A Comissão Municipal de Trânsito de São Brás de Alportel analisou 18 propostas e situações relacionadas com a circulação rodoviária, estacionamento e sinalização no concelho, tendo definido várias medidas com o objetivo de reforçar a segurança de todos os utilizadores da via pública.
A Comissão analisou situações identificadas na Mesquita Alta, no Centro Histórico, no Corotelo e na Campina, entre outras localizações, tendo sido propostas intervenções ao nível da sinalização, sentidos de circulação, estacionamento e segurança nos cruzamentos.
Entre os assuntos analisados esteve a circulação na VR28, em Almargens, onde a Comissão propôs a alteração de um troço para sentido único, com circulação no sentido sul-norte, bem como a colocação da respetiva sinalização.
Na Rua Jaime Passos Pinto, junto ao Parque de Caravanismo, foi considerada a colocação de um espelho para melhorar a visibilidade na saída de veículos e de sinalização de perigo, acompanhada de indicação de limite de velocidade de 30 km/h, como forma de reforçar a atenção dos condutores e a segurança da circulação.
No Centro Histórico e na Rua Gago Coutinho, a Comissão confirmou como solução de gestão do tráfego a alteração dos sentidos de circulação e a instalação de sinalização de indicação de Câmara Municipal e Centro Histórico.
A reunião incluiu ainda a análise de situações relacionadas com estacionamento indevido e circulação de veículos, incluindo a necessidade de reforçar a sinalização em determinados locais e de garantir melhores condições de circulação pedonal.
As propostas resultam da análise dos requerimentos apresentados por munícipes, da informação dos serviços municipais e das visitas realizadas pela Comissão aos locais, procurando adequar as medidas às características concretas de cada situação.
A Comissão Municipal de Trânsito é constituída por representantes municipais, representantes dos partidos com assento na Assembleia Municipal e entidades ligadas à segurança rodoviária.
Contrato de 36 meses abrange as estações de tratamento de água de Tavira, Alcantarilha e Beliche.
A BioSmart – Soluções Ambientais, S.A., empresa do Grupo NOV Ambiente, voltou a ser escolhida pela Águas do Algarve, S.A. para transportar as lamas de clarificação de água das suas estações de tratamento. O contrato, agora outorgado, tem um valor de 450.516 euros e um prazo de vigência de 24 meses, renovável por mais 12 meses, até ao máximo de 36 meses.
A adjudicação do concurso público “Aquisição de Serviços de Transporte de Lamas de Clarificação de Água”, abrange os lotes 2, 3 e 4.
O lote 2 está centrado na ETA de Tavira, na zona nascente, e os lotes 3 e 4 na ETA de Alcantarilha, na zona poente.
O caderno de encargos do procedimento prevê, para os três lotes, o transporte de cerca de 36 mil toneladas de lamas ao longo do contrato.
Cada lote inclui:
Lote 2: transporte interno das lamas na ETA de Tavira, até ao parque de lamas, e da ETA de Beliche para o parque de lamas de Tavira.
Lote 3: transporte externo das lamas do parque de lamas da ETA de Alcantarilha para o Centro de Produção de Loulé da CIMPOR, S.A. e para valorização em Indústria de pré-fabricados na Freguesia de Estômbar.
Lote 4: transporte interno das lamas da ETA de Alcantarilha para o respetivo parque de lamas.
O tratamento de água para consumo humano gera lamas de clarificação, que são tratadas nas estações de tratamento de água (ETA) e classificadas como resíduo não perigoso, de acordo com a legislação em vigor.
Devido à grande quantidade produzida, a Águas do Algarve encaminha as lamas de clarificação para valorização em cimenteira desde 2004, em vez de as eliminar em aterro, opção que contribui para preservar recursos e minimizar impactos ambientais.
Para a BioSmart esta renovação vem comprovar a satisfação do cliente e a confiança na dedicação, no desempenho e no conhecimento da empresa, construídos com o serviço que presta à Águas do Algarve, S.A. desde o final de 2018.
Iniciativa dedicada ao Selo SAVE WATER integra um programa de cinco ações de formação para profissionais e empresas do setor turístico.
O Turismo do Algarve promove, no próximo dia 5 de novembro, entre as 14h30 e as 16h30, um bootcamp presencial dedicado à gestão eficiente da água no setor turístico. A iniciativa, centrada no Compromisso Eficiência Hídrica | Selo SAVE WATER, é gratuita e integra a terceira edição do programa Competências do Futuro Algarve.
Organizada em parceria com o Turismo de Portugal, através das suas Escolas de Hotelaria e Turismo na região, a sessão pretende capacitar os participantes para a adoção de boas práticas na utilização dos recursos hídricos, contribuindo para a sustentabilidade da atividade turística.
Em destaque estará o Selo SAVE WATER, promovido pelo Turismo do Algarve e pelo Turismo de Portugal, em articulação com a ADENE – Agência para a Energia. O projeto incentiva a implementação de medidas de eficiência hídrica nos empreendimentos turísticos algarvios e, segundo a organização, tem contribuído para reduzir os consumos de água.
A programação de novembro inclui ainda quatro formações online, com 12 horas de duração cada, dedicadas à inteligência artificial, gestão de marcas, enoturismo e hospitalidade.
A primeira, «Inteligência Artificial: A Arte do Prompt», decorre nos dias 4, 5, 9 e 10 de novembro, das 18h30 às 21h30, e explora a utilização destas ferramentas em contexto profissional.
Entre 9 e 12 de novembro, das 19h00 às 22h00, realiza-se «Brand Strategy: Roadmap para Criação e Registo de Marcas», centrada no desenvolvimento de estratégias de marca e na valorização da identidade empresarial.
Já a formação «Enoturismo: Território e Identidade no Algarve» está marcada para os dias 10, 11, 17 e 18 de novembro, das 10h00 às 13h00, abordando a ligação entre o vinho, o território e a identidade regional.
O calendário encerra com «Novas Tendências na Hospitalidade – Alojamento», nos dias 23, 24 e 27 de novembro e 2 de dezembro, das 18h30 às 21h30, dedicada à evolução das práticas no alojamento turístico.
O programa Competências do Futuro Algarve procura reforçar a qualificação dos profissionais e a competitividade do turismo regional. De acordo com os promotores, as duas primeiras edições somaram mais de 700 horas de formação e permitiram a emissão de 1214 certificados.
Projeto do novo quartel deverá dar entrada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve até ao final do ano, anunciou o presidente da Câmara.
Os Bombeiros Municipais de Olhão assinalaram, esta quinta-feira, 29 de outubro, o seu 95.º aniversário, numa cerimónia realizada nos Paços do Concelho, marcada pelo anúncio do reforço do efetivo e dos meios operacionais da corporação.
Segundo o presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Veia Calé, o corpo de bombeiros conta agora com quase 70 elementos. O autarca destacou o rejuvenescimento e a qualificação da equipa, considerando que estas condições reforçam a segurança e a capacidade de resposta no concelho.
Na ocasião, o presidente revelou um investimento de cerca de um milhão de euros na aquisição de quatro veículos, dois dos quais já foram entregues.
Foi também anunciada uma candidatura ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para a aquisição de um trator destinado à limpeza de vias e caminhos, equipamento que o autarca enquadrou no trabalho de prevenção.
A construção do novo quartel foi outro dos temas abordados durante a cerimónia. Ricardo Veia Calé garantiu que o respetivo projeto dará entrada na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve até ao final deste ano, avançando assim mais uma etapa de uma obra aguardada no concelho.
