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Caso Master: defesa de Vorcaro contrata perícia e diz que houve alterações no celular do banqueiro após apreensão da PF


A defesa de Daniel Vorcaro, do Banco Master, contratou um perito e apresentou uma análise técnica preliminar na qual aponta que o celular foi manuseado e teve arquivos alterados após a apreensão, em 17 de novembro do ano passado. Os advogados apontam que o serviço foi contratado depois que Vorcaro não reconheceu a veracidade de uma série de conteúdos vazados. "As constatações do perito são graves e objetivas. Elas não apontam suspeitas, apontam registros. E esses registros estão no próprio relatório oficial da Polícia Federal", diz a defesa em nota. Conforme a perícia, o telefone já sob custódia policial quando foi manuseado e houve três conexões pela porta USB. O banco de dados do WhatsApp também teria sido modificado e há registros de senhas criadas ou alteradas. "Nada disso consta do termo de apreensão. O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado", frisou a defesa. De acordo com os advogados, no dia seguinte à prisão, "657 arquivos foram modificados, 59 deles bancos de dados, e 436 arquivos foram criados, entre eles 94 imagens e 5 bancos de dados". "Um aparelho apreendido deve ser preservado, não alimentado ou editado", defenderam. O relatório do perito afirma que considerados isoladamente, os registros identificados "não permitem determinar quem operou o dispositivo, se os eventos decorreram de intervenção humana deliberada ou qual a natureza e a extensão das alterações realizadas". Para a análise, ele utilizou, dentre outros arquivos, laudos produzidos pela polícia e extrações integrais do telefone. "A ausência de elementos que permitam atribuir essas alterações a uma intervenção humana não autoriza, por consequência, classificá-las como automáticas, rotineiras ou inofensivas, especialmente quando inexistem registros técnicos capazes de demonstrar sua origem e finalidade", diz relatório da perícia. A extração do conteúdo do aparelho é datada de 19 de novembro de 2025, mas, conforme a defesa, o relatório entregue pela PF contém 340 arquivos com data de modificação em 13 e 14 de maio de 2026. "O material que o Estado apresenta como retrato fiel do aparelho carrega registros de modificação posteriores à própria extração, e não há nos autos uma linha de explicação técnica para isso", afirmaram. Com isso, a defesa afirma que, como as provas não podem ter a sua integralidade verificada, elas não podem sustentar a acusação e pede que os dados brutos originais da extração sejam preservados e entregues aos advogados.
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Heliponto, quadra de tênis e garagem com 10 vagas: como é a mansão de Renato Aragão penhorada por dívida de R$ 676 mil em IPTU


Heliponto, quadra de tênis, guarita e garagem com capacidade para dez carros estão entre as estruturas de uma mansão do humorista Renato Aragão, de 91 anos, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio. A propriedade, que já foi anunciada para venda por valores entre R$ 16 milhões e R$ 18 milhões, teve a penhora determinada pela Justiça por causa de uma dívida de R$ 676 mil em IPTU, referente aos anos de 2021 a 2023. Megaoperação do Alemão: Policiais ensaiaram a entrada em favelas e tentaram infiltrar agentes Acidente na Dutra: Motorista de ônibus morre após sofrer infarto e provoca engavetamento com 22 veículos Segundo reportagem do g1, a Justiça do Rio determinou a penhora do imóvel na terça-feira, 27 de outubro de 2026, para garantir o pagamento da dívida. A decisão foi assinada pela juíza Kátia Cristina Nascentes Torres, da 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital. A magistrada ordenou a expedição de um mandado para que um oficial de Justiça compareça à propriedade, faça sua identificação pelo cadastro imobiliário municipal e realize a penhora e a avaliação. Como é a mansão? A mansão tem aproximadamente 3 mil metros quadrados de área construída e fica em um terreno com mais de 400 mil metros quadrados de área útil, conforme informações do processo. As parcelas mensais do imposto variavam entre R$ 10 mil e R$ 11 mil. Galerias Relacionadas Segundo o processo, Renato Aragão chegou a ser citado, mas não efetuou o pagamento. Com isso, a execução fiscal teve prosseguimento. Em maio, a assessoria do humorista informou que a família negociaria o débito com a Prefeitura do Rio. Na época, a Procuradoria-Geral do Município informou que a prefeitura havia ajuizado uma execução fiscal com pedido de arresto do imóvel. O arresto funciona como um bloqueio patrimonial para garantir o pagamento da dívida e antecede a penhora. Mansão pode ir a leilão? Ao GLOBO, o advogado tributarista Filipe Carra Richter, sócio do escritório Veirano, explicou que o imóvel deverá passar por uma avaliação para determinar seu valor de mercado. — Se ele não fizer nada, há a penhora e o leilão do imóvel. O leilão tem uma avaliação que traz um especialista para opinar quanto ao valor de mercado deste bem. No leilão, não pode haver um lance vencedor que esteja pagando um preço aviltante, ou seja, um valor muito abaixo do mercado. Existem bons negócios que são feitos em leilões (para os compradores), mas por outro lado, ele também não pode ser vendido a preço de banana — explica o advogado tributarista Filipe Carra Richter, sócio do escritório Veirano. Segundo Richter, o humorista poderia ter vendido a mansão antes dela ser formalmente penhorada. A existência da dívida, no entanto, não desapareceria com a negociação e poderia trazer consequências para o comprador. — A dívida de IPTU não sumiria e ficaria vinculada ao imóvel. Assim, o novo dono ficaria com o imóvel e com a dívida de IPTU ou a venda poderia ser vista pelo juiz como uma fraude à execução, e poderia ser desfeita por ordem judicial para garantir o pagamento do débito executado judicialmente — conclui o advogado. Após ser formalmente intimado da penhora, Renato Aragão terá 30 dias para apresentar embargos à execução, instrumento jurídico utilizado para contestar a cobrança judicial. A decisão determina a penhora e a avaliação da propriedade, mas não significa que a mansão já tenha sido leiloada ou que o humorista tenha perdido definitivamente o imóvel.
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Quando a emergência perde a confiança: por que o excesso de alertas por celular enfraquece a Defesa Civil


