Mulher é espancada por ex-companheiro durante três horas em Olinda
Uma mulher de 27 anos foi mantida sob a mira de um revólver e agredida durante cerca de três horas pelo ex-companheiro, de 33 anos, na madrugada desta quinta-feira (29), no bairro de Águas Compridas, em Olinda. A filha da vítima, uma criança de 2 anos, também foi agredida.
O homem morreu após ser baleado por policiais militares durante a ocorrência. À TV Jornal, a vítima conta que já tinha uma medida protetiva contra ele, mas mesmo assim continuava a procurá-la e a ameaçá-la.
Ameaças de morte e espancamento
De acordo com o relato da vítima, o ex-companheiro invadiu a residência durante a madrugada, aparentemente sob efeito de álcool e drogas, e começou a agredi-la. Ela contou que recebeu socos, chutes e diversas coronhadas na cabeça, no rosto e em outras partes do corpo. Em determinado momento, chegou a desmaiar.
O relacionamento durou quase dois anos e, segundo a mulher, foi marcado por episódios de violência. Ela afirmou que já havia procurado familiares do ex-companheiro para relatar as agressões e que tinha uma medida protetiva, mas ele não aceitava o fim da relação.
Durante o ataque, o homem mantinha um revólver calibre 32 apontado para ela e fazia ameaças de morte. A filha, de 2 anos, tentou se aproximar da mãe enquanto chorava, mas também foi agredida. "Minha filha foi para cima dele chorando, de 2 anos, ele deu um tapa no rosto dela que ela caiu sentada. E ela dizia 'não, mamãe, se levanta não, mamãe, ele vai matar a gente'", contou a vítima em entrevista à TV Jornal.
Pedido de ajuda durante distração
A mulher contou que ficou por horas sob ameaças e agressões, sem conseguir pedir socorro. Vizinhos teriam ouvido os gritos, mas, segundo ela, não foram até a residência por medo. Em um momento de distração do agressor, a vítima conseguiu ligar para uma irmã, que foi até a casa por volta das 6h. A mulher também acionou a polícia.
Uma equipe tática do 1º Batalhão da Polícia Militar foi enviada ao endereço. Conforme o relato da ocorrência, o homem estava alterado e passou a ameaçar a vítima e seus familiares. Ele também teria apontado a arma para os policiais, que reagiram com disparos. O homem foi socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tabajara, mas não resistiu aos ferimentos.
A vítima também foi levada à UPA de Tabajara devido aos ferimentos. Após receber alta, ela seguiu para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no Recife, acompanhada da mãe, para prestar depoimento. Abalada, ela relatou que o ex-companheiro mantinha a arma em mãos durante todo o período e ameaçava matar tanto ela quanto a filha. A criança também ficou traumatizada com a violência, segundo a mãe.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da ocorrência e da morte do homem.
Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo


© TV Jornal