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EUA propõem eleições na Venezuela para 2027, diz María Corina Machado

29 October 2026 at 21:04

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta quinta-feira (29) que os Estados Unidos sugeriram que o país realize eleições presidenciais no próximo ano — um cronograma que ela já havia defendido anteriormente.

Essa foi a primeira declaração de peso de Machado desde que retornou ao país, no último fim de semana.

O retorno de Machado à Venezuela traz o risco de tensionar suas relações com a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, cuja gestão esteve envolvida na operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro. Maduro enfrenta acusações nos EUA por tráfico de drogas e tortura — alegações que ele nega.

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Washington declarou que Machado — que já foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz — tem todo o direito de estar na Venezuela; contudo, Trump também elogiou a presidente interina, Delcy Rodríguez.

A administração Trump apoia negociações entre o governo de Rodríguez e grupos de oposição — das quais o movimento “Vente Venezuela”, de Machado, não participa — visando a uma reestruturação do Conselho Nacional Eleitoral e da Suprema Corte da Venezuela antes do próximo pleito.

Machado agradeceu a Trump e ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pelo papel que desempenharam na destituição de Maduro, ressaltando que a relação entre os dois países baseia-se no respeito mútuo e atende aos interesses de ambas as nações.

“O secretário de Estado Marco Rubio estabeleceu uma sequência de etapas para avançar rumo a uma transição democrática, deixando claro que eleições presidenciais serão realizadas em 2027″, afirmou Machado, acrescentando que trabalhará para garantir que todos os venezuelanos aptos a votar possam exercer seu direito em qualquer eleição futura.

O Departamento de Estado dos EUA não respondeu prontamente a um pedido de comentário.

Anteriormente, Rubio havia manifestado a expectativa de que Machado apoiasse as negociações.

Em uma coletiva de imprensa em Caracas, Machado evitou responder a perguntas sobre declarações feitas por Trump — em janeiro, quando ele disse que ela não teria apoio suficiente para liderar a Venezuela de imediato; e nesta semana, quando sugeriu que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado americano.

Há anos, Machado cultiva uma relação com Trump, tratando-o como um aliado.

A líder opositora acrescentou que viu com bons olhos o fato de Rodríguez — em declarações feitas mais cedo naquele dia — também ter defendido a realização de eleições.

Ela ressaltou que aqueles que auxiliarem o país em sua transição de volta à democracia precisarão de garantias. Machado defendeu a necessidade de um processo de justiça de transição, a criação de uma comissão da verdade e uma reestruturação das forças de segurança estatais.

Machado, de 59 anos, retornou à Venezuela no domingo (25), após várias tentativas frustradas ao longo deste ano. Ela foi impedida de concorrer na eleição de 2024, mas seu representante obteve uma vitória expressiva, segundo a contagem de votos apresentada pela oposição na ocasião. As instituições venezuelanas, contudo, apoiaram Maduro.

Alterações em contratos

A Venezuela precisa de contratos transparentes, licitações abertas para projetos públicos e arbitragem internacional, a fim de garantir que tanto os investidores quanto o povo venezuelano obtenham o máximo proveito de futuros investimentos, afirmou Machado.

O governo interino de Rodríguez firmou acordos com diversas empresas interessadas nos setores de petróleo, gás e mineração, com o apoio dos Estados Unidos. Entre eles, destaca-se um acordo entre a norte-americana Blue Energy Partners e o governo dos EUA para a exportação da produção proveniente de 17 campos venezuelanos.

Machado declarou que o contrato da NABEP (Blue Energy Partners) — ​​o qual ela não chegou a examinar — “evidentemente não reflete os níveis de transparência que a sociedade venezuelana deseja”, especialmente devido à figura do CEO da empresa, Alejandro Betancourt. Betancourt já foi alvo de investigações nos Estados Unidos, na Espanha e na Suíça — inclusive por lavagem de dinheiro —, embora nunca tenha sido formalmente denunciado.

