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Caso Porsche: motorista é condenado a 17 anos de prisão


Réu pelo acidente com um Porsche que matou o motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, Fernando Sastre, 24 anos, foi condenado a 17 anos um mês e 10 dias na madrugada desta sexta-feira. Nesta quinta, ele admitiu vez ter ingerido bebida alcoólica na noite do acidente, em 2024, em São Paulo. Ele fez a afirmação durante o segundo dia de julgamento, no qual foi acusado de homicídio, nesta quinta-feira. O réu também pediu perdão às vítimas e aos familiares. — Eu jamais fui indiferente às consequências dos fatos. Eu sofri muito e ainda sofro todos os dias, tenho consciência do que aconteceu e das consequências devastadoras disso. Tenho vergonha e arrependimento todos os dias da minha vida — declarou Fernando. Além da condenação de Sastre, a namorada dele, Giovana, também vai ter que pagar 10 salários mínimos por não comparecer a audiência no horário previsto na quarta-feira. A perícia apontou que o veículo andava pela Avenida Salim Farah Maluf, Zona Leste de São Paulo, a mais de 150 km/h. Na denúncia, o Ministério Público (MP) alegou que ele ingeriu álcool em dois estabelecimentos antes de dirigir. Ele não fez, no entanto, o teste do bafômetro após a colisão. Nesta quinta, o réu afirmou que não saiu de casa com a intenção de provocar um acidente e fez um pedido de desculpas às famílias. — Queria fazer o meu mais sincero pedido de perdão para as vítimas e para as famílias, que mais sofrem, porque ninguém merece passar por isso — disse. Na sequência, Sastre reconheceu que havia consumido álcool antes de dirigir. É a primeira vez que ele admite ter bebido antes do acidente. — Expresso meu arrependimento, minha vergonha, eu confesso que no dia dos fatos eu ingeri bebida alcoólica — afirmou. Depoimento Sastre narrou que, em 30 de março de 2024, estava com a então namorada, Giovanna, e combinou de encontrar os amigos Juliana e Marcus Vinicius Machado Rocha, que ficou gravemente ferido no acidente, em um "gastrobar" chamado Porqueteria. Segundo ele, os quatro pediram bebidas e aperitivos. Sastre admitiu que, além da água — que em depoimentos anteriores alegou ter sido a única coisa que tinha bebido — ele também tomou dois drinques no restaurante. Segundo ele, o grupo permaneceu no estabelecimento até as 23h. No depoimento, ele também tentou justificar declarações da namorada de que Sastre não havia bebido. O réu disse que, apesar de terem sentados juntos no restaurante, ele é Marcus ficaram na calçada em parte do tempo e é possível que ela não o tenha visto beber. Depois do restaurante, o grupo decidiu ir para a uma casa de pôquer. Sastre disse que Marcus o acompanhou no Porsche, enquanto Giovanna seguiu com Juliana. No local, segundo o réu, ele e Marcus foram para uma mesa de jogo, enquanto as namoradas foram ao buffet. Fernando afirmou que não consumiu álcool na casa de pôquer e que pediu água e água tônica. Em determinado momento, segundo o réu, Giovanna foi até a mesa e disse que queria ir embora. A namorada insistiu que estava cansada, mas Sastre convidou Marcus e Juliana para jogar sinuca na sua casa. O réu também comentou um vídeo gravado por Juliana na saída da casa de pôquer, no qual aparece discutindo com a Giovana sobre a possibilidade de ir embora. — Queria dizer que tenho muita vergonha desse vídeo e peço desculpa a todos que eu ofendi com ele, mas é um vídeo que está fora de contexto — declarou. 'Memória fragmentada' Ao narrar o trajeto até o acidente, Fernando afirmou que saiu da vaga devagar e percorreu ruas do bairro até chegar à avenida Salim Farah Maluf. Ele afirmou se lembrar de ultrapassar um carro pela faixa da esquerda e de parar em um semáforo. A partir desse momento, porém, disse ter recordações fragmentadas. — Depois que eu saio desse farol, é uma memória muito fragmentada, não lembro direito o que aconteceu. Lembro de ter visto um carro na minha frente, eu tento frear e desviar, mas, de repente, é um apagão — afirmou. Ela também admitiu a possibilidade de ter tentado “cortar” o carro de Ornaldo. Sastre afirmou que recobrou a consciência fora do veículo e viu Marcus ferido. Segundo ele, estava em estado de choque e não compreendia o que havia acontecido. Disse que um homem o amparou e explicou que ele havia se envolvido em um acidente e que o socorro já havia sido acionado. Sastre diz que não chegou a ver Ornaldo no local e que sua preocupação imediata foi com o amigo. Também afirmou não se lembrar da sequência exata dos acontecimentos após a colisão. Sobre a saída do local, Fernando disse que sua mãe chegou depois do resgate das vítimas. Segundo ele, um policial havia autorizado a saída. Sua mãe teria dito que o levaria ao hospital, mas os dois foram para casa. Em casa, relatou ter tomado banho e sentido dores devido a fraturas em duas costelas e três ossos da face. Sua mãe, segundo o depoimento, deu medicamentos pra ele. Ele diz então ter adormecido no sofá. Sastre afirmou que acordou por volta das 9h e recebeu a notícia de que Ornaldo não havia resistido aos ferimentos e de que Marcus estava passando por uma cirurgia. — Depois disso, minha vida acabou, eu passei a vegetar até o dia em que fui preso — disse. Questionado pelo Ministério Público sobre o motivo de ter negado anteriormente o consumo de álcool, Fernando disse que poderia apresentar justificativas, mas que pretendia contar a verdade durante o julgamento. — Poderia inventar mil desculpas para isso que eu fiz, mas eu estou aqui entregue. Hoje eu quero, sim, dizer a verdade — afirmou. O réu também declarou acreditar, naquela noite, que estava em condições de dirigir. Segundo ele, se Marcus tivesse percebido que não tinha condições de assumir o volante, teria impedido que ele dirigisse. — Se o Marcus tivesse visto que eu não estava em condições de dirigir, ele não só não teria entrado no carro, ele teria impedido que eu tivesse dirigido. Na minha cabeça, naquele momento, eu acreditava estar em condições — disse. O acidente ocorreu na madrugada de 31 de março de 2024, na Zona Leste de São Paulo. O Porsche conduzido por Fernando colidiu com o Renault Sandero dirigido por Ornaldo, que trabalhava como motorista de aplicativo. Ornaldo morreu em decorrência dos ferimentos, e Marcus ficou gravemente ferido. Problemas no Porsche Mais cedo, a defesa de Sastre apresentou um laudo de um perito contratado pela família do empresário que aponta supostas falhas no Porsche dirigido pelo jovem na noite da batida. A família da defesa contratou um perito, Alfredo Vieira das Neves Júnior, que identificou, segundo a análise particular, 128 DTCs — códigos de falha registrados pelo veículo — e seis avarias que poderiam ter comprometido o tempo de resposta do carro. Segundo o técnico, 122 falhas antes ao acidente, e seis que ocorreram no momento “pré-impacto”. Entre os problemas apontados estão uma avaria na câmera dianteira, que teria reduzido a luminosidade captada pelo sistema, e uma possível falha no mecanismo de fixação das rodas, que poderia provocar o travamento do eixo traseiro. A tese da defesa também foi apresentada na véspera pela mãe do empresário, Daniela Cristina de Medeiros Andrade. Em depoimento na quarta-feira, ela questionou a conclusão da montadora que respondeu em ofício de que os defeitos identificados “não comprometiam a dirigibilidade do veículo”. — Me parece muito estranho uma empresa como a Porsche dizer isso. É como dizer que um avião tem problemas na asa, mas pode voar — afirmou. O GLOBO procurou a Porsche Brasil sobre o laudo e aguarda retorno.
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Vanessa da Mata é homenageada no 'Sem censura' e fala sobre as viagens para fazer shows: 'Tem que administrar a solitude'