O presidente da Câmara enquadrou o reforço dos recursos humanos e materiais numa estratégia de preparação para situações de emergência, defendendo a necessidade de antecipar os cenários mais exigentes.
Doug MacLeod integra o cartaz de estreia do evento, que reúne concertos, oficinas e momentos de convívio. Os concertos do primeiro dia têm entrada gratuita.
A Fuseta vai receber, nos dias 7 e 8 de novembro, a primeira edição do Festival Blues na Ria. O Antigo Cinema Topázio será o palco principal do evento, que reúne artistas nacionais e internacionais e propõe uma programação de aproximação entre a música e a comunidade.
Promovido pela Associação Cultural Fusetense, com curadoria da Blues a Sul – Associação de Blues do Algarve e apoio do Município de Olhão, o festival contará com atuações de F’rrade Xok Blues Band, El Pavoni & Roy Duke, Doug MacLeod e Blues Vilão.
Além dos concertos, o programa inclui uma Oficina de Blues e Improvisação, uma Blues Jam no Bar O Farol e o almoço-convívio «Lunch & Blues», com música ao vivo, criando oportunidades de encontro e partilha entre músicos e público.
A vertente educativa também integra esta primeira edição, com uma sessão agendada para 30 de outubro, às 15h30, na Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes, em Olhão. Sob o tema «O Blues como raiz da música moderna», a iniciativa dirige-se aos estudantes e inclui uma jam session orientada.
Tendo a Ria Formosa como elemento central da sua identidade, o Blues na Ria pretende estabelecer uma ligação entre a música, o território e a comunidade. Segundo a organização, a ambição é tornar o festival num evento regular do calendário cultural do concelho de Olhão, prevendo-se o alargamento da programação a outras freguesias em futuras edições.
A realização em novembro procura ainda contribuir para a dinamização cultural fora da época alta, diversificando a oferta de atividades e atraindo novos públicos.
Os concertos de 7 de novembro são gratuitos. No dia 8, os bilhetes custam 15 euros para o público em geral e 10 euros para associados da Associação Cultural Fusetense e da Blues a Sul. O almoço-convívio «Lunch & Blues» tem o preço de 20 euros.
As reservas podem ser efetuadas através dos números 289 056 709 ou 934 759 022.
“ARQUEOLOGIA PARA TODOS: MEDIAÇÃO E COMUNICAÇÃO DO PATRIMÓNIO” é o tema central das 9.as Jornadas da Rede de Museus do Algarve (RMA), que terão lugar este ano em Alcoutim, no Espaço Guadiana, no próximo dia 20 de novembro, pelas 9h30, organizadas pela RMA e pelo Município de Alcoutim.
Um dos objetivos essenciais da Arqueologia, passa por produzir conhecimento sobre a ocupação humana, num qualquer território ao longo do tempo.
Mas como se transformam os dados científicos em mensagens entendíveis, que despertem o interesse e promovam uma verdadeira aproximação ao Património Arqueológico? Que ferramentas, linguagens e narrativas permitem traduzir esta ciência para o grande público? Como conceber os espaços museológicos, sítios arqueológicos visitáveis e estratégias de comunicação, de forma acessível, inclusiva e rigorosa?
Estas são algumas das questões com que profissionais e museus se debatem na comunicação do património arqueológico.
No cerne desta reflexão, encontram-se as estratégias de mediação que tornem o Património Arqueológico mais acessível, impulsionando o diálogo com as comunidades num relacionamento de proximidade com a sua evolução histórica, entre passado e presente, promovendo o sentido de pertença identitária e de valorização da sua herança coletiva.
As 9as JORNADAS da RMA, serão assim um espaço aberto a todos para explorar, debater, refletir e partilhar experiências em torno dos desafios, metodologias e boas práticas de comunicação da arqueologia, reunindo um conjunto de especialistas e técnicos de diversas instituições, conforme PROGRAMA anexo.
As inscrições para a assistência nas Jornadas decorrem até 13 de novembro (sujeitas aos lugares disponíveis). A participação é gratuita e encontra-se sujeita ao preenchimento de ficha de inscrição, disponível em: https://forms.gle/CfhB3GBkQiG2RRSi7
Para mais informações os interessados poderão contactar a Unidade de Cultura, Património Cultural e Turismo, da Câmara Municipal de Alcoutim, através do telefone 281 540 545/281 540 555, ou a organização das Jornadas através do email RMA – Museus do Algarve rede.museusdoalgarve@gmail.com.
Iniciativa reuniu empresárias do Algarve, Alentejo e Andaluzia para promover o empreendedorismo feminino e a cooperação transfronteiriça.
O NERA, enquanto parceiro do projeto INTREPIDA pro, promoveu a participação de empresárias algarvias no 1.º Fórum de Empresárias da Eurorregião Alentejo-Algarve-Andaluzia (EURO AAA), realizado nos dias 27 e 28 de outubro, em Sevilha, Espanha.
Do Algarve, participaram 10 gestoras e líderes de negócios dos concelhos de São Brás de Alportel, Faro, Tavira, Silves e Loulé representando diferentes setores de atividade, como artesanato, design, apicultura, produção de aguardente de medronho, turismo ou desenvolvimento pessoal, refletindo a diversidade do tecido empresarial feminino da região.
Organizado pela Fundação Três Culturas do Mediterrâneo, entidade líder do projeto, o encontrocombinou sessões de capacitação com momentos de networking, proporcionando às participantes oportunidades de partilha de experiências e estabelecimento de contactos empresariais.
O programa abordou temas como a comunicação assertiva, a inteligência artificial aplicada aos negócios, a marca pessoal e as estratégias de venda. Entre as intervenções, destacou-se a sessão «A Arte e a Ciência de Vender», dinamizada por Penélope Serrano Serradilla, centrada na compreensão das necessidades dos clientes, na comunicação de valor e na construção de relações comerciais de confiança.
Dando continuidade às atividades do projeto, estão previstas novas sessões em Portugal, dedicadas ao empreendedorismo no feminino e promovendo a capacitação em temas como a utilização de ferramentas de inteligência artificial em contexto empresarial. A nível eurorregional, o projeto promoverá mais três fóruns transfronteiriços para mulheres empresárias, que terão lugar em Cádis, na Andaluzia, em Évora, no Alentejo, e no Algarve, em local a definir.
O INTREPIDA pro é cofinanciado pelo Programa Interreg VI-A Espanha–Portugal (POCTEP) 2021-2027. A parceria é liderada pela Fundación Tres Culturas del Mediterráneo e integra o NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, o NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora, a Mancomunidad de Desarrollo Condado de Huelva e a Fundación Bahía de Cádiz para el Desarrollo Económico.
O Município de Silves vai promover, entre os dias 2 e 10 de novembro, um conjunto de sessões públicas de participação no âmbito da preparação do Orçamento Municipal para 2027, com o objetivo de ouvir a população e recolher contributos sobre os investimentos considerados prioritários para o concelho.
As sessões irão decorrer nas diferentes freguesias do concelho, proporcionando aos munícipes a oportunidade de partilharem as suas opiniões, identificarem necessidades e apresentarem propostas que contribuam para o desenvolvimento das suas comunidades.
Os contributos recolhidos serão posteriormente analisados pelo Executivo Municipal, tendo em consideração critérios de natureza técnica, financeira e estratégica, que irão fundamentar a avaliação das propostas apresentadas.