Uma reportagem publicada recentemente no jornal mineiro O Tempo ensinou seus leitores a desativar alertas da Defesa Civil no celular. Mais do que discutir a decisão editorial, o episódio levanta uma pergunta incômoda: por que alguém procuraria deixar de receber uma mensagem criada para proteger sua própria vida? Novo Enamed: ‘OAB da Medicina’ aproxima Brasil de critérios internacionais para conferir registro profissional Mapa de relevo: IBGE classifica oficialmente as montanhas no Brasil Uma das respostas possíveis está em um fenômeno conhecido como alert fatigue, ou fadiga de alertas. Ele ocorre quando avisos repetidos — pouco relevantes ou mal calibrados — começam a perder capacidade de chamar atenção e provocar uma resposta. O problema não é alertar. É preservar algo mais difícil do que a cobertura tecnológica: a confiança. O alerta chegou. Mas produziu ação? O Brasil avançou na capacidade de disseminar avisos de emergência. O Defesa Civil Alerta⁠ usa a rede de telefonia celular para enviar mensagens diretamente aos aparelhos compatíveis, conectados às redes 4G ou 5G, presentes em determinada área de risco, sem exigir cadastro prévio. O alcance, porém, não é sinônimo de efetividade. Uma mensagem pode chegar ao aparelho e, ainda assim, não produzir qualquer mudança de comportamento. Um estudo publicado em 2025 ajuda a entender o problema. As pesquisadoras analisaram gestores de emergência e integrantes do público para investigar excesso de alertas, fadiga e decisões de deixar de receber ou ignorar avisos. Os resultados mostram que frequência e relevância e conteúdo das mensagens estão entre os fatores associados à fadiga. Entre as consequências aparecem dessensibilização, reclamações e a decisão de deixar de receber alertas quando isso é possível. O risco do 'desligamento cognitivo' A diferença entre receber e reagir é central. Um sistema não deve ser avaliado apenas pela entrega das mensagens, mas pela capacidade de gerar uma decisão de proteção. O Defesa Civil Alerta opera com dois níveis principais. O alerta severo indica a necessidade de medidas de proteção. O alerta extremo é destinado a situações de risco grave e imediato à vida ou à propriedade. No nível extremo, o celular emite um som semelhante a uma sirene mesmo no modo silencioso. Essa modalidade vem ativada e não pode ser desabilitada pelo usuário. Isso resolve um problema técnico, mas não outro, mais difícil: não existe configuração capaz de obrigar alguém a confiar no alerta. Uma pessoa pode não conseguir impedir o celular de tocar, mas pode aprender a ignorá-lo. É uma espécie de “desligamento cognitivo”: o aviso chega, é percebido, mas deixa de produzir atenção proporcional ao risco. Se mensagens graves forem percebidas como frequentes demais, territorialmente imprecisas ou pouco úteis, o custo aparece no próximo aviso. O problema não é apenas o falso alarme. É a memória que ele deixa. Alertar mais não é necessariamente alertar melhor Até março de 2026, o Defesa Civil Alerta havia emitido 2.103 avisos desde sua criação, em dezembro de 2024. A expansão mostra a velocidade com que a ferramenta se tornou parte da comunicação de riscos no país. Esse crescimento precisa ser acompanhado por avaliação de qualidade. Quantos alertas atingiram pessoas realmente expostas? Quantos foram compreendidos? A orientação era executável? Houve mudança de comportamento? Se uma pessoa recebe sucessivos alertas sem identificar risco em seu entorno, pode concluir que o sistema exagera. Essa percepção pode ser injusta, porque o perigo pode estar próximo, mas fora do campo de visão do usuário. Por isso, a resposta não é simplesmente reduzir o número de mensagens. É melhorar a relação entre ameaça, território, momento e orientação. “Há risco de chuva intensa” informa. “Evite determinada avenida nas próximas duas horas por risco de inundação” orienta. “Moradores de uma área específica devem se dirigir a um ponto seguro” indica uma ação. Quanto maior a gravidade do alerta, mais clara deve ser a resposta à pergunta: o que eu devo fazer agora? Um sistema de alerta começa antes do celular tocar A iniciativa internacional Early Warnings for All⁠ trabalha com quatro componentes essenciais: conhecimento do risco; detecção, monitoramento e previsão; comunicação dos alertas; e preparação para responder. A lógica é de sistemas centrados nas pessoas. O objetivo não é apenas transmitir uma informação, mas fazer com que ela seja compreensível, confiável e capaz de provocar uma ação antecipada. Isso corrige uma visão excessivamente tecnológica do problema. O celular é apenas a última etapa visível de uma cadeia muito maior. A própria orientação brasileira exige que os órgãos que utilizam a ferramenta tenham capacitação e plano de contingência com identificação dos riscos locais, rotas de fuga, abrigos, procedimentos e treinamento da população. Não adianta orientar uma evacuação se ninguém conhece a rota. Não adianta indicar um abrigo que a comunidade desconhece. Uma mensagem de emergência não substitui preparação anterior. Precisamos medir confiança, não apenas alcance O Brasil já dispõe de um painel que permite acompanhar quantidade de notificações, nível de gravidade, tipo de desastre, período e local de envio. O próximo passo deveria incluir indicadores sobre a resposta das pessoas. Seria útil medir compreensão da mensagem, percepção de relevância, confiança no emissor e adoção da ação recomendada. Pesquisas realizadas depois dos eventos também poderiam identificar locais ou grupos onde surgem sinais de fadiga. Essas avaliações poderiam ser incorporadas à rotina dos órgãos de Defesa Civil, combinando pesquisas com moradores, exercícios simulados e análises posteriores aos eventos. Assim, seria possível identificar mensagens pouco compreendidas, orientações difíceis de executar e situações em que a confiança no sistema começa a se deteriorar. A reportagem que ensinava a desativar avisos pode, portanto, servir como ponto de partida para uma investigação mais ampla: por quais motivos as pessoas desejariam silenciar uma ferramenta criada para protegê-las? A fadiga de alertas é uma hipótese que merece ser examinada, mas sua ocorrência e dimensão no Brasil ainda precisam ser investigadas. Sistemas de alerta salvam vidas quando chegam a tempo, são compreendidos e levam à ação. Em 2004, durante o tsunami no Oceano Índico, uma menina britânica de apenas 10 anos ajudou a salvar mais de 100 pessoas em uma praia da Tailândia. Tilly Smith havia aprendido, poucas semanas antes, a reconhecer os sinais de um tsunami em uma aula de Geografia. Ao perceber as alterações no mar, alertou sua família, que contribuiu para a retirada das pessoas. Não foi uma mensagem no celular que desencadeou a reação, mas o conhecimento sobre o perigo e sobre como agir. A tecnologia brasileira tornou muito mais fácil fazer milhões de celulares tocarem. O desafio agora é mais humano: garantir que, quando o alerta chegar, as pessoas ainda parem, prestem atenção, confiem na mensagem e saibam o que fazer. * Jordan Henrique de Souza é professor da Faculdade de Engenharia, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) * Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons . Leia o artigo original.
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Jakson Follmann revela como reconstruiu a vida após tragédia da Chapecoense


Quase dez anos depois do acidente aéreo que mudou sua vida, Jakson Follmann revisita a própria história sob uma perspectiva que vai além da sobrevivência. Um dos seis sobreviventes da tragédia com a delegação da Chapecoense, em novembro de 2016, o ex-goleiro lançou, em 10 de outubro, o livro "A Vida Depois da Queda – O que os momentos mais difíceis podem nos ensinar sobre recomeçar". A obra percorre o período de recuperação após o acidente, os desafios de se adaptar a uma nova realidade e a construção de caminhos profissionais e pessoais longe do futebol Lembra dela? Geovanna Tominaga comemora livro selecionado para escolas públicas de todo o Brasil A decisão de transformar essa trajetória em livro, segundo Follmann, veio da percepção de que contar apenas o episódio da queda seria insuficiente para representar as mudanças que vieram depois. Em participação no podcast "A Mãe Tá Off", apresentado pela jornalista Paola Guarana, ele contou que preferiu esperar para reunir experiências que permitissem abordar também os anos seguintes à tragédia. "Eu não fico só na resposta do acidente. Eu tenho a resposta do acidente e tenho a resposta do pós. E a resposta do pós é essa entrega do livro. Muitas pessoas me cobravam: ‘Faz teu livro, cara, escreve teu livro, tua história é legal’. Eu ficava com isso na cabeça: ‘Legal, bacana, vou escrever meu livro’. Mas, se eu tivesse escrito lá atrás, talvez quem não conhecesse minha história lesse o livro do Follmann, visse o acidente e acabasse ali. Como era tudo muito recente, eu tinha esse cuidado. Precisava dar tempo para escrever muito mais sobre o pós", explicou. Os relatos por trás da recuperação Escrito por Jakson em parceria com o jornalista Marco Aurélio Souza, o livro traz diferentes perspectivas sobre os acontecimentos que marcaram sua história. Entre os depoimentos estão os do homem que o encontrou e realizou seu resgate após a queda da aeronave e do médico responsável pela decisão de não amputar sua segunda perna. O profissional também detalha a pressão enfrentada naquele momento e os motivos que orientaram sua escolha. "É um livro bastante jornalístico também. Trazemos o relato da primeira pessoa que me viu e me resgatou no meio do mato. O médico que não quis amputar minha segunda perna conta todos os detalhes do porquê tomou essa decisão e qual foi a pressão que carregou naquele momento. São muitas coisas que conseguimos trazer para o livro", afirmou. Jakson Follmann transforma história após tragédia da Chapecoense em livro Divulgação Mas a narrativa não se limita à recuperação física. Depois de encerrar a carreira no futebol, ele passou por diferentes experiências profissionais. Foi embaixador da Chapecoense, trabalhou como comentarista esportivo, retomou a música, paixão que cultiva desde a infância, e começou a se apresentar nos palcos. Mais tarde, encontrou nas palestras outra forma de compartilhar o que viveu, levando suas experiências a públicos no Brasil e no exterior. "Hoje sou palestrante, tenho um projeto de música, tenho minhas coisas, sou pai, sou marido e sou uma pessoa com deficiência física. Lá atrás, se eu fosse escrever o livro, não teria noção de todas essas informações. Não que hoje eu seja um especialista no assunto, porque estou aprendendo muitas coisas a todo momento, mas tenho muito mais experiências para contar", observou. Em 2021, Follmann se mudou para São Paulo com a esposa, Andressa, e o filho, Joaquim, e passou a investir profissionalmente nas palestras. Atualmente, realiza cerca de 90 eventos por ano, nos quais aborda temas como resiliência, propósito, família e transformação a partir de sua experiência como atleta e sobrevivente.
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Ucrânia inicia retirada de moradores de cidade ocupada pela Rússia após cessar-fogo mediado por Melania Trump


