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Da riqueza dos diamantes ao abandono: como uma cidade inteira acabou tomada pelas areias do deserto

27 October 2026 at 13:38

Casas com salas cobertas de areia, corredores parcialmente soterrados e edifícios que permanecem de pé mesmo após décadas sem moradores. Esse é o cenário de Kolmanskop, uma cidade fantasma localizada no deserto do Namibe, no sudoeste da Namíbia, que já foi um importante centro de exploração de diamantes.

A cidade começou a se desenvolver em 1908, quando a descoberta de pedras preciosas atraiu investimentos e trabalhadores para uma região até então pouco ocupada. Em poucos anos, o local passou a reunir construções sofisticadas e serviços considerados modernos para a época, apesar das dificuldades impostas pelo ambiente desértico.

Com o declínio da mineração e a transferência das atividades para outras regiões, Kolmanskop perdeu seus moradores e foi abandonada em 1956. Desde então, a areia levada pelos ventos passou a ocupar suas construções.

Kolmanskop era um centro de riquezas

Tudo começou em 1908, quando Zacharias Lewala, um trabalhador ferroviário namibiano, encontrou um diamante enquanto retirava areia dos trilhos. A descoberta, comunicada ao supervisor alemão August Stauch, impulsionou a exploração mineral na região, então sob domínio colonial alemão.

Em poucos anos, Kolmanskop se tornou um importante centro de mineração. Segundo a National Geographic, em 1912 a produção local alcançava cerca de 1 milhão de quilates de diamantes por ano, o equivalente a 11,7% da extração mundial naquele período.

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A riqueza financiou uma infraestrutura incomum para uma cidade no deserto, com hospital, escola, teatro, cassino, salão de boliche e fábrica de gelo. Kolmanskop também contava com eletricidade, bonde e equipamentos médicos, enquanto água e mercadorias chegavam de outras localidades. Suas residências seguiam padrões arquitetônicos europeus, principalmente alemães.

Apesar do desenvolvimento, a prosperidade não beneficiava todos igualmente. Enquanto colonos europeus desfrutavam das melhores instalações, trabalhadores africanos enfrentavam condições restritivas de moradia e trabalho nas minas, reflexo das desigualdades impostas pelo sistema colonial.

Por que a cidade foi abandonada e tomada pela areia?

O declínio de Kolmanskop começou após a Primeira Guerra Mundial, quando a mineração perdeu força e depósitos mais ricos de diamantes foram descobertos ao sul, perto do rio Orange, no fim da década de 1920. Com a transferência das atividades, a população diminuiu gradualmente até que, em 1956, a cidade foi completamente abandonada.

Sem moradores e manutenção, os ventos do deserto passaram a carregar areia para o interior das construções. Ao longo das décadas, o material se acumulou em quartos, salas e corredores, formando dunas dentro dos edifícios. Parte das estruturas se deteriorou, enquanto outras permaneceram de pé.

Atualmente, Kolmanskop é uma atração turística localizada a cerca de 10 quilômetros de Lüderitz, na Namíbia. Algumas construções foram restauradas, e as visitas são realizadas mediante autorização. Além de atrair turistas e fotógrafos, a cidade preserva vestígios da mineração de diamantes e do período colonial alemão.

“Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; se você quer ser feliz para o resto da vida, ajude alguém”: o que ensina o provérbio chinês

27 October 2026 at 13:34

O que pode proporcionar uma felicidade mais duradoura, um momento de descanso ou a oportunidade de ajudar alguém? Um provérbio popularmente atribuído à tradição chinesa utiliza essa comparação para mostrar que a satisfação pessoal pode estar relacionada não apenas aos prazeres individuais, mas também à maneira como nos relacionamos com outras pessoas.

A frase “Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca; se você quer ser feliz para o resto da vida, ajude alguém” apresenta uma reflexão sobre a generosidade e o significado da felicidade. Embora seja conhecida como um ensinamento chinês, sua autoria e origem histórica não estão comprovadas.

O que o provérbio ensina sobre a felicidade?

