampliando o olhar sobre experiências que nem sempre encontram espaço no cinema. Ao mesmo tempo, preserva a infância como um território de descobertas, no qual a alegria e a imaginação não deveriam precisar disputar espaço com o medo e a repressão.A força de Feito Pipa está, sobretudo, na maneira como permite ao público acompanhar situações difíceis pelo olhar de uma criança. É uma perspectiva que merece mais espaço no cinema contemporâneo brasileiro.A atuação de Yuri Gomes é um dos motivos pelos quais o longa permanece na memória. O jovem ator tem presença de protagonista e conduz a história com uma naturalidade que faz Gugu parecer alguém que existe para além da tela. Seu desempenho também reforça a torcida por um reconhecimento ainda maior, inclusive em premiações internacionais.A delicadeza da fotografia e da composição visual contribui para essa experiência. O filme demonstra preocupação em construir uma atmosfera que traduza os sentimentos do menino, especialmente sua solidão, sem transformar cada momento em um apelo emocional.A trajetória no Oscar pode abrir novas portas para o filme, mas sua importância não depende exclusivamente de uma indicação. Os prêmios, a circulação internacional e a chegada às salas brasileiras são conquistas relevantes, mas existe algo que permanece para além das estatuetas.Feito Pipa lembra que contar histórias brasileiras também é uma forma de ampliar o horizonte do mundo. Quando o cinema dá espaço para personagens como Gugu, o mais importante talvez seja permitir que eles voem sem que alguém tente puxar a linha de volta.Veja o trailer!

Minissérie esquecida na Netflix com 5 episódios para quinta (29/10)

29 October 2026 at 08:47
Mesmo com a rotina corrida durante a semana, ainda dá para encontrar algumas horas para mergulhar em uma boa história de suspense. Para quem gosta de investigações criminais, segredos e revelações inesperadas, a Netflix guarda uma minissérie que pode ter passado despercebida desde sua estreia, mas merece entrar no radar nesta quinta-feira, 29.Lançada em abril de 2025, O Domo de Vidro é uma produção sueca que combina mistério policial e drama psicológico em uma trama marcada por traumas, desaparecimentos e segredos de uma pequena comunidade. Leia Também: POLÊMICO Robert Pattinson estrela filme que expõe bastidores de programa de TV SE LIGA NA DICA! Só 6 episódios: série da Netflix soma 63 milhões de views em 3 semanas JÁ ASSISTIU? Filme da Netflix com apenas 82 minutos vira sucesso absoluto no TOP 10 Com seis episódios de aproximadamente 45 minutos, a série é uma alternativa para quem procura uma história envolvente sem precisar acompanhar várias temporadas.Criada por Camilla Läckberg, conhecida por suas narrativas de suspense criminal, a produção aposta em uma investigação que vai muito além de descobrir o responsável por um crime. Aos poucos, o passado da protagonista se transforma em uma peça fundamental para entender o que está acontecendo.Um desaparecimento que traz de volta um traumaA trama acompanha Lejla Ness (Léonie Vincent), uma criminologista que construiu carreira nos Estados Unidos após sobreviver a um sequestro durante a infância. Quando tinha apenas 10 anos, ela foi mantida em cativeiro dentro de uma estrutura de vidro subterrânea, experiência que deixou marcas profundas.Anos depois, já adulta e reconhecida profissionalmente, Lejla retorna à pequena cidade sueca onde cresceu para o funeral de sua mãe de criação. O reencontro com o passado, no entanto, ganha contornos ainda mais perturbadores quando ela visita Louise, uma antiga amiga.Lejla encontra a mulher morta na banheira, em uma cena que sugere suicídio. Para completar o mistério, Alicia, a filha de Louise, desapareceu sem deixar rastros.O caso se torna especialmente angustiante porque a menina tem aproximadamente a mesma idade que Lejla tinha quando foi sequestrada. Ao perceber semelhanças entre os acontecimentos, a criminologista passa a investigar o desaparecimento e a questionar se existe alguma ligação entre os dois episódios.Segredos de uma cidade pequenaAlém da investigação, a minissérie constrói uma atmosfera de desconfiança em torno dos moradores da comunidade. A sensação de que todos escondem alguma coisa ajuda a alimentar a tensão, enquanto Lejla tenta compreender o que realmente aconteceu.A narrativa também incorpora conflitos sociais. A expansão de uma mina na região provoca reações entre os habitantes e coloca em evidência questões ambientais, racismo e xenofobia.Said, marido de Louise e diretor da mina, enfrenta a hostilidade de parte da população por sua origem árabe. Em determinado momento, um dos personagens afirma: “Ele tem que voltar para o país de Maomé”.Esse contexto amplia o alcance da história e mostra como interesses econômicos, preconceitos e ressentimentos podem atravessar as relações de uma comunidade.Suspense psicológico e uma protagonista marcada pelo passadoUm dos pontos fortes da produção está na construção de Lejla. Interpretada por Léonie Vincent, a personagem foge do perfil tradicional de protagonista policial: é uma mulher inteligente e competente, mas também desconfiada, amargurada e profundamente afetada pelo trauma.A investigação, portanto, não funciona apenas como uma busca por respostas sobre Alicia. Cada pista também obriga Lejla a revisitar lembranças dolorosas e a lidar com feridas que nunca foram completamente superadas.A atuação de Seraphine Krystek, que interpreta a protagonista na infância, também merece destaque. Os momentos dedicados ao passado ajudam a compreender a dimensão do sofrimento da personagem sem depender de recursos excessivamente explícitos.Na direção, Henrik Björn e Lisa Farzaneh investem em uma atmosfera fria e inquietante, aproveitando o isolamento da paisagem sueca para reforçar o desconforto.Quantos episódios tem e onde assistir?Para quem procura uma produção curta para encaixar na rotina, O Domo de Vidro conta com seis episódios, com duração aproximada de 45 minutos cada.A minissérie tem cerca de quatro horas e meia de duração no total, considerando os tempos aproximados dos capítulos, o que permite organizar uma maratona em poucos dias. A produção está disponível na Netflix.Vale a pena?Sim, especialmente para quem gosta de tramas complexas e com muito suspense. Em vez de apostar apenas em perseguições e reviravoltas constantes, O Domo de Vidro desenvolve seus mistérios gradualmente, explorando a psicologia dos personagens e as tensões escondidas por trás da aparente tranquilidade de uma cidade pequena.A história também pode agradar a quem procura suspenses policiais com uma abordagem mais emocional, em que o passado dos personagens tem papel decisivo na investigação.Embora algumas escolhas do desfecho possam dividir opiniões, a construção da narrativa, a atmosfera e as atuações fazem da produção uma opção interessante para quem deseja descobrir uma história de mistério fora das fórmulas mais convencionais.

Globo toma decisão e muda filme da Sessão da Tarde desta quinta-feira (29/10)

29 October 2026 at 08:03
A programação da Sessão da Tarde, tradicional faixa de filmes da TV Globo, mudou nesta quinta-feira, 29. Inicialmente, a emissora previa exibir o longa 'Bunny Drop: Surpresas da Vida', mas a atração do dia será a releitura de uma clássica série de super-heróis que conquistou o público na televisão nos anos 1990.Mudanças na programação podem ocorrer por diferentes motivos, como ajustes na grade de exibição e transmissões especiais. Por isso, é importante conferir a programação atualizada para saber qual filme será exibido. Leia Também: ELENCO COMPLETO HBO revela novos nomes do elenco de Harry Potter; saiba quem são DICA INUSITADA! Filme policial com 110 minutos é uma joia escondida no Prime Video MELHOR OPÇÃO PARA HOJE! Nova série policial da Netflix tem 7 episódios para ver quarta (28/10) Qual é o filme da Sessão da Tarde de hoje?O filme exibido nesta quinta-feira, 29, é 'Power Rangers', estrelado por Dacre Montgomery, conhecido por interpretar Billy Hargrove na série 'Stranger Things', e Naomi Scott conhecida pelos filmes 'Sorria 2', 'Aladdin' e 'As Panteras'.Na trama, cinco adolescentes descobrem que foram escolhidos para se tornar os novos Power Rangers. Orientados pelo mestre Zordon, eles precisam aprender a controlar seus poderes e trabalhar em equipe para enfrentar Rita Repulsa, uma inimiga determinada a dominar o planeta.Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?A exibição está prevista para às 15h40 (horário de Brasília). Vale lembrar que a programação pode variar conforme a região.Veja o trailer de Power Rangers