Consulte a calendarização das sessões e participe!
2 de novembro (segunda-feira)
19h00 – Freguesia de Tunes | Edifício da Junta de Freguesia de Tunes
21h00 – Freguesia do Algoz | Edifício da Junta de Freguesia do Algoz
4 de novembro (quarta-feira)
19h00 – Freguesia de Alcantarilha | Edifício da Junta de Freguesia de Alcantarilha
21h00 – Freguesia de Pêra | Edifício da Junta de Freguesia de Pêra
5 de novembro (quinta-feira)
19h00 – Freguesia de São Marcos da Serra | Edifício do Polo de Educação ao Longo da Vida de São Marcos da Serra
21h00 – Freguesia de São Bartolomeu de Messines | Edifício da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines
9 de novembro (segunda-feira)
19h00 – Freguesia de Armação de Pêra | Edifício da Junta de Freguesia de Armação de Pêra
10 de novembro (terça-feira)
19h00 – Freguesia de Silves | Edifício da Junta de Freguesia de Silves
A Câmara Municipal de Portimão vai promover uma campanha de sensibilização da população para a importância de preservar as cantarias manuelinas da antiga Quinta dos Morais, visitáveis na sua localização original desde a inauguração do Jardim Ribeiro Telles, um espaço verde público ao ar livre construído junto ao Mercado Municipal de Portimão.
No início do projeto desta área verde, a autarquia definiu que as cantarias, consideradas um relevante património, resistente à passagem dos anos, ficariam instaladas numa estrutura própria, visitável por toda a comunidade, de modo a preservar e a tornar acessível a todos este elemento da memória histórica e arquitetónica de Portimão.
No entanto, nos últimos meses, as estruturas e as cantarias têm sido alvo de sucessivos atos de vandalismo, incluindo inscrições, pichagens, riscos e deposição de resíduos. As ocorrências obrigaram à realização de várias ações de conservação e manutenção destinadas à recuperação das superfícies pétreas e da estrutura metálica envolvente.
Partir um osso pode mudar uma vida inteira, e esta frase resume bem a realidade da osteoporose. Uma fratura de fragilidade é, muitas vezes, o primeiro sinal de uma doença que, até então, não dava qualquer sintoma. Dor, perda de autonomia, incapacidade e, em alguns casos, aumento significativo do risco de morte são consequências possíveis de uma fratura da anca, da coluna ou de outro local, com um impacto que não é apenas físico, mas também psicológico, familiar e social. Por isso, uma fratura por fragilidade deve ser encarada como uma oportunidade: a de diagnosticar e tratar a osteoporose e de prevenir novas fraturas.
Essa oportunidade, porém, continua a ser desaproveitada, e daí resulta um paradoxo: existem tratamentos eficazes, mas muitos doentes permanecem sem tratamento e, entre os que o iniciam, a adesão é insuficiente. Por isso, é fundamental explicar ao doente que o objetivo de tratar não é apenas aumentar a densidade óssea, mas sobretudo reduzir o risco de uma nova fratura.
A escolha do tratamento deve ser individualizada, tendo em conta as características, preferências e expectativas de cada pessoa, porque um tratamento que o doente compreende e aceita tem maior probabilidade de ser cumprido. É igualmente necessário melhorar o acompanhamento após o início da terapêutica, para identificar precocemente dificuldades de adesão ou efeitos adversos. Aqui, a existência de circuitos estruturados de acompanhamento de doentes com fratura de fragilidade pode ter um papel muito importante, assim como a articulação entre o médico de família, reumatologista e outras especialidades.
Na realidade, o acompanhamento deve ser partilhado, com uma comunicação clara entre os diferentes profissionais envolvidos. O médico de família tem um papel fundamental na identificação de fatores de risco, prevenção, acompanhamento global e manutenção da terapêutica, enquanto ao reumatologista cabe identificar os doentes com maior risco de fratura, fazer a avaliação clínica e densitométrica, investigar causas secundárias de perda de massa óssea e definir, em conjunto com o doente, a estratégia mais adequada ao risco individual, que inclui medidas não farmacológicas e tratamento farmacológico.
Consoante cada doente, outras especialidades, como a ortopedia, a endocrinologia, a ginecologia ou a medicina interna, também podem ser importantes. O essencial é que o doente não se perca entre consultas e que exista um percurso assistencial integrado.
Tudo isto só tem pleno sentido se olharmos também para o que acontece antes da fratura. Tratar bem é essencial, mas prevenir é melhor, e a prevenção começa muito cedo. É possível reduzir significativamente o risco de osteoporose e de fraturas com hábitos saudáveis ao longo de toda a vida: uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de cálcio e vitamina D, exercício físico regular, em particular exercício com carga e treino de força, e a ausência de tabaco e de consumo excessivo de álcool são medidas fundamentais. Manter um peso adequado e prevenir quedas, sobretudo nas pessoas mais velhas, é igualmente importante. No entanto, alguns fatores de risco não são modificáveis, pelo que a avaliação individual do risco de fratura continua a ser essencial.
Se há uma mensagem que gostaria que os portugueses retivessem, é que a osteoporose não é uma consequência inevitável do envelhecimento, e existem formas eficazes de reduzir o risco de fratura. Trata-se de uma doença muitas vezes silenciosa, pelo que a primeira manifestação pode ser precisamente uma fratura depois de um traumatismo mínimo. Quem sofre uma fratura de fragilidade deve ser avaliado para osteoporose, mesmo que se sinta bem e nunca tenha feito uma densitometria. E, sobretudo, é importante saber que diagnosticar e tratar atempadamente pode evitar a próxima fratura e preservar a autonomia e a qualidade de vida.
Nova ferramenta reúne a Oferta Educativa Municipal para 2026/2027 e permite aos professores consultar atividades e inscrever as turmas através de computador ou telemóvel.
A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António disponibilizou uma nova plataforma digital que reúne as atividades da Oferta Educativa Municipal para o ano letivo 2026/2027. Dirigida aos estabelecimentos de ensino do concelho, a ferramenta substitui o tradicional formato impresso e simplifica a consulta das propostas e a inscrição das turmas.
Cultura, ambiente, património, cidadania e desporto são algumas das áreas abrangidas pelo programa, que integra atividades promovidas pelos serviços municipais e por parceiros públicos e privados.
As propostas destinam-se a complementar as aprendizagens em contexto escolar, proporcionando aos alunos experiências em diferentes áreas do conhecimento e um maior contacto com a realidade cultural, ambiental e patrimonial do concelho.
Através da plataforma, os docentes podem consultar as atividades disponíveis e efetuar as inscrições das respetivas turmas, utilizando um computador ou um smartphone.
Segundo a autarquia, a passagem para o formato digital pretende facilitar o acesso à informação e simplificar os procedimentos de inscrição. A medida contribui também para reduzir o consumo de papel e promover uma utilização mais eficiente dos recursos, em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Com esta iniciativa, o município procura reforçar a articulação entre as escolas, os serviços municipais e as entidades parceiras, aproximando a comunidade educativa dos recursos e das experiências disponíveis no concelho.
A Oferta Educativa Municipal para 2026/2027 pode ser consultada em ofertaeducativa.cm-vrsa.pt, onde os professores podem também inscrever as suas turmas.
Em São Brás de Alportel, o Clube da Inclusão conta com a música para abrir novos caminhos de expressão, criatividade e participação. Com a colaboração da professora de Música Susy Soares, esta nova iniciativa desafia os participantes a criar instrumentos musicais adaptados às suas necessidades e especificidades e a dar vida à música do Clube.