A retirada de moradores de Oleshki, cidade ucraniana ocupada pela Rússia desde 2022 e devastada pelos combates, começou nesta sexta-feira, após um cessar-fogo humanitário mediado pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. A trégua, iniciada na terça-feira e prevista para terminar no domingo, permitiu a abertura de um corredor de deslocamento para a população, que enfrenta há meses a escassez de alimentos, água e medicamentos. Em meio ao cessar-fogo: Ataque com drone russo deixa ao menos 14 mortos em estação de trem na Ucrânia Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Localizada na região de Kherson, na linha de frente da guerra, Oleshki tinha cerca de 24 mil habitantes antes da invasão russa em larga escala, em fevereiro de 2022. Atualmente, a população é estimada em apenas 2 mil pessoas. Além da falta de comida e remédios, os moradores enfrentam a ausência de gás, eletricidade e água encanada. O cessar-fogo anunciado por Melania na semana passada permitiu a retirada de minas terrestres da estrada utilizada para deixar a cidade. Os moradores interessados em deixar a região tiveram uma janela de quatro horas para a retirada, e um comboio de 25 ônibus foi mobilizado para transportar até 750 pessoas. Ambulâncias também foram usadas para ajudar no deslocamento de moradores com mobilidade reduzida. Um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros foi convidado a acompanhar a retirada, que Moscou deverá apresentar como uma missão humanitária. Muitos ucranianos, no entanto, suspeitam que a verdadeira intenção da Rússia seja conquistar reconhecimento junto à Casa Branca e proporcionar um impulso político ao presidente americano, Donald Trump, às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, marcadas para a próxima semana. Sem luz, gás e água há três anos: Moradores de Oleshky comem ervas daninhas e temem represálias russas Autoridades de ambos os lados do conflito chegaram à cidade nesta sexta para supervisionar a operação. Entre elas estavam o comissário de Direitos Humanos da Ucrânia, Dmitro Lubinets, e sua homóloga russa, Yana Lantratova, que viajaram juntos a Oleshki a partir de Armiansk, na península da Crimeia, também ocupada por Moscou. A visita de Lubinets marcou a primeira vez, desde o início da guerra, que uma autoridade ucraniana entrou em uma área do país sob ocupação russa. “A retirada e a distribuição de ajuda humanitária começaram”, anunciou o negociador ucraniano David Arakhamia nas redes sociais. Longo caminho Lantratova publicou um vídeo mostrando grupos de moradores aguardando para embarcar nos ônibus. Segundo a representante russa, os habitantes tiveram a oportunidade de escolher entre seguir para territórios controlados por Moscou ou para regiões da Ucrânia sob controle de Kiev. Lubinets também divulgou imagens da operação, nas quais aparece conversando com moradores emocionados, alguns deles chorando e enxugando as lágrimas enquanto lhe agradeciam. Oleshki fica a apenas cinco quilômetros de distância do território controlado pela Ucrânia, mas os moradores que optarem por retornar às áreas administradas por Kiev terão de seguir um longo trajeto. Primeiro, eles serão transportados por territórios ocupados pela Rússia até a cidade de Anapa, no sul do país. Depois, embarcarão em um avião do governo russo com destino a Gomel, na Bielorrússia, antes de atravessar a fronteira por terra até a região ucraniana de Chernihiv. Contexto: Trégua humanitária é iniciada na cidade ucraniana de Oleshky, ocupada pela Rússia Lubinets deverá acompanhar os deslocados durante o retorno à Ucrânia, previsto para sábado, tornando-se também a primeira autoridade ucraniana a visitar a Rússia desde o início da guerra. A operação exigiu uma estreita cooperação com Lantratova, que o representante ucraniano afirmou ter conduzido com o objetivo de “salvar vidas”. A aproximação, no entanto, provocou críticas entre ucranianos, que reagiram à imagem de Lubinets ao lado de uma representante do país responsável pela ocupação da cidade. Moradores decidem ficar Embora a operação tenha permitido a saída de parte da população, estima-se que várias centenas de moradores tenham decidido permanecer em Oleshki, apesar das condições precárias e da possibilidade de retomada dos combates. Autoridades dos dois países reconheceram que algumas pessoas não desejam abandonar suas casas, mesmo diante da devastação e da ausência de serviços básicos. — Todos os que desejarem deixar Oleshki terão a oportunidade de fazê-lo em segurança. Ao mesmo tempo, aqueles que decidirem permanecer poderão ficar e receberão toda a assistência humanitária necessária — afirmou Lubinets. Diálogo: Rússia rejeita reduzir ataques à Ucrânia durante negociações, mas cita possibilidade de tréguas limitadas Em um dos vídeos publicados nas redes sociais, o representante ucraniano aparece conversando com moradores que decidiram permanecer na cidade. Ele manifestou preocupação com a quantidade de pessoas que não pretendem partir e afirmou que as autoridades trabalhariam para garantir o fornecimento de ajuda humanitária. — O problema é que muitas pessoas estão ficando. Disseram que foi uma escolha delas. Faremos todo o possível para garantir a chegada da ajuda humanitária — declarou. Na quinta-feira, a Rússia informou que havia preparado “dezenas de toneladas” de suprimentos para os habitantes que não desejassem deixar Oleshki. A assistência inclui alimentos, medicamentos, produtos de higiene e combustível para geradores de energia, em uma tentativa de atender às necessidades básicas da população. Com vitórias nas urnas: Cartilha conservadora e alianças ideológicas, direita radical se fortalece no cenário global Uma moradora de Oleshki disse à BBC que decidiu não participar da retirada porque não poderia levar seus animais. Outra ucraniana, identificada como Olena, que atualmente vive em Kiev, contou que sua avó e outros familiares também optaram por permanecer na cidade. A resistência à retirada, disse, é particularmente forte entre os mais velhos. — A geração mais velha não quer ir embora. Mal consegui convencer meu pai, e apenas porque acabei de ter um bebê, que ele nunca conheceria se não saísse de lá — disse. Trégua localizada Em seu quarto dia, o cessar-fogo representa a mais longa interrupção dos combates em qualquer ponto da linha de frente desde o início da guerra. Outras tentativas de estabelecer tréguas parciais, incluindo acordos durante a Páscoa ortodoxa, foram marcadas por acusações de violações entre os dois lados. Moradores de Kherson disseram estar “radiantes”, mas manifestaram preocupação de que a pausa tenha permitido à Rússia reforçar sua presença militar às margens do rio Dnipro. Apesar da suspensão temporária das hostilidades na região de Kherson, os ataques russos continuaram em outras partes da Ucrânia. Na cidade de Dnipro, no sudeste do país, cerca de 200 mil casas ficaram sem energia elétrica nesta sexta-feira após bombardeios realizados durante a madrugada, segundo autoridades locais. Na quinta-feira, um ataque com drone contra uma estação ferroviária de Dnipro matou pelo menos 14 pessoas. Outro ataque, desta vez contra a cidade de Chernihiv, no norte da Ucrânia, provocou a morte de duas adolescentes. O Kremlin, por sua vez, deixou claro que o sucesso da operação em Oleshki não deveria ser interpretado como uma disposição de Moscou para estender o cessar-fogo ao restante do território ucraniano. (Com AFP)
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Relatório da embaixada dos EUA fala em vitória 'surpreendente, mas definitiva' de Lula


