Estado pagou 528,6 milhões de euros pela participação de 19% na REN

O Estado pagou 528,59 milhões de euros para ter uma participação de 19% no capital da REN. A conta global inclui a compra da posição de 13,7% dos espanhóis da Pontegadea e de 5,32% da Fidelidade, uma vez que, segundo o Governo, a operação está concluída.
O Ministério das Finanças informou esta sexta-feira, em comunicado, que a compra pelo Estado da posição detida pela Fidelidade na REN, de 5,32%, anunciada no início do mês, estava concluída. Segundo a informação divulgada pela tutela, o Estado pagou 138,791 milhões de euros pelo negócio, pagando um prémio implícito de cerca de 8,34% do preço médio ponderado pelo volume nos últimos seis meses.
O Ministério das Finanças adianta agora que, após a emissão do visto prévio do Tribunal de Contas em 29 de outubro, a aquisição da participação da Fidelidade “foi concluída pelo valor de 138,791 milhões de euros”. Deste modo, transferiu 136,036 milhões de euros para a Parpública, a que acresce o montante não utilizado transferido na primeira fase do reforço do reforço de capital.
A operação ocorreu após o Governo ter decidido avançar em agosto com a compra da participação de 13,7% que pertencia aos espanhóis da Pontegadea, de Amancio Ortega. Deste modo, a posição do Estado na empresa responsável pela segurança do abastecimento, gestão e planeamento de investimentos na rede elétrica, totaliza agora 19%.
Quando na primeira fase, o Estado comprou a participação da Pontegadea pagou 389,8 milhões de euros, com um prémio de 15% em relação ao preço médio das ações da REN nos seis meses anteriores, o que justifica com a remuneração “dos direitos de governance conferidos, a falta de liquidez e a certeza de execução da operação”.
Agora, na segunda fase, o prémio de 8,34% é inferior, o que, explica o Ministério das Finanças, se deve ao facto do Estado “já dispor de poderes de designação no Conselho de Administração e se tratar de um reforço de uma posição já existente e não de uma primeira entrada no capital, o que implica menor risco de execução e de integração“.
“A diferença entre os prémios pagos da primeira e da segunda fase reflete o diferente valor estratégico de cada posição“, realça o Governo.
O Governo tinha mandatado a Parpública a adquirir uma participação até 20% na REN, pelo que já só faltava 1% para atingir esse objetivo, mas o Ministério das Finanças salienta que “com esta operação, o Governo considera concluído o objetivo de adquirir uma participação estratégica na REN”.
O Executivo liderado por Luís Montenegro justificou o investimento na REN como uma questão de segurança energética e soberania nacional, procurando reforçar o peso do Estado numa infraestrutura crítica do setor elétrico e do gás. Ainda assim, assegurou que via com bons olhos a permanência dos chineses na estrutura acionista da empresa.
(Notícia atualizada às 18h56)




