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CIP lamenta morte de Fátima Báñez, antiga ministra do Trabalho de Espanha

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal manifestou, esta quinta-feira, o seu pesar pela morte de Fátima Báñez, dirigente da Confederación Española de Organizaciones Empresariales (CEOE) e presidente da sua Fundação, apresentando condolências à congénere espanhola, aos empresários, à família da antiga governante e ao povo de Espanha.

A antiga ministra do Trabalho de Espanha Fátima Báñez estava entre os passageiros dos comboios que colidiram em Toledo.

Numa nota de pesar, a CIP expressa a sua solidariedade para com a CEOE e todos os que foram afetados pela morte de Fátima Báñez, num momento em que Espanha está também de luto na sequência do grave acidente ferroviário ocorrido na província de Toledo.

A confederação empresarial portuguesa destaca o papel de Fátima Báñez na afirmação e modernização da CEOE, considerando-a uma figura central na evolução da organização nos últimos anos.

Antiga ministra do Trabalho e da Segurança Social e ex-deputada nas Cortes de Espanha, Fátima Báñez dedicou, a partir de 2018, o seu conhecimento e talento ao associativismo empresarial na Península Ibérica, contribuindo para o desenvolvimento das relações entre as organizações empresariais dos dois países.

A CIP sublinha, assim, o contributo de Fátima Báñez para o movimento associativo empresarial e endereça as suas condolências a todos os que lamentam a sua perda.

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Barómetro CIP/ISEG: PIB português abranda para 0,3% no 3.º trimestre

O crescimento do PIB português perdeu força no Verão. O Barómetro de Conjuntura Económica CIP/ISEG de outubro de 2026 antecipa uma expansão de apenas 0,3% em cadeia no terceiro trimestre, o que representa um abrandamento de 0,6 pontos percentuais face ao “salto” registado no segundo trimestre. Em termos homólogos, o crescimento deverá situar-se nos 2,5%, menos 0,1 p.p. do que no período anterior.

Segundo o barómetro, a desaceleração é sustentada pela evolução moderada do Indicador de Tendência de Atividade Global CIP/ISEG em julho e agosto e por outros indicadores setoriais já disponíveis.

O consumo privado deverá ter mostrado alguma moderação, pressionada pela subida dos preços dos combustíveis e pelo aumento dos custos de financiamento.

Em contrapartida, o investimento deverá ter recuperado na reta final da execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e a procura externa líquida deverá voltar a dar um contributo positivo, com as importações a abrandar mais do que as exportações.

Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, mostra-se particularmente preocupado com a evolução da indústria. “O aprofundamento da queda da produção industrial em agosto”, que diminuiu 3,8% em termos homólogos, foi “particularmente grave” no setor automóvel, onde a produção de veículos e componentes caiu 34,5%.

O responsável da confederação empresária alerta também para os riscos que se colocam em 2027. Na proposta de Orçamento do Estado, o investimento público deverá cair 31% com o fim do PRR, o que representa menos 4.348 milhões de euros face a 2026. “Não se vislumbra, na atual conjuntura externa e face à escassez de medidas de estímulo, como será possível que o investimento privado acelere, como o Governo prevê, para um crescimento de mais de 10% no próximo ano”, afirma Rafael Alves Rocha.

Para o quarto trimestre de 2026, o barómetro prevê uma recuperação do crescimento em cadeia, impulsionada pelo consumo privado. As medidas orçamentais recentemente anunciadas — o suplemento extraordinário de pensões e o ajuste retroativo das taxas de retenção de IRS em novembro — deverão dar algum alívio ao rendimento disponível das famílias.

“Neste quarto trimestre de 2026, as medidas orçamentais recentemente anunciadas –o pagamento do suplemento extraordinário de pensões e o ajuste com efeitos retroativos das taxas de retenção de IRS em novembro – tornam possível alguma recuperação do crescimento em cadeia, sustentada pelo consumo privado. Neste contexto, a previsão CIP/ISEG para o cômputo de 2026 é atualizada para um crescimento de 2,3%, num intervalo de previsão compreendido entre 2,2% e 2,4%”, lê-se no comunicado.

Com estes dados, a CIP e o ISEG atualizam a previsão de crescimento do PIB para o conjunto de 2026 para 2,3%, num intervalo entre 2,2% e 2,4%.

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