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“Yuri Alberto do PCC”, apontado como liderança no TO, é preso em São Paulo

29 October 2026 at 19:53

Apontado como uma das lideranças de destaque do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Tocantins, “Yuri Alberto” foi preso na manhã desta quinta-feira (29) em Cotia, na Grande São Paulo.

Conhecido pela alcunha do jogador de futebol, o homem é suspeito de coordenar a liderança da facção na Unidade Penal Regional de Paraíso do Tocantins, mantendo influência sobre as atividades criminosas desenvolvidas na custódia.

A prisão foi realizada por equipes do 5º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), em conjunto com o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

“Sintonia Final” do PCC

As investigações apontaram que o homem exercia a função de “Sintonia Final” no Tocantins, considerada uma das funções de liderança da organização criminosa.

Segundo a polícia, “Yuri Alberto” também era identificado como “Irmão”, termo utilizado para integrantes que foram batizados pela facção.

Além de coordenar a liderança do PCC na Unidade Penal Regional de Paraíso do Tocantins, o investigado é suspeito de gerenciar um ponto de venda de drogas no bairro Mirizola, na divisa entre Cotia e Itapevi, na Grande São Paulo.

De acordo com as apurações, o local seria utilizado para a comercialização de entorpecentes e para fortalecer a atuação da facção na região.

Veja momento da prisão

Após a prisão, o homem foi conduzido ao 6º Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), na capital paulista, para as providências de polícia judiciária.

Vídeo: ônibus é incendiado e atravessado na zona Norte do Rio

29 October 2026 at 19:19

Um ônibus foi incendiado e atravessado na tarde desta quinta-feira (29), na Avenida Monsenhor Félix, em Irajá, na zona Norte do Rio de Janeiro.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o coletivo completamente tomado pelo fogo. Veja:

Segundo o COR-Rio (Centro de Operações e Resiliência), a Avenida Monsenhor Félix está interditada nos dois sentidos próximo a Avenida Pastor Martin Luther King Júnior. O trânsito está sendo desviado no trecho.

A Polícia Militar apura se a ocorrência seria uma retaliação à uma operação realizada mais cedo nas comunidades da Primavera e da Serrinha, nos bairros de Madureira e Cavalcanti.

Em nota, a Polícia Civil informou que a ação segue em andamento na 27ª DP (Vicente de Carvalho).

Justiça autoriza Marcola a ter avaliação psiquiátrica com médico particular

29 October 2026 at 15:09

A Justiça Federal autorizou nesta terça-feira (27) que Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital), realize consultas psiquiatrícas com um médico particular de sua confiança, desde que o atendimento seja realizado por videoconferência.

A decisão foi tomada por maioria pela 2ª Seção do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região), que acolheu os pedidos da defesa e garantiu ainda o direito de acessar as gravações das teleconsultas psiquiátricas realizadas por ele em 2024.

Marcola cumpre penas que, somadas, ultrapassam 300 anos de prisão na Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal.

Pedido de atendimento médico

A defesa de Marco Willians, representada pelo advogado Bruno Ferullo, alegou preocupação com a saúde mental de Marcola, submetido a isolamento total desde março de 2024.

Segundo o advogado, a condição poderia estar causando “sérios danos psicológicos”, sendo percebidos, inclusive, por familiares de Marcola durante as visitas. Os parentes apontaram mudanças comportamentais e oscilações na percepção da realidade por parte do preso.

Vale ressaltar que as alegações, no entanto, não representam um diagnóstico médico confirmado pela Justiça que, em recursos anteriores da defesa, negou a realização de consultas psicológicas.

Diante da situação, foi solicitada uma avaliação independente, conduzida por especialistas da área forense indicados pela própria defesa.

A CNN Brasil teve acesso aos pedidos requisitados pelo advogado. Veja:

  •  Avaliação psiquiátrica e psicológica particular: solicita avaliações psicológicas e psiquiátricas a Marcola por profissionais de sua confiança, sem depender exclusivamente da equipe de saúde da penitenciária;
  • Acesso às gravações das teleconsultas anteriores: a defesa pede acesso integral aos prontuários médicos e gravações das teleconsultas realizadas em consulta psiquiátrica por telemedicina em 21 de junho de 2024. As sessões foram conduzidas por médicos da Divisão de Saúde da Penitenciária Federal de Brasília.

A defesa argumentou, por fim, que a avaliação psicológica requerida é “fundamental não apenas para o bem-estar de Marcola, mas também para a eficiência do sistema penitenciário, considerando que a saúde mental impacta diretamente a ressocialização e a segurança institucional”.

Leia também: Justiça marca júri popular de Marcola 21 anos após homicídio de PM em SP

Após duas negativas, Justiça autoriza consulta com médico particular

Inicialmente, a Justiça negou os dois pedidos requisitados pela defesa. Ao analisar um recurso anterior, a 3ª Turma do TRF-1 autorizou apenas o acesso às gravações das consultas.  Na ocasião, um dos desembargadores divergiu da maioria e defendeu que Marcola também tivesse direito a consultar um médico de sua confiança.