Vanessa da Mata será homenageada no “Sem censura”. A edição desta sexta (30) celebrará os 50 anos da artista. Além de conversar com Cissa Guimarães sobre a vida e a carreira, ela cantará os hits “Não me deixe só” e “Boa sorte”, entre outros. Leia também: Kenya Sade renova contrato com a Globo. Saiba quais serão os próximos projetos E mais: Adriane Galisteu fala sobre seu novo videocast, conta que teve vergonha de revelar menopausa ao marido e comenta mudança do filho para a Suíça: 'Muito difícil' No bate-papo, a cantora afirma que adora viajar para se apresentar: — Eu sou uma cantora que viaja muito. Gosto de ir para estrada fazer turnê. Estou pelo Brasil e pelo mundo. A gente faz sacrifícios para um show maravilhoso durante uma hora e meia. É um elixir. Milhares de pessoas. Depois você vai para o hotel, ninguém. É uma loucura. Você tem que administrar essa solitude. Ela também fala sobre a sua parceria com Ben Harper na música "Boa sorte / Good luck": — Eu fiz essa melodia dez anos antes dela ser gravada na França. Me lembro que a melodia estava na minha cabeça com milhares de pessoas cantando. Tive uma evidência, uma certeza que seria um hit. Mas ela era muito pirracenta. Nunca era terminada. Não achava que ela tinha uma outra parte além daquela que fiz. Indo para o estúdio fiz a letra inspirada em um relacionamento. Era uma das cinco músicas fora do disco. O produtor Mario Caldato sugeriu chamar o Ben Harper. Ele quis ouvir todos os meus discos antes de gravar. A música voltou com aquela guitarra... Com a tradução, ela perdeu a métrica. "É só isso". Ele fez "that's it". Tivemos que mudar a melodia. Ele foi muito parceiro. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Vanessa também conta como surgem as inspirações para suas canções: — O desafio é transformar histórias difíceis e de dor em algo positivo que transborde, faça reluzir e brilhar. Atravessar pessoas para que elas tragam esse sentimento para suas vidas. Eu tive a sorte de ter uma voz suave e ao mesmo tempo forte, soprano. Essa intensidade toda me ajuda. Initial plugin text
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Liga argentina terá novo formato na próxima temporada; entenda


A Associação do Futebol Argentino (AFA) apresentou uma alteração no formato de seu campeonato da primeira divisão visando a temporada de 2027, embora tenha descartado a possibilidade de uma redução de 30 para 20 equipes. Os torneios Apertura e Clausura serão mantidos, mas deixarão de ser disputados em dois grupos de 15 clubes cada. Em seu lugar, voltará o sistema de todos contra todos, com 29 datas e uma rodada adicional de clássicos. Libertadores: Conmebol rejeita protesto do Flamengo contra escalação de Rojo pelo Estudiantes Leia também: Membro de torcida organizada é condenado a sete anos de prisão por ameaçar Di María para impedir sua volta ao futebol argentino O sistema de playoffs também será mantido para as fases decisivas. Assim, o torneio Apertura encerrará sua fase regular na 15ª rodada, e, a partir daí, os 16 primeiros colocados na tabela passarão a disputar confrontos diretos pelo título. No segundo semestre, o Clausura começará a partir da 16ª rodada, mas sem carregar os pontos do Apertura. Da mesma forma, após a 30ª rodada, serão realizados os playoffs até se conhecer o campeão. Além disso, o título da Liga será mantido para a equipe que terminar em primeiro lugar na Tabela Anual ao final das 30 rodadas. Dessa forma, a temporada consagrará três campeões: os vencedores do Apertura e do Clausura, e o vencedor da classificação anual. Ainda resta confirmar o que acontecerá com o sistema de rebaixamento, que, por enquanto, prevê uma queda com base na classificação anual e outra com base na média de pontos somados nas últimas três temporadas. "Apenas o River defendeu a proposta de um torneio com 20 equipes. Na reunião dos dirigentes, foi colocada em pauta a questão de quem concordaria com dez rebaixamentos. E, com exceção do River, nenhum clube concordou em fomentar dez rebaixamentos no futebol argentino", destacou Cristian Malaspina, presidente do Argentinos Juniors, após a reunião do comitê executivo. "A opinião de todos os clubes e de todos os sócios desses clubes foi ouvida. Acreditamos que, assim, será ainda mais competitivo", afirmou Malaspina. A temporada de 2027 terá, portanto, duas rodadas a menos que a atual (com dois torneios de 16 rodadas cada um em sua fase regular). Por outro lado, não haverá alterações quanto à classificação para as competições internacionais: os três campeões garantem vaga na Copa Libertadores, assim como o vencedor da Copa Argentina e o segundo e o terceiro colocados da Tabela Anual — este último entrando na segunda fase —, enquanto os times do quarto ao nono lugar da Tabela Anual se classificam para a Copa Sul-Americana.
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Lula 4: novo rumo ou mais do mesmo?


Lula deu poucos sinais sobre como pretende implementar a promessa que fez de improviso, no discurso da vitória, de que o novo governo será diferente do atual. Mas uma coisa a virada épica e os recados das urnas e das ruas no segundo turno deixam clara: não é possível agir com as premissas de sempre para chegar a um resultado novo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Foto inédita: veja Cauã Reymond ao lado de Kim Kardashian na segunda temporada de série americana


Aí está a imagem inédita de uma das sequências de Cauã Reymond na segunda temporada de “Tudo é justo”, que desembarcará na próxima quarta-feira no Disney+. Na obra criada por Ryan Murphy, o personagem dele surgirá ligado à advogada Allura (Kim Kardashian). Leia também: Criminoso em 'Quem ama cuida', Allan Souza Lima surgirá como policial em nova série da Netflix E mais: No ar em 'Habeas corpus', da Netflix, Felipe Ricca fará nova série do Disney+ e estará em filme com Danilo Mesquita Na foto, aparecem ainda as demais protagonistas: Naomi Watts (Liberty), Sarah Paulson (Carrington), Niecy Nash (Emerald) e Glenn Close (Dina) TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp O ator anunciou em setembro que faria parte do projeto. "Oi, pessoal, estou muito feliz em confirmar que estou na segunda temporada de 'Tudo é Justo' em Hulu e Disney +. É um projeto incrível e estou muito animado com o que vem por aí. Vejo vocês em breve, fiquem ligados", disse na ocasião. Galerias Relacionadas Initial plugin text
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Colômbia militariza cidade na fronteira com a Venezuela devido à onda de violência


O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta quinta-feira a militarização temporária da principal cidade na fronteira com a Venezuela, devido à onda de violência e assassinatos cometidos por grupos ilegais. Cúcuta, cidade onde atuam guerrilhas e outros grupos criminosos, foi cenário nos últimos dias do assassinato de um aspirante a prefeito e de um atentado com explosivos que deixou quatro policiais feridos. Medidas: Juiz ordena que governo da Colômbia devolva obras sobre diversidade sexual e feminismo que foram retiradas de museu Leia também: Colômbia reporta mais de 250 cidadãos mortos e quase mil desaparecidos na guerra na Ucrânia "Ordeno a militarização imediata de Cúcuta. Será temporária, enquanto estabilizamos a ordem pública", declarou o presidente, sobre a capital do Norte de Santander. Ele informou que a polícia e o exército foram mobilizados na cidade. Essa é a segunda cidade militarizada por De la Espriella desde que ele assumiu o poder, em agosto. A primeira foi a litorânea e turística Santa Marta, após uma onda de ataques a estabelecimentos comerciais e veículos deflagrada por um grupo do narcotráfico no mês passado. A região de fronteira com a Venezuela é um reduto de grupos guerrilheiros, como o Exército de Libertação Nacional e dissidentes da extinta guerrilha das Farc, que disputam a receita do narcotráfico e da mineração ilegal. Em meio à pior crise de violência da última década na Colômbia, o presidente de direita promove uma ofensiva contra acampamentos guerrilheiros que já deixou dezenas de mortos, entre eles oito menores.
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'Quem ama cuida': após beijar Felipe, Mau Mau tenta revelar segredo, mas é impedido. Veja foto exclusiva