Série policial do Prime Video tem 100% de aprovação e poucos conhecem

29 October 2026 at 07:02
Nem todo suspense precisa apostar em uma narrativa sombria para conquistar quem gosta de investigações criminais. Disponível no Prime Video, Deadloch é uma opção para quem quer aproveitar o tempo livre durante a semana com uma história cheia de mistérios, personagens excêntricos e reviravoltas. Com 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, a produção australiana combina comédia satírica e suspense policial em uma trama que pode transformar alguns episódios em uma maratona difícil de interromper. Leia Também: DICA INUSITADA! Filme policial com 110 minutos é uma joia escondida no Prime Video SE LIGA NA DICA! Filme da Netflix ultrapassa 7 milhões de views e conquista o TOP 10 SUCESSO DE CRÍTICA! Minissérie esquecida da Netflix tem 87% de aprovação e muito mistério Ao todo, são 14 episódios distribuídos em duas temporadas, sendo oito na primeira e seis na segunda. Com capítulos que variam entre 44 minutos e 1h05, a série permite organizar a programação aos poucos, assistindo a alguns episódios nos intervalos da rotina e reservando o fim de semana para avançar na investigação.Investigação policial transforma cidade em palco de mistériosCriada por Kate McCartney e Kate McLennan, Deadloch acompanha uma investigação que começa após um homem ser encontrado morto em uma praia da pequena cidade fictícia de Deadloch, na Tasmânia, pouco antes de um festival anual.O caso coloca lado a lado duas policiais com personalidades bastante diferentes. Dulcie Collins (Kate Box) é metódica e conhece profundamente a comunidade local, enquanto Eddie Redcliffe (Madeleine Sami), enviada de Darwin, tem uma abordagem mais direta e pouco interesse em respeitar as convenções da cidade. A jovem policial Abby também integra a equipe responsável pela investigação.Enquanto procuram respostas para o crime, as investigadoras precisam lidar com moradores, comerciantes e pessoas interessadas em proteger a própria reputação. Em meio a versões conflitantes e segredos antigos, cada depoimento pode mudar a compreensão dos acontecimentos.Segunda temporada amplia os mistérios da sérieNa segunda temporada, a história deixa para trás o cenário inicial para acompanhar uma nova investigação em Barra Creek, uma cidade marcada pela presença de um pub, uma delegacia e uma lixeira, além de passeios turísticos para observar crocodilos.O local também é palco de disputas entre um negócio familiar tradicional e uma operação mais sofisticada comandada por um pescador famoso, interpretado por Luke Hemsworth. Quando mochileiros desaparecem e problemas antigos voltam à tona, a investigação ganha novos caminhos.Com seis episódios, a segunda temporada mantém a proposta de misturar mistério e humor, ampliando o universo da produção sem abandonar as tensões entre os personagens e as particularidades da comunidade investigada.Humor ácido é um dos diferenciais da produçãoUm dos pontos fortes de Deadloch está na maneira como a série utiliza a investigação criminal para satirizar convenções do gênero policial. A diferença entre os métodos de Dulcie e Eddie rende situações cômicas, mas também ajuda a desenvolver uma parceria que depende justamente das perspectivas distintas das protagonistas.A trama ainda aproveita o mistério para abordar disputas por prestígio, dinheiro e pertencimento. Por trás da imagem acolhedora de uma pequena cidade, aparecem conflitos que ajudam a transformar suspeitos e testemunhas em personagens mais complexos.Mesmo com o humor, o crime não perde importância. As descobertas feitas ao longo dos episódios alteram a interpretação das pistas e dos depoimentos, mantendo o interesse pela investigação.Série conquistou aprovação máxima e prêmiosA primeira temporada de Deadloch alcançou 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, um dos destaques da recepção da produção. A série também conquistou reconhecimento na indústria australiana ao vencer cinco prêmios AACTA em 2024.Entre os reconhecimentos estão categorias ligadas ao roteiro de televisão, às criadoras da produção, e à atuação em comédia de Kate Box. O resultado reforça a combinação entre a construção do mistério, o desenvolvimento dos personagens e a abordagem cômica que diferencia a série de outras histórias policiais.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de suspense policial, investigações cheias de pistas e histórias que escondem segredos em pequenas comunidades, Deadloch é uma boa opção no catálogo do Prime Video.A mistura de humor ácido, mistério e personagens com personalidades marcantes dá à produção uma identidade própria, especialmente para quem procura uma alternativa aos suspenses mais tradicionais.Com 14 episódios e duas temporadas, a série também funciona para quem prefere distribuir a maratona ao longo da semana. A investigação pode começar com apenas um capítulo no tempo livre, mas a combinação de mistérios e reviravoltas torna difícil não querer descobrir o que acontece depois.

Minissérie premiada da Netflix tem 98% de aprovação e só 8 episódios

29 October 2026 at 05:13
Em meio à rotina corrida, encontrar uma série que realmente prenda a atenção pode transformar algumas horas livres em uma experiência marcante. Para quem quer fugir do tédio e aproveitar o tempo disponível com uma história intensa, a Netflix tem uma minissérie que merece entrar na lista de próximas maratonas. Lançada em 2019, a produção acabou ficando escondida entre as novidades do catálogo, mas conquistou 98% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e 89% do público.Com oito episódios, de 43 a 58 minutos, Inacreditável é uma opção para quem procura suspense policial, investigações complexas e uma narrativa inspirada em acontecimentos reais. Leia Também: DICA INUSITADA! Filme policial com 110 minutos é uma joia escondida no Prime Video MELHOR OPÇÃO PARA HOJE! Nova série policial da Netflix tem 7 episódios para ver quarta (28/10) SE LIGA NA DICA! Filme da Netflix ultrapassa 7 milhões de views e conquista o TOP 10 A produção acompanha um caso de violência sexual que ganha novos contornos quando duas detetives começam a investigar crimes semelhantes e encontram pistas que podem mudar o rumo da história.Uma denúncia desacreditada dá início à históriaA minissérie acompanha Marie Adler (Kaitlyn Dever), uma jovem de 18 anos que passou boa parte da vida em lares adotivos, afastada dos irmãos e submetida a constantes mudanças.Quando é vítima de estupro dentro do próprio apartamento, em Lynnwood, nos Estados Unidos, ela decide denunciar o crime à polícia. No entanto, em vez de receber acolhimento, a jovem precisa repetir seu relato diversas vezes durante os interrogatórios.Fragilizada pelo trauma e pela pressão psicológica, Marie apresenta divergências entre os depoimentos. As inconsistências levam os investigadores a desacreditar sua versão, com consequências devastadoras para a protagonista, que acaba acusada de fazer uma falsa denúncia.A situação se agrava quando até sua mãe adotiva passa a questionar o relato. A jovem enfrenta isolamento, vergonha e a sensação de impotência diante das instituições que deveriam ajudá-la.Duas detetives encontram pistas de um criminoso em sérieA narrativa muda de perspectiva quando a história avança três anos e apresenta as detetives Karen Duvall (Merritt Wever) e Grace Rasmussen (Toni Collette).Enquanto investigam casos de violência sexual em diferentes cidades, as policiais percebem semelhanças entre os ataques. O criminoso invade residências, ameaça as vítimas, comete os abusos e tenta eliminar vestígios que poderiam levar à sua identificação.Com métodos de investigação distintos, Karen e Grace começam a cruzar informações e ampliar as buscas. O trabalho minucioso revela que os crimes podem estar conectados a ocorrências registradas em outras localidades.A investigação se desenvolve entre pistas, obstáculos e novas descobertas, enquanto a produção acompanha também a vida pessoal das detetives e as diferentes maneiras pelas quais as vítimas lidam com o trauma.História real torna a minissérie ainda mais impactanteUm dos elementos mais marcantes de Inacreditável é sua inspiração em acontecimentos reais. A produção adapta a reportagem investigativa de T. Christian Miller e Ken Armstrong, publicada em 2015 e reconhecida com o Prêmio Pulitzer.A investigação jornalística abordou falhas policiais no tratamento de denúncias de estupro e o caso de uma jovem que teve seu relato desacreditado pelas autoridades.Entre 2008 e 2011, crimes semelhantes foram registrados nos estados de Washington e Colorado, nos Estados Unidos. As investigações apontaram que os ataques estavam ligados a um mesmo criminoso, responsável por uma série de estupros.A minissérie transforma esses acontecimentos em uma narrativa dramática que destaca não apenas a busca pelo responsável, mas também as consequências da violência e da falta de acolhimento às vítimas.Ao acompanhar as diferentes experiências das mulheres envolvidas, a história chama atenção para a importância de escutar denúncias, conduzir investigações cuidadosas e evitar julgamentos precipitados.Atuações e investigação são destaques da produçãoO desempenho do elenco é um dos pontos fortes da minissérie. Kaitlyn Dever constrói uma interpretação sensível de Marie, transmitindo o sofrimento e a vulnerabilidade de uma jovem que precisa enfrentar as consequências de não ter sido acreditada.Já Toni Collette e Merritt Wever estabelecem uma parceria convincente como as investigadoras. As diferenças entre as personagens ajudam a desenvolver a dinâmica da investigação e acrescentam profundidade à trama.A direção de Lisa Cholodenko, Susannah Grant e Michael Dinner contribui para uma narrativa que alterna acontecimentos de épocas e lugares diferentes, conectando gradualmente as duas linhas da história.Em vez de apostar apenas em cenas explícitas ou violência gráfica, a produção direciona o olhar para as vítimas, suas experiências e os caminhos percorridos pelas autoridades durante a investigação.Minissérie fez sucesso nas principais premiaçõesAlém da boa recepção da crítica, Inacreditável também conquistou reconhecimento em importantes premiações. A minissérie venceu o Critics' Choice Awards de melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme para a TV, com Toni Collette, e recebeu o Prêmio Peabody, em 2020.A produção também acumulou quatro indicações ao Emmy 2020, nas categorias de melhor minissérie, melhor atriz coadjuvante em minissérie ou filme, melhor roteiro e melhor elenco. No Critics' Choice Awards, concorreu a melhor minissérie e melhor atriz em minissérie ou filme para a televisão, com Kaitlyn Dever e Merritt Wever. Já no Globo de Ouro, recebeu quatro indicações, incluindo melhor minissérie e reconhecimentos individuais para Kaitlyn Dever, Merritt Wever e Toni Collette.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de tramas complexas, investigações criminais e histórias inspiradas em fatos reais, Inacreditável é uma escolha especialmente interessante no catálogo da Netflix.A minissérie combina suspense, personagens bem desenvolvidos e uma investigação que se constrói aos poucos, sem depender exclusivamente de reviravoltas para manter o interesse.Apesar de abordar um tema doloroso e apresentar momentos difíceis de acompanhar, a produção trata as consequências da violência sexual com seriedade e coloca a experiência das vítimas no centro da narrativa.Com oito episódios, a série também permite uma maratona dividida ao longo dos próximos dias, ideal para quem quer aproveitar o tempo livre sem precisar começar uma produção com várias temporadas.Veja o trailer!