Esta novidade vem enriquecer o conjunto diversificado de experiências dinamizadas pelo Clube, que integra atividades educativas, desportivas, recreativas, culturais e lúdicas, bem como passeios, participação em eventos, exposições e visitas culturais.
A intervenção do Clube da Inclusão procura combater a solidão, o isolamento e a discriminação, valorizando as competências e capacidades de cada participante e apoiando-o na resposta aos desafios do quotidiano. A promoção da autonomia, da participação ativa e da qualidade de vida está no centro deste trabalho, através de experiências inclusivas, diversificadas e ajustadas aos interesses e necessidades de cada pessoa.
O Clube da Inclusão é uma das 12 atividades globais do projeto São Brás Cuida, desenvolvido no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social – 5.ª Geração (CLDS 5G). O projeto é coordenado pela Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel, fruto de um desafio lançado pelo Município que é parceiro primordial, e conta com financiamento do Programa Regional Algarve 2030, Portugal 2030 e da União Europeia.
Habitação, educação e desenvolvimento económico foram as prioridades destacadas pelo presidente da Câmara nas comemorações de 27 de outubro, que assinalaram também o dia de São Gonçalo, padroeiro da cidade.
Lagos assinalou, no dia 27 de outubro, o Dia do Município e de São Gonçalo com uma cerimónia solene na Praça Gil Eanes, celebrações religiosas e iniciativas culturais em vários espaços do concelho.
O hastear das bandeiras e a sessão solene reuniram autarcas, representantes de diversas entidades e a comunidade. A cerimónia contou com a participação da Banda da Sociedade Filarmónica 1.º de Maio e do Grupo Coral de Lagos, além de uma largada de pombos pelo Clube Columbófilo de Odiáxere.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira, evocou o legado de São Gonçalo e defendeu a preservação dos valores que marcam a identidade lacobrigense, associando-os à responsabilidade coletiva de construir o futuro do concelho.
O autarca apontou a habitação, a educação e o desenvolvimento económico como prioridades da ação municipal, defendendo um crescimento sustentável e inclusivo, capaz de criar oportunidades para todos. Reconheceu também o contributo do movimento associativo e apelou à participação cívica e ao diálogo construtivo.
“O futuro de Lagos não pertence a quem governa. Pertence a todos nós”, afirmou Hugo Pereira.
A presidente da Assembleia Municipal de Lagos, Paula Couto, destacou, por sua vez, a importância da cidadania e do sentimento de pertença à comunidade. Na sua intervenção, salientou o papel da solidariedade, do pensamento crítico e da educação, bem como o contributo das novas gerações para o futuro coletivo.
As celebrações em honra de São Gonçalo incluíram uma missa solene na Igreja de Santa Maria e a tradicional procissão pelas ruas do Centro Histórico, organizadas pelas Paróquias de Lagos.
O programa do feriado municipal estendeu-se à freguesia de Barão de São João, com exposições, atividades artísticas e momentos de convívio.
Iniciadas a 17 de outubro, as comemorações prolongam-se até ao final do mês, com um programa que abrange espetáculos, concertos, colóquios, conversas, apresentações de livros e atividades infantis, dedicado à valorização da história, das tradições e do património cultural de Lagos.
A Feira de São Martinho volta ao Parque de Feiras e Exposições de Portimão entre 6 e 15 de novembro. A 363.ª edição reúne carrosséis, gastronomia, comércio e uma mostra automóvel, com preços especiais nos espaços aderentes nos dias dedicados à juventude e às famílias.
Com origens que remontam a 1662, o certame mantém-se como um dos acontecimentos mais emblemáticos de Portimão, juntando os sabores tradicionais da época aos divertimentos e às bancas de venda de artigos variados.
Durante dez dias, os visitantes vão encontrar farturas, pão com chouriço, castanhas assadas, frutos secos, batata-doce e polvo assado, além de outros petiscos disponíveis nos bares e tasquinhas instalados no recinto. Algodão-doce, gomas e pipocas completam a oferta.
Na zona central do Parque de Feiras, as pistas de carrinhos de choque e os carrosséis adaptados a diferentes idades voltam a marcar presença. O comércio integra roupa, calçado e artigos para o lar, entre os quais atoalhados, alguidares e utensílios de cozinha.
A edição deste ano mantém duas datas com condições especiais nos espaços aderentes. O dia 11 de novembro será dedicado às crianças e aos jovens, com o Dia da Juventude, enquanto o encerramento, a 15 de novembro, será dedicado às famílias.
Outro dos atrativos será a mostra de marcas automóveis no Portimão Arena, com exposição de veículos novos e usados. O espaço abre diariamente às 16h00, encerrando à meia-noite nos dias 6, 7, 13 e 14, às 23h00 entre 8 e 12 de novembro e às 22h00 no último dia.
Quanto ao recinto da feira, a abertura está marcada para as 16h00 de 6 de novembro, prolongando-se até à 01h00. Nos restantes dias, o funcionamento começa às 10h00, com encerramento à 01h00 nos dias 7, 13 e 14 e à meia-noite entre 8 e 12 de novembro e no dia 15.
O acesso poderá ser feito pela entrada sul, através da ligação à zona ribeirinha junto à ponte ferroviária, onde existem espaços de estacionamento. A entrada norte serve quem chega do Largo Gil Eanes e da zona das Cardosas.
Os visitantes poderão também utilizar os transportes urbanos Vai e Vem, com paragens nas Cardosas, no Parque de Feiras e Exposições e no Largo do Dique.
A preparação do evento vai implicar restrições à circulação no parque. A passagem pedonal e de bicicletas utilizada na ligação à zona ribeirinha estará interdita de 28 de outubro a 6 de novembro, devido às montagens, e de 16 a 19 de novembro, durante as desmontagens. Ao longo da feira, a circulação ficará condicionada nos períodos de funcionamento do recinto.
A realização do certame determina ainda a suspensão, em novembro, do mercado mensal e da Feira das Velharias. O mercado mensal regressa a 7 de dezembro, enquanto a Feira das Velharias retoma nos dias 6 e 20 de dezembro.
O Espaço Guadiana, em Alcoutim, acolheu o III Encontro Nacional de Gabinetes Técnicos Florestais Intermunicipais, uma iniciativa promovida pela Comunidade Intermunicipal do Algarve, em colaboração com o Município de Alcoutim, e realizada nos dias 22 e 23 de outubro.
Subordinado ao tema “O valor da cooperação nacional nos Gabinetes Técnicos Florestais Intermunicipais: da operacionalização do SGIFR à capacitação em rede”, o evento reuniu técnicos e responsáveis de Comunidades Intermunicipais e Áreas Metropolitanas de todo o país, dando especial destaque ao painel dedicado ao Plano Intermunicipal de Fogo Controlado. Neste âmbito, o Instituto da Conservação da Natureza a das Florestas (ICNF) apresentou os objetivos e a estrutura do plano de fogo controlado à escala intermunicipal, enquanto a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) abordou a articulação com os Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) ainda vigentes e a integração no enquadramento do Sistema de Gestão Integrada do Fogo Rural (SGIFR), analisando de que forma o fogo atua como elemento agregador na transição regulamentar e operacional dos territórios.
Na sessão de abertura, que contou com as intervenções do Presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, do Diretor Regional do ICNF e do Coordenador Regional da AGIF, foi sublinhada a relevância estratégica da articulação intermunicipal e do trabalho em rede na defesa e valorização da floresta.
