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IPTSP/UFG promove reflexão sobre maternagem, gênero e permanência na universidade

26 October 2026 at 16:23

Oficina do projeto Pertence IPTSP discute responsabilidades de cuidado e propõe caminhos para uma comunidade acadêmica mais acolhedora

Como conciliar a vida acadêmica com as responsabilidades de cuidado? E de que maneira a universidade pode acolher essas demandas para garantir condições de acesso e permanência? Essas questões orientam a oficina “Maternagem e Questões Relacionadas a Gênero”, realizada na manhã desta quinta-feira (22), na Sala Multimídia do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (IPTSP/UFG).

Conduzida pela professora Dr.ª Fernanda Ramos Pereira, da UFG, a atividade integra a Trilha do Conhecimento do Pertence IPTSP – Projeto de Permanência, Transformação, Equidade e Necessidades da Comunidade Estudantil. A proposta é envolver a comunidade acadêmica em uma reflexão sobre maternidade, maternagem e as condições disponíveis para quem precisa conciliar estudo, trabalho e cuidado.

“A oficina tem como premissa fazer um processo de reflexão coletiva com a comunidade acadêmica que circula e vivencia o IPTSP”, explica Fernanda.

A discussão amplia o olhar sobre o cuidado, compreendido como uma responsabilidade coletiva. Segundo a professora, embora essas atividades não devam ser atribuídas exclusivamente às mulheres, são elas que acabam mais impactadas pelas desigualdades de gênero relacionadas a essas demandas.

“Nesse contexto, a oficina propõe discutir como a universidade tem acolhido as necessidades de quem cuida e quais mudanças podem contribuir para que essas pessoas tenham condições de participar da vida acadêmica”, destaca ela.

Da memória à construção de propostas

A atividade foi estruturada em três momentos. O primeiro convidou os participantes a resgatar memórias de figuras femininas que marcaram suas trajetórias e a compartilhar os motivos pelos quais essas mulheres se tornaram referências.

Na sequência, o grupo foi provocado a refletir sobre o acolhimento das demandas de cuidado no ambiente universitário, considerando sua relação com o acesso, a permanência e as desigualdades de gênero.

O encerramento foi dedicado à elaboração de ideias e propostas de transformação. “A intenção é que a reflexão coletiva contribua para identificar possibilidades de tornar o cotidiano universitário mais acolhedor e atento às diferentes experiências de sua comunidade”, conclui Fernanda.

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Funcionária mata homem ao reagir a tentativa de estupro em sorveteria de Aparecida de Goiânia

26 October 2026 at 13:22

Uma funcionária de uma sorveteria matou um homem de 42 anos ao reagir a uma tentativa de estupro em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo a Polícia Militar (PM), ela conseguiu tomar a faca usada pelo suspeito e o feriu durante a luta. Identificado como Nelson Ferreira Lemes, ele morreu no local. A Polícia Civil investiga o caso.

A ocorrência aconteceu na manhã deste domingo (25), na Avenida Uru, e foi parcialmente registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram a mulher limpando o estabelecimento quando Nelson entra, conversa com ela e circula pelo local. Depois de sair, ele retorna minutos mais tarde.

Nesse intervalo, a funcionária pega o celular e faz uma ligação. De acordo com a PM, ela procurou o proprietário do comércio para pedir ajuda. Em seguida, Nelson a aborda novamente, desta vez armado com uma faca, e a arrasta para um banheiro nos fundos da sorveteria, onde teria tentado estuprá-la.

Mulher conseguiu escapar após luta com suspeito

Já nos fundos do estabelecimento, a funcionária conseguiu desarmar o homem e atingi-lo na perna com a própria faca. A mulher aproveitou a oportunidade para fugir. O sistema de monitoramento registrou sua saída às pressas, enquanto Nelson ficou caído no local.

A morte foi confirmada pela Polícia Militar, que também informou que o homem tinha seis passagens criminais por roubo. Ele utilizava tornozeleira eletrônica, mas, segundo a corporação, o equipamento estava desligado desde 22 de outubro.

O caso foi levado à Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia. Após analisar as circunstâncias iniciais da ocorrência, o delegado responsável decidiu liberar a funcionária por considerar que havia indícios de legítima defesa.

A Polícia Civil segue investigando o episódio para esclarecer a dinâmica dos fatos e as circunstâncias da morte de Nelson.

Confira as imagens da câmera de segurança:

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