Eis o aguardado momento romântico de Mau Mau (João Victor Gonçalves) e Felipe (Pietro Antonelli) em “Quem ama cuida”. Quando os dois ficarem sozinhos na escola de dança, o filho de Fábia (Flávia Alessandra) admitirá que, apesar de confuso, curte o que vem sentindo. O irmão de Adriana (Leticia Colin) dirá que também vive algo novo. Em seguida, eles se beijarão. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Pedro Emanuel diz que série de jogos em sintético foi um dos fatores para time misto do Vasco contra Flamengo: 'Impacto grande'


Após a goleada por 4 a 1 sofrida por um mexido Vasco no clássico com o Flamengo, o técnico Pedro Emanuel explicou que as mudanças realizadas no time para a partida desta quinta-feira, pela 33ª rodada do Brasileiro, foram motivadas pela sequência de duelos em curto espaço de tempo que a equipe terá em gramados sintéticos, que fazem a recuperação dos jogadores demorar mais. O próximo dos jogos será contra o Palmeiras, pela semifinal da Copa do Brasil. —Não estamos habituados, nem a treinar, nem a jogar (no gramado sintético). Nós vamos ter uma sequência de jogos, por isso temos que nos preparar e temos que ter a noção do real impacto que vai ter nos jogos. Estes jogos restantes, contra equipes de grande dimensão de jogo e de exigência para nós. Por isso nós vamos ter um discurso com o povo lá dentro, aqueles que estão mais frescos vão ser as melhores opções — disse. — Há diferença para o gramado natural, e isso o departamento médico por explicar. O que eu sinto é que os jogadores ficam mais baleados. Vamos ter mais jogos no sintético e com pouco tempo de recuperação. O impacto é muito grande. Reflito muito com a estrutura do futebol profissional. Queremos continuar sendo competitivos depois de 60 jogos. O treinador também destacou a limitação da equipe nas finalizações como ponto de virada no clássico. O time chegou perto de empatar o duelo enquanto estava 2 a 1 para o Flamengo. O Vasco teve uma profusão de chances desperdiçadas e viu o rival balançar as redes de forma cirugica outras duas vezes para fechar o placar. — Se formos ver ou comparar, nossa equipe não tem um grande goleador. Tem o Puma, que é o melhor marcador de gols e assistente da equipe. Hoje, no 2 a 1, tivemos uma bola nos pés do Marino. Ele consegue finalizar dali (da grande área). A oportunidade surgiu para o Flamengo, e o Flamengo concretizou — disse. — Não estamos dependentes só de um atacante, e, sim, de várias situações que vamos criando. Ainda assim, o treinador ressaltou que a escolha pela utilização de nomes pouco entrosados em campo no sistema defensivo (os zagueiros Gabriel e Lucas Freitas e o volante Jair) foi considerada pelo desempenho nos treinos e escolheria de novo, convicto na decisão. — Eles não jogam juntos, mas treinam todo dia juntos. Quando treinamos uns contra os outros eles jogam juntos. Por isso coloquei eles com o Jair porque se conhecem bem e a sintonia é clara. Para mim, a confiança se revela de uma forma: colocar para jogar. Lá dentro que podemos mostrar o que valemos. O jogo ficou marcado pela eficácia. Dividimos o jogo com um time que está lutando por objetivos distintos do nosso. Acredito que nos próximos anos podemos chegar nesse contexto. Gostaria que o jogo fosse em São Januário porque a energia seria mais positiva para nós. Estou solidário com o que custa perder o clássico. Foi uma pancada forte, não gostamos de perder de ninguém por um placar grande. É um toque de reunir para a gente. Se me perguntassem se faria de novo as mesmas escolhas, digo a todos que faria e colocaria o mesmo time para jogar. O duelo de ida da semifinal do torneio com o Palmeiras será fora de casa, no Nubank Parque, em São Paulo. A volta, no Rio. Em meio à possibilidade de conquistar um título que não vence desde 2011, o clube segue na luta contra o rebaixamento, já que parou nos 38 pontos, quatro a mais que o primeiro time na zona de rebaixamento, o Grêmio, em 17º. Já pelo Brasileiro, o time enfrentará o Athletico fora de casa, na quarta-feira.
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Ataque hacker faz plataforma de criptomoedas congelar mais de US$ 2,5 bilhões


A plataforma de criptomoedas Binance relatou, nesta quinta-feira, que foi vítima de um grande ataque hacker, o que levou ao congelamento de mais de US$ 2,5 bilhões (cerca de R$ 13,46 bilhões) para evitar que fossem roubados. A empresa — a maior plataforma de negociação de criptomoedas do mundo em volume diário de operações — informou que suspendeu a negociação de certos produtos e garantiu que os fundos dos usuários "estão completamente seguros". No entanto, vários especialistas alertaram para desvios vultosos. Negócios: Gastos da Amazon disparam em meio à desaceleração do crescimento das vendas on-line Leia também: Justiça determina que Meta remova posts de assédio eleitoral "De fato, parece ser um ataque hacker à Binance", disse o ex-diretor executivo da empresa, Changpeng Zhao, que, embora não comande mais o grupo, continua sendo seu principal acionista. Paolo Ardoino, diretor executivo da Tether, afirmou que sua empresa congelou cerca de US$ 1,6 bilhão (cerca de R$ 8,62 bilhões) "relacionados a um possível ataque hacker" à Binance. A Tether emite uma criptomoeda conhecida como USDT, a terceira maior moeda digital em volume em circulação. O diretor da Circle, Jeremy Allaire, informou que sua empresa congelou mais de US$ 800 milhões (cerca de R$ 4,3 bilhões) em USDC, a criptomoeda que ela gerencia. Tanto o USDT quanto o USDC são "stablecoins" — moedas digitais cujo valor está atrelado a uma moeda tradicional, neste caso, o dólar americano. Horas antes de a Binance confirmar o ataque, por volta das 23h30 GMT (20h30 de Brasília), vários especialistas do setor relataram que hackers haviam conseguido acessar a plataforma. Alguns apontaram que este poderia ser o maior ciberataque desse tipo até o momento, superando o montante de US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 8 bilhões) roubado em fevereiro de 2025 da plataforma Bybit — um incidente atribuído a hackers ligados à Coreia do Norte. O preço do bitcoin caiu mais de 3% após a divulgação da notícia.
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Alíquota sugerida pelo TCU para novo imposto tem de ser revista pelo Senado


É mais que justificável a preocupação com a proposta do Tribunal de Contas da União (TCU) de uma alíquota de 11,3% para a Contribuição de Bens e Serviços (CBS), um dos dois novos tributos criados pela reforma tributária. O percentual surpreendeu. Nas discussões, trabalhava-se com estimativa de 8,8%, e o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS, o outro tributo que será criado) previa 9,2%. Mantida a proposta do TCU, é inevitável o impacto na inflação. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Após anúncio de Sasha, veja quais cuidados são essenciais na primeira gravidez