Ao longo do encontro, foram igualmente debatidas diversas matérias e desafios de interesse comum para a gestão florestal e prevenção de incêndios rurais a nível nacional, assumindo especial relevância o Plano Intermunicipal de Gestão de Combustíveis do Algarve (PIGCAlg) apresentado por Akli Benali, investigador do Centro de Estudos Florestais. A apresentação realizou-se no âmbito do projeto FIREPOCTEP+ e deu a conhecer este plano que é considerado um instrumento estratégico de referência regional e foi desenvolvido em colaboração com o meio académico.
No segundo dia do encontro, realizaram-se Sessões de Trabalho Intermunicipal internas, reforçando o alinhamento técnico e a cooperação nacional entre os gabinetes na gestão ativa do território.
Entre os dias 12 de novembro e 8 de janeiro, a Sala de Exposições Temporárias Manuel Gamboa, no Centro Cultural Convento de S. José, em Lagoa, recebe a Exposição de Arte Têxtil Tesouros Entrelaçados – Treasures in Thread, por Sue Duncan. A entrada é gratuita.
Os têxteis fascinam-me desde a infância. Cresci num lar sob o conceito “quem arrecada, acha”, e reutilizar materiais tornou-se instintivo. Esta sensibilidade precoce ainda hoje molda o meu trabalho. Sinto-me atraída pela beleza tátil dos tecidos vintage e culturais, peças com história, personalidade e uma vida já vivida. Muitos são demasiado bonitos para cortar ainda assim continuam a inspirar-me. Outros tornam-se a base de novos trabalhos, enriquecidos com estampados, tingimentos, sobreposições e bordados, tanto à mão como à máquina.
A minha prática criativa está enraizada no amor pelo design, pelos padrões e pelas ricas texturas encontradas em ambientes naturais e construídos. As viagens e a exploração cultural alimentam a minha curiosidade; exposições, paisagens e momentos visuais inesperados despertam frequentemente ideias. Sou uma observadora atenta; as cores numa paisagem, num conjunto de grafittis ou num material descartado podem “conversar” comigo e sugerir uma nova direção.
A mudança para o sul de Portugal tem sido transformadora. A luz, as cores vibrantes e a rica herança cultural do Algarve mudaram a minha paleta e ampliaram a minha perspetiva. O meu trabalho continua a evoluir à medida que respondo às texturas, aos ritmos e à energia visual deste lugar.
Cheguei à arte têxtil depois de uma longa carreira em Recursos Humanos. Embora um dia tenha desejado frequentar uma escola de arte, demorei anos até conseguir voltar a criar. Estudar patchwork, quilting e bordado pelo City & Guilds — um fim de semana por mês durante sete anos — deu-me a confiança e a base técnica para desenvolver a minha própria voz. A formação adicional em estampagem e tingimento expandiu ainda mais o meu domínio das técnicas, permitindo-me experimentar livremente com técnicas mistas a e manipulação de tecidos.
A exposição Tesouros entrelaçados reúne trabalhos de diferentes etapas desta viagem: trabalhos em quilting, arte têxtil contemporânea, obras tridimensionais e peças que incorporam têxteis vintage ou culturais, missangas, botões e objetos encontrados. Cada uma delas convida o espectador a observar atentamente — a reparar nas camadas, nos pontos, nas texturas e nos pequenos detalhes que revelam como a obra se desenvolveu organicamente.
Para além do meu trabalho, a exposição inclui uma pequena mostra da Arte Têxtil Algarve, um grupo que fundei em Lagoa para apoiar outros artistas que exploram os seus próprios caminhos criativos na arte têxtil.
Acima de tudo, espero que apreciem Tesouros entrelaçados; estas peças expostas refletem a minha paixão pelos têxteis — a sua textura, as suas histórias e o seu potencial infinito de reinvenção. O meu objetivo é sempre criar trabalhos reflexivos e distintos que continuem a evoluir com novas ideias e a alegria de criar. Sue Duncan.
A abertura da exposição acontece no dia 12 de novembro, pelas 17h30 e a entrada é gratuita.
Entre 13 de novembro e 8 de janeiro pode visitar, gratuitamente, a Exposição de Arte Têxtil Tesouros Entrelaçados – Treasures in Thread de segunda-feira a sexta-feira, entre as 9h30 e as 12h00 e/ou as 14h30 e as 17h00, na Sala de Exposições Temporárias Manuel Gamboa, no Centro Cultural Convento de S. José, em Lagoa.
Quatro estabelecimentos de ensino do distrito de Faro vão participar na 6.ª edição da REDEscolas AntiCorrupção, um programa da All4Integrity que promove a literacia anticorrupção e os valores da integridade junto dos alunos. A iniciativa reúne 108 escolas no ano letivo 2026/27, o maior número de participantes desde o seu lançamento.
No Algarve, aderiram ao programa a Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, a Escola de Hotelaria e Turismo de Vila Real de Santo António, a Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão e o Agrupamento de Escolas João de Deus.
Destinada a alunos do 5.º ao 12.º ano, a iniciativa abrange escolas públicas, privadas e profissionais, em Portugal e no estrangeiro. Através de atividades pedagógicas, procura estimular o pensamento crítico, a participação cívica e a reflexão sobre o papel de cada cidadão na prevenção da corrupção.
Nesta edição, a rede integra 84 escolas públicas e 24 privadas. As 108 instituições participantes representam um crescimento para mais de seis vezes o número registado na primeira edição, em 2021/22, que contou com 17 escolas.
Segundo a All4Integrity, os resultados da avaliação de impacto da edição de 2025/26 apontam para uma evolução positiva na relação dos estudantes com os temas abordados. A percentagem de alunos que considera a participação no programa importante para si passou de 54% para 67,6%, enquanto a familiaridade com a corrupção e a integridade subiu de 5,28 para 6,13 pontos, numa escala de um a dez.
A avaliação registou também um aumento de 10,7 pontos percentuais na proporção de estudantes que identifica a escola como uma fonte relevante de conhecimento sobre estas matérias. Já a percentagem de alunos que respondeu «não sei» quando questionada sobre instituições de combate à corrupção diminuiu de 36,8% para 29,8%.
De acordo com a organização, os resultados revelam ainda um maior reconhecimento da importância da transparência, da educação e dos mecanismos de prevenção na redução da corrupção.
Ao longo do ano letivo 2026/27, as escolas participantes vão desenvolver atividades centradas na promoção de uma cultura de integridade. A All4Integrity destaca o contributo dos estabelecimentos algarvios para aproximar estes valores das novas gerações e reforçar o papel da educação na prevenção da corrupção.
Haverá uma eucaristia solene na Igreja de Santa Maria, situada na Praça do Infante Dom Henrique, com início às 10h.30m., a que seguirá uma procissão pelas ruas do centro histórico da cidade de Lagos e regresso ao local de partida. A Banda da Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1º. de Maio participa no evento. «Litoralgarve» recorda a vida e os milagres de São Gonçalo de Lagos, padroeiro desta localidade, onde nasceu.
José Manuel Oliveira
O recém-empossado Bispo do Algarve, D. Vitorino Soares, presidirá, em Lagos, às festividades em honra do seu padroeiro, São Gonçalo de Lagos, na terça-feira, 27 de Outubro, Dia do Município e, por conseguinte, feriado neste concelho. Este é um dos eventos que integram o programa comemorativo do Dia do Município de Lagos.