Um relatório da embaixada dos Estados Unidos no Brasil enviado a órgãos do governo de Donald Trump, como o Departamento de Estado, classifica a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno presidencial como "surpreendente, mas definitiva". O documento destaca que observadores internacionais não encontraram irregularidades capazes de comprometer a eleição. 'Brazil', 'verdadeiro presidente', 'líder': as mudanças nas três cartas golpistas de Flávio em menos de uma hora De Rui Barbosa a líder cubano e Nobel da Paz: em carta golpista, Flávio se comparou a exilados e perseguidos; conheça As informações são da "Folha de S. Paulo". Embora não tenha declarado apoio diretamente a algum dos candidatos à Presidência do Brasil, Donald Trump e seus aliados mantiveram laços com a família Bolsonaro nos últimos meses e chegaram a pressionar o governo Lula com sanções financeiras por alegadas violações de direitos de políticos de direita e supostas restrições a empresas americanas, como as Big Techs. Após perder o segundo turno, o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) fugiu para os Estados Unidos com a mulher e as filhas. Sem apresentar provas, Trump disse que a eleição no Brasil pareceu ter sido "fraudada". Ponderou, contudo, que gosta do presidente Lula e que não tomou partido na disputa a pedido do petista. Segundo o relatório da embaixada, a prorrogação em duas horas do horário de votação — um dos pontos centrais da crítica de Flávio ao resultado das urnas — não teve influência no resultado. O documento frisa que a Justiça Eleitoral do Brasil e observadores internacionais confirmaram o triunfo do candidato à reeleição. Fuga de Flávio: democratas querem explicações sobre papel dos EUA Os democratas da Câmara dos Representantes querem explicações sobre o papel do Departamento de Estado em facilitar a fuga do candidato derrotado nas eleições presidenciais do Brasil Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos. O senador desembarcou com a mulher e as filhas em Miami, nesta quarta-feira, após a Justiça brasileira determinar a entrega dos passaportes dele em meio a investigações sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O jornal New York Times reportou, nesta quinta, que a fuga de Flávio contou com ajuda do governo de Donald Trump. O jato particular em que o ex-candidato embarcou na Argentina, fez escala no Equador e depois seguiu para os Estados Unidos foi organizado por Jason Miller, funcionário de comunicações da Casa Branca, informou o jornal americano, segundo a publicação. Na noite desta quinta, um grupo de 25 deputados democratas, incluindo membros proeminentes da Comissão de Relações Exteriores, enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, com uma lista de perguntas sobre o envolvimento do Departamento de Estado na fuga e o processo de aprovação da entrada do político brasileiro no país. Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao Aeroporto Executivo de Opa-Locka, em Miami, Flórida, em 28 de outubro de 2026. RICARDO ARDUENGO / AFP O ofício foi obtido em primeira mão pelo site Politico. Na carta, os democratas pedem que Rubio esclareça como o Departamento de Estado coordenou com outras agências para conceder o visto, se os funcionários estavam cientes das investigações pendentes contra Flávio Bolsonaro e em que medida as autoridades americanas ajudaram o senador a deixar o Brasil. "O povo americano e o Congresso têm um legítimo interesse em compreender se os recursos diplomáticos e de imigração dos EUA foram usados ​​para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira nessas circunstâncias", escreveram os democratas. "A transparência é particularmente importante quando os eventos relatados envolvem um processo judicial estrangeiro, relações bilaterais sensíveis e a aplicação consistente das políticas diplomáticas e de imigração dos EUA". A iniciativa foi liderada por Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia, e Dina Titus, de Nevada). Procurado pela imprensa americana, o Departamento de Estado não respondeu sobre a carta. O plano de fuga foi posto em prática na segunda-feira, depois que o Flávio Bolsonaro foi informado de que deveria entregar seus passaportes. A medida cautelar havia sido dada na véspera pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o NYT, Eduardo Bolsonaro manteve contato com Miller assim que o irmão foi intimado a entregar os documentos. Uma fonte do governo disse ao NYT que Flávio Bolsonaro é aguardado para solicitar o status de residente permanente nos Estados Unidos, conhecido como green card. O procedimento normalmente acontece após o recebimento de um visto de imigrante. O pedido de green card de Bolsonaro seria processado rapidamente, de forma semelhante ao que foi concedido a Eduardo Bolsonaro, segundo o mesmo funcionário. Nesta quinta-feira, o Trump afirmou que as eleições presidenciais no Brasil foram uma "vergonha". — Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha. O mercado falou isso. Olha como o mercado reagiu — declarou Trump a jornalistas antes de partir para um comício eleitoral. Ao ser perguntado se buscará o presidente Lula para parabeniza-lo, Trump respondeu que sim, embora tenha qualificado o processo eleitoral como “uma vergonha”. O presidente acrescentou que não tomou partido nas eleições "a pedido de Lula". PF apura ajuda de empresários A Polícia Federal investiga qual foi a rota de fuga usada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a derrota na eleição presidencial do último domingo. Os investigadores apuram como ele saiu de Brasília e chegou a Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com a Argentina, e investigam se ele teve a ajuda de empresários e aliados políticos. O trajeto de Flávio após chegar ao país vizinho já é conhecido, mas ainda há lacunas no caminho feito da capital federal até lá. Uma das possibilidades é que ele tenha feito o trajeto por via terrestre, o que levaria cerca de 20 horas. Na noite de segunda-feira, por volta das 19h50, o comboio usado pelo senador em seus deslocamentos por Brasília deixou o condomínio onde ele mora, mas não há informações sobre os passageiros dos veículos. Outra hipótese é que um jato privado tenha decolado de algum aeródromo ou pista de pouso em propriedades rurais de Brasília e do entorno rumo a Foz do Iguaçu. Também é analisada a chance de Flávio ter feito parte da viagem de carro e parte de avião. Dentro desse braço da apuração, investigadores também estão checando se houve auxílio logístico e financeiro de empresários e aliados políticos da família Bolsonaro. A PF suspeita ainda da participação do governo argentino, sob o comando de Javier Milei, na fuga. Flávio é alvo de um inquérito em que a PF busca aprofundar as investigações que recaem sobre o senador por lavagem de dinheiro. Ele é alvo de um inquérito que atinge também o advogado e seu amigo Willer Tomaz, que desde agosto está nos Estados Unidos. O senador é apenas investigado. Por isso, a polícia não o trata como foragido. A investigação sobre a fuga se dá pelo fato de ele ter descumprido ordem judicial de entregar os passaportes e se ausentar do país.
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Casamento de Juliette reúne ex-BBBs em celebração no Recife; saiba quem estava na festa


Juliette e Kaique Cerveny celebraram o casamento em duas etapas, com uma cerimônia intimista no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, no Cariri paraibano, e uma segunda comemoração no Instituto Ricardo Brennand, em Recife. Foi na celebração na capital pernambucana que elarecebeu amigos, ex-participantes do "Big Brother Brasil" e outros nomes conhecidos do público. 'Notting Hill': Casa de Hugh Grant, com sua icônica porta azul, está à venda por R$ 54 milhões De 'Tubarão' a 'Harry Potter': Como trilhas de cinema estão mudando as audições de músicos de orquestra Entre os ex-BBBs presentes estavam Gil do Vigor, Bianca Andrade, Rafa Kalimann, Mari Gonzalez, Pitel e Carla Diaz. Alguns deles, amigos que Juliette conheceu durante sua participação no reality, também foram escolhidos como padrinhos. Mari Gonzalez, Rafa Kalimann, Bianca Andrade e Carla Diaz compartilharam registros dos looks escolhidos para a ocasião. Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Initial plugin text Nas redes sociais, a publicação de Juliette com imagens do casamento na Paraíba recebeu mensagens de carinho de artistas como Angélica, Bruna Marquezine, Camila Queiroz e Sabrina Sato. "Que lindo! Deus abençoe", escreveu Bruna Marquezine. Angélica comentou "Que lindo", enquanto Camila Queiroz publicou "Coisa mais linda vocês". Sabrina Sato também celebrou: "Lindos". Isadora Cruz destacou a trilha sonora da celebração: "Que magia, meu Deus. e a musica de Guerreiros… queria muito estar com vocês nesse momento tão lindo", escreveu. Vestido de noiva levou crochês feitos pela avó O vestido de Juliette foi assinado pela estilista nordestina Rebeca Nepomuceno e incorporou peças de crochê confeccionadas pela avó dela. A escolha levou o trabalho artesanal da família para a composição da roupa. Os parentes também participaram diretamente dos preparativos. Juliette fez a própria maquiagem e maquiou a mãe, enquanto um dos irmãos ficou responsável pelos cabelos dos familiares. Natural de Campina Grande, na Paraíba, Juliette escolheu o Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, para a primeira celebração, mais intimista, pela ligação com a paisagem e a cultura do Cariri. A programação começou em sua cidade natal e seguiu até o local da cerimônia, com atividades destinadas a aproximar a família de Kaique das referências culturais da trajetória da cantora. A cerimônia foi conduzida por Juzéh, amigo de Juliette e responsável por apresentar a ela a música "Deus Me Proteja", de Chico César, que se tornou uma referência importante em sua vida. Depois do casamento, os familiares participaram de uma comemoração com fogueira, forró, música e pratos regionais. Despedida de solteira teve trilha de moto com os irmãos Antes da cerimônia, Juliette fez uma trilha de moto com os irmãos pelas estradas do Cariri. A atividade foi escolhida como uma despedida de solteira ligada à história da família com mecânica e motociclismo. "Meus irmãos são mecânicos, meu pai também. A gente sempre foi muito conectado com moto, trilha, mecânica, essas coisas. Então vai ser minha última trilha antes de casar, um momento meu e dos meus irmãos, misturando também as nossas histórias", contou.
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Viúva de vítima de torturador uruguaio preso pela PF envia carta emocionada a ministro do STJ


