A aclamada série “Pessoas Normais” (“Normal People”, no título original) ganhou data para voltar ao streaming no Brasil. O título entra no catálogo do Paramount+ no dia 5 de novembro.
A produção é uma adaptação do best-seller homônimo da escritora irlandesa Sally Rooney e foi responsável por levar Paul Mescal (“Gladiador 2”) e Daisy Edgar-Jones (“Twisters”) ao estrelato.
Na trama, dois adolescentes de origens completamente diferentes formam uma conexão profunda enquanto devem lidar com questões internas e pessoais.
A série de 12 episódios recebeu aprovação de 91% da crítica especializada e 92% do público no Rotten Tomatoes, principal agregador de crítica da web, além de ter sido indicada ao Emmy e Bafta, premiações de prestígio dos Estados Unidos e Reino Unido, respectivamente.
Desde o lançamento em 2020, a série conquistou uma legião de fãs — alguns que já conheciam a história e outros que se conectaram com os personagens nas telinhas.
Os protagonistas criaram uma grande amizade fora das telas, sendo flagrados em eventos, shows e momentos íntimos até hoje.
Depois do sucesso da série, eles ganharam destaque na indústria. De lá para cá, Mescal estrelou “Gladiador 2” (2024), “Hamnet” (2025) e está prestes a dar vida a Paul McCartney nas telonas. Já Daisy acaba de lançar “Razão e Sensibilidade“, depois de estrelar títulos como “Um Lugar Bem Longe Daqui“ (2022) e “Twitsters“ (2024).
Uma dupla improvável formada por Alan Ritchson (“Reacher”) e Owen Wilson (“Penetras Bom de Bico”), ação sem repetições e perseguições automobilísticas filmadas de maneira pouco convencional estão entre as apostas de “Três Horas Para Viver”, filme que chegou aos cinemas brasileiros na quinta-feira (29).
Sob a direção de Scott Waugh (“Need For Speed: O Filme”), cineasta e ex-dublê, a produção buscou construir uma experiência física, com efeitos práticos e movimentos de câmera pensados para aproximar o espectador do centro da ação.
Na trama, Ritchson interpreta Hank Malone, um ex-soldado que recebe a missão de transportar um órgão para uma menina de sete anos que precisa de um transplante urgente. O que deveria ser uma entrega contra o relógio se transforma em uma perseguição mortal quando um poderoso cartel passa a disputar a carga.
Owen Wilson interpreta Ben Bishop, parceiro improvável de Hank nessa corrida pela sobrevivência. O brasileiro Rodrigo Santoro (“300”) também está elenco, no papel do antagonista Damián Zaldívar.
Rodrigo Santoro e Alan Ritchson em “Três Horas Para Viver” • Vince Valitutti
Uma das preocupações do diretor durante a construção das sequências de ação foi evitar que as lutas parecessem reproduções umas das outras. Segundo Waugh, a equipe trabalhou com três estilos distintos de combate para o personagem de Ritchson, considerando que Hank é um ex-soldado e não o personagem Jack Reacher, de “Reacher“, principal papel da carreira do ator.
Para a construção das cenas de ação, a produção procurou ampliar o olhar para além dos personagens principais. A intenção era acompanhar o percurso dos próprios capangas durante os confrontos, explicou um produtor em material enviado com exclusividade à CNN Brasil.
Em vez de tratar os adversários como figuras descartáveis, a câmera poderia seguir um deles depois de ser atingido, por exemplo, criando pequenas narrativas dentro de uma mesma sequência. Com isso, as cenas de luta carregassem histórias paralelas, aumentando a sensação de continuidade e movimento.
Inspirado em clássicos de ação centrados em duplas de personagens, o longa priorizou efeitos práticos e cenas realizadas diretamente diante das câmeras. O objetivo era preservar a sensação de realidade, especialmente nos momentos de violência, humor e emoção.
“Este é um filme muito visceral. Precisa parecer real”, afirmou o produtor Todd Garner.
Um dos maiores desafios estava na quantidade de cenas ambientadas dentro de veículos. Aproximadamente 40 páginas do roteiro se passam em um carro em movimento, o que tornou a estrutura de filmagem automobilística um dos critérios considerados na escolha do diretor.
Alan Ritchson estava preocupado com a maneira como essas cenas seriam executadas quando começou a conversar com os possíveis cineastas para o projeto. Scott Waugh foi o único a apresentar uma solução técnica específica: uma estrutura veicular desenvolvida anteriormente para outro trabalho, interrompido pela pandemia de Covid-19, que permitia remover partes do veículo e completar a estrutura com recursos visuais, possibilitando movimentar a câmera em 360 graus a partir de diferentes pontos do automóvel.
A proposta convenceu o ator. “Pensei: ‘É ele!’ E ele realmente conseguiu”, relembrou Ritchson. O resultado, segundo o protagonista, foi a criação de sequências automobilísticas com personalidade própria, nas quais a câmera não fica limitada aos enquadramentos tradicionais feitos pelo para-brisa ou pelas janelas.
A solução ganhou destaque no clímax da produção, especialmente em uma perseguição que apresenta um plano-sequência conhecido pela equipe como “The Oner”. Nele, a câmera transita de maneira fluida entre veículos em alta velocidade, buscando manter a continuidade da ação e a sensação de que o espectador está acompanhando os acontecimentos de dentro da perseguição.
“Faço questão de garantir um final impactante, por isso quis que a melhor sequência de perseguição automotiva ficasse justamente no desfecho”, explicou Waugh.