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Exportação de frango do Brasil segue otimista após caso de Newcastle

28 October 2026 at 22:07

As perspectivas para as exportações brasileiras de carne de frango seguem favoráveis apesar de ​um terceiro registro de Doença de Newcastle em Santa ​Catarina, considerando que os focos estão todos em uma mesma área e desde que o problema não se espalhe para outras regiões, avaliou um especialista do Rabobank nesta quarta-feira.

Na véspera, o Ministério da Agricultura reportou o terceiro caso da doença viral altamente contagiosa entre aves de Santa Catarina, segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, maior exportador global do produto.

As três cidades ⁠com registro da doença — Nova Itaberaba, ​Coronel Freitas e Nova Erechim — em granjas de perus estão situadas dentro de ​um raio de aproximadamente 20 km, destacou o Rabobank, citando que importantes importadores declaram embargos ⁠a importações somente da região atingida, o que ⁠minimiza impactos para as exportações do país.

“Na minha avaliação, as perspectivas permanecem ​otimistas, ‌uma vez que os acordos de regionalização devem evitar interrupções significativas nos embarques”, disse o especialista ⁠Wagner Yanaguizawa, em avaliação do banco compartilhada com a Reuters.

Ele comentou que os dados preliminares de exportação de outubro, referentes às quatro primeiras semanas, indicam que os embarques diários médios cresceram 15% em relação ‌ao ⁠mesmo período do ‌ano anterior, apesar de o setor estar lidando com a situação desde 18 de outubro, data de detecção do primeiro foco. Desde então, surgiram anúncios de embargos ao produto do país.

“As exportações ⁠podem enfrentar certa pressão inicial, mas é improvável que ⁠isso persista por muito tempo, desde que não surjam novos casos em áreas mais distantes do foco inicial”, acrescentou ‌Yanaguizawa.

O especialista notou ainda que o sistema preventivo brasileiro dá mostras de que está funcionando bem, já que a detecção do vírus aconteceu antes do surgimento de sintomas nas aves, por meio de um monitoramento ativo.

“Após a confirmação do primeiro caso, em 18 de outubro, o ‌segundo e o terceiro focos foram identificados por meio de uma vigilância intensificada, e não pelo surgimento de sinais clínicos evidentes da doença”, declarou.

Até o momento, apenas o México e a ⁠Malásia impuseram proibições em nível nacional ao frango do Brasil, enquanto China, Chile, Rússia restringiram as compras apenas do Estado de Santa Catarina, segundo Rabobank, com base em dados do governo.

Arábia Saudita, ​Emirados Árabes Unidos, Japão, Coreia do Sul, Filipinas, Reino Unido, Argentina, África do Sul, Egito, Canadá, Turquia ​e Vietnã estão entre os mercados mais relevantes que aceitaram a regionalização em nível municipal, destacou.

O setor normalmente utiliza a estratégia de redirecionar seus embarques a partir de áreas não incluídas nos embargos sanitários, o que minimiza perdas.

Entenda por que os EUA isentaram a carne bovina brasileira do tarifaço

Mais de 17 toneladas de barbatanas de tubarão são apreendidas

27 October 2026 at 23:22

A Receita Federal apreendeu, nesta terça-feira (27), mais de 17 toneladas de barbatanas de tubarão, escondidas em um contêiner no Porto de Itapoá, em Santa Catarina, que tinha o exterior como destino.  

A carga que estava escondida em sacos de ráfia, embalagem resistente feita de polipropileno (PP), tinha a Malásia como ponto final do trajeto. Além disso, as equipes apontaram que as embalagens, para despistar as autoridades, tinham uma inscrição de “sardinhas congeladas”.   

A fiscalização e identificação foi feita após o trabalho de inteligência e monitoramento realizado pela Receita Federal durante o controle da alfândega. O órgão analisou que existia a falsa declaração de conteúdo. 

Segundo a Receita, a exportação de barbatanas de tubarão está sujeita a rigoroso controle ambiental, e as irregularidades constatadas podem caracterizar infrações administrativas e crimes previstos na legislação ambiental brasileira. 

As mais de 17 toneladas foram encaminhadas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que fará a análise técnica da carga e deve adotar as medidas cabíveis. 

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

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