“Quero enfatizar, para todos os investidores que hoje analisam a Venezuela, ou que entraram no país recentemente: todo contrato assinado legalmente será respeitado”, disse Machado, acrescentando que alguns contratos poderão ser “ajustados a novas condições que apresentaremos, as quais serão muito mais vantajosas”.

O país necessita de um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para definir como administrará sua enorme carga de dívidas e atenderá às necessidades humanitárias urgentes, afirmou Machado.

Prisioneiros políticos

Machado — que viveu na clandestinidade por mais de um ano antes de deixar o país, período durante o qual muitos de seus colaboradores próximos foram detidos — ressaltou que a libertação dos prisioneiros políticos é fundamental para a restauração da democracia.

Há anos, a oposição venezuelana e grupos de defesa dos direitos humanos denunciam que o governo utiliza detenções para suprimir a dissidência. O governo, por sua vez, nega a existência de prisioneiros políticos.

Segundo a organização jurídica Foro Penal, 322 prisioneiros políticos encontram-se encarcerados na Venezuela; mais da metade deles sequer foi condenada. Cerca de 11 mil pessoas estão submetidas a outras restrições, como a prisão domiciliar.

A Foro Penal tem como foco garantir “a destruição do aparato repressivo” — especialmente no que diz respeito à nova alta corte —, a libertação imediata e integral de presos políticos, a revogação de leis repressivas e a criação de uma eventual comissão da verdade, afirmou à Reuters, nesta semana, o vice-presidente da organização, Gonzalo Himiob.

Rodríguez declarou, ainda nesta quinta-feira, que mais de 9 mil pessoas foram libertadas ou tiveram restrições legais removidas no âmbito de uma lei de anistia limitada.

Na segunda-feira (26), Machado visitou seu advogado, Perkins Rocha, que foi detido após a votação de 2024 e mantido por 18 meses no Helicoide, em Caracas — local onde, segundo defensores e ex-detentos, ocorrem atos de tortura. Rocha permanece em prisão domiciliar e teve seu pedido de anistia rejeitado.

Entenda por que os EUA estão interessados ​​no petróleo da Venezuela

Judge Overseeing Nicolas Maduro Drug Trafficking Case Dies at 92

29 October 2026 at 17:20

U.S. District Judge Alvin Hellerstein, who was overseeing the case against Venezuela's deposed socialist dictator Nicolás Maduro in Manhattan, died on Wednesday, Chief Judge Laura Taylor Swain announced.

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María Corina Machado, en sus primeras declaraciones desde su regreso a Venezuela: “La transición democrática es irreversible”

29 October 2026 at 16:05

La líder de la oposición venezolana María Corina Machado ha afirmado este jueves en sus primeras declaraciones desde que regresó al país de que en en su país no se repetirá la represión contra la población. “En Venezuela habrá memoria, justicia y reparación. Y, sobre todo, no repetición. Nunca jamás un venezolano sufrirá el terrorismo de Estado”, prometió. También afirmó de que, según el plan diseñado por el secretario de Estado estadounidense Marco Rubio, habrá elecciones en 2027. “La transición democrática es irreversible y será organizada, pacífica y atenderá la urgencia de un país que está sufriendo enormemente”, afirmó Machado.

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© Reuters

María Corina Machado, este jueves en Caracas.

Judge Analisa Torres Takes Over President Nicolás Maduro Case

29 October 2026 at 15:35

The U.S. judicial case against Venezuelan President Nicolás Maduro was assigned this Wednesday to Federal Judge Analisa Torres, following the death of Judge Alvin K. Hellerstein, who had overseen the proceedings since March 2020. The reassignment was formalized in the records of the U.S. District Court for the Southern District of New York.

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The transition occurred through an administrative procedure used to reassign cases previously handled by judges who are no longer active due to retirement or death. Judge Hellerstein passed away this Wednesday at the age of 92 from natural causes, as confirmed by a court spokesperson. He had served for nearly three decades, presiding over cases that garnered significant media and legal attention.