Cristina Mihura, viúva de Armando Bernardo Arnone Hernández, esperou cerca de cinco décadas por justiça. Nunca pôde fazer um enterro para seu marido, cujo corpo tem paradeiro desconhecido até hoje. Ele foi um dos quatro italianos vítimas do coronel uruguaio Pedro Antonio Narbondo, o "El Burro", condenado à prisão perpétua na Itália por sequestro, tortura e homicídios cometidos durante a Operação Condor, a aliança de ditaduras militares da América que repreendia opositores desses regimes. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Dias após exibir itens de luxo, jogador da Premier League tem casa assaltada na Inglaterra


O atacante Thierno Barry, do Everton, teve sua casa assaltada na noite desta quinta-feira (29), enquanto disputava a partida contra o Newcastle, pela Copa da Liga Inglesa. Segundo o jornal britânico Daily Mail, os criminosos levaram objetos avaliados em aproximadamente 431 mil euros (cerca de R$ 2,8 milhões). A companheira, Charlene, com quem tem uma filha de um ano, também estava no estádio. Everton afasta Grealish por indisciplina após falta a treinamento Bayern sonha com contratação de estrela do Arsenal e vê 'cenário favorável' para contratação; entenda Um mês antes do crime, Charlene havia publicado um vídeo no TikTok em que aparece dançando em seu closet, cercada por diversas bolsas de grife. A publicação foi feita para seus cerca de 20 mil seguidores. Após o assalto, ela relatou o episódio nas redes sociais e pediu ajuda para identificar os responsáveis. — Infelizmente, nossa casa foi assaltada esta noite enquanto estávamos no jogo de futebol. Felizmente, não havia ninguém em casa na hora, mas mesmo assim foi uma experiência extremamente angustiante e violenta para nós e nossa família — escreveu. Dias antes de ter a casa assaltada, companheira de Thierno Barry havia exibido itens de luxo nas redes sociais Reprodução Charlene também pediu que qualquer pessoa que tenha informações sobre o caso entre em contato. O casal afirmou estar disposto a oferecer uma recompensa financeira por pistas que ajudem a identificar os criminosos. Barry é o segundo jogador da Premier League a ter a residência invadida nesta semana. Três dias antes, a casa de Morgan Gibbs-White, do Nottingham Forest, em Nottinghamshire, também foi alvo de ladrões. Já a residência de Bruno Fernandes, do Manchester United, em Cheshire, foi assaltada no dia 21, enquanto o português estava na Itália.
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O Teatro Brigitte Blair, em Copacabana, vira palco de bate-boca político 


Cinco dias depois que as urnas falaram com a vitória inquestionável de Lula, o clima ainda é tenso em alguns setores. A chapa esquentou ontem, quinta-feira à noite, no Teatro Brigitte Blair, em Copacabana, no final do show em homenagem ao grande sambista Nélson Cavaquinho, (1911-1986) cuja morte, em 1986, completa 40 anos. Foi um belo show com as cantoras Áurea Martins, Tânia Malheiros, o cantor Rubens Kurin (os três aqui na foto) e outros. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Lembra dela? Geovanna Tominaga comemora livro selecionado para escolas públicas de todo o Brasil


A possibilidade de levar uma história criada para crianças a salas de aula de diferentes regiões do país marca uma nova etapa na trajetória de Geovanna Tominaga. Aos 46 anos, a apresentadora comemora a escolha de seu primeiro livro, "Terra do Contrário", pelo Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) para o ciclo 2026-2029. Com a seleção, a obra poderá chegar a escolas públicas de todo o Brasil. O que mudou na vida de Geovanna Tominaga? Apresentadora fala sobre carreira e maternidade Conhecida por comandar a TV Globinho durante sete anos, Geovanna tem ampliado sua atuação para além da televisão. A literatura e as conversas sobre infância e parentalidade passaram a ocupar espaço em sua rotina profissional, em um caminho que ganhou força depois da maternidade. "É um presente saber que meu primeiro livro foi escolhido para estar nas escolas públicas de todo o Brasil. Espero que o Caio leve seu jeito de ver o mundo para todos os cantinhos do país", comemora. O interesse pelo desenvolvimento infantil também motivou a criação do podcast "Conversas Maternas". O projeto nasceu de lives realizadas durante a pandemia e se tornou um espaço para discutir questões que atravessam a criação dos filhos. A atração acaba de estrear uma nova temporada. Literatura e conversas sobre parentalidade Lançada em 14 de outubro, a nova temporada conta com dez episódios, publicados semanalmente às quartas-feiras, às 20h, no YouTube. Entre as convidadas estão Maytê Piragibe, Pérola Faria, Carol Pelufo, Bruna Aiiso, Roseanne Mulholland, Fabíola Bordin, Bárbara Calmeto e Kátia Badin. "Desde o início, o podcast envolve todos os assuntos que atravessam a parentalidade. Quando falamos de filhos, estamos falando também de educação, comportamento, relações, saúde, desenvolvimento e da própria sociedade em que essas crianças estão crescendo", explica. A relação com o público que acompanhou sua passagem pela televisão também ganhou novos contornos. Depois de participar de um especial que revisitou a TV Globinho e do Criança Esperança, Geovanna percebeu que parte daqueles espectadores hoje compartilha com ela os desafios de criar os próprios filhos. "É muito bonito perceber que uma geração que me assistia quando era criança hoje conversa comigo sobre os próprios filhos. Eles cresceram e eu também cresci. Agora estamos falando sobre infância de outro lugar", conta. Aos 46 anos, praticidade também faz parte do autocuidado A rotina entre maternidade, gravações e projetos profissionais também influencia a maneira como Geovanna organiza os cuidados pessoais. Na beleza, ela diz priorizar produtos funcionais, que possam ser incorporados ao dia a dia sem exigir muito tempo. "Eu gosto muito da proposta do skincare em bastão porque ele trouxe uma praticidade que faz diferença de verdade na rotina. O protetor solar em stick, por exemplo, é um formato que eu uso e acho muito fácil de carregar na bolsa e ter sempre por perto, principalmente para reaplicar ao longo do dia", relata. A facilidade de transportar e aplicar os produtos também pesa em suas escolhas. "Você consegue levar para o trabalho, para uma viagem, deixar na bolsa e usar quando precisar. Também gosto porque a aplicação é rápida, não faz tanta sujeira nas mãos e funciona muito bem nos dias corridos. Confesso que a praticidade pesa bastante na minha escolha", afirma. As experiências acumuladas na vida pessoal e profissional ajudam Geovanna a compreender as diferentes versões de si mesma. Ao falar sobre a carreira, ela destaca que cada fase contribuiu para a pessoa que é hoje, embora ainda se veja em processo de descoberta. "Quando olho para a minha trajetória, vejo todas as Geovannas juntas. Sou a reunião de todas as experiências e aprendizados que tive. Mas sinto que ainda estou em construção", conclui.
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Patrick Stewart, o professor Xavier de 'X-Men', lamentava afastamento dos filhos