Sasha Meneghel está grávida do primeiro filho com o marido, João Lucas. O anúncio, feito na quinta-feira (29), coloca em evidência uma fase marcada por mudanças físicas e emocionais e por dúvidas sobre como adaptar a rotina à chegada do bebê. Xuxa antecipou? Sasha já estava grávida quando quando a mãe falou sobre netos em turnê Sasha está grávida: Bruna Marquezine será madrinha? Saiba os detalhes da amizade O pré-natal é uma das principais ferramentas para acompanhar a saúde da mulher e o desenvolvimento fetal ao longo dos meses. Além das consultas e dos exames, alimentação, atividade física e bem-estar emocional também fazem parte dos cuidados durante a gestação. Para a ginecologista e obstetra Cris Provatti, o ideal é que a preparação comece antes da gravidez, com uma avaliação pré-concepcional. Quando isso não acontece, a recomendação é procurar acompanhamento médico assim que a gestação for confirmada. "A primeira gravidez costuma trazer muitas dúvidas, principalmente porque a mulher está vivendo transformações que ainda não conhece. O ideal é que o cuidado comece antes mesmo da concepção, com uma avaliação pré-gestacional. Mas, quando isso não acontece, é importante iniciar o pré-natal assim que a gravidez for confirmada, para acompanhar a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê", explica. O que esperar das primeiras semanas Náuseas, sonolência, sensibilidade nas mamas, cansaço e mudanças no apetite estão entre os sintomas que podem surgir no início da gestação, em meio às alterações hormonais. A intensidade varia de uma mulher para outra, e algumas podem apresentar poucos ou nenhum desses sinais. Essa diferença pode gerar insegurança, sobretudo quando a experiência é comparada à de amigas, familiares ou mulheres que compartilham relatos nas redes sociais. No entanto, os sintomas, isoladamente, não determinam se a gravidez está evoluindo bem ou não. A avaliação médica é necessária para acompanhar o quadro individualmente. "Uma das maiores fontes de ansiedade na primeira gestação é a comparação. A mulher escuta que determinada pessoa sentiu muitos enjoos, enquanto outra não apresentou nenhum sintoma, e começa a questionar se está tudo bem. Precisamos lembrar que cada organismo responde de maneira diferente. O acompanhamento médico é o que permite avaliar a evolução da gravidez com segurança", ressalta. Alimentação, suplementação e atividade física Uma alimentação variada, com fontes de proteínas, frutas, verduras e outros alimentos nutritivos, ajuda a atender às necessidades da gestante. A hidratação também merece atenção. Já o uso de suplementos deve considerar a fase da gravidez e as necessidades de cada paciente. O ácido fólico tem papel importante na prevenção de defeitos do tubo neural e costuma ser recomendado antes da concepção e no início da gestação. A dose e a necessidade de outros suplementos devem ser avaliadas pelo profissional responsável pelo pré-natal. A atividade física, por sua vez, não precisa ser interrompida automaticamente após a confirmação da gravidez. Em gestações sem contraindicações, exercícios adequados às condições da mulher podem trazer benefícios, desde que sejam observadas as orientações médicas e as adaptações necessárias. "Estar grávida não significa precisar abandonar todas as atividades. Em uma gestação de risco habitual, manter-se fisicamente ativa pode trazer benefícios importantes. O cuidado está em adaptar os exercícios, evitar situações de risco e compreender que a alimentação e a suplementação precisam atender às necessidades de cada paciente", orienta a especialista. Medos e expectativas também merecem atenção A descoberta da primeira gravidez pode vir acompanhada de entusiasmo, mas também de receios sobre o parto, as transformações do corpo e a responsabilidade de cuidar de um filho. A pressão para corresponder a uma imagem idealizada da maternidade pode tornar esse período emocionalmente mais desafiador. Nesse contexto, a rede de apoio e a abertura para falar sobre sentimentos e preocupações são importantes. Quando a ansiedade é intensa, a tristeza persiste ou o sofrimento interfere na rotina, é indicado procurar ajuda profissional. "A mulher não precisa estar feliz o tempo inteiro para viver uma gravidez saudável. É natural sentir medo, ter dúvidas e precisar de apoio. O pré-natal também deve ser um espaço de escuta, no qual a gestante se sinta confortável para falar sobre suas emoções, suas expectativas e suas preocupações", destaca Cris. Por que o pré-natal precisa ser individualizado Não existe um roteiro único de cuidados que sirva para todas as gestantes. O histórico clínico, as condições de saúde, a idade e os hábitos de vida são alguns dos fatores considerados na definição do acompanhamento. Por isso, recomendações encontradas na internet não substituem a avaliação obstétrica. Mais do que seguir fórmulas prontas, a mulher precisa ter espaço para esclarecer dúvidas, compreender as orientações recebidas e participar das decisões sobre a própria saúde. "A gravidez é uma experiência muito individual. O mais importante é que a mulher tenha acesso a um pré-natal de qualidade, consiga esclarecer suas dúvidas e participe das decisões sobre o próprio cuidado. A preparação para a maternidade não envolve apenas o nascimento do bebê, mas também o bem-estar físico e emocional da mãe", conclui.
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Legado de Janones é perigoso


A surpreendente vitória de Lula, revertendo a derrota no primeiro turno, tem sido atribuída à estratégia digital de André Janones. Mas uma análise do canal de WhatsApp “Exército do Lula” sugere que a centralização da campanha pode ter limitado sua eficácia e, sobretudo, deixado um legado preocupante para a política brasileira. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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STF é tribunal ou sala política?


O ano era 2026. O Brasil, em período eleitoral, estava em ebulição política. Lula, representando a velha esquerda latino-americana, encabeçava o PT para tentar chegar pela quarta vez ao Palácio do Planalto. Contrapondo-se, Flávio Bolsonaro, exaltando a herança política de seu pai, representava uma nascente direita brasileira em estado formativo, sem unidade partidária nem linearidade de ação, mas com firme direção antipetista. A eleição, vencida por escassa maioria, mantivera o país conflagrado e dividido. Entre polos energicamente antagônicos, a construção de consensos mínimos permaneceu difícil. O Supremo Tribunal Federal, chamado ao tablado dos acontecimentos, adquiriu notória preeminência de poder. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Voo de fuga de Flávio foi pago por intermediário a partir dos EUA, diz dono do avião


