Clube do Albatroz: como conquistar os mais novos para o g...


O consumidor brasileiro está comendo de outro jeito, e a indústria corre para acompanhar. Em entrevista ao programa Valor de Marca desta semana, a diretora de marketing da Seara, Tannia Fukuda, descreveu como a empresa tenta transformar mudanças de hábito em preferência de marca.
Segundo ela, as canetas emagrecedoras empurraram a proteína para o centro do prato, a air fryer obrigou a reescrever receitas e a marmita deixou de ser estigma.
Há 13 anos na companhia, Tannia acompanhou o que chama de turnaround da marca – um processo estratégico e estrutural de reestruturação para reverter ou ampliar os focos de atuação de uma marca/empresa. A meta era fazer o consumidor perceber a Seara como “uma marca de alto valor”.
Hoje, quando os clientes são questionados sobre a marca, duas palavras aparecem primeiro, segundo a executiva: “qualidade” e “inovação”.
O movimento mais recente é o das canetas emagrecedoras. Tannia cita “números oficiais” segundo os quais 10% dos lares já têm algum usuário do medicamento. “Os impactos acabam sendo para a ingestão da família inteira”, afirma. “No final do dia, a proteína ganha o seu protagonismo.”
A linha Seara Protein, lançada em 2025 com três pratos prontos, foi desenvolvida com nutricionistas e médicos. Uma descoberta guiou o portfólio, conta a executiva: não adianta concentrar a meta proteica no jantar.
“O corpo humano tem um limite e uma tolerância por refeição”, diz. A empresa passou a trabalhar com uma porção de 20 a 40 gramas de proteína por refeição. Outra conclusão das pesquisas: “As pessoas não querem abrir mão do sabor, mas querem muito bater as suas metas de proteína.”
A diretora ainda compara o momento à pandemia, que acelerou o e-commerce de alimentos e bebidas. “Agora vem esse novo movimento das canetas emagrecedoras, e a gente imagina que vai existir uma nova readequação dessa ingestão”, diz.
A air fryer é outro motor de inovação. “O micro-ondas demorou quase 50 anos para entrar nos lares brasileiros. A air fryer entrou nesses últimos cinco anos e hoje tem maior presença do que o próprio micro-ondas”, afirma.
A empresa ouviu de consumidores que eles iam “fazendo tentativa e erro até dar certo” ao adaptar congelados ao aparelho. A resposta foi uma linha pensada primeiro para a air fryer. A pizza foi desenhada para caber na bandeja do eletrodoméstico, e a lasanha ganhou embalagem própria.
Segundo Tannia, os dois produtos levaram a Seara à liderança nos mercados de pizza congelada e de prato pronto congelado. A linha já inclui pescados, aperitivos, frangos e suínos. Na mesma lógica, a empresa entrou recentemente no mercado de marmitas.
“As marmitas deixaram de ser algo muito das classes menos privilegiadas e se tornaram o dia a dia das pessoas. As pessoas querem comida de verdade, comida feita em casa, comida saudável”, ressalta.
Com juros e endividamento altos, o preço pesa na gôndola. Tannia, porém, defende a proposta de valor acima do desconto. “Quando a proposta de fato se confirma, o consumidor tem prazer em pagar mais por essa oferta”, afirma.
Para tirar o consumidor de uma marca habitual, ela resume a filosofia da casa: “Não existe marketing sem negócios e não existe negócios sem construção de marca”. A executiva também rebate a ideia de que o marketing é o primeiro a sofrer cortes.
“O marketing foi quem ajudou a viabilizar as escolhas de negócio da companhia”, diz. Na Seara, segundo ela, “construir marca é construir valor e conversão imediata”. A conversão rápida, explica, vem da presença das categorias nas casas.
Ela cita frango em 98% dos lares, margarina em 95% e linguiça em 80%. A empresa acompanha dois grupos de indicadores. De um lado, os de negócio, como volume, faturamento e giro na loja. Do outro, os de saúde de marca, como consideração e preferência nos lares.