Conhecido pelos trabalhos como professor Xavier em "X-Men" e Jean-Luc Picard em "Star Trek", Patrick Stewart faleceu nesta quarta-feira (28), aos 86 anos, vítima da doença de Alzheimer e demência de Corpos de Lewy. Patrick Stewart: ator conviveu com Alzheimer nos últimos anos de vida e era cavaleiro da coroa 'Homem em quem se podia confiar': Amigo na vida real e em 'X-Men', Ian McKellen lamenta morte de Patrick Stewart Apesar de ser amado por milhões de fãs, o artista vivia uma situação difícil em casa. Nos últimos anos, ele revelou que não era próximo dos filhos, Daniel e Sophie, frutos da relação com Sheila Falconer, entre 1966 e 1990. "Minha relação com eles é praticamente inexistente", disse Stewart em entrevista ao Irish Independent, em 2023. Na conversa, o ator destacou que lamentava todos os dias o distanciamento dos filhos. "Sempre priorizei ​​meu trabalho de ator, antes da minha família", confessou o astro. Stewart começou a atuar na adolescência, participando da prestigiosa Royal Shakespeare Company já em 1966, os 16 anos. Na televisão britânica, participou da minissérie “I, Claudius” (1976) e viveu Gurney Halleck na adaptação de “Dune” (1984) dirigida por David Lynch. O talento de Patrick Stewart começou a ser reconhecido em todo o mundo a partir de 1987, quando assumiu o papel do Capitão Jean-Luc Picard na série de televisão “Star Trek: A nova geração” (1987-1994), encarnando a personagem durante todas suas sete temporadas e por quatro filmes. Ele também estrelaria a série “Star Trek: Picard” (2020-2023). Já em 2000, Stewart viveu o Professor Charles Xavier em “X-Men: O Filme”, e passou a interpretar o líder dos mutantes não só na trilogia original, como também em “X-Men: Dias de um futuro esquecido” (2014), “Logan” (2017) e “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (2022). Ele ainda deve aparecer mais uma vez como Xavier em “Vingadores: Doutor Destino”, com estreia prevista para 16 de dezembro. Em 2010, a ator foi oficialmente nomeado Cavaleiro do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II, passando a usar o título de Sir Patrick Stewart.
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Oposição de Israel começa a articular formação de governo enquanto autoridades eleitorais descartam 'fraude sistêmica'


O ex-primeiro-ministro de Israel e líder de centro-esquerda Yair Lapid afirmou nesta sexta-feira que a coalizão opositora conquistou uma "vitória por pontos" nas eleições realizadas na última terça-feira, após a conclusão da apuração das urnas apontar que as forças governistas ficaram com apenas 53 cadeiras no Parlamento, abaixo das 61 necessárias para conquistar maioria. A oposição deu início a conversas sobre a formação de um futuro Gabinete, enquanto o premier Benjamin Netanyahu força uma campanha de pressão sobre a legitimidade no pleito, apontando interferência estrangeira vinda do Catar. Autoridades eleitorais afirmaram nesta sexta que uma investigação está em curso, mas refutaram qualquer indício "fraude sistêmica", prometendo a apresentação dos resultados certificados ao presidente Isaac Herzog em 4 de novembro. Marcelo Ninio: Eleição é chance histórica de recomeço para Israel Quer morar fora? Veja guia interativo que reúne informações sobre 36 países Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp "Não é uma vitória por nocaute. É uma vitória por pontos. Essa também conta. Vitória é vitória", disse Lapid em uma publicação na rede social X, apontando que apesar da coalizão governista ter sido a mais votada, o grupo de Netanyahu perdeu cadeiras na Knesset e não pode voltar ao poder sozinha. "Agora vem a parte realmente difícil: tentar formar um governo. (...). Mas temos uma coisa que não tínhamos na manhã de segunda-feira: uma maioria israelense enorme que declarou que é isso que quer [mudança]. Então, preciso pedir-vos algo que é difícil pedir a israelenses: paciência". Initial plugin text O fim da contagem dos votos, na noite de quinta-feira, confirmou o cenário que vinha se desenhando com o avançar da apuração: o bloco de partidos de direita e extrema direita apoiando o atual premier conquistou 53 cadeiras, contra 48 da coalizão anti-Netanyahu — uma coalizão heterogênea, que une siglas da direita à esquerda no espectro político israelense, em apoio ao ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Estado judeu Gadi Eisenkot. Os outros 19 assentos ficaram com os dois partidos árabes, que passaram a ser parte chave da formação de um novo governo. As projeções matemáticas, porém, são mais simples do que o cálculo político, considerando que parte da oposição — incluindo o próprio Eisenkot — demonstraram resistência em governar com dos árabes-israelenses (em sua maioria, descendentes dos palestinos que permaneceram em suas terras após a fundação do Estado judeu). O ex-chefe militar declarou, durante a campanha, que não governaria com quem se opõe a denominar o grupo palestino Hamas como terrorista, mas lideranças dos partidos árabes, como Mansour Abbas (da sigla Ra'am), mantiveram otimismo com as possíveis negociações no período pós-eleitoral — definido por Lapid, em sua postagem desta sexta-feira, como "a hora do relojoeiro". "Uma campanha eleitoral é a coisa mais extrovertida que existe. Tudo é para fora, tudo é rápido, tudo é para agora, uma manchete a cada hora. Formar um governo é exatamente o oposto. Isso se faz em salas pequenas, devagar, sem câmeras. Quem fala sobre o assunto geralmente não está de fato envolvido no processo", escreveu a liderança opositora. "Esta é a hora dos relojoeiros, não dos que batem o gongo". À sombra da 'fraude' Os cálculos para formação de governo se tornaram ainda mais meticulosos em meio às alegações de fraude eleitoral levantadas pelo Likud, partido de Netanyahu, ainda durante o dia de votação, citando a prisão de supostos representantes do Ra'am que estariam envolvidos em um esquema de compra de votos, relacionando irregularidades à participação recorde do eleitorado árabe. A narrativa ganhou força após o presidente da comissão eleitoral, juiz Noam Sohlberg, enviar uma carta ao diretor do Shin Bet, David Zini, pedindo que fosse feito "tudo ao seu alcance" para investigar "suspeitas graves" de interferência estrangeira nas eleições, dando prazo de uma semana para manifestação. A descoberta sobre a carta, na quinta-feira, levou os partidos a rapidamente se manifestarem sobre a questão. Netanyahu apontou a suposta influência externa era equivalente a um "roubo nas eleições", enquanto seu aliado de extrema direita Itamar Ben Gvir pediu a prisão dos líderes dos partidos árabe-israelenses. A coalizão de oposição tentou se equilibrar em uma linha mais delicada, indicando apoio ao esclarecimento das denúncias, mas rejeitando a anulação da eleição e exigindo o reconhecimento e nomeação dos eleitos. O diretor-geral interino da Comissão Central de Eleições, Dean Livne, rejeitou na noite de quinta-feira as alegações de fraude generalizada, classificando-as como "infundadas". Em uma carta a um deputado do Yesh Atid, partido de Lapid, obtida pelo jornal israelense Times of Israel, Livne afirmou que “as eleições para a Knesset foram conduzidas de acordo com a lei", que a "integridade do pleito nos locais de votação foi rigorosamente preservada" e que "até onde sabemos, não há fundamento para alegações de violações sistemáticas da integridade eleitoral" O Shin Bet, por sua vez, esclareceu que a investigação sobre interferência estrangeira na votação tem "escopo limitado". Mesmo que não anule a eleição, as alegações de fraude eleitoral se tornaram um fato político. Ainda na quinta-feira, Netanyahu afirmou que "nenhum partido sionista" poderia colaborar com os árabes-israelenses diante da suspeita de fraude — o que inviabilizaria a formação de um bloco de oposição com maioria. A tática foi descrita por analistas como uma tentativa do atual premier de forças deserções entre os deputados eleitos no campo oposicionista. Em contrapartida, dentro da coalizão de oposição, as posturas até aqui são cautelosas. O líder do Democratas (esquerda), Yair Golan, tem sido o mais vocal ao expressar apoio a um governo apoiado pelos árabes. Ativistas de esquerda fizeram um ato em frente a uma residência de Eisenkot na noite de quinta-feira, em Herzliya, pedindo para que ele negociasse a entrada das listas árabes no governo. A expectativa é de que os resultados finais sejam apresentados no dia 4 de novembro ao presidente Herzog, e que os novos deputados sejam empossados no dia 10. É papel do presidente indicar quem será o responsável por tentar formar governo. (Com AFP e Bloomberg)
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Fifa planeja dobrar premiação da Copa Feminina de 2027 no Brasil, diz NYT


