❌

Normal view

Jovem fica em estado grave após namorado atear fogo nela na Bahia

29 October 2026 at 16:55

Uma jovem de 21 anos sofreu uma tentativa de feminicídio após o namorado atear fogo nela na noite do último domingo (25), em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. Paloma da Silva Gomes está internada em estado grave, com queimaduras de segundo e terceiro graus.

Segundo a irmã da vítima, o autor do ataque, Saymon Santos Silva, teria jogado um líquido sobre ela e, em seguida, ateado fogo. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de feminicídio. O suspeito está foragido.

Segundo a irmã, Paloma contou à família que estava de costas quando o namorado jogou um líquido sobre ela. Ao se virar, ela teria sido atingida novamente.

Em seguida, Saymon acendeu um isqueiro e ateou fogo na jovem. Paloma teria tentado apagar as chamas sozinha, usando baldes de água. Depois, o pai do suspeito levou a jovem ao hospital.

Polícia investiga tentativa de feminicídio

A Polícia Civil da Bahia informou que a Deam (Delegacia Especial de Atendimento à Mulher) de Vitória da Conquista instaurou um inquérito para investigar a tentativa de feminicídio.

Segundo a corporação, a jovem deu entrada em uma unidade hospitalar com queimaduras pelo corpo. Diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias, a autoria e a motivação do crime.

Após as informações preliminares, o caso foi encaminhado à DH (Delegacia de Homicídios) de Vitória da Conquista, que dará continuidade às investigações.

Jovem deve passar por tratamento prolongado

Paloma passou por uma cirurgia na segunda-feira (26) e, nesta quinta-feira (29), foi transferida para o HGE (Hospital Geral do Estado), em Salvador, para continuar o tratamento.

De acordo com a irmã, Paloma continua sentindo dores intensas, mesmo com o uso de medicamentos. A família afirma que o tratamento deve durar meses.

Família relata dificuldades para registrar ocorrência

A irmã afirmou que procurou a delegacia na segunda-feira para registrar a ocorrência, mas enfrentou dificuldades para ser atendida. Segundo ela, agentes teriam dito que a própria vítima precisaria comparecer à unidade, apesar de estar internada em estado grave.

A irmã informou que a família conseguiu registrar a queixa posteriormente e repassou à polícia as informações relatadas por Paloma. Outros familiares também devem prestar depoimento.

Feminicídio: projeto monitora agressores com tornozeleira eletrônica

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Estudo questiona papel de cometas na origem da vida na Terra e indica que impactos dificilmente forneceriam moléculas essenciais suficientes

29 October 2026 at 15:12

Cometas podem ter contribuído muito menos do que se imaginava para o surgimento da vida na Terra. De acordo com o estudo publicado na última quarta-feira (28) na revista científica Scientific Reports, os impactos desses corpos celestes dificilmente teriam fornecido quantidades suficientes de moléculas essenciais às reações químicas que antecederam a vida.

A pesquisa utilizou simulações computacionais para analisar a evolução dos cometas de curto período, a passagem desses objetos pela atmosfera terrestre e a sobrevivência de compostos orgânicos durante o impacto.

Os resultados indicam que a entrega bem-sucedida dessas substâncias seria extremamente rara.

Cometas poderiam transportar ingredientes da vida

Cometas apresentam uma variedade de moléculas orgânicas voláteis e, por isso, são considerados possíveis veículos de transporte de ingredientes químicos para a Terra primitiva.

A hipótese é que esses corpos celestes tenham levado substâncias necessárias às reações que antecederam o surgimento dos primeiros organismos.

No entanto, a presença desses compostos nos cometas não garante que eles chegariam intactos à superfície do planeta. Para contribuir com a química pré-biótica, as moléculas precisariam sobreviver à passagem pela atmosfera e ao impacto.

Cianeto de hidrogênio foi analisado

Uma das substâncias analisadas pelos pesquisadores foi o HCN (cianeto de hidrogênio), composto que pode participar de reações químicas capazes de produzir componentes fundamentais para a vida, como açúcares, lipídios e moléculas que integram o material genético.

A pesquisa investigou se os impactos de cometas poderiam fornecer esse composto em concentrações relevantes para as reações químicas associadas à origem da vida.

Atmosfera e impacto dificultam preservação

Os pesquisadores identificaram dois obstáculos principais para a entrega dessas moléculas: a fragmentação dos cometas durante a passagem pela atmosfera e a destruição térmica provocada pela colisão em alta velocidade com a superfície terrestre.

Corpos menores e com trajetórias mais inclinadas seriam particularmente vulneráveis à destruição atmosférica.

Já durante o impacto, as altas temperaturas podem decompor compostos orgânicos que sobreviveram à passagem pela atmosfera.

Simulações indicam eventos raros

Para estimar a frequência desses eventos, os pesquisadores combinaram modelos da evolução dos cometas com simulações de sua entrada na atmosfera e da sobrevivência do cianeto de hidrogênio após a colisão.

Mesmo em cenários considerados favoráveis à preservação das moléculas, as simulações registraram, em média, zero impactos capazes de fornecer concentrações de HCN consideradas relevantes para a química pré-biótica.

Em 54% das simulações, nenhum impacto atingiu esse patamar.