Nova adaptação de clássico de Jane Austen ganha trailer na Netflix

28 October 2026 at 23:38
A Netflix divulgou o trailer da nova adaptação de Orgulho e Preconceito, romance clássico de Jane Austen. A minissérie estreia em 3 de dezembro, com seis episódios, e traz Emma Corrin (The Crown) como Elizabeth Bennet e Jack Lowden (Slow Horses) no papel do Sr. Darcy.A produção tem roteiro de Dolly Alderton, autora de Tudo o Que Eu Sei Sobre o Amor, e direção de Euros Lyn, de Heartstopper. Leia Também: ELENCO COMPLETO HBO revela novos nomes do elenco de Harry Potter; saiba quem são DICA INUSITADA! Filme policial com 110 minutos é uma joia escondida no Prime Video MELHOR OPÇÃO PARA HOJE! Nova série policial da Netflix tem 7 episódios para ver quarta (28/10) Na trama, as cinco irmãs Bennet enfrentam os desafios e as convenções sociais da época. Enquanto Jane (Freya Mavor) se apaixona pelo Sr. Bingley (Daryl McCormack), Elizabeth desenvolve uma relação conflituosa com Darcy, marcada por julgamentos precipitados, diferenças sociais e sentimentos inesperados.O elenco ainda reúne Olivia Colman (Fleabag), Rufus Sewell (A Diplomata) como Sr. Bennet, Louis Partridge (Enola Holmes) como Sr. Wickham e Fiona Shaw (Andor) como Lady Catherine de Bourgh.Publicado originalmente em 1813, Orgulho e Preconceito é um dos romances mais conhecidos da literatura inglesa e já ganhou diversas adaptações para o cinema e a televisão.Veja o trailer de Orgulho e Preconceito

HBO revela novos nomes do elenco de Harry Potter; saiba quem são

28 October 2026 at 11:04
Os fãs de Harry Potter ganharam mais um spoiler da nova série sobre a vida do bruxo. Responsável pela produção da trama, a HBO revelou os nomes de três atores que interpretarão os personagens Carlinhos Weasley, Tiago Potter e Lílian Potter.Os escolhidos foram Harry Gilby, Jasper Talbot e Hannah Chinn. Eles aparecerão já na primeira temporada da produção, que tem previsão de estreia para o dia 25 de dezembro e vai adaptar o livro “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Atores Harry Gilby, Jasper Talbot e Hannah Chinn - Foto: Reprodução | Instagram Intérpretes dos pais de Harry, Tiago e Lílian, os atores Jasper e Hannah aparecerão em flashbacks, fotografias e manifestações mágicas. Já Carlinhos Weasley é o irmão mais velho de Rony, que não aparece nos filmes, mas estará presente na série. Leia Também: DICA INUSITADA! Filme policial com 110 minutos é uma joia escondida no Prime Video MELHOR OPÇÃO PARA HOJE! Nova série policial da Netflix tem 7 episódios para ver quarta (28/10) PROGRAMAÇÃO Sessão da Tarde: saiba qual filme a Globo exibe nesta quarta (28/10) Outros nomes confirmados na sérieO elenco da série já está quase todo confirmado pela HBO. O protagonista Harry Potter será interpretado pelo ator Dominic McLaughlin. Enquanto seus melhores amigos, Hermione Granger e Rony Weasley, serão vividos por Arabella Stanton e Alastair Stout, respectivamente.A trama segue com John Lithgow como Alvo Dumbledore, Janet McTeer como Minerva McGonagall, Paapa Essiedu como Severo Snape e Nick Frost como Rúbeo Hagrid.Além de Rory Wilmot como Neville Longbottom, Lox Pratt como Draco Malfoy, Tristan Harland como Fred Weasley, Gabriel Harland como Jorge Weasley e Ruari Spooner como Percy Weasley.

Filme policial com 110 minutos é uma joia escondida no Prime Video

28 October 2026 at 10:53
Depois de um dia cheio, encontrar um filme capaz de prender a atenção do início ao fim pode ser a melhor maneira de aproveitar o tempo livre. Para quem procura suspense, mistério e uma investigação policial cheia de tensão, o Prime Video tem uma opção que merece ser redescoberta. Lançado em 2023, Sede Assassina é um thriller criminal que acabou ficando escondido entre as novidades do streaming, mas entrega uma história envolvente para quem quer fugir do tédio com uma maratona de menos de duas horas.Com apenas 1h50 de duração, o longa acompanha uma caçada desesperada a um assassino em massa e reúne nomes como Shailene Woodley, Ben Mendelsohn e Ralph Ineson em uma trama que mistura ação, investigação e suspense psicológico. Dirigido pelo argentino Damián Szifron, conhecido por Relatos Selvagens, o filme aposta em um crime brutal para apresentar uma investigação que se torna cada vez mais complexa, especialmente quando uma jovem policial demonstra habilidades inesperadas para compreender a mente do criminoso.Investigação começa após ataque brutal em BaltimoreAmbientado em Baltimore, nos Estados Unidos, Sede Assassina acompanha Eleanor (Shailene Woodley), uma jovem investigadora que enfrenta conflitos pessoais enquanto tenta lidar com os desafios da profissão.Na noite de Ano Novo, um atirador mata 29 pessoas em prédios da cidade, atingindo vítimas de diferentes origens e classes sociais, aparentemente sem qualquer conexão entre si.Diante da dimensão do crime, a polícia e o FBI iniciam uma operação para identificar e capturar o responsável pelos ataques.O agente do FBI Lammark (Ben Mendelsohn) percebe a capacidade de observação de Eleanor e decide recrutá-la para ajudar na investigação, mesmo diante das dúvidas sobre sua experiência e seu temperamento.A partir daí, a protagonista passa a analisar pistas e comportamentos que podem revelar a identidade do assassino. O desafio, porém, é lidar com um criminoso imprevisível, capaz de frustrar repetidamente os esforços das autoridades.Shailene Woodley lidera elenco de suspense criminalUm dos atrativos do longa é o elenco, que reúne artistas conhecidos em produções de cinema e televisão.Shailene Woodley, conhecida por A Culpa é das Estrelas e Divergente, interpreta Eleanor, uma investigadora que tenta equilibrar suas fragilidades pessoais com a pressão de um caso de grande repercussão.Ben Mendelsohn, de Invasão Secreta, vive Lammark, o agente responsável por conduzir parte das operações. Já Ralph Ineson interpreta Dean, enquanto Jovan Adepo aparece como Jack Mackenzie.O elenco também conta com Rosemary Dunsmore, Michael Cram, Marcella Lentz-Pope e Mark Camacho.A dinâmica entre Eleanor e Lammark contribui para o desenvolvimento da investigação, especialmente porque os dois personagens apresentam perspectivas diferentes sobre como interpretar os sinais deixados pelo criminoso.Filme aposta em mistério e crítica à sociedade americanaAlém da perseguição ao assassino, Sede Assassina constrói um retrato inquietante dos Estados Unidos, afastando-se de algumas imagens tradicionais do país frequentemente exploradas pelo cinema.Em vez de paisagens grandiosas e cenários idealizados, a narrativa percorre ruas urbanas, edifícios comerciais, apartamentos e ambientes cotidianos, revelando uma sociedade atravessada por desigualdades e contradições.O diretor Damián Szifron utiliza a violência do caso para abordar questões como consumismo, individualismo e crueldade nas relações humanas.A investigação, assim, ultrapassa a busca por um culpado e abre espaço para reflexões sobre a normalização da violência e as estruturas sociais que cercam os acontecimentos.A direção também investe na atmosfera e na construção visual para sustentar a tensão, enquanto o roteiro apresenta pistas e obstáculos que mantêm a investigação em movimento.Suspense policial é opção para assistir em poucas horasPara quem procura um filme que não exija vários dias de acompanhamento, a duração de Sede Assassina é um dos pontos favoráveis.Com 1h50, o longa pode ser assistido de uma só vez em menos de duas horas, sem comprometer toda a programação do dia. A combinação de investigação criminal, ação e mistério também ajuda a manter o ritmo da narrativa.Apesar dos acertos, a produção pode não agradar a todos. A recepção da crítica americana foi pouco entusiasmada, e algumas escolhas narrativas podem dividir opiniões.Ainda assim, o filme encontra força na construção de sua protagonista, no trabalho do elenco e na proposta de recuperar elementos dos thrillers policiais que apostam em personagens complexos e histórias com propósito.Vale a pena?Sim. Sede Assassina é uma boa escolha para quem gosta de filmes de suspense criminal cheios de mistério, investigações policiais e perseguições a criminosos imprevisíveis.A produção reúne um elenco de peso e apresenta uma trama que vai além da simples identificação de um assassino, incorporando reflexões sobre violência e sociedade.Com menos de duas horas de duração, o longa pode salvar o dia de quem está procurando uma história envolvente para assistir no tempo livre. Para os fãs de thrillers policiais que valorizam investigações, personagens marcantes e uma atmosfera inquietante, o filme é uma opção que merece entrar na lista.Veja o trailer de Sede Assassina!

