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Para não ficar sem o visto, Eugenia Oswaldt criou o restaurante Tashca em Nova Iorque e decorou-o com objetos roubados da casa da sua mãe

Eugenia Oswaldt deixou uma carreira no mundo empresarial para abrir o Tashca, um espaço de cozinha portuguesa contemporânea em Nolita, Nova Iorque. Nesta conversa com Tony Gonçalves, conta como um problema com o visto a levou a trocar uma carreira lucrativa pelo desafio de abrir um restaurante

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Eugenia Oswaldt: “In the entrepreneurship journey, you cannot be emotionally attached to a business idea, that’s the recipe for disaster”

Eugenia Oswaldt left a corporate career to open up Tashca, a modern Portuguese eatery in Nolita, New York City. She tells Tony Gonçalves the story of how a visa issue led her to change a lucrative career for the hustle of opening up a restaurant

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“Em 1965, a Amália foi lá jantar a casa e eu preparei uma ação de protesto. Quando ela chegou, fui ao gira-discos e pus Beatles a abrir”

No Posto Emissor, David Ferreira, um dos editores discográficos mais importantes da música em Portugal, recordou um episódio que espelhou a rebeldia de uma infância vivida nos anos 60 numa casa onde a música marcava importante presença. O pai, o poeta David Mourão-Ferreira, que Amália cantou, não apoiou, porém, a “ação de protesto”

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David Ferreira: “O Marco Paulo esteve chumbado na RTP. Houve um mal-entendido e um ‘big boss’ decidiu: ‘este nunca mais cá entra’”

“A nível cultural, a sociedade portuguesa ainda é muito conservadora, ainda tem muito o ‘isso não se faz’. Quem foi um dos maiores cantores portugueses? Foi o Marco Paulo. [Dizem-me:] ‘Não gosto’. Paciência”: David Ferreira, durante várias décadas editor e diretor da EMi-Valentim de Carvalho, recorda a forma como um dos artistas que mais discos venderam na editora era encarado pelo meio cultural e até pelos ‘media’

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