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Grupo da Anatel aprova R$ 1,66 bilhão em investimentos para TV 3.0 e IA

28 October 2026 at 17:46

O Grupo coordenado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), GAISPI, aprovou propostas da EAF (Entidade Administradora da Faixa) que somam R$ 1,66 bilhão em investimentos para novas políticas públicas, como a TV 3.0, na última terça-feira (27).

Entre os projetos estão a distribuição de conversores de TV 3.0 para famílias de baixa renda e implantação de um data center voltado ao processamento de dados e aplicação de IA (inteligência artificial) para o governo federal.

Do total, o investimento de R$ 1,28 bilhão atenderia aproximadamente 910 mil famílias de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, com prioridade para beneficiários do Bolsa Família inscritos no CadÚnico (Cadastro Único).

De acordo com estudo da EAF, o custo médio estimado seria de R$ 1.407,36 por família.

A implementação dos equipamentos, logística, distribuição, comunicação, atendimento à população, tecnologia e demais operações está prevista para ocorrer em até 24 meses, iniciando na cidade de São Paulo.

Já o restante, R$ 375 milhões, serão destinados ao data center de alta capacidade. O projeto prevê uma infraestrutura pública de processamento de dados, com titularidade da União e operação pela Telebras, destinada a atender órgãos e instituições federais.

A EAF ficará responsável pela implantação do estabelecimento de aproximadamente 5 mil metros quadrados, com dois módulos de infraestrutura.

O primeiro será dedicado a aplicações de inteligência artificial, com 20 racks, seis servidores equipados com um total de 48 unidades de processamento gráfico (GPUs), além de servidores e sistemas de armazenamento de alta capacidade.

O segundo módulo será destinado a serviços tradicionais de tecnologia da informação e colocalização de equipamentos. O prazo estimado de implantação é de 12 meses.

As iniciativas poderão ser financiadas com recursos remanescentes do leilão do 5G, resultado das economias obtidas na execução dos compromissos previstos no edital. As propostas seguem agora para análise e deliberação do Conselho Diretor da Anatel.

Os estudos apresentados pela EAF identificaram uma disponibilidade estimada de R$ 1,69 bilhão para projetos adicionais, após a reserva de aproximadamente R$ 2 bilhões para assegurar a conclusão das obrigações originais do edital do 5G, incluindo uma margem de segurança de 10%.

Para o conselheiro da Anatel e presidente do GAISPI, Edson Holanda, a otimização dos recursos “abrem a possibilidade de ampliar os benefícios para a sociedade, com novas políticas públicas, sem comprometer as obrigações originalmente previstas”, afirmou.

A EAF seguirá como responsável pelos detalhamentos das propostas, conforme as diretrizes do GAISPI e Anatel.

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Castelo de “Blank Space”, da Taylor Swift, é leiloado por R$ 385 milhões

28 October 2026 at 16:13

O Castelo Oheka, cenário do clipe de “Black Space”, da cantora Taylor Swift, 36, foi leiloado pelo valor de US$ 70 milhões (R$ 385,2 milhões). O imóvel é uma mansão histórica, localizada em Cold Spring Harbor, em Nova York, nos Estados Unidos.

O anúncio foi feito pela corretora Concierge Auctions em um comunicado à imprensa internacional, na terça-feira (27).

Construído em 1919 para o financista Otto Kahn, o castelo tem cerca de 10,5 mil metros quadrados, 127 quartos, 34 suítes e 9,3 hectares (93.000 m²). É descrito no anúncio como a segunda maior residência privada já construída nos Estados Unidos.

Projetado pelo escritório de arquitetura Delano e Aldrich em estilo renascentista francês, o imóvel tem uma grande escadaria inspirada no Castelo de Fontainebleau, na França, um salão de baile de grandes dimensões e uma biblioteca com paredes restauradas à mão. Seus jardins formais foram projetados pelos irmãos Olmsted, com contribuições paisagísticas de Beatrix Farrand.

Desde 1920, a propriedade recebe casamentos e eventos, além de ter hospedado membros da realeza, chefes de Estado e celebridades. Também serviu de cenário para produções como “Cidadão Kane”, “Royal Pains”, “Gossip Girl” e “Succession”. Após uma restauração de US$ 40 milhões (R$ 212,9 milhões), o Castelo Oheka mantém atividades comerciais voltadas a casamentos, eventos, hospedagem e serviços de buffet. 

Reconhecido como patrimônio histórico e incluído no Registro Nacional de Lugares Históricos dos Estados Unidos, o imóvel também conta com um projeto de desenvolvimento aprovado pela cidade de Huntington para a construção de 95 residências de luxo em condomínio em uma área de aproximadamente 2,08 hectares (20.800 m²).

Veja o clipe de  “Blank Space”

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“Esqueletos de aço” da Baía de Guanabara: como navios abandonados há uma década viraram a única salvação de um estaleiro histórico

28 October 2026 at 14:53

O Estaleiro Ilha S.A. (Eisa), localizado na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, adotou o desmantelamento de navios inacabados como estratégia central para quitar compromissos de sua recuperação judicial.