Nova série policial da Netflix tem 7 episódios para ver quarta (28/10)

28 October 2026 at 08:14
No meio da semana, encontrar um tempo para descansar e acompanhar uma boa história pode ser o respiro que faltava na rotina. Para quem gosta de investigações cheias de reviravoltas, a Netflix tem uma minissérie que transforma um desaparecimento em um mistério cercado de suspeitas e revelações.Lançada em 2026, Instinto de Mãe acompanha uma mulher que passa nove anos procurando a filha sequestrada ainda recém-nascida.Com sete episódios, a produção indiana aposta em conflitos familiares, pistas inesperadas e personagens que escondem mais do que aparentam, sendo uma opção para quem busca uma maratona policial nesta quarta-feira, 28. Leia Também: POLÊMICO Robert Pattinson estrela filme que expõe bastidores de programa de TV FICOU MAIS CARO? Com novos preços, Globoplay passa por maior mudança da década; entenda SE LIGA NA DICA! Só 6 episódios: série da Netflix soma 63 milhões de views em 3 semanas Desaparecimento dá início a uma busca angustianteA história acompanha Anvita Dutt (Parineeti Chopra), cuja filha, Apeksha, desaparece do hospital pouco depois do nascimento. Enquanto a mãe se recupera do parto, uma mulher disfarçada de enfermeira retira o bebê do berçário sem deixar pistas claras sobre o que aconteceu.Mesmo depois de anos sem respostas, Anvita se recusa a abandonar a busca. Fotografias anônimas recebidas nos aniversários da menina alimentam a esperança de que ela esteja viva, mas também prolongam o sofrimento da família.Nove anos depois, Anvita e o marido, Alok (Tahir Raj Bhasin), tentam seguir a vida com a filha mais nova, Siddhi. A chegada de novos vizinhos, porém, muda o rumo da história.Ao conhecer Sakshi (Jennifer Winget), o marido dela, Gaurav (Dhruv Chowdhary), e a filha do casal, Rhea, Anvita começa a suspeitar que a menina possa ser sua filha desaparecida.Segredos familiares movimentam a investigaçãoÀ medida que novas pistas surgem, a protagonista passa a questionar as pessoas ao seu redor. O mistério deixa de envolver apenas o desaparecimento e começa a colocar em dúvida relações construídas ao longo de anos.Além da busca de Anvita, a produção acompanha personagens ligados ao caso, incluindo o inspetor Khurana (Anup Soni), responsável pela investigação, o médico Bhaskar (Sumeet Vyas) e Shreya (Harleen Sethi), melhor amiga da protagonista.Soni Razdan também integra o elenco como Madhu, sogra de Anvita e uma das figuras que ganham importância conforme as suspeitas avançam.Com diferentes núcleos conectados ao desaparecimento, a minissérie explora temas como traição, luto, culpa e manipulação, enquanto conduz o público por novas descobertas.Quem está no elenco de Instinto de Mãe?A produção reúne nomes conhecidos do entretenimento indiano. Confira os principais personagens:Parineeti Chopra como Anvita Dutt, a mãe que não desiste de encontrar a filha;Tahir Raj Bhasin como Alok, marido de Anvita;Jennifer Winget como Sakshi, a nova vizinha que desperta suspeitas;Dhruv Chowdhary como Gaurav, marido de Sakshi;Soni Razdan como Madhu, sogra da protagonista;Anup Soni como o inspetor Khurana;Sumeet Vyas como Bhaskar, médico ligado ao hospital;Harleen Sethi como Shreya, melhor amiga de Anvita.A série foi criada por Rensil D’Silva e Siddharth P. Malhotra, com direção de D’Silva.Quantos episódios tem a minissérie?Instinto de Mãe conta com sete episódios, disponibilizados de uma só vez pela Netflix em 24 de setembro de 2026.Os capítulos têm entre 31 e 43 minutos, segundo a plataforma. Ao todo, a maratona dura aproximadamente 4 horas e 23 minutos, sendo perfeita para finalizar em apenas um dia.Apesar de ser uma produção enxuta em comparação com séries mais longas, vale reservar algumas horas para acompanhar a investigação e as revelações da trama.Vale a pena?Sim, principalmente para quem gosta de histórias policiais com mistérios familiares, personagens ambíguos e reviravoltas. Instinto de Mãe aposta em uma premissa emocionalmente intensa e transforma a busca por uma criança desaparecida em uma investigação sobre confiança, culpa e segredos.A série também pode agradar a quem prefere minisséries com uma história fechada, sem precisar acompanhar várias temporadas para descobrir o desfecho. Com sete episódios, é uma alternativa para quem procura uma trama envolvente para assistir ao longo da semana.

Sessão da Tarde: saiba qual filme a Globo exibe nesta quarta (28/10)

28 October 2026 at 08:01
A Sessão da Tarde, tradicional faixa de filmes da TV Globo, exibe produções de diferentes gêneros ao longo da semana. Nesta quarta-feira, 28, o público vai acompanhar uma comédia repleta de confusões, imprevistos e situações inusitadas durante uma viagem de férias. Leia Também: LIBERDADE E RESISTÊNCIA Cinema francês invade Salvador com filmes premiados e sucessos internacionais COMÉDIA NACIONAL Os Farofeiros 3 tem pré-estreia em Salvador com elenco presente PROGRAMAÇÃO Sessão da Tarde: saiba qual filme a Globo exibe nesta terça (27/10) Qual é o filme da Sessão da Tarde de hoje?O filme exibido nesta quarta-feira, 28, é ‘Os Farofeiros 2’, estrelado por Cacau Protásio, conhecida por novelas como 'Avenida Brasil' e 'Ti Ti Ti', e Aline Campos, conhecida por Susan Guimarães na série ‘Vai que Cola’ e Ellen nos filmes ‘Os Farofeiros’.Na trama, os "amigos" e colegas de trabalho Alexandre, Lima, Rocha e Diguinho terão que encarar novamente uma roubada nas férias, mais precisamente no carnaval, em uma praia da Bahia. Em meio a hotéis caindo aos pedaços, praias lotadas, tombos de banana boat e confusões no parque aquático, eles serão obrigados mais uma vez a testar os limites de uma convivência nada pacífica. Os problemas e imprevistos irão colocá-los em situações hilárias, fazendo a viagem dos sonhos ir por água abaixo. Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?A exibição está prevista para às 15h40 (horário de Brasília). Vale lembrar que a programação pode variar conforme a região.Veja o trailer de Os Farofeiros 2

