❌

Normal view

Força-tarefa intensifica combate à doença de Newcastle em Santa Catarina

29 October 2026 at 15:17

A força-tarefa de combate à doença de Newcastle intensificou as ações de vigilância e controle sanitário no oeste de Santa Catarina.

Até quarta-feira (28), três focos da doença haviam sido confirmados em criações comerciais de aves nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Coordenada pelo Coezoo (Centro de Operações de Emergência Zoossanitária), a operação reúne 124 profissionais de diferentes instituições, incluindo 90 agentes da Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), além de equipes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI), do Icasa e da Polícia Civil.

A estrutura conta com cinco barreiras sanitárias para desinfecção e controle do trânsito de veículos nas áreas afetadas.

O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, em Nova Itaberaba. A depopulação das aves, a limpeza e a desinfecção da propriedade foram concluídas, e o local entrou em período de vazio sanitário no dia 23.

Em Coronel Freitas, onde o segundo foco foi detectado em 24 de outubro, a retirada e o enterrio das aves, da cama e da ração foram finalizados. A propriedade passa pelas etapas de limpeza e desinfecção das instalações e dos equipamentos.

O terceiro foco foi confirmado em 26 de outubro, em uma propriedade comercial de perus de corte em Nova Erechim. As equipes iniciaram a depopulação das aves na quarta-feira, com instalação de uma barreira sanitária no acesso ao estabelecimento.

Mais de 400 propriedades vistoriadas

A vigilância também foi ampliada nas propriedades rurais da região. Na quarta-feira, 51 equipes realizaram inspeções em 362 propriedades com criações de subsistência e em 57 estabelecimentos comerciais.

As informações sobre a ocorrência sanitária são comunicadas continuamente à OMS (Organização Mundial de Saúde Animal).

Além das medidas de contenção, a força-tarefa iniciou ações educativas para orientar produtores rurais e moradores sobre a prevenção da doença e a importância da notificação de casos suspeitos.

Nas visitas às propriedades, os técnicos reforçam práticas de biosseguridade, como restringir o acesso de pessoas e veículos, higienizar e desinfetar equipamentos e materiais e adotar cuidados no manejo das aves.

A orientação é que produtores comuniquem imediatamente à Cidasc qualquer sinal ou situação suspeita, para permitir a investigação e a adoção das medidas sanitárias necessárias.

A força-tarefa também esclarece que, conforme as orientações sanitárias oficiais, o consumo de produtos de origem animal provenientes de estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária oficial e identificados com o selo correspondente não representa risco à saúde do consumidor.

Governo inicia em janeiro testes para mistura de 35% de etanol na gasolina

29 October 2026 at 14:58

O governo federal prevê iniciar em janeiro de 2027 os testes para elevar de 32% para 35% a mistura de etanol anidro na gasolina, conhecida como E35.

A expectativa do MME (Ministério de Minas e Energia) é consolidar os resultados até julho do próximo ano, após a realização dos ensaios técnicos.

Segundo Marlon Arraes, diretor de programas do Ministério de Minas e Energia, a publicação da portaria com o plano de testes está prevista para o início de novembro.

O cronograma definitivo deverá ser consolidado ainda no mesmo mês, após a definição dos procedimentos e da contratação dos laboratórios necessários.

A avaliação será fundamental para determinar se o aumento da mistura pode ser adotado com segurança. Entre os principais pontos estão a durabilidade dos componentes dos veículos, a compatibilidade dos materiais com concentrações mais elevadas de etanol e a capacidade dos sistemas de gerenciamento dos motores de se adaptar ao combustível.

De acordo com Arraes, os relatórios técnicos serão reunidos e apresentados ao CNPE (Conselho Nacional de Política Energética), responsável por avaliar a viabilidade do aumento definitivo da mistura.

Testes incluem veículos de diferentes gerações

O Instituto Mauá de Tecnologia participará dos ensaios mecânicos, com avaliações de motores, veículos e componentes. O plano prevê uma frota de 16 veículos de diferentes gerações, abrangendo modelos desde a década de 1990 até os mais recentes, além de motocicletas e testes específicos de componentes.

Renato Romil, gerente da Divisão de Motores e Veículos do instituto Mauá, destacou que a análise exige atenção especial aos automóveis movidos exclusivamente a gasolina, que não contam com a mesma flexibilidade dos veículos flex.

Segundo ele, esses motores foram originalmente desenvolvidos para trabalhar com proporções menores de etanol. Por isso, a elevação da mistura exige testes adicionais para verificar não apenas o funcionamento imediato, mas também possíveis efeitos sobre peças e sistemas ao longo do tempo.

O especialista ressaltou que um veículo pode funcionar aparentemente bem com o novo combustível e, ainda assim, apresentar desgaste de componentes. A avaliação da durabilidade é, portanto, uma das etapas consideradas essenciais antes de qualquer mudança definitiva.

E32 segue em vigor temporariamente

A mistura atual de 32% de etanol na gasolina tem vigência prevista até 27 de janeiro de 2027, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias, conforme os procedimentos mencionados pelo ministério.

A Lei do Combustível do Futuro prevê a possibilidade de elevar a participação do etanol na gasolina até 35%, desde que a viabilidade técnica seja comprovada. A ampliação faz parte da estratégia brasileira para aumentar o uso de biocombustíveis e reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis.

Além da mistura na gasolina, o governo vê oportunidades para ampliar o uso do etanol em outros segmentos, como navegação e equipamentos que hoje utilizam diesel. O combustível também pode servir de matéria-prima para a produção de combustíveis sustentáveis de aviação.

Arraes afirmou que o desenvolvimento desses mercados depende de condições que tornem os projetos competitivos e ofereçam previsibilidade aos investimentos. Nesse contexto, políticas de descarbonização e mecanismos de precificação de carbono podem contribuir para ampliar a demanda por biocombustíveis.

 

❌