O trecho “Se você quer ser feliz por uma hora, tire uma soneca” utiliza o descanso como exemplo de uma satisfação passageira, relacionada a uma necessidade individual. Já a expressão “Se você quer ser feliz para o resto da vida, ajude alguém” apresenta a generosidade como uma atitude cujo significado pode ultrapassar o momento em que é praticada.

A comparação não desvaloriza o descanso nem sugere que boas ações garantam felicidade permanente. O ensinamento está na ideia de que a satisfação pessoal também pode surgir da contribuição que oferecemos à vida de outras pessoas, especialmente quando essas atitudes têm significado para quem as pratica.

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Na prática, isso pode envolver dedicar tempo, atenção ou recursos ao próximo, seja apoiando um familiar em um momento difícil, oferecendo companhia ou compartilhando conhecimentos. Além de beneficiar quem recebe ajuda, esses gestos podem fortalecer vínculos e melhorar a convivência.

Origem da frase

Embora seja associado à tradição chinesa, não há registros históricos conclusivos que identifiquem a autoria ou a origem do provérbio. A frase circula em diferentes versões, algumas mais extensas, que mencionam atividades como pescar, casar e receber uma herança antes de apresentar a generosidade como fonte de satisfação duradoura.

A interpretação dessa mensagem, porém, pode variar conforme as experiências e os valores de cada pessoa. Para alguns, a felicidade está ligada à estabilidade financeira, ao descanso ou às conquistas pessoais; para outros, pode estar nas relações afetivas e na possibilidade de contribuir para o bem-estar de alguém. O provérbio apresenta uma perspectiva sobre o que torna a vida satisfatória, mas não estabelece uma definição única de felicidade.

Do diabo-negro ao peixe-ogro: o que descobrimos sobre os formatos mais bizarros do fundo do mar

27 October 2026 at 11:06

O fundo do oceano abriga peixes com aparências bastante diferentes daqueles encontrados perto da superfície. Entre as características que chamam a atenção estão os corpos compridos e estreitos, semelhantes aos das enguias, comuns em diversas espécies que vivem em grandes profundidades. Mas por que esse formato aparece com tanta frequência?

A característica pode estar relacionada às condições do oceano profundo, onde a falta de luz, as baixas temperaturas e a dificuldade para encontrar alimento influenciam o modo de vida e a evolução das espécies.

Apesar disso, nem todos os peixes ficam mais alongados conforme aumenta a profundidade. Pesquisas mostram que o local onde vivem, seja próximo ao fundo ou em águas abertas, também ajuda a explicar as diferenças.

O corpo alongado pode ser uma vantagem?

Peixes com corpos compridos, como as enguias, conseguem nadar por meio de movimentos ondulatórios. Dependendo da espécie e das condições do ambiente, essa forma de locomoção pode facilitar deslocamentos e manobras em espaços restritos.

A busca por alimento também é importante. Nas profundezas do oceano, onde os recursos podem ser limitados, os animais apresentam diferentes estratégias para encontrar presas e evitar gastos desnecessários de energia.

Porém, o corpo alongado não garante, por si só, uma natação mais econômica. Suas possíveis vantagens dependem da espécie, do comportamento e do ambiente em que o peixe vive.

Estudo analisa quase 3 mil espécies de peixes marinhos

Uma pesquisa publicada em outubro de 2025 na revista científica Evolution analisou 2.882 espécies de peixes marinhos para compreender como a profundidade e o habitat estão relacionados à diversidade de formatos corporais.

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Os pesquisadores identificaram que peixes que vivem próximos ao fundo do oceano profundo costumam apresentar corpos alongados e afilados, enquanto aqueles que nadam em águas abertas possuem formatos mais variados, desde espécies arredondadas até outras extremamente compridas.

Segundo Elizabeth Santos, pesquisadora da Universidade Estadual de Ohio e principal autora do estudo, a evolução do formato corporal ocorre de maneiras diferentes conforme o ambiente em que os animais vivem. Os resultados indicam que a profundidade influencia essas características, mas não da mesma forma em todas as espécies.