Filme da Netflix ultrapassa 7 milhões de views e conquista o TOP 10

28 October 2026 at 07:02
Em meio à correria da semana, encontrar um filme envolvente para aproveitar o tempo livre pode ser uma boa maneira de fugir do tédio. Na Netflix, uma produção que conquistou milhões de espectadores reúne romance, drama e uma história de superação capaz de despertar emoções. Cartas de Redenção alcançou 7,3 milhões de visualizações e ficou entre os destaques do streaming na semana de 12 a 18 de outubro de 2026.Lançado em 2026, o longa acumulou 13,1 milhões de horas assistidas e conquistou a segunda posição no TOP 10 semanal de filmes mais vistos da Netflix, atrás apenas de Sobrevivência. O desempenho reforça o alcance da produção, que já soma três semanas consecutivas no ranking divulgado pela plataforma toda terça-feira. Leia Também: CURTO E VICIANTE! Novo filme eletrizante da Netflix com 97 minutos faz sucesso no TOP 1 SUCESSO ABSOLUTO! Série viciante da Netflix retorna após três anos com 100% de aprovação POLÊMICO Robert Pattinson estrela filme que expõe bastidores de programa de TV Estrelado por Naomi Baker e Jay Reeves, o filme dirigido por Tyler Perry aposta em uma história sobre amor, perdão e segundas chances, acompanhando duas pessoas que tentam reconstruir suas vidas apesar das marcas deixadas pelo passado.Filme da Netflix conquista público com romance e superaçãoEm Cartas de Redenção, Anika (Naomi Baker) é uma mãe solo que enfrenta diariamente as dificuldades para sustentar a família e oferecer um futuro melhor aos filhos. Sua rotina muda após um encontro inesperado com Carousel (Jay Reeves), um homem que tenta recomeçar a vida depois de deixar a prisão.A aproximação acontece durante uma violenta rebelião no presídio, quando Carousel protege Anika em meio ao caos. Depois desse episódio, os dois voltam a se encontrar e começam a desenvolver uma relação que ganha força por meio de cartas.Entre conversas sinceras, experiências dolorosas e expectativas para o futuro, os protagonistas constroem uma conexão marcada pela vulnerabilidade e pela tentativa de superar os próprios erros.Enquanto Carousel procura uma oportunidade de reconstruir sua história, Anika precisa lidar com os receios de permitir que alguém com um passado complicado se aproxime dela e de sua família.Cartas aproximam protagonistas em meio a conflitos do passadoUm dos elementos centrais do longa é a comunicação entre os protagonistas. A troca de correspondências permite que Anika e Carousel desenvolvam intimidade gradualmente, compartilhando inseguranças, desejos e experiências que ajudam a compreender suas motivações.A distância também estabelece um ritmo próprio para o romance, que encontra seus momentos mais delicados nas conversas entre os personagens.Naomi Baker constrói uma Anika dividida entre o interesse crescente por Carousel e a responsabilidade de proteger a família. Já Jay Reeves interpreta um homem que deseja mudar, mas precisa enfrentar o peso das escolhas que fez anteriormente.A relação funciona especialmente quando o roteiro desacelera e permite que os atores explorem os sentimentos dos personagens sem recorrer a grandes acontecimentos dramáticos.Drama de Tyler Perry aborda perdão e segundas chancesTyler Perry retorna ao drama romântico com uma narrativa que coloca em discussão a possibilidade de recomeçar depois de um passado marcado por erros e dificuldades.A produção aborda temas como família, confiança, redenção e os desafios enfrentados por pessoas que deixam o sistema prisional e tentam reconstruir suas vidas.Embora a trama não seja baseada diretamente na história real de pessoas específicas, o cineasta revelou que experiências que conheceu ao longo da vida ajudaram a inspirar o projeto. “Já tive pessoas na minha vida que me lembraram esses dois personagens”, afirmou o cineasta ao explicar a origem do projeto ao Tudum.Entre as referências mencionadas por Perry estão pessoas que deixaram a prisão em busca de novas oportunidades e mães solo que enfrentam dificuldades para sustentar os filhos.Dessa forma, Anika e Carousel representam uma combinação de experiências observadas pelo diretor, que utiliza a ficção para explorar questões sociais e emocionais.História emocionante tem romance previsívelApesar da proposta sensível, Cartas de Redenção segue caminhos conhecidos dos dramas românticos. A narrativa apresenta conflitos que, em determinados momentos, antecipam os rumos da história e reduzem o impacto de algumas reviravoltas.O equilíbrio entre romance e drama também oscila. Enquanto algumas cenas exploram as dificuldades dos protagonistas com mais profundidade, outras recorrem a situações que parecem construídas para provocar emoção de maneira imediata.Ainda assim, Naomi Baker e Jay Reeves ajudam a sustentar a produção, especialmente nas sequências em que a aproximação dos personagens acontece por meio das cartas.O resultado é um romance agradável, que encontra humanidade na relação central, mesmo sem renovar completamente as fórmulas do gênero.Vale a pena?Sim. Para quem gosta de tramas emocionantes, histórias de superação e romances que abordam perdão e recomeços, Cartas de Redenção pode ser uma boa escolha para assistir durante o tempo livre.Com uma história centrada em personagens que tentam reconstruir suas vidas, o filme oferece uma experiência voltada principalmente ao público que aprecia dramas românticos com conflitos familiares e dilemas pessoais.O sucesso no TOP 10 da Netflix também coloca a produção entre as opções para quem procura descobrir o que está conquistando os assinantes do streaming.Mesmo com uma narrativa previsível em alguns momentos, o longa encontra força na relação entre Anika e Carousel e na mensagem sobre a possibilidade de encontrar novos caminhos depois de experiências difíceis.

Minissérie esquecida da Netflix tem 87% de aprovação e muito mistério

28 October 2026 at 05:44
Para quem quer aproveitar o tempo livre e fugir do tédio com uma história capaz de prender a atenção, a Netflix tem uma opção que merece ser redescoberta. Com uma atmosfera inquietante, pistas escondidas e acontecimentos inexplicáveis, a minissérie Arquivo 81 mistura terror e investigação em uma trama que começa com fitas antigas e evolui para um mistério cada vez mais perturbador.Lançada em 2022, a produção conquistou 87% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, mas acabou perdendo espaço em meio às novidades do streaming. Com oito episódios e uma narrativa construída em torno de duas linhas do tempo, a série é uma alternativa para quem procura uma história envolvente para acompanhar nos momentos de descanso. Leia Também: CURTO E VICIANTE! Novo filme eletrizante da Netflix com 97 minutos faz sucesso no TOP 1 SUCESSO ABSOLUTO! Série viciante da Netflix retorna após três anos com 100% de aprovação POLÊMICO Robert Pattinson estrela filme que expõe bastidores de programa de TV Inspirada no podcast de mesmo nome, a obra aposta em gravações danificadas, segredos e uma investigação que ultrapassa os limites do que parece possível.Uma restauração de fitas se transforma em um mistério assustadorA história acompanha Dan Turner (Mamoudou Athie), um arquivista contratado pelo misterioso milionário Virgil Davenport (Martin Donovan) para restaurar uma coleção de gravações danificadas relacionadas a um incêndio ocorrido em 1994, no edifício Visser, em Nova York.Entre os materiais, estão as filmagens de Melody Pendras (Dina Shihabi), uma jovem documentarista que investigava acontecimentos suspeitos no prédio antes de desaparecer.Ao recuperar as imagens, Dan começa a reconstruir os passos de Melody e descobre que ela estava se aproximando de uma seita violenta envolvida em acontecimentos obscuros. O trabalho, inicialmente técnico, passa a consumir cada vez mais sua atenção.A investigação ganha contornos pessoais quando o arquivista percebe possíveis conexões entre as gravações e uma tragédia que marcou sua própria família. Obcecado por entender o que aconteceu, ele passa a acreditar que talvez consiga mudar o destino da documentarista.Terror sobrenatural aposta em fitas antigas e tensão constanteUm dos diferenciais de Arquivo 81 está na maneira como a minissérie transforma imagens aparentemente banais em peças fundamentais de um quebra-cabeça.A narrativa alterna entre o presente de Dan e o passado de Melody, permitindo que o público descubra gradualmente os segredos do edifício Visser. Cada gravação recuperada acrescenta novas dúvidas e aproxima os personagens de algo que desafia explicações convencionais.O formato também explora elementos do found footage, recurso associado a histórias de terror construídas a partir de registros supostamente encontrados. Em vez de depender exclusivamente de sustos repentinos, a produção investe em ruídos, silêncios, enquadramentos e na sensação constante de que existe alguma coisa errada por trás das imagens.A atmosfera claustrofóbica e a simbologia presente na investigação ajudam a criar uma experiência inquietante, especialmente para quem gosta de histórias que revelam suas respostas aos poucos.Série tem participação de James Wan e elenco conhecidoA produção conta com James Wan como produtor executivo, nome associado à franquia Invocação do Mal e a outras obras de terror. A adaptação televisiva foi desenvolvida por Rebecca Sonnenshine, que conduz a história a partir do podcast criado por Daniel Powell e Marc Sollinger.No elenco, Mamoudou Athie interpreta Dan Turner, enquanto Dina Shihabi dá vida a Melody Pendras. Martin Donovan aparece como Virgil Davenport, o milionário responsável por contratar o arquivista.Matt McGorry também participa da produção como Mark Higgins, amigo de Dan que possui um podcast, enquanto Evan Jonigkeit interpreta Samuel Spare.A direção reúne profissionais como Rebecca Thomas, Haifaa Al-Mansour e a dupla Justin Benson e Aaron Moorhead, que contribuem para diferentes nuances da atmosfera e do desenvolvimento visual da história.O que faz Arquivo 81 prender a atenção?O principal atrativo da minissérie está na capacidade de transformar uma investigação em uma experiência de obsessão. Dan não é apenas alguém que recupera gravações: ele passa a procurar padrões, vozes e detalhes que podem ajudar a compreender o desaparecimento de Melody.Essa estrutura favorece quem gosta de acompanhar mistérios montados peça por peça, com pistas que parecem pequenas no início, mas ganham importância ao longo dos episódios.A série também apresenta referências ao terror, ao suspense e à ficção científica, além de elementos que remetem a obras conhecidas do gênero. A ambientação nostálgica dos anos 1990 reforça a identidade visual da produção.Apesar dos acertos, a narrativa nem sempre aproveita todo o potencial emocional de seus personagens. Em alguns momentos, o roteiro parece mais interessado em apresentar novas reviravoltas do que em aprofundar as consequências dos acontecimentos, o que pode enfraquecer parte do impacto dramático.Ainda assim, o clima de mistério e os ganchos ao fim dos capítulos ajudam a manter o interesse.Vale a pena?Sim. Arquivo 81 é uma boa escolha para quem gosta de tramas complexas, histórias de terror sobrenatural e investigações cheias de tensão, segredos e acontecimentos inexplicáveis.Com oito episódios, a produção pode ser uma companhia para os momentos livres ao longo dos próximos dias, especialmente para quem prefere histórias com um mistério central bem definido e pistas espalhadas pela narrativa.A série estreou em 14 de janeiro de 2022 e conta com apenas uma temporada, composta por oito episódios. A produção, considerada uma minissérie, não teve continuidade em novas temporadas.Para quem procura uma opção diferente entre as recomendações mais recentes do streaming, a investigação de Dan e Melody pode ser justamente aquela descoberta que faltava para sair da rotina.