No campo das experiências, a aposta é a música. A Seara patrocina o Rock in Rio desde 2019 e está na quarta edição. “A música, assim como a comida, são agregadores”, diz Tannia. No último festival, a marca levou uma experiência de churrasco. Segundo a executiva, um em cada quatro produtos vendidos no evento foi de churrasco, e a Seara foi a marca mais comentada nas redes.
O trabalho começa antes do evento e termina no supermercado, quando o consumidor volta para reabastecer a sua geladeira. “Nesse momento, temos que ser a resposta”, afirma. Por isso o trade marketing, a equipe comercial e os varejistas trabalham de forma sincronizada.
Outras frentes seguem a mesma linha. Uma delas é a parceria com a Netflix em torno da série Bridgerton. Ela se apoia num dado da empresa: 90% de quem assiste a séries come enquanto assiste. Tannia brinca que a marca já está numa “última refeição”, o pós-jantar, que é o momento de maratonar.
A segmentação também mudou. “Não dá mais para codificar essas pessoas por classe social, por gênero, por idade”, diz. A Seara organiza o público por interesses, como música e esporte, e escolhe influenciadores e conteúdos para cada comunidade.
A divisão da verba entre TV, redes e eventos varia por categoria. Uma pesquisa recente mostrou que, no período do churrasco, o consumidor estava “mais offline do que online”. A inteligência artificial ajuda a mapear tendências, mas não substitui o julgamento, diz a executiva.
“A grande verdade é que a decisão ainda é do marketing.” Para separar tendência de modismo, ela olha para fora. Os Estados Unidos são, segundo ela, um grande reflexo do que virá ao Brasil. A Europa traz uma exigência maior com saudabilidade, e a Ásia, com praticidade e tecnologia.
A tendência que Tannia vê como permanente é a da indulgência. Na pandemia, as pessoas redescobriram a cozinha. Depois, buscaram equilíbrio, mas sem abrir mão do gosto. “O paladar não retrocede”, resume.
Viajar no feriado prolongado exige planejamento não apenas de passagens e hospedagem, mas também da forma como o dinheiro será levado e utilizado no destino.
Para quem pretende fazer compras, pagar restaurantes, hotéis ou transporte fora do Brasil, escolher um cartão internacional ajuda a controlar os gastos e reduzir custos com câmbio.
Entre as opções disponíveis no mercado estão as contas globais de Inter, Nubank e C6 Bank. As três instituições permitem utilizar cartões vinculados a saldos em moeda estrangeira, mas há diferenças importantes nas tarifas e nos recursos oferecidos.
O primeiro ponto é diferenciar um cartão de crédito brasileiro usado no exterior de uma conta global com cartão de débito internacional.
No primeiro caso, a compra é convertida para reais e aparece posteriormente na fatura. Já na conta global, o viajante converte o dinheiro antes ou durante a viagem e utiliza o saldo em moeda estrangeira.
Para comparar as alternativas, vale observar:
O custo final, portanto, não depende apenas da bandeira do cartão ou de uma eventual anuidade.
A Global Account do Inter funciona como uma conta digital em dólar, vinculada a uma conta internacional, para todos os tipos de cliente da instituição financeira, inclusive PJ.
O cartão pode ser utilizado para compras e saques em mais de 150 países, e não tem taxa de abertura ou manutenção.
Para carregar a conta, o cliente converte reais em dólares. O IOF é de 3,5% nessa conversão, com spread de até 0,99%, que varia conforme o relacionamento do cliente com o banco. No resgate do saldo, o IOF é de 0,38%.
Um dos destaques é que o saldo é mantido em dólar mesmo quando o pagamento ocorre em outra moeda. A conversão para a moeda do estabelecimento acontece automaticamente.
Ainda há a opção de cofrinho que rende em dólar, chamado de Meu Porquinho USD, e programa de benefícios com cashback em dólar.
