Lucros da Porsche aceleram com 911 e reestruturação a mostrar resultados
A Porsche, a fabricante de carros desportivos detida pela gigante alemã Volkswagen, fechou os primeiros nove meses do ano com uma recuperação dos resultados. Uma evolução positiva que reflete os primeiros sinais do plano de corte de custos implementado pelo CEO Michael Leiters para recuperar a empresa.
Os lucros operacionais da empresa atingiram os 1,74 mil milhões de euros até ao final de setembro, um resultado que compara com os 40 milhões reportados no período homólogo, quando a empresa enfrentou um aumento dos custos, em grande medida devido à suspensão da sua estratégia de eletrificação, indicou a empresa.
Estes resultados positivos surgem num momento em que a empresa tem em curso um plano de reestruturação liderado pelo novo CEO, que foi nomeado após a estratégia de eletrificação da fabricante de carros desportivos ter falhado, o que resultou em custos de reestruturação de 2,7 mil milhões de euros.
Segundo a apresentação realizada a investidores, a estratégia de Leiters passa por oferecer mais opções de personalização e modelos exclusivos com margens mais elevadas, o que deverá reduzir a dimensão do grupo, mas aumentar os lucros.
“Estamos a implementar a nossa reorientação estratégica de forma consistente e a um ritmo acelerado. O nosso foco está na atividade principal, numa estrutura de custos competitiva e num aumento sustentável da rentabilidade”, afirmou Leiters. “Com as medidas já implementadas, estamos a criar as condições para posicionar a Porsche, a longo prazo, como uma empresa mais forte, mais focada e mais rentável”, afiançou o líder da empresa.
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A sustentar os resultados esteve o aumento de 12% nas vendas do 911, o modelo emblemático da Porsche e um dos que apresenta margens mais elevadas. Foi mesmo o único modelo do portefólio da marca cujas vendas cresceram nos primeiros nove meses do ano.
A rendibilidade operacional das vendas da Porsche recuperou para 6,9% nos primeiros nove meses deste ano, depois de ter caído para um mínimo histórico de 1,1% em 2025. A empresa tem como objetivo uma margem de 5,5% a 7,5% no acumulado do ano.