Cinema francês invade Salvador com filmes premiados e sucessos internacionais

27 October 2026 at 13:07
Nesta quinta-feira, 29 de outubro, começa mais uma edição do já tradicionalíssimo Festival de Cinema Francês do Brasil que, em 2026, comemora seu 17º ano de existência, promovendo e apresentando para o público nacional o recente cinema oriundo da França, bem como trazendo sessões especiais de clássicos da terra dos criadores do cinematógrafo.O evento, que vai até o dia 11 de novembro, acontece em cerca de 50 cidades brasileiras entre capitais e municípios de maior ou menor porte, ocupando, aproximadamente, 100 salas de cinema. Em Salvador, o público cinéfilo poderá conferir sessões francesas no Cine Glauber Rocha e no Circuito Sala de Arte. Dentre os destaques, está a cinebiografia do general Charles De Gaulle, o militar que liderou a resistência contra os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial durante o período em que a França foi ocupada, com a anuência de parte do governo, pelas forças alemãs.Abaixo o fascismoUm dos maiores sucessos na França no últimos anos, com mais de cinco milhões de espectadores, o épico de quase cinco horas e meia de duração do diretor Antonin Baudry foi dividido em duas partes: De Gaulle: Résistance, com 160 minutos, e De Gaulle: Liberté, com 157 minutos. Batizados no Brasil como De Gaulle: A França Livre Parte 1 e Parte 2, trata-se da obra que, também, estampa a arte conceitual do Festival de Cinema Francês, algo que gerou certa discussão. A curadora e co-diretora geral do evento, Emmanuelle Boudier, em entrevista ao jornal A TARDE, comentou a questão.“Quando escolhemos essa imagem do general Charles De Gaulle como identidade visual do festival, teve um debate aqui. Porque ele é um militar, né? Perguntaram para nós: 'Nossa, vocês vão colocar um militar como identidade visual do festival agora, com a situação que o Brasil está passando?' Aí foi todo um debate sobre, sim, ele é um militar, mas não é qualquer militar. Ele é o militar que livrou a França do período fascista”, destaca Emmanuelle.“Era difícil fazer essa escolha de colocar o militar como identidade visual do festival, uma vez que sempre tivemos uns cartazes bem amorosos com casais se beijando, se abraçando, coisa de amor. Esse ano, realmente, escolhemos chamar atenção do público sobre um problema político”, diz. Comédia, animação, dramaMas não somente com filmes e temas tão densos e urgentes se faz a seleção de obras do Festival de Cinema Francês. Na comédia, um dos destaques vai para Bem-vindos a La Comédie Française, filme que aborda as dificuldades de uma diretora teatral (Pauline Clément) que está a poucas horas da estreia do seu espetáculo quando tudo começa a dar errado e ela mesma precisará assumir um papel de atriz. Trata-se, também de um mergulho no ambiente da mais antiga companhia teatral do mundo, La Comédie Française, que foi fundada por Molière em 1680.A atriz conversou com o A TARDE em entrevista a ser publicada neste sábado (31). Inclusive, é válido destacar que as sessões de Bem-vindos a La Comédie Française contarão com a exibição do curta metragem de 30 minutos, Duas Pessoas Trocando Saliva, filme vencedor do Oscar de Melhor Curta Metragem. Festival reúne produções premiadas e clássicos do cinema francês em Salvador - Foto: Divulgação Outra comédia, mas voltada mais para um viés romântico, O Que é o Amor? traz o ex-casal Fred Raimbaud (Vincent Macaigne) e Marguerite Hélias (Laure Calamy) precisando revisitar, perante uma autoridade eclesiástica, os erros de seu falido casamento para que ele possa se casar novamente na igreja. Presente no Brasil, Laure Calamy conversou com o A TARDE em entrevista a ser publicada, também, na edição de sábado.No âmbito da animação, o clássico francês de 1980, O Rei e o Pássaro, é um filme que representa um marco desse tipo de cinema, tendo influenciado, inclusive, Hayao Miyazaki e o Studio Ghibli. Outro clássico a ser exibido na mostra é A Grande Escapada, comédia de 1966 com a direção de Gérard Oury. Trata-se de um dos mais populares filmes do cinema cômico parisiense, e aborda a história de um grupo de civis que ajudam pilotos franceses a escaparem de captores alemães na guerra. No âmbito dramático, de Ryusuke Hamaguchi, mesmo diretor de Drive My Car, sucesso de 2021, traz em Soudain (O Sentido da Vida) as duas atrizes premiadas em Cannes nesse ano, Virginie Efira e Tao Okamoto. No filme, uma trama envolvendo a história de uma chefe de enfermagem (Efira) que trabalha em um asilo e luta por mais dignidade no cuidado com idosos. Sua amizade com uma diretora teatral (Okamoto), que está com um câncer terminal, aprofunda ainda mais seus compromissos com a dignidade de seus pacientes.Festival perseveraA curadora da mostra francesa, no papo com A TARDE, falou sobre os desafios de, há 17 anos, manter o evento vivo a cada edição. “O mais complicado é que, agora, estamos em uma fase na qual o mercado está fraco, infelizmente”, explica Emmanuelle, que coordena o evento ao lado de Christian Boudier. “Tem poucos distribuidores brasileiros comprando filmes franceses. E sempre trabalhamos com filmes que têm distribuidor, porque a função e o papel do festival também é de ajudar os distribuidores brasileiros. Isso é uma rampa para futuros lançamentos na salas. Quando tem poucos distribuidores brasileiros comprando, para nós, é difícil, porque somos nós que temos que comprar todos os filmes. Como o festival acontece em mais de 50 cidades, cada filme tem entre 200 e 300 projeções. É como se fosse um lançamento comercial. Assim, pagamos os direitos dos filmes como se fosse para lançá-los nas salas”, esclarece.Emmanuelle Boudier foi bem franca, inclusive, ao falar sobre a real possibilidade de ter a edição deste ano cancelada. “Para ser bem transparente aqui, quase foi cancelada. Há três meses, essa edição estava cancelada. Porque temos muita dificuldade para juntar patrocinadores, já que a Varilux, que era a marca que, durante 15 anos, nos apoiava como o patrocinador master, deixou de ser essa principal fonte. Eles tinham o nome, o título do festival com a marca. Mas a Varilux foi comprada por uma empresa italiana chamada Luxottica. Essa nova diretoria não manteve a marca Varilux como prioridade”, pontua a curadora do evento, salientando ter sido difícil compensar a perda do suporte financeiro que a marca de lentes trazia para o festival.“É muito difícil compensar essa perda. Conseguimos outros patrocinadores, como o banco francês BNP Paribas, que ajuda muito a viabilizar o festival, mas isso dificilmente compensa. Então, estamos em uma configuração, este ano, muito ‘no osso’, sabe? Mantivemos os 21 filmes em todo Brasil, em mais de 50 cidades e mais de 100 cinemas. Mas em edições anteriores, conseguíamos fazer coisas ao redor, como sessões ao ar livre, mandar os talentos para outras cidades além de Rio e SP, como Salvador e Recife. Esse ano, não conseguimos fazer. Mas, conseguimos viabilizar o festival e estamos, agora, muito felizes por ter salvado essa edição, mas é difícil. Mesmo com apoios, claro, como, por exemplo, a gente se beneficia dos mecanismos da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura e tudo isso, mas, mesmo assim, se tornou muito, muito difícil. A verdade é que é uma luta grande. Mas é amor à causa, também. Para nós, é muito importante defender a diversidade cultural neste país", finaliza.Festival de Cinema Francês do Brasil / De quinta-feira (29) até 11 de novembro / Programação completa em festivalcinefrances.com.br*O jornalista viajou para o Rio a convite do festival