A opção é interessante para quem prefere trabalhar com dólar como moeda-base e quer manter os recursos em uma conta internacional antes da viagem.
Também há uma alternativa de cartão de crédito em dólar dentro da Global Account. Nesse produto, as compras são cobradas diretamente em dólar, sem IOF ou spread no momento da compra. Caso seja necessário comprar dólares para quitar a fatura, entretanto, incidem as taxas de conversão correspondentes.
É importante não confundir essa modalidade com o cartão nacional do Inter. No cartão brasileiro convencional, a instituição informa spread de 4,99% e IOF de 3,50% para compras internacionais.
No Nubank, a principal alternativa voltada a viagens internacionais é a Conta Global Ultravioleta. O produto permite converter reais para mais de 40 moedas e oferece cartão de débito internacional Mastercard aceito em mais de 200 países e territórios.
Para os clientes Ultravioleta, o banco informa spread zero na conversão a partir do real, independentemente da moeda ou do valor convertido. Nas operações de câmbio, há incidência de IOF de 3,5%.
Outro diferencial está nos saques: a conta oferece dois saques gratuitos por mês em moeda estrangeira fora do Brasil. O cartão de débito global não tem custo de emissão, segundo o banco.
A Conta Global, porém, é um benefício destinado apenas a clientes Ultravioleta, e não uma alternativa disponível indistintamente para todos os clientes do banco.
O cartão de crédito Nubank Ultravioleta pode ser usado em compras internacionais. Nesse caso, o banco informa spread de 3,5% e devolução do IOF na fatura em até sete dias.
A C6 Conta Global oferece contas em dólar e euro, além de cartão de débito internacional Mastercard. Segundo o banco, o cartão pode ser utilizado em mais de 190 países.
O custo de conversão informado atualmente é de 3,5% de IOF, enquanto o spread varia conforme o valor convertido: 0,90% para operações de US$ 20 ou € 20 até 999,99; 0,85% entre 1.000 e 4.999,99; e 0,75% a partir de 5.000.
A conta não tem mensalidade ou anuidade. A abertura também pode ser gratuita em determinadas situações, como para clientes que possuem C6 Black, C6 Carbon ou C6 Graphene, investem a partir de R$ 20 mil em CDBs pelo aplicativo ou cumprem a condição de câmbio estabelecida pelo banco. Nos demais casos, a taxa informada é de US$ 10.
Essa é uma diferença importante. O C6 permite manter saldo em dólar ou euro e fazer pagamentos em outras moedas. Nesses casos, o banco informa um spread adicional de 2%, cobrado pela Mastercard.
Para saques, há cobrança de US$ 5 ou € 5 por operação, conforme a conta utilizada, além de eventual tarifa do caixa eletrônico. Nos Estados Unidos, os saques na rede Chase têm tarifa estornada para clientes da Conta Global.
Não existe uma única opção mais vantajosa para todos os clientes. A escolha da instituição financeira e da conta global depende das suas prioridades, da moeda de destino, do volume de gastos e até de quais benefícios adicionais você está buscando.
| Característica | Inter Global | Nubank Global (apenas Ultravioleta)* | C6 Conta Global |
| Moeda-base | Dólar | Mais de 40 moedas | Dólar ou euro |
| Spread na conversão | Até 0,99% | Zero | 0,75% a 0,90% |
| IOF na conversão | 3,5% | 3,5% | 3,5% |
| Uso em outras moedas | Conversão automática | Conversão automática | Spread adicional de 2% |
| Saques | Sem tarifa do Inter; ATM pode cobrar | 2 gratuitos por mês | US$ 5 ou € 5, com exceções |
| Manutenção | Sem taxa | Sem taxa para clientes Ultravioleta | Sem taxa |
| Cartão global | Débito e crédito em dólar | Débito | Débito |
| Taxa de abertura de conta | Sem taxa | Sem taxa | US$ 10 (PF) e US$ 15 (PJ) |
*No caso da conta global do Nubank, ela é uma opção apenas para clientes Ultravioleta. Para ter acesso a esta modalidade, é preciso ter gastos acima de R$ 8 mil no cartão de crédito ou R$ 50 mil investidos no Nubank. Nos demais casos, a mensalidade é de R$ 89.
