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Cotado ao Oscar, “A Bola Preta” chega ao MixBrasil; veja obras selecionadas

29 October 2026 at 19:05

O filme “A Bola Preta” (“La Bola Negra”), dirigido por Javier Calvo e Javier Ambrossi e cotado para disputar o Oscar 2027, está entre os destaques da programação do 34º Festival MixBrasil, que acontece de 11 a 22 de novembro, em São Paulo. Considerado o maior festival cultural LGBTQIA+ da América Latina, o evento reúne produções nacionais e internacionais que exploram diferentes identidades e formas de expressão.

“A Bola Preta” foi vencedora do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes 2026 e conquistou o Prêmio do Público no Festival de Toronto. No Brasil, o longa abriu a 28ª edição do Festival do Rio e tem estreia marcada para 14 de janeiro de 2027 nos cinemas.

A produção acompanha três homens cujas vidas estão conectadas pelo desejo, pela dor e pela herança ao longo de diferentes períodos históricos: 1932, 1937 e 2017.

No elenco, estão Penélope Cruz (“O Convite”), Glenn Close (“Atração Fatal”), Guitarricadelafuente e Miguel Bernardeau (“Elite”).

Além do longa espanhol, a programação internacional incluirá títulos como “A Greve”, “Adeus, Amor”, “Agroqueer”, “Barbara Forever” e “Este Corpo Meu”.

Entre as produções brasileiras, 84 obras foram selecionadas entre 614 inscrições, representando 16 estados e o Distrito Federal. A seleção contempla longas, médias e curtas-metragens, além de séries.

A programação completa, com dias e horários dos filmes, será lançada em breve no site oficial do Festival MixBrasil.

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Atriz indicada ao Oscar recorre à morte assistida aos 95 anos, diz site

29 October 2026 at 14:17

A atriz Barbara Barrie, conhecida por sua trajetória no cinema, na televisão e no teatro, morreu na quarta-feira (28), aos 95 anos, em Nova York, Estados Unidos. Indicada ao Oscar, ao Emmy e ao Tony ao longo da carreira, a artista recorreu à morte medicamente assistida após receber um diagnóstico de câncer terminal. As informações são do jornal The New York Times.

Em 2014, a atriz revelou que havia sido diagnosticada com fibrose pulmonar idiopática, doença progressiva que provoca cicatrizes nos pulmões e compromete a respiração. Ela também foi diagnosticada com câncer retal no início da década de 1990.

No teatro, um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi a participação no elenco original de “Company”, musical de Stephen Sondheim, estreado em 1970. Pelo papel de Sarah, recebeu uma indicação ao Tony de melhor atriz coadjuvante em musical.

No cinema, estreou em “Assim Caminha a Humanidade” (1956) e ganhou reconhecimento internacional com “Uma Batata, Duas Batatas” (1964), trabalho que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.

Em 1979, ela interpretou a mãe do protagonista do filme “O Vencedor”, longa que recebeu cinco indicações ao Oscar. Sua atuação lhe garantiu uma indicação à estatueta de melhor atriz coadjuvante.

Na televisão, acumulou participações em séries como “Além da Imaginação”, “The Defenders”, “Naked City”, “The Alfred Hitchcock Hour”, “Barney Miller” e “Suddenly Susan”. Também recebeu indicações ao Emmy por trabalhos em “Law & Order”, “Law & Order: SVU” e na adaptação televisiva de “Breaking Away”.

Barbara Barrie deixa dois filhos, Aaron Harnick e uma filha, além de três netas. Seu marido, Jay Harnick, morreu em 2007.

Como funciona a morte assistida

No Brasil, a morte assistida, quando a própria pessoa administra a dose letal, e a eutanásia, quando é o médico quem aplica a substância, são proibidas por lei, com pena de prisão.

Nas Américas, países como Colômbia e Canadá permitem a morte assistida. Nos Estados Unidos, cada estado pode definir as próprias regras para o procedimento. Oregon, Washington, Washington D.C., Montana, Vermont, Califórnia, Colorado, Havaí, Nova Jersey, Maine e Novo México também permitem a morte assistida.