A venda das peças, equipamentos e da sucata de aço naval extraída de cascos parados há anos tornou-se a principal fonte de recursos para manter os pagamentos a credores trabalhistas.

Licença ambiental e histórico das embarcações

O Eisa é atualmente o único estaleiro na Baía de Guanabara com licença ambiental autorizada para executar o serviço de desmantelamento de embarcações. Entretanto, para aceitar novos contratos de reciclagem marítima, a empresa precisa primeiro retirar os navios que ocupam suas próprias instalações.

Entre as estruturas paradas estão dois navios do antigo programa Promef, uma embarcação encomendada pela estatal venezuelana PDVSA e um navio encomendado, cujo corte de chapa já foi iniciado.

Leia Mais:

Leilão judicial de R$ 11,5 milhões

A 1ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do TJRJ autorizou a alienação por leilão judicial de 6.314 toneladas de sucata de aço naval (tipo ASTM A131), oriundas do corte de conteineiros e petroleiros. O lote completo foi avaliado em R$ 11,5 milhões.

Os valores obtidos na venda do lote de aço condicionam os pagamentos extraordinários a ex-colaboradores, realizados com aprovação da Justiça e do Ministério Público.

Reorganização das operações marítimas

Além do impacto financeiro, o fatiamento e a remoção das estruturas metálicas visam liberar o espaço físico do estaleiro. Com a resolução dos litígios referentes aos projetos antigos, a empresa busca concluir suas obrigações jurídicas e reorganizar o parque industrial para futuras atividades no setor naval.

Echoenergia mira hidrelétricas para diversificar negócios e defende leilões

28 October 2026 at 07:30

A Echoenergia, braço de geração da Equatorial, estuda a participação em leilões de hidrelétricas caso o governo decida relicitar concessões de usinas próximas do fim. Em entrevista ao Alta Voltagem, da CNN, o CEO da empresa, Liu Aquino, afirmou que a fonte hídrica interessa à estratégia de diversificação da companhia e defendeu novas disputas como oportunidade para reduzir a concentração de mercado.

“Então, sim, a gente defende que essas concessões vão para a licitação e, certamente, se elas forem para a licitação, a gente vai estar analisando”, afirmou.

O MME (Ministério de Minas e Energia) abriu recentemente uma consulta pública sobre as regras que vão orientar a prorrogação ou a relicitação de concessões de usinas hidrelétricas vencidas ou próximas do vencimento.

A manifestação do executivo sinaliza interesse em examinar os ativos, com uma eventual participação condicionada à decisão do governo e à avaliação das oportunidades. A Echoenergia opera atualmente parques eólicos e solares.

Aquino destacou o papel de modulação das hidrelétricas, que permite ajustar a produção ao longo do tempo. Usinas com reservatórios podem armazenar água para gerar eletricidade nos períodos de maior necessidade, complementando fontes variáveis como eólica e solar. Essa flexibilidade depende, porém, da disponibilidade hídrica e das restrições operacionais e de uso da água.

O mercado vê uma concentração grande de ativos hidrelétricos na mãos e poucos players. Hoje a Áxia é a maior geradora hidrelétrica do Brasil com cerca de 44 GW de capacidade, seguida de Engie (10,7 GW), Auren (8.9 GW) e Copel (7,3 GW).

O interesse da companhia acrescenta um potencial concorrente à discussão sobre o futuro das concessões. Para Aquino, a distribuição dos ativos entre poucos grupos é um dos fatores que justificam a realização de novos leilões.

“A nossa visão sobre esse tema é que hoje existe uma grande concentração de hidrelétrica na mão de poucos players e as usinas hidrelétricas são os principais fornecedores de energia, principalmente no submercado sul e sudeste”, disse.

Na avaliação do CEO da Echoenergia, a licitação abriria espaço para desconcentrar esse mercado e arrecadar recursos que poderiam contribuir para a modicidade tarifária, ou seja, para conter os custos da eletricidade aos consumidores.

O resultado concorrencial, entretanto, dependerá do desenho dos certames e dos vencedores. A abertura de uma disputa permite a entrada de novos operadores, mas também pode viabilizar a aquisição das usinas por grupos que já possuem grandes portfólios.

A posição da Echoenergia se aproxima da defendida por Copel e Axia. A Copel argumenta que a competição permite testar o valor das concessões e confrontar as diferentes expectativas dos investidores sobre preços de energia, custos e necessidade de investimentos. A companhia também manifestou interesse em participar de eventuais leilões.

As duas empresas tiveram concessões renovadas no contexto de suas privatizações. Já a Engie defende a prorrogação associada a investimentos. No caso da usina de Salto Santiago, no Paraná, empresa argumenta que uma definição antecipada permitiria acelerar a ampliação da potência da usina.

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