A Global Account do Inter tem taxa zero de abertura, inatividade e manutenção.
O Nubank Ultravioleta tem mensalidade de R$ 89,00, e para quem tem gastos no cartão de crédito acima de R$ 8 mil ou R$ 50 mil guardados ou investidos no Nubank, a mensalidade é gratuita.
O C6 possui taxa de abertura de conta de US$ 10 para pessoas físicas, e para quem tem cartão C6 Black, C6 Carbon ou C6 Graphene, ou investe a partir de R$ 20 mil, ou ainda fizer câmbio de pelo menos US$ 100 ou € 100 até o último dia do mês seguinte à abertura da C6 Conta Global, possuem gratuidade no custo de abertura da conta.
Pode ser uma alternativa para quem já utiliza a instituição financeira e prefere manter dólares em uma conta internacional, especialmente em viagens nas quais o dólar será a principal moeda de referência. E para quem quer deixar dólar rendendo na conta com segurança.
Tende a se destacar para clientes Ultravioleta que valorizam a possibilidade de converter diretamente para diferentes moedas e benefícios associados ao cartão de crédito.
Pode ser interessante para quem viaja com frequência entre destinos que utilizam dólar e euro. A possibilidade de manter as duas moedas em contas globais diferentes é um diferencial, assim como as faixas de spread vinculadas ao valor convertido.
Aconteceu o que já era esperado com a vitória de Lula para um quarto mandato. As 11 horas a B3 informou que, devido ao acionamento do mecanismo de Circuit Breaker a negociação dos ativos à vista, renda fixa privada e opções referenciadas em ações, BDR, Ibovespa, Ibovespa B3 BR+, IBrX-50, Índice Small Cap, e ETFs está suspensa por 30 minutos.
O que chamou a atenção foi como isso aconteceu. Logo no início do pregão, a B3 acionou o mecanismo de Circuit Breaker — quando as negociações são interrompidas por um período em momentos de forte volatilidade do mercado. Durante esse período, as ofertas que não estiverem participando de leilão poderão ser canceladas. E que as negociações dos ativos citados acima serão retomadas em leilão das 10h30 às 10h35.
Uma das maiores quedas foi registrada nos papéis da própria B3 (B3SA3) e da plataforma Vamos (VAMO3), cuja desvalorização chegava a 49,94% e 59,4%, respectivamente.
O circuit breaker é um procedimento operacional da B3 previsto para momentos de forte queda do mercado. O mecanismo interrompe temporariamente as negociações e tem como referência a variação do Ibovespa B3, principal índice do mercado brasileiro de ações.
Entretanto, de uma maneira geral, os mercados reagiram muito mal ao fato político. Os mercados financeiros reagem, nesta segunda-feira, à inesperada vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de domingo contra o senador Flávio Bolsonaro, o candidato de direita preferido pela maior parte dos analistas.
O dólar comercial abriu em forte alta, de 8,65%, a R$ 5,42. O ministro da Fazenda Dario Durigam precisou ir à imprensa para dizer que a intervenção do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos, comprando papéis, foi para tentar ajudar o mercado a voltar à normalidade.
Ele disse que não via razão para os fatos: Nós precisamos ter alguma racionalidade. Eu não estou falando de controle de preço; estou falando de alguma racionalidade. Então, desde de manhã estou falando com o Banco Central, falando com o Tesouro.
O Tesouro vai intervir agora para dar racionalidade, para dar liquidez. Eu não estou falando de nível; o preço vai seguir em um nível mais alto, mas eu estou falando de normalidade. O Banco Central está avaliando (atuação no câmbio), junto conosco, para que a gente não faça uma intervenção nos juros, no título do Tesouro, e acabe pesando desproporcionalmente no câmbio. Então, nós estamos fazendo isso de maneira coordenada — afirmou o ministro.