Os Farofeiros 3 tem pré-estreia em Salvador com elenco presente

27 October 2026 at 13:02
Salvador recebeu, na noite desta segunda-feira, 26, a pré-estreia de Os Farofeiros 3, novo capítulo de uma das franquias de comédia brasileira de maior sucesso dos últimos anos. A sessão aconteceu no UCI Orient do Shopping da Bahia e contou com a presença dos atores Cacau Protásio, Maurício Manfrini, Aline Campos e Nilton Bicudo, que conversaram com exclusividade com o Cineinsite A TARDE sobre as novidades da produção, os personagens e os bastidores das gravações.No terceiro filme, os inseparáveis amigos embarcam para o Caribe para acompanhar o casamento de Anita (Ana Cecília Banal), filha de Rocha (Charles Paraventi). O que deveria ser uma viagem paradisíaca, com tudo pago, acaba se transformando em mais uma sequência de conflitos, surpresas e perrengues para os personagens. A estreia de Os Farofeiros 3 nos cinemas brasileiros está prevista para 5 de novembro. Com direção de Roberto Santucci e roteiro de Paulo Cursino, responsáveis pelos dois primeiros longas, o filme mantém a proposta de explorar situações cotidianas e os conflitos entre amigos e familiares em meio a uma viagem que foge do controle. Sessão aconteceu no UCI Orient do Shopping da Bahia - Foto: Genilson Coutinho Caribe, novos perrengues e a fórmula da comédiaPara Aline Campos, o terceiro capítulo amplia a aventura da turma ao levar os personagens para um destino internacional, sem abandonar as situações inesperadas que marcam a franquia.“Cara, muita diversão! E agora uma diversão internacional, como diz o amigo Niltinho Bicudo: no Caribe. Mas não é porque estamos no Caribe que não vamos passar por muitos perrengues e desilusões. E, por causa disso, vai ter muita diversão, principalmente para o público”, afirmou a atriz ao Cineinsite A TARDE.A proposta também é destacada por Nilton Bicudo, intérprete de Diguinho, que vê na continuidade da história uma oportunidade de aprofundar os personagens. Segundo o ator, a evolução dos filmes permite apresentar outras características dos integrantes do grupo.“Pode esperar muitas nuances em relação a cada personagem. Os personagens mostram outras facetas neste filme, porque, conforme a história vai avançando, essa é a coisa mais legal de conseguir fazer mais filmes”, explicou.“Você fez o primeiro, foi bem; fez o segundo, foi ótimo; agora a gente está no terceiro. Você ganha a possibilidade de aprofundar o olhar sobre essas personagens, sobre as diferentes facetas delas”, acrescentou.O ator também destacou as mudanças na trajetória de Diguinho, que, ao longo dos três filmes, passou por diferentes momentos. “Você vai ver um Diguinho diferente do primeiro, daquele tímido e sensível. Vai ver um Diguinho diferente do segundo, daquele neurótico e amedrontado. Você vai ver um Diguinho bem diferente no terceiro.”Para Bicudo, essa transformação contribui para aproximar os personagens do público. “E isso é legal, porque fica tudo mais humanizado. Todo mundo vai mostrando outros lados”.Do Rio à Bahia e ao Caribe: os destinos da franquiaA mudança de cenário também é uma das novidades da produção. Enquanto o primeiro longa se passa no Rio de Janeiro e o segundo leva os personagens à Bahia, a terceira aventura acontece no Caribe.“E tem uma coisa maravilhosa: o filme se passa no Caribe. O primeiro foi no Rio, o segundo foi na Bahia e o terceiro é no Caribe. São lugares maravilhosos para a gente assistir. São lugares lindos”, destacou Nilton Bicudo.A relação da franquia com a Bahia também faz parte da trajetória dos filmes. Em Os Farofeiros 2, lançado em 2024, os amigos e suas famílias viajam ao estado depois que Alexandre (Antônio Fragoso) ganha uma viagem com tudo pago. A produção alcançou um milhão de espectadores em 12 dias.Já o primeiro Os Farofeiros, lançado em 2018, levou quase 3 milhões de pessoas aos cinemas. Na história, colegas de trabalho reúnem suas famílias para uma viagem que acaba marcada por uma sucessão de contratempos.No novo longa, Rocha decide bancar o casamento da filha na ilha fictícia de San Martinez e convida Alexandre, Lima (Maurício Manfrini) e Diguinho, acompanhados de suas famílias, para a celebração.Entre praias de águas cristalinas, resort luxuoso e festa à beira-mar, a viagem promete cenários paradisíacos, mas os conflitos familiares, os segredos do passado e as inseguranças dos personagens voltam a movimentar a narrativa. Enquanto Renata (Danielle Winits) e Vanete (Elisa Pinheiro) aumentam a tensão, Lima e Jussara (Cacau Protásio) apostam no famoso jeitinho brasileiro.“Você vai ver praias maravilhosas do Caribe e os oito amigos, os quatro casais, na farofa, com o pé na areia e se divertindo, porque a gente também se diverte fazendo o filme. E isso acaba indo para a tela e chegando ao público. Essa empatia acontece”, contou Bicudo.Cacau Protásio e Maurício Manfrini guardam novidadesDurante a entrevista exclusiva ao A TARDE, Cacau Protásio e Maurício Manfrini evitaram revelar detalhes sobre as surpresas do terceiro filme, mas adiantaram que a produção reserva novidades em relação aos capítulos anteriores.Questionados sobre o que Os Farofeiros 3 traz de diferente, Cacau respondeu: “Acho que é melhor ver, né?”. Na sequência, Maurício Manfrini concordou: “É melhor ver!”.Cacau reforçou o convite ao público e destacou que contar as novidades antecipadamente poderia comprometer a experiência de quem ainda vai assistir ao longa. “Acho que tem muita coisa nova. Se a gente contar, vai perder a graça. Então, o melhor é reunir a família, a galera, e assistir a esse filme no cinema.”Bastidores no Caribe também tiveram perrenguesSe na ficção a viagem dos personagens é marcada por confusões, as gravações também renderam situações inesperadas. Durante a conversa, Maurício Manfrini relembrou um episódio envolvendo arraias durante as filmagens no Caribe.“É tanta coisa que a gente nem lembra. A gente estava gravando agora no Caribe. O Caribe é lindo, você olha e consegue ver os pés, mas tem muitas arraias”, contou.O ator descreveu a situação e o cuidado necessário durante a gravação. “Eu estava em cima de uma prancha e ele estava embaixo. Tinha uma arraia perto do pé, e você estava avisando sobre ela, então precisava ficar atento.”A presença dos animais chegou a interromper a tranquilidade do momento. “Aí alguém gritava: ‘A arraia, a arraia!’. Não tinha como dar uma paradinha para a arraia passar”, relatou.Segundo Manfrini, alguém da equipe chegou a minimizar o risco por se tratar de um filhote, mas o alerta aumentou a preocupação.“Alguém falou: ‘Não, não tem problema, porque é filhote’. Mas o filhote pode ser mais perigoso do que a arraia adulta, porque, se você pisar nele e ele injetar o veneno, pode ficar dois dias passando mal. Então, é um perrengue!”, concluiu.Aline Campos interpreta duas personagens no filmeAlém das confusões da viagem, Os Farofeiros 3 também marca um desafio particular para Aline Campos. A atriz revelou que interpreta duas personagens, que chegam a aparecer na mesma cena, exigindo mudanças de caracterização durante as gravações.“Foi uma experiência maravilhosa e muito louca ao mesmo tempo. Imagina: tenho duas personagens que, muitas vezes, aparecem na mesma cena”, afirmou.“São duas personagens completamente diferentes uma da outra, e eu precisava me descaracterizar e me caracterizar novamente para gravar, no mesmo dia, aquela mesma cena com as duas personagens”, explicou.A atriz também destacou a oportunidade de trabalhar novamente com profissionais responsáveis pela trajetória da franquia.“Foi uma experiência muito enriquecedora como atriz. Sou muito grata por essa oportunidade, ainda mais amparada por um texto maravilhoso, do Paulo Cursino, e dirigida pelo Roberto Santucci. Foi maravilhoso! Estou muito feliz com o resultado e espero que vocês gostem”.Elenco aposta na ida do público aos cinemasCom a chegada do terceiro longa, Nilton Bicudo também fez um apelo para que o público acompanhe a produção nas salas de cinema. Para ele, a resposta dos espectadores pode abrir caminho para novas histórias da franquia.“Se vocês forem assistir a Os Farofeiros 3 no cinema, vão amar, porque está do Caribe! E vocês vão garantir que tenha o quarto filme. Indo ao cinema, vocês já vão garantir automaticamente que a gente consiga fazer o quarto. E aí o presente é nosso e de vocês!”, declarou.Aline Campos também convidou os espectadores a reunir amigos e familiares para conferir a comédia. “Reúna a família e não deixe para depois. Aproveite que haverá várias sessões no início, porque isso fortalece muito o cinema nacional”.A atriz ainda reforçou a expectativa de que o público se divirta com a nova aventura. “Tenho certeza de que você vai se divertir. Vai ser um passeio que vai dar certo, sabe? Então, venha! Chame o namorado ou a namorada, que você não vai se arrepender. Os Farofeiros 3, dia 5 de novembro nos cinemas!”Em outro convite, ela resumiu a expectativa para o lançamento: “Gente, venham para os cinemas! A partir do dia 5 de novembro, Os Farofeiros 3 vai estar em todos os cinemas do Brasil”.Quando estreia Os Farofeiros 3?Com produção da Camisa Listrada e coprodução da Globo Filmes, Telecine e Panorama Filmes, Os Farofeiros 3 tem distribuição da Downtown Filmes e estreia nos cinemas brasileiros em 5 de novembro.Além de Cacau Protásio, Maurício Manfrini, Aline Campos e Nilton Bicudo, o elenco reúne Danielle Winits, Antônio Fragoso, Charles Paraventi e Elisa Pinheiro, entre outros nomes.A nova aventura leva os amigos a uma viagem de casamento que promete repetir a fórmula de confusões, convivência forçada e situações absurdas que marcou os filmes anteriores, agora em meio às paisagens do Caribe.Veja o trailer de Os Farofeiros 3!