A Fifa planeja dobrar a premiação da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, para pelo menos US$ 220 milhões (cerca de R$ 1,18 bilhão), de acordo com o The Athletic, site esportivo do New York Times. A Copa do Mundo Feminina no Brasil está prevista para ocorrer de 24 de junho a 25 de julho. Serão 32 seleções na disputa do torneio. A proposta em discussão prevê elevar o prêmio total do torneio para um patamar bem acima do pago em 2023. Fontes ouvidas pela reportagem do The Athletic estão a par dos números e pediram anonimato por causa da confidencialidade do processo. Estas fontes disseram que o plano também aumenta o valor mínimo garantido a cada jogadora. Este pagamento mínimo por atleta pode subir de US$ 30 mil (R$ 161,2 mil), em 2023, para US$ 60 mil (R$ 322,4 mil) em 2027. A Copa Feminina de 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, teve US$ 150 milhões (R$ 806 milhões) em compromissos financeiros, com US$ 110 milhões (R$ 591 milhões) destinados ao prêmio e US$ 40 milhões (R$ 214,9 milhões) para preparação e benefícios a clubes. A Fifa já havia mudado a forma de repasse na última edição do torneio. Em 2023, pela primeira vez, a entidade reservou uma parte dos recursos para ir diretamente às jogadoras, e não apenas às federações nacionais. Mesmo com o aumento, o valor ainda fica distante do que a entidade já indicou como objetivo. Em reunião do Conselho da Fifa em Kigali, em março de 2023, o presidente Gianni Infantino afirmou que a Fifa "esperava distribuir premiação igual para o torneio feminino até 2027". A proposta ainda depende de aval do Conselho da Fifa. A votação está prevista para dezembro, em reunião marcada para Zurique, na Suíça.
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Adeus, tons neutros? Azul intenso ganha espaço na decoração


Depois de um período em que bege, areia e off-white dominaram muitos projetos de interiores, tonalidades mais intensas começam a ganhar espaço nas propostas de decoração. Entre elas está o Luminous Blue, azul vibrante e profundo apontado pela WGSN, em parceria com a Coloro, como uma das cores de destaque para 2027. A escolha acompanha o interesse por ambientes com mais personalidade, mas também levanta uma dúvida prática: como incorporar um tom tão marcante sem comprometer o equilíbrio dos espaços? Parece vestido de alta-costura, mas é bolo: conheça a tendência Para o arquiteto Tiago Quadros, a valorização de cores expressivas está relacionada a uma mudança na maneira como as pessoas pensam a própria casa. A decoração deixa de se apoiar apenas em referências estéticas e passa a refletir também gostos, experiências e formas de viver. Nesse contexto, a cor pode alterar a percepção de um ambiente, interferindo na leitura de volumes, profundidades e materiais. "O Luminous Blue representa muito mais do que a escolha de uma cor vibrante para 2027. É uma tonalidade que estabelece um diálogo interessante entre tecnologia, natureza, memória e expressão individual. Na arquitetura, gosto de pensar a cor como um elemento capaz de modificar a leitura de um espaço. Ela não atua apenas na estética, mas também na maneira como percebemos volumes, profundidades, proporções e materiais", explica. Office em preto e branco ganha alegria com cores que rompem a sobriedade do ambiente. Divulgação Como incorporar o azul sem exagerar? Não é preciso pintar todas as paredes ou fazer uma reforma para experimentar a tonalidade. Uma poltrona, almofadas, luminárias, vasos e obras de arte são algumas das possibilidades para introduzir o azul aos poucos. Outra alternativa é renovar uma peça de mobiliário ou pintar o fundo de uma estante, criando um ponto de destaque sem alterar todo o ambiente. "Para quem deseja aderir à tendência sem reformar a casa, eu recomendaria começar por uma poltrona, almofadas, uma luminária, um vaso ou uma composição de quadros. Também é possível trocar o revestimento de uma peça de mobiliário ou pintar o fundo de uma estante. São intervenções relativamente simples, mas capazes de transformar a percepção do ambiente", orienta. Para quem prefere uma composição mais ousada, a tonalidade pode aparecer em marcenarias, paredes inteiras e até no teto. O acabamento também interfere no resultado. Superfícies brilhantes tendem a destacar os reflexos e a intensidade do azul, enquanto as foscas produzem uma aparência mais uniforme. Ambiente acolhedor valoriza encontros e momentos compartilhados entre família e amigos Divulgação Quais cores combinam com o Luminous Blue? A intensidade do azul permite diferentes combinações. Branco, off-white, bege e cinza-claro ajudam a criar uma base neutra, enquanto materiais como madeira natural acrescentam aconchego. Tons de carvalho, freijó e nogueira são algumas das opções que podem equilibrar a presença da cor. Já quem prefere contrastes pode aproximá-la de nuances quentes, como terracota, caramelo, areia e fendi. A mistura entre tons frios e quentes cria uma composição menos previsível, sem necessariamente deixar o espaço visualmente carregado. "Uma das formas mais elegantes de trabalhá-lo é aproximá-lo de materiais naturais e cores que tragam equilíbrio à sua presença. Minha recomendação é evitar a combinação de muitas cores intensas sem uma lógica compositiva. Podemos usar contrastes fortes, mas é importante que exista uma cor dominante, outras de apoio e materiais que façam a transição entre elas", destaca. Cobertura na Barra reúne as preferências de cada moradora em uma composição de cores que traduz a personalidade alegre da família Divulgação Da sala ao quarto, onde usar a tonalidade? Na sala de estar, o azul pode aparecer em um sofá, uma poltrona ou uma obra de arte. Na cozinha, armários nessa cor podem formar uma composição com bancadas de pedra clara e metais escovados. Em banheiros, a tonalidade também pode surgir em revestimentos, cubas e detalhes de marcenaria. Nos quartos, a recomendação é avaliar a intensidade da aplicação. Para quem prefere um ambiente mais tranquilo, cabeceiras, roupas de cama e objetos decorativos permitem experimentar a cor sem fazer dela o elemento dominante. A iluminação é outro fator importante. A luz natural pode realçar a vivacidade do azul, enquanto ambientes menos iluminados tendem a evidenciar sua profundidade. Antes de escolher uma parede ou um móvel para receber a tonalidade, vale observar amostras em diferentes horários do dia, já que a percepção da cor muda conforme a incidência de luz. Azul vibrante é aposta para 2027; veja como usar sem exagerar Divulgação Como evitar que a tendência pese no ambiente? Um dos erros é escolher uma tonalidade apenas porque ela está em evidência, sem considerar os móveis, os materiais e as preferências de quem vive no espaço. Fotografias de referência também precisam ser observadas com cuidado, pois a iluminação e os acabamentos podem produzir resultados diferentes daqueles percebidos em casa. "Também considero importante separar tendência de identidade. A cor do ano é uma referência de comportamento e de mercado, não uma obrigação para quem está construindo ou reformando. O projeto deve refletir a personalidade do morador, sua rotina e a maneira como ele deseja viver aquele espaço", ressalta Tiago. Para quem tem receio de enjoar, uma possibilidade é preservar uma base mais neutra e reservar o azul para elementos que possam ser substituídos com facilidade. Dessa forma, a decoração acompanha as preferências de cada morador sem depender de uma única tendência. "A atemporalidade não significa ausência de cor, mas capacidade de criar uma composição que continue relevante com o passar do tempo. O melhor projeto não é aquele que reproduz uma tendência, mas aquele que sabe interpretá-la e transformá-la em arquitetura", finaliza.
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Quando vai ter perdão de dívida do MEI? O novo teto já está valendo? Tire suas dúvidas


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou neste mês, a quatro dias do segundo turno das eleições, a lei que muda as regras do microempreendedor individual (MEI). O texto eleva o teto de faturamento anual da categoria, que está em R$ 81 mil desde 2018. Também permite a contratação de até dois empregados e concede perdão integral das dívidas de MEIs com a União. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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IBGE classifica oficialmente as montanhas no mapa de relevo do Brasil