O voo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para fugir do Brasil foi contratado e pago por um intermediário do setor aeronáutico, por meio de uma conta nos Estados Unidos, informou nesta quinta-feira à AFP o dono da empresa aérea. Acompanhado de sua família, Flávio partiu da Argentina em um jato particular na madrugada de ontem, com destino ao estado americano da Flórida, depois que a polícia cancelou seus passaportes em uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. Recuo: Flávio desistiu de autoproclamação como presidente eleito após alerta jurídico e pressão de parlamentares do PL Mudanças: Governo Lula deve esperar temperatura política baixar após fuga de Flávio para dar aval a novo embaixador dos EUA Bela Megale: Rui Falcão aciona PGR para investigar repasse de R$ 4 milhões a escritório de Flávio Bolsonaro Flávio não reconheceu sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de domingo e afirmou que vai liderar a oposição a partir dos Estados Unidos. "Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos", disse à AFP o empresário argentino Luis Grande, proprietário da companhia Baires Fly, responsável pelo transporte de Flávio, em uma conversa telefônica de um apartamento que possui na Flórida. Rota fuga Flávio Arte O Globo Segundo Grande, esse intermediário, cuja identidade ele se recusou a revelar, transferiu um pagamento de US$ 150 mil (cerca de R$ 800 mil) de uma conta de sua empresa em um banco americano para um banco argentino. Os jornais The New York Times e The Wall Street Journal publicaram que o avião teria sido contratado por Jason Miller, assessor de Donald Trump. A Casa Branca não se pronunciou sobre o assunto. Grande afirmou que não conhece a pessoa que contratou o intermediário e que este lhe disse que também não a conhecia antes da operação. A informação sobre o broker, que tem dupla nacionalidade argentina e americana e mora na Flórida, foi divulgada inicialmente ontem, pelo jornal argentino Perfil, com base em fontes anônimas. Desde a fronteira Grande disse que o intermediário havia solicitado o voo para segunda-feira e depois o adiou para a tarde de terça, mas Flávio e a família acabaram partindo após a meia-noite, do aeroporto argentino de Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil, após passarem pelo controle migratório por terra, segundo autoridades argentinas. A decolagem foi realizada com documentos "em dia" e sem "impedimento da Interpol", ressaltou hoje o chefe de gabinete de Javier Milei. O presidente argentino protagoniza há meses uma crise diplomática com Lula. Segundo a imprensa argentina, Flávio teria chegado ao aeroporto em uma caminhonete filmada por canais de TV, mas uma fonte do setor aéreo afirmou à AFP que, naquele momento, ele já estava no avião, após entrar por outro acesso. Ainda não se sabe como Flávio se deslocou de Brasília até a região de fronteira. Ele embarcou com um passaporte italiano, segundo um documento do voo visto pela AFP. 'Vergonha' O presidente americano, Donald Trump, evitou responder se reconhece a vitória de Lula. "Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha", disse, hoje, antes de um ato eleitoral. O governo brasileiro considera conveniente no momento não polemizar com os Estados Unidos a respeito de Flávio e reagir com sobriedade e pragmatismo, uma vez que se sente em posição de força após a vitória eleitoral, disse um interlocutor de Lula. Segundo a fonte, a percepção em Brasília é de que as declarações de Trump sobre Flávio, que descreveu como ambíguas, devem-se ao fato de ele estar tentando um discurso que proteja seus aliados sem comprometer os interesses americanos.
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Palco 360º, luzes sincronizadas e faixas surpresa: como será a retomada dos shows do BTS no Brasil


Na quarta-feira, primeiro dia da turnê "Arirang", do BTS, no Brasil, bastou o relógio passar das 20h para as fãs do grupo de k-pop começarem a agitar-se dentro do Estádio do MorumBIS, na Zona Oeste paulistana, atentas ao menor sinal no agigantado palco. Enquanto isso, uma mãe divertia-se com o batimento cardíaco acelerado da filha, outras meninas tentavam esgueirar-se para conseguir uma visão privilegiada do palco 360° com 4 telões no topo — em outros países, chegaram a ser 12, para fúria dos fãs. BTS no Brasil: Os recordes, os números e o provável setlist dos shows da turnê 'Arirang' Lá pelas 20h10, RM, Suga, J-Hope, Jimin, Jin, V e Jung Kook encerraram de vez o hiato de sete anos sem pisar em palcos brasileiros e deram ao público de 81 mil pessoas (segundo dados anunciados por eles mesmos) o que a multidão tanto esperava. Além de hoje, dia 30, a banda tem mais um show confirmado amanhã, com ingressos esgotadíssimos. A faixa inicial para a festa foi “Hooligan”, fruto do quinto álbum de trabalho do grupo, “Arirang”, lançado neste ano, após uma pausa nas atividades para que os rapazes pudessem cumprir serviço militar obrigatório na Coreia do Sul. O retorno dos sete mescla a pop music com referências do R&B, que, neste álbum em questão, parecem querer ainda mais mergulhar neste segundo universo. As fãs, de maneira impressionante, seguiam cada trecho das canções de maneira fervorosa, fazendo o estádio trepidar com os pulos e danças nas arquibancadas e cadeiras suspensas. Os artistas, vale dizer, figuram como pesos-pesado da música global (essa turnê aproxima-se da arrecadação de US$ 500 milhões) com ampla adesão ao público brasileiro. Para se ter uma ideia dessa paixão, 222 mil assinaturas foram recolhidas para que eles recebessem a chave da cidade de São Paulo. No entorno da arena de shows, fãs clubes pagaram anúncios para comemorar o aniversário de Jimin. Muitas, ainda, desembolsavam R$ 460 por um bastão de luz, com led na ponta, que trocava de cor sintonizado com os momentos do show. De volta à apresentação, o grupo logo seguiu para mais faixas do novo álbum que, praticamente, dominam o setlist. Na sequência veio “Aliens”, “They dont know’bout us” e “Like animals” — uma balada com ares pop rock. As canções foram apresentadas sem banda visível no palco, ao que parece com bases instrumentais gravadas. Não é difícil entender porque as fãs (que são parte do chamado “Army”) são aficionadas pelos sete integrantes. Toda a apresentação é pensada para emular certa proximidade entre público e artistas. Prova disso é a disposição das câmeras dos telões que driblam a distância imposta pela lotação do estádio. O sistema de filmagem ao vivo não economiza nos supercloses, para que sejam transmitidos sorrisos e beijos dos pop stars. A todo tempo um deles pode ser visto, em detalhes, pela plateia. Além disso, todos esforçaram-se para falar um português que foi além dos triviais “eu te amo, Brasil” e “obrigado”. Pelo contrário, os sete embrenharam-se por frases como "'ceis' não estão para brincadeira! Eu não preciso de mais nada". Ou então: "Não se cansem, sigam com a gente". Sem sobressaltos, o grupo seguiu por faixas mais pesadonas como “Fya”, do novo álbum, e “Fire”, lançada há dez anos. Ali, fica claro como grupo passeia entre os sons eletrônicos, o pop com R&B, sem deixar de lado os trejeitos de uma boy-band. Já próximo ao fim da apresentação, eles lançaram mão das mais radiofônicas “Butter” e “Dynamite”, ambas da virada da década e que furaram a bolha dos fãs de k-pop. Já nos minutos finais, eles enfileiraram duas canções surpresa "Black Swan", lançada em 2020, e "Silver Spoon (baepse)" na qual o grupo faz uma crítica sobre desigualdade social e meritocracia. Antes de encerrar, o BTS sentou-se na plataforma giratória sobre o palco para um tipo de conversa mais longa com os fãs, para falar de temas como saudades e planos de retorno ao Brasil. Todos deixaram suas mensagens (absolutamente elogiosas) com apoio de uma tradutora. Foi, sim, uma quebra de ritmo para o show que vinha em alta fervura. O momento, porém, arrebatou as fãs que faziam silêncio para não perder nenhuma palavra na tradução simultânea. Após o bate-papo, eles voltaram ao palco em ritmo mais despojado e apresentaram com “Please” e “Into the sun”, uma balada com sua letra que foi repetida à exaustão em cartazes e faixas nas mãos das fãs que acompanhavam este primeiro show paulistano. Não faltou nada.
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De 'Tubarão' a 'Harry Potter': como trilhas de cinema estão mudando as audições de músicos de orquestra


