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Surto de Ebola na RD Congo deixa mais de cinco mil mortos, diz governo

O número de mortos pelo surto de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassou 5.000, segundo dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (30).

Autoridades ainda não encontraram uma maneira de controlar a epidemia de Ebola mais mortal já registrada no país.

Não há tratamentos nem vacinas aprovados para combater a rara cepa Bundibugyo, responsável pelo surto neste país da África Central.

Mais de 10 mil pessoas foram infectadas desde que o surto foi declarado, em maio.

A detecção tardia, os conflitos e os serviços de saúde sobrecarregados contribuíram para que o vírus se espalhasse mais rapidamente do que em surtos anteriores.

Oito das 26 províncias do Congo foram afetadas, com muitas mortes ocorrendo fora dos centros de tratamento.

O surto deste ano é o segundo maior da história, ficando atrás apenas do surto de 2014-2016, que infectou mais de 28.600 pessoas e matou mais de 11 mil na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.

Na semana passada, a Nigéria tornou-se o quarto país africano a registrar um caso de Ebola, ampliando a propagação geográfica do surto para a África Ocidental. Os países da África Oriental, Quênia e Uganda, também registraram casos.

Violência e desconfiança dificultam combate ao Ebola na RD Congo

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Rei Charles reconhece injustiças da escravidão antes de cúpula no Caribe

O rei Charles III reconheceu na terça-feira (27) as injustiças da escravidão, afirmando que os líderes da Commonwealth (aliança voluntária formada atualmente por 56 países) discutirão o assunto em sua cúpula na próxima semana.

A reunião acontece em meio a demandas cada vez mais expressivas do Caribe para que o Reino Unido pague reparações por seu papel no comércio de escravos.

Em um discurso nas Bahamas, no início de uma turnê pelo Caribe, Charles disse que era “justo” reconhecer “o grande sofrimento e as injustiças do passado nessas ilhas e em outros lugares”.

Suas declarações antecedem a Reunião de Chefes de Governo da Commonwealth em Antígua e Barbuda na próxima semana, onde se espera que os líderes caribenhos pressionem por reparações pela escravidão e pelo colonialismo.

Charles acrescentou que algumas das coisas que há de “melhor” na cultura bahamense atual — “as mais alegres, as mais esperançosas, as mais brilhantes” — “nasceram da escuridão”.

Charles visitará as Bahamas e a Guiana antes de viajar para Antígua e Barbuda, onde se encontrará com sua esposa, a rainha Camilla, para a cúpula bienal da Commonwealth, organização composta por 56 nações, a maioria das quais ex-colônias britânicas.

A questão das reparações ganhou força em todo o Caribe nos últimos anos. No mês passado, a Caricom, o bloco regional, afirmou que desejava incluir o assunto na agenda da cúpula.

“O Caribe tem afirmado consistentemente que as reparações são fundamentalmente uma questão de justiça”, disse a secretária-geral da CARICOM, Carla Barnett, no mês passado.

O Palácio de Buckingham indicou que o rei abordará a questão durante a visita, mas não oferecerá um pedido formal de desculpas, em consonância com a política do governo britânico, que também exclui reparações financeiras.

Um porta-voz do palácio disse que a visita se concentraria principalmente em “parcerias modernas e oportunidades para o futuro” na região, mas acrescentou que, para Charles, também fazia parte de um esforço “de toda a vida” para se envolver e educar sobre “os aspectos mais vergonhosos do nosso passado”.

Ativistas e alguns líderes caribenhos pediram ao Reino Unido que vá além, incluindo um pedido de desculpas, reparações na forma de compensação financeira e a devolução de artefatos culturais.

Do século XV ao XIX, pelo menos 12,5 milhões de africanos foram raptados e vendidos como escravos por comerciantes europeus, sendo que o Reino Unidos transportou cerca de 3,2 milhões de pessoas através do Atlântico, tornando-se uma das maiores nações no comércio de escravos.

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