Pela primeira vez, o Mapa dos Macrocompartimentos de Relevo do Brasil incluiu formalmente a classe “montanhas” na escala nacional. A atualização, que aponta que o relevo está presente em 20 estados brasileiros, foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. A publicação também destaca a adoção do termo “superfícies rebaixadas” em substituição a “depressões”. Biólogo grava onça dando bote em jacaré no Pantanal: 'Das cenas mais selvagens da minha vida'; vídeo Novo Enamed: ‘OAB da Medicina’ aproxima Brasil de critérios internacionais para conferir registro profissional As montanhas estão presentes com maior concentração em Minas Gerais, com 37,3% do total mapeado, seguido pela Bahia (15,8%), Rio de Janeiro (9,0%) e São Paulo(8,7%). Segundo o Instituto, a atualização partiu de critérios morfológicos, de amplitude altimétrica e declividade. “O trabalho resulta de uma construção coletiva entre o IBGE, o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a União da Geomorfologia Brasileira (UGB) e pesquisadores de diversas universidades do país, reunindo cerca de 70 especialistas em relevo”, destaca o IBGE. O levantamento divide o território nacional em cinco macrocompartimentos: montanhas, planaltos, superfícies rebaixadas, tabuleiros e planícies. Segundo o Instituto, para um relevo ser considerado uma montanha, precisa ter "feições elevadas com amplitude altimétrica superior a 300m em relação às áreas circunvizinhas, ser predominantemente com topos aguçados ou ter cristas e vertentes declivosas”. 'Superfícies rebaixadas' no lugar de 'depressões' Outra classificação também foi atualizada pelo Instituto: no lugar de “depressões”, será usado o termo “superfícies rebaixadas” para se referir ao relevo. A alteração, segundo o IBGE, busca reconhecer a posição topográfica relativa dessas áreas e evitar ambiguidades associadas ao termo “depressão”, que é frequentemente relacionado a cavidades, crateras, afundamentos ou topografia negativa. Os outros relevos, planaltos, planícies e tabuleiros, não sofreram alterações na nomenclatura. “O novo mapeamento introduz abordagens e critérios conceituais e metodológicos inéditos na história da cartografia temática institucional do IBGE. A publicação é voltada à comunidade científica, profissionais das áreas de planejamento territorial e ambiental, gestores públicos, professores e estudantes e busca ampliar a divulgação e o uso do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo”, pontuou o Instituto. *Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão
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O que leva alguém a pagar R$ 2,9 mil pela água do banho de uma influenciadora?


O mercado de conteúdo adulto tem ampliado as possibilidades de comercialização de produtos e experiências associados à intimidade e ao cotidiano de criadores. Além de fotos e vídeos, objetos ligados à rotina de influenciadores também podem ganhar valor entre seus seguidores. É o caso de Jennifer Fabri, de 28 anos, de São Paulo, que passou a vender garrafas com a água do banho após os exercícios. Confira: Criadora de conteúdo adulto revela como a lingerie virou código no casamento Barbeira nudista relata confusão em academia após usar look cor de pele: 'Deu uma ilusão de ótica' Segundo Jennifer, mais de 50 unidades já foram comercializadas em sua plataforma de conteúdo adulto, por R$ 2,9 mil cada. A iniciativa começou com um pedido de um assinante que acompanhava os vídeos da criadora na academia e queria receber a água do banho depois da atividade física, quando ela ainda estava suada. O que parecia uma solicitação isolada acabou despertando a procura de outras pessoas. "Não podia ser água de qualquer banho, tinha que ser depois do treino. No começo, achei que fosse um pedido isolado, mas apareceram outros interessados. Tem gente que guarda a camiseta de um artista; meus assinantes quiseram uma lembrança da minha rotina de academia", explica. Com a repercussão entre os seguidores, Jennifer decidiu buscar compradores fora de sua plataforma habitual. A tentativa de anunciar o produto em outro ambiente, porém, não avançou, já que a publicação foi recusada antes de ficar disponível. Segundo ela, não houve explicação para a decisão. "Na minha plataforma, já vendi mais de 50 garrafas. Na OLX, não consegui nem anunciar a primeira. Eu queria ampliar meu negócio, colocar o preço e deixar as pessoas escolherem. A água encontrou comprador, mas não encontrou espaço no anúncio", afirma. Após vender água de banho pós-treino por R$ 2,9 mil, influenciadora tem anúncio recusado em plataforma de vendas Divulgação | CO Assessoria A influenciadora pretende continuar atendendo aos pedidos que recebe e manter a característica que deu origem à ideia. A água seguirá sendo recolhida depois dos exercícios, como parte da experiência que oferece aos compradores. "Eu faço o treino, tomo o banho e ainda vendo a água. Quem compra pode até ser sedentário, mas eu não posso faltar à academia. Vou continuar vendendo onde já encontrei quem queira comprar", conclui.
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Feriado ou ponto facultativo? Veja quais estados terão folga pelo Dia do Servidor Público nesta sexta-feira (30)


Quem pretende esticar o fim de semana até o feriado de Finados precisa ficar atento: a sexta-feira (30) não é feriado nacional, mas é ponto facultativo em vários estados e órgãos, para o funcionalismo público. Na maior parte do país, a folga permite aos servidores emendar o descanso com o sábado, o domingo e a segunda-feira (2), quando se comemora o Dia de Finados. Conheça o avião cargueiro da Fórmula 1 capaz de cruzar oceanos com mais de 800 toneladas de carga Noivo morre três dias após casamento em Las Vegas; mulher relata últimos momentos do marido A celebração do Dia do Servidor Público seria, oficialmente, na quarta-feira (28). A transferência para esta sexta, entretanto, foi estabelecida pelo governo federal por meio da Portaria MGI nº 8.821, de 26 de outubro de 2026, e adotada por estados e órgãos públicos de acordo com seus próprios calendários. Há exceções: Roraima antecipou o ponto facultativo para a segunda-feira (26) e manteve o expediente normal nesta sexta, enquanto o Paraná não publicou decreto estadual e deixou a cargo das prefeituras a definição de mudanças. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), o ponto facultativo federal vale para os órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. A medida não pode comprometer a continuidade dos serviços essenciais, cujo funcionamento deve ser assegurado pelos dirigentes de cada órgão ou entidade. Veja como ficou a mudança da data do Dia do Servidor Público em cada estado Acre (AC): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 11.961/2026. Alagoas (AL): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº113.365. Amapá (AP): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 7.269/2026. Amazonas (AM): Transferido para sexta-feira por decreto estadual de 16 de outubro, sem numeração. Bahia (BA): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 24.882/2026. Ceará (CE): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 37.576/2026. Distrito Federal (DF): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 49.585/2026. Espírito Santo (ES): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 2.169-S/2026. Goiás (GO): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 10.987/2026. Maranhão (MA): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 42.815/2026. Mato Grosso (MT): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº2.304. Mato Grosso do Sul (MS): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 69/2026. Minas Gerais (MG): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto de Calendário anual. Pará (PA): Transferido para sexta-feira por meio da Portaria nº 0325/2026/Seplad. Paraíba (PB): Transferido para sexta-feira por meio da Portaria nº 0797/2026/Sead. Paraná (PR): Sem decreto estadual. Decisão cabe às Prefeituras. Pernambuco (PE): Transferido para sexta-feira por ato da Secretaria de Administração publicado em 15 de outubro. Piauí (PI): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 24.285, de 23 de Dezembro de 2025. Rio de Janeiro (RJ): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 50.525/2026. Rio Grande do Norte (RN): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº35.209, de 23 de dezembro de 2025. Rio Grande do Sul (RS): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 59.010/2026. Rondônia (RO): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 31.210/2026. Roraima (RR): Folga transferida para o dia 26 por meio do Decreto nº 41.642-E. Santa Catarina (SC): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 1.374/2026. São Paulo (SP): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 70.925/2026. Sergipe (SE): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 1.584/2026. Tocantins (TO): Transferido para sexta-feira por meio do Decreto nº 7.254/2026. Quem trabalha em empresa privada não tem folga assegurada nesta sexta. Sem o status de feriado nacional, o dia segue como útil para o setor, e o descanso só vale se o patrão liberar ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva da categoria.
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Cinemas brasileiros têm maior bilheteria da década até outubro


Os cinemas brasileiros tiveram um público de 116,8 milhões de espectadores do início do ano até a última quarta-feira. Trata-se da maior bilheteria até outubro nesta década, segundo dados da Ancine. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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