Mas o mercado não entende assim. O Credit Default Swap (CDS) de 5 anos do Brasil, um derivativo que protege contra calotes na dívida soberana, termômetro do risco-país, sobe 26% nesta segunda-feira e opera em 151,7 pontos - na sexta-feira, estava em 120,2 pontos. O indicador acompanha a reprecificação dos ativos brasileiros com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. É o maior patamar do índice desde junho de 2025.
Não será fácil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou medidas que custaram R$ 405 bilhões ao fazer campanha pela reeleição, até conseguir uma virada histórica e derrotar o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, na disputa. A reação do mercado representa isso.
O circuit breaker foi criado em 1997 e já foi acionado 23 vezes com esses destaque.
• 1997 – Crise asiática: o Ibovespa registrou queda de 10,19%;
• 1999 – Desvalorização do real: o Ibovespa caiu 10,29% no dia;
• 2008 – Crise do subprime nos Estados Unidos: houve seis interrupções em um mês;
• 2020 – Pandemia de Covid-19: o circuit breaker foi acionado seis vezes em março.
.


© Renato Araújo / Câmara dos Deputados
O Itaú Unibanco anunciou, nesta segunda-feira (26), a assinatura de um acordo para a aquisição da totalidade das ações da NeoSpace, startup brasileira especializada no desenvolvimento de modelos fundacionais de dados. A transação, avaliada em R$ 2,925 bilhões, representa um avanço expressivo na estratégia tecnológica da instituição bancária, que busca intensificar seus investimentos em pesquisa, desenvolvimento e aplicações de inteligência artificial generativa em larga escala.
A operação é o desdobramento de uma parceria iniciada há quase dois anos entre o banco e a fintech. Durante esse período, as duas empresas atuaram no desenvolvimento conjunto de soluções direcionadas a áreas essenciais, como análise de crédito, gestão financeira, relacionamento com clientes e prevenção a fraudes. A experiência prática consolidou a avaliação de que modelos especializados possuem capacidade superior para interpretar contextos financeiros complexos e gerar produtos adequados às necessidades individuais.
Com a compra, o Itaú visa integrar a tecnologia de ponta da NeoSpace à sua escala operacional e ao seu amplo volume de dados, fortalecendo a plataforma generativa ia.i. A expectativa é acelerar a oferta de experiências personalizadas, automatizadas e contextualizadas para clientes corporativos e individuais, respeitando critérios rigorosos de segurança e privacidade de dados.
O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, destacou a relevância do movimento para o posicionamento do banco no cenário global. “Queremos que o Itaú esteja entre as instituições que vão definir o próximo capítulo da indústria financeira global. O Brasil já demonstrou sua capacidade de estabelecer referências internacionais em inovação bancária, e temos a oportunidade de elevar esse patamar com inteligência artificial de fronteira. Trata-se de uma transformação que abre novas avenidas de crescimento, amplia nossa capacidade de servir milhões de pessoas e empresas e redefine o valor que um banco pode gerar para seus clientes. A aquisição da NeoSpace é um investimento estratégico nessa ambição. Ao reunir tecnologia fundacional, conhecimento financeiro e escala, estamos construindo as condições para desenvolver soluções que estabeleçam novos padrões de mercado, no Brasil e no mundo”, afirmou o executivo.
Mesmo após a conclusão do negócio, a NeoSpace manterá sua gestão e operação autônomas sob o comando do fundador e CEO, Bruno Pierobon. A estrutura societária prevê a preservação de toda a equipe técnica e a continuidade dos projetos de pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial aplicados a diversos setores.
