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Já usou o telefone do vento? Criado no Japão, ideia se espalhou pelo mundo e existe um no Brasil; saiba para que serve

27 October 2026 at 21:18

Uma ideia para amenizar o luto de quem sentia o desejo de conversar com um parente ou amigo que já morreu surgiu no Japão e se espalhou pelo mundo: o telefone do vento. A invenção, que não precisa de tecnologia para funcionar, virou até tema de filme.

Em 2010, Itaru Sasaki construiu em seu quintal em Ōtsuchi, na província de Iwate, no Japão, uma cabine desligada da rede de telefonia para “falar” com um primo que havia morrido. Em 2011, o tsunami que atingiu a cidade fez um terço da população – por volta de 19 mil pessoas – morrer ou desaparecer. Os sobreviventes passaram a ir até a cabine dele para contar aos que se foram, através do telefone, o quanto sentiam sua falta e como estava a vida.

Conforto lúdico

Todos sabiam que o aparelho não estava ligado, mas encararam o gesto como uma forma de desabafar e deixar que o vento levasse a mensagem. A iniciativa foi replicada nos Estados Unidos (onde há 428 unidades), Canadá (129) e 58 em diversos países pelo mundo – totalizando pelo menos 615 cabines como essa espalhadas em meio a natureza, como montanhas, praias e florestas, muitas vezes com bancos ou caixas de madeira para apoio.

Existe um telefone do vento no Brasil, segundo o site “My Wind Phone“, que mapeia os lugares em que podem ser encontrados. Fica em Hidrolândia (GO), a cerca de 35 Km de Goiânia.

Da realidade para o cinema

O tema chamou tanto a atenção que virou enredo do filme argentino “Risa e o Telefone do Vento” (2025), ambientado na Patagônia e disponível na Netflix. Na história, a protagonista é uma menina de dez anos que perde o pai e encontra uma cabine telefônica com poderes mágicos, permitindo conversar com pessoas que já morreram.

Assista ao trailer de “Risa e o Telefone de Vento”:

Veja o telefone de vento que fica no Brasil:

 

Como enfrentar os desafios do mundo? Talvez valha olhar para o Japão

 

Pintura que Van Gogh fez dois meses antes de morrer e passou os últimos 60 anos escondida pode custar até R$ 900 milhões em leilão

27 October 2026 at 14:20

Uma das últimas obras da vida de Vincent Van Gogh (1853-1890), que não foi exposta nos últimos 60 anos, será leiloada em Nova York, nos Estados Unidos. A expectativa é de que os lances para a tela Châtaigniers en fleurs (Castanheiras em flor, em tradução livre), cheguem a US$ 180 milhões (R$ 896 milhões na cotação atual).

A pintura, exposta em Hong Kong no último dia 13 após décadas fazendo parte do acervo de 12 obras dos colecionadores argentinos Nelly Arrieta de Blaquier e Carlos Pedro Blaquier, retrata uma castanheira florida, com um homem – que se assemelha ao autor – caminhando sozinho diante de três mulheres.

Criação

Criada em 1890 na vila francesa de Auvers-sur-Oise durante os dois últimos meses de vida do artista holandês após sua saída do hospital psiquiátrico de Saint-Rémy, a Châtaigniers en fleurs é considerada uma das “mais expressivas e esperançosas desta fase final de sua carreira”, afirma o vice-presidente da casa de leilões Sotheby’s, Scott Niichel, levando em conta as cerca de 70 criações dessa fase.

“Esse frenesi na aplicação da tinta sugere que ele ainda tinha muito a oferecer e que estava com pressa de colocar tudo na tela”, avalia, referindo-se espessura das camadas de tinta.

Recorde

O leilão está marcado para 18 de novembro na Sotheby’s, em Nova York. Se atingido, o valor será recorde para obras de Van Gogh, que morreu aos 37 anos, após um tiro no  peito – o quadro mais caro vendido até agora foi “Pomar de Ciprestes”, arrematado por US$ 117,2 milhões em 2022 (por volta de R$ 583 milhões em valores atuais).

Autorretrato de Van Gogh é descoberto atrás de outra pintura

 

Como engolir pedras de propósito ajuda jacarés e crocodilos a viverem melhor

27 October 2026 at 12:22

Jacarés e crocodilos têm uma alimentação bem variada, devorando peixes, tartarugas, pássaros, cobras, moluscos, insetos, pequenos mamíferos que estejam dando sopa na água e até humanos – embora sejam casos raros. No entanto, um comportamento intrigava os cientistas: por que eles engolem pedras?

A crença inicial era de que elas ajudariam esses animais no processo de digestão, ou iam parar em seu estômago sem que percebessem. Mas um estudo publicado na revista “Integrative Organismal Biology” revelou que a atitude faz com que os jacarés e crocodilos consigam passar mais tempo debaixo d’água.

As pedras de granito ingeridas equivalem a 2,5% do peso corporal. Com elas no corpo, a duração média dos mergulhos aumentou 88% e a duração máxima, 117%. A hipótese é de que os gastrólitos, como são chamadas, aumentem a densidade mineral óssea e a capacidade pulmonar, permitindo imergir com uma reserva maior de oxigênio.

Vantagem

Como passam a maior parte do dia na água, ficar mais tempo submerso é uma vantagem. Para analisar a teoria, pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, levaram 7 jovens jacarés americanos para comparar quanto tempo permaneciam embaixo d’água depois de engolirem um conjunto de pedras pequenas.

Após 42 mergulhos — 21 antes e 21 depois dessa “refeição” – os resultados apareceram em até 35 minutos. Sem pedras, eles conseguiam ficar submersos por, em média, seis minutos – número que passava de 11 minutos com elas dentro de si.

