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Canetas emagrecedoras ilegais: entenda riscos do transporte inadequado

29 October 2026 at 19:58

Além da falta de autorização sanitária, a distribuição clandestina de medicamentos, como as canetas emagrecedoras, traz um perigo invisível para a saúde. O armazenamento e o transporte, quando realizados de forma inadequada, podem inutilizar o medicamento ou até trazer riscos maiores à saúde.

Segundo Márcia Camargo, head de transporte de materiais biológicos da TriStar Express, a degradação causada pela exposição ao calor é silenciosa.

Na maioria dos casos, o medicamento que foi mantido fora da temperatura adequada não apresenta alterações perceptíveis, seja de cor, odor ou consistência, o que torna basicamente impossível para o consumidor identificar o problema a olho nu.

O que acontece com o medicamento?

Quando a cadeia de frio é quebrada, no caso das canetas emagrecedoras, o impacto mais direto é a perda ou redução da eficácia. As alterações químicas mais comuns nessas situações são a agregação e a fragmentação das moléculas biológicas.

No entanto, há casos em que o medicamento pode ter sido congelado e cristalizado por uso inadequado de refrigeração, o que pode aumentar o risco à saúde.

De acordo com Márcia, o nível de degradação depende de dois fatores centrais: o tempo em que o remédio ficou fora da faixa ideal de temperatura e a intensidade do calor atingido.

Esses dois fatores são gerenciáveis por meio do uso de registradores de temperatura (dataloggers). Com eles, é possível consultar a fabricante do medicamento e entender se a mudança de temperatura está dentro do estudo de estabilidade do produto.

Risco nas entregas

A qualidade costuma ser mantida no transporte de medicamentos de refrigeração controlada até a chegada aos distribuidores. No entanto, o transporte final –– a entrega ao consumidor — traz riscos maiores.

Quando o produto é entregue por meio de e-commerce, redes sociais ou transportadoras de aplicativo, frequentemente são usadas a embalagens simples de isopor com gelo reciclável.

Esse improviso também pode prejudicar o medicamento. Se o gelo for inserido totalmente congelado e em contato direto com o produto, o medicamento pode congelar e perder a utilidade. Por outro lado, há o oposto: se a embalagem não suportar o trajeto, o calor pode degradar a substância em poucas horas.

O transporte inadequado também expõe o remédio ao risco de contaminação cruzada. Isso ocorre quando o produto é transportado em bolsas ou veículos sem higienização adequada, compartilhando espaço com alimentos ou itens com odores e sujidades.

O que o consumidor pode fazer?

Para evitar a perda da eficácia ou contaminação, a orientação é que o próprio cliente tome cuidados desde o momento da compra.

Ao buscar o medicamento pessoalmente, é importante utilizar uma embalagem térmica adequada para o trajeto. Já ao receber o produto em casa, o consumidor deve exigir que a farmácia utilize transporte refrigerado apropriado, mesmo para distâncias curtas.

Se surgirem dúvidas sobre eventuais oscilações de temperatura durante o transporte ou trajeto para casa, a recomendação é entrar em contato com o SAC do fabricante.

Estudo: Canetas emagrecedoras são associadas a alterações em unha e cabelo

 

Cúpula do PCC em Santa Catarina e no Paraná é alvo de operação do Gaeco

29 October 2026 at 14:14

O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação para desarticular a cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado, principalmente na região Oeste. Até o momento, duas pessoas foram presas.

A Operação “Tabuleiro”, que busca cumprir 29 mandados de busca e apreensão e de 16 mandados de prisão preventiva, é realizada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas) em apoio a 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.

As ordens judiciais, expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, buscam avançar na identificação dos envolvidos no comando da facção na região.

Operação busca desarticular atuação do PCC em Santa Catarina e Paraná
Operação busca desarticular atuação do PCC em Santa Catarina e Paraná •

Ações ocorrem simultaneamente em São Miguel do Oeste, Chapecó, Abelardo Luz, Irani, Xaxim, Zortéa, Concórdia, Joinville e Itajaí, em Santa Catarina, além de Francisco Beltrão e União da Vitória, no Paraná.

Parte dos mandados foi cumprida em unidades prisionais já que, segundo os elementos reunidos, integrantes da organização criminosa mantinham atuação no grupo mesmo enquanto cumpriam pena.