A partir desse voto divergente, a defesa apresentou novos recursos, que permitiu o tribunal reexaminar uma decisão não unânime. O pedido foi levado à 2ª Seção, que acolheu o recurso e fundamentou a decisão no artigo 43 da Lei de Execução Penal, que garante ao preso a liberdade de contratar um médico de confiança para orientar e acompanhar seu tratamento.

O Ministério Público Federal e a Procuradoria Regional da República da 1ª Região se posicionaram contra os pedidos da defesa, e destacaram as exigências de segurança de uma penitenciária federal de segurança máxima. 

Para conciliar o direito previsto na lei com as restrições de segurança, o tribunal determinou que a consulta seja feita remotamente, sem a necessidade de entrada do profissional particular no presídio.

O que diz a defesa

À CNN Brasil, o advogado Bruno Ferullo, responsável pela defesa de Marcola, afirmou que a “o acesso a médico de confiança é uma garantia legal, e não um favor da Administração”.

A defesa ainda reforça que seguirá atuando para que a decisão seja cumprida com a brevidade necessária.

Leia trecho da nota: 

“No julgamento, em que a defesa realizou sustentação oral, prevaleceu o voto do relator, Desembargador Federal Leão Alves, acompanhado pelo revisor, Juiz Federal Antonio Claudio Macedo da Silva, e pela maioria do colegiado.

Reconheceu-se que a lei assegura a contratação de médico de confiança do preso, sem exigir demonstração de deficiência da assistência prestada pela Administração Penitenciária. Segundo o voto condutor, trata-se de aplicação direta do texto legal. Ficou vencido o Desembargador Federal Marcos Augusto de Sousa.

A decisão reafirma que os direitos previstos na Lei de Execução Penal valem para todas as pessoas privadas de liberdade. O acesso a médico de confiança é uma garantia legal, e não um favor da Administração. Ao determinar a consulta por videoconferência, o TRF1 compatibilizou esse direito com as exigências de segurança do Sistema Penitenciário Federal. A defesa seguirá atuando para que a decisão seja cumprida com a brevidade necessária.”

Novo organograma do PCC mostra “sintonias” e dimensão da facção; veja

 

Caso Porsche: ex-namorada de acusado é conduzida coercitivamente ao júri

29 October 2026 at 12:41

O primeiro dia do júri popular sobre o caso de Fernando Sastre Filho, acusado de matar o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, teve uma determinação de condução coercitiva contra Giovanna Pinheiro Silva, ex-namorada do acusado. A condução coercitiva gerou um atraso de cerca de duas horas para o início do julgamento.

A juíza Melanie Liesenberg, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), determinou nesta quarta-feira (28) que Giovanna se apresentasse ao júri na condição de testemunha antes do início do julgamento.

A defesa de Fernando Sastre alegou que houve um erro do Judiciário ao constar o nome da ex-namorada entre as 14 testemunhas arroladas, pois não havia mais interesse em ouvi-la. Por isso, sem a dispensa oficial, ela foi levada ao Fórum por autoridade policial.

Expulsão

Durante um dos testemunhos, Giovanna foi retirada do local. Ao ouvir o depoimento da testemunha ocular Nathalia Santanna Viana Lima, a ex-namorada de Sastre fez um sinal com a cabeça.

A atitude incomodou a banca de acusação, que pediu a expulsão e a aplicação de uma multa de 15 salários mínimos contra a testemunha. A juíza aceitou a expulsão, mas prometeu avaliar a aplicação da multa somente após o término do julgamento de Sastre.

A reportagem tenta contato com Giovanna. O espaço segue aberto. Nesta ocorrência, ela não tem defesa constituída, pois está no processo na condição de testemunha, não sendo, portanto, ré.

A Justiça de São Paulo estima que o julgamento de Sastre termine nesta quinta-feira (29). Ele será ouvido ainda hoje.

Após a conclusão das oitivas e do depoimento do réu, o Conselho de Sentença poderá determinar se Sastre é culpado ou inocente. Fontes do Ministério Público afirmaram à CNN Brasil que esperam a aplicação da pena máxima contra o acusado.

O empresário responde por homicídio qualificado por “perigo comum” com dolo eventual e por lesão corporal grave. Esta última se refere ao fato de que o estudante Marcus Vinicius Machado também ficou ferido na ocorrência. O jovem era amigo de Sastre e estava no banco de trás do carro de luxo.

Em contato com a CNN Brasil, a defesa de Sastre afirmou que a expectativa “é de um julgamento justo, com a desclassificação para uma conduta culposa, na modalidade da imprudência”.

O acidente

O caso que levou o empresário a júri ocorreu na madrugada do domingo de Páscoa, em 31 de março de 2024, na avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, na zona Leste de São Paulo.

Fernando Sastre Filho dirigia o Porsche que bateu a cerca de 156 km/h na traseira do Sandero do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos. O limite para a via é de 50 km/h. Ele está preso preventivamente há pelo menos dois anos.