É como se as pedras passassem a exercer a mesma função que um cinto de lastro para os mergulhadores. Com isso, esses animais ficam à espreita, fora da vista de todos, e podem manter a presa debaixo d’água até que ela perca a respiração. Os pesquisadores creem que os jacarés e crocodilos utilizam a técnica há milhões de anos.

Jacaré ou crocodilo?

O maior jacaré encontrado no Brasil é o jacaré-açu, que pode alcançar 5 metros de comprimento. Também vivem no bioma brasileiro os jacarés-do-papo-amarelo, jacaré-coroa e jacaré-anão. Não há crocodilos no Brasil – eles costumam viver na África, na Austrália, sudeste da Ásia, América Central e norte da América do Sul.

E como reconhecer? A diferença física é visível no rosto: jacarés têm focinho arredondado (em formato de U), mais largo e curto, enquanto o do crocodilo é em formato de V, além de ser mais comprido, fino e longo. Jacarés vivem apenas em locais com água doce, enquanto crocodilos se adaptam a água doce ou salgada.

Vaso sanitário entupido? Truque com item que você tem na cozinha promete resolver sem esforço

27 October 2026 at 09:00

Quem nunca foi surpreendido com o entupimento do vaso sanitário? A descarga é dada várias vezes e a água, em vez de descer, sobe ainda mais, gerando desespero. Antes de chamar auxílio profissional ou sair jogando produtos corrosivos no local, você pode tentar resolver com um item que costuma estar disponível na cozinha: plástico filme.

A “mágica” acontece por que, ao selar a entrada do vaso sem deixar brechas de ar na cerâmica, um mecanismo pneumático entra em ação quando a água é liberada pela descarga: com a pressão, o ar preso no interior expande para cima e faz “força” para descer pela única abertura existente, empurrando os resíduos que estavam bloqueando o sifão e a tubulação.

Passo a passo

Antes de tudo, Retire parte do excesso de água ou detritos manualmente com um recipiente descartável – é preciso que haja espaço para a compressão do ar. Seque toda a borda superior da louça, pois a umidade prejudica a fixação e pode causar vazamentos indesejados.

Aplique várias camadas cruzadas do plástico filme para cobrir totalmente a abertura do vaso, deixando-o bem esticado e firme – não pode haver frestas que permitam saída de ar. Espere alguns minutos e dê descarga.

Indicações

A tática, que tem efeito parecido com o do uso de um desentupidor de borracha, promete funcionar para entupimentos causados por massas formadas por papel higiênico, pequenas obstruções causadas por excesso de sujeira ou de sabão no dia a dia, e resíduos orgânicos acumulados na curva do sifão sanitário.

Fazendo assim, o encanamento de PVC fica protegido por mais tempo decorrosão por uso de produtos químicos agressivos que contenham hidróxido de sódio ou ácidos pesados, por exemplo, além de ser uma forma rápida de limpeza e livre dos vapores que poderiam ser liberados por esses produtos, causando mal-estar.

‘Cara de culpado’ dos cachorros pode dizer mais sobre você do que sobre eles, indica estudo

27 October 2026 at 01:22

O “olhar de culpa” que seu cachorro demonstra quando faz algo de errado na verdade pode não ser arrependimento, mas uma reação por você repreendê-lo. É o que aponta um estudo feito pela National Library of Medicine (NLM) após testes com 14 cães domésticos (Canis familiaris) e publicado pela revista “Science Direct”.

Os animais foram gravados na sala de estar das casas em que vivem, tendo de obedecer ou não à ordem de não comer um petisco quando o dono não estava por perto – outros estudos já haviam demonstrado que os cães interpretam a ausência do tutor na sala como um sinal de nível mais baixo de atenção. Dez segundos depois de terem cumprido ou não o pedido, os tutores voltavam.

O que se viu foi que um número maior de animais fez a “cara de culpado” ao ser repreendido pela desobediência, apontando que a reação seria mais uma resposta ao comportamento do dono do que a consciência de ter violado o “código de conduta”.

Dúvida antiga

Os tutores interpretam as evidências comportamentais, ou a aparência externa do animal, como a compreensão e experiência dos bichos. Essa atribuição de características, comportamentos, sentimentos, pensamentos ou formas físicas humanas a seres não humanos é conhecida como antropomorfismo.

O olhar de culpa – reconhecido por quem tem ou não cães -, já é discutido há décadas. Em 1954, o zoólogo e observador do comportamento animal Konrad Lorenz (1903–1989) acreditava que poderia se “presumir com certeza que o cachorro esconde uma consciência culpada” ao cometer alguma transgressão. Uma pesquisa de 2008 com 307 tutores apontou que a maioria acreditava que seus cães sentiam tristeza, alegria, surpresa e medo, entre outras emoções, e que 74% disseram que os animais sentiam culpa.

Entre as atitudes, desviar o olhar, implorar “perdão” oferecendo freneticamente a pata, recuar de forma submissa ou colocar o rabo entre as pernas ou encolher-se costuma ser associado à culpa.

Resultado

A observação do estudo é que esse olhar seria uma resposta dos cães à repreensão, castigo ou à presença de um dono, independentemente de ter obedecido ou desobedecido ao comando, e não uma consciência espontânea de que se comportou de uma maneira “errada” específica.

E como os cães vivem no presente, dar bronca horas depois do que eles fizeram não é eficaz – eles perceberão que você está bravo, mas não conseguirão associar com algo que já aconteceu, gerando ansiedade e sem resolver o problema.

Confira as raças de cachorro mais populares no Brasil

 

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