As duas prisões em flagrante estão relacionadas ao tráfico de drogas e à posse irregular de munições. As informações são preliminares, já que a operação segue em andamento.

Foram mobilizados 118 agentes da Polícia Penal de Santa Catarina, com a participação do setor de inteligência, do Grupo Tático de Intervenção (GTI), do Núcleo de Operações Táticas (NOT), da Diretoria de Busca e Captura (RECAP) e da Divisão de Operações com Cães (DOC).

A Polícia Militar também participou da ação com uma equipe de 18 policiais, além do apoio do canil da corporação. A Polícia Civil atuou por meio de policiais da DIFRON (Delegacia de Polícia da Fronteira) e das DRPs (Delegacias Regionais de Polícia) de Campos Novos e Joaçaba, além de prestar apoio aéreo por meio do Serviço Aeropolicial (SAER).

Os materiais apreendidos nas ações de hoje serão periciados e auxiliarão no aprofundamento das apurações.

Ações anteriores

A Operação Tabuleiro é um desdobramento das investigações que tiveram início na Operação Maserati, deflagrada em 2020, e aprofundadas posteriormente pela Operação Coluna Sul.

As ações anteriores resultaram na condenação de integrantes da facção. Alguns desses envolvidos são alvos, mais uma vez, da nova operação.

A Coluna Sul ocorreu em julho de 2026 e foi considerada a maior ofensiva já realizada pelo GAECO em Santa Catarina, com o cumprimento de 132 mandados de busca e apreensão e 147 prisões em seis estados.

Os elementos reunidos naquela operação possibilitaram a identificação de novos integrantes e a ampliação do mapeamento estrutural do grupo, especialmente nas regiões Oeste e Extremo Oeste catarinense.

 

PF apura desvio de R$ 16 milhões da previdência de servidores em SC

29 October 2026 at 14:01

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), uma operação para apurar desvios de recursos do Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos na cidade de Palhoça, no litoral de Santa Catarina. Os prejuízos causados pelo esquema são estimados em R$ 16 milhões.

A Operação Casa de Palha investiga os crimes de gestão fraudulenta, corrupção passiva e lavagem de dinheiro ocorridos em 2013. Segundo a PF, os recursos eram aplicados irregularmente em fundos de investimento e revertidos para outros fins, como a compra de imóveis.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro endereços ligados aos investigados, sendo três no municípios de São José e um em Palhoça.

A PF representou pelo bloqueio de valores, a indisponibilidade de imóveis e o sequestro de veículos e embarcações dos investigados e de empresas ligadas a eles para reparar os danos.

Auditorias e irregularidades

As fraudes começaram a ser investigadas após a realização de auditorias da SPREV (Secretaria de Previdência), que identificaram irregularidades nas aplicações dos recursos do fundo de previdência dos servidores de Palhoça, com investimentos feitos sem as formalidades exigidas.

Foram identificados indícios de que esses valores foram convertidos em imóveis e veículos registrados em nome de terceiros, e parte desses recursos desviados podem ter retornado a agentes públicos que estavam envolvidos no esquema.

A PF dev aprofundar as investigações a partir da análise do material apreendido, para identificar novas evidências e pessoas envolvidas na atividade criminosa.

A CNN Brasil tenta contato com a prefeitura de Palhoça sobre as fraudes e aguarda retorno.

Seus hábitos podem aumentar o risco de AVC? Saiba como prevenir doença

29 October 2026 at 08:45

O AVC (Acidente Vascular Cerebral) é uma das principais causa de mortes no Brasil, além de ser considerado um dos países com a maior população afetada pela doença, de acordo com dados da SBAVC (Sociedade Brasileira de AVC). Uma grande parcela desses casos, no entanto, pode ser evitada com o controle de fatores de risco modificáveis e mudanças sustentáveis no estilo de vida.

No Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, o neurologista Aquiles José Vasconcellos Mamfrim, do Hospital Pró-Cardíaco da Rede Américas, detalhou à CNN Brasil as principais recomendações das diretrizes mais recentes para prevenir o AVC.

Uma parcela expressiva dos casos de AVC está diretamente associada a fatores de risco modificáveis. Cuidar da alimentação, praticar exercícios e controlar a pressão arterial não é apenas uma recomendação genérica, mas a estratégia mais eficaz que temos para proteger o cérebro ao longo da vida.

Dr. Aquiles José Vasconcellos Mamfrim

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O que mudar na alimentação?