Sessão da Tarde: saiba qual filme a Globo exibe nesta terça (27/10)

27 October 2026 at 09:33
A Sessão da Tarde, tradicional faixa de filmes da TV Globo, exibe produções de diferentes gêneros ao longo da semana. Nesta terça-feira, 27, a programação traz uma história que une gastronomia, romance e belas paisagens do sul da França. Qual é o filme da Sessão da Tarde de hoje?O filme exibido nesta terça-feira, 27, é 'A 100 Passos de Um Sonho', estrelado por Manish Dayal, conhecido por 'Amor com data marcada' e 'O Residente', e Charlotte Le Bon, conhecida por interpretar Chloe em 'The White Lotus'.Na trama, madame Mallory é a proprietária de um prestigiado restaurante francês com estrela Michelin. Sua rotina é abalada quando uma família indiana abre um estabelecimento concorrente do outro lado da rua.A empresária trava uma verdadeira guerra contra o vizinho, mas, aos poucos, conhece o filho do seu adversário, Hassan Kadam, um garoto com verdadeiro talento para a culinária. Os dois tornam-se amigos e Mallory passa a guiá-lo pelos conhecimentos da refinada gastronomia francesa, sem abandonar a tradição indiana, encorajando-o a alçar voos muito mais altos.A história é inspirada no romance de mesmo nome escrito por Richard C. Morais, lançado em 2010. O filme foi adaptado pelo diretor  Lasse Hallström, que contou com a ajuda de dois nomes icônicos na produção: Steven Spielberg e Oprah Winfrey.Que horas começa a Sessão da Tarde hoje?A exibição está prevista para as 15h40 (horário de Brasília). Vale lembrar que a programação pode variar conforme a região.Veja o trailer de A 100 Passos de Um Sonho

Nova série da Netflix pode ser concluída em 3 horas na terça (27/10)

27 October 2026 at 08:14
Chegou a terça-feira, 27, e a rotina de estudos, trabalho e compromissos nem sempre deixa muito espaço para acompanhar uma série longa. Para quem quer uma pausa divertida sem precisar reservar horas do dia para a televisão, a Netflix tem uma novidade que combina episódios curtos, humor e histórias fáceis de acompanhar. Lançada na plataforma em outubro de 2026, Salário Mínimo é uma comédia adolescente que transforma os desafios do primeiro emprego em situações de humor.Com 14 episódios disponíveis nesta primeira leva, a produção pode ser assistida em aproximadamente três horas, uma alternativa para quem deseja começar e terminar uma maratona antes do fim da semana.Ambientada nos bastidores de uma pizzaria de bairro, a série acompanha jovens funcionários que precisam conciliar os estudos, os primeiros salários e uma chefia difícil, enquanto tentam manter o estabelecimento funcionando.Uma comédia sobre os desafios do primeiro empregoA trama de Salário Mínimo acompanha um grupo de adolescentes que trabalha em uma pizzaria enquanto enfrenta as dificuldades de entrar no mercado de trabalho. Entre o atendimento aos clientes, a convivência com os colegas e as exigências do chefe, os personagens encontram motivos para rir mesmo nos turnos mais desgastantes.A premissa segue uma fórmula conhecida das comédias de ambiente profissional, mas acrescenta uma perspectiva particular ao colocar no centro da narrativa trabalhadores que recebem o menor salário permitido por lei.O título também funciona como uma declaração sobre o universo da produção. O emprego não aparece apenas como um cenário excêntrico para piadas, mas como uma realidade que envolve remuneração, cansaço e a necessidade de continuar trabalhando.Ao mesmo tempo, a relação entre os funcionários cria um senso de comunidade. Os colegas se tornam parte importante da experiência, especialmente quando o pagamento, sozinho, não parece suficiente para justificar os desafios da rotina.Formato curto ajuda na hora de maratonarUm dos diferenciais da produção está na duração dos capítulos. A primeira leva disponibilizada pela Netflix reúne 14 episódios, com aproximadamente 12 minutos e meio cada.Com isso, a temporada inicial pode ser concluída em cerca de 2 horas e 55 minutos, sem considerar pausas. O formato favorece quem prefere histórias rápidas e não quer acompanhar episódios tradicionais de meia hora ou mais.A estrutura também tem relação com a origem do projeto. Antes de ganhar uma versão para o streaming, Salário Mínimo surgiu como parte do American High Shorts, iniciativa de vídeos curtos que conquistou público nas redes sociais.Os episódios originais começaram a ser publicados em maio de 2024 e, segundo informações divulgadas pela Netflix, acumularam mais de 30 milhões de visualizações no YouTube, TikTok e Instagram antes da encomenda da série.A adaptação preserva essa linguagem mais ágil, aproximando a comédia de um formato pensado para o consumo rápido, sem abandonar a estrutura de uma sitcom.Randall Park interpreta o chefe da pizzariaO elenco reúne Aidan Micho, Grace Reiter, Hyde Healy, Julia DiCesare, Luke Burke, Ryan Micho e Tommy Armstrong, nomes que retornam do projeto original.Um dos destaques é Randall Park, que interpreta o chefe da pizzaria. Conhecido por seus trabalhos em comédias, o ator assume o papel da figura de autoridade que influencia diretamente a rotina dos adolescentes.A presença do personagem também ajuda a construir os conflitos do ambiente profissional, colocando os funcionários diante de uma hierarquia que nem sempre permite contestar as decisões de quem está no comando.A série foi desenvolvida por Jeremy Garelick e Will Phelps, que atuam como showrunners e roteiristas. Os dois também estão entre os produtores executivos, ao lado de Axelle Azoulay.O que esperar do humor de Salário Mínimo?A produção utiliza o formato de pseudodocumentário, conhecido pelo uso de depoimentos diante das câmeras e olhares dos personagens para a lente, recurso popularizado por comédias como The Office.Em Salário Mínimo, essa escolha permite que os adolescentes comentem o próprio cotidiano, exponham frustrações e compartilhem suas opiniões sobre o trabalho, mesmo quando precisam continuar cumprindo suas funções.O recurso não serve apenas para criar piadas. Ele também dá espaço aos funcionários para expressarem o que dificilmente conseguiriam dizer diretamente ao chefe.Ao retratar uma realidade profissional familiar para muitos espectadores, a comédia combina situações absurdas e experiências reconhecíveis, especialmente para quem já precisou conciliar trabalho, estudos e responsabilidades pessoais.Vale a pena?Sim, especialmente para quem procura uma comédia leve, com episódios rápidos e personagens que enfrentam desafios cotidianos. A produção pode agradar a quem gosta de histórias sobre relações de trabalho, convivência e os desafios de começar a vida profissional.A série encontra seu diferencial na combinação entre o formato de pseudodocumentário, a dinâmica dos adolescentes e os comentários sobre trabalho e remuneração. Para quem busca uma maratona curta, Salário Mínimo oferece uma temporada inicial que pode ser concluída em menos de três horas.

❌