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X suspende 15 contas que promoveriam desinformação russa sobre Midterms

A plataforma X suspendeu 15 contas que promoviam o que se suspeita ser desinformação russa sobre as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos. No entanto, algumas contas influentes permanecem ativas, segundo uma organização que monitora a desinformação.

Especialistas afirmam que, até o momento, a interferência russa nas Midterms de 2026 tem sido limitada. Contudo, observou-se um aumento recente na atividade de contas nas redes sociais — possivelmente ligadas à Rússia — que disseminam alegações falsas sobre diversos candidatos democratas ao Senado.

Especialistas em desinformação informaram que as suspensões no X ocorreram na quinta-feira (29) e incluíram perfis com mais de 100 mil seguidores. Ainda assim, muitas das contas mais influentes que propagam esse tipo de conteúdo continuavam ativas até esta sexta-feira (30).

“O X demonstrou que, até certo ponto, está atento a essa questão”, afirmou Bret Schafer, diretor sênior do Institute for Strategic Dialogue, organização que identificou as suspensões.

“Muitas das publicações russas encobertas que detectamos foram removidas rapidamente. Por outro lado, outros elementos dessa infraestrutura continuam no ar”, adicionou.

Essa atividade online assemelha-se a esforços de desinformação observados anteriormente durante o ciclo eleitoral de 2024 — ações que, segundo agências de inteligência dos EUA, estariam ligadas a agentes do governo russo.

A CNN entrou em contato com o X solicitando um posicionamento sobre as remoções e aguarda retorno.

O que está em jogo nas Eleições de Meio de Mandato dos EUA?

 

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Papa Leão XIV solicita voto por correio em eleição nos Estados Unidos

O papa Leão XIV teria solicitado uma cédula para votar pelo correio nas Eleições de Meio de Mandato dos Estados Unidos, o que abriria caminho para que ele se tornasse o primeiro pontífice a votar em uma eleição democrática secular.

O primeiro papa americano está entre a “lista de pessoas que solicitaram uma cédula para votação pelo correio nas próximas eleições”, afirmou Kim Fladhammer, chefe de gabinete do escritório do secretário eleitoral do condado de Will, ao jornal Chicago Sun-Times. O papa solicitou a cédula usando seu nome de batismo, Robert Francis Prevost.

Michael Walsh, historiador britânico e autor de vários livros sobre o papado, afirmou que Leão XIV seria o primeiro papa a votar em uma eleição democrática secular.

“Não acho que os papas tenham votado em eleições democráticas antes”, disse ele à CNN.

Não está claro se o próprio pontífice solicitou a cédula pelo correio ou se ela foi gerada automaticamente. Registros mostram que o papa, que continua sendo cidadão americano, está registrado como eleitor em New Lenox, subúrbio de Chicago onde mora seu irmão John.

O pontífice, nascido em Chicago, participou das primárias dos partidos Republicano e Democrata nos últimos anos e também votou na eleição presidencial de 2024.

Desde que foi eleito papa, em maio de 2025, Leão XIV tem incentivado a participação cívica e pedido que as pessoas se manifestem sobre a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

“Eu convidaria os cidadãos de todos os países envolvidos a entrar em contato com as autoridades — líderes políticos, congressistas — para pedir, para dizer a eles, para trabalhar pela paz e rejeitar a guerra e a violência”, afirmou o papa Leão aos jornalistas em abril.

O pontífice entrou em conflito com o governo do presidente Donald Trump por causa da guerra no Irã e da intensificação das medidas contra a imigração. No início deste ano, Trump lançou uma série sem precedentes de ataques verbais contra Leão XIV, embora tenha reduzido as críticas recentemente — frequentemente mencionando que o irmão mais velho do papa, Louis, é apoiador do movimento MAGA.

A CNN solicitou comentários ao Vaticano e ao escritório do secretário eleitoral do condado de Will.

Quem é Robert Prevost, o papa Leão XIV?

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Análise: posição de Flávio reflete estratégia do governo Trump

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado à Presidência da República, divulgou, nesta quarta-feira (28), uma carta com teor golpista questionando a legitimidade da vitória de Lula nas eleições brasileiras.

O analista de Internacional da CNN, Lourival Sant’Anna, explicou durante o CNN Prime Time, que o conteúdo da carta se encaixa diretamente na estratégia política adotada pelo presidente norte americano, Donald Trump, no contexto das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

Fraude eleitoral como narrativa estratégica

O interesse imediato de Trump na versão de fraude na eleição brasileira, segundo Lourival Sant’Anna, é associar a ideia de irregularidade à vitória da esquerda.

“De imediato, o interesse de Donald Trump nessa versão de fraude na eleição do Brasil é para associar a fraude à vitória da esquerda, porque na terça-feira, provavelmente, os republicanos serão derrotados pelos democratas na eleição de meio de mandato”, afirmou o analista.

Essa derrota, ainda de acordo com Sant’Anna, deve ocorrer tanto na Câmara quanto, possivelmente, no Senado.

Trump teria preparado essa narrativa há bastante tempo, utilizando o Brasil como exemplo para reforçar a tese de que a esquerda venceria eleições por meio de fraudes — argumento que ele também aplica à sua própria derrota em 2020, que até hoje não reconhece. “Ele utiliza o Brasil para reforçar essa tese de que a esquerda vence eleições por meio da fraude”, explicou Sant’Anna.

Interesses de médio prazo em relação ao Brasil

No médio prazo, Lourival Sant’Anna aponta que a prioridade de Trump em relação ao Brasil seria reduzir a influência chinesa no país.

A eleição de Flávio Bolsonaro seria a forma mais direta de alcançar esse objetivo, mas como isso não se materializou, Trump tentaria atuar junto a Lula para obter resultados semelhantes. O analista citou como exemplo uma reunião realizada pouco antes de uma visita a Pequim, na qual Trump teria demonstrado capacidade de interlocução com o maior país da América Latina.

Caso as pressões dos democratas sobre Trump se intensifiquem — por meio de investigações, intimações e denúncias de corrupção e abuso de poder a partir das maiorias nas comissões da Câmara —, o analista avalia que Trump pode recorrer à carta da ameaça nacional proveniente do Brasil.

Isso incluiria caracterizar o país como uma não-democracia, mencionando organizações que ele classifica como narcoterroristas e a projeção chinesa sobre a América do Sul. “Toda essa percepção pode ser útil para o Trump no médio prazo”, disse Sant’Anna. Por ora, porém, Trump prefere manter uma boa relação com Lula, limitando-se a acolher Flávio e a tese de fraude eleitoral.

Enfraquecimento de Trump pode beneficiar estratégia de Flávio

Questionado sobre se um eventual enfraquecimento de Trump nas eleições de meio de mandato afetaria a estratégia de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, Lourival Sant’Anna respondeu de forma surpreendente: segundo ele, esse cenário, na verdade, reforçaria a estratégia. “Isso reforça a estratégia de Flávio Bolsonaro, porque torna o Trump mais agressivo na estratégia de concentrar o poder presidencial para se defender desses freios e contrapesos que virão do Congresso”, explicou o analista. Nesse contexto, Trump estaria ainda mais inclinado a utilizar o Brasil como alvo, caracterizando-o como uma ameaça à segurança nacional que justificaria a concentração de poder em suas mãos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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