A dieta desempenha um papel central na saúde cardiovascular. O sódio (sal) é o item mais associado ao aumento do risco de AVC, e a sua redução deve ser feita consistentemente no dia a dia.

Também é necessário limitar o consumo de:

  • Carne vermelha e ultraprocessados;
  • Bebidas açucaradas;
  • Alimentos ricos em gordura saturada.

Já um exemplo a seguir, segundo o especialista, é a dieta mediterrânea — rica em frutas, vegetais, legumes, fibras, azeite de oliva, oleaginosas e laticínios.

Atividade física como prevenção

A prática regular de exercícios é um fator modificável comprovado no combate ao AVC isquêmico e hemorrágico, além de reduzir a mortalidade cardiovascular geral.

De acordo com as diretrizes de 2024 da American Stroke Association (ASA), a combinação de atividade aeróbica com treinamento de força é um dos pilares da prevenção.

Para quem era sedentário e deseja mudar de rotina, porém, há a necessidade de uma avaliação médica prévia, que deve considerar o nível atual de atividade física, presença de sinais, sintomas ou doenças prévias (cardiovasculares, metabólicas ou renais) e a intensidade do exercício pretendido.

Veja quem precisa passar por consulta antes de inicar exercícios físicos constantes:

  • Homens acima de 45 anos e mulheres acima de 55 anos que pretendem praticar exercícios vigorosos e apresentam diabetes ou dois ou mais fatores de risco cardiovascular;
  • Pessoas com sintomas sugestivos de doença cardiovascular (como dor no peito, falta de ar, tontura ou claudicação) ou com doenças crônicas diagnosticadas, independentemente da idade;
  • Indivíduos com histórico familiar de morte súbita precoce ou fatores de risco mal controlados.

Tabagismo e vapes

O cigarro convencional é um causador direto e comprovado de AVC, com risco que aumenta proporcionalmente ao volume e tempo de uso.

Já quanto aos cigarros eletrônicos (vapes), os impactos de longo prazo continuam sob investigação. No entanto, dados de estudos populacionais como o National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) apontam para riscos cardiovasculares significativos, principalmente em usuários “duais” (que utilizam tanto o cigarro comum quanto o eletrônico).

Mesmo que o riscos dos vapes ainda não seja comprovado, o conselho médico é evitar qualquer produto de tabaco ou nicotina, incluindo narguilés. Para fumantes, a interrupção do hábito deve ser acompanhada por profissionais, combinando aconselhamento e, se necessário, suporte farmacológico.

Consumo abusivo de álcool e qualidade do sono

O álcool e o sono são dois fatores que aumentam de forma direta o risco de ocorrência do AVC:

  • Consumo abusivo de álcool: Definido como mais de 4 doses por dia (ou 14 por semana) para homens e mais de 3 doses por dia (ou 7 por semana) para mulheres. Esse padrão está associado a todos os tipos de AVC (isquêmico, hemorragia intracerebral e hemorragia subaracnóidea).
  • Apneia Obstrutiva do Sono (AOS): A falta de oxigenação intermitente gera disfunção endotelial, hipertensão não controlada, arritmias como a fibrilação atrial e hipercoagulabilidade. O tratamento com CPAP mostra redução de risco importante na prevenção primária (cerca de 27% em estudos observacionais), embora a adesão ao dispositivo ainda seja um desafio em ensaios clínicos.

O check-up ideal

O médico afirma que não existe um pacote fixo ou genérico de exames válido para todos. No entanto, a diretriz de 2024 da ASA estabelece que, a partir dos 40 a 50 anos, o acompanhamento médico de rotina deve focar rigorosamente em rastrear e monitorar:

  • Pressão arterial;
  • Perfil lipídico (colesterol e triglicérides);
  • Glicemia e hemoglobina glicada;
  • Peso corporal, IMC e circunferência abdominal;
  • Rastreio de fibrilação atrial;
  • Estilo de vida (sono, atividade física, alimentação, álcool e tabagismo).

Pessoas com parentes de primeiro grau (pai, mãe ou irmãos) que sofreram um AVC correm risco de duas a três vezes maior de apresentar a doença ao longo da vida. Nesses casos, a atenção precisa ser redobrada.

Além dos fatores modificáveis meniconados, o manejo clínico de pacientes diabéticos de alto risco cardiovascular pode incluir intervenções farmacológicas modernas, como os medicamentos GLP-1, apenas sob orientação médica.

 

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