Para Pierobon, o acordo valida a capacidade da tecnologia nacional de operar em alto nível. “Construímos a NeoSpace com a convicção de que o Brasil tem capacidade de desenvolver inteligência artificial na fronteira tecnológica global. Nossa parceria com o Itaú nos permitiu avançar nessa ambição, aplicando modelos fundacionais a desafios reais do sistema financeiro e comprovando seu potencial em escala. Essa nova etapa cria condições para aprofundar nosso trabalho de pesquisa e desenvolvimento, com a continuidade da equipe e da visão que deram origem à empresa. Queremos contribuir para uma nova geração de inteligência artificial especializada, capaz de transformar a experiência financeira de milhões de pessoas”, destacou o CEO da startup.
A aquisição complementa o ecossistema de inovação do Itaú, que abrange iniciativas internas e pesquisas aplicadas pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi) em frentes como computação quântica, robótica, neurociência e realidade estendida. A efetivação da compra permanece sujeita ao cumprimento das condições contratuais de praxe, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil.


© Divulgação
![]()
Durante a primeira quinzena de outubro, o Algarve recebeu cerca de 200 compradores e decisores influentes do setor turístico, provenientes de diferentes mercados internacionais, no âmbito de dois eventos captados pela Associação Turismo do Algarve (ATA): o m&i Flagship Algarve, especializado em reuniões, incentivos, congressos e eventos profissionais e o Journeys Algarve, dedicado ao turismo de luxo.
A realização destes encontros reflete a aposta contínua do Turismo do Algarve em trazer para a região iniciativas capazes de aproximar o destino de mercados com elevado potencial de negócio e de criar oportunidades comerciais para as empresas locais.
Não se esgotando no formato convencional de reuniões à mesa, ambos os eventos incluíram, para além do contacto próximo entre todos os profissionais presentes, a possibilidade de participar em diversas experiências no terreno e de validar a riqueza e a autenticidade da oferta da região.
“Embora tenham públicos e objetivos distintos, estes dois encontros são complementares e representam um investimento na competitividade do destino”, refere André Gomes, presidente do Turismo do Algarve.
“O contacto direto com o território é uma oportunidade-chave para dar a conhecer, de forma mais completa, não só a diversidade da oferta do Algarve, mas também as pessoas e as empresas que lhe dão vida. Esta é, sem dúvida, uma forma de aumentar a probabilidade de o Algarve ser considerado em futuras escolhas de destinos e de contribuir para a construção de relações comerciais de maior confiança, que podem gerar negócio a médio e longo prazo”, explica.
Entre 4 e 7 de outubro, o Pine Cliffs Resort, em Albufeira, acolheu o m&i Flagship Algarve, um encontro exclusivamente dedicado ao mercado de reuniões, incentivos, congressos e eventos profissionais.
O evento reuniu perto de 350 participantes, incluindo 155 compradores internacionais especializados, provenientes de 15 mercados estratégicos para a região, como o Reino Unido, a Alemanha, a França, o Canadá, a Finlândia e a Suécia, além de outros países europeus.
Estes decisores tiveram a oportunidade de descobrir as valências do Algarve para acolher eventos internacionais, experimentando a variedade de atividades que a região oferece, comprovando a qualidade das infraestruturas e a diversidade de espaços e, também, o bom clima de que o Algarve beneficia fora da época alta, uma vantagem competitiva decisiva para este segmento.
A primeira edição do Journeys Algarve decorreu de 14 a 17 de outubro, no Viceroy Ombria Algarve, em Loulé, e trouxe à região cerca de 40 compradores especializados em viagens de luxo, provenientes dos Estados Unidos e do Canadá.
De acordo com a organização, as empresas representadas pelos compradores participantes registam, em conjunto, um volume de negócios anual declarado superior a 222,5 milhões de dólares (equivalente a cerca de 200 milhões de euros) e quase 60% desses compradores indicaram que os seus clientes gastam, em média, pelo menos 1.000 dólares por noite em viagens (cerca de 900 euros), evidenciando o potencial deste mercado para a oferta de luxo da região.