Nem todos os peixes das profundezas seguem o mesmo padrão

Embora o corpo alongado seja comum entre peixes que vivem próximos ao fundo do oceano, outras espécies desenvolveram características bastante diferentes para sobreviver nesses ambientes.

O diabo-negro-do-mar (Melanocetus johnsonii), por exemplo, possui corpo arredondado e uma isca luminosa que ajuda a atrair presas na escuridão. Já as fêmeas do peixe-dragão-negro (Idiacanthus atlanticus) apresentam corpo alongado e estreito, além de estruturas capazes de produzir luz.

Outras adaptações aparecem no peixe-ogro (Anoplogaster cornuta), conhecido pelos dentes grandes em relação ao corpo, e nos peixes-caracol, que possuem corpos macios e podem habitar regiões extremamente profundas. Essas diferenças mostram que a sobrevivência no fundo do mar não depende de um único formato, mas das características e estratégias de cada espécie.

¿Se puede seguir echando gasolina cuando salta la pistola? La advertencia que hará que dejes de hacerlo

27 October 2026 at 05:30

Tener que repostar es uno de los principales gastos asociados a tener un vehículo. Con los precios al alza, es normal intentar echar todo el combustible posible para aprovechar hasta el último céntimo invertido. Esto puede llevarnos a seguir repostando incluso cuando la manguera ya ha hecho “clic”.

Sin embargo, este último gesto, por muy habitual que sea, puede jugarnos en contra y hacernos perder dinero, además de dañar nuestro vehículo.

La recomendación es muy sencilla: cuando la pistola se detenga, es mejor dejar de repostar. El sistema está diseñado para detectar cuándo se ha alcanzado un nivel adecuado de combustible.

Cómo funciona y por qué la pistola hace “clic”

El boquerel, es decir, la pistola para repostar, cuenta con un sistema que permite la salida de los gases del depósito mientras entra el combustible. Durante el repostaje, es importante que el aire acumulado en el interior pueda salir para dejar espacio al carburante.

Para saber cuándo detenerse, el boquerel dispone de un sistema de desconexión que se activa cuando detecta que el nivel de combustible ha alcanzado la punta de la pistola. De esta forma, se interrumpe automáticamente el suministro cuando se alcanza el nivel recomendado o cuando se altera el flujo de aire.

Por eso, cuando escuchamos este sonido no debemos seguir apretando la pistola para intentar apurar al máximo, ya que es la señal de que se ha alcanzado el nivel aconsejado.

Qué pasa si seguimos repostando

Una de las razones por las que conviene parar es que no debemos llenar el depósito por encima del nivel recomendado. En su interior hay una pieza de carbón activo llamada cánister, encargada de atrapar los vapores de la gasolina y evitar que estos lleguen al habitáculo. Este sistema está diseñado para trabajar con vapores, pero no con combustible líquido. Llenar el depósito por encima del límite puede estropear esta pieza y llegar a costarnos entre 200 y 500 euros su sustitución, además del coste de la mano de obra en el taller.

Otro de los motivos para detenerse es que los depósitos cuentan con una válvula de seguridad que puede actuar si detecta un exceso de carburante. Si esto ocurre, parte del combustible puede acabar desperdiciándose y, con él, también esos euros de más que hemos gastado.

Cómo podemos ahorrar combustible

Podemos adoptar pequeños hábitos que nos ayuden a aprovechar mejor el carburante que ponemos en el coche. De esta forma, evitaremos gastar de más y reduciremos el riesgo de provocar problemas en alguna pieza.

Una de las recomendaciones es mantener los neumáticos con una presión adecuada. Llevarlos con una presión inferior puede hacer que el consumo de carburante aumente hasta un 4 %. Por otro lado, también se aconseja reducir la carga del vehículo todo lo posible, ya que el peso adicional aumenta el consumo.

Además, conviene conducir a una velocidad constante, evitar frenazos bruscos y, en caso de permanecer parados durante más de un minuto, apagar el motor para que no siga consumiendo carburante.

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Ya es oficial: esta es la fecha hasta la que se mantendrán los descuentos en gasolina y diésel
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