Na Europa, além da Suíça, também é possível ter acesso ao procedimento na Áustria, Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Espanha.

A Austrália segue o mesmo padrão dos EUA, em que alguns estados do país aprovam a prática, como a Austrália Ocidental, Tasmânia, Austrália Meridional, Queensland, Nova Gales do Sul e o território da capital australiana.

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Animador sobre “O Bosque Selvagem”: “IA não é ameaça depois desse filme”

29 October 2026 at 07:00

Em meio ao avanço da inteligência artificial na indústria cinematográfica, “O Bosque Selvagem” surge como uma celebração da arte feita por mãos humanas. O animador brasileiro Thiago Calçado, que integra a equipe da nova produção em stop-motion do estúdio Laika (“Coraline”, “Paranorman”), acredita que o filme representa uma defesa da arte feita por humanos. A obra estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros.

Em entrevista à CNN Brasil, o profissional, que também trabalhou em produções como “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016) e “Pinóquio” (2022), de Guillermo del Toro, destacou a importância do trabalho artesanal por trás da animação, que levou cerca de cinco anos para ser produzida.

“Eu acho que esse filme é uma bandeira do tipo pró-arte, feito pelas mãos de artistas, de humanos para humanos. Vai ser uma bandeira”, afirmou.

Calçado também criticou o uso crescente da inteligência artificial na criação artística e ressaltou que o cuidado dos profissionais envolvidos na produção é um dos principais diferenciais do longa.

“A IA está tomando conta de uma maneira muito vazia, e esse filme vem para mostrar como é possível fazer arte, dar alma para uma história, sendo feita por artistas que estão lá se dedicando há cinco anos. Não é algo vazio, efêmero. É para apreciar, ver os detalhes, o cuidado na atuação dos personagens, cenário, iluminação, ritmo da história”, declarou.

O resultado de “O Bosque Selvagem” evidencia características da criação humana que, em sua avaliação, ainda estão distantes das possibilidades oferecidas pela tecnologia.

“É uma coisa única que, por enquanto, a IA está muito longe de atingir. Eu não acho que a IA é uma ameaça depois de ver um filme como esse“, completou.

Dirigido por Travis Knight, o longa contou com mais de mil profissionais ao longo de seu desenvolvimento e exigiu a construção de 132 cenários físicos, 233 bonecos e mais de 142 mil rostos substituíveis, utilizados para reproduzir as expressões dos personagens quadro a quadro.

Ao todo, foram 231 semanas de produção para dar vida à história, que acompanha uma jovem em uma jornada por uma floresta misteriosa. O filme aborda temas como amor, luto e os limites das escolhas humanas.

Responsável por sucessos como “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), a Laika é conhecida pela aposta no stop-motion, técnica que utiliza bonecos e cenários físicos fotografados quadro a quadro para criar a ilusão de movimento, combinando o trabalho artesanal com recursos tecnológicos.

“O Bosque Selvagem” chega aos cinemas com 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e já é apontado como um possível concorrente ao Oscar 2027 de Melhor Animação.

Assista ao trailer de “O Bosque Selvagem”

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La imaginación, grande y libre

29 October 2026 at 04:30

Pikachu es un pokemon de tipo eléctrico al que no le gusta ir en su pokeball. Prefiere la libertad, no estar encerrado en esa bola. Va con Ash, su entrenador. ¿Quién es Pikachu?, ¿cómo es?, ¿evoluciona? Yo sé poco o nada del universo Pokémon, pero que evolucionan sí lo sé. Y, de repente, me vi en un diálogo en el que se hablaba de bolas, de constreñir la libertad, de transformación, de ser uno y luchar para convertirse en otro, y pensé que todo cuadraba, que todo está relacionado. Que si cinco minutos antes me dicen que los pokémones y La bola negra tienen tanta relación y que Pikachu y Edmond de Bries tienen cosas en común, ni lo contemplo, pero, de repente, mis neuronas hicieron solas la conexión y tiene lógica.

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© Biblioteca Nacional de España

Edmond de Bries.
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