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Vergonha ao receber presentes? Saiba por que algumas pessoas ficam sem jeito diante dos outros

28 October 2026 at 14:32

Abrir um presente diante de familiares, amigos ou colegas pode ser uma situação desconfortável para algumas pessoas. Embora receber uma lembrança seja geralmente associado a uma experiência positiva e contagiante, a necessidade de reagir enquanto outras pessoas observam pode provocar vergonha, nervosismo e receio de parecer ingrato.

O comportamento não está necessariamente relacionado ao presente recebido. Em alguns casos, o desconforto surge da preocupação em demonstrar uma reação considerada adequada, especialmente quando quem oferece a lembrança espera uma resposta imediata de entusiasmo.

O que explica o constrangimento ao receber presentes?

Uma pesquisa publicada em 2025 na Revista Psicopedagogia analisou as habilidades sociais de 328 estudantes de psicologia de instituições brasileiras. Entre os aspectos com menores pontuações estavam a capacidade de lidar com situações de exposição ao “ridículo” e a interação com desconhecidos.

Embora o levantamento não tenha investigado especificamente a troca de presentes, os resultados ajudam a contextualizar dificuldades relacionadas à exposição social. Pessoas mais tímidas, por exemplo, podem sentir desconforto quando percebem que estão sendo observadas por muito tempo, principalmente se acreditam que precisam demonstrar determinada reação ou postura.

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No caso dos presentes, ou lembrancinhas, alguns fatores podem contribuir para esse comportamento:

  • Medo de julgamento: preocupação com a possibilidade de parecer ingrato ou pouco entusiasmado.
  • Timidez: dificuldade para lidar com a atenção de várias pessoas ao mesmo tempo.
  • Expectativa de felicidade: sensação de que é necessário demonstrar entusiasmo imediatamente.
  • Receio de decepcionar: preocupação com a reação de quem escolheu o presente.

Diferença entre timidez e ansiedade social

A timidez é uma característica comportamental que pode provocar desconforto em situações de exposição, sem necessariamente comprometer a rotina. Pessoas mais reservadas podem preferir receber presentes em particular ou evitar momentos em que precisam reagir diante de um grupo.

Já o transtorno de ansiedade social, conhecido como “fobia social”, envolve um medo mais intenso e persistente de situações nas quais existe a possibilidade de avaliação por outras pessoas. Uma revisão sistemática brasileira publicada em 2026 na revista Psico-USF, com análise de 13 artigos científicos, investigou aspectos relacionados à atenção a estímulos percebidos como ameaçadores e à interpretação de expressões faciais nesse transtorno.

A principal diferença está na intensidade do desconforto e em seus efeitos sobre a vida cotidiana. Enquanto a timidez pode provocar constrangimento passageiro, a ansiedade social pode levar à evitação frequente de encontros, apresentações e outras interações, além de causar sofrimento significativo.

Sendo assim, sentir vergonha ao abrir um presente não é suficiente para caracterizar um transtorno psicológico. Evitar cobranças por reações exageradas e permitir que cada pessoa demonstre satisfação à sua maneira pode reduzir o desconforto durante essas ocasiões.

Velório de engenheiro morto após agressão em Santos ocorre nesta quarta

28 October 2026 at 13:01

O velório do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, que morreu após ser espancado durante un ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Santos, no litoral paulista, será realizado nesta quarta-feira (28), a partir das 9h, no Cemitério Chora Menino, no bairro do Imirim, zona Norte de São Paulo.

O sepultamento está previsto para às 16h, no Cemitério Congonhas, na zona Sul da capital. Veja imagem divulgada pela família:

imagem divulagda do velório
Marcelo participava de um evento com apresentação de samba durante um ato político em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). • Reprodução / Redes Sociais

Marcelo era estudante de mestrado na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Ele morreu na tarde da última segunda-feira (26), após permanecer internado em decorrência das agressões sofridas durante a madrugada do último sábado (24) em Santos.

Entenda o caso

Marcelo participava de um evento com apresentação de samba durante um ato político em apoio ao presidente Lula, na região da avenida Conselheiro Nébias, em Santos.

Segundo informações divulgadas pela SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro e foi abordado por um grupo de pessoas. Ele foi agredido e teve pertences roubados.

Ao perceberem a demora, os amigos procuraram Marcelo e o encontraram inconsciente. A vítima foi socorrida pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada inicialmente à Santa Casa de Santos.

Posteriormente, foi transferida para o Hospital São Paulo, unidade universitária vinculada à Unifesp, onde morreu.

Dois adolescentes foram apreendidos

A Polícia Civil apreendeu dois adolescentes suspeitos de envolvimento no crime. Segundo a SSP-SP, a investigação identificou cinco adolescentes e dois adultos suspeitos de participação no caso.

Após a morte de Marcelo, a ocorrência passou a ser investigada como latrocínio, crime caracterizado por roubo seguido de morte.

As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do ataque e a participação de cada suspeito.

O pai de Marcelo havia apontado uma possível motivação política e homofóbica para a agressão. A Polícia Civil afirmou que o boletim de ocorrência foi registrado no Centro de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos, e investiga o ocorrido, a motivação e a identificação dos envolvidos.

Mortes cometidas por policiais aumentam 68% em São Paulo

(Com informações do Estadão)

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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