Assim, com início pelas 10h.30m., terá lugar a eucaristia solene na Igreja de Santa Maria, situada na Praça do Infante Dom Henrique, e, em seguida, às 11h.30, está marcada uma procissão pelas ruas do centro histórico desta cidade.
A procissão regressará à Igreja de Santa Maria, após partir deste local, com a presença do Bispo do Algarve, dos sacerdotes das Paróquias de Lagos e da banda da Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1º. de Maio, liderada pelo maestro João Carvalheiro.
O feriado municipal em honra do seu padroeiro, São Gonçalo de Lagos, foi instituído em 1971, com autorização do governo de Marcelo Caetano, após escolha do dia 27 de Outubro pelo executivo camarário, na sequência de uma proposta da Comissão de Festas da Cidade, associada à Paróquia de Santa Maria.
Recorde-se que o feriado municipal de Lagos, em honra do seu padroeiro, São Gonçalo, foi instituído no ano de 1971, após escolha da data de 27 Outubro pelo então executivo camarário e que obteve autorização do governo liderado por Marcelo Caetano. Tal sucedeu na sequência de uma proposta apresentada, na altura, pela Comissão de Festas da Cidade de Lagos, associada à Paróquia de Santa Maria, conta o investigador José António de Jesus Martins, no seu livro intitulado «Frei Beato Gonçalo de Lagos, o Homem, a Vida, os Milagres», publicado em 2025 e apresentado no Centro Cultural.
São Gonçalo nasceu em 1360 na então vila de Lagos. Oriundo de uma família de pescadores de atum, desde criança revelou grande sensibilidade religiosa, repartindo com os mais pobres o peixe das dornas do seu pai.
Nascido e baptizado em 1360, na então vila de Lagos, e oriundo de uma família de pescadores de atum, desde criança revelou grande sensibilidade religiosa, repartindo com os mais pobres o peixe das dornas do seu pai. “Conta-se que, mesmo após a partilha, as barricas permaneciam cheias, sinal do carinho de Deus que se fazia sentir”, assinala um texto inserido no Boletim Inter-Paroquial de Lagos ‘Boa Nova’, do mês de Outubro de 2025.
Veio a ser distinguido pela inteligência e piedade, estudou nas Escolas Gerais, mas recusou títulos académicos.
Quando ainda era jovem, Gonçalo decidiu ir para Lisboa, onde ingressou no Convento da Graça, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho. Veio a ser distinguido pela inteligência e piedade, estudou nas Escolas Gerais, mas recusou títulos académicos. Isto, porque o seu objectivo era dedicar-se de forma “simples e acessível” à pregação.
Foi prior em vários conventos, entre os quais o de Santarém, Lisboa e Torres Vedras. A pobreza desta última comunidade levou-o a percorrer ruas e campos, pedindo esmola. Mesmo assim, “fazia-o sempre com alegria, servindo também como cozinheiro, porteiro e, sobretudo, enfermeiro”, descreve o Boletim Inter-Paroquial de Lagos «Boa Nova».
“Dormia sobre cepas de videira e passava longas horas em oração e penitência.”
“Ganhou fama de mestre do povo. Diariamente, sentado à porta do convento, ensinava a trabalhadores e crianças a doutrina cristã.”
“Para aproximar os mais novos, trazia nas mangas pedaços de pão e frutas, bem como pequenos desenhos, transformando o ensino num gesto de amizade e ternura”.
Gonçalo foi prior em vários conventos, entre os quais o de Santarém, Lisboa e, a partir do ano de 1412, de Torres Vedras. A pobreza desta última comunidade levou-o a percorrer ruas e campos, pedindo esmola. Mesmo assim, “fazia-o sempre com alegria, servindo também como cozinheiro, porteiro e, sobretudo, enfermeiro”, destaca o já referido Boletim Inter-Paroquial de Lagos «Boa Nova». E prossegue: “Dormia sobre cepas de videira e passava longas horas em oração e penitência. Ganhou fama de mestre do povo. Diariamente, sentado à porta do convento, ensinava a trabalhadores e crianças a doutrina cristã. Para aproximar os mais novos, trazia nas mangas pedaços de pão e frutas, bem como pequenos desenhos, transformando o ensino num gesto de amizade e ternura”.
Era enaltecido pela sua “humildade e caridade”, além de ser um “homem de oração”.
Um dos milagres mais célebres foi a cura de uma mulher cega que, confiando na sua palavra, lavou os olhos com água de sardinhas e recuperou a vista.
Depois de falecer em Torres Vedras, o povo venerou-o como santo. E a 02 de Maio de 1778, foi beatificado pela Igreja Católica, em Roma, Itália, pelo Papa Pio VI.
Enaltecido pela sua “humildade e caridade”, além de ser um “homem de oração”, foi, também, “reconhecido como taumaturgo”. Ou seja, uma pessoa que faz ou supostamente é capaz de realizar milagres, prodígios ou eventos paranormais.
“Um dos milagres mais célebres foi a cura de uma mulher cega que, confiando na sua palavra, lavou os olhos com água de sardinhas e recuperou a vista”, pode ler-se naquele Boletim Inter-Paroquial de Lagos.
Depois de falecer em Torres Vedras, o povo venerou-o como santo. E a 02 de Maio de 1778, foi beatificado pela Igreja Católica, em Roma, Itália, pelo Papa Pio VI.
Sobre a data da morte de São Gonçalo de Lagos, durante séculos pensava-se “ser o ano de 1422, mas que atendendo a novas investigações históricas se descobriu ser o ano de 1445”, revela o escritor José António de Jesus Martins
Na parte final da “Nota do Autor” do seu livro intitulado «Frei Beato Gonçalo de Lagos, o Homem, a Vida, os Milagres», o escritor e investigador José António de Jesus Martins assinala que sobre a data da morte de São Gonçalo de Lagos, “durante séculos se pensava ser o ano de 1422, mas que atendendo a novas investigações históricas se descobriu ser o ano de 1445.”
A obra, apresentada em Agosto de 2025, no Centro Cultural de Lagos, foi editada pela Junta de Freguesia de São Gonçalo de Lagos, por iniciativa do então presidente Carlos Saúde Fernandes. Tal sucedeu no âmbito das comemorações do décimo aniversário da denominação de Freguesia de São Gonçalo de Lagos, na sequência de uma consulta, por via postal, à população que, face aos nomes apresentados, decidiu escolher o do santo e padroeiro para a então recém-criada União de Freguesias de Lagos (São Sebastião e Santa Maria).
A inauguração do monumento dedicado São Gonçalo de Lagos, da autoria do artista plástico lacobrigense Tolentino Abegoaria, no miradouro da Praia da Batata, nesta cidade, a 30 de Junho de 2001, contou com a presença do então Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policardo.
Por outro lado, como recorda o investigador José António de Jesus Martins, no dia 30 de Junho de 2001 foi inaugurado o monumento em honra de São Gonçalo de Lagos, da autoria do artista plástico Tolentino Abegoaria, natural desta cidade, onde reside. A obra, exposta na zona do miradouro da Praia da Batata, junto à Avenida dos Descobrimentos, com o santo a segurar numa das suas mãos uma cruz em direcção ao mar, recebeu, na inauguração, a presença de D. José Policardo, então Cardeal-Patriarca de Lisboa.
