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BPI e Fundação la Caixa apoiam 24 projetos sociais com 1,1 milhões de euros

O BPI e a Fundação la Caixa atribuíram 1.124.150 euros a 24 projetos de instituições sociais no âmbito da 11.ª edição do Prémio Solidário, com o objetivo de melhorar as condições de vida de 1.839 pessoas em situação de vulnerabilidade.

Os vencedores foram anunciados esta quinta-feira numa cerimónia realizada na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. A edição de 2026 contou com 101 candidaturas, que solicitaram um financiamento global de 5,1 milhões de euros. As iniciativas selecionadas vão receber, em média, cerca de 46.840 euros cada.

As propostas contempladas abrangem áreas como a capacitação e integração profissional de desempregados de longa duração, migrantes e refugiados, além de programas de reinserção social de pessoas reclusas e ex-reclusas. Estão também previstos apoios à autonomia de jovens em acolhimento residencial, respostas para pessoas em situação de sem-abrigo, ações focadas na saúde mental, promoção da saúde materna e apoio à parentalidade.

Entre os projetos distinguidos figuram instituições de vários pontos do país e regiões autónomas, designadamente nos distritos de Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Setúbal, Bragança, Faro, Viseu e na Região Autónoma da Madeira.

Desde o lançamento do Prémio Solidário, em 2016, a iniciativa já apoiou 256 projetos com um investimento acumulado de 9,7 milhões de euros, beneficiando mais de 46.800 pessoas. O galardão integra os Prémios BPI Fundação la Caixa, que em 2026 dispõem de uma dotação global de cinco milhões de euros distribuída pelas categorias Infância, Solidário, Seniores e Capacitar.

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Ema Leitão vence Prémio BPI Empresária 2026 e torna-se primeira líder da ANTRAM distinguida com o galardão

A diretora executiva da TN Transportes, Ema Leitão, foi distinguida com o Prémio BPI Empresária 2026, uma iniciativa que reconhece o percurso profissional de mulheres empresárias portuguesas e promove a visibilidade da liderança feminina no mundo empresarial.

O prémio foi entregue numa gala realizada em Madrid, integrada nas comemorações dos 10 anos do CaixaBank Premio Empresaria, distinção homóloga atribuída em Espanha.

Ema Leitão pertence à terceira geração da empresa familiar TN Transportes, fundada em 1968, e assumiu a direção executiva da transportadora em 2023. Este ano tornou-se também a primeira mulher a presidir à ANTRAM, associação representativa do setor do transporte rodoviário de mercadorias, nos seus 50 anos de história.

“Foi com alegria e responsabilidade que recebi este prémio. Vejo-o não como uma distinção individual, mas como o reconhecimento de todos aqueles que me são mais próximos e que me têm acompanhado ao longo deste percurso”, afirmou a gestora.

A responsável acrescentou que partilha a distinção “com a equipa da Transportes Nogueira, que veste a camisola todos os dias, e com a minha família, que me transmitiu os valores essenciais que também procuro passar aos meus filhos”.

Antes da cerimónia, a empresária portuguesa participou num encontro com o presidente executivo do CaixaBank, Gonzalo Gortázar, juntamente com as vencedoras espanholas da edição de 2026 do prémio, para troca de experiências sobre liderança e gestão empresarial.

Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Ema Leitão, de 44 anos, iniciou a carreira na Auto-Sueco e na Galp Energia antes de ingressar, em 2006, na TN – Transportes M. Simões Nogueira. Atualmente é também acionista e administradora de outras empresas do grupo familiar.

Com mais de 300 colaboradores, a TN Transportes opera no transporte rodoviário de mercadorias, em Portugal e no estrangeiro, e tem vindo a apostar em políticas de responsabilidade social e sustentabilidade ambiental como parte da sua estratégia empresarial.

O Prémio BPI Empresária distinguiu, nas anteriores edições, Sandra Tavares Silva (Wine & Soul), Paula Roque (Revigrés), Cláudia Azevedo (Grupo Sonae), Isabel Azevedo (Grupo FRICON), Sandra Santos (BA Glass), Isabel Furtado (TMG), Manuela Medeiros (Parfois) e Leonor Freitas (Casa Ermelinda Freitas).

Segundo o BPI, a iniciativa pretende valorizar o mérito e o contributo das mulheres para o desenvolvimento económico, considerando a diversidade um fator de inovação, competitividade e crescimento sustentável nas empresas.

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BCE reduz requisito de capital do BPI para 2027

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu de 2% para 1,9% o requisito total de Pilar 2 aplicável ao BPI, na sequência da avaliação prudencial da instituição, informou o banco português esta terça-feira. O que é um bom sinal para o banco liderado por João Pedro Oliveira e Costa.

A partir de 1 de janeiro de 2027, o BPI terá de cumprir um rácio mínimo de capital Common Equity Tier 1 (CET1) de 10,1%, um rácio de capital Tier 1 de 11,9% e um rácio de fundos próprios totais de 14,4%, segundo um comunicado enviado pelo banco.

O requisito de Pilar 1 para o rácio de alavancagem mantém-se em 3%.

Em junho de 2026, o BPI apresentava um rácio CET1 de 13,9%, acima do mínimo de 10,1% estabelecido para 2027. O rácio Tier 1 situava-se em 15,2%, face ao requisito de 11,9%, enquanto o rácio total de capital atingia 17,2%, acima do mínimo de 14,4%.

O rácio de alavancagem era de 7,2% no final de junho, mais do dobro do requisito mínimo de 3%.

Os novos requisitos resultam do processo de análise e avaliação para fins de supervisão (Supervisory Review and Evaluation Process, SREP), conduzido pelo BCE, que determina as exigências prudenciais aplicáveis aos bancos sob a sua supervisão.

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