O programa combinou reuniões individuais previamente agendadas com experiências e visitas a diferentes espaços do Algarve. Este formato permitiu aos presentes conhecer melhor as propostas disponíveis no segmento do turismo de luxo e estabelecer contacto direto com as empresas da região. A participação dos fornecedores algarvios esteve reservada a associados da ATA, dado o caráter restrito do evento.
A procura registada na primeira edição, cujas inscrições esgotaram quatro meses antes da realização, levou já à confirmação do regresso do Journeys Algarve em 2027 , de 3 a 6 de outubro. A continuidade do evento permitirá aprofundar as relações iniciadas este ano e manter o trabalho de aproximação entre a oferta algarvia e os compradores internacionais especializados neste segmento.
“O anúncio de uma segunda edição consecutiva é um grande incentivo para o Turismo do Algarve e para as empresas nossas associadas. O formato deste evento está alinhado com a nossa estratégia de dar a conhecer a região de uma forma próxima e diferenciadora e acreditamos que dar continuidade a esta parceria irá contribuir para atrair um turismo de elevado valor, capaz de gerar benefícios duradouros para a economia da região”, revela André Gomes.
Viendo lo que está ocurriendo en Francia, me viene a la memoria la célebre frase “Un fantasma recorre Europa” con la que se inicia el preámbulo del Manifiesto Comunista escrito por Karl Marx y Friedrich Engels, publicado por primera vez el 21 de febrero de 1848, en vísperas de las revoluciones liberales y obreras que se produjeron ese año en Francia y otros países europeos. Marx y Engels utilizaron la metáfora del fantasma para describir el miedo y la inquietud que sentían las clases e instituciones conservadoras de la época ante la incipiente lucha de clases entre trabajadores y empresarios dentro del naciente capitalismo.

© DIEGO MIR (EL PAÍS)
A vitória do presidente Lula para o seu quarto mandato, virando a condição de ter saído atrás no primeiro turno, lhe impõe um enorme desafio sobre como não apenas pagar a conta da eleição, ainda que sua equipe e ele mesmo não vejam os gastos como dívida, mas também organizar um governo que nasce sob enorme desconfiança do mercado.
A vitória do presidente é um fato extraordinário. Eçe venceu com as ruas e fazendo as pessoas a votarem neste domingo. Mas Lula foi muito longe nas despesas para conquistar os votos dos eleitores e derrotar o projeto pouco claro de Flávio Bolsonaro. Mas o fato é que a realidade se impõe independentemente do que pensa como vencedor, embora ele tenha uma perspectiva ainda sem muita indefinição do que nos espera.
Asilos e creches
O Brasil está envelhecendo; já custa e custará a partir de agora mais em termos de saúde. De forma simples. O Brasil vai ter de atender mais às questões de saúde. O bônus etário acabou e será preciso decidir entre a educação primária e o acolhimento. O país agora precisará de mais casas de idosos e menos creches.
O problema é que os gastos de Lula para tentar se reeleger atingiram R$ 405 bilhões no terceiro mandato, conforme uma ferramenta inédita no Estadão que monitora em tempo real os desembolsos do governo federal em ano eleitoral.

Governar na eleição
Antes da eleição, o governo reagiu mal à ideia de cortar despesas que ele construiu. “Governos não deixam de governar em ano de eleição. A legislação estabelece limites claros para esse período, sem suspender o dever do Estado de executar políticas públicas e proteger a população”, disse numa nota oficial.”
Pode ser. Mas a contabilidade fiscal pode mudar conforme o instrumento escolhido, mas o custo econômico não desaparece. “Se o governo concede subsídio, assume risco ou se endivida, alguém paga essa conta — hoje ou no futuro.” Diz a economista Selene Nunes, uma das autoras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Ouvir as demandas
O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, foi mais cuidadoso: “Nossa proposta (de ajuste) é outra. Combinar as prioridades da população, os serviços públicos que a população demanda, o Desenrola para resolver o problema do endividamento, o apoio aos microempreendedores individuais, com a responsabilidade fiscal.”