O tema principal de “Tubarão” é imediatamente reconhecível, mas não é tão difícil assim de tocar. Para os contrabaixistas, o verdadeiro teste de habilidade na trilha composta por John Williams para o filme é um trecho chamado “The Shark Cage Fugue”, que aparece no clímax da história. A passagem começa com uma melodia leve e cheia de nuances rítmicas — nada fácil de executar em um instrumento de sonoridade tão grave. Lula 4: Wagner Moura, Chico César e Maria Marighella são cotados para Ministério da Cultura No Maranhão: Justiça proíbe show de Natanzinho Lima contratado por prefeito que queria comemorar eleição de mulher No ano passado, Michael Banks, contrabaixista hoje com 25 anos, tocou um trecho de 30 segundos dessa fuga de ritmo marcado durante sua audição para a Orquestra Sinfônica de Pittsburgh. A apresentação incluiu também peças do repertório clássico tradicional, como obras de Gustav Mahler e Wolfgang Amadeus Mozart. Banks acabou conquistando a vaga de contrabaixista assistente de primeiro solista, cargo com salário de seis dígitos e estabilidade profissional após o cumprimento de um período probatório. A Sinfônica de Pittsburgh talvez toque mais Ludwig van Beethoven do que John Williams, mas um erro grave em “Tubarão” ainda poderia ter custado o emprego a Banks. A passagem foi uma parte decisiva do processo seletivo. As audições para orquestras, assim como os testes de programação para engenheiros de software ou as avaliações em simuladores para pilotos de avião, pretendem medir o desempenho de maneira meritocrática. Mas, ao contrário do que ocorre nessas outras áreas, a audição não é apenas uma etapa de um processo seletivo mais amplo: é o processo inteiro. A contratação se baseia quase exclusivamente nela. Nas orquestras profissionais, as audições costumam ter várias etapas. Elas incluem peças do repertório solo, como concertos e sonatas, além de uma dúzia ou mais de pequenos trechos musicais. Os integrantes da orquestra e, às vezes, o diretor musical escolhem as passagens para avaliar habilidades técnicas, como precisão rítmica ou controle das notas agudas. Os trechos variam de acordo com o instrumento. Alguns são recorrentes. Para os trombonistas, a vibrante “Cavalgada das Valquírias”, de Richard Wagner, aparece com frequência. Para os harpistas, um dos trechos mais tradicionais é o solo cintilante da “Valsa das Flores”, de “O Quebra-Nozes”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky. As orquestras têm ampliado a programação tanto de trilhas sonoras populares quanto de obras de compositores clássicos contemporâneos, e as audições estão acompanhando essa mudança. Cada vez mais, essas peças aparecem nas listas de trechos exigidos. Hoje, 30 segundos de música de “Star Wars” ou “Harry Potter” podem determinar se um músico conseguirá ou não uma vaga. Michael Banks, que conquistou sua vaga na Orquestra Sinfônica de Pittsburgh em uma audição na qual tocou não apenas obras clássicas, mas também músicas de “Tubarão” e uma composição contemporânea de Jessie Montgomery, no Heinz Hall, em Pittsburgh, em 7 de outubro de 2026 Ross Mantle / The New York Times Banks faltou às aulas na prestigiada Colburn School, em Los Angeles, para viajar de avião até a Pensilvânia e participar da audição, realizada na sede da orquestra, o Heinz Hall. Ele e outros 53 candidatos sortearam números de um chapéu. Quando chegou sua vez, Banks entrou no palco, caminhando sobre um tapete que abafava o som dos sapatos e tocando atrás de um biombo que ocultava sua identidade. A maioria das audições para orquestras é feita às cegas, para reduzir vieses na avaliação. A primeira etapa durou cerca de seis minutos. Banks executou cinco trechos, encerrando com “The Shark Cage Fugue”, parte de uma suíte orquestral de “Tubarão” que hoje é frequentemente programada. Segundo ele, a passagem provoca nervosismo por causa de uma “mudança desconfortável de corda” entre a primeira e a segunda nota. Ele avançou para a semifinal e, depois, para a etapa final, marcada para seis semanas mais tarde, com a presença do diretor musical da orquestra, Manfred Honeck. Nessa última fase, Banks tocou obras de Joseph Haydn e Mahler. Repetiu algumas vezes a peça de Mahler para incorporar as observações da banca avaliadora. Também executou um trecho de “Coincident Dances”, obra contemporânea de Jessie Montgomery que exige saltos difíceis entre notas muito distantes e tem “uma qualidade realmente livre”, nas palavras do músico. Pouco depois, Banks foi conduzido à Suíte do Maestro, onde Honeck o parabenizou. Ele se lembra daquele momento como uma espécie de “sonho febril, meio nebuloso”. Ingressou na orquestra em maio de 2025 e, desde então, tocou uma variedade de obras clássicas, peças de compositores vivos e trilhas sonoras de filmes — incluindo algumas das mesmas músicas que havia preparado para a audição. Os músicos começam a estudar para uma audição assim que a lista de obras exigidas é divulgada, mas a preparação de verdade começa anos antes. Instrumentistas dedicados costumam aprender alguns dos trechos mais tradicionais ainda no ensino médio. Depois, passam os anos de faculdade estudando-os exaustivamente, aprendendo a executá-los em estilos diferentes de acordo com a orquestra para a qual pretendem fazer a audição. Cada conjunto interpreta essas peças consagradas com uma sonoridade e uma abordagem ligeiramente diferentes. É um pouco como adaptar uma carta de apresentação a uma empresa específica: um trabalho prévio, como estudar e imitar as gravações de determinada orquestra, pode ajudar a impressionar a banca examinadora. A violinista Laura Colgate contou que, no segundo ano de estudos no Conservatório de Música da Nova Inglaterra, em Boston, já conhecia os trechos exigidos “de trás para a frente e de olhos fechados”. Ela conquistou a vaga de spalla — a primeira violinista e líder dos violinos — da National Philharmonic e é cofundadora da Boulanger Initiative, organização de defesa e promoção de compositoras e compositores de grupos sub-representados em razão de gênero. A entidade leva o nome das irmãs francesas Nadia e Lili Boulanger. Um dos projetos da Boulanger Initiative se chama Redefining the Canon (Redefinindo o Cânone). A iniciativa trabalha com orquestras para incluir, nas listas de audição, trechos de obras de compositores sub-representados. Voluntários atuam como “garimpeiros de trechos”, procurando passagens que possam ser usadas nas avaliações. Entre os compositores contemplados está Jennifer Higdon, vencedora do Prêmio Pulitzer, que percebeu um aumento expressivo nas solicitações desse tipo há cerca de cinco ou seis anos. “Não me ocorreu que isso pudesse acontecer, porque, quando eu estava aprendendo esses trechos, o repertório tradicional era todo de obras mais antigas”, disse Higdon, que se formou como flautista. Ela e Montgomery afirmaram que consideram um elogio ver suas músicas usadas em audições. As duas geralmente autorizam as orquestras a utilizar suas obras nesses processos seletivos sem cobrar nada. Outros compositores às vezes cobram uma taxa simbólica. Uma vantagem de usar músicas antigas é que elas não estão mais protegidas por direitos autorais. Como há menos tradição em torno dos trechos mais recentes, é preciso “ouvir muito” para conhecer o estilo de escrita de cada compositor, explicou Alex Carroll, contrabaixista e bolsista do Instituto de Música de Cleveland. Ele compartilhou a apreensão de Banks em relação a “Coincident Dances”, de Montgomery. O desafio, segundo Carroll, é descobrir como “fazer a música soar exatamente como o compositor pretendia”, de uma maneira que “faça sentido no ambiente da audição”. Isso pode ser difícil, sobretudo quando os próprios compositores mudam de ideia. Montgomery editou o solo de contrabaixo de “Coincident Dances” depois de ouvi-lo “nas primeiras apresentações”, contou. As versões original e revisada agora circulam nas audições: Carroll estudou a versão original para uma seleção em Milwaukee, enquanto Banks tocou a versão editada em Pittsburgh. “Em uma audição, escolha uma versão e toque-a com convicção”, aconselhou Montgomery. “Neste caso, o compositor dá essa liberdade.” 'John Williams é simplesmente difícil' Estudar trechos de trilhas sonoras de filmes também tem seus desafios. Caitlin Mehrtens, harpista principal da Ópera de Houston, começou a preparar “Fluffy’s Harp”, uma suave canção de ninar da trilha de John Williams para “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, meses antes de uma audição para a Sinfônica de Detroit. Os harpistas alteram a altura das notas por meio de pedais que modificam a afinação das cordas. Como acontece com o órgão, o trabalho dos pés é complexo e precisa ser cuidadosamente planejado com antecedência. “John Williams é simplesmente difícil”, disse Mehrtens. “‘Fluffy’ não é rápida, mas tem algumas notas repetidas estranhas que são muito difíceis, e exige muito trabalho com os pedais.” Embora seu cargo principal seja em uma companhia de ópera, Mehrtens costuma substituir músicos na Sinfônica de Houston, inclusive em algumas apresentações com ingressos esgotados dedicadas a trilhas sonoras de filmes. Segundo ela, são esses concertos que “garantem o dinheiro das orquestras”. “Precisamos garantir”, acrescentou, “que esse tipo de repertório também seja importante para quem está fazendo a audição, além das peças tradicionais”. A mudança nos trechos exigidos também tem um significado simbólico. As orquestras vêm fazendo um esforço considerável para tocar obras que vão além do cânone tradicional, ampliando a programação para incluir compositores vivos e grupos historicamente sub-representados — em parte por uma questão de compromisso moral, em parte na esperança de conquistar novas plateias. Colocar os trechos mais recentes ao lado dos clássicos “transmite a ideia de que essas peças merecem ser usadas como obras de avaliação”, disse Mehrtens. Faculdades e conservatórios também estão acompanhando essa transformação. As instituições incluíram músicas mais recentes em seus currículos, e muitas escolas agora pedem que candidatos apresentem, em seus processos seletivos, uma peça de um compositor sub-representado. Isso não significa que todas as orquestras estejam atualizando suas listas. Muitas ainda não o fazem. Banks disse que continua encontrando a mentalidade “à moda antiga”, segundo a qual, se “um músico consegue tocar os grandes mestres, se consegue tocar Strauss, Mahler e Beethoven, provavelmente também consegue tocar ‘Star Wars’”. Também não há consenso de que a execução de trechos seja uma forma precisa de avaliar as habilidades necessárias para o trabalho. Colgate, spalla da National Philharmonic, considera esses testes “bastante arcaicos e irrelevantes para o que você realmente acaba fazendo no emprego”, porque as habilidades necessárias para executar um trecho não são as mesmas exigidas para tocar em conjunto com outros músicos. É por isso que algumas orquestras incluem um período de experiência tocando com o grupo depois da audição, antes de oferecer formalmente o cargo ao vencedor. Ainda assim, ninguém encontrou uma solução melhor do que as audições com trechos orquestrais — que estão se diversificando para refletir a variedade de músicas abraçadas pelas orquestras americanas. Depois de um ano no cargo, Banks chegou à conclusão de que, se trilhas sonoras de filmes e músicas novas “fazem parte da descrição do trabalho, então devem ser avaliadas no processo de contratação”.
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Para especialistas, o endividamento recorde é resultado de um período em que o crédito cresce mais do que a renda das famílias