Estes são alguns dos milagres atribuídos a São Gonçalo, que constam no Boletim Inter-Paroquial de Lagos ‘Boa Nova’, de Outubro de 2025, com o ‘Litoralgarve’ descreveu na altura:
– O Milagre do Peixe Inesgotável
“Desde jovem, Gonçalo repartia com os pobres o atum pescado pelo pai. O prodígio estava em que, mesmo depois de dar, generosamente, as dornas permaneciam cheias, como se nada tivesse sido retirado.”
O Livro que Reaparece
“Quando religioso em Lisboa, escreveu livros litúrgicos para o coro. Um deles foi roubado e levado até Salamanca [em Espanha]. Os monges rezaram, pedindo ajuda a Gonçalo. Pouco depois, o livro apareceu de novo no coro de Lisboa, sem se saber quem o trouxera.” O mesmo “sucedeu em Santarém, com outro livro escrito por ele.”
A Humildade Recompensada
“Sendo prior em Torres Vedras, precisava de sustento para o Capítulo Provincial (1413). Pediu esmola ao Arcebispo de Lisboa, que lhe ofereceu tudo o que quisesse. Gonçalo aceitou, apenas, o que podia carregar às costas: pães, azeite e vinho. Impressionado pela sua humildade, o arcebispo enviou, depois, azémolas carregadas com mantimentos para todo o convento.”
A Tentação Superada
“Alguns inimigos quiseram comprometer a sua honra. Uma mulher foi enviada de noite à portaria, fingindo ter necessidades. Gonçalo acolheu-a por caridade, deu-lhe comida e um lugar para dormir, mas manteve-se em oração e castidade. De manhã, a jovem, envergonhada, converteu-se e os que a tinham instigado reconheceram a santidade do frei.”
A Cura da Mulher Cega
“Uma mulher pobre, que servia no convento, estava cega havia anos. Pedia, insistentemente, a Gonçalo para que a curasse. Ele, humilde, dizia que não era capaz de milagres, mas que se tivesse fé até a água de sardinhas a poderia curar. A mulher lavou os olhos com essa água e recuperou a vista.”
Terra do Túmulo que Cura
“Logo após a sua morte, muitos peregrinos iam ao seu túmulo em Torres Vedras e recolhiam terra como relíquia. Essa terra era aplicada em doentes, que recuperavam saúde. Por isso, os frades chegaram a abrir um pequeno túmulo de pedra com um buraco, para que os fiéis pudessem tirar terra e até introduzir pés ou braços doentes, alcançando curas.”
Aparição no Naufrágio
“Um sobrinho de São Gonçalo embarcou no Algarve e sofreu um naufrágio. Quase a morrer, invocou o tio. O santo apareceu-lhe em figura de frade agostiniano, tirou- o das ondas e levou-o em segurança até à praia, recomendando que fosse em peregrinação ao seu túmulo em Torres Vedras. Aí, ficou curado das feridas.”
A Tempestade Aplacada
“Mareantes de Lagos, no meio de uma tempestade, invocaram São Gonçalo. Ele apareceu sobre as ondas, encorajando-os a chamarem, também, por Nossa Senhora da Graça. De imediato, o mar acalmou-se, salvando-os do naufrágio.”
O Criado Curado da Peste
“Em 1579, quando o bispo Gaspar de Santo Tomé visitava o sepulcro antigo de São Gonçalo, um dos seus criados, chamado Paio Chão, estava gravemente enfermo com peste. Ajudou-o, debilitado, a transportar o sepulcro do santo e, nesse gesto, foi milagrosamente curado da febre e do inchaço. O facto foi testemunhado e comunicado oficialmente ao convento.”
Proteção Durante a Peste
“João de França de Brito, nobre de Torres Vedras, fugiu para uma quinta com medo da peste. Em sonho, São Gonçalo apareceu-lhe e assegurou que, juntamente com outros santos, protegeria a sua casa. Confiando nessa palavra, ali permaneceu e não foi atingido pela epidemia.”
Oratório no Arco de São Gonçalo, uma porta nas muralhas de Lagos, onde existia a Igreja de Santa Bárbara
Imagem de São Gonçalo em barro cozido e policromado, com decoração em folha de ouro
Já durante o ano pastoral de 2022 a 2023, a imagem de São Gonçalo foi alvo de trabalhos de restauro por parte da Paróquia de Santa Maria. E foi adquirida uma nova imagem do santo, semelhante à original, para ser usada durante os festejos e a procissão anual.
Como se pode ler em ‘Wikipédia – a enciclopédia livre’, a Igreja de Santa Bárbara, igualmente conhecida como Ermida de Santa Bárbara, existiu em Lagos. Ergue-se sobre o Arco de São Gonçalo, uma porta nas muralhas, onde se insere um oratório dedicado ao santo aqui nascido.
“O espaço onde se encontrava a igreja situa-se sobre o arco na Porta de São Gonçalo, que fazia parte das muralhas de Lagos. O local onde se encontrava a igreja está ocupado por uma estrutura militar, que faz parte do quartel situado mesmo ao lado. Neste arco encontra-se um oratório dedicado a São Gonçalo, que foi aqui instalado por, segundo a tradição popular, o santo ter nascido numa casa situada perto deste local, em 1360. No oratório destaca-se a imagem de São Gonçalo, em barro cozido e policromado, com decoração em folha de ouro”, destaca ‘Wikipédia’.
E acrescenta: “O edifício da Igreja de Santa Bárbara foi provavelmente construído durante o reinado de D. João 1 (1357-1433). Foi alvo de obras de reconstrução em 1726, por ordem do Governador do Reino do Algarve, o Conde Unhão. A igreja foi destruída pelo Sismo de 1755, mas não chegou a ser reconstruída, tendo o local sido ocupado em 1795 pelo Quartel do Regimento de Infantaria 2, que fazia parte do complexo militar do Trem de Artilharia.
Na segunda metade do século XVIII foi fabricada a imagem de São Gonçalo no oratório, de autor desconhecido. Na década de 1940 foi instalado o oratório no Arco de São Gonçalo,[2] e o edifício militar que foi construído no antigo sítio da igreja foi recuperado nos finais do século XX.[1]
Durante o ano pastoral de 2022 a 2023, a imagem de São Gonçalo foi alvo de trabalhos de restauro por parte da Paróquia de Santa Maria. E foi adquirida uma nova imagem do santo, semelhante à original, para ser usada durante os festejos e a procissão anual.”
O histórico Nicho-Oratório de São Gonçalo, edificado na antiga muralha da Solaria, junto às Portas do Mar, é o local onde a tradição oral aponta como a casa onde o beato nasceu.
«Ato de Consagração (Nicho de São Gonçalo», assim se designava esta celebração litúrgica e de devoção popular, em honra do padroeiro da cidade, que decorreu de forma regular até há pouco tempo no dia 27 de cada mês, a partir das 08h.30m., por iniciativa das Paróquias de Lagos.
Até há pouco tempo, o oratório instalado no Arco de São Gonçalo era local de oração a partir das 08h.30m., no dia 27 de cada mês, por iniciativa das Paróquias de Lagos. «Ato de Consagração (Nicho de São Gonçalo)», assim se designava esta celebração litúrgica e de devoção popular, em honra do padroeiro da cidade, que decorreu de forma regular. O histórico Nicho-Oratório de São Gonçalo, edificado na antiga muralha da Solaria, junto às Portas do Mar, é o local onde a tradição oral aponta como a casa onde o beato nasceu no século XIV, como referimos.