Márcio Poncio: entenda investigação contra pastor alvo de nova operação

29 October 2026 at 12:36

O pastor Márcio Poncio, preso em julho durante uma operação contra crime organizado, voltou a ser alvo da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (29). Ele é alvo de mandado de busca na nona fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro.

Além de Poncio, a PF também cumpre mandados de busca contra Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho. Conforme apurado pela CNN Brasil, Loyola é apontado como gerente e sucessor do contraventor.

As buscas incluem salas comerciais ligadas ao pastor, apontadas pela investigação como estruturas operacionais e administrativas do grupo, e um imóvel residencial vinculado a Loyola. 

Segundo as apurações, a organização criminosa teria construído uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros.

A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Preso em operação contra o crime organizado

Poncio foi preso em julho, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga várias frentes da ligação entre autoridades e o crime organizado no Rio de Janeiro. 

Na mesma operação, também já foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com a PF, os elementos reunidos ao longo das diligências indicaram possíveis conexões entre agentes públicos e integrantes de facções criminosas. Além disso, os investigadores também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e possíveis ramificações do esquema nos Poderes Executivo e Legislativo do estado.

Durante as diligências, os policiais apreenderam documentos e registros que associariam autoridades a criminosos, incluindo informações sobre supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro.

A análise do material apreendido, especialmente dos dados extraídos de um celular, contribuiu para identificar novos endereços, empresas e bens investigados na atual fase da operação.

Prisão convertida em domiciliar humanitária

Poucos dias após a prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária a Márcio José Matos Poncio de Souza. A decisão converteu a prisão preventiva em domiciliar, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

A defesa pediu a conversão da prisão com base em laudos médicos que apontam que o pastor enfrenta, desde 2013, um quadro grave de retocolite ulcerativa, doença inflamatória crônica e sem cura.

Ao acolher o pedido, Moraes fundamentou a decisão na situação de saúde considerada excepcional, ressaltando que a medida não afasta a necessidade de preservação da investigação criminal.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) também se manifestou favoravelmente ao pedido. Entre os argumentos apresentados, o órgão destacou que as diligências de busca e apreensão já haviam sido realizadas e que as medidas patrimoniais adotadas preservavam a integridade da investigação.

Veja: Entenda a prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio

O que está sendo investigado agora

A nona fase da Operação Unha e Carne apura a organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores.

Segundo a PF, dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

As apurações apontaram a existência de uma complexa rede patrimonial, com imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Além disso, a investigação ainda constatou a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

Outro lado

Pastor Márcio Poncio

“Não tivemos acesso à decisão, razão pela qual desconhecemos os fundamentos que ensejaram a medida, a qual, ressalte-se, não atingiu diretamente Marcio Poncio, porquanto ele não figurou como alvo da referida cautelar.”

A CNN Brasil tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para manifestações.

Pastor Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvos de operação no Rio

29 October 2026 at 10:30

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores. O pastor Márcio Poncio e Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho, são alvos dos mandados de busca.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

As buscas são realizadas em salas comerciais do pastor Márcio Poncio, indicadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo.

Um imóvel residencial vinculado ao sobrinho do contraventor Adilsinho também é alvo dos mandados. Conforme apurado pela CNN Brasil, Bernardo é apontado como gerente e sucessor do bicheiro e um dos principais operadores identificados na investigação.

Segundo a PF, as medidas têm como objetivo apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros elementos de prova relacionados à investigação.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

Esquema de lavagem e rede patrimonial

Deflagrada nesta manhã, a nova fase da operação é resultado da análise de fatos identificados após a deflagração da quinta fase da ação, que teve como alvo o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

As informações levantadas durante a investigação –– sobretudo dos dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados –– indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontaram indícios da existência de uma complexa rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Além disso, os investigadores ainda constataram a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Pastor Márcio Poncio já havia sido preso

O pastor Márcio Poncio foi um dos presos pela 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF em julho, no Rio de Janeiro. A ação deu sequência a investigação de um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

Segundo os investigadores, os elementos colhidos ao longo das diligências apontaram uma ligação entre políticos e a facção criminosa carioca.

Além de Poncio, também foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Poucos dias após a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária ao pastor Márcio José Matos Poncio de Souza.

A decisão converteu a prisão preventiva decretada no fim de junho em prisão domiciliar, acompanhada de um conjunto de medidas cautelares.  A defesa do pastor pleitou a prisão domiciliar com base em laudos médicos que atestam que o pastor enfrenta, desde 2013, uma retocolite ulcerativa grave — doença inflamatória, crônica e sem cura.

Ao acatar o pedido,Alexandre de Moraes fundamentou a decisão na “situação de saúde considerada excepcional”, ressaltando que a concessão ocorre “sem afastar a necessidade de preservação da investigação criminal”.

Entenda prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio

Operação Unha e Carne

A Polícia Federal deflagrou em 2 de julho a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A operação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF. Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

Segundo apurou a CNN Brasil, entre os alvos está o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio e Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.

A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro. O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro.

As investigações incluem análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

Combate ao crime organizado exige mais que operações, dizem especialistas

 

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