O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro aumentou 0,2 ponto percentual e chegou a 50,1% da renda anual em agosto, segundo relatório do Banco Central (BC) divulgado ontem. É o maior nível registrado na série histórica do BC, no dado que inclui financiamento imobiliário. Mansueto Almeida: Sem plano de controle do gasto público, ciclo de corte de juros acaba este ano Empreendedorismo: Pix MEI de até R$ 5 mil poderá ser pedido por app a partir de 2027, diz ministro Isso significa que mais da metade de tudo o que as famílias ganham ao longo de um ano já corresponde a dívidas, como financiamentos, empréstimos pessoais, crédito consignado e uso do cartão de crédito. O cálculo inclui todas as obrigações das famílias junto aos bancos e faz parte da pesquisa Estatísticas Monetárias e de Crédito, do BC. Sem incluir financiamento imobiliário, o endividamento é de 31% da renda. O BC também informou que a inadimplência (atraso superior a 90 dias no pagamento de qualquer parcela) das pessoas atingiu 8,1% em agosto, renovando recorde. Advogados, médicos, salões de beleza: veja o que muda com a alíquota de 11,3% da nova CBS Com o avanço do endividamento, o comprometimento das famílias com o pagamento de dívidas continuou subindo em agosto e alcançou um novo recorde da série histórica iniciada em março de 2011. O indicador que mede o percentual do orçamento mensal que é usado para pagar as parcelas das dívidas subiu de 28,8% para 29%. O endividamento das famílias tem sido um dos principais desafios econômicos do terceiro mandato de Lula e deve continuar no centro das preocupações do próximo governo. Apesar dos programas de renegociação de dívidas lançados pela atual gestão, o comprometimento da renda dos brasileiros com empréstimos e financiamentos voltou a crescer. Aumento de juros O nível de endividamento das famílias chegou a cair no início do terceiro governo, até dezembro de 2023, primeiro ano do mandato, quando ficou em 47,7%. Naquele ano, o governo lançou em julho o Desenrola, programa para renegociação de dívidas, que vigorou até maio do ano seguinte. Margem Equatorial: Petrobras anuncia terceira descoberta de petróleo leve em poço na Bacia da Foz do Amazonas Mas o endividamento voltou a subir em meio ao novo ciclo de aperto monetário. A alta da taxa básica de juros, a Selic — iniciada em setembro de 2024 — encareceu o crédito e pressiona o orçamento. A Selic chegou a 15% ao ano no ponto mais alto da série, e atualmente está em 13,75%. Em meio ao aperto no bolso das famílias, em maio deste ano o governo lançou uma nova versão do Desenrola, com descontos de até 90% para renegociação de dívidas de famílias com renda de até cinco salários mínimos. A iniciativa se encerrou no fim de agosto, com mais de R$ 22,4 bilhões em dívidas renegociadas. Em setembro, o governo anunciou uma terceira etapa do programa, que prevê a compra de dívidas antigas pela União para facilitar a renegociação com os consumidores. A expectativa é alcançar até 15 milhões de pessoas, com o início dos novos acordos previsto para fevereiro de 2027. Estímulo ao consumo Para especialistas, o endividamento recorde é resultado de um período em que o crédito cresce mais do que a renda das famílias. A pesquisadora associada do FGV Ibre e analista da BRCG Consultoria Katherine Hennings lembra que um conjunto de medidas do governo — como o reajuste do Bolsa Família, o avanço de programas como o Minha Casa, Minha Vida e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil — têm ajudado a turbinar o consumo. Com mais acesso ao crédito, diz a analista, as famílias passaram a consumir ainda mais. Teto: Governo eleva limite de crédito para estados e municípios pela 3ª vez em dois meses A consequência desse endividamento, porém, é que uma fatia cada vez maior da renda é destinada ao pagamento de dívidas, muitas delas de curto prazo e sem garantia, o que pressiona o orçamento mesmo antes de entrarem na conta despesas básicas como luz, água e alimentação. — Se a economia desacelerar, se as pessoas perderem o emprego ou não tiverem aumento de salário, vai ser mais difícil desalavancar e essas famílias continuarem consumindo. As pessoas ainda não mudaram o comportamento — observa. Katherine observa que a queda da Selic ainda não chegou no orçamento familiar. Segundo o BC, a taxa média do crédito livre para pessoas físicas foi a 62,4% ao ano em agosto, alta de 0,6 ponto percentual no mês e de 3,7 pontos em 12 meses. — Os bancos estão cautelosos, até porque a inadimplência subiu muito e há ainda uma imprevisibilidade (sobre as políticas econômicas a serem adotadas) após o resultado das eleições e a insegurança sobre política fiscal — observa. — O crédito está desacelerando, mas é como se o navio continuasse indo para frente. Você não tem uma grande mudança de rota. Nível de incerteza A perspectiva de que o Desenrola 3.0 possa reduzir a inadimplência e o endividamento também levanta dúvidas na visão de Katherine, já que não está claro como o programa será operacionalizado e quais modalidades de dívida serão cobertas. A nova versão do programa deve permitir que empresas que detêm carteiras de dívidas as vendam com desconto para a União, o que faz o consumidor deixar de dever à empresa privada e passar a dever a um banco público. — Falta uma campanha de esclarecimento sobre as modalidades de crédito e os riscos de endividamento. É difícil isso para o governo, mas ele fez agora com a proibição das bets. Outra medida que pode ajudar a reduzir os juros e, consequentemente, o custo do crédito está ligada à comunicação do governo. O quarto mandato do presidente Lula precisará dar sinais aos agentes econômicos de que melhorará sua capacidade de pagamento, o que tende a reduzir os juros. Dependendo de quem comandar a política econômica, diz Katherine, o nível de incerteza também cai.
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Saque-aniversário do FGTS: entenda o que prevê a regra de antecipação das parcelas


