❌

Normal view

Drones sobrevoam São Paulo e identificam problemas em redes de alta tensão

28 October 2026 at 00:33

Drones com sensores estão sobrevoando São Paulo para ajudar a Enel à identificar pontos das redes de alta tensão que precisam de manutenção, além de identificar pontos que estão prejudicados e podem evoluir para falhas. Cerca de 759 voos de inspeção já foram realizados.

Segundo a Enel, a escolha de utilizar drones foi tomada pois eles ampliam a capacidade de inspeção nas áreas urbanas, regiões de vegetação densa, travessias, subestações e locais de difícil acesso.

A CNN Brasil teve acesso à informação em primeira mão.

Por ser um objeto que pode se aproximar dos equipamentos de eletricidade, o drone registra imagens de melhor qualidade, o que ajuda na identificação de problemas como aquecimento em conexões, trincas em isoladores, corrosão, perda de galvanização, parafusos frouxos, fios partidos, furtos de componentes e desgaste de acessórios.

Veja como é a visão do drone

A Enel também explica que a utilização dessa tecnologia diminuiu a necessidade de intervenções em campo, o que colabora para a segurança das equipes de manutenção, além de reduzir o tempo de mobilização para inspeções.

Em agosto deste ano, um dos planos de inspeção analisou cerca de 806 quilômetros de linhas e estruturas. Isso porque os drones possuem sensores LiDAR, que podem mapear vegetações e estruturas de rede com mais precisão, além de terem câmeras termográficas e RGB de alta resolução.

Helicópteros auxiliam as inspeções dos drones

Em casos de emergência, a Enel utiliza helicópteros durante essas inspeções, para ter uma visão mais ampla das linhas de transmissão e estruturas de rede. Segundo a companhia, os helicópteros atuam em casos de ocorrências ou eventos climáticos, para agilizar a avaliação e ter uma comunicação mais rápida com a equipe.

Veja como o helicóptero faz a inspeção com o drone:

Até o momento, os equipamentos conseguiram identificar 19 pontos de aquecimento, em cinco linhas de transmissão. Essas inspeções permitiram que equipes atuassem antes que a ocorrência ficasse grave.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Drones espiões: entenda tecnologia de monitoramento de territórios

 

Gaeco usará dados do Smart Sampa em investigações contra o crime organizado

27 October 2026 at 23:42

A prefeitura de São Paulo assinou dois acordos com o MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) para permitir que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) utilize informações técnicas do Smart Sampa para investigações e prevenção ao crime organizado, nesta terça-feira (27).

Segundo a Prefeitura, o objetivo dos acordos é fortalecer a integração e a atuação em conjunto das instituições, ampliar a assistência no compartilhamento de informações e usar a tecnologia para apoiar ações de segurança pública.

De acordo com o planejamento da prefeitura com o Ministério Público, a tecnologia do Smart Sampa , ao identificar uma pessoa que está cadastrada no sistema, vai emitir um alerta para a GCM (Guarda Civil Metropolitana), que vai realizar a abordagem e também vai comunicar agressores sobre as medidas judiciais. Para isso, o MPSP vai disponibilizar um banco de dados com informações sobre esses indivíduos.

Recentemente, o Smart Sampa foi alvo de vazamento de informações sigilosas de mais de 58 mil câmeras. A Justiça determinou que o sistema deve passar por uma perícia técnica independente para avaliar o funcionamento.

O primeiro acordo, realizado pela SMSU (Secretaria Municipal de Segurança Urbana), pretende realizar um intercâmbio de informações e imagens entre o MPSP e a Prefeitura, para ampliar o suporte das investigações e análises do Gaeco.

O segundo contrato planeja a utilização de mais de 50 mil câmeras do Smart Sampa que irão auxiliar na identificação de agressores que ainda não tenham sido notificados pela Justiça sobre medidas protetivas.

O primeiro acordo tem vigência de 12 meses e pode ser prorrogado, enquanto o segundo tem validade de 60 meses.

Durante a cerimônia que foi realizada na sede da Prefeitura, no Centro Histórico de São Paulo, para definir os acordos, o prefeito Ricardo Nunes afirmou que a “criminalidade é aquilo que mais preocupa a população, indicam as pesquisas.”

De acordo com o prefeito, existe uma rede de 58 mil câmeras na cidade e em breve haverá expansão de mais 20 mil equipamentos.

Combate ao crime organizado exige mais que operações, dizem especialistas

 

Cientistas encontram exoplaneta de lava com “protetor solar” natural, que reflete até 75% da luz de sua estrela

27 October 2026 at 23:35

Pesquisadores observaram um planeta de lava, o TOI-561 b, por 37 horas, cerca de quatro órbitas completas ao redor de sua estrela e perceberam que ele reflete, aproximadamente, 75% da luz estelar que recebe sem derreter.

Os cientistas acreditam que essa absorção é possível graças ao “protetor solar natural” do planeta, que é formado por nuvens feitas de minerais de silicato, que criam uma barreira natural envolta do TOI-561 b, refletindo parte da radiação antes que ela chegue em sua superfície.

Além de seu bom protetor solar, os pesquisadores também se depararam com a possível existência de uma atmosfera espessa para o planeta que recebe uma radiação tão intensa como o TOI-561 b.

Para investigar os fenômenos, a equipe de cientistas utilizou o Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, para realizar o acompanhamento das variações de brilho e temperatura ao longo do processo de órbita do exoplaneta em volta de sua estrela.

Isso porque, em outras observações do planeta de lava foi percebido que o lado iluminado pela estrela apresenta temperaturas menores do que as previstas para um planeta rochoso tão próximo de sua estrela.

Os resultados da análise mostraram que a região do exoplaneta que não recebe luz direta não fica quente o suficiente para explicar a energia que aparenta estar em falta. De acordo com os pesquisadores, uma possível explicação para isso é a formação de nuvens com minerais como dióxido de silício (SiO₂) e silicato de magnésio (MgSiO₃).

LEIA TAMBÉM: “Golpe duplo” cósmico pode ser resposta para criação de crateras em Marte

Os cientistas ainda não sabem exatamente quais são as substâncias que compõem a camada gasosa do TOI-561 b, mas exploram possibilidades: a primeira é que a atmosfera dele seja rica em dióxido de carbono, assim como Vênus, mas bem mais quente; a segunda vê a possibilidade de que a atmosfera na verdade tenha grandes quantidades de dióxido de enxofre, gás associado à atividade vulcânica da lua Io, de Júpiter.

Para desvendar esses mistérios, os pesquisadores pretendem realizar novas observações com o James Webb, utilizando os comprimentos de ondas maiores para entender a composição química da atmosfera do planeta, para saber enfim se ele está mais próximo das composições da atmosfera de Vênus ou de lo.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Saiba o que o telescópio James Webb, da Nasa, revelou até agora

 

❌