Analisa Torres became a judge for the Southern District of New York in 2013, having been appointed by then-President Barack Obama. Born in New York in 1959, she has presided over complex civil, criminal, and regulatory litigation throughout her tenure on the federal bench.

Torres graduated with honors from Harvard University and earned her law degree from Columbia Law School. Before joining the federal court, she worked in private practice and served for nearly ten years on the New York State Supreme Court, in addition to holding positions within the city’s civil and criminal court systems. She comes from a family of legal professionals with Puerto Rican roots.

Status of the Judicial Proceedings

Judge Hellerstein had presided over the case since its inception in March 2020, when Washington filed initial drug-trafficking charges against the Venezuelan president. The next hearing is scheduled for December 17 and will focus on claims of sovereign immunity raised by the defense. The trial is set for June 14, 2027, alongside the proceedings against lawmaker Cilia Flores.

On October 15, Nicolás Maduro and Cilia Flores pleaded not guilty before Judge Hellerstein—who was presiding at the time—during a hearing in New York, following the addition of new charges by the U.S. Prosecutor’s Office.

According to a teleSUR correspondent, the president Maduro stated that he had read the indictment in its entirety and rejected it, dismissing it as a collection of false and mendacious accusations that were already known. He reiterated his innocence, while Flores declared: “I am completely innocent; I am not guilty.”

During the proceeding, the judge granted a joint request from the prosecution and the defense to postpone the start of the trial by two weeks, allowing more time for the preparation and filing of pretrial motions. As a result of the hearing, the trial was rescheduled for June 14, 2027.

Russian Foreign Minister Sergey Lavrov demanded the immediate release of President Nicolas Maduro and his wife, denouncing their imprisonment in the U.S. without trial. He also condemned the attacks against Iran’s Supreme Leader, Ayatollah Ali Khamenei, and warned of the serious… pic.twitter.com/l7WI0wOKHt

— teleSUR English (@telesurenglish) September 26, 2026

Case Chronology

January 3, 2026: Following bombings in Caracas and other cities, U.S. special forces kidnapping President Nicolás Maduro and Cilia Flores in the Venezuelan capital and transported them to the United States. The operation resulted in over a hundred deaths and a similar number of injuries. The then-Executive Vice President, Delcy Rodríguez, assumed acting president role.

January 5: Both individuals made their initial appearance in New York, pleaded not guilty, and were placed in custody at the Metropolitan Detention Center in Brooklyn.

July: The prosecution and the defense agreed that the trial would begin on June 1, 2027, with a pretrial hearing scheduled for November 17.

September 9: Cilia Flores’s defense team requested release on bail and house arrest. The judge ordered that medical records remain under seal. September 25: Assistant Prosecutor Jason A. Richman resigned.

October 8: Hellerstein denied the request for bail for Flores. That same day, the prosecution filed a new indictment.

October 15: A hearing was held in which new charges—conspiracy to commit torture—were presented. Maduro and Flores pleaded not guilty, and the trial was rescheduled.

October 29: The case file was reassigned to Judge Analisa Torres following the passing of Hellerstein.

The aggression against Venezuela and the kidnapping of President Maduro and Deputy Flores have drawn condemnation and sparked demonstrations in various parts of the world. Hundreds of protesters have gathered in the vicinity of the Southern District Court in Manhattan during the hearings to express solidarity with the accused and to denounce the warmongering and interference of the White House.

Federal judge in charge of Nicolás Maduro’s US trial dies

29 October 2026 at 09:28

Federal Judge Alvin K. Hellerstein, who was presiding over the trial of former Venezuelan president Nicolás Maduro in the United States, died Wednesday at the age of 92, according to The New York Times. It is not immediately clear who will replace Hellerstein in the high-profile case, which is scheduled to begin on June 14.

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© Jane Rosenberg (AP)

Alvin K. Hellerstein, at right, in a courtroom sketch in New York on July 22.
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