❌

Reading view

Fundos europeus ajudaram a financiar estágios para 198 mil pessoas


Os fundos europeus ajudaram a financiaram estágios profissionais para 198 mil pessoas desde 2014, com uma taxa de empregabilidade de cerca de 70%. O balanço foi anunciado esta quinta-feira pelo programa Pessoas 2030.

Os estágios profissionais são uma medida de política ativa de emprego implementada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e apoiada pelo Pessoas 2030, programa que integra o Portugal 2030, com financiamento do FSE+ e do Estado Português”.

O objetivo desta iniciativa é facilitar a entrada no mercado de trabalho, “promovendo a transformação de qualificações em oportunidades de integração profissional sustentável e de qualidade”. Representa também uma oportunidade para as empresas atraírem e captarem talento.

Ora, desde 2014, 198 mil pessoas beneficiaram destes estágios cofinanciados por fundos europeus e 72.396 entidades empregadoras beneficiaram de apoios para acolhimento de estagiários ao abrigo desta medida, com um impacto particularmente expressivo na região Norte.

“O impacto da medida reflete-se também na integração profissional dos participantes após o fim do período de estágio, com uma taxa de empregabilidade de 70%“, é destacado em comunicado.

No total, os estágios profissionais implicaram um investimento de 1,1 milhões de euros, dos quais 999 milhões provenientes de fundos europeus.

“Podem beneficiar de Estágios Profissionais as pessoas desempregadas inscritas no IEFP, nomeadamente jovens, adultos e públicos específicos, nas condições previstas nestas medidas ativas de emprego. Os estágios podem realizar-se em entidades privadas com ou sem fins lucrativos, incluindo empresas, associações, ONG e empresários em nome individual, desde que cumpram os requisitos aplicáveis“, é ainda sublinhado na nota enviada às redações.

  •  

Mercado de trabalho estável. Taxa de desemprego mantém-se em 5,6%


Em setembro, pelo segundo mês consecutivo, a taxa de desemprego situou-se em 5,6%, de acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Já a população empregada aumentou face ao ano passado, mas diminuiu em comparação com agosto, totalizando agora cerca de 5,3 milhões de pessoas.

“A taxa de desemprego situou-se em 5,6%, valor igual ao do mês anterior, mas inferior ao de três meses antes (0,1 pontos percentuais) e do mês homólogo de um ano antes (0,3 pontos percentuais)“, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta manhã.

Deste modo, o desemprego registado em Portugal manteve-se em mínimos de 2002, sendo que, no total, no nono mês do ano, havia 313 mil pessoas desempregadas em Portugal, isto é, sem trabalho, mas a procurar ativamente uma nova oportunidade e disponíveis para preencher uma vaga de emprego. São menos 16,3 mil pessoas do que há um ano.

Há, contudo, diferenças etárias a assinalar. Enquanto a taxa de desemprego de adultos ficou, pelo terceiro mês consecutivo, em 4,6% (o valor mais baixo desde abril de 2002), a taxa de desemprego dos jovens foi de 19,1%, mantendo-se como um dos “entorses” do mercado de trabalho nacional.

Por outro lado, a população empregada aumentou 0,6% (cerca de 32 mil pessoas) em comparação com o mês de setembro de 2025. Encolheu, no entanto, face a agosto de 2026. Em causa está um recuo de 0,1%, o que significa que, no total, havia cerca de 5,3 milhões de pessoas empregadas no país em setembro.

O INE realça que, após ter atingido em maio o valor mais elevado desde fevereiro de 1998, a população empregada (e a respetiva taxa de emprego) tem diminuído desde então, mês após mês.

Ora, com esta evolução do emprego e do desemprego, a população ativa diminuiu 0,2% em cadeia, mas aumentou 0,3%, abrangendo agora em torno de 5,6 milhões de pessoas. “Em setembro de 2026, a população ativa diminuiu pelo quarto mês consecutivo após o valor máximo observado em maio do mesmo ano”, destaca o INE.

Já a população inativa aumentou tanto em cadeia, como em termos homólogos (0,6% e 1,2%, respetivamente), para quase 2,5 milhões de pessoas.

O INE acrescenta, no destaque publicado esta manhã, que a taxa de subutilização do trabalho situou-se em 9,6%, valor igual ao do mês anterior e inferior ao do mesmo mês de 2025 em 0,4 pontos percentuais.

(Notícia atualizada às 11h37)

  •  
❌