Ele insiste que o reajuste do Bolsa Família em 15,04%, anunciado às vésperas do primeiro turno das eleições, foi uma atualização monetária devido à descoberta de um espaço fiscal e não demandou nenhuma receita adicional.

Custo e investimento
Para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, é insustentável, por exemplo, tratar o Pé-de-Meia, criado em 2024 para combater a evasão escolar, como gasto eleitoral. O Programa Brasil Contra o Crime Organizado aparece como “benefício social”, embora seja uma política de segurança pública contra facções, milícias, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
Não é bem assim. Marcus Pestana, diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI), afirma que o reajuste do Bolsa Família aumenta a incerteza sobre o Orçamento de 2027”. Porque quando sobem as despesas obrigatórias e rígidas, e estamos falando de mais um aumento do Bolsa Família, teremos cada vez menos espaço para investir.
Bolsa Família
“Independentemente do mérito e do objetivo, o reajuste do Bolsa Família implica num gasto adicional de R$ 24 bilhões em 2027. De onde sai isso? Desse jeito, não vai ter investimento nem taxa de juros baixa”, diz o diretor da IFI.
O governo Lula também deixou armadilhas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo prevê realizar o leilão de dívidas pelo Desenrola 3.0 entre o final de novembro e o início de dezembro.
Justificativas e crise
A recusa do conceito de supostas despesas eleitorais: ações destinadas a manter jovens na escola, combater o crime organizado, proteger empregos e empresas, conter pressões sobre preços e enfrentar calamidades em um ano de El Niño forte.
Mas não há previsão de fazer (o leilão) dentro do mês de novembro, podendo ser no começo do mês de dezembro, a depender da quantidade de trabalho e novas interlocuções que a gente tenha de fazer.
Rever o OGU 2027
O secretário executivo da Fazenda, Rogério Ceron, estimou que, se R$ 90 bilhões de dívidas forem ofertados, de partida, a gente saberia que, no máximo, consumiria R$ 9 bilhões”, explicou. Mas isso vai entrar como no OGU 2027.
Para o consultor de orçamentos do Senado Federal, Daniel Couri, “o caminho é ajustar as contas, estabilizar o endividamento e abrir espaço para uma queda estrutural dos juros, mas essa não é a convicção das autoridades no momento”.
Onde vai cortar?
Isso nos coloca na questão central. Como será feito o pacote de cortes? Se Lula tivesse sido eleito, ele não faria o ajuste fiscal necessário. Mas a verdade é que Flávio Bolsonaro, pelo que mostrou até agora, tampouco.
Tema como uma nova reforma da Previdência, incluindo dessa vez os militares serão abordados? O ganho real do salário vai acabar? E a aposentadoria pode ficar abaixo do mínimo?
Sem esforço fiscal.
Lula, do alto de sua imodéstia, já desancou a pertinência de qualquer esforço fiscal. Pior que isso, tem patrocinado uma desvairada sequência de benesses que agravaram o problema. Não surpreende o fato de o mercado acreditar que a trajetória da dívida piorará no caso de uma improvável reeleição.
Mas o que nos espera depois da festa da vitória de Lula? Impulsionada por investidores que buscaram diversificação fora dos Estados Unidos, a dívida externa subiu 27,4% no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acima do aumento de 15,8% das reservas, cuja evolução foi contida por intervenções do BC e pela valorização cambial.

Entre os maiores
Além disso, o país, pela sua economia, ainda é descrito como uma economia com reservas elevadas, baixa exposição a dívidas em moeda estrangeira e fluxos recorrentes de investimento externo.
Então, o que se espera é que ele e sua equipe detalhe qual caminho pretendem seguir. Lula levou o custo da eleição para uma crise que a gente não sabe como será gerida, e o que o Congresso vai fazer com o governo é um enorme desafio.
E não se pode esquecer que o Nordeste entregou o que o presidente pediu. A sua votação dá à Região o cacife para reivindicar uma maior atenção. Sabendo que não será fácil.


© DIVULGAÇÃO