O Conselho Curador do FGTS aprovou nesta quinta-feira um recuo nas restrições à antecipação do saque-aniversário do Fundo Garantidor. O órgão decidiu adiar para março uma restrição maior para a antecipação de saque-aniversário que estava prevista para entrar em vigor no próximo domingo. Atualmente, o trabalhador pode antecipar, em operações de crédito, o equivalente ao que teria para receber nos próximos cinco anos nos seus resgates de saque-aniversário. Este limite seria reduzido para três anos de antecipação em 1º de novembro. Veja: Pix MEI de até R$ 5 mil poderá ser pedido por app a partir de 2027, diz ministro Advogados, médicos, salões de beleza: veja o que muda com a alíquota de 11,3% da nova CBS Agora, essa restrição foi adiada para 31 de março de 2027, quando o assunto voltará a ser discutido pelos conselheiros. Na prática, a medida dá mais prazo para que os trabalhadores que aderiram à modalidade de saque aniversário possam continuar tomando um volume maior de empréstimos com juros mais baixos ao antecipar os recursos. Essa modalidade de crédito tem limite para taxa de juros, hoje em 1,8% ao mês. A decisão ocorre num momento de aumento da inadimplência e do endividamento das famílias, num contexto em que o governo busca criar regras para evitar que os consumidores tomem empréstimos em linhas de financiamento que cobram juros mais altos. No voto, o Ministério do Trabalho alegou que a medida é necessária, diante do alto índice de endividamento das famílias. O valor médio das contratações três meses antes da vigência de restrições ao empréstimos, em novembro de 2025, era R$ 6,6 bilhões e baixou para R$ 1,4 bilhão, segundo o Ministério. Dois terços dos trabalhadores que fazem esse tipo operação têm renda de até quatro salários mínimos, de acordo com a pasta. A redução do número de parcelas de cinco para três em novembro poderia prejudicaria 11 milhões de trabalhadores, o que correponde a 29% dos cotistas do FGTS que aderiram à modalidade de saque aniversário. Essa modalidade de crédito começou a vigorar no governo de Jair Bolsonaro, após a criação do saque-aniversário. Assim, os trabalhadores com carteira assinada têm a opção de seguir na modalidade de saque-rescisão (que garante o resgate de todo o saldo do Fundo em caso de demissão) ou saque-aniversário, que permite resgatar, uma vez por ano, parte do valor na conta do FGTS. Quem opta pelo saque-aniversário pode ainda fazer empréstimos antecipando os valores que teria a receber no futuro. Até novembro de 2025, não havia limitações de parcelas e valores a serem antecipados nas operações de crédito. Contudo, o Ministério do Trabalho que sempre se posicionou contra a modalidade de saque-aniversário e passou a defender a restrição das operações de crédito na antecipação dos recursos. E, por isso, em novembro do ano passado foi criada uma regra de transição para limitar as antecipações no saque-aniversário. As instituições financeiras se posicionaram de forma contrária, alegando que a medida prejudica os trabalhadoes que precisam tomar crédito com juros mais altos. Veja como funciona a antecipação de saque-aniversário: Valor por parcela: cada saque antecipado deve ter o valor de R$ 100,00 a R$ 500,00. ⁠Valor total máximo: O teto de empréstimo R$ 1.500,00. Carência: é preciso respeitar um prazo de 90 dias após aderir à modalidade do saque-aniversário antes de poder autorizar bancos a consultarem os dados e contratarem a antecipação. Frequência de contratação: é permitida 1 contratação por competência, e uma nova operação só pode ser feita após a quitação da antecipação vigente. Impossibilidade de sacar o saldo total: ao aderir ao saque-aniversário, o trabalhador abre mão de sacar o saldo total do FGTS em caso de demissão sem justa causa, tendo direito apenas à multa rescisória de 40%.
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No maior nível em 5 anos, dívida bruta do país pode cair sem ajuste das contas? Economistas respondem


A dívida bruta brasileira se manteve em 82,9% do PIB em setembro, mesmo nível de agosto, no maior patamar desde 2021. Os dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) reforçam, segundo especialistas, o desafio de ajustar as contas públicas do país e elevam a pressão na economia no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Flávio Bolsonaro encarnou o Brazil que não conhece o Brasil


O Brazil não conhece o Brasil. No último debate presidencial, Flávio Bolsonaro ofendeu moradores de Belém ao descrever a cidade como um “esgoto a céu aberto”. “É urubu revirando comida na porta de casa, e as pessoas se acostumando a morar, a viver num lugar que tem cheiro ruim”, disse. O Brasil nunca foi ao Brazil. Instado a apresentar ideias para o Nordeste, o senador afirmou: “Vou ser o carioca mais nordestino que vocês já viram na face da Terra”. Na Presidência, seu pai costumava se referir aos habitantes da região como “paus de arara”. “Se chamar cearense de cabeçudo, você não consegue identificar ninguém, lá todo mundo é cabeçudo”, gracejou, certa vez. O Brazil não merece o Brasil. Derrotado nas urnas, Flávio se negou a reconhecer o resultado, despistou a polícia e fugiu num jatinho para a Flórida. Em carta golpista, autoproclamou-se “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, comparou-se a Rui Barbosa e humilhou os aliados que ficaram no país, dizendo que passará a comandá-los à distância. O Brazil tá matando o Brasil. O Ministério da Justiça informou que dez pessoas foram mortas em episódios de violência política no segundo turno. Foram vítimas de espancamentos, atropelamentos intencionais, disparos de arma de fogo. A brutalidade se intensificou na noite de domingo, quando bolsonaristas atacaram eleitores de Lula que festejavam a vitória nas urnas. Em “Querelas do Brasil”, Aldir Blanc descreve uma elite colonizada que ignora a diversidade do país, despreza a herança indígena e busca validação no olhar estrangeiro — o tal Brazil com Z. Composta no fim da ditadura, em parceria com Maurício Tapajós, a canção parodia o ufanismo da “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso. No lugar das “fontes murmurantes”, entram em cena o Arariboia e o Pererê. No lugar da “terra boa e gostosa”, a vida dura nos subúrbios de Madureira, Olaria e Bangu. Flávio enfeitou a primeira versão de sua carta golpista com um brasão da República e a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. O país não é chamado assim desde 1931, quando passou a ser grafado com S. Em 1967, adotou o nome de República Federativa do Brasil. Em outro ato falho, o candidato derrotado iniciou a missiva com um agradecimento ao “maravilhoso povo americano”. No décimo parágrafo, lembrou-se de mencionar os quase 60 milhões de brasileiros que votaram nele.
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