O estudo também indica que eventuais entregas bem-sucedidas teriam ocorrido, com maior probabilidade, nos primeiros períodos da história da Terra, quando o bombardeio por cometas era mais intenso.

Além disso, as moléculas que eventualmente sobrevivessem poderiam ser rapidamente diluídas pela água no ambiente após o impacto, reduzindo ainda mais as chances de participação nas reações químicas necessárias.

Marte teria condições mais favoráveis

A pesquisa também compara os resultados com os de Marte e Vênus. De acordo com as simulações, Marte teria apresentado condições mais favoráveis para receber moléculas preservadas em impactos de cometas, principalmente por causa da menor velocidade das colisões e de sua atmosfera mais rarefeita.

Os pesquisadores ressaltam que essa comparação depende das condições ambientais consideradas nos modelos e não comprova que a vida tenha surgido em Marte.

Estudo não descarta contribuição dos cometas

Os resultados desafiam a hipótese de que os cometas tenham sido uma fonte importante de moléculas concentradas necessárias ao surgimento da vida na Terra. O trabalho, porém, não demonstra que nenhum cometa tenha contribuído para esse processo.

A origem da vida continua sendo uma questão em aberto. O estudo indica que, ao menos para a Terra, os impactos de cometas podem ter sido uma via muito menos eficiente de fornecimento de ingredientes químicos do que se supunha, sem excluir outras possibilidades para o surgimento das primeiras formas de vida.

Cientistas recrutam voluntários para caçar novos buracos negros na Via Láctea

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

Estudo associa excesso de proteína animal a níveis baixos de testosterona

29 October 2026 at 13:48

Homens de meia-idade que consomem mais proteínas de origem animal tendem a apresentar níveis mais baixos de testosterona total no sangue, enquanto o consumo de proteínas vegetais está associado a concentrações mais altas do hormônio.

É o que aponta um estudo publicado na revista científica International Journal of Food Sciences and Nutrition.

A pesquisa analisou dados de 2.546 homens finlandeses, com idades entre 42 e 60 anos, e identificou associações entre as fontes de proteína presentes na alimentação e as concentrações de testosterona total e de SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais), uma proteína que transporta hormônios sexuais no sangue.

Como a alimentação foi analisada

Os participantes registraram os alimentos consumidos durante quatro dias, sendo três dias úteis e um dia do fim de semana. Os pesquisadores estimaram a ingestão de proteínas totais e separaram as fontes animais e vegetais.

Também foram analisadas categorias específicas, como carnes, peixes, ovos, laticínios, cereais, legumes, sementes e castanhas.

As concentrações hormonais foram avaliadas a partir de amostras de sangue.

Para interpretar os resultados, a equipe considerou outros fatores que poderiam influenciar as associações, como idade, consumo de álcool, tabagismo, índice de massa corporal, atividade física e ingestão de fibras e gorduras.

Os dados utilizados foram coletados entre 1984 e 1989, durante a avaliação inicial de um estudo populacional realizado na região de Kuopio, no leste da Finlândia.

O que os pesquisadores encontraram

Na comparação entre os grupos com maior e menor consumo de proteína animal, os participantes com maior ingestão apresentaram, em média, concentração de testosterona total 1,2 nanomol por litro mais baixa.

A concentração de SHBG também foi menor nesse grupo, com uma diferença média de 3,0 nanomol por litro.

No sentido oposto, o maior consumo de proteínas vegetais foi associado a níveis mais altos de testosterona total: a diferença entre os grupos com maior e menor ingestão foi de 1,1 nanomol por litro.

Para a SHBG, a diferença foi de 3,0 nanomol por litro a mais entre os participantes com maior consumo de proteína vegetal.

As associações variaram conforme o alimento analisado. O consumo de proteínas provenientes de laticínios e laticínios fermentados, como iogurte e queijo, foi associado a concentrações mais baixas de testosterona total.

Já as proteínas de peixes e ovos não apresentaram associações estatisticamente significativas com o hormônio após os ajustes realizados pelos pesquisadores.

A testosterona livre, que corresponde à parcela do hormônio não ligada a proteínas transportadoras, apresentou resultados menos consistentes.

A associação positiva identificada foi com proteínas vegetais de fontes diferentes dos cereais, como legumes, sementes, castanhas, frutas e cogumelos.

Estudo não comprova efeito direto da proteína sobre o hormônio

Os pesquisadores destacam que as diferenças observadas podem refletir não apenas a fonte de proteína, mas também outros aspectos da alimentação e do estilo de vida.

Mesmo após ajustes estatísticos, não é possível descartar completamente a influência de fatores não avaliados.

Outro limite é que a testosterona e a SHBG foram medidas em um único momento. Além disso, a população analisada era formada por homens brancos de meia-idade do leste da Finlândia, o que restringe a possibilidade de aplicar os resultados diretamente a outros grupos.

Os pesquisadores afirmam que estudos longitudinais e pesquisas de intervenção, nas quais a alimentação é modificada de forma controlada, são necessários para esclarecer se existe uma relação causal e quais mecanismos biológicos podem estar envolvidos.

Mulheres recorrem à testosterona para recuperar desejo sexual

 *Sob supervisão de Carolina Figueiredo

❌