Desde Julho de 2009, Lagos e Torres Vedras são municípios geminados
Algumas figuras e bonecos expostos no Carnaval de Torres Vedras passaram a ser utilizados no Carnaval de Odiáxere, no concelho de Lagos, para permitir maior animação a este evento.
Lagos e Torres Vedras são municípios geminados desde Julho de 2009. No dia 04 de Julho desse ano, teve lugar em Torres Vedras a cerimónia de assinatura entre os responsáveis das duas câmaras municipais. E em 25 do mesmo mês, o mesmo ocorreu no Edifício dos Paços do de Lagos, sob a presidência de Júlio Barroso.
Assim, no âmbito deste protocolo de geminação, “os municípios de Torres Vedras e de Lagos comprometeram-se a fomentar a mútua divulgação turística, nomeadamente de carácter cultural e patrimonial, com especial incidência na memória relacionada com S. Gonçalo”. Isto, para além de “organizar anualmente e alternadamente uma reunião festiva comum que coloque em destaque a figura de S. Gonçalo”, como indica o documento.
Esta geminação prevê outras vertentes como o intercâmbio de actividades e/ou de eventos culturais, patrimoniais e artísticos ou a participação conjunta em projectos de interesse comum. Curiosamente, algumas figuras e bonecos expostos no Carnaval de Torres Vedras passaram a ser utilizados no Carnaval de Odiáxere, no concelho de Lagos, para permitir maior animação a este evento.
O principal elo de ligação entre as duas cidades é, claro está, São Gonçalo (ou Beato Gonçalo). Nasceu em Lagos e faleceu em Torres Vedras.
A Câmara Municipal de Loulé abre esta segunda-feira, 26 de outubro, as inscrições para o Cartão Alimentação Natal 2026, destinado a famílias do concelho em situação de vulnerabilidade económica e/ou social. As candidaturas decorrem até 6 de novembro, segundo a calendarização definida para cada freguesia.
Este ano, o apoio alimentar de Natal será atribuído através de um cartão de alimentação, permitindo aos agregados beneficiários adquirir os produtos de acordo com as suas necessidades.
A modalidade substitui a entrega dos tradicionais cabazes alimentares e procura dar maior autonomia às famílias na escolha dos bens, respeitando as suas preferências e necessidades nutricionais.
Segundo a autarquia, a iniciativa constitui um apoio pontual e complementar às respostas alimentares regulares asseguradas pelas instituições sociais. O objetivo é reforçar a ajuda aos agregados mais vulneráveis numa época marcada pela solidariedade e pela partilha.
Podem candidatar-se famílias residentes no concelho de Loulé que se encontrem em situação de vulnerabilidade económica e/ou social.
As pessoas interessadas devem formalizar a candidatura nos locais de atendimento definidos para a respetiva freguesia, respeitando os dias e horários indicados no cartaz de divulgação da iniciativa.
Com esta medida, o município pretende reforçar as respostas sociais existentes e proporcionar às famílias beneficiárias um apoio ajustado às suas necessidades durante a época natalícia.
A realização do Journeys Algarve e do m&i Flagship Algarve permitiu reunir, nas primeiras semanas de outubro, centenas de profissionais internacionais, traduzindo a aposta do Turismo do Algarve na criação de relações de proximidade e confiança entre compradores estratégicos e as empresas da região.
Durante a primeira quinzena de outubro, o Algarve recebeu cerca de 200 compradores e decisores influentes do setor turístico, provenientes de diferentes mercados internacionais, no âmbito de dois eventos captados pela Associação Turismo do Algarve (ATA): o m&i Flagship Algarve, especializado em reuniões, incentivos, congressos e eventos profissionais e o Journeys Algarve, dedicado ao turismo de luxo.
A realização destes encontros reflete a aposta contínua do Turismo do Algarve em trazer para a região iniciativas capazes de aproximar o destino de mercados com elevado potencial de negócio e de criar oportunidades comerciais para as empresas locais.
Não se esgotando no formato convencional de reuniões à mesa, ambos os eventos incluíram, para além do contacto próximo entre todos os profissionais presentes, a possibilidade de participar em diversas experiências no terreno e de validar a riqueza e a autenticidade da oferta da região.
“Embora tenham públicos e objetivos distintos, estes dois encontros são complementares e representam um investimento na competitividade do destino”, refere André Gomes, presidente do Turismo do Algarve. “O contacto direto com o território é uma oportunidade-chave para dar a conhecer, de forma mais completa, não só a diversidade da oferta do Algarve, mas também as pessoas e as empresas que lhe dão vida. Esta é, sem dúvida, uma forma de aumentar a probabilidade de o Algarve ser considerado em futuras escolhas de destinos e de contribuir para a construção de relações comerciais de maior confiança, que podem gerar negócio a médio e longo prazo”, explica.
Entre 4 e 7 de outubro, o Pine Cliffs Resort, em Albufeira, acolheu o m&i Flagship Algarve, um encontro exclusivamente dedicado ao mercado de reuniões, incentivos, congressos e eventos profissionais.
O evento reuniu perto de 350 participantes, incluindo 155 compradores internacionais especializados, provenientes de 15 mercados estratégicos para a região, como o Reino Unido, a Alemanha, a França, o Canadá, a Finlândia e a Suécia, além de outros países europeus. Estes decisores tiveram a oportunidade de descobrir as valências do Algarve para acolher eventos internacionais, experimentando a variedade de atividades que a região oferece, comprovando a qualidade das infraestruturas e a diversidade de espaços e, também, o bom clima de que o Algarve beneficia fora da época alta, uma vantagem competitiva decisiva para este segmento.
Journeys Algarve: sucesso da primeira edição garante regresso em 2027
A primeira edição do Journeys Algarve decorreu de 14 a 17 de outubro, no Viceroy Ombria Algarve, em Loulé, e trouxe à região cerca de 40 compradores especializados em viagens de luxo, provenientes dos Estados Unidos e do Canadá.
De acordo com a organização, as empresas representadas pelos compradores participantes registam, em conjunto, um volume de negócios anual declarado superior a 222,5 milhões de dólares (equivalente a cerca de 200 milhões de euros) e quase 60% desses compradores indicaram que os seus clientes gastam, em média, pelo menos 1.000 dólares por noite em viagens (cerca de 900 euros), evidenciando o potencial deste mercado para a oferta de luxo da região.
O programa combinou reuniões individuais previamente agendadas com experiências e visitas a diferentes espaços do Algarve. Este formato permitiu aos presentes conhecer melhor as propostas disponíveis no segmento do turismo de luxo e estabelecer contacto direto com as empresas da região. A participação dos fornecedores algarvios esteve reservada a associados da ATA, dado o caráter restrito do evento.
A procura registada na primeira edição, cujas inscrições esgotaram quatro meses antes da realização, levou já à confirmação do regresso do Journeys Algarve em 2027 , de 3 a 6 de outubro. A continuidade do evento permitirá aprofundar as relações iniciadas este ano e manter o trabalho de aproximação entre a oferta algarvia e os compradores internacionais especializados neste segmento.“O anúncio de uma segunda edição consecutiva é um grande incentivo para o Turismo do Algarve e para as empresas nossas associadas. O formato deste evento está alinhado com a nossa estratégia de dar a conhecer a região de uma forma próxima e diferenciadora e acreditamos que dar continuidade a esta parceria irá contribuir para atrair um turismo de elevado valor, capaz de gerar benefícios duradouros para a economia da região”, revela André Gomes.